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Posts Tagged ‘Fábio Júnior’

Golo de Saleiro foi insuficiente para o Sporting

Após mais uma jornada em que o FC Porto fez o que, na verdade, tem feito desde que o campeonato começou: ganhar (desta vez, em casa, diante da Olhanense por 2-0), o Sporting demonstrou que algo vai muito mal para os lados de Alvalade, pois a equipa leonina empatou, em casa, diante do Nacional (1-1) e, assim, somou o terceiro jogo seguido sem vencer para o campeonato. Braga (venceu a Naval, em casa, por 3-1) e Benfica (venceu o Marítimo, nos Barreiros, por 1-0), por sua vez, não vacilaram e continuam na perseguição ao líder isolado FC Porto.

FC Porto 2-0 Olhanense

Dois golos, um do estreante Otamendi (23′) e outro de Hulk (45′) fizeram toda a diferença perante uma equipa algarvia bem organizada, mas incapaz de contrariar a superioridade dos portistas. A equipa portista jogou bem, continuando a demonstrar grande fluidez ofensiva e homogeneidade em todos os sectores e, na verdade, podia ter alcançado resultado mais alargado, mas esse seria um castigo algo pesado para o Olhanense.

Braga 3-1 Naval

Depois de três jogos sem vencer, a equipa bracarense regressou aos triunfos diante de uma equipa da Figueira da Foz que se revelou demasiado macia e que, para piorar o seu panorama, foi infeliz na forma como sofreu os dois primeiros tentos. Na verdade, os dois primeiros golos da equipa arsenalista caíram um bocado do céu e sem que os bracarenses tivessem feito muito por isso, contudo, também foram um castigo para a falta de ambição da Naval. Após os golos de Mossoró (27′) e Orestes (51 p.b.), o jogo ficou decidido, pois a equipa visitante nunca foi capaz de reagir intensamente à desvantagem, ainda que o marcador ainda tenha sofrido alterações graças aos golos de Paulo César (81′) para o Braga e de Fábio Junior (90′) para a Naval.

Marítimo 0-1 Benfica

O Benfica está em crescendo de forma e acabou por sofrer bem mais do que seria expectável diante de um Marítimo que lhe foi inferior em todos os aspectos do jogo. Os encarnados dominaram do princípio ao fim, mas foram bastante perdulários, podendo, inclusivamente, ter sofrido dissabores num dos poucos contra-ataques dos madeirenses. Ainda assim, aos 57 minutos, Fábio Coentrão encontrou, finalmente, o caminho da baliza e descansou o Benfica, que, até final, esteve mais perto do segundo golo que os madeirenses da igualdade.

Sporting 1-1 Nacional

O pesadelo leonino teve mais um episódio no empate caseiro diante do Nacional. Num jogo em que o Sporting voltou a apresentar todos os defeitos que caracterizam o seu futebol (lentidão, ausência de ideias, baixa criatividade, etc), tudo podia ter sido mais risonho quando, aos 64 minutos, após cruzamento de Vukcevic, Saleiro fez excelente remate de primeira e colocou os leões em vantagem. Pensou-se que o Sporting teria o pássaro na mão, todavia, a onze minutos do fim, num lance de insistência, Danielson, com outro excelente pontapé, igualou a partida e colocou sombras ainda mais densas no panorama da equipa de Alvalade.

Nos outros jogos, destaque para o triunfo da Académica (3-1, em casa, diante do V. Guimarães) que, assim, subiu ao segundo lugar. A jornada seis concluiu-se com o U. Leiria 1 Rio Ave 0, Portimonense 1 Beira-Mar 0 e V. Setúbal 1 Paços de Ferreira 0.

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Belluschi festeja o seu grande golo

Afinal ainda não foi desta que houve campeão na Liga Sagres. O Benfica, que apenas precisava de um ponto no Estádio do Dragão, acabou por sair derrotado por três bolas a uma, num encontro em que não foi capaz de aproveitar a superioridade numérica de que dispôs durante grande parte do desafio. Assim sendo, o Sp. Braga, que venceu o Paços de Ferreira (1-0), garantiu o acesso à Liga dos Campeões e, também, a possibilidade de lutar pelo título até à última jornada.

 

FC Porto 3-1 Benfica

A equipa encarnada sabia que um empate era suficiente para se sagrar campeão nacional, mas até entrou ao ataque no desafio. As águias até tiveram algumas oportunidades como um remate de Di Maria, à trave, todavia, não souberam concretizar, acabando punidas, em cima do intervalo, por um excelente golo de cabeça de Bruno Alves.

Na segunda metade, o FC Porto entrou melhor, mas pensou-se que o jogo pudesse pender para os encarnados após a expulsão de Fucile (51′), por pretensa simulação de penalti. De facto, as águias empatariam pouco depois, num lance de insistência de Luisão e pensou-se que, contra dez, o título já não lhes fugiria.

Puro engano, os azuis e brancos encheram-se de brio e, até final do desafio, não deram hipóteses aos encarnados. Farías (59′) e Belluschi (83′), marcaram dois tentos e colocaram o resultado final em três a um para os portistas. Um resultado, que, ainda assim, não deixou os portistas totalmente satisfeitos, pois a vitória bracarense significou o adeus definitivo à “Champions”.

Por outro lado, os benfiquistas precisam de um empate, na última jornada, em casa, diante do Rio Ave, para se sagrarem campeões nacionais.

Sp. Braga 1-0 P. Ferreira

Sentiram a pressão os bracarenses e fizeram, provavelmente, um dos jogos mais fracos da época. A equipa apresentou-se muito nervosa e encontrou no Paços, um adversário que lhes complicou bastante a vida. Ainda assim, os bracarenses foram sempre mais perigosos e acabaram por chegar à vitória, por Meyong (54′), após um deslize de Coelho, que não conseguiu agarrar uma bola muito fácil. Este resultado garantiu ao Sp. Braga, a festa do primeiro acesso à Liga dos Campeões e a possibilidade de lutar pelo título até à última jornada.

Sporting 0-1 Naval

Já vimos este filme diversas vezes. Quando pensamos que o Sporting está impossibilitado de descer mais baixo, logo os leões se apressam a surpreender-nos. Em Alvalade, perante um estádio quase vazio e perante um adversário tranquilo, os leões fizeram mais um jogo fraco e sem alma, acabando por conseguirem a proeza de perderem o desafio perante uma Naval que, apesar de bem, só defendeu. O golo acabou por surgir na segunda parte, por Fábio Júnior (63′), numa bonita jogada de contra-ataque.

Apesar de tudo, os verde e brancos garantiram o quarto lugar, pois o seu concorrente directo (V. Guimarães) não passou do empate em Vila do Conde (0-0).

Rio Ave 0-0 V. Guimarães

O V. Guimarães apresentou-se em Vila do Conde com vontade de garantir, de uma vez por todas, o acesso à Liga Europa. Todavia, teve muitas dificuldades, pois encontrou um Rio Ave muito organizado no seu sector defensivo e que tentava sair para o contra-ataque sempre que possível. Ainda assim, foi um jogo com poucas oportunidades de golo e que acabaria com uma igualdade a zero bolas. Um resultado, que acabou com o sonho vimarenense de chegar ao quarto lugar e os obriga a empatar, na última jornada, em casa, diante do Marítimo, para garantirem o quinto.

Olhanense 1-0 Leixões

Em Olhão, só a vitória interessava ao Leixões para continuar a sonhar com a manutenção. Perante um adversário a quem bastava o empate, a equipa de Matosinhos procurou mais o golo e a vitória, mas acabou punida, perto do fim do desafio, por um golo de Djalmir (87′). Este resultado significou o regresso do Leixões à Liga Vitalis.

 

Nos outros desafios, as equipas madeirenses tiveram sortes diferentes, pois o Marítimo venceu o V. Setúbal (2-0) e o Nacional empatou em Coimbra, diante da Académica (3-3). Apesar de tudo, ambos podem chegar à Liga Europa. O Nacional precisa de vencer o Sp. Braga e rezar por uma vitória maritimista em Guimarães, enquanto ao Marítimo resta vencer o Vitória e torcer para que o Nacional não vença os bracarenses; Por fim, no Restelo, o condenado Belenenses despediu-se dos associados de forma digna, esmagando o Leiria (5-2).

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A união dos jogadores do BenficaMarselha 1 – 2 S.L. Benfica
 
Os franceses adiantam-se no marcador por Niang (70 min). Maxi Pereira (75), através de um remate de fora da área, e Alan Kardec, ao cair do pano, operam a reviravolta no marcador.

 S.L. Benfica 2 – 1 Liverpool

O Liverpool adianta-se no marcador logo no inicio do jogo. Após um lance de bola parada e graças a uma falha escandalosa da defesa do Benfica, Agger aparece sozinho para colocar o marcador em 1-0 para o Liverpool.

Mas Óscar “Tacuara” Cardozo marca duas grande penalidades na segunda parte e o marcador fica favorável ao Benfica. Tenho de admitir que o meu coração parou quando o paraguaio fez uma paradinha na segunda grande penalidade.

Naval 2 – 4 S.L. Benfica

Foi o pior inicio de jogo do Benfica esta época, a defesa parecia manteiga e a equipa parecia estar a dormir. Fábio Júnior consegue ganhar em velocidade a David Luiz e a Maxi Pereira. Na primeira jogada marca o primeiro, na segunda oferece o golo a Bolívia.

Neste momento a equipa renasceu, e Weldon (mais um dos “esquecidos” falados num dos últimos artigos) marcou dois golos e fez o empate. Depois Di Maria, após um passe magistral de David Luiz, fez o 2-3. E, para fechar o marcador, Óscar Cardozo ainda fez o golo da praxe no início da segunda-parte e acabou com o jogo.

O que têm estes jogos em comum?

Os jogos acima marcam uma fase da época do Benfica, uma fase estranha onde as reviravoltas têm sido normais. Podemos ver isto pelo lado negativo e dizer que o Benfica só consegue reagir depois de ser provocado, mas podemos também enaltecer a força do Benfica que lhe permite virar os resultados. Eu prefiro focar-me na segunda hipótese

Chegamos a uma altura da época em que todos os jogos são finais e onde a força psicológica ganha maior relevo, sobrepondo-se, até certo ponto, à força física. O Benfica é uma equipa que acusa alguma fadiga, mas que quer ganhar, que está unida, que sabe quais os seus objectivos.

Estes jogos mostraram que, no Benfica, todos têm a cabeça no mesmo local, todos remam para o mesmo lado e todos estão disponíveis para lutar e honrar a camisola que vestem. No Benfica não existem titulares, não existem suplentes, existe um plantel, onde todos são importantes, mas, acima de tudo, onde o nível de exigência é muito alto (graças a Jorge Jesus). Só esta exigência pode explicar que Weldon tenha ficado tanto tempo de fora e só tenha voltado nesta altura e logo com dois golos.

Esta força, esta união, esta exigência, isto é o BENFICA!

Força Benfica!

Nota:

Em Anfield Road, apesar de termos uma equipa cansada, com menos dois dias de descanso, EU ACREDITO! 

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Os primeiros doze minutos do jogo na Figueira da Foz foram um pesadelo para os encarnados que se viram a perder 0-2 e surpreendentemente manietados pela Naval. Todavia, o Benfica reagiu bem e venceu 4-2, mantendo a diferença de seis pontos para o Braga, que, num jogo bastante polémico, venceu o V. Guimarães, em casa, por três bolas a duas. Quem continua a demonstrar que está a crescer neste final de época é o FC Porto (3º), que venceu, em casa, o Marítimo por quatro bolas a uma e continua a apenas cinco pontos do Sp. Braga.

 

Naval 2-4 Benfica

O jogo começou como ninguém, por certo, esperava. A Naval entrou sem medo num 4-5-1 e, graças à velocidade e qualidade do seu avançado Fábio Júnior, foi colocando a defesa encarnada em sobressalto. Rapidamente, a equipa da Figueira da Foz chegava à baliza encarnada e, nos primeiros doze minutos, marcou duas vezes. Primeiro, por Fábio Junior (2´) e depois por Bolívia (12′).

A perder dois a zero, pensou-se que o Benfica iria ter muitas dificuldades em reagir até porque nunca havia recuperado de uma diferença de dois golos esta temporada, contudo, Weldon, no espaço de dois minutos (16′ e 18′) fez dois golos à ponta de lança e colocou o Benfica empatado a dois golos. A partir daqui, o cariz do jogo mudou completamente e passou o Benfica a dominar completamente o desafio. Assim sendo, foi sem surpresa que as águias, ao minuto 38, viram Di Maria fazer o 2-3, resultado com que se chegou ao intervalo.

Na segunda parte, o Benfica foi uma equipa concentrada e cedo ampliou a vantagem para 2-4, com um golo de Cardozo (55′). A partir desse momento, os encarnados perceberam que a vitória não lhes iria fugir e limitaram-se a controlar o encontro até final sem grandes sobressaltos.

O Benfica está, assim, mais perto do título, pois mantém os seis pontos de vantagem sobre o Braga, quando apenas faltam cinco encontros para disputar.

Braga 3-2 V. Guimarães

Jogo muito polémico em Braga entre o Sporting local e o V. Guimarães. Cedo se percebeu que o árbitro não estava bem, pois, logo no início do encontro viu um penalti de Moisés que não existiu e só a intervenção do fiscal de linha evitou o erro crasso. Ainda assim, no que a futebol diz respeito, o jogo foi intenso, com Rui Miguel a colocar os vimarenenses em vantagem e Alan, de penalti, e antes do intervalo a fazer o 1-1.

Na segunda parte, os bracarenses procuraram a vitória que lhes permitiria continuar a lutar pelo título e defender a segunda posição. Nesse seguimento, o Braga chegaria à vantagem na sequência de um penalti cuja falta parece ser feita fora da área. Ainda assim, alheio à polémica, Meyong não desperdiçou a hipótese e fez o 2-1, aos 79 minutos.

No entanto, as trapalhadas de Artur Soares Dias continuaram e, já nos descontos, o árbitro entendeu que uma carga normal de Moisés na área era caso para penalti e, Andrezinho, chamado à marcação fez o 2-2.

Pensava-se que já nada de mais podia acontecer, todavia, um minuto depois, Rentería simulou de forma escandalosa dentro da área e o árbitro voltou a marcar penalti. Gerou-se a confusão, mas, no meio de muitas expulsões de jogadores do Vitória, Meyong manteve a calma e fez o 3-2 final, que permite aos bracarenses continuarem a sonhar com o título.

FC Porto 4-1 Marítimo

Os portistas até nem entraram bem no desafio, pois, logo aos 15 segundos, Taka abriu o activo para os madeirenses. Todavia, em pouco tempo, Falcao (4′) e Raúl Meireles (8′) deram a volta ao resultado. Os dragões continuaram a dominar o jogo e, até ao final do mesmo, Falcao ainda bisou e Hulk fez o 4-1 final. Com este resultado, o FC Porto prova que está em claro crescimento e mantém-se na luta pelo segundo lugar, pois encontra-se a apenas cinco pontos do Sp. Braga.

Sporting 5-0 Rio Ave

O Sporting solidificou o quarto lugar com uma goleada diante do Rio Ave por cinco bolas a zero. A equipa leonina dominou totalmente o encontro e Yannick foi o jogador em destaque ao fazer um hat-trick. Liedson e João Moutinho também faturaram num desafio marcado por grandes golos, nomeadamente o quinto, que surgiu num pontapé acrobático de Yannick Djaló. Os leões aproveitaram, ainda, o desaire do V. Guimarães em Braga e têm, agora, cinco pontos de vantagem sobre os vimaranenses

 

Nos outros jogos destaque para o empate do Beleneneses em P. Ferreira (0-0) num resultado que afunda ainda mais os azuis e coloca o Paços longe da Europa; Destaque para a derrota do Leixões na Madeira, diante do Nacional (0-1), que aliado ao empate entre Vitória de Setúbal e Olhanense (2-2), coloca a equipa de Matosinhos em situação cada vez mais delicada; E, por fim, destaque para o empate do Leiria em Coimbra (0-0), que mantém os leirienses na luta pelo acesso à Liga Europa.

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