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Rudiger

Rüdiger é um central completo

Os rumores de mercado parecem indiciar mais um forte investimento do FC Porto para 2015/16, num hipotético cenário que, aliás, até já mereceu um artigo aqui neste espaço, sendo que o mais recente futebolista a ser apontado aos azuis-e-brancos é o internacional alemão Antonio Rüdiger.

Trata-se de um defesa-central nascido a 3 de Março de 1993 em Berlim, Alemanha, ainda que também tenha raízes na Serra Leoa, terra natal da sua mãe, e que, nas camadas jovens, passou por clubes como o VfB Sperber Neukölln, SV Tasmania Berlin, Neuköllner Sportfreunde 1907, Hertha Zehlendorf, Borussia Dortmund e, finalmente, o Estugarda, clube que representa até hoje.

Nesse emblema da Bundesliga, aliás, Antonio Rüdiger tem feito excelente carreira, algo bem patente nos 80 jogos e dois golos que soma desde 2011/12, assim como na chegada à principal selecção germânica, pela qual conta com cinco internacionalizações.

Um defesa-central completo

Antonio Rüdiger começa logo por destacar-se pela sua impressionante dimensão física, uma vez que o defesa-central mede 1,90 metros e pesa 85 quilos, algo que faz dele intratável nos lances pelo ar e no capítulo do choque e desarme.

Ainda assim, apesar de apresentar essa imponência física, Antonio Rüdiger está longe de ser um defesa-central sem recursos técnicos, sendo inclusivamente bastante dotado nesse aspecto específico, sabendo sair a jogar com grande critério e qualidade.

Por fim, há ainda que destacar a velocidade e inteligência posicional do internacional alemão, num cocktail de talentos que fazem com que o jovem de 22 anos seja inclusivamente comparado ao companheiro de selecção, Jerome Boateng.

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Mateo Kovačić tem sido comparado a Messi e Rooney

Um dos maiores talentos do futebol eslavo nasceu na Áustria, mas optou por jogar pelo país de que são culturalmente originários os seus pais, a Croácia. Falo do médio-ofensivo do Dínamo Zagreb: Mateo Kovačić.

Apesar de ter nascido a 6 de Maio de 1994 em Linz, Áustria, Mateo Kovačić é filho de pais bósnio-croatas, tendo optado pela selecção croata, que já representou nos escalões de sub-14, sub-15 e sub-17.

A sua carreira futebolística, começou nos escalões de formação dos austríacos do LASK Linz, todavia, em 2007, quando era pretendido por vários clubes do panorama futebolístico europeu como o Estugarda, Ajax, Juventus ou o Arsenal, optou por transferir-se para os croatas do Dínamo Zagreb, clube que representa até hoje.

Nesse clube croata, avançou pelos escalões de formação e nem uma grave lesão sofrida em 2009 (partiu uma perna) parou a sua evolução, sendo que o pródigo médio-ofensivo se estreou no principal escalão croata a 20 de Novembro de 2010, num duelo diante do Hrvatski Dragovoljac, que o Dínamo venceu por 6-0. Nesse jogo, Kovačić marcou um golo, tornando-se no jogador mais jovem a marcar um golo na Liga Croata de sempre.

Médio-ofensivo que pode evoluir para segundo avançado

Mateo Kovačić é um jogador muito talentoso, que costuma ser colocado na posição “dez”, onde pode explanar todo o seu futebol pleno de visão de jogo e criatividade. Veloz e incisivo, é um desequilibrador nato, sendo que não seria de estranhar que numa fase posterior da carreira, também surgisse numa posição mais avançada, num perfil de apoio mais directo ao ponta de lança.

Neste momento, com apenas 16 anos, é uma das mais brilhantes promessas do futebol europeu, sendo comparado a jogadores da qualidade de Wayne Rooney ou Lionel Messi. Ainda assim, só o tempo dirá se o internacional jovem croata consegue chegar ao patamar de excelência do inglês e do argentino.

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Rudnevs evitou quinta-feira sem derrotas

Numa quinta-feira de grandes emoções, o futebol português tem razões para sorrir, pois todas as quatro equipas envolvidas nos dezasseis avos de final da Liga Europa garantiram resultados que lhes permitem sonhar com a passagem aos oitavos de final da prova. Os dragões, pela vitória em Sevilha (2-1), são os que se encontram mais perto desse objectivo, contudo, o Benfica, que venceu o Estugarda (2-1) na Luz, o Sporting que empatou em Glasgow diante do Rangers (1-1) e, até, o Sporting de Braga que perdeu num enorme manto de neve, diante do Lech Poznan (0-1), têm grandes hipóteses de seguirem em frente.

Benfica 2-1 Estugarda

A primeira parte dos encarnados foi má demais para ser verdade. Uma equipa desligada, sem alma e, até, a parecer que olhava o seu adversário do alto de uma pseudo-superioridade que não se verificava no relvado. Assim sendo, foi sem surpresa que os germânicos alcançaram a vantagem no marcador graças a um golo de Harnik (21′).

Veio o intervalo, provavelmente uma dose de gritos de Jorge Jesus, e o Benfica surgiu transfigurado na segunda metade. De facto, os encarnados passaram a pressionar e a empurrar o seu adversário às cordas, reduzindo-o a uma mediocridade que esteve longe de aparentar no primeiro tempo.

Dois golos foram marcados, um por Cardozo (70′) e outro por Jara (81′), mas muitos outros ficaram por concretizar, devido à falta de pontaria dos avançados encarnados e, também, graças à boa exibição do guarda-redes Ulreich.

Ainda assim, este 2-1, aliado ao facto do Estugarda estar longe de ter uma equipa que possa meter grande medo, abre excelentes perspectivas do Benfica superar esta ronda e passar aos oitavos de final da Liga Europa.

Lech Poznan 1-0 Sp. Braga

O frio e a neve assustavam, mas a verdade é que o Sp. Braga, durante toda a primeira parte, foi uma equipa adulta, segura e pressionante, controlando totalmente o jogo, mesmo que não tenha criado grande perigo para a baliza da equipa polaca.

No entanto, após o descanso, a equipa minhota perdeu a frieza do primeiro tempo, parecendo ficar amedrontada com o passar dos minutos. Foi recuando, recuando e apostando quase todas as suas fichas na segurança da sua defesa e, acima de tudo, do guarda-redes Artur Moraes.

Infelizmente para o conjunto português e apesar da excelente exibição do guarda-redes brasileiro, este foi incapaz de suster o remate de Rudnevs (72′) que garantiu uma preciosa mas magra vitória do Lech Poznan por uma bola a zero. Em suma, tudo em aberto para a segunda mão, em Braga.

Sevilha 1-2 FC Porto

Deve estar escrito em algum manual celestial, mas o certo é que o FC Porto costuma ter estrelinha em Sevilha. Ontem, no Sanchez Pizjuan, os azuis e brancos fizeram uma primeira parte sóbria, sem grandes rasgos, mas a suficiente para controlar uma equipa andaluza extremamente dependente do jogo pelas alas para criar perigo. Assim sendo, quando o árbitro apitou para o intervalo, o zero a zero justificava-se plenamente pelo que as equipas fizeram dentro do terreno de jogo.

Após o descanso, todavia, o Sevilha apareceu mais pressionante do que nos primeiros quarenta e cinco minutos, ainda que, curiosamente, acabou por ser o FC Porto a abrir o activo, naquele que foi o seu primeiro lance de perigo do segundo tempo. Livre de James Rodríguez e Rolando, com um toque subtil, a desviar de Palop e a fazer o 0-1.

A perder, os andaluzes arregaçaram as mangas e foram para cima do conjunto português, que passou um mau bocado. Kanouté, aos 65 minutos, empatou a partida e, aos 77 minutos, falhou inacreditavelmente a reviravolta. Luís Fabiano, de cabeça, também esteve perto do 2-1.

Contudo, no meio do vendaval ofensivo dos sevilhanos, quando já poucos acreditavam nessa possibilidade, Cristian Rodríguez aproveitou um erro crasso de Fazio, avançou, chocou com Palop e, na recarga, Freddy Guarín atirou para o 2-1, garantindo aos azuis-e-brancos um excelente resultado para a segunda mão a disputar no Estádio do Dragão.

Glasgow Rangers 1-1 Sporting

O Sporting é, neste momento, uma equipa que por vezes quebra à menor dificuldade, mas ontem, no inferno do Ibrox, foi uma equipa generosa que, mesmo sem fazer uma grande exibição, alcançou um resultado que lhe abre excelentes perspectivas para o jogo da segunda mão.

Durante a primeira parte, assistiu-se a um pacto de não agressão entre portugueses e escoceses, com os lances de perigo a serem muito escassos, salvo as excepções de um remate cruzado de Hélder Postiga (39′), um remate ao lado de Whittaker (40′) e um lance em que Yannick (43′), isolado perante McGregor, desperdiçou.

Contudo, na segunda metade, os protestantes perceberam que o zero a zero não seria um bom resultado para levarem para o Alvalade XXI e aumentaram ligeiramente o ritmo de jogo para tentarem chegar ao golo. Ainda assim, a sua fraca qualidade técnica limitava-os de sobremaneira, percebendo-se que só seriam realmente perigosos em lances de bola parada e/ou cruzamentos para a área.

Sem surpresa, foi assim que chegaram ao 1-0. Aos 68 minutos, na sequência de um pontapé de canto de Weiss, Whittaker, de cabeça, não perdoou e colocou o Glasgow Rangers em vantagem.

Apesar da desvantagem, Paulo Sérgio sabia que esta equipa escocesa está longe de ser um colosso do futebol europeu e, assim, apesar de algo tardiamente, decidiu fazer alguma coisa, lançando Matías Fernandez e Saleiro. Curiosamente, foi na sequência de uma abertura de Saleiro para o cruzamento de João Pereira que surgiu o golo do chileno Matías, que, solto de marcação, atirou de cabeça para o empate (1-1).

Estávamos no minuto 89, mas este Sporting é uma equipa extremamente intranquila e, até ao apito final, ainda sofreu um bocado, ainda que, aí, Rui Patrício tenha estado em grande nível, segurando este 1-1, que dá todas as condições do Sporting, em Alvalade, confirmar o apuramento.

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O adversário do Marítimo nas competições europeias é bem conhecido dos adeptos portugueses em geral, pois, na época passada, defrontou o Benfica na fase de grupos da Liga Europa. Campeão da Bielorússia por seis ocasiões, o BATE é, neste momento, o clube mais representativo de um país que tem crescido no panorama clubístico europeu e será, por certo, um adversário bastante complicado para a equipa madeirense. Ainda assim, tendo em conta que os maritimistas podiam apanhar equipas como o PSV, o Estugarda ou o Aston Villa, temos de considerar que esta equipa bielorrussa acabou por ser um mal menor e abre algumas perspectivas de apuramento para o Marítimo.

Quem é o BATE Borisov

O BATE Borisov foi fundado em 1973 como Berezina Borisov, quando a Bielorússia ainda fazia parte da União Soviética e, até ao colapso desta, participou no campeonato da República Social Soviética da Bielorússia, um campeonato menor dentro da esfera futebolística da URSS. Durante o período em que disputou essa mesma competição, o BATE venceu-a por três ocasiões (1974, 76 e 79).

Após a independência da Bielorússia, o BATE mudou a sua designação para Fomalgaut Borisov, adoptando a sua actual designação em 1996. Os primeiros anos foram complicados para a equipa bielorrussa que viveu longe dos principais palcos, estreando-se no principal escalão apenas em 1998, ainda que tenha obtido logo um magnífico segundo lugar.

A partir desse momento, o BATE revelou-se no maior clube da Bielorússia, conquistando seis campeonatos e duas taças e sendo participante assíduo das competições europeias, com destaque para a presença nas fases de grupos da Liga dos Campeões (2008/09) e Liga Europa (2009/10).

Na época transacta, o BATE foi campeão nacional e, já nesta temporada, disputou a fase de acesso à Liga dos Campeões, eliminando o FH da Islândia (5-1 e 1-0), mas acabando afastado pelo FC Copenhaga dinamarquês (0-0 e 2-3).

Como joga

Normalmente o BATE actua em 4-4-2 losango e com uma estratégia de jogo tipicamente ex-soviética, ou seja, um abordagem fria ao jogo, tentando explorar o erro do adversário e, ao mesmo tempo, aproveitando as oportunidades que apareçam.

A defesa é o sector mais forte da equipa, pois esta tem dois bons laterais (Yurevich e Shitov), que dão enorme solidez ao sector recuado, ainda que apenas um consiga criar alguns desequilíbrios no ataque (Yurevich, o defesa-esquerdo) e uma excelente dupla de centrais (Bordachov-Sosnovsky), com destaque para Bordachov, que é um fantástico defesa, que também pode jogar como lateral-esquerdo e, inclusivamente, chegou a estar nas coagitações do Benfica.

Do meio campo para a frente, a equipa é menos forte, mas, ainda assim, há que destacar a qualidade do médio ofensivo brasileiro Bressan, um jogador muito criativo e por onde passa quase todo o jogo ofensivo do BATE e o ponta de lança Rodionov, um atacante que faz muitos golos e que chegou a jogar no Freiburgo.

Diante do Marítimo, a equipa bielorrussa deverá apresentar quase o mesmo onze que defrontou o FC Copenhaga, saindo apenas Radkov e entrando Shitov e, assim, é provável que actue da seguinte forma.

Rodionov disputa bola com David Luiz

Quem é que o Marítimo deve ter debaixo de olho – Rodionov

Aos 26 anos, Vitali Rodionov é um goleador bielorrusso que, provavelmente, merecia estar a jogar num clube de outra dimensão, pois tem valor para isso.

Produto das escolas do Lokomotiv Vitebsk, o internacional bielorrusso estreou-se pela principal equipa desse mesmo clube em 2001, quando tinha apenas 17 anos e fez, em duas temporadas, seis golos em 49 jogos.

Em 2003, trocou a equipa de Vitebsk pelo Torpedo Zhodino, também do campeonato bielorrusso. Nesse clube, a jogar na segunda divisão, Rodionov começou a assumir-se como um goleador, apontando 21 golos em 57 jogos e chamando a atenção do BATE que o contratou em 2005.

Desde que está no BATE Borisov, Rodionov assumiu-se como o goleador da equipa, apontando 45 golos em 96 jogos. Durante estes cinco anos, o internacional bielorrusso jogou sempre pelo adversário dos maritimistas, com excepção feita a um empréstimo de seis meses (Janeiro a Junho de 2009) ao Freiburgo da Alemanha, onde apontou quatro golos em doze partidas.

Avançado rápido e de boa técnica, Rodionov é um jogador que tem excelente faro de golo, sendo também letal no jogo aéreo. Mitchell Van der Gaag terá de ter a máxima atenção a este internacional bielorrusso, pois um mínimo de espaço dado a Vitali Rodionov pode ser fatal.

As hipóteses maritimistas

O passado recente do BATE e a sua maior experiência europeia levam-nos a dar ligeiro favoritismo à equipa bielorrussa neste compromisso europeu diante do Marítimo.

Ainda assim, adversários como o PSV, Aston Villa e Estugarda seriam adversários bem mais complicados para os madeirenses que, diante desta equipa bielorrussa, se estiverem concentrados e souberem ser pacientes, poderão conseguir eliminá-la e seguir para a tão desejada fase de grupos da Liga Europa.

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Trata-se apenas da segunda participação dos marfinenses no campeonato do mundo e, na primeira (Alemanha 2006), a Costa do Marfim nem sequer passou da primeira fase. Ainda assim, se bem se lembram, os africanos foram colocados no grupo da morte com Argentina, Holanda e Sérvia, acabando por ser eliminados com uma vitória (diante da Sérvia e Montenegro) e duas derrotas pela margem mínima. Quatro anos depois, os marfinenses regressam a um campeonato do mundo com muita qualidade e mais experiência internacional. Novamente num grupo complicado, atletas como Drogba, Yaya Touré, Kalou ou Kolo Touré têm qualidade suficiente para surpreender portugueses, norte-coreanos e brasileiros no Grupo G.

A Qualificação

A campanha marfinense nas duas fases de apuramento da zona africana de qualificação para o campeonato do mundo foi brilhante. A equipa africana fez, ao todo, doze jogos: venceu oito e empatou quatro, apurando-se facilmente para o Mundial da África do Sul.

Na segunda fase, integrada num grupo com Moçambique, Madagáscar e Botswana, a Costa do Marfim apurou-se vencendo os seus adversários em casa e empatando fora, terminando o agrupamento com quatro pontos de vantagem sobre Moçambique (2º).

Depois, na terceira e última fase, os marfinenses foram ainda mais impressionantes, pois tendo como adversários: Guiné-Conacri, Burkina Faso e Malawi, venceram cinco encontros e apenas empataram um (Malawi, fora, 1-1), terminando, novamente, com quatro pontos de avanço em relação ao segundo classificado (Burkina Faso).

2ª Fase: Grupo 7 – Classificação

  1. Costa do Marfim 12 pts
  2. Moçambique 8 pts
  3. Madagáscar 6 pts
  4. Botswana 5 pts

3ª Fase: Grupo E – Classificação

  1. Costa do Marfim 16 pts
  2. Burkina Faso 12 pts
  3. Malawi 4 pts
  4. Guiné-Conacri 3 pts

O que vale a selecção marfinense?

A Costa do Marfim é, neste momento, a mesma equipa talentosa que se deslocou à Alemanha para disputar o Mundial 2006, mas tem uma vantagem: muito mais experiência internacional.

Os marfinenses costumam apresentar um esquema 4-3-3 com tracção ofensiva, típica das selecções africanas. Apesar de ser uma equipa equilibrada em termos de soluções, o ponto mais forte dos elefantes é, claramente, o ataque.

Na baliza, está claramente o elemento mais frágil da Costa do Marfim: Barry. O guarda-redes do Lokeren é muito inseguro e tem um nível muito inferior ao restante onze marfinense. Depois, o quarteto defensivo é composto por uma dupla de centrais com qualidade tanto pelo ar como pelo chão: Kolo Touré-Bamba e por dois laterais de motivações opostas. Boka, lateral esquerdo, é um elemento mais defensivo e que cola muitas vezes aos centrais para ajudar nos lances de bola parada. Por outro lado, o lateral direito Eboué é muito mais ofensivo e, apesar de defender com competência, será no capítulo atacante que o jogador do Arsenal será mais importante.

Depois, no meio campo, os marfinenses devem apresentar um duplo pivot defensivo: Zokora-Yaya Touré. São dois excelentes médios de contenção, que terão como principal missão dar consistência defensiva aos elefantes, libertando para as missões ofensivas,  o nº 10: Romaric, um atleta muito inteligente tacticamente e que saberá ser uma ajuda na defesa sempre que necessário.

Por fim, no ataque, os elefantes deverão apresentar dois extremos (Gervinho-Kalou) e um ponta de lança fixo (Drogba). Os extremos são atletas muito versáteis que podem jogar tanto à esquerda como à direita e que são exímios nas diagonais para o centro, procurando criar desequilíbrios nos últimos redutos contrários. Por outro lado, Drogba dispensa apresentações, pois trata-se de um dos melhores pontas de lança da actualidade, um jogador letal, que se movimenta como ninguém na área. Ainda assim, como tem estado lesionado, não é de colocar de parte a hipótese de não poder jogar e, assim, deverá avançar no seu lugar o goleador: Doumbia. Um jogador que, nas últimas épocas, brilhou ao serviço do Young Boys.

Integrada no Grupo G com Brasil, Portugal e Coreia do Norte, a Costa do Marfim aparenta ser muito superior aos norte-coreanos, mas, ao mesmo tempo, parece ainda estar abaixo do nível luso e canarinho.

O Onze Base

Esquematizada num 4-3-3, a Costa do Marfim deverá apresentar Barry (Lokeren) na baliza; Boka (Estugarda), Kolo Touré (Manchester City), Bamba (Hibernian) e Eboué (Arsenal) na defesa; Zokora (Sevilha), Yaya Touré (Barcelona) e Romaric (Sevilha) no meio campo; Kalou (Chelsea), Gervinho (Lille) e Drogba (Chelsea) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Superior aos norte-coreanos e aparentemente inferior a portugueses e brasileiros, os marfinenses seriam os favoritos a terminarem na terceira posição. Ainda assim, jogando no seu continente e sabendo que Portugal, costuma, muitas vezes, jogar abaixo das suas capacidades, os elefantes poderão surpreender e assegurar o apuramento para os oitavos de final do campeonato do mundo.

Calendário – Grupo G (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Costa do Marfim vs Portugal
  • 20 de Junho: Costa do Marfim vs Brasil
  • 25 de Junho: Costa do Marfim vs Coreia do Norte

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A selecção azteca dá sempre a ideia de chegar ao fim da competição com a sensação de dever cumprido sem nunca superar ou defraudar as expectativas. Em 1970 e 1986, a jogar em casa, ainda atingiu os quartos de final, mas, desde 1994, ficou-se sempre pelos “serviços mínimos”, apurando-se na fase de grupos, mas sendo logo eliminado nos oitavos de final. Cronicamente apurados na frágil zona de apuramento da CONCACAF (os mexicanos nunca foram eliminados num apuramento para o Mundial), os aztecas deverão disputar com os uruguaios a classificação para os oitavos de final da competição. Ainda assim, quando falamos do aguerrido futebol mexicano, nunca poderemos por em causa a possibilidade do México ser capaz de surpreender o grande favorito do Grupo A, a França.

A Qualificação

Para uma selecção como o México, a zona de apuramento da CONCACAF é pouco mais que um passeio. Ainda assim, os mexicanos acabaram por fazer uma das fases de qualificação mais fraquinhas de que há memória.

Na 2ª fase, “esmagaram” o Belize (2-0 e 7-0), mas na 3ª fase, agrupados com Honduras, Jamaica e Canadá, acabaram em segundo lugar a dois pontos dos hondurenhos. Contudo, essa classificação explica-se pelo facto de, após terem vencido todos os jogos na primeira volta, limitaram-se a gerir os jogos da segunda volta, pois estavam seguros que o apuramento não fugiria. De facto, não fugiu.

Na 4º e última fase, os aztecas disputaram o grupo final com Estados Unidos, Honduras, Costa-Rica, El Salvador e T. Tobago. Sabendo que os três primeiros se apuravam para o Mundial e que o quarto ainda disputaria um playoff com uma equipa da América do Sul, os mexicanos sabiam que dificilmente falhariam a qualificação para o Mundial.

De facto, conseguiram-no com relativa tranquilidade, terminando em segundo lugar a um ponto dos EUA, mas passaram por algumas pequenas humilhações como a derrota em El Salvador (1-2) e o empate em Trinidad e Tobago (2-2).

2ª Fase – Eliminatória

Belize 0-2 México / México 7-0 Belize

3º Fase – Grupo 2

  1. Honduras 12 pts
  2. México 10 pts
  3. Jamaica 10 pts
  4. Canadá 2 pts

4º Fase – Grupo Final

  1. Estados Unidos 20 pts
  2. México 19 pts
  3. Honduras 16 pts
  4. Costa-Rica 16 pts
  5. El Salvador 8 pts
  6. T. Tobago 6 pts

O que vale a selecção mexicana?

A equipa azteca pode não ser um colosso do futebol mundial, mas tem um conjunto de qualidade e que mistura jogadores consagrados com jovens promessas.

A dupla de centrais é experiente e tem rotinas de futebol europeu, juntando Rafael Márquez (Barcelona) e Ricardo Osório (Estugarda). Na defesa, destaque ainda para o excelente lateral-esquerdo do PSV, Carlos Salcido.

No meio campo, apesar da equipa revelar experiência e segurança defensiva, falta alguma criatividade. Guardado (Deportivo), Torrado (Cruz Azul) e Israel Castro (UNAM) deverão ser os titulares, mas a equipa talvez ganhasse magia com a inclusão da jovem promessa do Barça: Jonathan dos Santos.

Por outro lado, no ataque, os aztecas contam com a enorme qualidade do extremo Giovani dos Santos e, também, do veteraníssimo Blanco, restando a dúvida se apostarão no experiente Franco (33 anos) ou, ao invés, arriscarão no jovem Hernandez ou na jovem promessa do Arsenal, Carlos Vela. De qualquer maneira, os mexicanos têm bastante qualidade nas opções atacantes e, aí, a equipa da América Central não terá problemas.

Integrada no Grupo A com França, Uruguai e África do Sul, podemos, à partida, colocá-los imediatamente como favoritos a alcançarem o segundo posto. No entanto, estará na gerência do plantel do seleccionador Javier Aguirre a fronteira entre disputar o primeiro lugar com os franceses ou, ao invés, ter dificuldades para se superiorizar ao Uruguai na luta pelo segundo posto.

O Onze Base

A equipa mexicana deve jogar com Ochoa (América) na baliza; Um quarteto defensivo composto por Salcido (PSV) à esquerda, Juárez (UNAM) à direita e Rafael Marquez (Barcelona) e Osório (Estugarda) no centro; Depois, no meio campo, deverá jogar Torrado (Cruz Azul) como trinco, ficando Israel Castro (UNAM) e Guardado (Deportivo) como uma dupla de box to box; Por fim, no ataque, o México deverá optar por três avançados: Giovanni (Galatasaray), na esquerda, o veterano Blanco (Vera Cruz), na direita, e, ao meio, um destes dois avançados: Franco (West Ham) ou Hernandez (Guadalajara).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Num grupo em que a França é favorita, a equipa mexicana deverá disputar o segundo lugar com os uruguaios, todavia, se as coisas correrem bem e os seus jogadores se apresentarem inspirados, poderão, inclusivamente, colocar em causa o favoritismo dos franceses para o primeiro posto.

Calendário – Grupo A (Mundial 2010)

  • 11 de Junho – México vs África do Sul
  • 17 de Junho – México vs França
  • 22 de Junho – México vs Uruguai

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Bastava uma vitória pela margem mínima para que o Chelsea, diante do Wigan, na última jornada da Liga Inglesa, se sagrasse campeão. Contudo, os londrinos não fizeram por menos e venceram os pupilos de Roberto Martinez por oito bolas a zero, conquistando a Premier League em grande estilo. Este resultado, frustrou os desejos do Manchester United, que cumpriu a sua parte (venceu o Stoke City, em casa, por 4-0), mas acabou traído pela magnífica exibição dos “blues”; Em Espanha, por outro lado, Barcelona (venceu em Sevilha por 3-2) e Real Madrid (venceu o Athletic, em casa, por 5-1), continuam separados por um ponto, com vantagem catalã; Situação similar em Itália, onde o líder Inter venceu o Chievo, em casa, por 4-3 e a perseguidora Roma recebeu e venceu o Cagliari por 2-1. “nerazzurri” e “giallorossi” continuam, assim, separados por um ponto, com vantagem para os pupilos de José Mourinho.

Liga Inglesa – Ancelotti campeão na época de estreia

Muitos torceram o nariz perante a chegada de Carlo Ancelotti para treinar o Chelsea, todavia, a verdade é que logo na sua primeira época, o treinador italiano sagrou-se campeão. Diante do Wigan, bastava aos londrinos uma vitória por um a zero, mas os “blues” tinham outros planos e nomeadamente Drogba sentia que o título de melhor marcador estava à sua mercê. Assim sendo, o Chelsea entrou muito forte e rapidamente chegou ao golo por Anelka (6′). Posteriormente, Caldwell foi expulso no Wigan e o castelo de Martinez caiu, facilitando a tarefa dos londrinos que foram ampliando a vantagem com golos de Lampard (32′), Kalou (54′), Anelka (56′), Drogba (63′, 68′ e 80′) e Ashley Cole (90′). Assim sendo, os londrinos conseguiram a felicidade colectiva do título e individual por Didier Drogba ter sido o melhor marcador da Premiership. Este resultado impediu, assim, o tetra do Manchester United, que venceu o Stoke City (4-0), mas terminou em segundo lugar, a um ponto dos “blues”.

Dados finais da Liga Inglesa:

Campeão: Chelsea

Qualificados para a Liga dos Campeões: Chelsea, M. United, Arsenal e Tottenham

Qualificados para a Liga Europa: Manchester City, Aston Villa e Liverpool

Descem à “Championship”: Burnley, Hull City e Portsmouth

 

Liga Espanhola – Barça passa teste de Sevilha e aproxima-se do título

O Barça entrou forte na Andaluzia e, à meia hora, já vencia por 2-0 graças a golos de Messi e Bojan. A postura dominadora manteve-se e, a partir do minuto 56, as coisas tornaram-se ainda mais facilitadas com a expulsão de Konko. Beneficiando dessa superioridade numérica, o Barcelona haveria de ampliar a vantagem com um golo de Pedro (64′) e pensou-se que o jogo estaria irremediavelmente decidido. Contudo, de forma surpreendente, o Sevilha renasceu das cinzas e, mesmo com menos um elemento, fez dois golos (Kanouté (69′) e Luís Fabiano (71′)), colocando os “azulgrana” sob alguma pressão. Ainda assim, os catalães souberam segurar as rédeas do desafio e guardar a preciosa vitória (3-2) até final.

Com esta vitória, o Barça só não será campeão se não vencer o Valladolid, em casa, e o Real Madrid (ganhou ao Athletic nesta jornada por 5-1) vencer, fora, o aflito Málaga.

Liga Italiana –  Internazionale a uma vitória do título

Os pupilos de José Mourinho entraram para a recepção ao Chievo com a esperança de serem campeões já neste desafio. Para isso bastava vencerem a equipa de Verona e esperarem um desaire da Roma, em casa, diante do Cagliari.

Ainda assim, o jogo até começou mal para os “nerazzurri”, que entraram a perder com um autogolo de Motta. Todavia, o Inter soube reagir e transformou o 0-1 em 4-1 com golos de Mantovani (p.b.), Cambiasso, Milito e Balotelli. Passado algum tempo, o Cagliari marcava em Roma e foi o delírio no Giuseppe Meazza, um êxtase que colocou totalmente em segundo plano o golo de Granoche, para o Chievo a reduzir para 2-4. Nessa altura, sonhava-se com o título conquistado, nesse mesmo dia, mas a Roma soube dar a volta ao resultado com um bis de Totti e frustrou o sonho interista, que ainda sofreu o 4-3 (marcou Pelissier), tremeu, mas segurou o triunfo até final.

Assim sendo, à partida para a última jornada, o Inter necessita de vencer em Siena para ser campeão, enquanto a AS Roma necessita de vencer o Chievo (fora) e esperar que os “nerazzurri” não vençam o Siena.

Liga Alemã – Bayern limitou-se a confirmar o título

Com uma diferença de golos realísticamente inultrapassável, restava ao Bayern confirmar o título de forma matemática. Na deslocação a Berlim, para defrontar o relegado Hertha, os bávaros mostraram o seu poder e venceram por 3-1. Curiosamente, até podiam ter perdido pela inimaginável diferença de golos, pois o perseguidor Schalke 04 não foi além de um empate em Mainz (0-0).

Dados finais da Liga Alemã

Campeão: Bayern

Qualificados para a Liga dos Campeões: Bayern, Schalke 04 e Werder Bremen

Qualificados para a Liga Europa: Leverkusen, Dortmund e Estugarda

Joga o Playoff de permanência: Nuremberga

Desceram à 2ª Bundesliga: Bochum e Hertha de Berlim

 

Liga Francesa – Lille mais perto de ser segundo classificado

Com o título decidido e entregue ao Marselha, resta pouca coisa para lutar na Ligue 1. Ainda assim, um objectivo importante é o segundo lugar e consequente apuramento directo para a “Champions” e o Lille, após vencer, em casa, o campeão Marselha, por 3-2, aproximou-se desse objectivo, tendo agora dois pontos de vantagem sobre o terceiro, Auxerre.

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