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Posts Tagged ‘Eslovénia’

Jug é o primeiro reforço leonino para 2015/16

Jug é o primeiro reforço leonino para 2015/16

O Sporting acabou de apresentar oficialmente o seu primeiro reforço para a temporada 2015/16, mais concretamente o internacional sub-21 esloveno Ažbe Jug, futebolista que chega a Alvalade a custo zero, oriundo dos franceses do Bordéus.

Trata-se de um “keeper” nascido a 3 de Março de 1992 em Maribor, Eslovénia, e que começou a sua carreira no seu país natal, nas camadas jovens do Pohorje e Maribor, isto antes de se estrear profissionalmente no Interblock.

Apenas quatro jogos no Bordéus

Nesse clube esloveno, entre 2009 e 2011, Ažbe Jug somou 27 jogos e provou ser um dos mais promissores guarda-redes da ex-Jugoslávia, algo que acabou por motivar uma transferência para o futebol francês, mais concretamente para o Bordéus, clube que representava até se mudar para Alvalade.

Em França, contudo, perante a presença do consagrado Cédric Carasso, o internacional sub-21 esloveno nunca conseguiu encontrar espaço na equipa principal, deixando o Bordéus após fazer apenas quatro jogos oficiais, tendo três dos mesmos sido em 2014/15.

Potencial é inegável

Mesmo que a sua experiência ao mais alto nível tenha surgido essencialmente ao serviço da selecção eslovena de sub-21, é inegável que Ažbe Jug apresenta potencial para ser um dos bons guarda-redes europeus, sendo que as suas características físicas (191 cm) são mesmo as ideais para um jogador da sua posição.

Aliás, o agora guarda-redes do Sporting aproveita a sua alta envergadura para ser efectivo nos cruzamentos, isto mesmo que, por vezes, aparente uma ligeira falta de confiança que deverá ser corrigida.

Com bons reflexos, o internacional sub-21 esloveno é ainda um bom shot stopper, embora ainda distante da qualidade de Rui Patrício nesse aspecto específico, sendo igualmente de realçar o seu bom jogo de pés, algo fundamental no futebol moderno.

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Beric é um goleador esloveno

Beric é um goleador esloveno

Um dos mais promissores pontas de lança do actual espectro dos menos mediáticos campeonatos europeus é o internacional esloveno Robert Beric, jovem de 23 anos que vai evoluindo nos austríacos do Rapid Viena.

Trata-se de um futebolista nascido a 17 de Junho de 1991 em Krsko, Eslovénia, e que passou por emblemas modestos como o Krsko e Interblock, do seu país natal, isto antes de rumar ao bem mais conhecido Maribor, em 2010.

Sucesso no clube de Zahovic

No emblema que tem Zlatko Zahovic como director desportivo e que foi adversário do Sporting na edição 2014/15 da Liga dos Campeões, Robert Beric assumiu-se como um ponta de lança promissor, tendo tido a sua verdadeira época de explosão em 2012/13, quando somou 20 golos em 51 jogos

Esse excelente desempenho, aliás, valeu-lhe o salto para a Liga Austríaca e para o Sturm Graz, tendo somado 42 jogos e 12 golos pelo emblema da Estíria, isto antes de nova mudança de ares, desta feita para o bem mais emblemático Rapid Viena.

Nesse clube da capital austríaca, e em apenas meia temporada, Robert Beric já leva 13 golos em 17 jogos do campeonato local, em números que lhe permitem ser actualmente o melhor marcador da prova.

Um verdadeiro “nove”

Robert Beric é um ponta de lança possante de 188 cm e 80 quilos, sendo essa fisionomia permite-lhe ser um verdadeiro martírio para os defesas contrários, isto no capítulo do desgaste, mas não o impede, ao mesmo tempo, de ser um jogador relativamente móvel e rápido.

Onde se destaca preferencialmente, ainda assim, é na sua função de “matador”, aparecendo quase sempre no sítio certo para finalizar, sendo especialmente letal de pé direito, que prefere a eficácia a adornos excessivos.

Com uma técnica apreciável e sabendo gerir na perfeição a linha de fora de jogo, o internacional esloveno está talhado para actuar na posição “nove” como principal referência ofensiva, ainda que seja indiferente para o seu desempenho se actua ao lado de um avançado mais móvel num esquema com dois atacantes ou sozinho num 4x3x3 ou 4x2x3x1.

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O seleccionador Jorge Braz colocou Portugal no Euro

Portugal apurou-se com distinção para o campeonato da Europa de 2012 a disputar na Croácia. Integrado num grupo de qualificação com Polónia (equipa anfitriã), Bielorússia e Macedónia, a equipa das quinas não deu quaisquer hipóteses aos seus adversários, vencendo todas as partidas e deixando o segundo classificado (Bielorússia) a cinco pontos de distância. Este é o quinto apuramento de Portugal para um campeonato da Europa (quarto consecutivo) e será uma nova oportunidade para que a selecção nacional tente alcançar o título europeu, situação que ficou perto de se verificar no Euro 2010, quando Portugal perdeu na final com a Espanha por quatro bolas a duas.

Uma qualificação sem precalços

Portugal disputou o apuramento para o Euro 2012 na Polónia entre 24 e 27 de Fevereiro, pensando, desde o primeiro momento, que a equipa anfitriã seria o seu adversário mais complicado.

A estreia, porém, foi diante da Macedónia, que, no papel, era o adversário mais acessível, mas que, no campo, se revelou a equipa mais complicada, com Portugal a vencer por apenas 3-1.

Esse resultado levou muitos adeptos a pensarem que Portugal poderia ter problemas no apuramento, até porque os dois jogos que se seguiam seriam com Bielorússia e Polónia, duas equipas de respeito, sendo que a Bielorússia até havia empatado (5-5) com Portugal na última edição do campeonato da Europa.

No entanto, a equipa das quinas revelou estar num excelente momento de forma e não deu hipóteses à Bielorússia (5-1), conseguindo, imediatamente, o apuramento para o Euro 2012, pois as combinações de resultados à segunda jornada deixavam Portugal com o primeiro lugar garantido.

Assim sendo, no último jogo, Portugal apenas cumpria calendário, enquanto a Polónia jogava as suas hipóteses de ainda ser um dos melhores segundos classificados e qualificar-se para o Europeu da Cróacia. Nesse jogo, diante daquela que se pensavas ser a equipa mais difícil do grupo, os lusos despacharam os polacos por 6-0, terminaram a qualificação em estilo e empurraram a Polónia para fora da competição.

Grupo 3 de Qualificação

  1. Portugal 9 pts. (Apurado)
  2. Bielorússia 4 pts.
  3. Polónia 2 pts.
  4. Macedónia 1 pt.

Os apurados para o Euro 2012

Apuraram-se para o campeonato da Europa: Croácia (equipa anfitriã), Espanha (vencedora do Grupo 1 de Qualificação), Azerbaijão (segundo classificado do Grupo 1), Rússia (vencedora do Grupo 2), Sérvia (segunda classificada do Grupo 2), Portugal (vencedor do Grupo 3), República Checa (vencedora do Grupo 4), Roménia (segunda classificada do Grupo 4), Ucrânia (vencedora do Grupo 5), Turquia (segunda classificada do Grupo 5), Itália (vencedora do Grupo 6) e Eslovénia (segunda classificada do Grupo 6).

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Matavž é um goleador nato

Na Eredivisie, mais concretamente no FC Groningen, actua um ponta de lança esloveno com uma capacidade finalizadora muito acima da média: Tim Matavž.

Nascido a 13 de Janeiro de 1989, iniciou a sua carreira, com apenas seis anos no Bilje do seu país natal, passando, em 2004, para o bem mais conhecido clube esloveno do Gorica.

No Gorica, iniciou-se no futebol profissional na época 2006/07 e, apesar de só ter 17 anos, deu logo nas vistas, pois foi titularíssimo durante toda a temporada, terminando a campanha com 30 jogos e 11 golos apontados.

No defeso seguinte, transferiu-se para a Holanda e para o FC Groningen, onde se mantém até hoje, tirando meia época de interregno, em 2008/09, quando esteve emprestado ao Emmen (15 jogos, 5 golos).

No clube de Groningen, o avançado esloveno tem mostrado todas as suas qualidades de avançado matador, sendo um autêntico perigo dentro da área, pois parece estar sempre no sítio certo para facturar seja com o pé ou com a cabeça. Não sendo um ponta de lança muito rápido, é bom tecnicamente e sabe tabelar com os colegas, sendo um jogador ideal para ser o avançado fixo num esquema 4-3-3 ou para jogar ao lado de um atacante mais móvel em qualquer variante do 4-4-2.

Internacional esloveno por seis ocasiões (três golos) e com apenas 21 anos, é, em potência, um ponta de lança de classe mundial para descobrirem num jogo da Eslovénia ou, quiçá, num duelo do FC Groningen na Liga Holandesa.

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A Eslováquia estreia-se num campeonato do mundo, ainda que possa sempre fazer referência às oito presenças mundialistas da Checoslováquia. Com uma equipa jovem e com muito talento, os eslovacos surpreenderam na fase de apuramento ao deixarem para trás selecções do gabarito da República Checa e Polónia, vencendo o grupo e conseguindo o apuramento directo para a África do Sul. Veremos, agora, se atletas como Hamsik, Stoch ou Sestak continuam a brilhar e ajudam a Eslováquia a ultrapassar Itália, Paraguai e Nova Zelândia, apurando-a para os oitavos de final do campeonato do mundo de futebol.

A Qualificação

Integrada no Grupo 3 da zona europeia de qualificação com Eslovénia, Rep. Checa, Irlanda do Norte, Polónia e São Marino, não se previa uma tarefa nada fácil para os eslovacos.

Contudo, a equipa eslovaca surpreendeu tudo e todos e venceu o agrupamento com sete vitórias, um empate (Rep. Checa, casa, 2-2) e duas derrotas (Eslovénia 0-2 e 1-2).

Apesar das duas derrotas com a Eslovénia, a Eslováquia fez um excelente apuramento e bons exemplos são as vitórias na Rep. Checa (2-1), Irl. Norte (2-0) e, principalmente, na Polónia (1-0), que foi o último jogo e o que significou o apuramento directo do eslovacos para a África do Sul.

Grupo 3 – Classificação

  1. Eslováquia 22 pts
  2. Eslovénia 20 pts
  3. Rep. Checa 16 pts
  4. Irlanda do Norte 15 pts
  5. Polónia 11 pts
  6. São Marino 0 pts

O que vale a selecção eslovaca?

A equipa da Eslováquia tem um colectivo forte, mas também tem talentos individuais que se destacam como os extremos Weiss e Stoch e, ainda, o médio ofensivo: Hamsik.

O sector mais frágil do conjunto europeu é claramente a defesa e a prova disso foram os dez golos sofridos na fase de qualificação. Apesar disso, trata-se de um reduto com jogadores de qualidade e que, com um bom trabalho do seleccionador Vladimir Weiss, pode evoluir e catapultar a Eslováquia para um plano superior.

A baliza será, quase de certeza, entregue a Mucha, um guarda-redes seguro e talentoso, que, na próxima época, jogará no Everton. Depois, a Eslováquia apresentará a dupla de centrais: Skrtel-Durica. São dois atletas muito fortes pelo ar e com boa leitura posicional, mas que pecam um pouco nos confrontos um contra um, pois não são propriamente rápidos e são duros de rins. Por fim, nas laterais, a Eslováquia deverá apresentar Zabavnik (à esquerda) e Pekarik (à direita). São dois atletas que apresentarão, principalmente, preocupações defensivas, pois como os alas são muito ofensivos, só assim conseguirão equilibrar o sistema táctico.

No meio campo, a Eslováquia deverá apresentar um esquema em losango. Nesse sistema, Strba será o trinco, pois trata-se de um atleta muito alto, que é um experiente destruidor de jogo e que encosta aos centrais sempre que é necessário. Depois, nas alas deverão actuar Weiss e Stoch, dois atletas muito rápidos, tecnicistas e desequilibradores. Por fim, a nº 10, jogará a estrela da equipa, o fabuloso médio ofensivo do Nápoles: Hamsik. Trata-se de um jovem de 22 anos, que rapidamente se distinguiu no exigente futebol italiano pela sua criatividade e maturidade competitiva.

Concluímos a análise à Eslováquia nos dois elementos que jogam no ataque: Sestak e Vittek. São dois atletas que se completam, pois apesar de serem dois finalizadores e que não perdoam no momento chave, são bastante diferentes na forma como se posicionam no campo. Sestak é um elemento mais móvel, que gosta de flectir nas alas e que tenta confundir as marcações, enquanto Vittek é um ponta de lança puro, um elemento fixo que funciona como elemento de referência tanto para os cruzamentos dos alas, como das aberturas de Hamsik e, inclusivamente, do próprio Sestak.

Integrada no Grupo F com Itália, Paraguai e Nova Zelândia, a Eslováquia, pela qualidade do seu conjunto, deverá disputar o segundo lugar com os sul-americanos.

O Onze Base

A Eslováquia deverá apresentar, tal como foi referido anteriormente, um esquema 4-4-2 losango com Mucha (Légia Varsóvia) na baliza; Uma defesa com Zabavnik (Mainz), Skrtel (Liverpool), Durica (Hannover) e Pekarik (Wolfsburgo); Depois, no meio campo, Strba (Xanthi) será o vértice defensivo, Stoch (Twente) o ala esquerdo, Weiss (Bolton) o ala direito e Hamsik (Nápoles) o número 10; Por fim, no ataque, deverá jogar a dupla: Sestak (Bochum) e Vittek (Ankaraguçu).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A inexperiência normal de uma equipa que nunca participou num campeonato do mundo deverá impedir a Eslováquia de colocar em causa o primeiro lugar dos italianos no Grupo F. Ainda assim, a boa disciplina táctica do colectivo, aliada à boa qualidade individual de grande parte dos jogadores eslovacos deverá ser mais do que suficiente para a Eslováquia lutar, de igual para igual, com a selecção paraguaia na luta pelo acesso aos oitavos de final.

Calendário – Grupo F (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Eslováquia vs Nova Zelândia
  • 20 de Junho: Eslováquia vs Paraguai
  • 24 de Junho: Eslováquia vs Itália

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Em 1982, a Argélia escandalizava o Mundo após vencer a República Federal da Alemanha por duas bolas a uma. Jogadores como Madjer ou Assad tornavam-se conhecidos do grande público e percebeu-se que, pela primeira vez, uma equipa magrebina podia passar à segunda fase do Mundial. Contudo, após perderem com a Áustria, acabaram eliminados após uma estranha vitória germânica diante dos austríacos por uma bola a zero. Nesse jogo, ambas as equipas não forçaram, pois sabiam que aquele resultado apurava as duas para a 2ª fase. Assim, a Argélia despediu-se do campeonato do mundo, mas o perfume daquele futebol perdurou até hoje, à espera que, um dia, volte a renascer. Veremos se esse dia chegará, este ano, na África do Sul…

A Qualificação

A Argélia teve uma caminhada muito difícil para a África do Sul. Na 2º Fase, integrada no Grupo 6, a Argélia sofreu bastante para se impor a Gâmbia e Senegal, superando esses dois rivais por apenas um ponto.

Depois, na 3ª Fase, num grupo com Egipto, Zâmbia e Ruanda, os argelinos chegaram ao último jogo (no campo do Egipto) a precisarem de perder por menos de dois golos para se apurarem para o campeonato do mundo. No entanto, nesse desafio, acabaram por sofrer o 2-0 no minuto 95, ficando as duas selecções norte-africanas empatadas em diferença de golos e confronto directo.

Assim sendo, argelinos e egípcios tiveram de fazer um desempate, no Sudão, para decidir quem iria ao Mundial. Aí, os argelinos foram mais felizes, vencendo por 1-0 (golo de Yahia) e apurando-se para o Mundial sul-africano.

2ª Fase: Grupo 6 – Classificação

  1. Argélia 10 pts
  2. Gâmbia 9 pts
  3. Senegal 9 pts
  4. Libéria 3 pts

3ª Fase: Grupo C – Classificação

  1. Argélia 13 pts
  2. Egipto 13 pts
  3. Zâmbia 5 pts
  4. Ruanda 2 pts

Playoff

Argélia 1-0 Egipto

O que vale a selecção argelina?

A equipa esteve bem na última Taça de África, onde alcançou as meias finais e tem alguns elementos de qualidade como o médio-ala Matmour e o trinco Yebda. Ainda assim, integrada num grupo com Inglaterra, Estados Unidos e Eslovénia, a Argélia parece ser a selecção mais frágil do agrupamento.

A equipa magrebina costuma jogar num esquema de 3-4-3, com três centrais competentes (Bougherra-Halliche-Yahia), mas que podem ter dificuldades diante de selecções com avançados rápidos e fortes no um contra um. Apesar de terem sofrido poucos golos na fase de qualificação (8 em 12 jogos), irão, no Mundial, encontrar um nível de exigência muito maior e, como não são centrais muito rápidos, poderão criar um grave problema à selecção argelina.

Por outro lado, o meio campo é, provavelmente, o ponto mais forte da equipa magrebina. Costumam jogar com um duplo pivot (Yebda-Mansouri) que sabe defender e atacar com a mesma qualidade e, também, com dois alas muito rápidos: Belhadj (à esquerda) e Matmour (à direita). Os dois alas são muito criativos, criando bastantes situações de desequilíbrios e, principalmente no caso de Belhadj, também defendem muito bem, dando alguma segurança defensiva à Argélia.

Por fim, no ataque, as raposas do deserto apresentam dois jogadores plenos de mobilidade: Djebbour (avançado esquerdo) e Ziani (avançado direito)  e, também, um ponta de lança finalizador: Ghezzal. Apesar de tanto Djebbour como Ziani jogarem nas alas, veremos provavelmente o avançado esquerdo mais no apoio a Ghezzal e Ziani a funcionar, muitas vezes, como quinto elemento do meio campo, transformando o esquema argelino em 3-5-2.

Globalmente os argelinos têm uma equipa de alguma qualidade, todavia, o seu esquema bastante ofensivo, a fragilidade dos centrais no jogo pelo chão e alguma indisciplina táctica deverão condenar os magrebinos ao último lugar do Grupo C.

O Onze Base

A equipa argelina deve, tal como foi dito anteriormente, apresentar um esquema em 3-4-3 com Gaouaoui (ASO Chief) na baliza; Bougherra (Rangers), Halliche (Nacional) e Yahia (Bochum) na defesa; Yebda (Portsmouth) e Mansouri (Lorient) como duplo pivot, Belhadj (Portsmouth) como ala esquerdo, Matmour (Borussia M’Gladbach) como ala direito; e três avançados: Djebbour (AEK), Ghezzal (Siena) e Ziani (Wolfsburgo).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Aparentemente, os argelinos deverão ser favoritos a ocuparem o último lugar do Grupo C. No entanto, se o seleccionador Rabah Saadane conseguir limar algumas arestas e tornar as raposas do deserto um pouco mais matreiras, poderão surpreender eslovenos e, quiçá, até os norte-americanos. Ainda assim, a possibilidade disso acontecer é muito reduzida

 Calendário – Grupo C (Mundial 2010)

  •  13 de Junho – Argélia vs Eslovénia 
  •  18 de Junho – Argélia vs Inglaterra 
  •  23 de Junho – Argélia vs EUA

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A primeira e única presença dos eslovenos num campeonato do mundo não deixou boas memórias ao pequeno país da ex-Jugoslávia. No Mundial 2002, integrado num grupo com Espanha, África do Sul e Paraguai, a Eslovénia perdeu todas as partidas e regressou a casa sem honra nem glória. Oito anos depois, os eslovenos regressam a um campeonato do mundo após terem surpreendido a poderosa Rússia no playoff de apuramento. As expectativas não são muito grandes, pois a Eslovénia não tem uma equipa muito forte, mas, ainda assim, têm uma grande motivação. Afinal, fazer melhor do que fez no Mundial 2002 não parece ser tarefa difícil…

A Qualificação

Integrados no Grupo 3 da zona europeia de qualificação com República Checa, Eslováquia, Irlanda do Norte, Polónia e São Marino, previam-se dificuldades para os eslovenos.

Contudo, beneficiando da enorme quebra das selecções da Polónia e da Rep. Checa, os eslovenos acabaram por conseguir discutir o primeiro lugar com a outra grande surpresa do grupo, a Eslováquia. Chegados à última jornada a dois pontos dos eslovacos, mas com vantagem no confronto directo, bastava-lhes vencer São Marino e esperar que a Polónia não perdesse, em casa, com a Eslováquia.

Contudo, os eslovacos venceram por uma bola a zero e empurraram a Eslovénia para o segundo lugar e um difícil playoff de apuramento com a fortíssima selecção russa.

Nesse duelo decisivo, os russos eram favoritos e, no primeiro jogo, a Rússia chegou ao 2-0 com um bis de Bilyaletdinov. A jogar em casa, a equipa russa continuou a carregar na busca do terceiro golo e da morte precoce da eliminatória. Todavia, aos 88 minutos, contra a corrente do jogo, Pecnik, médio do Nacional, fez o 2-1, que deu esperanças aos eslovenos para o jogo da segunda mão.

Na partida decisiva, em Maribor, a Eslovénia acabou por ser mais feliz e, graças a um golo de Dedic em cima do intervalo, venceu 1-0 a Rússia e apurou-se para o campeonato do mundo.

Grupo 3 – Classificação

  1. Eslováquia 22 pts
  2. Eslovénia 20 pts
  3. Rep. Checa 16 pts
  4. Irlanda do Norte 15 pts
  5. Polónia 11 pts
  6. São Marino 0 pts

Playoff

Rússia 2-1 Eslovénia / Eslovénia 1-0 Rússia

O que vale a selecção eslovena?

A equipa eslovena não tem grandes individualidades e vale essencialmente pelo colectivo. Trata-se de uma equipa mediana que dificilmente se apurará no Grupo C do Mundial 2010.

A defesa é provavelmente o sector mais forte da equipa da ex-Jugoslávia. A Eslovénia apenas sofreu seis golos na fase de qualificação e isso é a prova da sua boa qualidade defensiva. Neste sector, temos de destacar os laterais Jokic e Brecko que defendem muito bem, mas também são competentes a atacar e, também, uma dupla de centrais que revela segurança e entendimento quase perfeito: Suler/Cesar.

No meio-campo, os eslovenos têm, talvez, o sector mais frágil da equipa. Normalmente jogam com o trinco do Larissa: Radosavljevic e o médio box to box: Koren. Depois, na ala esquerda aparece o jogador do Auxerre: Birsa e, na direita, o médio do Wisla: Kirm. Aqui o único destaque vai para o jogador do Auxerre, um atleta criativo e que cria desequilíbrios com facilidade.

Por fim, na frente, os eslovenos costumam jogar com a dupla: Dedic e Novakovic. São dois avançados que se completam, sendo Novakovic um puro homem de área e Dedic um jogador que actua como avançado de suporte. Esta dupla não é brilhante, mas é bastante competente, não sendo aconselhável dar um milímetro de espaço a Novakovic, pois este, quando aparece uma boa oportunidade, raramente perdoa. No banco, os eslovenos contam ainda com um jogador imaginativo que pode substituir Dedic, quando o treinador optar por um 4-2-3-1, o médio ofensivo do Nacional: Pecnik.

Apesar da competência e do espírito de equipa, a equipa eslovena não aparenta ter condições para surpreender a Inglaterra e, até, os Estados Unidos, restando-lhe tentar vencer a Argélia.

O Onze Base

A equipa da Eslovénia costuma actuar num 4-4-2 clássico com Samir Handanovic (Udinese) na baliza; Um quarteto defensivo com Jokic (Chievo), à esquerda, Brecko (Colónia), à direita, ficando Suler (Gent) e Cesar (Grenoble) no centro; Depois, Radosavljevic (Larissa) é o trinco, Koren (WBA) é o box to box, surgindo Birsa (Auxerre) como ala esquerdo e Kirm (Wisla Cracóvia) como ala direito; Por fim, o ataque é composto pelo avançado de suporte: Dedic (Bochum) e o finalizador: Novakovic (Colónia).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Teoricamente, os eslovenos devem terminar o Grupo C na terceira posição, pois são (muito) inferiores aos ingleses, ligeiramente inferiores aos norte-americanos e superiores aos argelinos. Todavia, se conseguirem demonstrar uma grande disciplina táctica e tiverem um pouco de sorte, poderão, inclusivamente surpreender os americanos e apurarem-se para os oitavos de final.

Calendário – Grupo B (Mundial 2010)

  • 13 de Junho: Eslovénia vs Argélia
  • 18 de Junho: Eslovénia vs EUA
  • 23 de Junho: Eslovénia vs Inglaterra

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