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Posts Tagged ‘Escócia’

James Forrest é um talento do Celtic

No Celtic de Glasgow actua um extremo muito promissor e com grandes condições de ser um dos melhores jogadores escoceses da nova geração: James Forrest.

Nascido a 7 de Julho de 1991, em Prestwick, Escócia, James Forrest iniciou a sua carreira aos 12 anos no Celtic, clube que representa até hoje.

No gigante de Glasgow, estreou-se profissionalmente na época 2009/10 (2 jogos, 1 golo), mas foi na temporada que agora terminou que o internacional escocês se começou a destacar, efectuando 24 jogos e marcando 3 golos pelo Celtic.

Extremo que prima pela velocidade e técnica individual

James Forrest é um extremo que pode jogar em qualquer dos flancos sem qualquer problema, destacando-se pela velocidade e pela excelente capacidade técnica, que lhe permite ser fortíssimo em lances de um contra um.

Com um excelente pé direito, não é, todavia, completamente “cego” do pé esquerdo, sendo capaz de marcar excelentes tentos com o pé canhoto.

Pelas suas características, trata-se de um ala/extremo que tanto pode jogar colado à linha, como partir do flanco para o centro, dependendo da largura que o treinador quiser dar ao jogo da equipa.

Acima de tudo, James Forrest merece ser descoberto por todos os que gostam de futebol, porque, aos 19 anos, é provavelmente o maior talento escocês da sua geração.

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Leandro Damião com a Taça dos Libertadores

No Internacional de Porto Alegre actua um dos pontas de lança mais promissores do futebol canarinho, o atacante internacional brasileiro Leandro Damião.

Nascido em Jardim Alegre, Brasil, a 22 de Julho de 1989, Leandro Damião da Silva dos Santos não foi trabalhado nas camadas jovens como a maior parte dos jogadores do futebol actual, tendo se estreado no futebol de competição aos dezassete anos, quando, em 2007, o seu pai o levou ao Atlético de Ibirama, equipa do principal campeonato do Estado de Santa Catarina, onde foi aprovado e se estreou como sénior.

No ano seguinte, passou por empréstimo por clubes como o XV de Outubro, Marcílio Dias e Cidade Azul, mas foi em 2009, que, de regresso ao Atlético de Ibirama, voltou a destacar-se, sendo o artilheiro do clube no Campeonato Estuadal de Santa Catarina com oito golos apontados.

Chegou ao Internacional de Porto Alegre em 2009

Ainda em 2009, Leandro Damião foi emprestado ao Internacional, onde começou por jogar pela equipa de juniores e pela equipa B. Posteriormente, no início de 2010, acabou por ser contratado definitivamente pelo “Colorado”, efectuando uma época em que nem sempre foi titular, mas marcou alguns golos decisivos, inclusive na Taça dos Libertadores, competição conquistada pelo Internacional.

Desde 2011, todavia, Leandro Damião assumiu finalmente a titularidade absoluta ao serviço do clube gaúcho, somando neste momento 29 golos em 49 jogos pelo Internacional. Com uma média de mais de um golo por jogo na actual temporada de 2011 (17 golos em 15 jogos), o atacante canarinho já teve a oportunidade de se estrear pela selecção brasileira, num encontro diante da Escócia, que o Brasil venceu por 2-0.

Um matador puro

Leandro Damião não é jogador de muitos toques na bola nem de grande técnica individual, sendo, ao invés, um finalizador puro, que parece estar sempre no sítio certo para facturar. Muito oportuno, extraordinário no posicionamento e letal tanto de cabeça como pé direito, é o puro homem de área com que todas as equipas gostam de contar.

Talhado para ser um ponta de lança de cariz mais fixo, poderá ser usado tanto sozinho num 4x3x3 como ao lado de um atacante móvel num 4x4x2, sendo uma garantia de golos numa ou noutra alternativa.

Neste momento, com 21 anos, ainda é um talento ao alcance das bolsas dos principais clubes portugueses, sendo, certamente, uma excelente alternativa para FC Porto, Benfica ou Sporting.

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O Sporting vai se estrear na Liga Europa diante de uma jovem equipa dinamarquesa, o FC Nordsjaelland. Fundado, somente, no ano de 1991, na altura como Farum BK, o clube dinamarquês tem-se cimentado na Primeira Liga da Dinamarca, ainda que a melhor classificação que teve foi um terceiro lugar (2002/03). A época passada, o clube escandinavo terminou o campeonato na sétima posição, apurando-se para esta Liga Europa graças ao triunfo na Taça da Dinamarca, em que, na final, venceu um antigo adversário europeu dos leões, o FC Midtjylland (2-0). Trata-se de um adversário bastante acessível para o Sporting, todavia, a equipa verde-e-branca tem de encarar a eliminatória com bastante profissionalismo e respeito, pois os fantasmas do Viking e do Halmstads ainda pairam no ar. 

Quem é o FC Nordsjaelland 

A equipa dinamarquesa foi fundada no ano de 1991 com a designação de Farum BK. Depois de vários anos nas divisões secundárias, a equipa acabou por subir à Primeira Liga na época de 2001/02, quando terminou a Primeira Divisão na segunda posição. 

Na época de estreia no principal escalão dinamarquês (2002/03), o clube escandinavo, ainda como Farum BK, conquistou a melhor classificação da sua história, terminando na terceira posição, garantindo, pela primeira vez, a participação nas competições europeias de futebol. 

Na época 2003/04, estreando a designação actual (FC Nordsjaelland), o clube dinamarquês teve uma presença digna na Taça UEFA, passando a pré-eliminatória, diante do Shirak da Arménia (4-0 e 2-0) e caíndo na primeira eliminatória, diante dos gregos do Panionios (1-2 e 0-1). Ainda assim, em termos domésticos, a equipa escandinava fez uma campanha muito fraca e acabou por terminar o campeonato num modesto nono lugar. 

Nos anos seguintes, a equipa conseguiu sempre manter-se no principal escalão da Dinamarca, todavia, as classificações nunca foram de grande brilhantismo, variando entre o 10º lugar de 2004/05 e a 5º posição de 2006/07. 

Apesar das classificações modestas, a equipa conseguiu, via prémio fair play, participar na Taça UEFA (2008/09). Nessa prova, o clube viking eliminou, na primeira eliminatória, os estónios do TVMK (3-0 e 5-0) e, na segunda pré-eliminatória, os escoceses do Queen of the South (2-1 e 2-1), caíndo, somente, na primeira eliminatória, ainda que com estrondo, diante do Olympiakos da Grécia (0-2 e 0-5). 

Na época passada, o clube dinamarquês voltou a não fazer um campeonato brilhante (7º lugar), mas conquistou o direito a participar na Liga Europa, após conquistar o seu primeiro título, a Taça da Dinamarca, conquistada diante do FC Midtjylland (2-0), já no prolongamento. 

Como joga 

O FC Nordsjaelland costuma actuar num 4-3-3 ou 4-4-2 de vocação ofensiva. Esqueçam a ideia de uma equipa típicamente nórdica de futebol directo, pois esta equipa dinamarquesa dá privilégio ao futebol de pé para pé e a uma construção ofensiva bastante paciente e, dentro das possibilidades dos seus atletas, algo rendilhada. 

A equipa tem alguns jogadores de boa qualidade como o guarda-redes sérvio Novakovic, um atleta com experiência do Calcio (jogou no Reggina), o polivalente defesa/médio esquerdo sueco Bengtsson, que pode tanto ser um lateral ofensivo, como um extremo, o fantasista Andreas Laudrup ou o polivalente e letal atacante dinamarquês Fetai. 

O onze do FC Nordsjaelland para o jogo com os leões não deve andar muito longe do seguinte: 

 

A. Laudrup é um criativo

Quem é que o Sporting deve ter debaixo de olho – A. Laudrup 

Com apenas 19 anos, Andreas Laudrup é um dos mais promissores jogadores dinamarqueses da actualidade. Filho do histórico jogador dinamarquês Michael Laudrup, Andreas é um médio ofensivo que gosta de ter a bola nos pés para, com a sua criatividade, criar desiquilibrios nas defesas contrárias. Em tempos considerado um dos maiores jovens talentos do Real Madrid (onde jogou quando o seu pai treinava o Getafe), Laudrup tenta, agora, lançar a sua carreira na Dinamarca e no FC Nordsjaelland. Esperemos que os jogos com o Sporting não sirvam para mostrar o seu talento ao mundo do futebol. 

As hipóteses leoninas 

Apesar de o FC Nordsjaelland ter alguma qualidade, o Sporting é totalmente favorito para esta eliminatória. Os leões têm melhor colectivo e individualidades, maior experiência europeia e, tendo em conta que se defrontam o quarto da Liga Portuguesa e o sétimo da bem mais frágil Liga Dinamarquesa, a vitória verde e branca tem de ser tida como a consequência lógica desta eliminatória da Liga Europa. Ainda assim, os leões têm sido pródigos em eliminações embaraçosas com clubes de nível muito semelhante a este clube dinamarquês e, como tal, será imperioso encarar este duelo com atenção, ou, caso contrário, os fantasmas do Viking Stavanger e do Halmstads podem voltar a pairar nos ares de Alvalade.

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Cannigia passou Taffarel e vai facturar

A 24 de Junho de 1990, Brasil e Argentina defrontavam-se, em Turim, para os oitavos de final do campeonato do mundo. As duas equipas haviam tido percursos bastante diferentes na primeira fase, pois se os brasileiros haviam vencido os seus três desafios diante de Suécia, Costa-Rica e Escócia, os argentinos haviam passado à justa na terceira posição do grupo, com apenas uma vitória (URSS) e um empate (Roménia) conquistados. Assim sendo, a selecção canarinha era favorita à vitória diante da equipa de Maradona. O jogo foi intenso, mas, com o passar do tempo, alguns jogadores brasileiros começaram a parecer sonolentos em campo. Nesse seguimento, a nove minutos do fim, Cláudio Cannigia fez o golo decisivo e eliminou o Brasil. O porquê da derrota? Maradona? Cannigia? Não, segundo os brasileiros, foi a água que os argentinos lhes deram…

O Brasil que participou no campeonato do mundo de Itália era uma equipa pouco espectacular, mas era fria e calculista. Apesar de não parecer uma normal equipa canarinha, os brasileiros convenceram durante a primeira fase, pois ganharam todos os jogos, ainda que sempre pela margem mínima. No Grupo C do Mundial, os canarinhos venceram Suécia (2-1), Costa-Rica (1-0) e Escócia (1-0).

Por outro lado, os argentinos haviam vivido uma fase de grupos que quase se tornou um pesadelo. No jogo de estreia, perderam com os Camarões (0-1), mesmo com a equipa africana a terminar a partida com menos duas unidades. Depois, venceram a União Soviética (2-0), num jogo em que voltaram a beneficiar de uma expulsão (Bessonov 46′). E por fim, empataram com a Roménia (1-1) num jogo sofrido, mas que acabou por resultar no apuramento das duas selecções para os oitavos de final.

Assim sendo, quase todos os analistas davam o favoritismo aos brasileiros no confronto com os argentinos para os oitavos de final do campeonato do mundo.

Como se esperava, o jogo foi muito táctico, mas os brasileiros tiveram mais iniciativa de jogo. Ricardo Rocha falhou por milímetros, Dunga atirou ao poste e Alemão à trave, sendo que o seguimento de oportunidades falhadas pelos brasileiros faziam prever um golo canarinho.

No entanto, como estava muito calor, os jogadores de ambas as equipas tinham o hábito de se deslocarem aos bancos para beberem água, sempre que o jogo tinha alguma paragem. No entanto, nem sempre se dirigiam ao próprio banco e, assim, algumas vezes os brasileiros beberam água no banco argentino.

Com a chegada do final do desafio, os brasileiros começaram a aparentar estar perdidos no campo, denotando falta de reacção em alguns lances. Quem os conhecia, percebia que não era cansaço, eram os oitavos de final do Mundial, tinha ser algo mais.

Aos 81 minutos, Maradona furou no meio de uma defesa sonolenta e desmarcou Caniggia para este fazer o golo decisivo para a eliminação canarinha. O jogo terminou pouco depois com a vitória argentina e rapidamente se tentou perceber, junto dos jogadores brasileiros, a razão para tão pronunciada quebra exibicional.

Branco, revoltado, afirmou que havia ficado sonolento após ter bebido água dada pelo massagista argentino e aumentou o teor das suspeitas. Ainda assim, ninguém deu seguimento a essa acusação. Durante vários anos, falou-se, nos bastidores, da possibilidade da água ter sido envenenada, porém, apenas em 1993 tivemos a confirmação das suspeitas.

Miguel di Lorenzo, massagista argentino, confirmou ao jornal “El Clarín” que tinha dois tipos de água na mala: uma para os seus e outra para os brasileiros. Segundo ele, a ideia tinha sido do próprio seleccionador celeste, Carlos Bilardo.

Assim sendo, pode-se dizer que, desta vez, para além dos golos falhados, os brasileiros acabaram por ser eliminados com o amargo sabor de água envenenada. 

Reveja o golo de Cannigia que eliminou o Brasil do Mundial 1990

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Mas o que é que eu fiz? Parece dizer Ilunga

Aquele momento permanecerá, para sempre, como um dos mais cómicos e caricatos momentos de um campeonato do mundo. O Brasil beneficia de um livre directo em posição frontal contra a equipa do Zaire. Rivelino prepara-se para o remate, o árbitro apita e, de repente, sai da barreira um zairense, que corre para a bola e desfere um remate para bem longe, como se a sua vida dependesse disso. O árbitro respondeu com um amarelo para um pobre Mwepu Ilunga, que o recebeu sem perceber o que tinha feito de errado…

Depois de vencerem a Taça de África de 1974, o Zaire (actual República Democrática do Congo) tornou-se na primeira equipa da chamada “África Negra” a qualificar-se para o campeonato do mundo.

Depois de terem eliminado Marrocos (uma equipa que tinha estado no Mundial 1970), havia enorme expectativa sobre o que podia fazer a equipa zairense no Mundial 74, disputado na Alemanha.

Integrado num grupo com Brasil, Escócia e Jugoslávia, os zairenses estrearam-se diante da equipa britânica e, apesar de terem feito um jogo interessante, pagaram pela sua ingenuidade e perderam (0-2).

Pior, contudo, foi o segundo jogo, diante da Jugoslávia. A equipa zairense fez uma partida deplorável e perdeu por nove bolas a zero. Alguns dos golos sofridos foram de tal maneira ridiculos, que até se questionou se os africanos não estariam a fazer tudo aquilo de forma propositada.

Depois, diz-se que o presidente do Zaire ficou tão revoltado com o resultado dos seus atletas, que mandou dizer-lhes que, se perdessem por mais de três golos com o Brasil, não seriam autorizados a regressar ao seu país.

Assim sendo, foi sobre grande tensão que o Zaire encarou o jogo com os brasileiros e o nervosismo foi aumentando com o primeiro, segundo e terceiro golo dos canarinhos. Com 3-0 no marcador, surge então esse livre contra a selecção africana. Os rostos dos zairenses eram de terror e, quando o arbitro apitou, Mwepu Ilunga saiu disparado da barreira para afastar o perigo o mais rápido possível sem sequer pensar que o que estava a fazer era ilegal segundo as leis de jogo.

Ainda assim, os zairenses seguraram o (0-3) e, como tal, puderam regressar a casa.

Um momento que o futebol nunca irá esquecer para recordar ou descobrir no vídeo abaixo

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Quatro anos depois dos deuses magiares terem caído na final diante da Alemanha Ocidental, o mundo voltava a assistir a uma equipa de artistas, que chegou à Suécia com ambições moderadas, mas iria deixar a Escandinávia como uma das mais fascinantes selecções que há memória. O Brasil, principalmente após a inclusão de Garrincha e Pelé (então com 17 anos), foi uma autêntica máquina de ataque que não deu hipóteses aos seus adversários e deslumbrou todos os que tiveram a felicidade de os ver ao vivo. Após um percurso com apenas um empate (diante da Inglaterra e ainda sem Garrincha e Pelé), os brasileiros conquistaram o título, na final, diante da Suécia (5-2), provando que, por vezes, o bom futebol, para além da imortalidade, também é recompensado com títulos…

Primeira Fase

Depois do estranho modelo do Mundial 1954, com cabeças de série, o Mundial 58 voltou a um sistema de quatro grupos de quatro, mas com todos a jogarem contra todos. Ainda assim, manteve-se a nuance  que, em caso de igualdade pontual entre segundo e terceiro, estes voltariam a fazer um jogo de desempate.

No Grupo A, a Alemanha Ocidental, campeã em título, seguiu em frente como líder do grupo, após vencer a Argentina (3-1) e empatar com Checoslováquia (2-2) e Irlanda do Norte (2-2). Checoslovacos e irlandeses, empatados no segundo lugar, defrontaram-se, em jogo de desempate, para decidir quem acompanhava os germânicos na passagem aos quartos de final. Aí, os irlandeses foram mais felizes e seguiram em frente após vencerem (2-1). Já os argentinos, além de terminarem em último lugar no grupo, ainda foram recebidos no aeroporto de Buenos Aires com vaias e pedras, obrigando a polícia a escoltá-los até às suas residências.

Por outro lado, no Grupo B, França e Jugoslávia seguiram em frente, enquanto Paraguai e Escócia foram eliminados. Os franceses perderam com a Jugoslávia (2-3), mas venceram Paraguai (7-3) e Escócia (2-1), enquanto os jugoslavos, depois da vitória com os franceses, deram-se ao luxo de empatar com Escócia (1-1) e Paraguai (3-3) e, mesmo assim, apurarem-se para os quartos de final.

No Grupo C, a Suécia aproveitou o factor casa e venceu o agrupamento após vencer o México (3-0) e Hungria (2-1) e empatar a zero com o País de Gales. Empatados no segundo lugar, galeses e magiares fizeram um jogo de desempate e, aí, de forma surpreendente, os britânicos venceram por duas bolas a uma e acompanharam os escandinavos no apuramento para a fase seguinte.

Por fim, no Grupo D, o Brasil foi o líder incontestado após vitórias diante da Áustria (3-0) e União Soviética (2-0) e um nulo diante da Inglaterra (primeiro nulo num Mundial de futebol). Empatados no segundo lugar, soviéticos e ingleses tiveram de fazer um jogo de desempate. Tratavam-se de duas equipas desfalcadas, pois os russos estavam privados de Streltsov (fabuloso avançado do Torpedo), que havia sido acusado de violação e ficou num campo de concentração siberiano até… 1962 e os ingleses haviam perdido grande parte dos jogadores do Manchester United num desastre de avião. No desempate, a União Soviética venceu por 1-0 e seguiu em frente.

Quartos de Final

O Brasil esperava, por certo, vencer com maior facilidade o País de Gales, todavia, a bem organizada equipa galesa, foi dificultando a vida dos canarinhos, que viram a situação desbloqueada, aos 65 minutos, com um golo de Pelé. Com uma magra vitória por 1-0, os brasileiros seguiam para as meias finais.

Quem continuava a surpreender era a França e, principalmente, o seu goleador Just Fontaine. Após fazer seis golos na primeira fase, o avançado de origem marroquina bisou e ajudou os gauleses a vencerem a Irlanda do Norte por quatro bolas a zero.

Por outro lado, a Alemanha Ocidental manteve-se fria e calculista, desvencilhando-se da Jugoslávia (1-0), graças a um golo solitário de Rahn.

Por fim, a Suécia mostrou que tinha uma excelente geração de jogadores e venceu a União Soviética por duas bolas a zero, continuando a perseguir o sonho de chegar à final.

Meias-Finais

Na primeira semi-final, o Brasil defrontou a França e os oito golos do gaulês Fontaine impunham respeito. Contudo, o Brasil, liderado pelo jovem Pelé (fez hat-trick) fez uma excelente exibição e esmagou os franceses (5-2), seguindo para a final.

No outro jogo, a Suécia surpreendeu o mundo e eliminou o campeão do mundo em título: Alemanha Ocidental. Os suecos venceram os germânicos por 3-1 e o sonho do título ficava à distância de um jogo.

Terceiro e Quarto Lugar

Desiludida com a eliminação diante da Suécia, a República Federal da Alemanha não conseguiu arranjar grande motivação para este duelo diante da França. Para piorar o panorama, os alemães tiveram o azar de defrontarem um avançado que, apesar de já ter feito nove golos no mundial, continuava com fome de tentos: Just Fontaine. Assim sendo, foi um desafio sem grande história com os gauleses a vencerem (6-3) e Fontaine a marcar mais quatro golos, terminando o Mundial com 13 golos apontados, um número que, até hoje, nunca foi batido.

Final* Brasil 5-2 Suécia

O entusiasmo em torno da final era grande. Afinal, defrontavam-se a equipa anfitriã e o Brasil, a equipa que mais havia fascinado os adeptos. Para terem uma ideia da loucura inerente ao desafio, três horas antes do apito inicial do francês Maurice Guigue, já o Estádio se encontrava repleto.

A Suécia até entrou melhor e abriu o activo por Liedholm, aos três minutos. Este jogador tinha 36 anos e havia ficado fora de outros mundiais por se ter tornado profissional pelo Milan. Entretanto, havia feito uma promessa que, se jogasse algum campeonato do mundo, raparia o cabelo. Assim, foi de cabeça totalmente rapada que capitaneou a selecção escandinava e marcou o primeiro golo da final.

A perder o Brasil reagiu. Primeiro foi um bis de Vavá e, depois, um dos golos mais fantásticos da história do futebol. Um lance repetido vezes sem conta em que Pelé tocou a bola por cima de Bergmark e, sem deixar cair a bola no chão, desferiu um remate colocado sem hipóteses para o guarda-redes Svensson.

Com o 3-1 no marcador, percebeu-se que a vitória não fugiria aos brasileiros. Assim, seguiu-se o 4-1 de Zagallo e nem a redução de Simonsson assustou os canarinhos que, sobre o final, viram Pelé fazer o 5-2 final.

Terminado o desafio, Pelé, grande responsável pela vitória canarinha, iniciou um choro compulsivo e saiu nos ombros dos companheiros, quase desfalecendo de emoção. Bellini, o capitão brasileiro, recebeu, depois, a Taça Jules Rimet das mãos do Rei Gustavo da Suécia, erguendo-a, institivamente, aos céus, como que agradecendo aos deuses do futebol. Esse gesto perdurou para todo o sempre e, até hoje, é imitado por todos os capitães campeões do mundo.

Números do Mundial 1958

Campeão: Brasil

Vice-Campeão: Suécia

Terceiro Classificado: França

Quarto Classificado: RFA

Eliminados nos Quartos de Final: Jugoslávia, País de Gales, União Soviética e Irlanda do Norte

Eliminados na Fase de Grupos: Checoslováquia, Argentina, Hungria, México, Paraguai, Escócia, Inglaterra e Áustria

Melhor Marcador: Just Fontaine (França) – 13 golos

Equipa do Mundial 1958: Gilmar (Brasil); Bergmark (Suécia), Bellini (Brasil) e Nilton Santos (Brasil); Zito (Brasil) e Didi (Brasil); Garrincha (Brasil), Hamrin (Suécia), Pelé (Brasil), Kopa (França) e Fontaine (França).

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O Mundial 1954, disputado na Suíça, parecia destinado à magnífica selecção magiar, uma equipa que foi, sem dúvida, a mais extraordinária da primeira metade dos anos 50. A Hungria não perdia desde Junho de 1950, havia vencido os Jogos Olímpicos de 1952 e cometido a proeza de golearem os ingleses por 6-3 (em Wembley) e 7-1 (em Budapeste). Depois de ter vencido a Alemanha Ocidental na primeira fase por 8-3, os magiares voltaram a encontrar os germânicos na final e ninguém acreditava noutro resultado que não uma nova vitória da grande selecção de Puskas, Kocsis e Hidegkuti. Todavia, em Berna, um novo país, acabado de renascer das cinzas da 2ª Guerra Mundial acabava com o reinado daqueles que eram considerados os deuses do futebol. A Alemanha Ocidental vencia a Hungria por 3-2 e sagrava-se campeã do mundo de futebol.

Primeira Fase

O Mundial 1954 teve uma primeira fase no mínimo curiosa. As 16 selecções participantes foram divididas, naturalmente em quatro grupos de quatro, contudo, em vez de jogarem todos contra todos, criou-se um sistema de dois cabeças de série e dois não cabeças de série que não jogavam entre si. Assim, num grupo de quatro equipas, cada uma apenas fazia dois jogos. Depois, se o segundo e terceiro classificado acabassem empatados, teriam de fazer um jogo de desempate, mesmo que já tivessem jogado entre si. Isto explica o facto de RFA e Suíça terem jogado e vencido, por duas vezes, turcos e italianos para seguirem para os quartos de final.

No Grupo A, os cabelas de série foram Brasil e França, que defrontaram Jugoslávia e México. Neste agrupamento, apuraram-se o Brasil que empatou com a Jugoslávia (1-1) e venceu o México (5-0) e os jugoslavos que, além do empate com os canarinhos, surpreenderam a França (1-0). Neste grupo aconteceu uma história curiosa. O Brasil e a Jugoslávia qualificaram-se empatando entre si, mas os sul-americanos não sabiam que o empate lhes bastava e foram chorar para o balneário até que alguém lhes explicou que, afinal, tinham passado aos quartos de final.

No Grupo BHungria e Turquia defrontaram RFA e Coreia do Sul. Os magiares limitaram-se a passear superioridade e golearam a RFA (8-3) e a Coreia (9-0). No entanto, os turcos, que também golearam os coreanos, mas por 7-0, perderam com a Alemanha Ocidental (1-4) e, assim, tiveram de defrontar novamente os germânicos num jogo de desempate. Aí, os alemães voltaram a ser mais fortes, goleando os turcos (7-2) e acompanhando os hungaros no apuramento para a fase seguinte.

No Grupo C, Uruguai e Áustria, cabeças de série, confirmaram o favoritismo e superiorizaram-se à Escócia e à Checoslováquia. Os uruguaios venceram a Checoslováquia (2-0) e a Escócia (7-0) e os austríacos venceram os escoceses por uma bola a zero e os checoslovacos por cinco bolas a zero. Assim sendo, com duas vitórias e sem sofrerem qualquer golo, Uruguai e Áustria seguiram para os quartos de final.

Por fim, no Grupo D, A Inglaterra e a Itália foram designados como cabeças de série e defrontaram Suíça e Bélgica. Os britânicos apuraram-se em primeiro lugar, após um empate com a Bélgica (4-4) e uma vitória diante da Suíça (2-0). No entanto, a squadra azzurra, perdeu com os helvéticos (1-2) e, assim, mesmo tendo vencido os belgas (4-1), tiveram de jogar com a Suíça um duelo para desempate. Nesse encontro, os anfitriões supreenderam os italianos (4-1) e seguiram em frente.

Quartos de Final

A primeira partida dos quartos de final foi o ÁustriaSuíça, em Lausana. A equipa anfitriã entrou muito bem e, aos 23 minutos, já vencia por três bolas a zero. Contudo, até ao intervalo, os austríacos conseguiram dar a volta e chegaram ao descanso a ganhar 5-4… Na segunda metade, a Áustria manteve a superioridade e acabou por vencer o encontro (7-5).

Em Basileia, o Uruguai, que continuava imbatível em campeonatos do mundo, defrontou a Inglaterra e continuou a mostrar ser uma selecção de topo, pois venceu os britânicos por quatro bolas a duas.

Intenso foi o duelo entre Hungria e Brasil, que terminou com a vitória magiar por quatro bolas a duas. Um húngaro (Bozsik) e dois brasileiros (Nilton Santos e Humberto) foram expulsos e o jogo ficou conhecido como “A batalha de Berna”. A pancadaria chegou mesmo às cabinas onde os seleccionadores se agrediram e Puskas acertou com uma garrafa no brasileiro Pinheiro, que, por isso, teve de levar três pontos na cabeça.

Por fim, a Alemanha Ocidental venceu a Jugoslávia (2-0) e também garantiu o bilhete para as semi-finais.

Meias-Finais

Na primeira semi-final, começou a pairar a ideia que a Hungria estava tão convencida da sua superioridade sobre todos os adversários, que poderia vir a ter um dissabor. No duelo diante do Uruguai, chegaram ao 2-0 no início da segunda metade e começaram a descansar. Aproveitando esse factor, os sul-americanos que, lembre-se, ainda não haviam perdido nenhum jogo em campeonatos do mundo, apoiaram-se na raça do seu futebol e empataram graças a um bis de Holberg. Com o desafio empatado nos noventa minutos, foi necessário jogar o prolongamento e, aí, os magiares foram mais fortes, vencendo por 4-2. Era o primeiro aviso que os húngaros poderiam, afinal, descer à terra.

Pouca história teve a segunda meia-final. Em Basileia, a Alemanha Ocidental, em claro crescente de forma, goleou a Áustria (6-1) e seguiu calmamente para a final do Mundial.

Terceiro e Quarto Lugar

O Uruguai, desiludido pela impossibilidade de disputar a final, teve pouca motivação para a disputa deste encontro e, assim, foi sem surpresa que acabou por perder com a Áustria (1-3), terminando o Mundial 1954 na quarta posição. Por outro lado, a Áustria, graças a estre triunfo, conseguia a melhor classificação de sempre, o terceiro lugar.

Final* RFA 3-2 Hungria

A Hungria entrou neste jogo motivada, mas com uma grande preocupação. Puskas, que havia falhado os jogos com o Brasil e Uruguai, após ter sido lesionado pelos alemães no jogo da primeira fase, continuava diminuido. No entanto, o “Major Galopante”, mesmo coxo, pediu para jogar o encontro decisivo.

Tudo começou bem para os magiares que, aos oito minutos, já venciam por 2-0, graças aos golos de Puskas (6′) e Czibor (8′), contudo, demorou pouco a felicidade da Hungria, pois a Alemanha Ocidental rapidamente empatou com golos de Morlock (10′) e Rahn (18′).

Apesar de, tecnicamente, os hungaros serem muito superiores ao seu adversário, os alemães mostravam uma forma física impressionante, que, na altura, levantou tantas suspeitas que a FIFA, a partir do mundial seguinte, passou a instaurar o controlo anti-doping.

Com o passar do tempo, a sua superioridade física foi se tornando decisiva e, aos 84 minutos, Rahn bisou e fez o 3-2. Pouco depois, terminou a partida com a surpreendente vitória da República Federal da Alemanha.

Quem assistiu a este Mundial e teve o prazer de ver jogar a Hungria, afirma que o futebol cometeu a proeza de não coroar os deuses do jogo. No entanto, a história tem sido mais generosa e a equipa magiar continua a ser lembrada como uma das equipas mais inovadoras e geniais de todos os tempos.

Números do Mundial 1954

Campeão: RFA

Vice-Campeão: Hungria

Terceiro Classificado: Áustria

Quarto Classificado: Uruguai

Eliminados nos Quartos de Final: Suíça, Inglaterra, Brasil e Jugoslávia

Eliminados na Fase de Grupos: França, México, Turquia, Coreia do Sul, Checoslováquia, Escócia, Itália e Bélgica

Melhor Marcador: Kocsis (Hungria) – 11 golos

Equipa do Mundial 1954: Grocics (Hungria); Santamaria (Uruguai), Varela (Uruguai e Andrade (Uruguai); Bozsik (Hungria), Liebrich (RFA) e Czibor (Hungria); Kocsis (Hungria), Fritz Walter (RFA), Rahn (RFA) e Hidegkuti (Hungria). 

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