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Monumento à “Guerra do Futebol” nas Honduras

Estávamos em Junho de 1969 e El Salvador e as Honduras disputavam uma eliminatória de tudo ou nada na zona de apuramento da CONCACAF para o México 1970. As Honduras venceram o primeiro jogo (1-0), enquanto os salvadorenhos venceram o segundo (3-0) e o desempate (1-0) na cidade do México. Durante todos os encontros, houve confrontos graves, principalmente na partida em El Salvador, confrontos que derivavam de problemas já antigos que geraram perseguições, expulsões e, imagine-se, uma guerra, que ficaria conhecida para sempre como: “A Guerra do Futebol”.

Com o México automaticamente apurado como país organizador do Mundial 1970, abria-se uma vaga para uma selecção de segunda linha da CONCACAF.  Honduras, El Salvador, Haiti e EUA superaram a primeira fase e apuraram-se para as meias finais que designou os seguintes jogos: EUA vs Haiti e El Salvador vs Guatemala.

Naquela altura, El Salvador e as Honduras tinham bastantes e graves problemas sociais e etnicos, pois os salvadorenhos, apesar de terem o dobro da população das Honduras, tinham um país cinco vezes mais pequeno que os hondurenhos e, assim, criaram uma grande vaga de emigração para as Honduras em busca de terrenos agícolas onde pudessem trabalhar.

Nessa época, os terrenos agrícolas hondurenhos eram, na sua quase totalidade, controlados por grandes latifundiários e por grandes empresas internacionais. Cansados dessa situação, os hondurenhos fizeram uma reforma agríciola que protegia o agricultor local e começou a desapropriar os salvadorenhos que trabalhavam nas Honduras. Essa situação tornou-se mais fácil, pois a maior parte dos emigrantes de El Salvador estavam nas Honduras de forma ilegal e a trabalharem terrenos que não lhes pertenciam.

Esta situação era muito delicada e, na verdade, apenas precisava de um rastilho para despoletar algo de muito grave. Um jogo de futebol, ainda para mais de apuramento para um Mundial, tornava-se a desculpa perfeita.

A primeira partida, disputada nas Honduras, foi vencida pela equipa local (1-0) e, a segunda, jogada em El Salvador, foi vencida pelos salvadorenhos (3-0). Em ambos os jogos, houve confrontos graves entre pessoas das duas nacionalidades, além de perseguições de hondurenhos em El Salvador e, principalmente, de salvadorenhos nas Honduras.

O desempate (na altura o que contavam eram as vitórias e não as margens de golo das mesmas) disputou-se no México e foi ganho por El Salvador (1-0), que assim iria avançar para jogar a final com o Haiti, mas, naquela altura, pouco interessou, pois todos já esperavam algo de muito grave.

A prova de que esse medo tinha razão de ser foi uma guerra, que se iniciou no mês seguinte aos jogos de apuramento, ou seja em Julho (dia 14 para sermos mais exactos). Os salvadorenhos invadiram e controlaram territorio hondurenho, até que, no dia 20 de Julho, foi decretado o cessar fogo, ainda que os militares de El Salvador só tenham começado a abandonar as Honduras nos primeiros dias de Agosto. Morreram 3000 (900 salvadorenhos e 2100 hondurenhos) no decurso da “Guerra do Futebol”.

Em Setembro, a selecção de El Salvador disputou mesmo a eliminatória com o Haiti e venceu-a (2-1, 0-3 e 1-0), apurando-se para um Mundial de má memória, pelos jogos de apuramento terem ajudado a gerar a “Guerra do Futebol” e, também, porque, no Mundial própriamente dito, os salvadorenhos foram eliminados logo na primeira fase devido às derrotas com Bélgica (0-3), México (0-4) e União Soviética (0-2).

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Era uma selecção sublime, aquele Brasil que venceu o Mundial 1970 disputado no México. Jogadores como Pelé, Jairzinho, Rivelino ou Tostão deram um espectáculo de magia, alegria e criatividade, explanado num futebol ofensivo que permitiu aos canarinhos vencerem todos os seis jogos que disputaram e marcarem 19 golos. Um exemplo do poderio brasileiro foi a forma como venceram a final: 4-1 à Itália, num jogo dominado totalmente pela equipa de Pelé. Este foi também o primeiro campeonato do mundo com substituições (duas na altura) e com cartões…

Primeira Fase

Tal como no Chile 1962 e no Inglaterra 1966, a primeira fase foi composta por quatro grupos  de quatro equipas, passando os dois primeiros de cada grupo para os quartos de final. Este foi, no entanto, o primeiro campeonato do mundo com substituições e, também, com cartões, uma ideia do Árbitro Ken Aston após parar nos semáforos de uma rua de Londres e pensar que os sinais amarelo e vermelho podiam ser uma forma de parar a violência. Outra estreia neste campeonato do mundo foi o facto da Adidas ter-se encarregado, pela primeira vez, da bola do Mundial. A estreia aconteceu com a Telstar, uma bola branca com hexágonos pretos.

No Grupo A, México e URSS, não deram hipóteses a Bélgica e El Salvador, pois após empatarem entre si (0-0), aztecas (1-0 à Bélgica e 4-0 a El Salvador) e soviéticos (4-1 à Bélgica e 2-0 a El Salvador) venceram os seus adversários e apuraram-se facilmente para os oitavos de final. Destaque, também, para o facto do soviético Byshovets ter sido o primeiro atleta a ver um cartão amarelo num campeonato do mundo.

Mais equilibrado foi o Grupo B, composto por Itália, Uruguai, Suécia e Israel. Neste agrupamento, apuraram-se a Itália (1ª), que venceu a Suécia (1-0), empatando com Uruguai (0-0) e Israel (0-0) e o Uruguai, que além do empate com os italianos, venceu Israel (2-0) e perdeu com a Suécia (0-1). Os suecos, mesmo vencendo os uruguaios, acabaram eliminados, pois apesar de terem terminado com os mesmos pontos dos celestes, tiveram pior “goal-average”.

Por outro lado, o Grupo C foi um autêntico passeio para o Brasil, que venceu Checoslováquia (4-1), Inglaterra (1-0) e Roménia (3-2), qualificando-se facilmente para a segunda fase e em primeiro lugar. Neste agrupamento, os ingleses também asseguraram o passaporte para os quartos de final, pois apesar de terem perdido com os canarinhos, venceram Roménia (1-0) e Checoslováquia (1-0) e asseguraram o segundo lugar.

Por fim, o Grupo D foi dominado pela Alemanha Ocidental, que venceu Marrocos (2-1), Bulgária (5-2) e Peru (3-1) e conquistou facilmente o primeiro lugar. O outro apurado, foi o Peru, que apesar de ter perdido com os germânicos, não deu hipóteses a Bulgária (3-2) e Marrocos (3-0), terminando na segunda posição. Neste agrupamento, há ainda a destacar a quarta presença em campeonatos do mundo do alemão Seelar (esteve presente em 1958, 62, 66 e 70), ainda assim, não se tratava de um record, pois o mexicano Carbajal havia estado presente em cinco (1950, 54, 58, 62 e 66).

Quartos de Final

O Uruguai-União Soviética foi um duelo muito disputado e só ficou decidido no prolongamento, ao minuto 117, após um golo do uruguaio Espárrago. Os soviéticos ainda apresentaram um protesto oficial, pois entenderam que a bola já tinha saído de campo no momento do centro do qual resultou o tento, contudo, a FIFA rejeitou o apelo.

Menos equilibrado foi o Itália-México, pois os “azzurri”, que até começaram a perder (golo de González aos 13 minutos), deram a volta ao resultado e acabaram por vencer, facilmente, por quatro bolas a uma.

Por outro lado, o Brasil-Peru foi um jogo espectacular que colocou, frente a frente, o mágico Brasil de Pelé e o surpreendente Peru de Cubillas. Nesse jogo, o antigo jogador do FC Porto até fez um golo, ao contrário de Pelé, que ficou em branco, todavia, foi o Brasil que venceu o jogo (4-2), graças aos golos de Rivelino, Tostão (2) e Jairzinho.

Por fim, Alemanha Ocidental e Inglaterra disputaram a última vaga nas semi-finais. Num ambiente adverso (os mexicanos revelaram grande hostilidade aos ingleses durante todo o jogo), A equipa dos três leões chegou mesmo a estar a vencer por 2-0 e parecia lançada para o apuramento, todavia, a fria equipa germânica conseguiu chegar à igualdade antes dos 90 minutos. No prolongamento, a RFA foi mais feliz e garantiu a vitória graças a um golo do bombardeiro Gerd Müller (106′).

Meias-Finais

Na primeira meia final, o Brasil até entrou a perder com o Uruguai (Cubilla abriu o activo aos 19 minutos), mas depois a equipa canarinha puxou dos galões e soube dar a volta ao resultado com golos de Clodoaldo (45′), Jairzinho (76′) e Rivelino (90′), vencendo a partida por 3-1.

Por outro lado, a outra semi-final (Itália-Alemanha Ocidental) só se decidiu no prolongamento. A Itália marcou logo aos sete minutos e o resultado (1-0 para os italianos), manteve-se inalterado até aos 90 minutos, quando Schnellinger empatou a partida e forçou o tempo extra. No prolongamento, assistimos a um jogo fantástico, com a Itália a fazer o 2-1 e o 3-2, mas com os germânicos a empatarem sempre a partida. No entanto, aos 111 minutos, Rivera fez o 4-3 e, dessa vez, os alemães já não conseguiram responder, ficando fora da final. Neste desafio, temos ainda de destacar Beckebauer que deslocou a clavícula e jogou os últimos 30 minutos com o braço ao peito.

Terceiro e Quarto Lugar

É sempre um jogo ingrato, uma espécie de final menor, que, muitas vezes, trás pouca motivação aos intervenientes. Ainda assim, a Alemanha Ocidental não quis perder a oportunidade de atingir o último lugar no pódio e, conseguiu esse objectivo, vencendo o Uruguai, graças um golo solitário de Overath (27′).

Final* Brasil 4-1 Itália

O resultado pode dar a ideia de que a Itália, que não perdeu qualquer jogo até esta final e que tinha jogadores como Riva, Facchetti e Domenghini, teve uma má tarde, mas isso não correspondeu à verdade.

O Brasil tinha, na verdade, uma equipa fantástica e, apesar da inegável qualidade da selecção “azzurra”, conseguiu vencer o jogo com uma facilidade e clareza impressionante.

Marcou primeiro, por Pelé (18′), ainda permitiu a igualdade, na sequência de um golo de Boninsegna (37′), mas depois foi uma auto-estrada de magia, criatividade e golos, que foram três: Gérson (66′), Jairzinho (71′) e Carlos Alberto (89′), mas podiam ter sido mais, perante uma Itália que foi incapaz de responder à provavelmente melhor selecção da história.

Uma vitória justíssima e que garantia o tricampeonato mundial aos canarinhos, que, depois deste título, entrariam num jejum que durou 24 anos…

Números do Mundial 1970

Campeão: Brasil

Vice-Campeão: Itália

Terceiro Classificado: Alemanha Ocidental

Quarto Classificado: Uruguai

Eliminados nos Quartos de Final: URSS, Peru, México e Inglaterra

Eliminados na Fase de Grupos: Bélgica, El Salvador, Suécia, Israel, Roménia, Checoslováquia, Bulgária e Marrocos

Melhor Marcador: Gerd Müller (Alemanha Ocidental) – 10 golos

Equipa do Mundial 1970: Mazurkiewicz (Uruguai); Carlos Alberto (Brasil), Schwarzenbeck (Alemanha Ocidental), Beckenbauer (Alemanha Ocidental) e Facchetti (Itália); Clodoaldo (Brasil), Overath (Alemanha Ocidental) e Rivelino (Brasil); Jairzinho (Brasil), Pelé (Brasil) e Gerd Müller (Alemanha Ocidental).

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Apenas participaram uma vez num campeonato do mundo (Espanha 82), mas, apesar da eliminação logo na primeira fase, não estiveram particularmente mal, pois empataram com Espanha (1-1) e Irlanda do Norte (1-1), apenas perdendo com a Jugoslávia e pela margem mínima (0-1). Agora, 28 anos depois, os hondurenhos regressam à competição mais importante do futebol mundial e, curiosamente, até voltam a encontrar a Espanha. Ainda assim, a tarefa dos centro-americanos não se revela nada fácil e, mesmo os dois empates obtidos em 1982, serão, por certo, bem difíceis de repetir.

A Qualificação

Tirando a natural eliminação do Porto Rico (4-0 e 2-2) na 2ª eliminatória, as Honduras foram sempre surpreendendo ao longo da zona centro-americana de qualificação.

Na 3º Fase, integrada no Grupo 2 com México, Jamaica e Canadá, a equipa de David Suazo cometeu a proeza de terminar o agrupamento na primeira posição, obtendo excelentes resultados como a vitória caseira diante do México (1-0) e um sempre difícil triunfo no campo do Canadá (2-1).

Depois, no grupo final com EUA, México, Costa-Rica, El Salvador e T. Tobago, os hondurenhos garantiram o terceiro lugar e o consequente apuramento directo para a África do Sul. As Honduras lutaram até ao final com a Costa-Rica, chegando ao último jogo, em El Salvador, com a necessidade de vencerem para obterem o apuramento. Foi um jogo intenso, mas os hondurenhos foram mais felizes e, graças a um golo solitário de Pavón, venceram 1-0 e garantiram a presença no Mundial 2010.

2ª Fase – Eliminatória

Honduras 4-0 Porto Rico / Porto Rico 2-2 Honduras

3ª Fase – Grupo 2

  1. Honduras 12 pts
  2. México 10 pts
  3. Jamaica 10 pts
  4. Canadá 2 pts

4ª Fase – Grupo Final

  1. Estados Unidos 20 pts
  2. México 19 pts
  3. Honduras 16 pts
  4. Costa-Rica 16 pts
  5. El Salvador 8 pts
  6. T. Tobago 6 pts

O que vale a selecção hondurenha? 

Não se devem esperar grandes feitos da equipa centro-americana. As Honduras são um conjunto solidário, têm alguns elementos de qualidade como Suazo, Palacios ou Pavón, mas, dificilmente estarão à altura de Espanha, Suíça ou Chile.

O sector recuado dos hondurenhos e composto por um guarda-redes competente, mas apenas mediano (Valladares) e um quarteto defensivo algo permeável e de onde apenas se destacam o rápido lateral esquerdo Izaguirre, e o polivalente defesa do Wigan, Figueroa.

Depois, no meio campo, a equipa deve jogar com um duplo pivot: Guevara-Wilson Palácios. Neste esquema, Amado Guevara, apesar da veterania, será o criativo, o jogador que tentará dar alguma criatividade ao miolo hondurenho. Por outro lado, o médio defensivo do Tottenham terá maiores preocupações no capítulo da recuperação de bolas e do equilíbrio táctico das Honduras. Nas alas, a equipa centro-americana deverá actuar com De Léon (à esquerda) e Turcios (à direita). Neste esquema, o ala esquerdo será mais ofensivo e aparecerá mais no apoio do ataque e Turcios será um elemento de maior contenção, ajudando, muitas vezes, nas tarefas defensivas.

Por fim, o ataque tem dois jogadores de grande qualidade, ainda que na fase descendente da carreira. Suazo (30 anos) e Pavón (36 anos) são dois elementos que se completam na perfeição, pois o antigo atleta do Benfica é muito móvel e recua muitas vezes para criar desequilíbrios a partir de trás e, por outro lado, Pavón é um finalizador puro como provam os 56 golos que já fez pelas Honduras.

O Onze Base

Jogando num 4-4-2 clássico, as Honduras deverão apresentar Valladares (Olímpia) na baliza; Izaguirre (Motágua) na lateral esquerda, Sabillón (Hangzhou) na lateral direita e a dupla de centrais: Figueroa (Wigan) e Osman Chávez (Platense); Wilson Palácios (Tottenham) e Amado Guevara (Motágua) serão o duplo-pivot, De Léon (Torino) e Turcios (Olímpia) serão os alas; e, por fim, Suazo (Génova) e Pavón (Real España) serão os avançados.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

As Honduras não são uma selecção qualquer, daquelas que entram em campo para não serem goleadas, mas, ainda assim, terá imensas dificuldades contra equipas como a Espanha, Chile e, até, Suíça. A passagem aos oitavos de final não parece ser uma hipótese muito credível, todavia, os hondurenhos poderão ser muito importantes na definição do segundo lugar se forem capazes de tirar pontos a chilenos ou helvéticos.

Calendário – Grupo H (Mundial 2010)

  • 16 de Junho: Honduras vs Chile
  • 21 de Junho: Honduras vs Espanha
  • 25 de Junho: Honduras vs Suíça

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Ninguém levava muito a sério esta equipa norte-americana, pois justificava-se o terceiro lugar de 1930 pelo amadorismo que, na época, imperava e a presença nos oitavos de final em casa (1994), pelo facto do país organizador ter sempre uma “mãozinha” da FIFA. Curiosamente, seriam os portugueses os primeiros a perceber que os americanos eram uma selecção de respeito, quando no primeiro jogo do Mundial 2002, perderam com os EUA (2-3). Esse jogo foi, na verdade, o ponto de viragem do futebol americano, que chegaria aos quartos de final desse campeonato do mundo. A partir daí, os “yankees” passaram a ser vistos como uma das boas selecções do panorama mundial e, até, conseguiram resultados muito interessantes como terem sido finalistas da Taça das Confederações 2009 (perderam a final com o Brasil 2-3) após eliminarem a actual campeã europeia: Espanha…

A Qualificação

Tal como o México, os EUA não costumam ter dificuldades em apurar-se na fácil zona de qualificação da CONCACAF. Ainda assim, há que registar os bons resultados conseguidos pelos americanos nas diversas fases de apuramento.

Na 2ª Fase, diante da fraquinha selecção dos Barbados, apuraram-se com um agregado de 9-0 e, na terceira fase, defrontando Cuba, T. Tobago e Guatemala, apuraram-se com cinco vitórias e apenas uma derrota, sendo que esta, diante de T. Tobago (1-2), surgiu quando já tinham o apuramento garantido.

Por fim, na 4ª e última fase, defrontaram México, Honduras, Costa-Rica, El Salvador e T. Tobago e cometeram a proeza de vencerem o grupo, provando que já discutem o título de melhor equipa da CONCACAF com os mexicanos. Nesta fase, ganharam seis jogos, empataram dois e apenas perderam no México (1-2) e na Costa-Rica (1-3).

2ª Fase – Eliminatória

Estados Unidos 8-0 Barbados / Barbados 0-1 Estados Unidos

3ª Fase – Grupo 1

  1. Estados Unidos 15 pts
  2. T. Tobago 11 pts
  3. Guatemala 5 pts
  4. Cuba 3 pts

4ª Fase – Grupo Final

  1. Estados Unidos 20 pts
  2. México 19 pts
  3. Honduras 16 pts
  4. Costa-Rica 16 pts
  5. El Salvador 8 pts
  6. T. Tobago 6 pts

O que vale a selecção norte-americana?

Não sendo gigantes do futebol mundial e, provavelmente, sem condições de colocar em causa a superioridade inglesa no Grupo C, os Estados Unidos têm, seguramente, melhor equipa que eslovenos e argelinos.

O guarda-redes (Tim Howard) é competente e uma voz de comando para um quarteto defensivo seguro e regular, onde se destacam o lateral esquerdo do West Ham: Spector e o central do Milan: Onyewu.

No meio campo, que deve jogar em losango, destaque para a enorme qualidade dos alas: Beasley e Dempsey, que, apesar de jogarem como interiores, são extremos por natureza e, por isso, irão procurar sempre os desequilíbrios pelos flancos. Clark (o trinco) e Bradley (o médio ofensivo) são competentes, mas não têm a qualidade dos seus parceiros do miolo.

Por fim, na frente, actua uma magnífica dupla de avançados e que combina muito bem: Landon Donovan e Altidore. O companheiro de Beckham nos LA Galaxy (Donovan) é um avançado rápido, tecnicista e que é muito bom na movimentação táctica, enquanto o atacante do Hull City (Altidore) é forte, possante, finaliza bem e, acima de tudo, desgasta muito os defesas contrários.

Globalmente, podemos concluir que os americanos têm uma equipa de qualidade e que poderá, muito bem, surpreender como aliás já fez na Taça das Confederações.

O Onze Base

É quase certo que os norte-americanos irão utilizar o esquema de 4-4-2 em losango e com o seguinte onze: Howard (Everton) na baliza; Um quarteto defensivo com Spector (West Ham), na esquerda, Bornstein (Chivas USA), na direita, e Onyewu (Milan) e Bocanegra (Rennes) como dupla de centrais; Ricardo Clark (Frankfurt) como trinco, Beasley (Rangers) como ala esquerdo, Dempsey (Fulham) como ala direito e Bradley (Borussia M’Gladbach) como 10; Donovan (LA Galaxy) como avançado centro e, a ponta de lança, Altidore (Hull City).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Num grupo em que o favoritismo vai, na totalidade, para os ingleses, é bastante previsível que os norte-americanos se superiorizem às outras selecções do grupo (Eslovénia e Argélia). Sendo superiores tanto no capitulo técnico como táctico e físico, a europeus e magrebinos, os “yankees” deverão alcançar o segundo lugar e consequente apuramento para os oitavos de final.

Calendário – Grupo C (Mundial 2010)

  • 12 de Junho: EUA vs Inglaterra
  • 18 de Junho: EUA vs Eslovénia
  • 23 de Junho: EUA vs Argélia

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A selecção azteca dá sempre a ideia de chegar ao fim da competição com a sensação de dever cumprido sem nunca superar ou defraudar as expectativas. Em 1970 e 1986, a jogar em casa, ainda atingiu os quartos de final, mas, desde 1994, ficou-se sempre pelos “serviços mínimos”, apurando-se na fase de grupos, mas sendo logo eliminado nos oitavos de final. Cronicamente apurados na frágil zona de apuramento da CONCACAF (os mexicanos nunca foram eliminados num apuramento para o Mundial), os aztecas deverão disputar com os uruguaios a classificação para os oitavos de final da competição. Ainda assim, quando falamos do aguerrido futebol mexicano, nunca poderemos por em causa a possibilidade do México ser capaz de surpreender o grande favorito do Grupo A, a França.

A Qualificação

Para uma selecção como o México, a zona de apuramento da CONCACAF é pouco mais que um passeio. Ainda assim, os mexicanos acabaram por fazer uma das fases de qualificação mais fraquinhas de que há memória.

Na 2ª fase, “esmagaram” o Belize (2-0 e 7-0), mas na 3ª fase, agrupados com Honduras, Jamaica e Canadá, acabaram em segundo lugar a dois pontos dos hondurenhos. Contudo, essa classificação explica-se pelo facto de, após terem vencido todos os jogos na primeira volta, limitaram-se a gerir os jogos da segunda volta, pois estavam seguros que o apuramento não fugiria. De facto, não fugiu.

Na 4º e última fase, os aztecas disputaram o grupo final com Estados Unidos, Honduras, Costa-Rica, El Salvador e T. Tobago. Sabendo que os três primeiros se apuravam para o Mundial e que o quarto ainda disputaria um playoff com uma equipa da América do Sul, os mexicanos sabiam que dificilmente falhariam a qualificação para o Mundial.

De facto, conseguiram-no com relativa tranquilidade, terminando em segundo lugar a um ponto dos EUA, mas passaram por algumas pequenas humilhações como a derrota em El Salvador (1-2) e o empate em Trinidad e Tobago (2-2).

2ª Fase – Eliminatória

Belize 0-2 México / México 7-0 Belize

3º Fase – Grupo 2

  1. Honduras 12 pts
  2. México 10 pts
  3. Jamaica 10 pts
  4. Canadá 2 pts

4º Fase – Grupo Final

  1. Estados Unidos 20 pts
  2. México 19 pts
  3. Honduras 16 pts
  4. Costa-Rica 16 pts
  5. El Salvador 8 pts
  6. T. Tobago 6 pts

O que vale a selecção mexicana?

A equipa azteca pode não ser um colosso do futebol mundial, mas tem um conjunto de qualidade e que mistura jogadores consagrados com jovens promessas.

A dupla de centrais é experiente e tem rotinas de futebol europeu, juntando Rafael Márquez (Barcelona) e Ricardo Osório (Estugarda). Na defesa, destaque ainda para o excelente lateral-esquerdo do PSV, Carlos Salcido.

No meio campo, apesar da equipa revelar experiência e segurança defensiva, falta alguma criatividade. Guardado (Deportivo), Torrado (Cruz Azul) e Israel Castro (UNAM) deverão ser os titulares, mas a equipa talvez ganhasse magia com a inclusão da jovem promessa do Barça: Jonathan dos Santos.

Por outro lado, no ataque, os aztecas contam com a enorme qualidade do extremo Giovani dos Santos e, também, do veteraníssimo Blanco, restando a dúvida se apostarão no experiente Franco (33 anos) ou, ao invés, arriscarão no jovem Hernandez ou na jovem promessa do Arsenal, Carlos Vela. De qualquer maneira, os mexicanos têm bastante qualidade nas opções atacantes e, aí, a equipa da América Central não terá problemas.

Integrada no Grupo A com França, Uruguai e África do Sul, podemos, à partida, colocá-los imediatamente como favoritos a alcançarem o segundo posto. No entanto, estará na gerência do plantel do seleccionador Javier Aguirre a fronteira entre disputar o primeiro lugar com os franceses ou, ao invés, ter dificuldades para se superiorizar ao Uruguai na luta pelo segundo posto.

O Onze Base

A equipa mexicana deve jogar com Ochoa (América) na baliza; Um quarteto defensivo composto por Salcido (PSV) à esquerda, Juárez (UNAM) à direita e Rafael Marquez (Barcelona) e Osório (Estugarda) no centro; Depois, no meio campo, deverá jogar Torrado (Cruz Azul) como trinco, ficando Israel Castro (UNAM) e Guardado (Deportivo) como uma dupla de box to box; Por fim, no ataque, o México deverá optar por três avançados: Giovanni (Galatasaray), na esquerda, o veterano Blanco (Vera Cruz), na direita, e, ao meio, um destes dois avançados: Franco (West Ham) ou Hernandez (Guadalajara).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Num grupo em que a França é favorita, a equipa mexicana deverá disputar o segundo lugar com os uruguaios, todavia, se as coisas correrem bem e os seus jogadores se apresentarem inspirados, poderão, inclusivamente, colocar em causa o favoritismo dos franceses para o primeiro posto.

Calendário – Grupo A (Mundial 2010)

  • 11 de Junho – México vs África do Sul
  • 17 de Junho – México vs França
  • 22 de Junho – México vs Uruguai

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Mágico González no Cádiz

Nasceu em 1958, em El Salvador, aquele que terá sido, por certo, um dos melhores jogadores centro-americanos de sempre: Mágico González.

O salvadorenho começou, naturalmente, a sua carreira a jogar em El Salvador, onde brilhou com a camisola do ANTEL, Independiente Nacional e FAS, garantindo a alcunha de “El Mago” devido à magia que fazia com a bola nos pés.

Depois, o ano de 1982 foi especial para o avançado salvadorenho, pois, além de participar no Mundial 1982 pelo seu país, garantiu uma transferência para o futebol espanhol e para o Cádiz, que iria tornar-se o seu clube do coração.

No clube andaluz esteve entre 1982 e 1991, ligação apenas interrompida por uma passagem pelo Valladolid, em 1984/85, sem grande sucesso. No Cádiz, garantiu a alcunha de El Mágico e, durante o período que lá permaneceu, foi o principal responsável pelos andaluzes terem estado anos a fio na primeira divisão. No clube do sul de Espanha fez 183 jogos e 57 golos, tornando-se numa lenda para os adeptos andaluzes.

Muito rápido e tecnicista, Mágico González jogava sempre com enorme alegria e paixão ao jogo, disputando todos os desafios com a mesma motivação. Contudo, a sua questionável atitude fora de campo afastou-o de uma transferência para um grande clube europeu.

Em 1991, regressou a El Salvador e ao FAS, continuando a mostrar o seu futebol pleno de tecnica e criatividade que encantava todos os que o viam jogar. Ainda assim, foi no Cádiz que se tornou lendário e que fez com que o seu futebol garantisse a imortalidade.

Assim sendo, deixo-vos um vídeo de Mágico González para terem uma ideia do seu enorme valor.

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