Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Enyeama’

A supertaça 2007/08 foi o último título dos leões

Terminou mais uma temporada infeliz do Sporting Clube de Portugal, sendo que este mediano terceiro lugar não pode esconder uma época deplorável que viu o Sporting perder todas as competições que disputou, sendo que as eliminações da Taça de Portugal e da Liga Europa, diante de duas equipas (V. Setúbal e Glasgow Rangers) claramente inferiores aos leões são reveladoras do mau momento que se vive para os lados de Alvalade.

O Sporting acabou o campeonato a, imagine-se, 36 pontos do FC Porto, sendo que os dragões terminaram a competição com mais do dobro das vitórias (27) obtidas pelos verde-e-brancos (13). Mesmo o Benfica, que terminou o campeonato em desaceleração e perdendo pontos surpreendentes, conseguiu terminar a prova com mais quinze pontos que os leões.

Assim sendo, parece lógico que o Sporting precisa de preparar muito bem 2011/12 e, nesse seguimento, é necessário uma análise cuidada ao actual plantel, dividindo os elementos desse mesmo grupo de trabalho em indispensáveis, transferíveis, emprestáveis e dispensáveis.

Na minha opinião, e começando pelos dispensáveis, optava pelos seguintes elementos:

  • Hildebrand
  • Tiago
  • Abel
  • Grimi
  • Anderson Polga
  • Nuno André Coelho
  • Maniche
  • Tales
  • Cristiano
  • Carlos Saleiro

 Obviamente que as razões da dispensa destes elementos depende de factores diferentes. Anderson Polga, Tiago e Abel foram excelentes profissionais, mas estão no fim da linha do seu percurso nos verde-e-brancos, já não acrescentam grande coisa ao plantel em termos de qualidade, sendo que Abel (João Gonçalves) ou Tiago (Vítor Golas) têm soluções internas bem menos onerosas e sem défice em termos de qualidade individual. Quanto a Anderson Polga, até podia falar de Nuno Reis, contudo, o defesa-central emprestado ao Cercle Brugge ainda precisa de rodar pelo menos mais um ano para se poder começar a pensar num regresso a Alvalade.

Quanto a Hilderbrand e Maniche, tratam-se de dois jogadores demasiado caros para o rendimento que apresentaram ao serviço do Sporting, não se justificando a sua continuidade, sendo que tanto o internacional alemão como o internacional português devem ser substituídos por elementos de qualidade, mas necessariamente mais baratos a nível de ordenados. Vicent Enyeama (guarda-redes do Hapoel Telavive) e Rafael Robayo (Médio-centro do Millionarios) são bons exemplos.

Por fim, Nuno André Coelho, Grimi, Tales, Cristiano e Carlos Saleiro não parecem ter qualidade suficiente para se manterem no plantel leonino e devem ser dispensados, sendo que a situação mais simples a de Tales e Cristiano, pois terminam contracto com os verde-e-brancos. Já no caso de Nuno André Coelho, Grimi e Carlos Saleiro, deve ser encontrada uma solução que satisfaça clube e atletas, que poderá passar por um empréstimo ou, até, por um acordo de rescisão, pois dificilmente estes atletas terão mercado, à excepção, talvez, do lateral-esquerdo argentino.

Passando aos emprestáveis, optava por estes dois elementos:

  • Cedric Soares
  • Diogo Salomão
Tanto o lateral/ala-direito como o extremo-esquerdo são elementos que parecem ter condições para serem mais valias no Sporting Clube de Portugal, todavia, acredito que Cedric Soares e Diogo Salomão irão ter muito poucas oportunidades para jogar na próxima temporada e, na minha opinião, ambos os atletas precisam de minutos de jogo para que possam continuar a sua evolução futebolística. Assim sendo, aconselho um empréstimo dos dois a um clube médio/médio-baixo do principal escalão do futebol português.
.
Dos emprestáveis, sigo para os transferíveis, ou seja, jogadores com valor para se manterem no plantel do Sporting, mas que, na presença de uma boa proposta, deve ser ponderada a sua saída:
  • Daniel Carriço
  • Yannick Djaló
  • Zapater
  • Simon Vukcevic
Estes três elementos estão nesta lista por situações diferentes. Daniel Carriço é um defesa de qualidade e com mercado, mas, na minha opinião, a sua baixa estatura e fraca impulsão que lhe garantem dificuldades no jogo aéreo, irão impedi-lo sempre de ser o tal patrão da defesa leonina. Assim sendo, uma proposta que supere os 10/12 milhões de euros deve ser imediatamente considerada.
.
Yannick Djaló, por sua vez, é um jogador com talento, mas parece-me pouco constante e nunca explodiu da maneira que se esperava, sendo que uma boa  proposta, na ordem dos 8/9 milhões de euros, deve ser suficiente para se negociar a sua saída.
.
Depois, apesar de não achar que é o péssimo jogador que muitos vêem em Zapater, entendo que facilmente se encontraria uma jogador de nível superior, sem ser necessário gastar muito dinheiro. Assim sendo, e sabendo que o espanhol tem mercado, aconselhava a venda do aragonês, desde que o valor da transferência não fosse inferior a dois milhões de euros.
.
Por fim, Simon Vukcevic é um caso diferente e representa um jogador muito talentoso e com condições para ser dos melhores da Europa, mas que é demasiado problemático e inconstante, sendo que poderá, inclusivamente, ser um destabilizador de balneário. Assim sendo, e apesar de toda a sua qualidade incontestável, penso que o Sporting o deveria vender pelo seu preço de custo e, assim, prescindir de um atleta que pode continuar a revelar-se um problema bicudo.
.
Para finalizar, os elementos imprescindíveis, ou seja, os elementos que devem continuar no plantel do Sporting e assumirem-se como a base 2011/12, porque mesmo numa grande revolução de plantel, há que garantir um nível mínimo de continuidade.
  • Rui Patrício
  • Evaldo
  • Torsiglieri
  • João Pereira
  • André Santos
  • Pedro Mendes
  • Izmailov
  • Jaime Valdés
  • Matías Fernandez
  • Hélder Postiga
Assim sendo, chegamos a uma lista de dez jogadores (14, caso não se consiga vender os tais quatro elementos que entendo como transferíveis) +1, que, neste caso, não é um chinês, mas o peruano Carrillo, já contratado pelo Sporting.
.
Partindo do princípio que Daniel Carriço, Yannick Djaló, Vukcevic e Zapater ficam no plantel e que Vítor Golas e João Gonçalves regressam de empréstimo, o Sporting fica com 17 jogadores, faltando nove para a tal lista de 23+3 promessas de que falou Godinho Lopes.
.
Nesse caso, seriam necessários nove jogadores e, como tal, pensando que os leões avançarão para um 4-3-3/4-2-3-1, acho que o Sporting devia tentar as seguintes contratações:
  • Um guarda-redes de valor para ser o concorrente de Rui Patrício. O referido Enyeama seria uma excelente opção.
  • Um lateral-esquerdo (Wendt é uma possibilidade, Sílvio, pela polivalência, seria o ideal)
  • Dois defesas-centrais de altíssima qualidade (Rodríguez do Sp. Braga e outro, que fosse experiente, uma clara mais-valia e necessariamente mais alto)
  • Um médio-centro de grande pulmão e qualidade que pudesse jogar tanto a “seis” como a “oito”. Rafael Robayo, já referido, seria uma boa aquisição.
  • Um extremo puro, ou seja, um verdadeiro flanqueador, que desse a largura de jogo ao Sporting que a equipa tanto precisa e que fosse uma clara mais valia para o plantel.
  • Dois avançados, sendo um mais posicional e referência atacante (ao que tudo indica, o ex-Besiktas Bobô) e outro mais polivalente e que pudesse jogar sozinho na frente, mas também como avançado de suporte num alternativo 4x4x2 e, se possível, descaído numa das alas na táctica 4x3x3.
  • Por fim, um jogador jovem, tal como Carrillo e que se juntasse a João Gonçalves e ao peruano (não incluo Vítor Golas por se tratar de um guarda-redes e, como tal, uma situação diferente) como uma das três promessas que o novo presidente do Sporting quer ter no plantel.
Na minha opinião, este será o caminho que o Sporting tem de fazer para que possa ser mais competitivo em 2011/12. Dificilmente dará para ser campeão já na próxima temporada, mas pode ser fulcral para que os leões comecem a construir uma equipa que, num futuro próximo, ombreie com dragões e águias pelo lugar mais alto do pódio do futebol nacional.

Read Full Post »

Depois de ter ficado dez anos sem conquistar o campeonato israelita, o Hapoel Telavive, além de se ter sagrado campeão, garantiu, após ultrapassar o  Zeljeznicar Sarajevo (BOS), Aktobe (CAZ) e o favorito Red Bull Salzburgo (AUT), o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Trata-se de uma equipa muito aguerrida, bem ao jeito das formações israelitas, mas que também tem jogadores de grande nível como o guarda-redes internacional nigeriano: Enyeama, o médio francês Romain Rocchi ou o internacional israelita, ex-Chelsea, Ben Sahar. Uma equipa que irá correr por fora, mas que, por certo, irá ter uma palavra a dizer no Grupo B da Liga dos Campeões.

Quem é o Hapoel Telavive

O Hapoel Telavive foi fundado em 1927 e, logo no ano seguinte, a equipa ganhou a Taça da Palestina (a primeira que foi reconhecida pela Federação Israelita de Futebol) diante do Maccabi Hasmonean Jerusalem (2-0), no entanto, como jogou com um jogador inválido, teve de partilhar a taça com o seu adversário.

Desde a criação do clube, o Hapoel conquistou 13 campeonatos de Israel (1934, 1935, 1938, 1940, 1943, 1957, 1966, 1969, 1981, 1986, 1988, 2000 e 2010) e 13 Taças de Israel (1928, 1934, 1937, 1938, 1939, 1961, 1972, 1983, 1999, 2000, 2006, 2007 e 2010), sendo o segundo clube com mais títulos naquele país do médio oriente, apenas superado pelo Maccabi Telavive.

Numa altura em que os clubes de Israel participavam nas competições asiáticas de futebol, o Hapoel Telavive participou em duas finais da Taça dos Campeões Asiáticos, vencendo uma, em 1967, diante do Selangor da Malásia (2-1) e perdendo outra, em 1969, diante do Taj Club do Irão (1-2).

Por outro lado, em termos de competições europeias, as participações do clube da capital israelita têm sido bem mais modestas, ainda assim, há que destacar a campanha na Taça UEFA (2001/02), quando a equipa atingiu os quartos de final da prova, sendo eliminada pelo AC Milan (0-2 e 1-0).

Como joga

Quem conhece minimamente o futebol israelita irá, certamente, perceber após poucos minutos que esta equipa de Telavive pratica o típico futebol daquelas paragens do leste do Mediterrâneo.

Tecnicamente evoluídos, os jogadores do Hapoel Telavive são uma equipa com grande raça e espírito colectivo, tendo, contudo, algumas falhas momentâneas, que derivam da falta de experiência, mas que, numa prova como a Liga dos Campeões, lhes podem ser fatais.

Em termos tácticos, os “demónios vermelhos” costumam jogar num 4-4-2 clássico, que procura explorar o contra-ataque e a velocidade dos dois perigosos avançados (Shechter e Ben Sahar), dois jogadores muito perigosos e que necessitam de vigilância constante por parte da equipa encarnada.

Individualmente e para além dos dois avançados já referidos, há ainda que ter em atenção o guarda-redes internacional nigeriano (Enyeama), jogador que brilhou no Mundial 2010 e que, para além de ser exímio a defender a sua baliza, também é um especialista na marcação de grandes penalidades, o central brasileiro Douglas da Silva, patrão do último reduto do Hapoel Telavive e, por fim, o médio francês Rocchi, um box to box que transporta todo o jogo ofensivo dos “demónios vermelhos”.

Em princípio, a equipa israelita deverá apresentar este onze base no Estádio da Luz:

Shechter é um avançado muito perigoso

Quem é que as águias devem ter debaixo de olho – Itay Shechter

O internacional israelita de 23 anos é, claramente, um dos melhores jogadores deste Hapoel Telavive e terá, forçosamente, de merecer grande atenção dos responsáveis encarnados.

Criado nas escolas do Hapoel Haifa e do Hapoel Nazareth Illit, Shechter estreou-se pela equipa principal do clube de Nazareth em 2005/06 com apenas 18 anos. Nessa temporada, o avançado israelita fez uma razoável temporada de estreia, apontando 3 golos e fazendo 27 jogos, todavia, em termos colectivos, as coisas não correram tão bem, pois o Hapoel Nazareth Illit desceu à segunda divisão.

No entanto, as boas exibições de Shechter, aliadas à enorme margem de progressão que demonstrava, impediram-no de descer com o clube de Nazareth Illit, sendo, assim, contratado pelo Maccabi Netanya.

Durante três temporadas em Netanya, o internacional israelita foi sempre titular, marcando 21 golos em 83 jogos do campeonato de Israel. Números interessantes, mas que não davam ao jovem avançado o estatuto de goleador, todavia, essa situação mudou na temporada passada.

Em 2009/10, transferido para o Hapoel Telavive, Shechter revelou-se, além de um avançado rápido, criativo e tecnicista, num jogador letal na hora de atirar à baliza. Em 52 jogos oficiais pelos “demónios vermelhos”, o internacional israelita fez 31 golos e foi peça fulcral na dobradinha conquistada pelo Hapoel Telavive.

Em suma, trata-se de um jogador muito interessante e para o qual Jorge Jesus terá de arranjar um antídoto.

As hipóteses encarnadas

Apesar da qualidade do Hapoel Telavive, o Benfica é, pelo seu plantel e pela sua enorme experiência europeia, claramente favorito para vencer as duas partidas diante dos israelitas.

Ainda assim, o Benfica terá de jogar com grande concentração e seriedade, pois o Hapoel Telavive é uma equipa muito perigosa no contra-ataque e que se galvaniza com facilidade, sendo que, no seu Estádio, essa situação é ainda mais notória.

Read Full Post »

Aiyenugba com a camisola nigeriana

Aiyenugba com a camisola nigeriana

Vendo as exibições menos conseguidas de Roberto, um guarda-redes que custou 8,5 milhões de euros, pensamos que, muitas vezes, os clubes portugueses ficariam muito melhor servidos e gastariam muito menos dinheiro se procurassem um pouco pelos campeonatos menos badalados, como, por exemplo, o israelita.

Depois de termos apresentado Enyeama neste blog, um guarda-redes que brilha, ano após ano, no Hapoel Telavive e que todos puderam confirmar o seu talento no Mundial 2010, iremos apresentar o seu suplente na selecção nigeriana e que, curiosamente, substituiu Vincent Enyeama no Bnei Yehuda: Dele Aiyenugba.

O nigeriano estreou-se com apenas 14 anos no Kwara Stars do seu país natal, transferindo-se, em 2001, para um dos colossos do futebol da Nigéria, o Enyimba.

Durante seis anos, Aiyenugba cresceu muito nesse clube nigeriano, chegando, inclusivamente, à selecção, ainda que permanecesse sempre tapado por Enyeama. Curiosamente, foi a transferência de Vincent Enyeama do Bnei Yehuda para o Hapoel Telavive, que abriu as portas da Europa a Dele Aiyenugba que, em 2007, substituiu o compatriota no clube israelita.

Desde que chegou ao Bnei Yehuda, o internacional nigeriano assumiu-se imediatamente como titular indiscutível e como uma das estrelas do clube israelita. Guarda-redes muito rápido, corajoso, excelente nas saídas aos pés dos atacantes e com grandes reflexos, trata-se também de um atleta muito forte no ar, apesar de só ter 1,81 metros.

Após 3 temporadas e noventa jogos no campeonato israelita, Dele Aiyenugba está, aos 26 anos, preparado para dar o salto para uma liga com outra projecção e, por certo, o seu preço estará ao alcance de um clube médio português. Descubram o seu talento no vídeo abaixo e confirmem a minha tese.

Read Full Post »

A Nigéria apresentou-se ao mundo do futebol no campeonato do mundo de 1994, disputado nos Estados Unidos. As super-águias tinham, então, uma selecção fantástica com Finidi, Amunike e Okocha e atingiram os oitavos de final, sendo apenas eliminadas, no prolongamento, diante da Itália. Quatro anos depois, com uma selecção mais madura, voltaram a cair nos oitavos de final, mas, dessa vez, com estrondo, pois perderam com a Dinamarca (1-4). A partir daqui, as super-águias entraram em declínio e, se em 2002 não passaram da 1ª fase, em 2006 nem sequer se apuraram para o Mundial. Assim sendo, de regresso ao campeonato do mundo, resta saber se a Nigéria regressa aos tempos de glória ou se, ao invés, prova que a geração de 1994/98 foi um fogacho sem continuidade. Jogadores como Martins, Odemwingie e Utaka irão dar a resposta nos relvados sul-africanos.

A Qualificação

Sendo surpreendida por Angola na qualificação para o Mundial 2006, os nigerianos, querendo prever outro dissabor do género, encararam todos os seus adversários na zona africana de qualificação com respeito. A prova disso é que, ao longo de duas fases de apuramento, conseguiram nove vitórias e três empates.

A primeira fase foi a mais impressionante, pois os nigerianos venceram todos os jogos de um grupo onde estavam África do Sul, Serra Leoa e Guiné Equatorial, terminando com mais onze pontos! que o segundo classificado.

Por outro lado, a segunda fase foi mais equilibrada, ainda assim, mesmo empatando os dois desafios com o grande rival do grupo (Tunísia) e empatando em Moçambique, as super-águias venceram o agrupamento com um ponto de avanço sobre os magrebinos.

Assim, sem qualquer derrota, os nigerianos qualificaram-se para o Mundial 2010.

2ª Fase: Grupo 4 – Classificação

  1. Nigéria 18 pts
  2. África do Sul 7 pts
  3. Serra Leoa 7 pts
  4. Guiné Equatorial 3 pts

3ª Fase: Grupo B – Classificação

  1. Nigéria 12 pts
  2. Tunísia 11 pts
  3. Moçambique 7 pts
  4. Quénia 3 pts

O que vale a selecção nigeriana?

A equipa nigeriana tem um conjunto com qualidade e com alguns bons valores individuais, todavia, globalmente, estão longe da qualidade das selecções de 94 e 98.

No baliza, têm um excelente guarda-redes: Enyeama. Um jogador com reflexos fantásticos e extremamente seguro que brilha nos relvados israelitas.

A defesa conta com um lateral mais ofensivo (Odiah) e um lateral mais defensivo (Taiwo), sendo que a dupla de centrais (Shittu e Yobo) é forte, mas, principalmente Joseph Yobo, é muito fraco quando apanha avançados rápidos pela frente. Na generalidade, é uma defesa que terá muitas dificuldades perante adversários matreiros e/ou com avançados de grande técnica individual.

Depois, no miolo, têm dois médios defensivos, muito fortes e que permitem aos avançados terem mais liberdade ofensiva: Etuhu e Kaita, ficando, posteriormente, Obi Mikel como médio mais ofensivo. Porém, o jogador do Chelsea, box to box por natureza, acaba por ser uma adaptação do seleccionador para o facto da Nigéria, neste momento, não ter nenhum 10 de eleição.

Por fim, no ataque, os nigerianos têm o seu ponto mais forte, pois têm um enorme leque de opções, tanto nas alas: Uche, Martins, Ogbuke e Odemwingie, como no centro: Yakubu, Utaka e Kanu. No entanto, o seleccionador deverá optar por Obasi Ogbuke na esquerda e Odemwingie na direita, ficando, no centro: Yakubu.

Integrados no Grupo B, com Argentina, Grécia e Coreia do Sul, as super-águias têm equipa para disputar o segundo lugar com asiáticos e europeus, tendo, inclusivamente, melhores individualidades que estes adversários. Todavia, a sua habitual indisciplina táctica e alguma fragilidade defensiva poderá ser fatal, nomeadamente no desafio com os helénicos.

O Onze Base

Os nigerianos deverão actuar num esquema de 4-2-1-3 com um duplo-pivot muito defensivo, dois extremos bem abertos e um ponta de lança muito forte fisicamente.

Na baliza, Enyeama (Hapoel Telavive) é indiscutível, ficando, depois, o quarteto defensivo entregue a Taiwo (Marselha), à esquerda, Odiah (CSKA Moscovo), à direita, e à dupla de centrais: Yobo (Everton) e Shittu (Bolton); No meio campo, Etuhu (Fulham) e Kaita (Alania) serão os trincos, enquanto Obi Mikel (Chelsea) será o médio ofensivo;  Por fim, no ataque, Obasi Ogbuke (Hoffenheim) deverá ser o extremo esquerdo, Odemwingie (Lokomotiv Moscovo) o extremo direito e Yakubu (Everton) deverá jogar no centro.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Em termos de qualidade pura, seria a principal candidata ao segundo lugar do grupo B. Ainda assim, terá de corrigir alguma indisciplina táctica e tentar disfarçar algumas deficiências do seus centrais, pois, caso contrário, poderá ser surpreendida, nomeadamente pela matreira selecção grega.

 Calendário – Grupo B (Mundial 2010)

  •  12 de Junho – Nigéria vs Argentina
  •  17 de Junho – Nigéria vs Grécia
  •  23 de Junho – Nigéria vs Coreia do Sul

Read Full Post »