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Posts Tagged ‘Eidur Gudjohnsen’

Finnbogason é um goleador

Na bem distante e gélida Liga Islandesa actua um bastante interessante ponta de lança que, no futuro, se pode revelar o sucessor de Eidur Gudjohnsen, refiro-me ao ponta de lança do Breidablik: Alfreð Finnbogason.

Nascido a 1 de Fevereiro de 1989 em Reykjavik, Finnbogason fez todo o seu percurso juvenil nas camadas jovens do Breidablik, tendo, ainda assim, se estrado no futebol sénior ao serviço do Augnablik, ao qual foi emprestado na época de 2007.

Após um empréstimo pouco produtivo a esse clube das divisões secundárias da Islândia (2 jogos, 2 golos), Finnbogason regressou ao Breidablik, para, depois de uma pouco interessante temporada de 2008 (8 jogos, 1 golo), se começar a assumir, a partir de 2009, como a grande referência do Breidablik, somando, neste momento, 35 golos em 62 jogos por esse clube da primeira divisão islandesa e ajudando-o a sagrar-se campeão da Islândia em 2010.

Avançado rápido, muito oportuno e de remate fácil, Finnbogason não é o típico avançado nórdico alto, louro e tosco, sendo capaz de tratar bem a bola e utilizar o drible sobre o adversário como uma das suas armas.

Neste momento, com 21 anos e já internacional pela Islândia, seria uma excelente opção para um clube português da gama média-alta. Procurem-no num jogo da selecção islandesa e vejam o vídeo abaixo e confirmem a minha tese.

 

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A passagem de Portugal por terras islandesas para efectuar um jogo de apuramento para o campeonato da Europa de 2012, tornou, bastante interessante e actual, recordar o maior clube daquele país nórdico, o KR Reykjavik. O clube mais antigo da Islândia foi fundado em 1899 e, durante dez anos, foi o único clube da ilha forçando, assim, o primeiro campeonato nacional a só ser disputado em 1912, ganho, sem surpresa, pelo próprio KR. Desde a data do primeiro sucesso, o clube que veste “à Newcastle United” já venceu 24 campeonatos, 11 taças da Islândia e 4 Taças da Liga.

Equipamento “à Newcastle United” foi resultado de promessa

O equipamento do KR (camisola listada branca e preta e calção preto), que é exactamente igual ao do Newcastle United, surgiu de uma promessa feita pelos próprios responsáveis do clube de Reykjavik, que disseram, após conquistarem o primeiro campeonato, que iriam vestir o equipamento do clube inglês que ganhasse o título naquela época, fosse qual fosse. Calhou vencer o Newcastle e, assim, o KR veste, até hoje, o branco e negro dos “magpies”.

Laugardalsvollur, estádio do KR (1958-84)

Primeiras décadas foram épocas de grande sucesso

Entre 1912, data do primeiro campeonato, e 1968, o KR conquistou 20 campeonatos da Islândia, tornando-se, claramente, no grande dominador do futebol local. Nesse período, o clube esteve sempre na vanguarda das conquistas, pois ganhou o primeiro campeonato disputado (1912), ganhou o primeiro campeonato quando o futebol islândes foi dividido, pela primeira vez, em duas divisões (1955), ganhou o primeiro campeonato quando este foi disputado pela primeira vez a duas voltas (1959) e ganhou a primeira edição da Taça da Islândia (1960).

Eidur Gudjohnsen jogou no KR em 1998

Trinta e um anos de seca e penúria

Após conquistar o título em 1968, o KR fez uma travessia no deserto que o levou a ficar 31 anos sem conquistar o título nacional, pois apenas quebrou o enguiço em 1999. Durante esse período, a equipa pareceu estar a caminhar para ser um clube de menos impacto no futebol islandês, sendo que só a meio da década de noventa se assistiu a alguma retoma, com as conquistas da Taça da Islândia em 1994 e 1995 (o KR não conquistava a taça desde 1967).

No entanto, conquistando a dobradinha em 1999, o KR como que renasceu e, assim, até aos dias de hoje, conquistou mais três campeonatos, uma Taça da Islândia e três taças da Liga, provando que o seu estatuto de maior clube islandês de sempre não é uma coisa do passado

Fãs do Larissa não foram felizes na Islândia

UEFA de estreias e sucesso recente

O KR foi o primeiro clube a disputar uma competição europeia (a Taça dos Campeões), corria o ano de 1964. Nesse ano, defrontou o também estreante Liverpool e acabou copiosamente eliminado com um agregado de 1-11 (0-5 e 1-6).

Ainda assim, depois de muitos anos a ser sempre eliminado na primeira ronda que disputava, o clube islandês começou, em tempos mais recentes, a conseguir algumas eliminações surpreendentes, com o a do Dínamo Bucareste (1997/98) e Larissa (2009/10), provando que os tempos em que o futebol islandês apenas fazia papel de corpo presente começam a dissipar-se.

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