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Posts Tagged ‘Dinamarca’

Igboun é um extremo-esquerdo de grande talento

Igboun é um extremo-esquerdo de grande talento

Um dos mais fascinantes futebolistas que vai deixando o seu perfume na principal liga dinamarquesa é o avançado nigeriano Sylvester Igboun, jovem de apenas 24 anos que há muitas épocas representa o FC Midtjylland.

Nascido a 8 de Setembro de 1990 em Lagos, Nigéria, Sylvester “Syl” Igboun iniciou a sua carreira no Ebedei do seu país natal, mas cedo mudou-se para a Dinamarca e para o FC Midtjylland, clube que representa ao nível do futebol sénior desde 2009/10.

Fulcral no FC Midtjylland

Desde que se estreou profissionalmente pelo FC Midtjylland, Sylvester Igboun  já soma um total de 158 jogos e 46 golos, sendo peça fundamental do conjunto dinamarquês desde 2010/11.

Este ano, aliás, o jovem nigeriano está prestes a festejar o seu primeiro título dinamarquês, uma vez que, a quatro jornadas do fim, o FC Midtjylland lidera o campeonato local com 12 pontos de avanço sobre o FC Copenhaga. Nesta campanha, Igboun contribuiu com 10 golos e cinco assistências em 29 jogos.

Fantástico extremo-esquerdo

Sylvester Igboun pode actuar como extremo (esquerdo ou direito) ou avançado-centro, mas é claramente a partir do flanco canhoto que consegue atingir a plenitude das suas capacidades, assumindo-se, aí, como um verdadeiro quebra-cabeças para os adversários.

Afinal, sendo destro, o jovem nigeriano é fortíssimo nas diagonais da esquerda para o centro, procurando sempre os desequilíbrios no miolo através da sua velocidade e boa técnica. Para além disso, e mesmo que privilegie sempre os movimentos rumo a zonas centrais, a verdade é que também sabe dar profundidade ao seu flanco sempre que necessário.

De sublinhar, igualmente, que o bom registo de golos de “Sly” não é um mero acaso e deve-se essencialmente ao facto do atacante finalizar muito bem de média e curta distância, sendo ainda de realçar o seu oportunismo, uma vez que o nigeriano sabe explorar, como poucos, as zonas de finalização.

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Pione Sisto é uma pérola de sangue africano

Pione Sisto é um talento de sangue africano

Recentemente apontado ao FC Porto, um dos mais promissores talentos do actual espectro futebolístico dinamarquês é Pione Sisto, jovem extremo-direito de 20 anos que vai evoluindo no FC Midtjylland, do principal escalão desse país da Escandinávia.

Trata-se de um futebolista nascido a 4 de Fevereiro de 1995, no Uganda, mas que é filho de pais sudaneses e que muito cedo rumou à Dinamarca, país onde desenhou todo o seu percurso futebolístico no FC Midtjylland. Se nos debruçarmos apenas no futebol sénior, Pione Sisto soma um total de 58 jogos e 13 golos em todas as competições oficiais.

Rápido, técnico e explosivo

Pione Sisto encontra-se na Dinamarca desde os dois meses e até já representou a selecção de sub-21 desse país da Escandinávia, mas a verdade é que o seu futebol transporta-nos imediatamente para o seu continente de nascimento, o africano.

Afinal, seja encostado ao lado direito do ataque (posição preferencial) ou no flanco oposto, Pione Sisto apresenta um futebol pleno de velocidade, explosividade, imprevisibilidade e capacidade técnica, que torna-o um autêntico quebra-cabeças para os adversários, que têm muitas dificuldades para o parar.

Extremo híbrido

Capaz igualmente de ganhar a linha como um extremo puro, a verdade é que Pione Sisto também sabe quando fazer a diagonal para dentro, situação em que cria imediatamente desequilíbrios e fica habilitado a fazer um decisivo último passe ou um remate de meia distância (aspecto em que também é forte).

Obviamente que, aos 20 anos, existem ainda alguns aspectos que ainda terão de ser limados pelo jovem dinamarquês, que vão desde à necessidade de ganhar uma maior inteligência táctica, melhor capacidade de recuperação e uma outra objectividade na sua tomada de decisão. Ainda assim, é inegável que estamos perante um talento com grandes perspectivas de atingir um alto patamar no espectro futebolístico mundial.

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Hvilsom a festejar mais um golo pelo Hobro

Hvilsom a festejar mais um golo pelo Hobro

Actua no modesto Hobro IK, clube que faz a sua estreia na primeira divisão dinamarquesa, um dos pontas de lança mais sedutores daquele país da Escandinávia, mais concretamente o jovem Mads Hvilsom, de 22 anos.

Nascido a 23 de Agosto de 1992 em Himmelev, Dinamarca, Mads Dittmer Hvilsom passou pelas camadas jovens de clubes como o Himmelev-Veddelev, Hvidovre, Roskilde e FC Midtjylland, tendo sido através deste último que se estreou no futebol profissional a 5 de Abril de 2009, numa vitória diante do Horsens (3-1), em jogo da Superliga Dinamarquesa.

Não se afirmou no Midtjylland

Ainda assim, apesar desta chegada precoce à primeira equipa do FC Midtjylland, a verdade é que o ponta de lança, nunca se afirmou na plenitude nesse emblema, acabando emprestado ao Viborg (16 jogos e sete golos em 2011) e ao Hobro IK (37 jogos, 12 golos entre 2012 e 2014, isto mesmo tendo falhado praticamente toda a temporada de 2012/13 devido a uma rotura de ligamentos).

Naturalmente contentes com o seu desempenho, os responsáveis do Hobro IK, aproveitando a subida do modesto clube à Superliga dinamarquesa, esforçaram-se para assegurar em definitivo o concurso do jovem ponta de lança, sendo que Mads Hvilsom, até este momento, não está a defraudar minimamente as expectativas, somando nove golos em 15 jogos do campeonato local, algo que lhe permite inclusivamente ser o actual melhor marcador da prova.

Um puro “nove”

Mads Hvilsom é um puro “target man”, ou seja, um daqueles pontas de lança que servem de referência aos extremos e médios-ofensivos na hora de enviarem a bola para a área, sendo que o jovem internacional sub-20 dinamarquês parece estar sempre no sítio certo para finalizar, demonstrando um posicionamento excelente.

Com 1,88 metros e 80 kg, trata-se de um atacante muito possante, que desgasta as defesas e que é naturalmente forte no jogo aéreo, ainda que se destaque essencialmente pela violência e precisão do seu disparo de pé direito, onde é absolutamente letal.

Não sendo um portento de técnica ou de velocidade, Mads Hvilsom é muito competente em qualquer um desses aspectos, sendo ainda de destacar a sua capacidade de cair para os flancos, algo pouco expectável num jogador com as sua características físicas. Em suma, um talento dinamarquês que merece atenção à sua evolução.

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Okore com a camisola da Dinamarca

Okore com a camisola da Dinamarca

Um dos jogadores que tem sido apontado como possível reforço do Benfica é um defesa-central dinamarquês de grande qualidade e que, neste momento, actua no FC Nordsjaelland: Jores Okore.

Nascido a 11 de Agosto de 1992 em Abidjan, Costa do Marfim, Jores Okore chegou à Dinamarca com apenas três anos de idade, tendo iniciado a sua carreira no B93, clube que representou até 2007.

Depois, transferiu-se para o FC Nordsjaelland, tendo se estreado na equipa principal em 2009/10 e assumido-se como titular absoluto em 2011/12, quando somou 30 jogos (1 golo) pelo clube que se sagraria campeão da Dinamarca nessa temporada. Ao todo, o defesa-central de origem marfinense soma 63 jogos (2 golos) pelo conjunto de Farum.

Defesa-central agressivo e forte fisicamente

Jores Okore é um defesa-central que não é muito alto (1,83 metros), mas que é bastante fiável no jogo aéreo, não sendo fácil de ultrapassar nesse aspecto específico do jogo.

Rápido e com boa leitura de jogo, o internacional dinamarquês por quatro ocasiões é muito forte nos duelos individuais, sabendo usar o físico para resolver muitos problemas que lhe são apresentados.

Calmo e com um perfil de líder do sector recuado, Okore é, portanto, um excelente reforço para qualquer clube europeu interessado num futebolista com elevado potencial.

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A criação da UEFA em 1954 foi o grande impulsionador para que se fizesse uma grande competição europeia de selecções, sendo que o sonho tornou-se realidade a 5 de Abril de 1958, altura em que República da Irlanda e Checoslováquia deram o pontapé de saída na fase preliminar da prova. Apesar de tudo, esta prova ainda começou de forma algo “coxa”, pois apenas dezassete selecções participaram no certame, contando-se as ausências de países como a Alemanha Ocidental, Bélgica, Itália e Inglaterra. Na fase final, disputada em França, destacou-se a União Soviética, equipa que contou com o genial Yashin e o cerebral Netto como grandes artífices do título europeu.

Matateu ajudou a eliminar a RDA

Portugal mostrou-se superior aos alemães de leste

O campeonato da Europa arrancou com uma fase preliminar onde apenas entraram checoslovacos e irlandeses, sendo que a Checoslováquia respondeu ao desaire da primeira mão (0-2), com um triunfo categórico (4-0) no duelo decisivo.

Finda essa ronda, chegou-se aos oitavos de final, onde a Roménia venceu a Turquia (3-0 e 0-2), a Espanha superou a Polónia (4-2 e 3-0), a URSS eliminou a Hungria (3-1 e 1-0), a França esmagou a Grécia (7-1 e 1-1), a Jugoslávia superiorizou-se à Bulgária (2-0 e 1-1), a Áustria triunfou diante da Noruega (1-0 e 5-2) e a Checoslováquia passeou diante da Dinamarca (3-2 e 5-1).

Portugal, que tinha como principais estrelas Coluna e Matateu, teve como adversário a República Democrática da Alemanha, tendo vencido as duas partidas diante dos germânicos e, dessa forma, conseguido o apuramento para os quartos de final. Em Berlim Oriental, a equipa das quinas venceu por 2-0, com golos de Matateu e Coluna, enquanto, no Porto, o triunfo foi por 3-2, com dois tentos de Coluna e outro de Cavém a superiorizarem-se aos golos de Vogt e Kohle.

Qualidade de Coluna não foi suficiente para superar a Jugoslávia

Lusos incapazes de contrariar poder jugoslavo

Os quartos de final haviam de ficar marcados pela recusa da Espanha de defrontar a União Soviética. A imposição do General Franco devia-se ao facto deste não concordar com o regime comunista praticado em Moscovo. Como tal, os soviéticos apuraram-se para a fase final sem jogar.

Portugal, por sua vez, teve como adversário a Jugoslávia e até teve um início auspicioso, marcado por um triunfo (2-1) no Estádio Nacional com golos de Santana e Matateu. Contudo, na segunda mão, Kostic comandou uma equipa jugoslava a uma vitória categórica por 5-1, num jogo em que o tento de Cavém teve pouca importância para o desenlace final.

Nos outros duelos desta ronda, a Checoslováquia superou a Roménia (2-0 e 3-0) e a França não deu hipóteses à Áustria (5-2 e 4-2).

Just Fontaine foi baixa de peso para a França

França desiludiu na fase final

A fase final do Euro 1960 foi disputada em França e contou com a presença da equipa gaulesa, URSS, Checoslováquia e o carrasco português: Jugoslávia.

O sorteio das meias-finais da prova colocou franceses em confronto com os jugoslavos e os soviéticos em confronto com os checoslovacos, sendo que os gauleses, orfãos das estrelas do Mundial 58 Kopa e Fontaine, até estiveram a vencer por 4-2, mas acabaram vergados a uma derrota por 5-4 com os jugoslavos, enquanto os soviéticos superaram tranquilamente os checoslovacos por três bolas a zero.

Desiludida por ter sido afastada de uma final que se iria disputar na sua capital, a França foi bastante desmoralizada para o encontro dos terceiros e quartos lugares, sendo que o desaire (0-2) nessa partida diante da Checoslováquia acabou por não surpreender.

Yashin era a estrela da URSS

Final * URSS 2-1 Jugoslávia

Na final, defrontavam-se duas selecções da Europa de Leste, mas que tinham abordagens distintas ao jogo. A Jugoslávia era uma equipa criativa e espectacular, com uma forma de jogar quase “brasileira”, enquanto os soviéticos eram um conjunto frio e eficaz que parecia obra de um qualquer laboratório de Moscovo.

A partida começou por se inclinar na direcção do conjunto mais espectacular, pois, ao minuto 41, Galic conseguia superar, finalmente, o mítico Yashin, guarda-redes que, entre as fases preliminares e final, apenas havia sofrido um golo até aquele momento.

Contudo, o terreno empapado beneficiava o maior poderio físico dos soviéticos que, ao quarto minuto do segundo tempo, chegaram ao empate por Metreveli.

Com o resultado empatado (1-1) a partida foi se desenrolando com alguma superioridade jugoslava, mas golos, esses, não apareceram até ao final dos noventa minutos, tendo o desafio que seguir para prolongamento. Aí, a superioridade física da URSS tornou-se evidente e, ao minuto 114, Ponedelnik correspondeu da melhor forma a um cruzamento de Meskhi, para garantir a vitória soviética (2-1) e a conquista do primeiro campeonato da Europa.

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Elkjær com a camisola do Verona

Uma das principais lendas do futebol dinamarquês foi um avançado-centro que combinava agressividade com capacidade de drible, um ponta de lança que nunca desistia de um lance e que era extremamente difícil de marcar pelos defesas contrários. Peça importante de um Verona que haveria de se sagrar surpreendentemente campeão italiano, foi internacional dinamarquês por 69 ocasiões e marcou 38 golos com a camisola da Dinamarca, fazendo parte dos anos de ouro do futebol daquele país nórdico e estando presente em grandes competições como os campeonatos da Europa de 84 e 88 e o Mundial 86. 

Herói de Lokeren após má experiência no Colónia

Preben Elkjær Larsen nasceu a 11 de Setembro de 1957 em Copenhaga, tendo iniciado a sua carreira no Vanlose IF  em 1976. Após apenas 15 jogos (7 golos), o avançado mudou-se para a Alemanha, onde, ao serviço do Colónia, nunca se adaptou à rigidez competitiva germânica.

Assim sendo, no Verão de 1978, transferiu-se para o menos conservador futebol belga, onde haveria de vestir a camisola do Lokeren até 1984. Nesse clube flamengo, Elkjær haveria de marcar 98 golos em 190 jogos do campeonato belga, transformando-se num ídolo para os adeptos do Lokeren, que lhe deram as alcunhas de “Chefe de Lokeren” e “Louco de Lokeren.”

Campeão italiano na época de estreia

No início de 1984/85, o internacional dinamarquês trocou o Lokeren pelo Verona e, logo na primeira temporada, o avançado haveria de ser um elemento importante de um clube italiano que, surpreendentemente, venceu a Série A. No Hellas Verona, Elkjær haveria de ficar até 1988, nunca mais ganhando nenhum título, mas jamais marcando menos de sete golos numa temporada.

Em 1988, regressou à Dinamarca para representar o Vejle, chegando ao seu país natal com o estatuto natural de grande estrela. Contudo, com a camisola do Vejle, Elkjær não foi feliz, acabando minado por lesões que o impediram de brilhar no regresso a terras dinamarquesas e o obrigaram a retirar-se em 1990.

Presente em três grandes competições internacionais de selecções

Internacional dinamarquês por 69 vezes (39 golos), Elkjær esteve presente em dois campeonatos da Europa (84 e 88) e no Mundial 86, tendo marcado dois golos na caminhada dinamarquesa até às meias-finais do Euro 84 e quatro tentos no bom percurso do “Danish Dinamite” até aos oitavos-de-final do Mundial 86.

Menos sorte, porém, teve o avançado dinamarquês no Euro 88, pois não marcou qualquer golo numa competição em que também foi prejudicado pela má actuação colectiva da Dinamarca (não passou da primeira fase, perdendo todos os jogos do seu agrupamento).

Após abandonar a carreira de jogador, ainda treinou o Silkeborg por um curto período, todavia, acabou por rapidamente abandonar a carreira de treinador, dedicando-se, ao invés, a comentar jogos de futebol na televisão.

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Paulo Bento levou Portugal ao Euro 2012

Após uma campanha sinuosa que começou pelo escândalo do empate caseiro com Chipre (4-4) e uma derrota pela margem mínima na Noruega (0-1), Portugal conseguiu finalmente o apuramento para o Euro 2012, após golear a Bósnia (6-2) no Estádio da Luz, no decisivo duelo do playoff. Tratou-se de uma vitória inequívoca, perante uma selecção que está em franca evolução, mas que, valha a verdade, ainda não está no nível da equipa portuguesa, que apesar de não ter um conjunto ao mesmo nível do passado recente, conta com alguns jogadores de classe mundial como Pepe, Fábio Coentrão e Nani, e um verdadeiro fora de série como é Cristiano Ronaldo. Ainda assim, após a ligeira euforia do quinto apuramento consecutivo para o campeonato da Europa, importa analisar os possíveis adversários portugueses no certame.

Subida ao Pote 3 poderá não ter trazido vantagens

Com a vitória diante da Bósnia, Portugal subiu do Pote 4 ao pote 3, o que, curiosamente, pode não ter trazido quaisquer vantagens à equipa das quinas. No Pote 3, Portugal fica automaticamente impedido de defrontar as  selecções da Suécia, Grécia e Croácia, mas passa a poder defrontar as equipas do Pote 4, onde existem três selecções equivalentes às anteriores: Dinamarca, República da Irlanda e República Checa e uma quarta, que, valha a verdade, os lusos quererão por todos os meios evitar: França.

Honestamente, deste último pote, Portugal deverá preferir os irlandeses ou os checos, pois são claramente as equipas mais frágeis, enquanto a Dinamarca, apesar da recente vitória em Copenhaga, também não poderá assustar a equipa das quinas. Por outro lado, a França, apesar da má forma recente, é uma equipa que tradicionalmente não vacila diante de Portugal e a sua colocação no mesmo grupo que o lusitano, criaria, quase de certeza, um grupo da morte no Euro 2012.

Parecem cabeças de série mas é apenas o Pote 2

O segundo pote poderia ser, claramente, um pote de cabeças de série. De facto, neste Pote 2 estão as selecções da Alemanha, Itália e Inglaterra, que perfazem oito títulos mundiais e uma Rússia, que, não sendo uma equipa frágil, será claramente a que todas as outras doze selecções vão desejar defrontar deste pote.

Tradicionalmente, Portugal dá-se melhor com a Inglaterra do que com Itália e Alemanha e, sendo assim, a equipa portuguesa deverá desejar os ingleses logo a seguir aos russos (de longe o fruto apetecido). Entre italianos e alemães, apesar do nome fortíssimo de ambos, temos que realçar que actualmente os germânicos estão bem mais fortes que os transalpinos e, a ter de escolher, seria mais “benéfico” a Portugal que lhe saísse a “squadra azzurra” que a “mannschaft”…

Pote 1: o pote dos desequilíbrios 

Apesar de tudo, o pote mais desequilibrado deste campeonato da Europa é claramente  o Pote 1, que tem as duas equipas mais fortes presentes na competição: Espanha e Holanda e, também, duas das mais frágeis: Ucrânia e Polónia.

Ainda assim, tirando a óbvia divisão “dois-dois”, há que realçar que entre espanhóis e holandeses, a preferência tem de ir para a selecção laranja, com quem nos damos tradicionalmente bem, enquanto entre ucranianos e polacos, a preferência acaba por ser indiferente, pois são ambos países organizadores e têm uma selecção de qualidade equivalente.

Haverá algum grupo de sonho ou de pesadelo?

Numa fase final de um campeonato da Europa nunca se pode falar em grupos de sonho, todavia, existem agrupamentos bem mais fáceis que outros e o melhor grupo para Portugal seria claramente algo parecido com isto:

Ucrânia/Polónia
Rússia
Portugal
República da Irlanda/República Checa/Dinamarca

Por outro lado, o oposto também existe, e existem combinações que poderão criar imensas dificuldades a que Portugal supere esta primeira fase do Euro 2012. Num caso de extrema falta de sorte, Portugal poderá encontrar algo semelhante a isto:

Espanha/Holanda
Alemanha/Itália/Inglaterra
Portugal
França

Taça Latina dentro do campeonato da Europa?

Curiosa a possibilidade da existência de uma mini Taça Latina na fase de grupos do campeonato da Europa, com Espanha, Itália, Portugal e França no mesmo agrupamento. Uma ideia interessante, mas que dificultaria e bastante a primeira missão portuguesa para este certame: apuramento para os quartos de final.

Apesar de tudo o que foi dito, só poderemos avançar com uma melhor análise aquela que vai ser a participação portuguesa após os resultados do sorteio da fase de grupos e, para isso, teremos de aguardar pelo dia 2 de Dezembro, onde tudo será decidido. Esperemos que, nesse dia, os deuses da fortuna estejam connosco e nos afastem dos maiores tubarões do futebol europeu.

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