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Posts Tagged ‘Eslováquia’

Madu tem um potencial impressionante

Madu tem um potencial impressionante

Mesmo contando nos seus quadros com Eliseu e Marçal, não é garantido que o Benfica não vá ainda ao mercado para a contratação de mais um lateral-esquerdo, sendo que o jornal “A Bola”, fazendo eco da imprensa holandesa, coloca hoje o jovem nigeriano Kingsley Madu, de 19 anos, na rota da Luz.

Trata-se de um futebolista nascido a 12 de Dezembro de 1995 na Nigéria e que cedo rumou ao futebol europeu, com destino à Eslováquia, isto para representar o Trencin, da primeira divisão daquele país da ex-Checoslováquia.

Aí, estreou-se profissionalmente em 2013/14, somando, até este momento, 32 jogos e dois golos, e tendo inclusivamente ajudado o Trencin a conquistar a dobradinha na temporada transacta.

Um verdadeiro diamante por lapidar

Antes de mais, há que referir que Kingsley Madu ainda tem muito que evoluir em termos tácticos e, até, da gestão do seu próprio esforço, uma vez que o nigeriano, para a posição que ocupa no terreno, deixa demasiado espaço nas suas costas, comete demasiados erros posicionais e ainda excede-se em demasia em correrias muitas vezes sem grande sentido.

Posto isto, há que admitir que este lateral-esquerdo tem tudo para ser um jogador de elite, apresentando inúmeras qualidades ofensivas, nomeadamente a sua explosividade e velocidade, que garantem grande profundidade ao seu flanco, assim como a capacidade de drible, qualidade no passe/cruzamento, e superior visão de jogo.

A nível defensivo, por outro lado, existem ainda os problemas que já foram referidos, ainda que o nigeriano de 19 anos tenha todas as valências para evoluir imenso neste aspecto, até porque a sua velocidade permite-lhe uma capacidade de recuperação fora de comum. Por fim, temos também de sublinhar a sua capacidade de desarme e competência no jogo aéreo, isto mesmo que meça apenas 1,75 metros.

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Marek Čech foi tricampeão no FC Porto

Não era um defesa-esquerdo brilhante, mas cumpriu sempre ao longo de três temporadas ao serviço do FC Porto. Jogador sóbrio, seguro e disciplinado, deu sempre tudo o que tinha e ajudou os dragões a conquistar três títulos de campeão nacional, fazendo, só para a Liga Portuguesa, cinquenta e dois jogos pelos portistas. Internacional eslovaco por quarenta e duas ocasiões, continua a mostrar o seu futebol discreto mas eficaz, nos palcos daquela que muitos consideram a melhor liga de futebol do Mundo, a Premier League.

Produto das escolas do Inter Bratislava

Marek Čech nasceu a 18 de Janeiro de 1983 em Trebišov na Eslováquia, tendo iniciado a sua carreira futebolística no Inter Bratislava, clube onde fez todo o seu percurso juvenil e onde se estreou como profissional na temporada de 2000/01. Nos aurinegros da capital eslovaca, esteve quatro temporadas como sénior, conquistando um campeonato eslovaco e uma Taça da Eslováquia (ambos os títulos em 2000/01) e somando 10 golos em 71 jogos.

Posteriormente, no início de 2004/05, transferiu-se para o Sparta Praga da vizinha República Checa, onde  não fez uma época particularmente brilhante em termos individuais (21 jogos), mas onde foi bastante feliz em termos colectivos, pois conquistou o campeonato checo.

Tricampeão português no FC Porto

Apesar dos números da sua passagem pelo Sparta Praga terem sido discretos, o FC Porto não duvidou das qualidades do defesa/ala-esquerdo e não hesitou em contratá-lo para a sua equipa em 2005/06. Durante três épocas, Čech nunca foi titular indiscutível, mas foi sempre uma opção regular, somando 78 jogos (3 golos) em todas as competições e ajudando os portistas a conquistar três campeonatos nacionais e uma Taça de Portugal.

No West Bromwich Albion desde 2008

No Verão de 2008, trocou os portistas pelos ingleses do WBA, onde se encontra até hoje. Depois de uma primeira época em que pouco jogou, o internacional eslovaco assumiu-se, a partir da temporada passada, como uma opção regular da equipa britânica, somando, neste momento, sessenta e quatro jogos (2 golos) pelo West Brom.

Tanto como lateral numa defesa a quatro, ou a ala num 5-3-2 ou 3-5-2, Marek Čech continua a desenvolver um futebol sóbrio e de poucos rasgos, mas com muita utilidade para o clube que representa. Na verdade, numa equipa de futebol, nem todos têm de ser brilhantes tecnicamente. Há que ter jogadores que trabalhem, que sejam rigorosos tacticamente e que equilibrem a equipa. Para isso, está lá o internacional eslovaco.

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Had com a camisola eslovaca

No início da época 2007/08, o Sporting encontrava-se motivado em descobrir, finalmente, um defesa-esquerdo que fizesse esquecer Rui Jorge e, acima de tudo, o chileno Tello, que havia recusado a renovação com os leões para assinar pelo Besiktas da Turquia. Depois de muito procurarem, os verde e brancos optaram por um defesa-esquerdo eslovaco para lutar pela titularidade com o brasileiro Ronny: Marian Had. Dizia-se que era um jogador alto, ideal para ajudar os centrais, que defendia bem e era competente a atacar, mas, na verdade, apenas mostrou ser um jogador lento, duro de rins e, acima de tudo, sem qualquer qualidade para vestir a camisola do Sporting Clube de Portugal.

Marian Had iniciou a sua carreira aos 19 anos, na época 2001/02 ao serviço do Ruzomberok, onde permaneceu por três temporadas e onde teve o interessante registo de 56 jogos e um golo apontado.

As boas exibições ao serviço do clube eslovaco valeram-lhe, ao início da época 2004/05, uma transferência para o FC Brno da República Checa, onde permaneceu por duas temporadas. Nesse clube checo, teve dificuldade em assegurar a titularidade e, durante esses dois anos, apenas fez 24 partidas, ainda que, no final da segunda época, o Lokomotiv de Moscovo tenha ficado convencido da qualidade de Marian Had e, de forma surpreendente, contratou-o para a sua equipa.

Na Rússia, nunca se conseguiu impor, tendo sido emprestado ao Sporting em 2007/08 e ao Sparta de Praga na temporada seguinte. Tanto nos leões como na equipa checa, Had mostrou ter muito pouca qualidade futebolística, passando rapidamente da titularidade para o banco, do banco para a bancada e da bancada para o esquecimento total.

No final de 2009, o Lokomotiv, provavelmente já sem ninguém interessado em ter o pobre eslovaco por empréstimo, libertou-o definitivamente, com Marian Had a assinar pelo Slovan Bratislava.

No entanto, mesmo nesse clube eslovaco, Had, aos 27 anos, continua a não se conseguir impor, tendo feito apenas cinco jogos desde o início de 2010, estando, assim, muito longe dos seus tempos de glória que o levaram a ser internacional eslovaco por doze ocasiões.

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O Paraguai já esteve presente em sete campeonatos do mundo, todavia, nunca conseguiu passar dos oitavos de final. Apesar de se tratar de uma das boas equipas sul-americanas, continua a viver na sombra dos gigantes de sempre (Argentina e Brasil) e, também, de uma equipa que não passa uma das melhores fases, mas que terá sempre dois títulos mundiais para se orgulhar (Uruguai). Ainda assim, a última fase de qualificação pode ser um sinal de que o Paraguai está a dar o salto para o patamar superior, pois a equipa guarani qualificou-se sem problemas de maior para a fase final, ficando mesmo à frente de equipas como a Argentina e o Uruguai. Assim sendo, veremos se, na África do Sul, o Paraguai reforça a ideia de que está, realmente, a evoluir.

A Qualificação

O Paraguai não teve quaisquer problemas em apurar-se para o campeonato do mundo, terminando a zona sul-americana de qualificação na terceira posição com uma vantagem de nove pontos sobre a primeira equipa que não se apurava directamente (Uruguai).

Durante o seu percurso, os guaranis obtiveram resultados vistosos como a vitória no Chile (3-0) e na Colômbia (1-0) e o facto de não terem perdido um único jogo diante dos argentinos (1-1 e 1-0).

Assim sendo, tratou-se de uma qualificação justíssima e, até, surpreendentemente fácil para a selecção paraguaia.

Zona sul-americana – Classificação

  1. Brasil 34 pts
  2. Chile 33 pts
  3. Paraguai 33 pts
  4. Argentina 28 pts
  5. Uruguai 24 pts
  6. Equador 23 pts
  7. Colômbia 23 pts
  8. Venezuela 22 pts
  9. Bolívia 15 pts
  10. Peru 13 pts

O que vale a selecção paraguaia?

Apesar de terem perdido um dos maiores obreiros da qualificação, Cabañas, um atleta que foi baleado na cabeça e que, apesar de sobreviver, teve de terminar a sua carreira futebolística, os paraguaios têm uma equipa de qualidade e com talento suficiente para discutir o apuramento para os oitavos de final.

Mais do que uma equipa cheia de estrelas, o Paraguai tem no colectivo a sua principal arma, pois é um conjunto muito unido e homógeneo, em que todos os elementos sabem muito bem o que têm de fazer dentro de campo.

No último reduto, o Paraguai conta com um guarda-redes seguro e experiente: Villar. Depois, apresenta um quarteto defensivo com uma dupla de centrais muito competente e quase insuperável nos lances de um contra um (Paulo da Silva-Júlio Cáceres) e dois defesas laterais com missões preferencialmente defensivas, que garantem o equilíbrio táctico do Paraguai, Cañiza, à esquerda, e Darío Verón, à direita.

No meio campo, a equipa guarani costuma actuar com um duplo-pivot composto por Ortigoza e Santana. Tratam-se de dois box to box, que atacam e defendem com a mesma competência, tendo, ambos, uma curiosidade, nasceram na Argentina. Depois, nas alas, o Paraguai deverá utilizar Riveros, na esquerda, e Barreto na direita. Apesar de não serem alas puros, adaptam-se muito bem a essa posição, tendo ainda a capacidade de fazerem muito bem as diagonais para o centro de forma a criarem situações de desequilíbrio nas defesas contrárias.

Por fim, as principais estrelas da equipa estão no ataque e são, claramente, a dupla Óscar Cardozo-Valdez. Estes dois atletas são o complemento um do outro, pois Valdez é um atacante móvel, rápido e desequilibrador, enquanto o Tacuara é um elemento mais fixo e que serve de referência atacante no esquema guarani. No entanto, a equipa paraguaia não fica por aqui em termos de poder ofensivo, pois, no banco, conta ainda com o atacante do Dortmund: Barrios e o experiente avançado do Manchester City: Roque Santa Cruz.

O Onze Base

Partindo do princípio que o Paraguai deverá apresentar um 4-4-2 conservador com laterais defensivos e falsos alas, o onze deverá ser o seguinte: Villar (Valladolid) na baliza; Cañiza (Léon), Paulo da Silva (Sunderland), Júlio Cáceres (Atl. Mineiro) e Darío Véron (Pumas) na defesa; Riveros (Cruz Azul), Santana (Wolfsburgo), Ortigoza (Argentinos Juniors) e Barreto (Atalanta) no meio campo; Cardozo (Benfica) e Valdez (Dortmund) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Inferior à selecção azzurra e bastante superior à Nova Zelândia, o Paraguai deverá discutir o segundo posto e consequente apuramento para os oitavos de final com a Eslováquia. Tratam-se de duas equipas de qualidade muito similar e será, por certo, um duelo muito intenso.

Calendário – Grupo F (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Paraguai vs Itália
  • 20 de Junho: Paraguai vs Eslováquia
  • 24 de Junho: Paraguai vs Nova Zelândia

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A Itália dispensa apresentações. Campeã do mundo por quatro ocasiões (1934, 38, 82 e 2006) e vice campeã por duas vezes (1970 e 1994), a selecção azzurra é sempre uma equipa a ter em conta. Com a habitual e quase sempre perfeita mistura entre experiência (Cannavaro, Pirlo, Camoranesi…) e jovens talentos (Marchisio, Criscito, Chiellini…), a equipa transalpina não teve dificuldades em apurar-se para o Mundial sul-africano e também não deverá ter problemas em conquistar o primeiro lugar no Grupo F. Se tudo correr pelo normal, com adversários como a Eslováquia, o Paraguai e a Nova Zelândia, o verdadeiro mundial dos italianos apenas começará nos oitavos de final.

A Qualificação

O apuramento dos italianos para o campeonato do mundo foi um autêntico passeio. Integrados no Grupo 8, com República da Irlanda, Bulgária, Chipre, Montenegro e Geórgia, os azzurri garantiram o primeiro lugar com sete vitórias e três empates, ou seja sem concederem qualquer derrota.

No entanto, há que destacar o facto dos italianos terem sido incapazes de surpreender a Irlanda de… Trapattoni, pois empataram em casa (1-1) e fora (2-2).

Ainda assim, o facto de terem terminado o agrupamento com seis pontos de avanço sobre os irlandeses (2º) é a prova cabal da superioridade italiana neste grupo da zona europeia de qualificação.

Grupo 8 – Classificação

  1. Itália 24 pts
  2. República da Irlanda 18 pts
  3. Bulgária 14 pts
  4. Chipre 9 pts
  5. Montenegro 9 pts
  6. Geórgia 3 pts

O que vale a selecção italiana?

A selecção italiana apresenta, neste campeonato do mundo, os seus habituais pontos fortes. Experiência, organização, talento e, acima de tudo, a sua habitual eficácia e frieza no momento da verdade.

A baliza transalpina será entregue aquele que, provavelmente, é o melhor guarda-redes do Mundo: Buffon. Trata-se de um jogador experiente, elástico e que é uma voz de comando para toda a defesa.

No sector recuado, a squadra azzurra deverá apresentar um quarteto com dois centrais: Cannavaro-Chiellini, sendo que o experiente Fabio Cannavaro será o patrão do centro da defesa, um jogador forte no um contra um e imbatível pelo chão, enquanto Chiellini será um central mais posicional, mais de choque e importante na segurança aérea do último reduto italiano. Por outro lado, nas alas, os azzurri deverão apresentar Criscito (à esquerda) e Zambrotta (à direita). Neste esquema, o atleta do Milan deverá ser um lateral que fará todo o corredor, enquanto Criscito será um verdadeiro defesa-esquerdo, mais defensivo e com a obrigação de encostar aos centrais sempre que necessário.

No meio campo, a Itália deverá apresentar o duplo-pivot: Marchisio-De Rossi. Tratam-se de dois elementos de enorme pulmão e com condições tanto para assegurar a segurança defensiva como a construção ofensiva. Depois, à frente deles, deverá actuar Pirlo. Mais que um médio ofensivo puro, Pirlo aparecerá um pouco mais recuado que um número 10, mas essa será uma estratégia para o libertar das marcações e criar condições para os seus magníficos passes de ruptura. Por fim, nas alas do meio campo, deverão aparecer Di Natale (à esquerda) e Camoranesi (à direita). Tratam-se de dois elementos com missões bastante diferentes, pois enquanto Di Natale funcionará como falso extremo, aproveitando o facto de Criscito ser um lateral muito defensivo para praticamente só atacar e fazer imensas diagonais para o centro, Camoranesi será um ala direito que irá aparecer muitas vezes no ataque, mas também irá fechar ao centro e compensar as subidas de Zambrotta pelo flanco destro.

Por fim, no ataque, a Itália deve optar por actuar apenas com Gilardino, um avançado rápido, com muita mobilidade e com excelente capacidade de finalização. Ainda assim, não será de colocar de parte a hipótese de Lippi abdicar de Marchisio, recuar Pirlo para o duplo-pivot e lançar Iaquinta ou Quagliarella ao lado de Gilardino.

Em suma, trata-se de uma equipa experiente e talentosa, que não deverá dar hipóteses aos seus adversários no Grupo F do Mundial 2010.

O Onze Base

A Itália deverá usar o esquema: 4-2-3-1 com Buffon (Juventus) na baliza; Criscito (Génova), Cannavaro (Al Ahli), Chiellini (Juventus) e Zambrotta (Milan) na defesa; Marchisio (Juventus), De Rossi (Roma), Pirlo (Milan), Camoranesi (Juventus) e Di Natale (Udinese) no meio campo; Gilardino (Fiorentina) será o ponta de lança.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A equipa italiana é muito mais experiente que os seus adversários. Para além disso, a squadra azzurra é muito evoluída tacticamente e, mesmo em termos de talento puro, superioriza-se a Paraguai e Eslováquia e está anos luz acima da Nova Zelândia. Assim sendo, se os italianos não terminarem o Grupo F no primeiro lugar, será uma enorme surpresa.

Calendário – Grupo F (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Itália vs Paraguai
  • 20 de Junho: Itália vs Nova Zelândia
  • 24 de Junho: Itália vs Eslováquia

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A Eslováquia estreia-se num campeonato do mundo, ainda que possa sempre fazer referência às oito presenças mundialistas da Checoslováquia. Com uma equipa jovem e com muito talento, os eslovacos surpreenderam na fase de apuramento ao deixarem para trás selecções do gabarito da República Checa e Polónia, vencendo o grupo e conseguindo o apuramento directo para a África do Sul. Veremos, agora, se atletas como Hamsik, Stoch ou Sestak continuam a brilhar e ajudam a Eslováquia a ultrapassar Itália, Paraguai e Nova Zelândia, apurando-a para os oitavos de final do campeonato do mundo de futebol.

A Qualificação

Integrada no Grupo 3 da zona europeia de qualificação com Eslovénia, Rep. Checa, Irlanda do Norte, Polónia e São Marino, não se previa uma tarefa nada fácil para os eslovacos.

Contudo, a equipa eslovaca surpreendeu tudo e todos e venceu o agrupamento com sete vitórias, um empate (Rep. Checa, casa, 2-2) e duas derrotas (Eslovénia 0-2 e 1-2).

Apesar das duas derrotas com a Eslovénia, a Eslováquia fez um excelente apuramento e bons exemplos são as vitórias na Rep. Checa (2-1), Irl. Norte (2-0) e, principalmente, na Polónia (1-0), que foi o último jogo e o que significou o apuramento directo do eslovacos para a África do Sul.

Grupo 3 – Classificação

  1. Eslováquia 22 pts
  2. Eslovénia 20 pts
  3. Rep. Checa 16 pts
  4. Irlanda do Norte 15 pts
  5. Polónia 11 pts
  6. São Marino 0 pts

O que vale a selecção eslovaca?

A equipa da Eslováquia tem um colectivo forte, mas também tem talentos individuais que se destacam como os extremos Weiss e Stoch e, ainda, o médio ofensivo: Hamsik.

O sector mais frágil do conjunto europeu é claramente a defesa e a prova disso foram os dez golos sofridos na fase de qualificação. Apesar disso, trata-se de um reduto com jogadores de qualidade e que, com um bom trabalho do seleccionador Vladimir Weiss, pode evoluir e catapultar a Eslováquia para um plano superior.

A baliza será, quase de certeza, entregue a Mucha, um guarda-redes seguro e talentoso, que, na próxima época, jogará no Everton. Depois, a Eslováquia apresentará a dupla de centrais: Skrtel-Durica. São dois atletas muito fortes pelo ar e com boa leitura posicional, mas que pecam um pouco nos confrontos um contra um, pois não são propriamente rápidos e são duros de rins. Por fim, nas laterais, a Eslováquia deverá apresentar Zabavnik (à esquerda) e Pekarik (à direita). São dois atletas que apresentarão, principalmente, preocupações defensivas, pois como os alas são muito ofensivos, só assim conseguirão equilibrar o sistema táctico.

No meio campo, a Eslováquia deverá apresentar um esquema em losango. Nesse sistema, Strba será o trinco, pois trata-se de um atleta muito alto, que é um experiente destruidor de jogo e que encosta aos centrais sempre que é necessário. Depois, nas alas deverão actuar Weiss e Stoch, dois atletas muito rápidos, tecnicistas e desequilibradores. Por fim, a nº 10, jogará a estrela da equipa, o fabuloso médio ofensivo do Nápoles: Hamsik. Trata-se de um jovem de 22 anos, que rapidamente se distinguiu no exigente futebol italiano pela sua criatividade e maturidade competitiva.

Concluímos a análise à Eslováquia nos dois elementos que jogam no ataque: Sestak e Vittek. São dois atletas que se completam, pois apesar de serem dois finalizadores e que não perdoam no momento chave, são bastante diferentes na forma como se posicionam no campo. Sestak é um elemento mais móvel, que gosta de flectir nas alas e que tenta confundir as marcações, enquanto Vittek é um ponta de lança puro, um elemento fixo que funciona como elemento de referência tanto para os cruzamentos dos alas, como das aberturas de Hamsik e, inclusivamente, do próprio Sestak.

Integrada no Grupo F com Itália, Paraguai e Nova Zelândia, a Eslováquia, pela qualidade do seu conjunto, deverá disputar o segundo lugar com os sul-americanos.

O Onze Base

A Eslováquia deverá apresentar, tal como foi referido anteriormente, um esquema 4-4-2 losango com Mucha (Légia Varsóvia) na baliza; Uma defesa com Zabavnik (Mainz), Skrtel (Liverpool), Durica (Hannover) e Pekarik (Wolfsburgo); Depois, no meio campo, Strba (Xanthi) será o vértice defensivo, Stoch (Twente) o ala esquerdo, Weiss (Bolton) o ala direito e Hamsik (Nápoles) o número 10; Por fim, no ataque, deverá jogar a dupla: Sestak (Bochum) e Vittek (Ankaraguçu).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A inexperiência normal de uma equipa que nunca participou num campeonato do mundo deverá impedir a Eslováquia de colocar em causa o primeiro lugar dos italianos no Grupo F. Ainda assim, a boa disciplina táctica do colectivo, aliada à boa qualidade individual de grande parte dos jogadores eslovacos deverá ser mais do que suficiente para a Eslováquia lutar, de igual para igual, com a selecção paraguaia na luta pelo acesso aos oitavos de final.

Calendário – Grupo F (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Eslováquia vs Nova Zelândia
  • 20 de Junho: Eslováquia vs Paraguai
  • 24 de Junho: Eslováquia vs Itália

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A equipa neozelandesa limitou-se a participar num campeonato do mundo (Espanha 82) e, nessa competição, perdeu todas as partidas, fez dois golos e sofreu doze. 28 anos depois, os “all whites” regressam a um Mundial, mas as expectativas não são muito elevadas. A equipa da Oceânia é muito frágil e a principal razão do seu apuramento foi a passagem da Austrália para a Zona Asiática. De facto, não são jogos diante de selecções como a Nova Caledónia ou mesmo o playoff com o Bahrain que podem dar a ideia de uma equipa em evolução e real crescimento. Assim sendo, os objectivos para a África do Sul devem passar por ganhar experiência internacional e, também, por evitar ser goleado nos três desafios.

A Qualificação

Devido ao frágil panorama competitivo da zona oceânica de apuramento, os neozelandeses são imediatamente colocados no agrupamento final. Trata-se de um grupo de quatro equipas em que o vencedor defronta o quinto classificado da zona asiática num playoff de acesso ao campeonato do mundo.

Neste grupo, os “all whites” não deram quaisquer hipóteses, pois venceram cinco partidas e apenas perderam uma, com Fiji (0-2), quando já estavam apurados. Ainda assim, ultrapassar selecções como a Nova Caledónia, Ilhas Fiji e Vanuatu não se pode considerar um feito de grande registo.

Após vencerem esse agrupamento, faltava eliminarem o quinto da zona asiática, o Bahrein e, aqui, os neozelandeses conseguiram uma meia surpresa.

Apesar do Bahrain não ser uma equipa da fina flor do futebol mundial, trata-se de uma equipa competente, que havia deixado para trás selecções como a Arábia Saudita. No entanto, no primeiro duelo, no Bahrain, os neozelandeses defenderam muito bem e impediram que o Bahrain chegasse ao golo, terminando o desafio com um nulo.

Depois, em casa, na partida decisiva, os “all whites” foram mais felizes e marcaram um tento (Fallon 45′), vendo ainda o seu guarda-redes Mark Paston defender um penalti na segunda metade.

Graças a este triunfo por uma bola a zero, os neozelandeses apuraram-se para o seu segundo campeonato do mundo de futebol.

Oceânia – Torneio Final

  1. Nova Zelândia 15 pts
  2. Nova Caledónia 8 pts
  3. Ilhas Fiji 7 pts
  4. Vanuatu 4 pts

Playoff Ásia/Oceânia

Bahrain 0-0 Nova Zelândia / Nova Zelândia 1-0 Bahrain

O que vale a selecção neozelandesa?

A equipa da Nova Zelândia não tem nenhuma estrela e, mesmo em termos colectivos, padece de falta de experiência e qualidade para uma competição desta importância.

Com plena consciência desta situação, o seu treinador, Ricki Herbert, deverá optar por um cauteloso: 5-3-2, que terá como missão impedir que os neozelandeses sejam goleados nos duelos com Itália, Paraguai e Eslováquia.

Começando no sector recuado, a equipa deve actuar com um dos heróis da qualificação, o guarda-redes: Mark Paston (o tal que defendeu o penalti na segunda mão do playoff) e uma defesa de cinco elementos, de onde se destaca o líbero: Ryan Nelson. Este jogador, que actua no Blackburn, é a grande estrela da equipa e, de facto, graças ao seu comando, o melhor sector dos “all whites” é a defesa.

Depois, no meio campo, deve surgir a habitual dupla de box to box, trabalhadores mas com pouco talento: Brown-Barron e, nas suas costas, deverá aparecer o trinco: Simon Elliot, um jogador experiente (35 anos) e com alguma qualidade na recuperação de bolas.

Por fim, no ataque, Richard Herbert deverá utilizar a dupla Killen-Smeltz. Tratam-se de dois pontas de lança possantes e com bom jogo de cabeça, ideais para o mais que provável futebol directo dos neozelandeses.

O Onze Base

Os “all whites” devem actuar no campeonato do mundo com Mark Paston (Wellington Phoenix) na baliza; Uma defesa com Lochhead (Wellington Phoenix), na esquerda, Bertos (Wellington Phoenix), na direita, Ryan Nelson (Blackburn), como líbero e Sigmund (Wellington Phoenix) e Vicelich (Auckland City) como dupla de centrais; Um trio de meio campo composto por Brown (Wellington Phoenix), Barron (Team Wellington) e Elliot (Sem clube); E, na frente, deverá aparecer a dupla: Killen (Middlesbrough) e Smeltz (Gold Coast).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Integrada no Grupo F com Itália, Paraguai e Eslováquia, os neozelandeses não têm quaisquer hipóteses reais de apuramento para a fase seguinte. Na verdade, se conseguirem sair da África do Sul com um ponto que seja, esse será um enorme feito dos “all whites”.

Calendário – Grupo F (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Nova Zelândia vs Eslováquia
  • 20 de Junho: Nova Zelândia vs Itália
  • 24 de Junho: Nova Zelândia vs Paraguai

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