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Posts Tagged ‘FC Copenhaga’

O primeiro obstáculo europeu do Vitória de Guimarães na caminhada para chegar à fase de grupos da Liga Europa é uma equipa dinamarquesa da qual o público português terá uma leve memória, pois defrontou o Sporting na Taça UEFA (2001/02), tendo na altura sido vergada a duas derrotas com os leões (0-3 e 2-3) e consequente eliminação da prova. Clube com apenas doze anos e ainda sem nenhum título importante, o FC Midtjylland tem sofrido injecções financeiras para quebrar a hegemonia dos dois principais clubes dinamarqueses (FC Copenhaga e Brondby), mas é bem notório que ainda terá um longo caminho a percorrer.

O FC Midtjylland actua no MCH Arena

Quem é o FC Midtjylland?

O FC Midtjylland foi fundado a 2 de Fevereiro de 1999 como resultado da fusão do Ikast FS e do Herning Fremad e chegou à primeira divisão dinamarquesa em 2000/01, tendo garantido logo um quarto lugar na estreia na competição.

Até este momento, os “lobos” já foram vice-campeões dinamarqueses por duas vezes (2006/07 e 2007/08) e estiveram presentes em quatro finais da Taça da Dinamarca, mas nunca conseguiram conquistar qualquer título.

Na temporada passada, o FC Midtjylland terminou o principal campeonato da Dinamarca na quarta posição, atrás de FC Copenhaga, Odense e Brondby.

Em termos europeus, a equipa dinamarquesa está na sua sexta participação nas provas da UEFA, sendo que a sua melhor campanha foi em 2002/03, quando atingiu a segunda eliminatória da Taça UEFA, caindo, nessa altura, aos pés do Anderlecht (1-3 e 0-3).

O plantel do FC Midtjylland

Como joga?

Como quase todas as equipas escandinavas, o FC Midtjylland actua preferencialmente em 4x4x2, sendo uma equipa bastante forte fisicamente e habitualmente perigosa nas bolas paradas.

Ainda assim, já é uma equipa com um nível técnico bastante razoável, dispondo de vários jogadores africanos para o ataque como Nworun, Igboun ou Izunna Uzochukwu, que garantem ao FC Midtjylland um bom nível de imaginação e improvisação.

No último jogo que efectuou (venceu os galeses do TNS por 5-2), o FC Midtjylland apresentou o seguinte onze: Kasper Jensen; Ipsa, Sivebaek (Izunna, 69′), Lauridsen e Juelsgard; Borring, Jakob Poulsen (Kasper Hansen, 46′), Albaek e Danny Olsen; Nworun e Igboun (Hvilsom, 46′).

Jakob Poulsen tem 17 internacionalizações

Quem é que o Vitória deve ter debaixo de olho? – Jakob Poulsen

O jogador de maior renome do plantel do FC Midtjylland é claramente o médio-centro que representou a Dinamarca no Mundial 2010: Jakob Poulsen.

Nascido a 7 de Julho de 1983, em Varde, Dinamarca, Jakob Bendix Uhd Poulsen iniciou a sua carreira no Esbjerg, onde permaneceu entre 2002 e 2006, efectuando 107 jogos e marcando 19 golos.

Essas boas exibições valeram-lhe uma transferência para o futebol holandês e para o Heerenveen, onde o internacional dinamarquês permaneceu durante dois anos e meio, mas onde nunca se assumiu como titular absoluto, preferindo regressar à Dinamarca no Verão de 2008.

Desde que regressou ao país natal, esteve duas temporadas no Aarhus, antes de se transferir para o Midtjylland logo após a sua participação no Mundial 2010 ao serviço da Dinamarca.

Jogador de grande polivalência (pode jogar como defesa-central, médio-centro, médio-direito ou até “dez”), é no miolo do meio-campo que Jakob Poulsen se sente melhor. Com bom pulmão, inteligência posicional, excelente capacidade recuperadora, boa qualidade de passe e frieza na finalização, trata-se de um médio todo o terreno a que o Vitória de Guimarães deverá dar a máxima atenção.

As possibilidades do Vitória de Guimarães

Em condições normais, o quinto classificado do campeonato português é sempre favorito perante o quarto do campeonato dinamarquês, contudo, há que ter atenção a algumas condicionantes que equilibram este confronto entre o Vitória de Guimarães e o FC Midtjylland.

Primeiro, o campeonato dinamarquês já iniciou e, para além disso, o FC Midtjylland já efectuou dois jogos europeus diante dos galeses do TNS, o que lhe garante uma superior capacidade física e óbvio ritmo competitivo.

Por outro lado, os primeiros ensaios do Vitória de Guimarães não foram animadores (derrotas com Rio Ave e Desportivo das Aves), o que também pode não ser positivo em termos anímicos para os minhotos.

Ainda assim, estou convicto que os vimaranenses têm todas as condições de superarem este obstáculo e seguirem, por direito próprio, para o playoff de acesso à fase de grupos.

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O primeiro adversário do Sport Lisboa e Benfica na sua caminhada para a fase de grupos da Liga dos Campeões é o maior clube turco a actuar fora de Istambul, o Trabzonspor. Ofuscado pela grandeza dos três gigantes da cidade que faz a fronteira entre a Europa e a Ásia, o clube de Trabzon, cidade nas margens do Mar Negro, é um dos históricos da Turquia, tendo conquistado seis campeonatos, oito taças e oito supertaças. Para além disso, participou inúmeras vezes nas competições da UEFA, tendo como melhor registo a participação nos oitavos de final da Taça UEFA em 1991/92 (eliminado pelos dinamarqueses do FC Copenhaga) e 1994/95 (eliminado pelos italianos da Lázio).

O Hüseyin Avni Aker é o Estádio do Trabzonspor

Quem é o Trabzonspor?

O Trabzonspor foi fundado em 1967 por fusão de dois clubes de Trabzon, o Idmangücü e o Idmanogagi. Esta união foi forçada pela Federação turca que, na altura, procurava criar uma Liga de futebol mais competitiva.

A Tempestade do Mar Negro (alcunha do clube) permaneceu na segunda divisão até à época 1973/74 quando venceu o campeonato secundário e foi promovido à primeira divisão turca.

A partir desse momento, o Trabzonspor viveu o momento mais alto da sua história, pois entre 1975 e 1984 foi campeão turco por seis vezes e, quando não venceu o campeonato, acabou na segunda posição. Foi uma época gloriosa em que a equipa teve jogadores do calibre de Senal Günes e Turgay Semircioglu e em que também conquistou três taças da Turquia.

Todavia, desde 1984, o Trabzonspor decaiu de rendimento e nunca mais voltou a ser campeão. Ainda assim, venceu cinco taças da Turquia e jogou inúmeras vezes nas competições europeias, mantendo-se como um dos quatro gigantes do campeonato turco. Na última temporada, o clube do Mar Negro esteve muito perto de conquistar o título nacional, mas perdeu-o no confronto directo com o Fenerbahçe (3-2 e 0-2) após ambas as equipas terem terminado o campeonato turco com 82 pontos.

Como joga?

A equipa do Trabzonspor é um conjunto tipicamente turco, ou seja, denota uma qualidade técnica razoável e é muito aguerrido, disputando cada bola como se a sua vida dependesse disso.

Em termos tácticos, a Tempestade do Mar Negro costuma alternar entre o 4x4x2 e o 4x3x3, sendo que normalmente é do meio-campo para a frente que se verificam mais alterações no onze.

Apesar de terem perdido jogadores muito importantes como o brasileiro Jajá Coelho e o internacional turco Umut Bulut, a equipa de Trabzon continua com um conjunto bastante forte, conseguindo ainda se reforçar com excelentes jogadores como o médio-ofensivo Halil Altintop, o trinco marfinense Didier Zokora e o avançado brasileiro Paulo Henrique.

No último jogo particular, o Trabzonspor empatou (1-1) com o Charleroi e apresentou a seguinte equipa: Bora; Celustka, Mustafa (Sezer, 79m), Aykut e Ferhat (Piotr Brozek, 46m); Mehmet Cakir, Colman (Zokora, 46m), Baris (Glowacki, 46m) e Sercan (Serkan, 46m); Pawel Brozek (Paulo Henrique, 46m) e Halil Altintop (Adrian, 68m).

Zokora com a camisola da Costa do Marfim

Quem é que o Benfica deve ter debaixo de olho? – Didier Zokora

O reforço mais sonante do vice-campeão da Turquia para esta temporada é claramente o médio-centro marfinense ex-Sevilha: Didier Zokora.

Nascido a 14 de Dezembro de 1980 em Abidjan, Costa do Marfim, Alain Didier Zokora-Déguy iniciou a sua carreira no Mimosas do seu país natal, tendo chegado ao campeonato belga e ao Genk em 1999. No Racing Genk permaneceu até 2004, tendo inclusivamente ganho o campeonato da Bélgica em 2001/02.

Após essa primeira experiência no futebol europeu, Zokora haveria de jogar duas épocas no St. Étienne, três no Tottenham e duas no Sevilha, tendo-se assumido sempre como uma peça fulcral em todos esses importantes clubes do Velho Continente até chegar, esta temporada, ao Trabzonspor.

Neste momento, com 30 anos, Zokora é um médio-centro muito experiente e de perfil defensivo, caracterizando-se pela raça e inteligência posicional que pautam o seu jogo. Importantíssimo nos equilíbrios defensivos da sua equipa, é um jogador apenas mediano em termos técnicos, arriscando pouco em termos de passe ou de drible e raramente festejando um golo.

Ainda assim, a sua função dentro de campo é mais destrutiva que construtiva e, assim, as suas limitações técnicas são pouco importantes para o principal objectivo do internacional marfinense dentro das quatro linhas que passa por equilibrar a sua equipa e contrariar os criativos do adversário.

No último jogo oficial com uma equipa turca (Galatasaray) o Benfica perdeu (0-2)

As hipóteses do Benfica

Apesar do Trabzonspor ser um adversário com qualidade, tenho a certeza que, em comparação com a equipa portuguesa, está uns bons furos abaixo em termos de qualidade colectiva e individual.

No entanto, não nos podemos esquecer que no último desafio que o Benfica fez com uma equipa turca a contar para as provas da UEFA (Taça UEFA 2008/09), saiu derrotado pelo Galatasaray (0-2), em pleno Estádio da Luz.

Assim sendo, o Benfica terá de encarar o desafio com profissionalismo e o seu sector recuado terá de estar mais próximo daquele que os encarnados esperam e anseiam para 2011/12, de forma a que não tenha dificuldades em superar este obstáculo turco e siga para o último degrau até à fase de grupos da “Champions League”.

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Zohore é um talento dinamarquês

No FC Copenhaga actua um dinamarquês de origem marfinense que tem tudo para ser um dos grandes pontas de lança da nova geração: Kenneth Zohore.

Nascido a 31 de Janeiro de 1994, em Copenhaga, Kenneth Dahrup Zohore é filho de um marfinense que, curiosamente, é primo da super-estrela Didier Drogba, tendo iniciado a sua carreira nas camadas jovens do modesto Skjold, com apenas sete anos de idade.

Depois de uma passagem pelo KB, Kenneth Zohore chegou ao FC Copenhaga em 2010, tendo se estrado na equipa principal do gigante da capital dinamarquesa a 7 de Março de 2010, numa vitória diante do AGF (5-0), quando tinha apenas 16 anos e 37 dias, tornando-se no jogador mais novo de sempre a estrear-se no principal escalão da Dinamarca.

Desde que se estreou pelo FC Copenhaga, Kenneth Zohore já fez 16 jogos (1 golo), notando-se que vai conquistando o seu espaço, devagarinho, na equipa, não saltando etapas da sua formação.

Goleador da selecção sub-17 da Dinamarca

Kenneth Zohore é um ponta de lança muito possante e com um físico impressionante (1, 88 metros, 85 kg), jogando muito bem de costas para a baliza e sendo muito difícil de marcar. Pelas suas características, podemos imaginar que se trata de um “target man” puro, daqueles que ficam parados à espera da bola, mas o internacional sub-19 dinamarquês é muito mais que isso.

Apesar do seu físico, Zohore é um jogador muito móvel e rápido, sendo extremamente perigoso quando embala em velocidade. Bom de cabeça e a rematar com os dois pés (preferencialmente o esquerdo), o dinamarquês é também um jogador com boa visão de jogo, sabendo verificar quando um colega está em melhor posição para facturar.

Podendo jogar tanto sozinho na frente, como na companhia de outro ponta de lança, Kenneth Zohore é, assim, um jogador com um talento impressionante e que, por certo, não demorará a dar o salto para um campeonato de maior renome. Neste momento, com apenas 17 anos e impressionantes números ao serviço da selecção dinamarquesa de sub-17 (18 jogos, 11 golos), trata-se de um avançado que devem seguir num dos próximos jogos do FC Copenhaga.

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Wendt com a camisola do FC Copenhaga

Falado como possível reforço do Sporting e, também do Benfica, Oscar Wendt é um dos grandes talentos do futebol escandinavo, actuando num dos gigantes dessa zona geográfica, os dinamarqueses do FC Copenhaga.

Nascido a 24 de Outubro de 1985 em Skövde, Suécia, Oscar Wendt cumpriu o seu percurso como jogador juvenil no IFK Skövde da sua terra natal, tendo se transferido para o IFK Gotemburgo em 2003.

No histórico clube que conta com duas taças UEFA no seu reportório, Wendt foi actuando pouco nas épocas de 2003 (9 jogos em todas as competições) e 2004 (14 jogos em todas as competições), apenas se assumindo como titular em 2005 (43 jogos, 3 golos) e na primeira metade da temporada 2006 (25 jogos, 1 golo).

A meio da época de 2006, o lateral-esquerdo sueco transferiu-se para o FC Copenhaga, que se preparava para iniciar o campeonato dinamarquês de 2006/07. Nesse clube da capital da Dinamarca, Oscar Wendt rapidamente se assumiu como uma peça fundamental do quarteto defensivo, sendo o dono absoluto do lado esquerdo do sector recuado e somando, até hoje, 129 jogos e cinco golos ao serviço do actual campeão dinamarquês.

Lateral seguro a defender e com grande qualidade no capítulo do cruzamento

Internacional sueco por 14 ocasiões, Oscar Wendt é um lateral-esquerdo de boa estampa física, que sabe defender o seu flanco e ajudar os centrais quando a bola é cruzada para o coração da área. Muito bom em termos posicionais, trata-se de um lateral que sobe muito bem pelo flanco canhoto, sendo evoluído tecnicamente e exímio a fazer cruzamentos para a área adversária, seja em lances de bola corrida ou de bola parada.

Pelas suas características, tanto pode funcionar como lateral ofensivo ou como defesa-esquerdo puro, dependendo pura e simplesmente das intenções do treinador, pois o internacional sueco irá actuar em ambas as situações com a mesma qualidade e entrega ao jogo.

Com 25 anos e grande experiência internacional por actuar tanto na selecção sueca como na Liga dos Campeões, Oscar Wendt será, certamente, um excelente reforço para o clube português que avançar para a sua contratação.

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Wass pode chegar a custo zero

Já dizem os populares que “Ano novo, vida nova”. E a direcção do Benfica parece que quis ouvir o povo e com o novo ano veio também uma nova política de contratações para o futebol profissional.

Depois de alguns anos a apostar em jogadores reconhecidos internacionalmente e caros, como Saviola e Aimar, e em jovens promessas, mas com passes valorizados em mais de 5 milhões de Euros, como Jara, Di Maria, Roberto, entre outros, parece que o Benfica mudou de política.

Neste mercado de Inverno vemos uma mudança mesmo analisando os pequenos ajustes feitos no plantel. As únicas contratações de Inverno foram o José Luiz Fernandez, médio-esquerdo vindo do Racing de Avellaneda, que custou cerca de 2 milhões de Euros (barato comparando com Jaras, entre outros) e Jardel, defesa-central ex-Olhanense, que custou quase 400 mil.

Mas o início do ano fica também marcado pela preparação da época 2011/2012, que está a ser pensada de forma completamente diferente do que fazia num passado recente.

Para a próxima época fala-se de muitas contratações (até demais). Fala-se do Nuno Coelho da Académica de Coimbra, Nolito do Barcelona B, Rodrigo Mora do Defensor Sporting, Carole do Nantes, Wendt do Copenhaga, Taiwo do Marselha, entre muitos outros.

Nestas contratações e possíveis contratações vemos algumas grandes diferenças em relação à política de contratações dos últimos anos: são jogadores jovens, em fim de contrato (estratégia muito utilizada pelo Sporting de Braga) e alvos apetecíveis a nível financeiro (apesar de jogadores como Nolito ou Taiwo exigirem grandes prémios de assinatura).

Outro sinal positivo é que o Benfica voltou a apostar timidamente no mercado português (Jardel e Nuno Coelho) e nas camadas jovens (Luís Filipe Vieira falou da hipótese de termos 4 a 5 jogadores formados no clube no plantel principal na próxima época).

Analisando então esta mudança repentina de política, penso que esta justifica-se por 2 motivos:

•  a direcção do Benfica percebeu que a situação económica que atravessa o futebol coloca novos desafios e os clubes portugueses só podem cometer loucuras se venderem muito ou se fizerem boas campanhas na Champions League (e a do Benfica foi péssima);
• a UEFA começa a apertar o cerco e “vai” implementar o fair-play financeiro a partir da época 2013/2014: vai proibir clubes que tenham dívidas de participar nas competições europeias.

Sejam quais forem os motivos, considero esta notícia bastante positiva para o Benfica, desde que o trabalho de prospecção seja feito com qualidade. Acredito que com um bom trabalho de prospecção é possível formar uma equipa forte, com capacidade para lutar pelo título nacional e fazer boa figura nas competições europeias sem gastar muito dinheiro.

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Estávamos a 24 de Abril de 1991, no minuto 89, da meia-final da Taça UEFA entre Roma e Brondby, num encontro disputado no Olímpico de Roma e o resultado saldava-se num 1-1, que, após o 0-0 da Dinamarca, colocava o Brondby na final da Taça UEFA (se passasse ia defrontar o Inter na final). Tudo corria bem e os escandinavos já faziam a festa quando o inevitável Rudi Völler fez o 2-1 e colocou a equipa romana na final prova europeia. Foi a ocasião em que os dinamarqueses estiveram mais perto de uma competição europeia em toda a sua história e, curiosamente, sabem quem é que o Internazionale eliminou na outra meia-final? Sim, foi o Sporting Clube de Portugal…

Quem é o Brondby

O Brondby foi fundado em 1964, começando na sexta divisão do futebol dinamarquês e demorou algum tempo a subir na escala futebolística daquele país escandinavo, pois apenas chegou à segunda divisão em 1977 e à primeira divisão no final da temporada de 1981.

No entanto, a partir de meados dos anos 80, a equipa escandinava, onde actuaram, nessa década, jogadores como Michael Laudrup e Peter Schmeichel, começou a conquistar bastantes títulos e a afirmar-se como a grande potência do futebol dinamarquês. Para terem uma ideia, o Brondby, nas décadas de 80 e 90, conquistou oito campeonatos da Dinamarca, três Taças da Dinamarca, 3 Supertaças e esteve presente nos quartos de final da Taça dos Campeões (1986/87) e nas meias-finais da Taça UEFA (1990/91).

Depois deste período de algum domínio no futebol dinamarquês, o Brondby, a partir da década de 2000, começou a contar com o crescimento do FC Copenhaga que passou a ser o grande dominador daquele campeonato escandinavo. Assim sendo, foi sem surpresa que o Brondby, desde 2000, apenas conquistou três campeonatos (o último foi em 2004/05), três Taças da Dinamarca e 2 Supertaças.

Na temporada transacta, o Brondby terminou o campeonato na terceira posição, atrás do campeão: FC Copenhaga e do vice-campeão: OB Odense.

Como joga

Ao contrário do anterior adversário do Sporting (FC Nordsjaelland) que tinha um sistema e uma atitude perante o jogo pouco “escandinava”, o Brondby é uma equipa de perfil tipicamente viking, ainda que, como costuma ser normal nas equipas da Dinamarca, não seja uma equipa totalmente “tosca”.

O Brondby actua num 4-4-1-1, tendo, como única nuance a um 4-4-2 clássico, a colocação do seu jogador de maior renome: o internacional sueco Alexander Farnerud, nas costas do ponta de lança, que deve ser o perigoso gambiano Jallow.

De resto, trata-se de uma equipa muito organizada, que raramente tem erros posicionais, mas que não prima muito pelo talento individual. Tem dois centrais muito competentes (Bischoff-Von Schlebrugge), um lateral direito muito ofensivo e que poderá provocar problemas a Evaldo (Wass) e um extremo esquerdo com grande qualidade e que até já jogou no Ajax (Khron-Dehli).

Em princípio, hoje, no Alvalade XXI, o Brondby deve apresentar o seguinte onze:

Jallow é um atacante perigoso

Quem é que os leões devem ter debaixo de olho – Jallow

O internacional gambiano é, por certo, um dos jogadores mais interessantes deste Brondby e, pelas suas características (1,85 metros e forte fisicamente), pode ser especialmente perigoso para a defesa leonina.

Jallow, de apenas 21 anos, iniciou a sua carreira aos 15 anos, no Wallidan do seu país natal. No entanto, o seu talento precoce era tão notório que, cerca de um ano depois, o gambiano assinou pelo Al-Ain dos Emirados Árabes Unidos.

Apesar de muito jovem, Ousman Jallow soube crescer no clube árabe, tendo, ainda, passado uma temporada (2006/07) no Raja Casablanca por empréstimo, numa etapa muito importante do seu crescimento como futebolista.

Depois desse empréstimo ao clube marroquino, o gambiano assumiu-se, definitivamente, como titular do Al-Ain e, provavelmente, no mais importante dos jogadores daquele clube dos Emirados Árabes Unidos. Assim sendo, foi sem surpresa que clubes como o Chelsea e o Arsenal se interessaram pelo seu concurso, ainda que, por problemas com o visto de trabalho, tornou-se impossível a sua saída para Inglaterra.

Aproveitou o Brondby que o contratou e não se arrependeu, pois desde 2008, o internacional gambiano assumiu-se como um excelente ponta de lança, muito rápido, forte e oportuno, que sabe finalizar, mas, ao mesmo tempo, servir os colegas. Ainda muito jovem, Jallow já fez 49 jogos (14 golos) pelo clube viking e é um jogador cada vez mais adulto e inteligente.

Um jogador muito interessante e que Paulo Sérgio deve saber como parar nesta eliminatória europeia.

As hipóteses leoninas

Como Paulo Sérgio disse, o Sporting é favorito para esta partida. Pela sua história, experiência europeia e soluções do plantel, os leões são superiores ao Brondby e disso não existe qualquer dúvida.

No entanto, o Sporting tem sentido muitas dificuldades neste início de época como se viu diante do FC Nordsjaelland e do P. Ferreira e este Brondby, sendo superior a qualquer um destes dois adversários, será, por certo, uma equipa bem complicada para uns verde e brancos em crescimento.

Assim sendo, terá de surgir um Sporting muito concentrado e sem lacunas na finalização para que o Brondby seja ultrapassado e a fase de grupos da Liga Europa seja uma certeza.

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O adversário do Marítimo nas competições europeias é bem conhecido dos adeptos portugueses em geral, pois, na época passada, defrontou o Benfica na fase de grupos da Liga Europa. Campeão da Bielorússia por seis ocasiões, o BATE é, neste momento, o clube mais representativo de um país que tem crescido no panorama clubístico europeu e será, por certo, um adversário bastante complicado para a equipa madeirense. Ainda assim, tendo em conta que os maritimistas podiam apanhar equipas como o PSV, o Estugarda ou o Aston Villa, temos de considerar que esta equipa bielorrussa acabou por ser um mal menor e abre algumas perspectivas de apuramento para o Marítimo.

Quem é o BATE Borisov

O BATE Borisov foi fundado em 1973 como Berezina Borisov, quando a Bielorússia ainda fazia parte da União Soviética e, até ao colapso desta, participou no campeonato da República Social Soviética da Bielorússia, um campeonato menor dentro da esfera futebolística da URSS. Durante o período em que disputou essa mesma competição, o BATE venceu-a por três ocasiões (1974, 76 e 79).

Após a independência da Bielorússia, o BATE mudou a sua designação para Fomalgaut Borisov, adoptando a sua actual designação em 1996. Os primeiros anos foram complicados para a equipa bielorrussa que viveu longe dos principais palcos, estreando-se no principal escalão apenas em 1998, ainda que tenha obtido logo um magnífico segundo lugar.

A partir desse momento, o BATE revelou-se no maior clube da Bielorússia, conquistando seis campeonatos e duas taças e sendo participante assíduo das competições europeias, com destaque para a presença nas fases de grupos da Liga dos Campeões (2008/09) e Liga Europa (2009/10).

Na época transacta, o BATE foi campeão nacional e, já nesta temporada, disputou a fase de acesso à Liga dos Campeões, eliminando o FH da Islândia (5-1 e 1-0), mas acabando afastado pelo FC Copenhaga dinamarquês (0-0 e 2-3).

Como joga

Normalmente o BATE actua em 4-4-2 losango e com uma estratégia de jogo tipicamente ex-soviética, ou seja, um abordagem fria ao jogo, tentando explorar o erro do adversário e, ao mesmo tempo, aproveitando as oportunidades que apareçam.

A defesa é o sector mais forte da equipa, pois esta tem dois bons laterais (Yurevich e Shitov), que dão enorme solidez ao sector recuado, ainda que apenas um consiga criar alguns desequilíbrios no ataque (Yurevich, o defesa-esquerdo) e uma excelente dupla de centrais (Bordachov-Sosnovsky), com destaque para Bordachov, que é um fantástico defesa, que também pode jogar como lateral-esquerdo e, inclusivamente, chegou a estar nas coagitações do Benfica.

Do meio campo para a frente, a equipa é menos forte, mas, ainda assim, há que destacar a qualidade do médio ofensivo brasileiro Bressan, um jogador muito criativo e por onde passa quase todo o jogo ofensivo do BATE e o ponta de lança Rodionov, um atacante que faz muitos golos e que chegou a jogar no Freiburgo.

Diante do Marítimo, a equipa bielorrussa deverá apresentar quase o mesmo onze que defrontou o FC Copenhaga, saindo apenas Radkov e entrando Shitov e, assim, é provável que actue da seguinte forma.

Rodionov disputa bola com David Luiz

Quem é que o Marítimo deve ter debaixo de olho – Rodionov

Aos 26 anos, Vitali Rodionov é um goleador bielorrusso que, provavelmente, merecia estar a jogar num clube de outra dimensão, pois tem valor para isso.

Produto das escolas do Lokomotiv Vitebsk, o internacional bielorrusso estreou-se pela principal equipa desse mesmo clube em 2001, quando tinha apenas 17 anos e fez, em duas temporadas, seis golos em 49 jogos.

Em 2003, trocou a equipa de Vitebsk pelo Torpedo Zhodino, também do campeonato bielorrusso. Nesse clube, a jogar na segunda divisão, Rodionov começou a assumir-se como um goleador, apontando 21 golos em 57 jogos e chamando a atenção do BATE que o contratou em 2005.

Desde que está no BATE Borisov, Rodionov assumiu-se como o goleador da equipa, apontando 45 golos em 96 jogos. Durante estes cinco anos, o internacional bielorrusso jogou sempre pelo adversário dos maritimistas, com excepção feita a um empréstimo de seis meses (Janeiro a Junho de 2009) ao Freiburgo da Alemanha, onde apontou quatro golos em doze partidas.

Avançado rápido e de boa técnica, Rodionov é um jogador que tem excelente faro de golo, sendo também letal no jogo aéreo. Mitchell Van der Gaag terá de ter a máxima atenção a este internacional bielorrusso, pois um mínimo de espaço dado a Vitali Rodionov pode ser fatal.

As hipóteses maritimistas

O passado recente do BATE e a sua maior experiência europeia levam-nos a dar ligeiro favoritismo à equipa bielorrussa neste compromisso europeu diante do Marítimo.

Ainda assim, adversários como o PSV, Aston Villa e Estugarda seriam adversários bem mais complicados para os madeirenses que, diante desta equipa bielorrussa, se estiverem concentrados e souberem ser pacientes, poderão conseguir eliminá-la e seguir para a tão desejada fase de grupos da Liga Europa.

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