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Posts Tagged ‘Eduardo’

VarandasO Sporting viaja novamente numa daquelas espirais de auto-destruição que lhe são frequentes, e cujos sinais já vinham de longe, ainda que o mais tolerante (ou mais varandista) dos adeptos tentava ignorar, como que esperando por um daqueles milagres que jamais surge no clube verde-e-branco.

Uma vez mais, cometeu-se o típico erro tão sportinguista de se querer cortar radicalmente com o passado recente como se tudo o que viesse da direcção anterior estivesse errado. A novidade, desta vez, é que nem sequer se criou um novo paradigma, mesmo que errado.

Não, o que esta direcção conseguiu, isso sim, foi pegar nos erros das administrações de Filipe Soares Franco, José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes, e prescrever uma receita global para o desastre, pautada pelo autismo comunicacional, desvalorização negligente dos seus próprios activos, e uma política de contratações que parece um misto entre uma shortlist do FM 2015 e uma bolorenta base de dados do Carlos Freitas.

Voltou-se, rapidamente, àquele costume tão leonino de achar que se deve contratar aqueles jogadores que ainda ninguém reparou, mas que são certamente craques. Ou aqueles gajos que já falharam em toda a via-láctea mas que certamente vão explodir neste contexto de enorme tranquilidade e estabilidade que é o Sporting Clube de Portugal.

Surreal é também perceber-se que se passou toda a pré-temporada a contratar por catálogo, sem sequer se questionar o treinador sobre qual o perfil dos atletas que pretendia para o seu estilo de jogo. Depois, vende-se o principal ponta de lança sem lhe dar qualquer cavaco por sete milhões de euros e fica-se no plantel com um único “nove”, um ex-jogador de uma equipa da Segunda Liga.

O importante é poupar! Mas gastou-se cinco milhões de euros em Rafael Camacho (quando havia Matheus Pereira) ou três milhões de euros em Eduardo (quando se podia assegurar a continuidade de Gudelj a custo zero).

E quando até se compreendem as contratações, como é o caso de Rosier (7,5 milhões de euros) ou Vietto (7,5 milhões por 50% do passe) estas são feitas por valores completamente exagerados, entrando completamente em choque com o seu real valor de mercado e o próprio discurso da administração.

O último dia do mercado, então, foi uma verdadeira tragicomédia, com Varandas e Hugo Viana a mostrarem todo o seu know-how de scouting, desenterrando da pré-reforma Jesé Rodríguez e Bolasie, e juntando-lhes um brasileiro que apenas é popular no bairro brasileiro onde nasceu e na República Popular de Donetsk.

Entretanto, vendeu-se à pressa o melhor extremo do plantel e ainda se tapa os caminhos do onze principal aos três miúdos que cá ficaram e que verão a sua ascensão completamente bloqueada por três emprestados que, mesmo que se valorizem, serão para ganhos alheios. O mais irónico de tudo, é que dois desses jogadores até foram comprados por esta direcção (Plata e Camacho). Sem palavras.

Esqueceram-se, ao mesmo tempo, de reforços para as três principais lacunas do Sporting: A posição “seis”, onde apenas há o imberbe Doumbia e um Battaglia que vem daquelas lesões que nem sempre garante recuperação plena; a já supra-citada posição “nove”, onde resta Luiz Philippe; e a baliza, onde um bom “scouting” poderia ter facilmente identificado Rajkovic, um dos melhores guarda-redes da actualidade e que saiu para o modesto Reims por menos de meio Rosier.

Impressionante para quem dizia que tinha sempre plano A, B e C para tudo e que só vendia quando já tinha substituto alinhavado. Intrigante, principalmente depois de se ter ouvido tantas vezes que não havia necessidade extrema de vender os melhores activos.

A verdade é que o Sporting termina o mercado de Verão em liquidação total e sem gastar um euro na aquisição de um reforço que seja, quanto mais não fosse o ponta de lança, isto depois de terem despachado um futebolista que marcou 93 golos em 127 jogos por menos dois milhões de euros do que o FC Porto vendeu o seu defesa-central excedentário Osório.

Era engraçado perceber-se onde anda o dinheiro da “Apolo”, do empréstimo obrigacionista e do superavit entre compras e vendas de jogadores. Bem, ao menos agora o excel deve andar porreiro.

O problema vai ser quando as receitas caírem a pique com o mais do que certo divórcio crescente entre os sportinguistas e a sua equipa de futebol. É que ninguém pode sair motivado quando percebe que o plantel do Sporting é talvez ainda pior do que o plantel construído o ano passado pela comissão de gestão.

Mas eles querem lá saber. Primeiro meteu-se a culpa no “Brunão”, agora todo o mal tem o selo: Keizer e, brevemente, outro será o bode expiatório. E olhem que o leão é mesmo uma caixinha de surpresas.

Entretanto um gajo vai tentando rir para não chorar com tanta incompetência de quem pensa que comandar um clube de futebol é ignorar todo o factor emoção e focar-se na racionalidade cientifica da gestão de uma mercearia de esquina.

Afinal, já dizia José Maria Ricciardi que “isto não estava para amadores”, mas sinceramente é uma frase que me ofende ligeiramente.

É que amador sou eu e não conseguia fazer tanta merda.

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Beto volta a uma grande competição

Depois da surpreendente chamada ao Mundial 2010, Beto volta a fazer parte dos convocados para uma grande competição internacional de selecções, juntando-se a Rui Patrício e Eduardo como opção para a baliza portuguesa. Desta feita, porém, a sua chamada é menos polémica que a do mundial sul-africano, pois Beto actuou com regularidade nos romenos do Cluj, tendo, inclusivamente, mais legitimidade de estar no lote que Eduardo, guarda-redes que pouco jogou na Luz. Ainda assim, mais que o bom balneário, poucas poderá fazer Beto, pois as perspectivas de utilização da terceira escolha de Paulo Bento para a baliza são extremamente reduzidas.

Percurso desportivo

António Alberto Bastos Pimparel “Beto” nasceu a 1 de Maio de 1982 em Lisboa e é um produto das escolas do Sporting, ainda que, como sénior, só tenha jogado pela equipa B em 2000/01, 2001/02 e 2003/04, contando-se, também, um empréstimo ao Casa Pia, pelo meio, em 2002/03.

Em 2004/05, transferiu-se definitivamente para o Chaves, clube onde não jogou, tendo mudado de ares novamente na época seguinte, onde, ao serviço do Marco, foi mais feliz, pois efectuou 27 partidas oficiais.

Em 2006/07, transferiu-se para o Leixões, iniciando um percurso de três temporadas que lhe garantiu a subida ao primeiro escalão na primeira e boas temporadas nas duas seguintes na Primeira Liga. Nesses três anos em que esteve em Matosinhos, Beto efectuou 94 jogos, tendo apenas falhado seis jogos oficiais do Leixões.

Essas boas exibições no clube de Matosinhos valeram-lhe a transferência para o FC Porto, clube onde, em duas épocas, mostrou competência mas nunca conseguiu ganhar o lugar ao titularíssimo Helton. Assim sendo, nesta temporada que agora termina, Beto acabou emprestado ao Cluj, clube onde foi utilizado com regularidade e onde se sagrou campeão romeno.

Qualidades e Lacunas

Com apenas 1,80 metros, o jogo aéreo não é claramente o forte de Beto, jogador que falha com preocupante frequência nos cruzamentos para a área.

Ainda assim, o guarda-redes formado no Sporting tem inúmeras qualidades, que passam pela elasticidade, boa capacidade de resposta, excelentes reflexos e um posicionamento bastante interessante entre os postes.

Como tal, no seu global, Beto é um guarda-redes frio e eficaz, que, tirando a lacuna supra-citada do jogo aéreo, é bastante competente no desempenho das suas funções.

Para além disso, é um elemento que costuma fazer bom balneário e, isso, num jogador que muito dificilmente actuará no Euro 2012, é fundamental.

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Eduardo será o nº2 para a baliza

Provável segunda escolha para a baliza de Portugal no campeonato da Europa, é um dos casos mais curiosos nesta convocatória, pois trata-se de um guarda-redes que mal jogou ao longo da época 2011/12, devido a estar tapado no Benfica pelo brasileiro Artur Moraes. Ainda assim, mereceu a confiança de Paulo Bento para estar no Euro 2012, talvez por este ainda se recordar das brilhantes actuações de Eduardo ao longo do Mundial 2010, competição onde o ainda guarda-redes encarnado fez a totalidade dos 360 minutos que Portugal somou na África do Sul e apenas sofreu um golo, fatídico, diga-se, de David Villa.

Percurso desportivo

Eduardo dos Reis Carvalho nasceu a 19 de Setembro de 1982 em Mirandela, Portugal, e é um produto das escolas de formação do Sporting Clube de Braga. Entre 2000/01 e 2005/06, o guarda-redes português foi conquistado o seu espaço no Braga B, clube secundário dos arsenalistas onde Eduardo efectuou 110 jogos, tendo, nessa fase, se sentado no banco da equipa principal dos bracarenses várias vezes.

Em 2006/07, os responsáveis do Sp. Braga, perceberam que Eduardo já não poderia continuar a competir convenientemente numa pouco exigente II Divisão nacional e, como tal, emprestaram-no ao Beira-Mar, clube onde o guarda-redes somou 20 jogos oficiais. Na temporada seguinte, Eduardo voltaria a ser cedido, desta feita ao Vitória de Setúbal, onde, sob o comando de Carlos Carvalhal, fez a sua primeira grande época, somando 41 jogos e sendo peça fundamental na conquista da Taça da Liga, após defender três grandes penalidades na final diante do Sporting.

Essa excelente época, valeu-lhe o regresso ao Sp. Braga, clube onde durante duas temporadas foi titular indiscutível, destacando-se a segunda, onde apenas sofreu 20 golos no campeonato, contribuindo para o excelente segundo lugar dos bracarenses nessa edição da Liga Zon Sagres.

No defeso de 2010/11, transferiu-se para o Génova, onde jogou com regularidade durante a época transacta (37 jogos), mas onde nunca convenceu verdadeiramente responsáveis e adeptos do clube da Ligúria. Essa falta de confiança nas suas qualidades foram decisivas para o empréstimo de Eduardo ao Benfica, todavia, aí, o guarda-redes português não foi feliz, tendo somado apenas um jogo no campeonato e oito nas taças domésticas.

Qualidades e Lacunas

Curiosamente Eduardo é um guarda-redes parecido com Rui Patrício, nomeadamente na principal lacuna, pois, tal como o guarda-redes leonino, Eduardo sempre teve problemas com os cruzamentos. A principal diferença é que, ao contrário do habitual titular verde-e-branco, Eduardo nunca conseguiu corrigir tão bem esta deficiência.

Pouco espectacular mas eficaz entre os postes, Eduardo é um guarda-redes que responde com rapidez e eficiência aos problemas que lhe são postos, pois, não sendo especialmente elástico, sabe ocupar com mestria a sua zona de acção, acabando por ser efectivo na defesa da baliza.

Para além disso, trata-se de um líder que sabe comandar muito bem o sector recuado e partilha com Rui Patrício uma especialidade: a defesa de grandes penalidades, sendo, por tudo isto, uma alternativa válida para a baliza caso Rui Patrício se magoe ou seja castigado ao longo do campeonato da Europa.

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Um dos adversários do FC Porto na fase de grupos da Liga dos Campeões é um clube ucraniano que tem construído um nome forte no futebol europeu nos últimos anos, tendo, inclusivamente, conquistado a Taça UEFA em 2008/09, o Shakhtar Donetsk. Contudo, apesar da fama internacional ser recente, trata-se de um clube que conquistou o seu espaço mesmo no tempo da União Soviética, vencendo quatro Taças da URSS e sagrando-se vice-campeão soviético por duas ocasiões. Equipa que já defrontou o Boavista, Benfica, Sporting e Sporting de Braga nas competições europeias, irá, agora, defrontar o FC Porto pela segunda ocasião numa prova da UEFA, depois de ter sido eliminado pelos dragões na Taça das Taças de 1983/84 (2-3 e 1-1).

O Shakhtar actua no bonito Donbass Arena

Quem é o Shakhtar Donetsk?

O clube ucraniano foi fundado a 24 de Maio de 1936 e o seu primeiro grande momento no futebol soviético foi em 1951, quando o Shakhtar conquistou o terceiro lugar no campeonato nacional da URSS. Após esse feito, a equipa só voltaria a ter algum impacto nos anos 60, quando conquistou a Taça da URSS por duas ocasiões (1961 e 1962) e perdeu a final em 1963. Nessa altura, as boas campanhas na taça fizeram com que o clube de Donetsk ficasse conhecido como “equipa de taça.”

No entanto, após esse sucesso do início dos anos 60, a equipa ucraniana apenas voltou a ter impacto no seio do futebol soviético no final dos anos 70, quando foi terceira classificada do campeonato da URSS em 1978 e segunda classificada em 1979. Esse sucesso manter-se ia nos anos 80, com o Shakhtar a conquistar duas taças da URSS (1980 e 1983) e a perder outras duas finais da prova (1985 e 1986).

Após a queda da União Soviética, o Shakhtar Donetsk, juntamente com o Dínamo de Kiev, assumiu-se como um dominador do futebol ucraniano, somando seis campeonatos da Ucrânia, sete taças ucranianas e três supertaças, para além de ter conquistado a Taça UEFA em 2009 (2-1 ao Werder Bremen na final).

Na época passada (2010/11), o Shakhtar Donetsk conquistou a dobradinha do futebol ucraniano, juntando o campeonato à taça da Ucrânia.

o romeno Mircea Lucescu é o treinador do Shakhtar

Como joga?

É difícil falar do Shakhtar Donetsk como uma equipa ucraniana, pois o clube mineiro conta com uma grande influência brasileira no seu conjunto, nomeadamente do meio-campo para a frente onde conta com cinco jogadores canarinhos (Fernandinho, Dentinho, Jádson, Luiz Adriano e Eduardo, este, apesar de tudo, internacional croata) de grande talento.

De facto, o conjunto de Donetsk apresenta um futebol de grande qualidade técnica e de transições rápidas defesa/ataque, contando ainda com uma defesa de boa qualidade e onde imperam jogadores frios e eficientes como os internacionais ucranianos: Chygrinskiy (defesa-central) e o guarda-redes Pyatov, assim como os laterais Srna (internacional croata) e Rat (internacional romeno).

Esta noite, o onze provável da equipa ucraniana, esquematizado em 4x4x2, não deve andar muito longe do seguinte: Pyatov; Srna, Chygrinskiy, Kryvtsov e Rat; Mkhitaryan, Fernandinho, Jádson e Dentinho; Eduardo e Luiz Adriano.

Jádson é internacional brasileiro

Quem é que o FC Porto deve ter debaixo de olho? Jádson

O mais vistoso futebolista do meio-campo do Shakhtar Donetsk é o internacional brasileiro Jádson, um elemento de grande técnica e imaginação que os dragões devem saber controlar.

Nascido a 5 de Outubro de 1983 em Londrina, Brasil, Jádson Rashid Rodrigues da Silva Radzif iniciou a sua carreira no Atlético Paranaense em 2003, tendo permanecido no clube canarinho entre 2003 e 2005 e efectuado 65 jogos (21 golos) nesse período de tempo.

Em 2005, o então promissor centro-campista brasileiro mudou-se para a Ucrânia, onde, desde essa data, representa o Shakhtar Donetsk. Na equipa ucraniana, já efectuou 163 jogos (39 golos) e conquistou inúmeros títulos, sendo cinco campeonatos da Ucrânia, duas taças ucranianas e uma Taça UEFA os principais triunfos.

Médio-ofensivo de grande talento individual, é um jogador com um baixo centro de gravidade, o que lhe permite driblar os adversários com facilidade e mestria. Rápido e com boa visão de jogo, trata-se de um dos principais cérebros do futebol ofensivo dos mineiros, sendo imperioso para o FC Porto tê-lo constantemente debaixo de olho.

Golo de Derlei eliminou os ucranianos em 2008/09

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça das Taças 1983/84: FC Porto vs Shakhtar Donetsk 3-2 e 1-1 (apurado FC Porto)

Taça das Taças 1997/98: Boavista vs Shakhtar Donetsk 2-3 e 1-1 (apurado S. Donetsk)

Liga dos Campeões 2007/08: Benfica vs Shakhtar Donetsk 0-1 e 2-1 (Benfica seguiu para a Taça UEFA, S. Donetsk eliminado)

Liga dos Campeões 2008/09: Shakhtar Donetsk vs Sporting 0-1 e 0-1 (Sporting apurado, S. Donetsk seguiu para a Taça UEFA)

Liga dos Campeões 2010/11: Sporting de Braga vs Shakhtar Donetsk 0-3 e 0-2 (Sp. Braga seguiu para a Taça UEFA, Shakhtar apurado)

As possibilidades do FC Porto

Na minha opinião, o Shakhtar Donetsk é o principal adversário do FC Porto neste Grupo G, sendo claramente a equipa mais dura que os azuis-e-brancos vão defrontar nesta fase da prova.

Em termos de qualidade de plantel, ambas as equipas equivalem-se, ainda que os azuis-e-brancos tenham a vantagem de terem maior experiência internacional que o conjunto ucraniano, ainda que essa diferença se tenha vindo a esbater nos últimos tempos.

Assim sendo, favoritismo reduzido para os portistas que terão de ter imenso cuidado e serem extremamente profissionais para superarem este difícil obstáculo.

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Roberto tem estado na mira dos benfiquistas

É com algum desânimo que começo a escrever a minha primeira crónica sobre o Sport Lisboa e Benfica na época 2010/2011. Após uma época em que a única desilusão foi a derrota com o Liverpool em Anfield Road por 4-1 e em que o Sport Lisboa e Benfica perdeu apenas dois jogos no campeonato, a época oficial 2010/2011 começou com uma derrota na Supertaça Cândido de Oliveira e duas derrotas no Campeonato Nacional, isto em apenas duas jornadas.

A equipa não será a mesma? Jorge Jesus não é o mestre da táctica? Será tudo culpa do menino 8,5 milhões?

Enumero aqui alguns problemas:

1. Começo pelo Guarda-Redes. Sofrer 6 golos em 3 jogos? Não percebo como Roberto custa 8,5 milhões e o Eduardo apenas 4 milhões e nós vamos comprar o mais caro. Não percebo como Roberto pode ser tão mau. Aliás, não acredito que Roberto seja assim tão mau. Mas também não acredito no Júlio César e no Moreira. Solução? Não sei.

2. Que defesa é aquela? Não se sabem posicionar numa bola parada? Andam desconcentrados? Acordem para a vida.

3. Que meio campo é aquele? Onde está o Javi? Aimar não aguenta mais de 30 minutos. Gaitan não é ala. Amorim que seria o substituto ideal de Ramires está em má forma. Carlos Martins que foi o melhor na pré-época não joga. Não percebo.

4. Ataque? Aquilo é um ataque? Apenas 2 golos marcados em 3 jogos? Cardozo ainda se mexe menos do que era normal. Saviola anda perdido. O jogador mais perigoso no ataque do Benfica é o seu defesa-esquerdo: Fábio Coentrão.

5. Forma Física: Parecem um bando de reformados. Quem os treina?

6. Dinâmica: Equipa não tem dinâmica, não se percebe como uma equipa que era muito móvel e imprevisível agora parece que não tem ideias. Jesus, desaprendeste?

7. Disciplina: Nem comento. Na Supertaça devíamos ter acabado o jogo com 8. Andam descontrolados?

8. A cara de Jesus. Onde está a arrogância que tanto me agradava? Agora olhamos para a cara de Jesus e parece que tem medo e não sabe o que fazer para mudar as coisas.

Eu continuo a acreditar em Jorge Jesus, Rui Costa, LFV e nos jogadores, mas algo tem de ser feito. Isto não é normal. E não é com contratações “à pressa” que vamos resolver os nossos problemas.

Continuo a acreditar que o Sport Lisboa e Benfica será campeão e que fará uma boa Champions League. Se eu acreditava que era possível recuperar uma eliminatória depois de perder em Vigo por 7-0, porque não vou acreditar que isto é apenas uma fase que será ultrapassada?

Força Benfica!

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A equipa bracarense entrou da melhor forma na Liga dos Campeões, vencendo o Celtic de Glasgow por três bolas a zero e dando boas indicações para a época que se avizinha. No entanto, é indesmentível que este Sporting de Braga está mais fraco que a equipa da época passada, pois perdeu atletas do calibre de Hugo Viana, Luís Aguiar, Eduardo ou Evaldo, sendo que apenas o guarda-redes (Quim) e o lateral-esquerdo (Elderson) parecem ter substitutos à altura. Ainda assim, os arsenalistas têm, no seu plantel, jogadores de qualidade e com condições para fazerem mais uma excelente época.

Assim sendo, irei explanar, de seguida, aquele que deve ser, na minha opinião, o onze base dos bracarenses para a época 2010/2011.

Na baliza, a titularidade de Quim está assegurada, contudo, devido à grave lesão que sofreu, o internacional português terá de ser substituído por algum tempo na baliza bracarense. Nesse período, optaria por Artur, um guarda-redes brasileiro com experiência de futebol italiano (jogou no Siena, Cesena e Roma), que pode garantir tranquilidade ao sector recuado dos arsenalistas.

Na defesa, a dupla de centrais (Moisés-Rodríguez) seria a minha escolha. Tratam-se de dois jogadores que são competentes tanto pelo ar como pelo chão e que formam, provavelmente, a dupla mais segura da Liga Portuguesa. Por outro lado, nas laterais, optava por Elderson (à esquerda) e por Sílvio (à direita). O nigeriano é um lateral seguro a defender e muito bom a atacar, dinamizando o seu flanco e garantindo mais soluções ofensivas. Por outro lado, o jovem português é um lateral mais conservador que, não sendo mau no capítulo ofensivo é na defesa que se destaca, podendo ajudar imensamente no equilíbrio defensivo do Sp. Braga.

Depois, no centro do meio campo, optaria por um duplo pivot (Salino-Vandinho) e com Mossoró como nº10. Neste esquema, o ex-Nacional seria um jogador com obrigações defensivas e ofensivas, jogando como box to box e garantindo a ligação entre o trinco (Vandinho), jogador mais defensivo e posicional e o médio ofensivo (Mossoró), um jogador criativo e com liberdade ofensiva, que apareceria preferencialmente ao centro, mas também cairia nas alas, fazendo uso da sua mobilidade e polivalência.

Por fim, no ataque, optaria por um trio de jogadores móveis, rápidos e com bastante criatividade (Matheus-Meyong-Alan). Os extremos brasileiros iriam trocar constantemente de posições entre eles e com o próprio Mossoró, aparecendo preferencialmente nas alas, mas procurando constantemente as diagonais para o centro para criarem desequilíbrios e chegarem o golo. Por outro lado, o avançado camaronês também iria fazer uso da sua mobilidade para cair muitas vezes nos flancos, mas teria de ter a obrigação de estar mais vezes no centro, para servir tanto de referência nos cruzamentos e nas assistências dos colegas como para fazer tabelinhas com os três criativos (Alan-Mossoró-Matheus) para que estes pudessem aparecer em boas posições para concretizar.

Tendo ainda jogadores como Andrés Madrid, Lima ou Paulo César no banco, este Sp. Braga pode voltar a surpreender neste campeonato 2010/11.

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Esperava-se mais de Ronaldo no Mundial

Até 2010, Portugal havia participado em apenas quatro campeonatos do mundo: 1966, 1986, 2002 e 2006. Curiosamente, nas participações em terras europeias (1966 em Inglaterra e 2006 na Alemanha), Portugal havia feito excelentes campanhas ficando em terceiro e quarto lugar respectivamente, enquanto nas presenças fora da Europa (1986 no México e 2002 na Coreia/Japão) as campanhas foram péssimas, com a selecção das quinas a não passar da fase de grupos, perdendo mesmo com equipas que pareciam acessíveis como Marrocos (1986), Estados Unidos (2002) e Coreia do Sul (2002). Assim sendo, na terceira participação em terras distantes do velho continente, todos ficamos ansiosos para saber se à terceira era de vez e fazíamos uma boa campanha ou se, ao invés, voltávamos a fracassar como no México ou na Coreia/Japão. Curiosamente, acabamos por nem fazer uma coisa nem outra, terminando com uma campanha digna, mas modesta, pois limitamo-nos a cumprir com os serviços mínimos: oitavos de final. A única “consolação”? A Espanha, que nos eliminou, sagrou-se campeã do mundo de futebol. 

A Fase de Grupos 

Integrados no Grupo G com Costa do Marfim, Coreia do Norte e Brasil, percebeu-se, desde cedo, que Portugal iria disputar o apuramento para os oitavos de final com a equipa marfinense. Nesse aspecto, o facto da equipa lusitana defrontar a equipa canarinha na última jornada poderia revelar-se um ponto a favor da nossa selecção como, aliás, se confirmou. 

O primeiro jogo de Portugal, diante da Costa do Marfim, foi, sem sombra de dúvida, o pior da campanha lusitana na África do Sul. Portugal até começou melhor, ficando na retina um grande remate de Cristiano Ronaldo ao poste da baliza de Barry, mas depois, com o passar do tempo, Portugal foi recuando, foi ficando parco em ideias e foi dando, perigosamente, a iniciativa de jogo aos marfinenses. Ronaldo não existia, Danny mostrava ser um equívoco, Paulo Ferreira tinha dificuldades para parar os velozes avançados africanos e Liedson, esse, sozinho na frente, era incapaz de fazer o que fosse perante os gigantes defesas da Costa do Marfim. Neste jogo, salvou-se Coentrão (grande exibição), Eduardo (sempre atento) e o facto de Drogba, completamente isolado, já nos descontos, ter tentado um passe, quando tinha tudo para marcar um golo que, quase de certeza, iria ser fatal para a passagem portuguesa aos oitavos de final. No final, o nulo foi bem melhor que a exibição. 

A equipa lusitana encarou o segundo jogo com os norte-coreanos com algumas cautelas, pois os asiáticos haviam, na primeira partida, perdido apenas por um golo (1-2) com o Brasil. Na primeira parte os asiáticos ainda deram um ar da sua graça com bons processos ofensivos e alguns remates perigosos, mas Portugal chegou ao intervalo a vencer por uma bola a zero e percebia-se que bastaria a equipa das quinas acelarar na segunda parte para fazer mais golos. Na verdade, essa segunda metade, foi o melhor período de Portugal no campeonato do mundo. Com um futebol fluído, com bastantes passes ao primeiro toque e muita velocidade, Portugal foi trucidando o sector recuado norte-coreano. Coentrão e Ronaldo combinavam muito bem no flanco esquerdo, Tiago mostrava ser um autêntico maestro do meio campo e os golos iam se sucedendo. Simão, Tiago (2), Hugo Almeida, Cristiano Ronaldo e Liedson marcaram, assim, seis tentos nos segundos quarenta e cinco minutos e a partida terminou com uma vitória lusa por 7-0, provando que Portugal, quando quer, pode jogar um futebol ofensivo, imaginativo e do agrado do espectador. 

Como se esperava, o Brasil havia vencido a Costa do Marfim (3-1) e, assim, esse resultado aliado ao facto de termos despachado a Coreia do Norte por 7-0, deixava-nos praticamente apurados para a fase seguinte. Ainda assim, Queirós, talvez temendo que os asiáticos pudessem levar um correctivo da equipa africana ao nível do que haviam levado de Portugal, preferiu apresentar uma equipa cautelosa, com Ricardo Costa e Duda como laterais, Ronaldo como ponta de lança e Fábio Coentrão no meio campo. Acabou por ser um jogo bastante enfadonho, com poucas oportunidades de golo e com ambas as equipas contentes com o zero a zero, pois, com esse resultado, o Brasil assegurava o primeiro lugar e Portugal assegurava o apuramento para os oitavos de final. Ainda assim, destaque para a fraca exibição de Ricardo Costa e de Danny que pareciam estar a mais em campo, sendo que o defesa, muitas vezes, até parecia estorvar os companheiros do sector enquanto o jogador do Zenit, perto do fim, na única vez em que fez algo de útil, desperdiçou uma grande oportunidade de dar a vitória a Portugal e colocar-nos no primeiro lugar do agrupamento. Esse falhanço obrigava-nos, assim, a jogar com a Espanha nos oitavos de final. 

Oitavos de Final 

No jogo contra a Espanha, Queirós voltou a surpreender, insitindo na utilização de Ricardo Costa a lateral direito (menos mau que com o Brasil, mas muito fraquinho) e apostando em Hugo Almeida na frente de ataque (uma nulidade), quando se esperava o mais móvel: Liedson. 

Os primeiros quinze minutos de Portugal foram um pesadelo. A Espanha trocava a bola no meio campo lusitano de forma rápida e incisiva, conseguindo criar lances de perigo sucessivos para a baliza de um sempre atento e muitas vezes heroico Eduardo. Ainda assim, com o passar do tempo, Portugal foi equilibrando a partida, conseguindo, até, chegar algumas vezes à baliza de Casillas. 

Neste período, a “Roja” com Villa e Torres a descaírem muito nas alas, ia perdendo alguma objectividade e o jogo foi se arrastando até que Del Bosque, aos 58 minutos, decide tirar Fernando Torres e lançar, no seu lugar, o ponta de lança fixo: Llorente. Esta alteração desorientou totalmente Portugal, que além de não ter sabido reagir à mudança táctiva, viu Carlos Quirós tirar Hugo Almeida, que apesar de ter feito um mau jogo ainda prendia os defesas castelhanos e lançar Danny, deixando Portugal sem referência ofensiva. 

Tantos equívocos não podiam resultar em coisa boa e, pouco depois, David Villa fez o golo da Espanha. Ainda faltava cerca de meia hora, mas para a equipa das quinas o jogo podia ter terminado naquele instante. Queirós, no banco, era incapaz de fazer o que quer que fosse para alterar o rumo dos acontecimentos, apesar de ainda ter tentado emendar a mão, lançando Liedson e voltando a colocar a equipa lusa com uma referência atacante. No entanto, era tarde demais e a alteração foi incapaz de fazer efeito perante uma equipa que se arrastava em campo sem ideias colectivas e sem qualquer rasgo ou momento de inspiração individual. 

Assim sendo, foi sem surpresa que o jogo se arrastou até final, terminando com uma vitória da Espanha por uma bola a zero, num jogo em que ficou a ideia que se Portugal tivesse tido mais ambição podia ter tido outro resultado. 

Conclusão 

Para os apreciadores de estatísticas, temos que admitir que foi a melhor participação de Portugal fora do velho continente (passamos, enfim, a fase de grupos), que foi a vez que sofremos menos golos (apenas um) e que marcámos tantos golos como no Alemanha 2006 (sete, curiosamente todos contra a Coreia do Norte). 

Em termos globais, cumprimos com aquele que podia ser considerado o objectivo mínimo: os oitavos de final. Num grupo com o Brasil e Costa do Marfim, seria extremamente difícil ficar em primeiro lugar, ainda que, agora, analisando a frio, tenhamos a noção que com mais ambição e com um esquema mais arrojado teria sido possível vencer o agrupamento. Ainda assim, termos sido eliminados pela Espanha, nos oitavos de final, sabendo que “nuestros hermanos” acabaram por vencer o Mundial, nunca pode ser encarado como um fracasso absoluto. 

O pior, na verdade, foram as exibições e a atitude competitiva da selecção portuguesa. Tirando os segundos 45 minutos com a Coreia do Norte, Portugal pareceu sempre uma equipa abaixo das suas possibilidades. Mostramos muitos receios, pouca ambição, tivemos sempre mais preocupação em defender do que em assumir o jogo e isso, mais cedo ou mais tarde, acaba sempre por ser fatal. Carlos Queirós terá, se continuar (como se espera) como seleccionador nacional, que rever algumas das suas ideias e perceber, de uma vez por todas, que jogadores como Ricardo Costa nunca podem ser titulares da nossa equipa, que Duda não acrescenta nada a Portugal, que Ronaldo não pode jogar sozinho na frente e que Hugo Almeida apenas pode ser titular em condições muito especiais. 

No entanto, nem tudo é mau no horizonte futuro. Bosingwa e Nani estão aí a regressar, Rúben Micael será uma opção e Quaresma, agora no Besiktas, também poderá voltar à selecção. Estes jogadores poderão permitir a Carlos Queirós uma mudança no seu paradigma táctico, utilizando um esquema mais ofensivo, mais criativo e, acima de tudo, mais de acordo com a génese daquele que é, na realidade, o futebol português. Veremos se tem a capacidade para o fazer, pois, na verdade, as qualificações para o Euro 2012 estão aí mesmo à porta…

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