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Posts Tagged ‘Eto’o’

As duas primeiras participações dos Camarões em campeonatos do mundo foram inesquecíveis. No Mundial 1982, apesar de terem sido eliminados na primeira fase, não perderam qualquer desafio, empatando com as selecções italiana (1-1), peruana (0-0) e polaca (0-0). Depois, no Mundial 1990, os camaroneses fizeram uma campanha excepcional que passou por vencerem Argentina, Roménia e Colômbia, apenas caindo, nos quartos de final, diante da Inglaterra. No entanto, os últimos campeonatos mundiais não têm sido particularmente agradáveis para os africanos, que ficaram pela fase de grupos em três ocasiões (94, 98 e 2002) e, em 2006, nem sequer se apuraram para o Mundial da Alemanha. Agora, de volta ao campeonato do mundo e integrados num agrupamento com Holanda, Dinamarca e Japão, cabe a Paul Le Guen tentar levar o barco camaronês a bom porto, que é como quem diz, tentar o apuramento para a segunda fase.

A Qualificação

O apuramento dos leões indomáveis para o Mundial 2010 foi feito de forma simples e sem grandes sobressaltos.

Na 2ª Fase, os camaroneses tiveram um grupo bastante acessível com Cabo Verde, Tanzânia e Maurícias e, verdade seja dita, não deram quaisquer hipóteses aos seus adversários. Ao longo de seis jogos, venceram cinco e apenas empataram um, na Tanzânia (0-0), terminando o agrupamento com sete pontos de avanço sobre o segundo classificado: Cabo Verde.

Depois, na 3ª Fase, num grupo complicado com selecções como o Togo (esteve no Alemanha 2006), Marrocos ou Gabão, os camaroneses, demonstraram ser a melhor equipa do agrupamento, apenas deixando de vencer dois dos seis encontros realizados. Ainda assim, mesmo empatando, em casa, com Marrocos (0-0) e perdendo no Togo (0-1), os leões indomáveis conseguiram vencer esta fase de apuramento com quatro pontos de avanço sobre o Gabão (2º).

2ª Fase: Grupo 1 – Classificação

  1. Camarões 16 pts 
  2. Cabo Verde 9 pts
  3. Tanzânia 8 pts
  4. Ilhas Maurícias 1 pt

3ª Fase: Grupo A – Classificação

  1. Camarões 13 pts
  2. Gabão 9 pts
  3. Togo 8 pts
  4. Marrocos 3 pts

O que vale a selecção camaronesa?

A equipa camaronesa não tem falta de talento individual. Aqui, a missão do treinador Paul Le Guen passa por agarrar em elementos como Alex Song, Assou-Ekoto, Emana ou Eto’o e transformar todos esses grandes talentos num conjunto forte.  Trata-se de uma missão difícil, mas, se o treinador francês conseguir concretizá-la, estes leões indomáveis podem tornar-se um caso sério.

A baliza dos camaroneses está muito bem entregue, pois o seu guarda-redes é o bem conhecido e extremamente seguro: Kameni. Depois, a lateral esquerda vai ser entregue ao extremamente veloz e ofensivo: Assou-Ekoto e a lateral direita ao experiente Geremi. Este último, é um jogador mais defensivo e que permite maior liberdade ao defesa-esquerdo, sem que a defesa saia comprometida. Por fim, no centro da defesa teremos uma mescla de experiência (Song) e jovialidade (N’ Koulou), sendo que Rigobert Song será o central de marcação e o jovem atleta do Mónaco usará a sua velocidade, tanto para dobrar o companheiro como para subir no terreno e iniciar jogadas de ataque. Trata-se de uma dupla que, bem trabalhada por Le Guen, poderá ser uma excelente surpresa no Mundial.

Passando para o meio campo, os camaroneses deverão utilizar um trio de elementos no centro: Alex Song, Mandjek e Makoun. O atleta do Arsenal é importantíssimo no esquema africano, pois além de ser um trinco recuperador de bolas, também recua bem no terreno usando, sempre que necessário, a sua altura (1,85 metros) e força para ajudar a dupla de centrais. Depois, tanto Mandjek como Makoun, mais talentosos, jogarão ambos como box to box, sendo que Makoun deverá aparecer mais vezes junto do ponta de lança e Mandjek deverá ficar numa posição intermédia entre Alex Song e o jogador do Lyon.

Por fim, o ataque, deverá ser entregue a Emana, Webó e Eto’o. Neste esquema, Emana deverá ser um extremo direito puro, pois como o lateral direito Geremi é muito defensivo, isso permite-lhe maior liberdade de movimentos podendo limitar-se, praticamente, a atacar. Depois, no outro flanco, Pierre Webó será uma espécie de falso extremo que, muitas vezes, irá aparecer lado a lado com o ponta de lança (Eto’o) na zona de finalização. Esta situação é potenciada pelo facto do lateral esquerdo (Assou-Ekoto) fazer todo o corredor. Por fim, Samuel Eto’o jogará preferencialmente no centro, mas, sabendo da enorme qualidade do jogador do Inter, será usual vê-lo a deambular por todo o ataque, procurando espaços para fazer aquilo em que é mais perigoso: embalar em velocidade para a baliza adversária.

Em suma, trata-se de uma equipa com um enorme talento, que deverá ter condições para um confronto de estilos com uma mais fria e mecânica Dinamarca.

O Onze Base

Jogando em 4-3-3, os camaroneses deverão actuar com Kameni (Espanhol) na baliza; Assou-Ekoto (Tottenham), Rigobert Song (Trabzonspor), N’Koulou (Mónaco) e Geremi (Ankaraguçu) na defesa; Alex Song (Arsenal), Mandjek (Kaiserslautern) e Makoun (Lyon) no meio campo; Emana (Betis), Webó (Maiorca) e Eto’o (Internazionale) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Os camaroneses têm, em termos de talento, todas as condições para terminarem em segundo lugar, logo a seguir à selecção holandesa. Todavia, a habitual indisciplina táctica dos leões indomáveis, aliada à, por vezes, difícil coabitação das diversas estrelas, poderá empurrar os africanos para o terceiro ou, até, quarto lugar do grupo.

Ainda assim, é provável que a enorme qualidade do seleccionador Paul Le Guen crie uma equipa forte que dispute o segundo lugar com a Dinamarca e que deixe o Japão na última posição do Grupo E.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Camarões vs Japão
  • 19 de Junho: Camarões vs Dinamarca
  • 24 de Junho: Camarões vs Holanda

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O Barcelona não foi além de um nulo no desafio, fora, diante do Espanhol. Este resultado, aliado ao triunfo do Real Madrid, em casa, diante do Valência, por 2-0, diminiu a vantagem catalã, em relação aos madrilenos, para apenas um ponto; Em Itália, a Roma venceu o derbi romano por duas bolas a uma e manteve o ponto de vantagem sobre o Inter (recebeu e venceu a Juventus por 2-0); Na Premier League, o líder Chelsea perdeu na deslocação ao campo do Tottenham (1-2) e o  Manchester United (venceu o derby de Manchester por 1-0) está agora a apenas um ponto.

Liga Espanhola – Barcelona perde margem de erro

Após a vitória diante do Real Madrid, os catalães sabiam que se podiam dar ao luxo de empatarem ou perderem um jogo que seriam campeões na mesma. Contudo, o Barça não esperava esgotar essa margem de erro logo ao primeiro obstáculo, ou seja, no derbi catalão com o Espanhol. Foi um jogo extremamente desinspirado do Barcelona que nunca se conseguiu superiorizar ao seu adversário e acabou com uma unidade menos no relvado. Por outro lado, quem não vacilou foi o Real Madrid que recebeu o Valência e venceu por 2-0, num jogo em que demonstrou ser sempre superior. Higuaín e Ronaldo fizeram os golos que colocam os madrilenos a apenas um golo do Barça e deixam a La Liga ao rubro.

Liga Italiana – Roma mantém liderança e Milan despede-se do título

A Roma até começou mal o derbi romano, pois, aos 15 minutos, Rocchi abriu o activo para a Lazio. O eterno rival da Roma continuou mais forte e Floccari ainda falhou um penálti. Contudo, na segunda parte, os pupilos de Ranieri encheram-se de brio e deram a volta ao marcador com um bis de Vucinic. Com este resultado, a AS Roma manteve a liderança com um ponto de vantagem sobre o Inter (2º), que venceu, com toda a justiça, em casa, a Juventus (2-0) com golos de Maicon e Eto’o. Fora da luta pelo título está o Milan que deslocou-se a Génova, perdeu com a Sampdória (1-2) e está agora a sete pontos da Roma.

Liga Inglesa – Chelsea perde em White Hart Lane e relança Premier League

Os “blues” tinham um difícil teste no campo do Tottenham e acabaram por chumbá-lo. No White Hart Lane, os “spurs” foram sempre superiores e, ainda na primeira parte, chegaram ao 2-0 com golos de Defoe e Bale. Na segunda metade, o Chelsea reagiu mas só fez um golo, mesmo ao cair do pano, por Lampard. Com esta derrota (1-2), os londrinos ficaram com apenas um ponto de vantagem sobre o segundo classificado Manchester United, que venceu o derbi de Manchester diante do City, com um golo no último minuto de Scholes. Por outro lado, o Arsenal perdeu em Wigan (2-3) e despediu-se definitivamente da luta pelo título inglês.

Liga Alemã – Bayern esmaga Hannover e mantém Schalke 04 a dois pontos

O líder do campeonato alemão recebeu o Hannover e não fez por menos, pois ganhou 7-0. Robben (3), Olic (2) e Müller (2) fizeram os golos da goleada bávara. Por outro lado, o Schalke também não vacilou e venceu, em casa, o Borussia de Monchegladbach por três bolas a uma. Com estes resultados, o Bayern mantém a liderança da Bundesliga com mais dois pontos que o segundo classificado Schalke 04.

Outras Ligas – Anderlecht sagrou-se campeão belga

O Anderlecht venceu em Brugge por 2-1 com golos de Van Damme e Suarez e conquistou o campeonato belga com quatro jornadas de avanço; Por outro lado, em França, o Marselha ganhou em Boulogne (2-1) e tem agora cinco pontos de avanço sobre o segundo classificado Auxerre, que venceu o Lorient, em casa, por 4-1; Por fim, na Holanda, o campeonato continua ao rubro, pois, a uma jornada do fim, Twente e Ajax continuam seperados por um ponto. O Twente venceu, em casa, o Feyenoord (2-0) e o Ajax goleou, também em casa, o Heracles por 4-0. Emoção até ao fim na Eredivisie.

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Este ano o Internazionale está a fazer uma excelente campanha europeia (está na meia final da “Champions), mantém-se na luta pelo título italiano e está na final da Taça de Itália. Contudo, na minha opinião, José Mourinho peca por retirar aos “nerazzurri” alguma magia no meio campo, ao insistir em colocar apenas Sneijder como jogador criativo. Com essa nuance, penso que, provavelmente, os milaneses já teriam o campeonato quase ganho e não estariam em segundo lugar na Série A.

Assim sendo, irei explanar como seria, na minha opinião, o onze que daria mais garantias de sucesso ao Inter de Milão.

Na baliza, obviamente, não há dúvidas. Júlio César é um dos melhores guarda-redes da actualidade e, como tal, tem lugar cativo na equipa do Inter. Um “keeper” espectacular, mas, ao mesmo tempo, muito seguro, que sabe jogar com os pés e lança bem o contra-ataque.

Depois, na defesa, optava por Zanetti na esquerda, Maicon na direita e Lúcio e Samuel a centrais. Nesta estrutura, Javier Zanetti, pela sua grande capacidade táctica, seria um lateral mais posicional, que permitiria maior capacidade ofensiva ao ala esquerdo: Ricardo Quaresma. Por outro lado, Maicon, o melhor lateral direito da actualidade, teria liberdade para atacar e criar desequilíbrios ofensivos. Por fim, no centro, Samuel e Lúcio completam a defesa. Dois centrais de enorme qualidade e com capacidade para pararem qualquer ataque.

No miolo, optaria por um losango com Cambiasso a trinco, Quaresma na ala esquerda, Stankovic na ala direita e Sneijder na posição 10. Nesta formação, o argentino seria muito importante, pois teria de se servir da sua enorme inteligência táctica para parar o ataque adversário e, ao mesmo tempo, ser um elemento influente na construção ofensiva do Inter. Depois, Stankovic, na direita, seria um médio menos ofensivo que Quaresma, pois teria, muitas vezes, que ajudar Cambiasso no centro e, noutras ocasiões, compensar as subidas de Maicon pelo flanco direito. Assim sendo, a maior quota parte dos futebol criativo do Internazionale partiria de Quaresma, que funcionaria quase como um extremo e Wesley Sneijder que teria liberdade para, atrás dos avançados, construir e/ou concluir jogadas de ataque.

Na frente, obviamente, optaria por Eto’o e Milito. O camaronês jogaria mais como avançado centro, um atacante mais móvel, que pudesse cair para os flancos e explorar o um contra um. Por outro lado, o argentino seria um verdadeiro ponta de lança. Um jogador mais posicional, que serviria de referência para as tabelas com Samuel Eto’o, os passes de Sneijder e, por exemplo, para os cruzamentos de Ricardo Quaresma e Maicon.

Tendo em conta que o Inter ainda teria homens como Chivu, Pandev ou Balotelli no banco. Esta equipa poderia ser refrescada sempre que necessário e sem perda significativa de qualidade.

Este seria, por certo, um modelo com mais criatividade e que poderia trazer melhores resultados ao Inter de Milão.

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Desalento Real após nova derrota com o Barça

O Barcelona, ontem, no Santiago Bernabéu, deu um passo decisivo rumo à conquista do título espanhol. Uma vitória por duas bolas a zero com golos de Messi e Pedro foi suficiente para colocar os catalães com três pontos de avanço (e vantagem no confronto directo) sobre o rival madrileno. Uma vitória saborosa e especialmente sentida, pois ontem, o Barça apresentou, em campo, oito jogadores das suas escolas: Valdés, Puyol, Piqué, Iniesta, Busquets, Xavi, Pedro e Messi.

Neste contexto particular, o Barça não tem rival na Europa. Os catalães, que também são treinados por alguém da casa (Pep Guardiola), são a melhor equipa da actualidade na fusão dos jogadores da cantera com grandes estrelas internacionais como Ibrahimovic ou Henry.

O Barcelona tem, neste momento, uma identidade própria e um estilo de jogo único. Podemos dizer que quando vemos o Barça jogar sentimos que não estão a jogar na Táctica A, B ou C, mas, ao invés, sentimos que estão a jogar à Barcelona e, isso, é meio caminho andado para o sucesso.

Na verdade isso é, neste momento, aquilo que os coloca um passo à frente do seu rival Real Madrid. Os madrilenos ainda tentaram, no passado, utilizar uma estratégia celebrizada por Florentino Pérez de: “Zidanes e Pavones”, todavia, a fraca qualidade de grande parte dos atletas das escolas do Real, aliada a conflitos de egos das suas principais vedetas gerou muitos problemas e insucesso desportivo.

Ao invés, o Barcelona consegue integrar essas estrelas na perfeição, parecendo que atletas como Ibrahimovic, que até era algo problemático, já jogava no Barça desde criança. Antes vimos Eto’o, Deco ou Larsson fazerem exactamente o mesmo.

Claro que ter talentos como Xavi, Iniesta, Bojan ou Messi ajuda nessa integração e na homogeneidade da equipa, mas esses talentos não nascem por acaso. São fruto de um projecto que não é mais que uma adaptação do projecto do Ajax e que esse grande senhor do futebol que se chama Johan Cruijff soube implementar no Barcelona.

Depois, os catalães, ao terem dinheiro para juntarem grandes estrelas internacionais à sua cantera, tornam o Barcelona, neste momento, uma equipa com condições para ter ainda mais sucesso do que o mítico Ajax dos anos 70 e tornar inúteis os muitos milhões gastos pelo Real Madrid.

O Barcelona é, assim, a prova que ter um milionário como presidente e gastar milhões de euros, por si só, não é suficiente. Só havendo uma identidade própria, um modelo de jogo enraizado e uma escola de qualidade permite a um clube tornar-se verdadeiramente gigante e almejar ganhar tudo como, na verdade, o Barça já ganhou.

Veremos se, no futuro, as equipas europeias pegam no modelo do Barça e tentam adaptá-lo à sua realidade ou se, ao invés, continuam a pensar que gastar milhões em meia dúzia de estrelas lhes garantirá sucesso imediato. Penso que os últimos dois anos de confronto: Real Madrid-Barcelona pode auxiliá-los na resposta…

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Miccoli faz o segundo no Liverpool-Benfica (05/06)

Amanhã, pelas 20h05 (adoro o facto de o jogo não começar às 20h), voltam as grandes noites europeias ao Estádio da Luz. Desde a época 2005-2006 que não sentia o nervosismo, a ansiedade, a motivação e o desejo de ver o Benfica num grande jogo Europeu.

Nessa época, com uma equipa de qualidade bastante inferior à actual, que realizou uma época decepcionante a nível interno, tivemos o prazer de ver o SLB a derrotar o Manchester United, o Liverpool e a dar luta ao todo poderoso Barcelona de Ronaldinho, Deco, Eto’o, Xavi e companhia, que viria a sagrar-se campeão europeu numa final frente ao Arsenal.

Ajudámos a eliminar o Manchester United na fase de grupos da Champions. A equipa inglesa não estava muito forte, mas tinha Ronaldo, Giggs, Scholes, entre outros. O sorteio dos oitavos de final determinou nova viagem à terra dos bifes, agora à cidade dos Beatles, para defrontar o Liverpool. O confronto com esta equipa foi um “verdadeiro” duelo europeu. Duas grandes noites de futebol.

No estádio da Luz, o Benfica teve um jogo bastante difícil e previa-se um empate a zero. Contudo, nos últimos minutos na marcação de um livre à entrada na área, descaído para a direita, Petit, o “Pitbull”, mete a bola na cabeça de Luisão, o “ET”, e este coloca o Benfica à frente na eliminatória. Apesar da vitória, o Liverpool continuava a ser dado como favorito.

Na segunda-mão, em Anfield Road, o Benfica saiu do estádio aplaudido de pé por todos os adeptos do Liverpool. Num jogo muito difícil, com grande pressão do Liverpool, o Benfica soube gerir bem o jogo e utilizar o contra-ataque. Na primeira parte, Simão Sabrosa marcou um golão, num disparo de fora de área: Um míssil que só parou no fundo das redes de Reina. Na segunda-parte, “Rato” Miccoli num pontapé acrobático fez o 2-0. Benfica vencia num estádio mítico, e tinha como próxima adversário o grande favorito à vitória final, o Barcelona de Ronaldinho.

Na eliminatória com o Barcelona, o Benfica começou por empatar a zero em casa. Na segunda-mão todos pensavam que o Barcelona ia golear este Benfica. O Barcelona ganhou por 2-0, mas nunca me vou esquecer daquele lance em que o Simão, na segunda-parte, com o jogo em 1-0, falha um golo quase feito. Era o empate que nos dava a qualificação para as meias-finais. Apesar de sermos muito mais fracos, faltou-nos apenas um bocadinho assim.

Os jogos europeus são os jogos dos sonhos, da ilusão, onde tudo é possível! Os jogos europeus são como uma mulher linda: ficas nervoso, ansioso, mas não voltas atrás, pois sabes que tudo é possível, que vais dar o máximo, que vais sonhar e que no final esperas ganhar.

O futebol é isto: paixão, sonho, e acreditar que é possível tocar o céu. Eu acredito, apesar da maldição de Béla Guttmann (ele falou de Taça dos Campeões, não da Liga Europa – Euroliga na língua de Jesus).

Força Benfica!

Nota:

Canto marcado à maneira curta, Carlos Martins centra para a área, Javi Garcia cabeceia, Luisão encolhe-se mas a bola vai contra ele, e no ressalto Luisão fuzila Eduardo. GOLO do Benfica!

O Benfica ganhou a primeira de 6 finais até ao final do campeonato. 6 finais para gerir 6 pontos de vantagem, o que parece fácil, mas poderá ser bastante difícil. Não podemos esquecer que duas das finais serão contra o Sporting e o Porto.

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