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Posts Tagged ‘Diogo Valente’

Pereirinha não justifica estar no plantel do Sporting

Chegamos ao Natal e, tal como antes se tornou uma triste tradição para o clube verde-e-branco, o Sporting encontra-se uma vez mais numa posição difícil na luta pelo título nacional. Já a quatro pontos de distância do duo da frente, Domingos Paciência proibiu os seus jogadores de perderem pontos na deslocação a Coimbra, mas o certo é que os leões voltaram a tropeçar, muito por culpa dos falhanços de van Wolfswinkel (e também de um escandaloso de Onyewu…), mas também por terem dado novamente 45 minutos de avanço ao seu adversário. Uma parte inteira com Pereirinha no relvado em deterimento de um dos jovens jogadores mais talentosos do futebol actual, o peruano Carrillo.

Custa-me a entender essa insistência quase obsessiva pela utilização de um elemento que não vingou em clubes como o V. Guimarães e o modesto Kavala, mas que depois de não ter lugar em planteis leoninos bem mais fracos que o actual, foi incorporado por Domingos Paciência para esta temporada e até tem jogado com surpreendente regularidade.

Dirão, por certo, que jogadores como Izmailov, Jeffrén ou até Matías (outro erro de casting de Domingos, como extremo-direito) estão lesionados e isso diminui as opções do treinador leonino para essa posição, mas, quando há Carrillo, fará sentido a utilização de Pereirinha?

Muitos argumentarão que Pereirinha dá uma consistência defensiva muito mais acertada que o internacional peruano, mas custa-me compreender que num jogo com a Académica, seja Domingos Paciência a estar preocupado com Diogo Valente e não Pedro Emanuel a preocupar-se com Carrillo. Além disso, mesmo pensando que Domingos não queria arriscar e pretendia dar uma tracção mais defensiva a ala-direita, não seria mais lógico apostar no jovem Arias, do que insistir na utilização de alguém que nada acrescenta ao jogo verde-e-branco?

O empate que afasta ainda mais os leões do duo da frente, aliado à forma como a alteração de Pereirinha por Carrillo transfigurou para muito melhor o jogo dos leões deve servir de exemplo para que Domingos Paciência perceba que com todo o respeito pelo atleta Bruno Pereirinha, este não tem qualidade suficiente para integrar o plantel do Sporting, principalmente perante elementos que, actuando na sua posição, têm um rendimento incomparavelmente superior.

Para bem da equipa verde-e-branca e dos seus adeptos, é expectável que a última pobre exibição do jogador formado em Alvalade abra as portas da titularidade da extrema-direita leonina para outras opções, sendo que as iminentes recuperações de Izmailov e Jeffrén deverão dar uma ajuda decisiva a Domingos Paciência nesse capítulo.

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Académica festeja golo da vitória

Benfica e Sporting entraram da pior maneira no campeonato nacional, após perderem com Académica (1-2) e Paços de Ferreira (0-1), respectivamente, na primeira jornada da Liga Zon Sagres. A derrota do campeão nacional torna-se ainda mais surpreendente, pois as águias jogaram na sua própria casa e, durante cerca de 40 minutos, estiveram com uma unidade a mais no terreno de jogo. Assim sendo, os grandes vencedores da ronda acabaram por ser o FC Porto (venceu na Figueira da Foz por 1-0) e Sp. Braga (venceu o Portimonense, em casa, por 3-1), que, assim, iniciam o campeonato com três pontos de avanço sobre os mais directos perseguidores.


Jara estreou-se a marcar em jogos oficiais

Benfica 1-2 Académica

Apesar da derrota na Supertaça, poucos acreditavam que o Benfica pudesse baquear, na sua própria casa, diante dos estudantes. No entanto, o Benfica, que nem entrou mal no desafio, viu a Académica adiantar-se no marcador, aos 26 minutos, na sequência de um livre apontado por Diogo Valente e finalizado com toda a tranquilidade por Miguel Fidalgo. Esse golo intranquilizou os encarnados e estes, até final da primeira parte, foram incapazes de reagir com clarividência, falhando muitos passes e não conseguindo qualquer jogada com princípio, meio e fim.

Após o descanso, esperava-se que o Benfica entrasse forte e com vontade de dar a volta ao marcador. Por volta dos 50 minutos, Addy foi expulso e pensou-se que esse seria o catalisador perfeito para a reviravolta no resultado, pois ninguém acreditava que a Académica pudesse suportar durante quarenta minutos a pressão de uns encarnados a jogarem em superioridade numérica.

A partir daqui, o Benfica, naturalmente, assumiu as despesas do jogo e, pela primeira vez, conseguiu encostar a Académica às cordas, começando-se a advinhar o golo da igualdade, que surgiu, sem surpresa, aos 62 minutos, quando Jara, a cruzamento de Fábio Coentrão, não perdoou.

Pensou-se que o segundo golo seria uma questão de tempo, todavia, o tempo foi passando e, apesar do Benfica jogar no meio campo da equipa de Coimbra, o golo não surgia. Curiosamente, nos descontos, quando já todos se resignavam ao empate, foi a Académica que, numa jogada de rápido contra-ataque, viu Laionel, de muito longe, desferir forte pontapé que passou por cima de um adiantado Roberto, tocou no poste, e entrou na baliza do Benfica.

Uma vitória que premiou o bom futebol da Académica, enquanto jogaram onze contra onze e a entreajuda dos estudantes quando passaram a ficaram em inferioridade numérica.

Rondon foge a Daniel Carriço

Paços de Ferreira 1-0 Sporting

O Sporting entrou mal no campeonato, muito por culpa da sua finalização que, em Paços de Ferreira, voltou a ser o calcanhar de Aquiles da equipa leonina. Principalmente na primeira parte, os verde e brancos falharam tentos que lhes permitiriam ganhar facilmente o jogo, com destaque para um remate à trave de Postiga e remates perigosos do mesmo Postiga, Carriço, Polga e Liedson.

Na segunda metade, os leões baixaram um pouco de produção e o P. Ferreira aproveitou a falta de rotinas da dupla de centrais (Polga-Nuno André Coelho), para, na sequência de um cruzamento bem medido de Manuel José, Mário Rondon fazer o 1-0 para a equipa da Capital do Móvel.

A partir do golo sofrido, os leões, apesar de terem terminado o jogo com quatro avançados, foram incapazes de terem o discernimento necessário para procurarem, com critério, a igualdade, acabando, naturalmente, por averbarem uma derrota que, por certo, terá consequências na moral da equipa verde e branca.

Hulk em luta com um navalista

Naval 0-1 FC Porto

O FC Porto entrou no campeonato a vencer, ainda que tenha feito uma exibição pouco inspirada na Figueira da Foz.

Depois de uma primeira metade muito fraca dos dragões, em que a Naval foi mesmo a equipa mais perigosa, os azuis e brancos subiram ligeiramente de produção após o descanso, começando a jogar mais no meio campo da Naval e criando algumas situações de perigo para a baliza de Salin.

Ainda assim, foi a equipa navalista que teve uma grande oportunidade para se colocar em frente no marcador, quando Previtali, a passe de Camora, ficou em excelente posição para fazer o golo, contudo, demorou tanto tempo para rematar, que permitiu a Álvaro Pereira o corte na hora H.

O jogo caminhava para o seu final e já todos se resignavam à igualdade, quando Jonathas colocou a mão na bola em plena área da Naval. Na sequência do castigo máximo, Hulk não perdoou e deu uma importante vitória aos dragões no arranque do campeonato nacional.

A festa do Sporting de Braga

Braga 3-1 Portimonense

Num bom jogo de futebol entre duas equipas de tracção ofensiva, o Braga aproveitou a sua maior experiência para levar de vencida a equipa algarvia por três bolas uma.

Os arsenalistas colocaram-se em vantagem no primeiro lance de grande perigo que dispuseram, quando Matheus, de cabeça, fez o 1-0.

Pensou-se que o golo libertaria os bracarenses para uma vitória fácil, no entanto, o Portimonense reagiu muito bem e o segundo tento do Sp. Braga, apontado por Paulo César em cima do intervalo, foi completamente contra a corrente do jogo.

Após o intervalo, o Portimonense continuou a procurar um golo que fizesse abalar a confiança do Braga e esse golo surgiu mesmo, aos 52 minutos, por Elias. No entanto, o tento não abalou uma equipa arsenalista que está com grande confiança e, assim, foram mesmo os bracarenses a fazerem o 3-1 final, com um golo de Salino.

Com esta vitória e exibição segura e personalizada, o Braga garantiu que vai, por certo, lutar pelo título nacional.

Nos outros jogos, destaque para as vitórias fora de Nacional (1-0 ao Rio Ave) e V. Setúbal (1-0 ao Marítimo) e para os nulos no Olhanense-V. Guimarães e Beira Mar-U. Leiria.

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