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Podstawski é um

Podstawski é um “seis” com grande potencial

No último defeso, Rúben Neves agarrou a oportunidade que lhe foi oferecida e acabou por conseguir fazer parte do plantel do FC Porto para 2014/15, ainda que a lógica fizesse de Tomás Podstawski o futebolista que estaria na linha da frente para merecer essa aposta, até porque é dois anos mais velho e já tinha algumas rotinas de futebol sénior.

O médio-defensivo, contudo, encontrava-se ao serviço de uma selecção nacional de sub-19 que haveria de se sagrar vice-campeã no Europeu da categoria, perdendo então uma oportunidade, que poderá voltar a surgir um ano depois, potenciada pelo confirmado regresso de Casemiro ao FC Porto.

Muita experiência nas selecções jovens

Tomás Martins Podstawski nasceu a 30 de Janeiro de 1995 em Mozelos e o apelido explica-se pelo facto do médio-defensivo ser filho de pai polaco, tendo o atleta mesmo dupla-nacionalidade.

Apesar dessa ligação forte à Polónia, foi sempre nas selecções jovens portuguesas que Tomás Podstawski foi desenvolvendo o seu futebol, somando um total de 51 internacionalizações (quatro golos).

Aliás, neste momento, o jovem de 20 anos vai representando a selecção nacional de sub-20 no Mundial da Nova Zelândia, estando a ser peça fundamental num conjunto que, para já, encontra-se apurado para os quartos de final.

Dois anos a maturar na Segunda Liga

A nível clubístico, Tomás Podstawski iniciou o seu percurso no Boavista, mas cedo chegou ao FC Porto, clube que representa desde os 14 anos de idade, tendo percorrido os escalões de iniciado, juvenil, júnior e sénior.

Em 2011/12, ainda juvenil, chegou a estar mesmo presente no banco de um jogo da equipa principal do FC Porto, nomeadamente na pesada derrota averbada pelos azuis-e-brancos diante do Manchester City (0-4), isto em jogo dos dezasseis avos de final da Liga Europa.

Essa, contudo, foi a única vez que o internacional sub-20 português se aproximou da estreia na equipa principal, isto apesar de ter estado integrado no FC Porto B ao longo das últimas duas temporadas, tendo somado um total de 61 jogos na Segunda Liga.

Um “seis” que se desdobra em “oito”

Tomás Podstawski actua preferencialmente como médio-defensivo, posição onde exibe as suas maiores valências, que passam pela inteligente ocupação de espaços, excelente capacidade de antecipação e desarme.

Muito importante no equilíbrio defensivo das equipas onde actua, o jovem talento também é muito importante na primeira fase de construção, uma vez que tem uma boa técnica individual, sabendo tomar quase sempre as melhores decisões no capítulo do passe e/ou progressão com bola.

Aliás, em muitas ocasiões, Tomás Podstawski consegue funcionar mesmo como um “box-to-box”, faltando-lhe apenas maior dinâmica nas transições e capacidade no remate de meia distância para se assumir igualmente como um “oito” de pleno direito.

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AS

André Silva merece o salto já em 2015/16

Mais um jogo da selecção nacional de sub-20 e mais um triunfo, desta vez diante do Qatar (4-0), sendo que, tal como sucedeu diante do Senegal (3-0), novamente com um tento de André Silva, um ponta de lança que vai mostrando ser o principal candidato a suprimir a histórica lacuna da “Equipa das Quinas” ao nível do ponta de lança.

Afinal, aos 19 anos, e já com duas temporadas de Segunda Liga nas pernas (55 jogos e 10 golos pelo FC Porto B), o goleador azul-e-branco continua a mostrar capacidades para ser um futebolista de topo e, acima de tudo, características de ser um ponta de lança de equipa grande.

É que, ao longo da nossa história, foram imensos os jovens avançados que foram merecendo a etiqueta de “futuro ponta de lança da selecção”, mas a verdade é que, se muitos não tinham qualidade suficiente para esse desiderato, outros não reuniam características para serem um verdadeiro “nove” de referência de uma equipa de topo, acabando por perder-se ou evoluir para posições como a de segundo avançado ou extremo.

André Silva, contudo, apresenta todas as valências de um “matador”, sendo absolutamente letal na finalização com o pé direito ou com a cabeça, mas também mostrando qualidade técnica, mobilidade, inteligência na ocupação dos espaços e capacidade para tabelar com os colegas. Em suma, trata-se de um protótipo de um “nove” fixo, mas que oferece muito mais soluções que apenas uma referência à qual os colegas podem bombear bolas.

Agora, depois de dois anos de maturação na Segunda Liga ao serviço do FC Porto B, estará inclusivamente preparado para começar a somar minutos na equipa principal dos dragões, sendo que a mais do que provável saída de Jackson Martínez poderá facilitar-lhe esse objectivo.

É certo que, com esse hipotético abandono do internacional colombiano, e restando ao FC Porto apenas o camaronês Vincent Aboubakar, o jovem Gonçalo Paciência (outro grande talento, mas que vive constantes infortúnios com lesões) e o brasileiro Kléber (que esteve emprestado ao Estoril) será previsível que os azuis-e-brancos ainda assegurem outro ponta de lança no mercado internacional, ainda para mais com Adrián López a ter se assumido como um claro erro de casting.

De qualquer maneira, nem isso deverá travar a existência de algumas oportunidades para André Silva, futebolista que, afinal, fará muito mais sentido que funcione como “sombra” às principais referências ofensivas do FC Porto do que por exemplo Kléber, que, dada a sua experiência, não verá com bons olhos um regresso ao Dragão para ter uma utilização intermitente.

Aliás, na minha opinião, será mesmo um crime ignorar o André Silva. O futuro do ataque do FC Porto e da selecção A está ali e os 19 anos não poderão ser uma desculpa, como não foram os 17 de Rúben Neves

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André Silva é um finalizador letal

André Silva é um finalizador letal

Depois de alguns rumores de que poderia mudar-se para o estrangeiro, a verdade é que André Silva acabou por renovar contrato com o FC Porto até 2019, mantendo assim os azuis-e-brancos um ponta de lança que, pelas suas qualidades, poderá ser um dos jogadores que poderá ajudar a terminar com os crónicos problemas que Portugal revela há imensos anos ao nível da posição “nove”.

André Miguel Valente da Silva nasceu a 6 de Novembro de 1995, em Gondomar, e passou pelas camadas jovens do Salgueiros e do Boavista antes de chegar ao FC Porto, onde tem consolidado o seu estatuto de grande promessa do futebol português.

Na equipa B dos azuis-e-brancos, que representa desde a temporada transacta, já soma 26 jogos (quatro como titular) e três golos, sendo que os números poderiam ser ainda mais significativos se o internacional sub-19 português não tivesse ficado afastado da equipa durante grande parte da actual temporada, isto devido à demora no seu processo de renovação com o FC Porto.

Um verdadeiro homem de área

André Silva é um puro “nove” de área, que se destaca essencialmente por ser um finalizador frio e eficaz, que raramente desperdiça uma verdadeira oportunidade de golo, seja com a cabeça ou com os pés.

Muito trabalhador e com uma maturidade assinalável para os seus 19 anos, o jogador do FC Porto B é também um ponta de lança que joga muito bem de costas para a baliza e que apresenta uma mobilidade assinalável, sabendo cair para os flancos sempre que necessário.

Por fim, pela sua envergadura física (185 cm e 77 kg) e a referida capacidade de trabalho, é então um atacante que vai desgastando as defesas contrárias, sendo claro que se trata de um “nove” completo e que, a manter a evolução, chegará certamente aos grandes palcos nacionais e internacionais.

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Stefanovic no Santa Clara

Stefanovic no Santa Clara

Na equipa B do FC Porto actua um guarda-redes sérvio de grande talento e potencial, que já levava um ano de futebol português ao serviço do Santa Clara: Igor Stevanović.

Igor Stefanović nasceu a 17 de Julho de 1987 em Svrljig, Sérvia, e iniciou a sua carreira no Radnicki Nis, clube onde se estrou profissionalmente em 2004/05. Nesse modesto clube sérvio, o guarda-redes haveria de fazer 51 jogos oficiais, até se transferir para o Zemun a meio da temporada 2006/07.

A partir desse momento, o guarda-redes passou a actuar com menos frequência, tendo passado também por clubes como o FK Vozdovac e o Borac, antes de chegar aos macedónios do Rabotnicki em 2010/11. Nesse clube de Skopje, Igor Stefanović fez 14 jogos e as suas boas exibições valeram-lhe uma transferência para o Santa Clara.

No clube açoreano, o guarda-redes sérvio foi titularíssimo (38 jogos) em 2011/12, chamando à atenção do FC Porto, que o contratou para esta temporada de 2012/13, colocando-o na recém-criada equipa B azul-e-branca, onde já leva 15 jogos realizados.

Como joga?

Igor Stefanović é um guarda-redes de grande porte atlético, mostrando-se eficaz e destemido nos lances aéreos. Inteligente no posicionamento e elástico, o sérvio é capaz de defesas de grau de dificuldade muito elevado, ainda que prefira a segurança e a sobriedade à espectacularidade.

Neste momento, com 25 anos, e com grande potencial, trata-se de uma aposta de futuro dos azuis-e-brancos que, por certo, acreditam que o sérvio poderá chegar à equipa principal em breve.

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Fábio Martins pode vir a ser um falso extremo de renome

Na equipa B do FC Porto actua um avançado de grande talento individual e que pode singrar com facilidade na faixa média-alta do futebol português: Fábio Martins.

Fábio Santos Martins nasceu a 24 de Julho de 1993 em Mafamude e é um produto das escolas do FC Porto, tendo passado por todas as etapas de formação dos azuis-e-brancos até chegar ao futebol sénior.

Esta temporada, no rescaldo de uma excelente época de 2011/12 na equipa de Juniores (13 golos em 31 jogos), Fábio Martins foi integrado na equipa do FC Porto B, procurando continuar a evoluir o seu talentoso futebol. Neste momento, o talentoso jogador já leva nove encontros realizados pelo conjunto secundário azul-e-branco.

Como joga?

Fábio Martins é um atacante que actua preferencialmente sobre as alas, sendo veloz, tecnicista e bastante efectivo com a bola nos pés. Inteligente e objectivo, procura sempre a baliza, sendo usual que marque bastantes golos, mesmo jogando em posições exteriores.

Pelas suas características, é um jogador que tem tudo para se transformar num falso extremo de grande qualidade, daqueles que se tornam letais quando efectuam diagonais de fora para dentro.

Veremos como os responsáveis portistas moldam esta pequena pérola, todavia, é certo que Fábio Martins tem o potencial para se tornar um jogador do género de Silvestre Varela.

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Danny é um produto do Marítimo B

Esta temporada de 2012/13 marcará o regresso em força de um projecto que foi iniciado há mais de dez anos, mas que acabou por redundar num fracasso (quase) total: as equipas B. De facto, no passado, Benfica, FC Porto, Sporting, Sp. Braga e Marítimo, entre outros casos menos emblemáticos, surgiram na II Divisão B com equipas secundárias que, invariavelmente, foram se extinguido por força de maus resultados que as relegavam para a III Divisão, ou por simples desinteresse na continuidade de projectos que não estavam a trazer mais-valias futuras para a equipa principal. Ainda assim, no meio do insucesso quase total, existe um caso de sucesso. Um clube que nunca abdicou da sua equipa B e que, neste momento, colhe os frutos dessa aposta, o Club Sport Marítimo.

Pepe começou no Marítimo B

Danny e Pepe foram os primeiros casos de sucesso absoluto

Quando a equipa B do Marítimo foi criada em 1999/00, o objectivo era formar jogadores com capacidade para serem elementos de qualidade para a equipa principal e pode-se dizer que os mais emblemáticos surgiram logo nas primeiras temporadas.

De facto, Danny e Pepe foram dos primeiros elementos a conseguirem criar um impacto que os levou a abandonar rapidamente o Marítimo B e a saltarem para a equipa principal verde-rubra, sendo que, posteriormente, o salto do Marítimo para um clube de maiores dimensões não tardou, com Danny a mudar-se para Alvalade e Pepe para o Dragão.

Ainda assim, nessa fase embrionária da equipa B madeirense, estes não foram os únicos exemplos de sucesso, sendo que futebolistas como Luís Olim ou Briguel também começaram por despontar no Marítimo B e, neste momento, ainda se encontram no plantel principal dos verde-rubros.

Fidélis marcou o primeiro golo do Marítimo em 2012/13

Sucesso recente é ainda mais acentuado

Depois de uma fase em que o sucesso foi mais limitado, mas em que ainda se verificavam casos de elementos que, na chegada ao Marítimo, alternavam entre a equipa principal e a B para uma evolução mais sustentada das suas capacidades como são os casos de Evaldo ou Olberdam, o Marítimo voltou a colher frutos da sua equipa secundária nos tempos mais recentes.

Djalma e Marcelo Boeck, agora a representarem FC Porto e Sporting, respectivamente, são outros exemplos de sucesso, mas que dizer da equipa madeirense que defrontou recentemente o Asteras Tripolis em jogo da Liga Europa? Nesse onze, actuaram Briguel, João Guilherme, Ruben Ferreira, João Luiz, Heldon, Sami e Fidélis, ou seja, sete jogadores com passagens fortes pela equipa B, sendo que Danilo Dias, ainda que por pouco tempo, também passou por essa equipa secundária madeirense.

Obviamente, que a crise financeira que grassa entre os clubes portugueses e que também afecta o Marítimo, ajuda a esta aposta na equipa secundária, todavia, não explica todo o sucesso apresentado pelos madeirenses, que, lembre-se, têm feito excelentes campeonatos nos últimos anos, garantindo apuramentos europeus com regularidade.

Assim sendo, estes resultados positivos só podem funcionar como motivação e um caminho a seguir por Benfica, FC Porto, Sporting, Braga e V. Guimarães, que, lembre-se reactivaram ou criaram as suas equipas B e, inclusivamente, têm a sorte de (re)começar o projecto nos campeonatos profissionais.

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Gonçalo Paciência a actuar por Portugal

Na equipa de Juvenis do FC Porto actua um ponta de lança bastante promissor e que carrega no corpo a carga genética de Domingos, o seu pai e um dos melhores pontas de lança que o futebol português criou. Falo de Gonçalo Paciência.

Nascido a 1 de Agosto de 1994, Gonçalo Mendes Paciência actuou sempre no FC Porto, clube que representa desde os sete anos de idade e onde vai mostrando os seus dotes de avançado goleador. De facto, a única época em que não representou os portistas, foi a de 2009/10, quando esteve emprestado a um clube que, na formação, é quase um FC Porto B, o Padroense.

Um ponta de lança com boa técnica e sentido de golo

Gonçalo Paciência é um avançado-centro mas não é daqueles pontas de lança que se fixa no ataque e espera que a bola lhe chegue para facturar. O jogador do FC Porto é um atleta muito móvel, estando sempre na constante procura de espaços e de bola. Rápido e tecnicamente evoluído, é, assim, um jogador muito difícil de marcar.

Por essas características, pela excelente capacidade finalizadora e pela boa capacidade de choque, é um jogador que tanto pode surgir sozinho no ataque numa equipa esquematizada em 4-3-3 ou 4-2-3-1 como ao lado de outro ponta de lança numa qualquer variante do 4-4-2.

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