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Cherrad festeja o segundo golo maritimista

Mitchell Van der Gaag alertou que o Sporting Fingal estava com maior ritmo de jogo e que o Marítimo tinha começado a trabalhar há apenas um mês. E a falta de ritmo dos madeirenses notou-se principalmente no primeiro tempo, mas também por mérito da estratégia dos irlandeses. O quinto lugar da época transacta foi muito saboroso e importante, mas teve a desvantagem da equipa ter de começar os trabalhos mais cedo e ter pouco tempo para construir um plantel.

Contudo, não foi esse o motivo do resultado magro alcançado diante de um total desconhecido do futebol europeu. O desfecho final deveu-se, sobretudo, a um problema que transita da época passada: a consistência defensiva. Na época transacta, a equipa sofreu 43 golos e, por isso, é estranho num sector cujo reforço era primordial, ver apenas um elemento que não transitou da temporada transacta. Este problema defensivo reside na falta de solidez dos centrais, que foi bem visível no primeiro golo adversário. Felizmente, continuamos a contar com bons executantes e o conjunto parece continuar com a mesma veia goleadora.

Perante um adversário fechado, os verde-rubros tiveram muitos problemas em encontrar espaços e as transições eram demasiado lentas. Os laterais, Ricardo Esteves e Alonso, tinham dificuldades em subir pelos flancos; Marquinho não se conseguia soltar; Kanu esteve perdido dentro de campo e Baba não era a referência atacante que a equipa precisava. Só através das linhas de passe encontradas por Tchô e alguns rasgos de Djalma é que o perigo rondava a baliza contrária.

Depois aconteceu o impensável: o golo do Fingal. Uma desatenção do flanco esquerdo, aliado à falta de agressividade dos centrais. Se os irlandeses já estavam a jogar fechado e sem pressas, então a vencer o ritmo ficou mais lento.

O técnico maritimista notou que era preciso maior rapidez e presença na área. Logo, lançou Cherrad e Danilo Dias no jogo. Os dois elementos entraram muito bem e deram maior velocidade ao jogo verde-rubro. O argelino foi a referência na área que a equipa precisava, enquanto o atacante brasileiro jogou mais como médio-atacante, recuando várias vezes em busca da bola.

No segundo tempo, os jogadores do Marítimo demonstraram garra e vontade de virar os acontecimentos, algo que foi compensado com a reviravolta no marcador. E quando tudo parecia resolvido e os madeirenses procuravam o golo da tranquilidade, Ricardo Esteves tem uma paragem cerebral e oferece o empate ao adversário. Até final, o Fingal voltou a ameaçar com uma bola na barra, mas um dos habituais choveirinhos foi parar miraculosamente aos pés de Tchô que garantiu a magríssima vantagem para a segunda-mão.

Dentro de uma semana, em Dublin, o Marítimo terá de jogar de forma cautelosa para garantir a passagem para a próxima eliminatória e espero que Rafael Miranda esteja totalmente recuperado. O trinco brasileiro é um bom recuperador de bolas e é rápido a fazer a transição para o ataque, algo que faltou no jogo da primeira-mão.

Queria ainda abordar a forma como foi feito o “empréstimo” do Estádio da Madeira ao Marítimo. O Nacional, na pessoa do seu presidente, Rui Alves, cedeu de forma contrariada as suas instalações e fez de tudo para prejudicar a prestação dos verde-rubros na Liga Europa. Quase impediram a equipa de treinar, cortaram diversos serviços logísticos e, no dia do jogo, encerraram o parque de estacionamento. Só faltou colocarem armadilhas no balneário … Não é novidade para ninguém a grande rivalidade dos dois principais dos clubes da Madeira, mas que ao menos haja cordialidade e bom senso, quando, em jogo, está também a promoção da ilha.

Por último, quero felicitar os cerca de três mil adeptos verde-rubros que se dirigiram à Choupana. A bancada destinada aos sócios, com capacidades para 2500 pessoas, estava quase lotada. No Estádio da Madeira estava o triplo da assistência nacionalista na época passada. É nestas alturas que se vêem os verdadeiros maritimistas e mostramos a mística do maior clube das ilhas. Em relação àqueles que ficaram em casa, porque se recusam a meter os pés no campo do rival, merecem o meu total desprezo e repúdio. Um emblema com o historial e a grandeza do Marítimo dispensa adeptos de conveniência.

Agora, é esperar que o clube alcance um resultado positivo na Irlanda, para dentro de duas/três semanas voltarmos a dar alegria à cinzenta Choupana. 

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Curiosamente, é no dia seguinte a uma goleada sofrida pelos insulares (0-5 diante do Benfica), que venho apresentar aquela que, para mim, seria a melhor equipa do Marítimo, todavia, não passa de uma circunstancialidade até porque, para mim, Van der Gaag tem feito um bom trabalho na equipa madeirense.
O Marítimo, tal como o V. Guimarães, é uma equipa que tem um plantel de qualidade muito acima da média. Jogadores como Djalma, Peçanha, Manu ou Alonso são exemplos de atletas muito acima da média e que deveriam, facilmente, catapultar os insulares para uma classificação acima da que têm actualmente (9º lugar).
No entanto, sabemos que, por vezes, não é fácil agarrar num grupo de bons jogadores e fazer uma equipa. A escolha do onze base nem sempre é fácil e, muitas vezes, a escolha de este ou aquele jogador tem de ser feita em função do que ele trás ao colectivo e nem tanto pelo valor individual do mesmo. Assim sendo, este seria o meu onze do Marítimo.

Um guarda-redes seguro e regular (Peçanha) comandaria uma linha defensiva de quatro elementos bastante equilibrada com dois laterais que sabem defender e atacar (Alonso e Paulo Jorge) e dois centrais que, sem serem exuberantes ou fora de série, são relativamente seguros (Fernando e Róbson).
No miolo do terreno, apostaria na dupla: Olberdam e Roberto Sousa. Dois médios centro que garantiriam boa capacidade de recuperação de bolas e, acima de tudo, têm excelente capacidade de transição tanto ao nível defesa-ataque, como ataque-defesa. Estes elementos seriam o ponto fulcral do onze e da boa forma deles dependeria grande parte do sucesso táctico do mesmo.
A nº 10 apostaria claramente em Marcinho. Um desequilibrador nato, mas que é altruísta o suficiente para saber decidir quando deve fazer uma jogada individual ou um passe de morte.
Por fim, e também um dos segredos do onze, passava pela utilização de três avançados em constante movimento: Djalma, Pitbull e Manu. Estes têm características que lhes permitem, facilmente, mudar constantemente de posição e, assim, baralhar as marcações das defensivas contrárias. Além disso, a boa capacidade individual do trio iria forçar os adversários a cometerem muitas faltas e a verem cedo cartões o que os condicionaria rapidamente no desafio.
Utilizando Baba como arma secreta, em situações em que as características do jogo forçassem um futebol mais directo, este seria um onze para o Marítimo lutar pelo quinto/sexto lugar.

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