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Posts Tagged ‘Egipto’

Svenssen foi um grande futebolista norueguês

Morreu ontem um atleta que, há cerca de cinquenta anos e oriundo de um país com poucas tradições futebolísticas, consagrou-se como o segundo jogador de todo o Mundo a conseguir 100 internacionalizações: Thorbjørn Svenssen. Defesa-central norueguês de grande talento individual, revelou sempre uma enorme fidelidade ao Sandefjord, único clube que representou durante a sua longa carreira de vinte e duas épocas.

22 anos de muitos jogos mas zero títulos

Thorbjørn Svenssen nasceu a 22 de Abril de 1924 e, durante todo o seu percurso como jogador de futebol, só conheceu um clube, o Sandefjord. Nesse clube norueguês, esteve entre 1945 e 1966, fazendo mais de 600 jogos em 22 épocas como sénior.

Apesar de ter jogado mais de vinte anos no Sandefjord, Svenssen nunca conquistou nenhum título ao serviço do clube escandinavo, sendo que, ainda assim, esteve perto de o fazer por três ocasiões: em 1955/56, quando foi segundo classificado no campeonato norueguês; em 1957, quando perdeu a final da Taça da Noruega com o Fredrikstad (0-4); e em 1959, quando voltou a perder a final da Taça da Noruega, dessa feita com o Viking (1-3).

O primeiro grande símbolo da selecção norueguesa

O defesa-central estreou-se pela selecção da Noruega a 11 de Junho de 1947, num duelo com a Polónia. Bastante talentoso e grande líder dentro de campo, assumiu a braçadeira de capitão quando cumpriu a décima segunda internacionalização num jogo diante do Egipto na noite de Natal de 1948.

Conhecido como “Klippen” (Rocha) por ser muito forte e rigoroso na marcação, Svenssen, durante catorze anos (1947-61), foi presença constante na selecção norueguesa, ao ponto de fazer 104 internacionalizações. Na altura, foi apenas o segundo jogador a fazê-lo, seguindo as pisadas do inglês Billy Wright.

Apesar da longa carreira internacional, o defesa-central norueguês acabou por ser prejudicado pela fraca qualidade do colectivo escandinavo e, assim, nunca actuou em nenhum campeonato da Europa ou do Mundo.

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Em 1982, a Argélia escandalizava o Mundo após vencer a República Federal da Alemanha por duas bolas a uma. Jogadores como Madjer ou Assad tornavam-se conhecidos do grande público e percebeu-se que, pela primeira vez, uma equipa magrebina podia passar à segunda fase do Mundial. Contudo, após perderem com a Áustria, acabaram eliminados após uma estranha vitória germânica diante dos austríacos por uma bola a zero. Nesse jogo, ambas as equipas não forçaram, pois sabiam que aquele resultado apurava as duas para a 2ª fase. Assim, a Argélia despediu-se do campeonato do mundo, mas o perfume daquele futebol perdurou até hoje, à espera que, um dia, volte a renascer. Veremos se esse dia chegará, este ano, na África do Sul…

A Qualificação

A Argélia teve uma caminhada muito difícil para a África do Sul. Na 2º Fase, integrada no Grupo 6, a Argélia sofreu bastante para se impor a Gâmbia e Senegal, superando esses dois rivais por apenas um ponto.

Depois, na 3ª Fase, num grupo com Egipto, Zâmbia e Ruanda, os argelinos chegaram ao último jogo (no campo do Egipto) a precisarem de perder por menos de dois golos para se apurarem para o campeonato do mundo. No entanto, nesse desafio, acabaram por sofrer o 2-0 no minuto 95, ficando as duas selecções norte-africanas empatadas em diferença de golos e confronto directo.

Assim sendo, argelinos e egípcios tiveram de fazer um desempate, no Sudão, para decidir quem iria ao Mundial. Aí, os argelinos foram mais felizes, vencendo por 1-0 (golo de Yahia) e apurando-se para o Mundial sul-africano.

2ª Fase: Grupo 6 – Classificação

  1. Argélia 10 pts
  2. Gâmbia 9 pts
  3. Senegal 9 pts
  4. Libéria 3 pts

3ª Fase: Grupo C – Classificação

  1. Argélia 13 pts
  2. Egipto 13 pts
  3. Zâmbia 5 pts
  4. Ruanda 2 pts

Playoff

Argélia 1-0 Egipto

O que vale a selecção argelina?

A equipa esteve bem na última Taça de África, onde alcançou as meias finais e tem alguns elementos de qualidade como o médio-ala Matmour e o trinco Yebda. Ainda assim, integrada num grupo com Inglaterra, Estados Unidos e Eslovénia, a Argélia parece ser a selecção mais frágil do agrupamento.

A equipa magrebina costuma jogar num esquema de 3-4-3, com três centrais competentes (Bougherra-Halliche-Yahia), mas que podem ter dificuldades diante de selecções com avançados rápidos e fortes no um contra um. Apesar de terem sofrido poucos golos na fase de qualificação (8 em 12 jogos), irão, no Mundial, encontrar um nível de exigência muito maior e, como não são centrais muito rápidos, poderão criar um grave problema à selecção argelina.

Por outro lado, o meio campo é, provavelmente, o ponto mais forte da equipa magrebina. Costumam jogar com um duplo pivot (Yebda-Mansouri) que sabe defender e atacar com a mesma qualidade e, também, com dois alas muito rápidos: Belhadj (à esquerda) e Matmour (à direita). Os dois alas são muito criativos, criando bastantes situações de desequilíbrios e, principalmente no caso de Belhadj, também defendem muito bem, dando alguma segurança defensiva à Argélia.

Por fim, no ataque, as raposas do deserto apresentam dois jogadores plenos de mobilidade: Djebbour (avançado esquerdo) e Ziani (avançado direito)  e, também, um ponta de lança finalizador: Ghezzal. Apesar de tanto Djebbour como Ziani jogarem nas alas, veremos provavelmente o avançado esquerdo mais no apoio a Ghezzal e Ziani a funcionar, muitas vezes, como quinto elemento do meio campo, transformando o esquema argelino em 3-5-2.

Globalmente os argelinos têm uma equipa de alguma qualidade, todavia, o seu esquema bastante ofensivo, a fragilidade dos centrais no jogo pelo chão e alguma indisciplina táctica deverão condenar os magrebinos ao último lugar do Grupo C.

O Onze Base

A equipa argelina deve, tal como foi dito anteriormente, apresentar um esquema em 3-4-3 com Gaouaoui (ASO Chief) na baliza; Bougherra (Rangers), Halliche (Nacional) e Yahia (Bochum) na defesa; Yebda (Portsmouth) e Mansouri (Lorient) como duplo pivot, Belhadj (Portsmouth) como ala esquerdo, Matmour (Borussia M’Gladbach) como ala direito; e três avançados: Djebbour (AEK), Ghezzal (Siena) e Ziani (Wolfsburgo).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Aparentemente, os argelinos deverão ser favoritos a ocuparem o último lugar do Grupo C. No entanto, se o seleccionador Rabah Saadane conseguir limar algumas arestas e tornar as raposas do deserto um pouco mais matreiras, poderão surpreender eslovenos e, quiçá, até os norte-americanos. Ainda assim, a possibilidade disso acontecer é muito reduzida

 Calendário – Grupo C (Mundial 2010)

  •  13 de Junho – Argélia vs Eslovénia 
  •  18 de Junho – Argélia vs Inglaterra 
  •  23 de Junho – Argélia vs EUA

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O lema de “Il Duce” Benito Mussolini para este Mundial em solo europeu era simples e objectivo: “Vencer ou Morrer”. O ditador fascista empenhou-se para que o segundo campeonato do mundo servisse para exaltar a nova Itália que estava a construir e, acima de tudo, para que os italianos ganhassem a competição. Funcionando como um décimo segundo jogador, Mussolini escolheu árbitros e naturalizou quatro argentinos e um brasileiro, ajudando à conquista do Mundial por parte do país anfitrião. Assim sendo, num Mundial que não contou com o detentor do título (o Uruguai recusou-se a participar, pois a Itália havia feito o mesmo quatro anos antes) e que estreou uma seleção africana (Egipto), o título sorriu, novamente, à equipa da casa.

Oitavos de Final

Desta vez com a presença de desasseis selecções, o comité organizador abdicou da fase de grupos e optou por jogos a eliminar desde o primeiro momento. Outra curiosidade, foi o facto de, em cada eliminatória, os jogos serem sempre no mesmo dia e à mesma hora. Estávamos, obviamente, longe da época das ditaduras televisivas.

A Itália defrontou os Estados Unidos em Roma e provou que, apesar da mãozinha de “Il Duce”, tinha uma selecção de qualidade, goleando os norte-americanos por sete bolas a uma.

Em Trieste, a Checoslováquia teve um encontro duro diante da Roménia e esteve mesmo a perder (0-1), graças a um golo de Dobay (11′). No entanto, Puc (50′) e Nejedly (67′), deram a volta ao marcador e garantiram a passagem dos checoslovacos.

O primeiro jogo em campeonatos do mundo com necessidade de prolongamento foi o Áustria-França, disputado em Turim. Depois de um 2-2 no tempo regulamentar, os austríacos foram mais felizes no tempo extra e acabaram por vencer por três bolas a duas

O Brasil, que não havia passado da primeira fase em 1930, voltou a desiludir, sendo eliminado, em Génova, pela Espanha (1-3).

Alemanha, na sua estreia em mundiais, venceu, em Florença, a Bélgica por 5-2 e assumia-se, na altura, como uma das candidatas à vitória final.

Em San Siro, a Suíça mostrou ser mais forte que a Holanda e venceu por três bolas a duas.

Bolonha assistiu à escandalosa eliminação da Argentina, vice-campeã do mundo, aos pés da Suécia. Uma derrota (2-3) obrigou os argentinos a viajar rapidamente para casa.

Por fim, em Nápoles, a Hungria venceu o Egipto por quatro bolas a duas, num jogo em que os hungaros esperariam, por certo, um adversário mais fácil do que se revelaram os norte-africanos.

Quartos de Final

Após a primeira ronda, apenas restavam equipas europeias e, nos quartos de final, todos os jogos foram equilibrados e emocionantes.

A Itália defrontou uma fabulosa equipa de Espanha em Florença e, após prolongamento, não foi além de um empate a uma bola. Como neste torneio não havia lugar a desempates por penáltis, foi necessário um segundo jogo e, aí, a equipa anfitriã mostrou-se mais forte e venceu por 1-0, graças a um golo de Meazza.

Em Milão, a Alemanha passou mais uma barreira, após vencer a Suécia por duas bolas a uma. Ainda assim, os suecos, de quem pouco se esperava, abandonaram o Mundial com a cabeça bem levantada.

Nesta ronda, um dos jogos mais interessantes foi, sem dúvida, o Áustria-Hungria. Defrontavam-se dois países que, até ao final da primeira guerra mundial, estavam unidos no Império Austro-Húngaro e a vitória acabou por sorrir aos austríacos (2-1).

Por fim, Turim assistiu à eliminação da Suíça que não resistiu ao maior poder da Checoslováquia e perdeu (2-3).

Meias-Finais

A Itália defrontou a Áustria nas semi-finais do Mundial e não teve um jogo nada fácil. Apesar de ter feito um golo cedo por Guaita (21′), o resto do jogo foi extremamente duro e os italianos tiveram de sofrer bastante para garantirem, em Milão, o apuramento para a final.

Na outra meia-final, disputada em Roma, a Checoslováquia não deu hipóteses à Alemanha e venceu por três bolas a uma. Nejedly foi o carrasco dos germânicos, pois fez os três golos da selecção checoslovaca.

Terceiro e Quarto Lugar

Este Mundial foi o primeiro a ter um jogo para decidir o terceiro e o quarto classificado. Em Nápoles, num jogo considerado de pouco interesse, a Alemanha superiorizou-se à Áustria por 3-2 e conquistou o bronze neste campeonato do Mundo. Um encontro curioso, pois quatro anos mais tarde, a Áustria seria absorvida pela Alemanha e os seus jogadores iriam juntar-se aos alemães numa selecção comum.

Final * Itália 2-1 Checoslováquia

O grande sonho de Mussolini estava praticamente cumprido. A Itália havia chegado à final e, na opinião dos italianos, seria difícil que os checoslovacos colocassem em causa a vitória da equipa anfitriã.

No entanto, a Checoslováquia foi anulando os pontos fortes da squadra azzurra e, aos 70 minutos, surgiu um enorme balde de água fria para os adeptos da casa, quando Puc colocou a selecção checoslovaca em vantagem.

Além deste golo, a Checoslováquia havia enviado três bolas aos postes e a Itália parecia que ia perder o Mundial em plena Roma.

Contudo, aos 80 minutos, Orsi fez um golo milagroso. Um golo de tal maneira portentoso, que, no outro dia, tentando explicar como o fez aos fotógrafos, tentou por vinte vezes e jamais fez igual.

Graças a este tento, os italianos garantiram a ida ao prolongamento e, aí, com mais frescura física que o seu adversário, chegaram à vitória graças a um golo de Schiavio. A Itália sagrava-se, assim, pela primeira vez, campeã do mundo de futebol.

Números do Mundial 1934

Campeão: Itália

Vice-Campeão: Checoslováquia

Terceiro classificado: Alemanha

Quarto classificado: Áustria

Eliminados nos quartos de final: Suécia, Hungria, Espanha e Suíça

Eliminados nos oitavos de final: Estados Unidos, Roménia, Bélgica, França, Brasil, Argentina, Egipto e Holanda

Melhor Marcador: Nejedly (Checoslováquia) – 5 golos

Equipa do Mundial 1934: Zamora (Espanha); Monzeglio (Itália) e Quincoces (Espanha); Wagner (Áustria), Monti (Itália) e Cilaurren (Espanha); Meazza (Itália), Guaita (Itália), Conen (Alemanha), Orsi (Itália) e Nejedly (Checoslováquia)

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Após a eliminação de Angola, tornou-se óbvio para mim torcer pelo Egipto. A equipa egípcia representava tudo o que eu gosto no desporto rei. Uma combinação sedutora de futebol ofensivo e raçudo que, na verdade, representava um futebol antigo e distante. Aquele futebol que muitos adeptos ainda procuram na CAN, último reduto esquecido do outrora conhecido como jogo bonito.
Curiosamente, na final, o Egipto apanhou um Gana defensivo e que chegou ao jogo decisivo com vitórias magras e uma defesa muito próxima daquela que a Grécia usou no Euro 2004 (Infelizmente com sucesso…).
Assim sendo, fiquei muito feliz com a vitória dos “Faraós” (1-0 golo de Geddo) e por a CAN ter sido vencida pela melhor selecção. Aquela que nos deu o melhor futebol e os melhores intérpretes como Moteab, Hassan ou o suplente goleador Geddo.
Parabéns Egipto!

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O actual bicampeão africano e que venceu todos os jogos da 1ª fase da CAN 2010 foi reconhecido pelos leitores do “Outra Visão” como a equipa que, até ao final da fase de grupos, praticou melhor futebol na CAN.
Uma distinção justíssima para uma equipa que tem dominado o futebol africano e que apenas por manifesta infelicidade não vai estar presente no Mundial 2010.
Nesta sondagem, Angola ficou em segundo lugar e a Costa do Marfim quedou-se pela terceira posição.

 
Resultados Finais:
  1. Egipto 44%
  2. Angola 38%
  3. Costa do Marfim 18%

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Tratou-se de uma primeira fase que prometeu muitas surpresas, mas que acabou por não proporcionar quase nenhuma, com quase todos os favoritos a passarem com as excepções de Mali e Tunísia, ainda que, no caso dos malianos, nem será assim uma grande surpresa, pois defrontavam Angola (país organizador) e a mundialista Argélia.

No Grupo A, apuraram-se Angola e Argélia e ficaram pelo caminho Mali e Malawi. Todavia, após a primeira jornada, nada levava a crer que assim fosse.
Os palancas negras, que até ganharam o grupo, entraram a desperdiçar uma vantagem de quatro golos para empatarem (4-4) com o Mali, todavia, uma vitória sobre o Malawi (2-0) e um empate com a Argélia bastou para chegarem ao primeiro lugar.
Os norte-africanos ainda conseguiram começar pior, pois foram copiosamente derrotados (0-3) pelo Malawi. Ainda assim, uma vitória por 1-0 diante do Mali e o referido empate com os angolanos acabou por ser suficiente para o apuramento dos argelinos no 2º lugar.
O Mali apesar da vitória no último jogo (3-1) sobre o Malawi acabou por pagar a irregularidade e, acima de tudo, aquele desaire diante da Argélia, acabando, tal como o Malawi (não deu continuidade à vitória diante da Argélia) por ficar precocemente pelo caminho.
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No Grupo B, a desistência do Togo, deixava o agrupamento com apenas três equipas. Duas mundialistas (Costa do Marfim e Gana) testavam a capacidade do Burkina Faso de Paulo Duarte.
Curiosamente, o B. Faso até começou muito bem, ao empatar com os marfinenses (0-0). Depois, a equipa de Drogba venceu o Gana por 3-1, deixando o Burkina Faso a precisar apenas de um empate com o Gana para se apurar.
No entanto, um golo de Ayew foi suficiente para o Gana eliminar o Burkina Faso (1-0) e se apurar no segundo lugar. Este resultado permitiu também que a Costa do Marfim vencesse o grupo.
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O Grupo C foi claramente o menos emocionante. Duas equipas (Egipto e Nigéria) mostraram ser muito superiores às outras duas (Benim e Moçambique).
O Egipto conseguiu vencer mesmo todos os jogos (Nigéria (3-1); Moçambique (2-0) e Benim (2-0)) acabando por vencer o grupo.
A Nigéria, por seu lado, e à excepção do desaire com os Faraós, também passeou superioridade nos jogos com Benim (1-0) e Moçambique (3-0), acabando por se apurar facilmente no segundo lugar.
O Benim e os Mambas acabaram eliminados sem qualquer surpresa, terminando esta CAN com apenas um ponto, fruto do empate entre ambos (2-2) na primeira jornada.
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Por fim, o Grupo D, o mais emocionante da 1ª fase da CAN. À partida para a última jornada, o Gabão tinha uma vitória sobre os Camarões (1-0) e um empate com a Tunísia (0-0) e liderava o agrupamento com quatro pontos. Por outro lado, a Zâmbia tinha um empate com a Tunísia (1-1) e uma derrota com os Camarões (2-3) e estava em último lugar.
Todavia, a Zâmbia venceu o Gabão (2-1) e, com o empate no Camarões-Tunísia (2-2), acabou por vencer o grupo, ficando os camaroneses no segundo lugar e os gaboneses acabaram por descer a um impensável terceiro lugar. Todas estas equipas acabaram com quatro pontos e o desempate acabou por ser os golos marcados nos confrontos directos.
Em último acabou a Tunísia, que se despede da CAN sem ter perdido nenhum jogo (três empates).
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Destaques da primeira fase:
Melhor equipa: Egipto
Equipa desilusão: Mali
Melhor jogador de campo: Flávio (Angola)
Melhor marcador: Flávio (Angola) e S. Keita (Mali) 3 golos
Melhor guarda-redes: Ovono (Gabão)
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Quartos de Final: 
Angola-Gana
Costa do Marfim-Argélia
Egipto-Camarões
Zâmbia-Nigéria

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Nos tempos que correm não é normal destacarmos um jogador de 26 anos e que ainda joga num campeonato africano como alguém com potencial para jogar no campeonato europeu, porém, e por mais incompreensível que possa parecer, ainda existem casos destes.
O egípcio Emad Moteab, atacante do AlAhly, é um desses exemplos. Goleador com provas dadas no campeonato do Egipto (172 jogos, 98 golos) e selecção dos Faraós (55 jogos, 25 golos), foi permanecendo no campeonato norte-africano, com excepção de uma temporada, por empréstimo, no AlIttihad da Arábia Saudita onde também brilhou (25 jogos, 13 golos).
Avançado rápido e com boa técnica, Moteab faz do oportunismo o seu principal predicado, parecendo estar sempre no sítio certo para fazer o golo.
Em tempo de CAN e onde Emad até já fez um tento, convido-vos a verem o próximo jogo dos egípcios e a procurarem por este avançado, que, por certo, vai confirmar ser um dos goleadores da actualidade.

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