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O Vitória de P. Martins já está na Liga Europa

A fraca temporada que Portugal fez nas competições europeias em 2016/17, potenciada pelo facto de Sporting e Sporting de Braga terem estado muito abaixo das expectativas, faz com que o nosso país vá perder uma equipa nas competições europeias em 2018/19.

Ou seja, nessa temporada, teremos apenas duas equipas na Liga dos Campeões (uma na 3.ª pré-eliminatória e outra na fase de grupos) e outras três na Liga Europa (uma na fase de grupos, uma na 3ª pré-eliminatória e outra na 2.ª pré-eliminatória).

Este infortúnio, porém, poderá (e deverá) começar a ser revertido já na próxima época, uma vez que Portugal teve a “sorte” de (quase) tudo lhe correr no âmbito das equipas que se apuraram para as competições europeias, seja ao nível de quem se qualificou, como inclusivamente da fase da prova para a qual seguirão.

FC Porto no playoff seria teoricamente melhor para Portugal

Na Liga dos Campeões, por exemplo, seguem as três melhores equipas portuguesas (Benfica e FC Porto na fase de grupos e Sporting no playoff), sendo que o cenário apenas poderia melhorar caso os dragões fossem ao playoff ao invés dos leões. É que os azuis-e-brancos, com 98,866 de coeficiente, seriam garantidamente cabeças de série nessa fase da prova, algo que maximizaria a possibilidade de termos novamente três equipas na fase de grupos da Liga dos Campeões.

O Sporting, afinal, fruto de fracas campanhas europeias recentes, tem um coeficiente de apenas 36,866, números que só por milagre lhe permitirão chegar ao estatuto de cabeça de série no playoff e, como tal, diminuirão em muito as possibilidades dos leões ultrapassarem essa fase da prova.

Neste momento, e olhando para os potenciais adversários do Sporting, podemos vislumbrar equipas como o Sevilha, Nápoles ou Liverpool, sendo que só sendo cabeças de série é que os verde-e-brancos poderão escapar a estes emblemas. E para isso, é preciso que quatro equipas com melhor ranking sejam eliminadas na 3.ª pré-eliminatória, num cenário que, convenhamos, é bastante improvável.

Pontos de bónus na Champions são relevantes

Até há pouco tempo, e em termos de ranking UEFA, beneficiava-se muitas vezes de se jogar na Liga Europa ao invés da Liga dos Campeões. Afinal, a contagem dos pontos era semelhante e o grau de dificuldade dos mesmos era completamente diferente, sendo muito mais fácil robustecer o ranking nessa prova do que na Champions.

Consciente de que isso era algo injusto, a UEFA fez algumas modificações, sendo a mais relevante a atribuição de quatro pontos de bónus só pela passagem à fase de grupos da Liga dos Campeões, a que há de juntar outros cinco pela eventual passagem aos oitavos de final da prova. Assim sendo, uma equipa portuguesa que atinja os oitavos de final desta prova sabe que independentemente dos seus resultados irá sempre somar nove pontos para o seu ranking, algo que equivale a quatro vitórias e um empate.

Ou seja, uma equipa que se apure para os oitavos de final da Liga dos Campeões com, imaginemos, três vitórias e dois empates, irá somar 17 pontos para o ranking, enquanto uma equipa que ganhe o grupo da Liga Europa com seis vitórias e vença os dois jogos dos 16/final irá somar “apenas” 16 pontos. Nesse seguimento, e aliado ao factor financeiro, é agora unânime que existirá sempre o maior dos benefícios em jogar a Liga dos Campeões me detrimento da Liga Europa.

Quinto lugar do Sp. Braga é teoricamente positivo na UEFA

Tirando os “três grandes”, apenas uma equipa portuguesa tem um ranking UEFA relevante, mais concretamente o Sporting de Braga, emblema que até se superioriza ao Sporting nesse aspecto, acumulando um total de 37,366 pontos.

Nesse seguimento, acaba por ser positivo para Portugal que os bracarenses tenham caído para o quinto lugar, uma vez que, assim, levamos às pré-eliminatórias uma equipa que, garantidamente, será sempre cabeça de série num eventual caminho até à fase de grupos.

Ora, esse cenário é igualmente muito importante na segunda prova mais importante do futebol europeu, uma vez que, no playoff, já se vislumbram equipas muito fortes com o estatuto de cabeça de série, sendo exemplos o PSV, AC Milan, Marselha, Galatasaray, Zenit ou Real Sociedad, tudo equipas que entram logo na 3.ª pré-eliminatória.

Marítimo pode sonhar

Quanto aos outros dois clubes portugueses presentes na Liga Europa, sabemos de antemão que o Vitória de Guimarães tem presença garantida na fase de grupos, num cenário bastante positivo para os vimaranenses (e para o ranking luso), que, em teoria, dificilmente seriam cabeças de série no playoff.

Com os mesmos 14,866 pontos de ranking encontra-se o Marítimo, sendo que a equipa madeirense, em teoria, será cabeça de série na 3.ª pré-eliminatória, o que lhe permitirá fugir aos “tubarões” que referenciei para o caso arsenalista.

No playoff, contudo, já não é expectável que o Marítimo consiga esse estatuto, ainda que os madeirenses não devam já se resignar com a fatalidade de terem de defrontar um cabeça de série nessa fase da prova. É que, se não houver grandes surpresas na Liga dos Campeões, será “apenas” necessário que sete equipas com melhor ranking que o Marítimo sejam eliminadas entre a 1.ª e 3.ª pré-eliminatória, algo que está muito longe de ser impossível.

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FC-Dynamo-Kyiv-Logo-3DNum agrupamento com um grande favorito ao primeiro lugar (Chelsea) e outro grande favorito ao último posto (Maccabi Telavive), deverá ser diante dos ucranianos do Dínamo de Kiev que o FC Porto disputará a segunda posição deste Grupo G, numa corrida pelo prestígio e dinheiro que advirá de um eventual apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões. Um adversário forte, é certo, mas ainda assim ao alcance de uma equipa azul-e-branca com uma superior qualidade individual e colectiva.

O líndissimo Olímpico de Kiev

O líndissimo Estádio Olímpico de Kiev

Quem é o Dínamo de Kiev

O Dínamo de Kiev foi fundado a 13 de Maio de 1927, ainda nos tempos da União Soviética, e sempre se assumiu como um dos grandes emblemas da antiga URSS, ou não tivesse conquistado 11 campeonatos soviéticos, nove taças da URSS e três supertaças.

Nesse mesmo período de tempo, há ainda que destacar o facto do Dínamo de Kiev ter triunfado em três competições continentais, vencendo a Taça das Taças em 1974/75 e 1985/86, assim como a Supertaça Europeia em 1975.

Posteriormente, desde que a Ucrânia se assumiu como um país independente, o Dínamo de Kiev continuou o seu percurso vitorioso, sendo desde aí o emblema com mais títulos do país, com 16 campeonatos, 11 taças e cinco supertaças.

Aliás, o clube da capital ucraniana é mesmo o actual campeão em título, isto mesmo que tenha sofrido nos últimos tempos com o crescimento exponencial do seu grande rival, Shakhtar Donetsk, equipa que venceu oito dos últimos 11 campeonatos.

Rebrov é o treinador do Dínamo

Rebrov é o treinador do Dínamo

Como joga o Dínamo de Kiev?

Prevendo-se que receba o FC Porto com uma abordagem prudente e de risco sempre muito calculado, é igualmente expectável que o Dínamo de Kiev se apresente neste duelo com o seu esquema habitual de 4x2x3x1/4x3x3 e precisamente com o mesmo onze que actuou no último jogo do campeonato ucraniano, diante do FK Oleksandria (3-0).

Nesse seguimento, o emblema orientado pelo antigo ponta de lança, Sergei Rebrov, deverá subir para o relvado do Estádio Olímpico de Kiev com o veteraníssimo guarda-redes: Shovkovskiy, seguindo-se um quarteto defensivo composto por Danilo Silva (lateral-direito); Antunes (lateral-esquerdo); Domagoj Vida e Khcheridi (defesas-centrais). Sendo um sector muito competente, e que tem sofrido poucos golos, restará ao FC Porto tentar explorar a dureza de rins de Khcheridi (actua em substituição do lesionado Dragovic), que não é especialmente forte junto ao relvado, e os momentos em que os laterais possam dar algum espaço nas suas costas.

Quanto ao meio-campo, este dá mais ênfase ao equilíbrio do sector do que propriamente em desequilibrar criativamente a equipa adversária, sendo composto por Rybalka e Miguel Veloso, que formam um duplo-pivot de tracção defensiva, e por Garmash, que, jogando um pouco mais adiantado, está longe de ser um jogador fantasista.

O perigo ofensivo deste Dínamo de Kiev, valha a verdade, parte quase sempre dos seus extremos, e principalmente por intermédio do internacional ucraniano Yarmolenko, futebolista que é letal nas venenosas diagonais que faz a partir do lado direito do ataque. A acompanhá-lo, muita atenção igualmente ao criativo e veloz ex-benfiquista Derlis González, que actua no flanco oposto, mas também ao ponta de lança brasileiro Junior Moraes, cuja mobilidade pode causar alguns problemas aos azuis-e-brancos.

Yarmolenko é a estrela do Dínamo

Yarmolenko é a estrela do Dínamo

Quem é que o FC Porto deve ter debaixo de olho? Yarmolenko

Quanto ao jogador que deverá ser visto como o perigo público deste Dínamo de Kiev, penso que não há dúvidas em apontar o dedo a Andriy Yarmolenko, avançado que soma seis golos e seis assistências nos seus primeiros nove jogos oficiais da época.

Trata-se de um futebolista nascido a 23 de Outubro de 1989 em São Petersburgo, Rússia, ainda que seja de origem ucraniana, somando mesmo 51 internacionalizações A (20 golos) por esse país. Quanto ao nível clubístico, foi no Dínamo de Kiev que evoluiu na maior parte da sua carreira, representando esse clube profissionalmente desde 2007 e somando um total de 270 jogos, 101 golos e 70 assistências.

Muito inteligente nas movimentações, é um esquerdino que actua preferencialmente pelo lado direito, isto por forma a facilitar um dos aspectos em que é mais forte, nomeadamente as venenosas diagonais que faz para criar desequilíbrios em zonas centrais, sector onde é letal tanto no capítulo da criação como da finalização.

Possante (189 cm e 82 kg), o internacional ucraniano não é propriamente lento, sabendo igualmente oferecer verticalidade no flanco direito sempre que necessário. Ou seja, mesmo que especialmente talhado para ser um falso-ala, a verdade é que Yarmolenko também sabe quando deve assumir o papel de extremo puro.

ChampsQuais são as perspectivas do FC Porto?

O duplo-confronto com o Dínamo de Kiev terá tudo para se assumir como decisivo para um eventual apuramento do FC Porto para os oitavos de final da “Champions”, sendo que um resultado positivo no jogo de hoje, no Estádio Olímpico, seria meio-caminho andado para esse desiderato.

Sendo um conjunto forte, e algo cínico, o Dínamo Kiev é, ainda assim, uma equipa ao alcance do vice-campeão nacional, conjunto que é mais forte colectivamente e, acima de tudo, mais forte em termos individuais.

Nesse seguimento, e partindo do princípio que apresentará nos jogos com os ucranianos a sua melhor face, penso que o FC Porto terá todas as condições para pontuar na Ucrânia e vencer tranquilamente no Estádio do Dragão. Ainda assim, os azuis-e-brancos deverão ser pacientes e prudentes na abordagem a este Dínamo de Kiev, que é um conjunto que é muito perigoso na exploração dos erros do adversário.

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Pablo Osvaldo é internacional italiano

Pablo Osvaldo é internacional italiano

O substituto de Jackson Martínez no FC Porto será, ao que tudo indica, o internacional italiano Pablo Osvaldo, ponta de lança que actualmente se encontra livre, isto após ter representado o Boca Juniors por empréstimo do clube que era até agora o detentor do seu passe, o Southampton.

Apesar de ser internacional pela Itália, Pablo Daniel Osvaldo trata-se de um futebolista nascido a 12 de Janeiro de 1986 em Lanús, Argentina, e que começou a sua carreira sénior no Huracán, clube pelo qual somou 11 golos em 33 jogos em 2005.

Cedo, todavia, rumou ao futebol italiano, começando por disputar a Série B (segundo escalão) com a camisola da Atalanta (três jogos em 2005/06), isto antes de começar a ganhar destaque no Lecce, da mesma divisão, onde somou oito golos em 31 jogos em 2006/07.

Sem grande impacto nos primeiros passos na Série A

Na temporada seguinte, Pablo Osvaldo teve a oportunidade de actuar finalmente no principal escalão do “calcio”, a Série A, ainda que tenha tido dificuldades em impor-se, somando, em época e meia ao serviço da Fiorentina, seis golos em 38 jogos.

Em Janeiro de 2009, mudou novamente de ares, desta feita para o Bolonha, mas em um ano nesse outro clube italiano voltou a não assegurar o impacto desejado, ficando-se pelos três golos em 26 jogos e acabando por rumar ao Espanyol de Barcelona em Janeiro de 2010.

Na Catalunha, valha a verdade, e já com 24 anos, podemos admitir que assistimos finalmente à explosão na carreira de Pablo Osvaldo, com este a somar, em temporada e meia, 21 golos em 46 jogos, e garantindo inclusivamente o regresso à Série A e logo pela emblemática porta da Roma.

Viveu os melhores anos na capital italiana

Ora, foi precisamente em Roma que o ponta de lança viveu os seus dois anos mais gloriosos, chegando à selecção italiana e somando um total de 28 golos em 57 jogos entre 2011 e 2013, algo que motivou um investimento de 15 milhões de euros do Southampton na sua contratação.

A verdade, contudo, é que a mudança para a Premier League acabou por não ser uma boa decisão na carreira do internacional italiano, com este a somar apenas três golos em 13 jogos pelos “saints” e a iniciar um périplo de empréstimos.

Afinal, na última temporada e meia, Pablo Osvaldo foi cedido a Juventus (18 jogos, três golos em 2013/14); Inter de Milão (18 jogos, sete golos em 2014/15) e Boca Juniors (15 jogos, sete golos em 2015), numa caminhada que, ao que tudo indica, terminará agora com o ingresso no FC Porto.

Mais móvel do que Jackson

Futebolista problemático, visto como um autêntico “enfant terrible” do futebol mundial, a verdade é que Pablo Osvaldo, se colocar esse feitio de parte, tem tudo para ser um reforço de luxo para o FC Porto, isto ainda que não se possa ver o internacional italiano como um verdadeiro sucessor de Jackson Martínez.

Afinal, sendo um “nove” tal como o internacional colombiano, Pablo Osvaldo é um ponta de lança de maior mobilidade, caindo com maior facilidade nas alas e conseguindo adaptar-se com maior facilidade a um sistema 4x4x2 do que “Cha Cha Cha”.

Tecnicamente apurado e inteligente na forma como se movimenta em zonas ofensivas e combina com os colegas, o futebolista de 29 anos é ainda um futebolista possante e forte nos duelos individuais, sendo ainda fundamental valorizar a sua capacidade finalizadora, seja ela com os pés ou com a cabeça. Em suma, uma excelente opção para um 4x3x3 móvel ou mesmo para dar oportunidade a Lopetegui de apostar igualmente num 4x4x2 com o italo-argentino e Aboubakar no eixo.


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Seferovic tem talento

Seferovic tem talento

É certo e sabido que o FC Porto ainda precisa de assegurar um substituto para Jackson Martínez neste mercado de Verão, surgindo agora, através do jornal “A Bola”, um potencial alvo suíço para essa posição, mais concretamente Haris Seferovic, actual jogador dos alemães do Eintracht Frankfurt.

Trata-se de um ponta de lança nascido a 22 de Fevereiro de 1992 em Sursee, Suíça, ainda que seja de origem bósnia, tendo passado pelas camadas jovens do Sursee, Lucerna e Grasshoppers, isto antes de se estrear profissionalmente por este último emblema, em 2009.

No gigante de Zurique, haveria de somar apenas três jogos, isto antes de saltar para Fiorentina, clube onde, contudo, nunca se conseguiu impor verdadeiramente, somando apenas 12 jogos e um golo, isto entre 2010 e 2013.

Empréstimos mantiveram-no activo

Ainda assim, nesta fase em que esteve vinculado ao emblema de Florença, o internacional suíço foi conseguindo somar minutos em empréstimos a outros clubes, sendo exemplos o Neuchatel Xamax (14 jogos e dois golos em 2011/12); o Lecce (cinco jogos em 2011/12) e o Novara (18 jogos, 10 golos em 2012/13).

Em 2013/14, contudo, mudou-se em definitivo para a Real Sociedad, emblema basco onde até jogou com regularidade, mas onde não conseguiu apresentar uma veia goleadora acentuada, uma vez que apontou apenas quatro golos em 39 jogos oficiais.

Sem surpresa, mudou novamente de ares na última temporada, transferindo-se para o Eintracht Frankfurt, clube germânico onde foi peça fundamental, somando 11 golos e oito assistências em 34 jogos oficiais e, aparentemente, conquistando o interesse de vários grandes clubes do Velho Continente, sendo um deles precisamente o FC Porto.

Alto mas móvel

Haris Seferovic é um ponta de lança que impressiona automaticamente pela sua dimensão física, uma vez que mede cerca de 1,90 metros e é possante, sendo forte nos confrontos individuais e no desgaste que provoca nas defesas contrárias.

Curiosamente, o internacional suíço consegue aliar essas características a uma acentuada mobilidade, não sendo um “nove” de ficar parado no eixo ofensivo, conseguindo, ao invés, cair em ambos os flancos sempre que necessário, isto numa movimentação que muitas vezes abre espaços ao meio para a entrada dos companheiros.

Por fim, há ainda que realçar a boa qualidade técnica de Seferovic, isto tanto no capítulo do drible, passe e finalização, ainda que me pareça que o helvético terá de ganhar um pouco mais de killer instinct para atingir um outro patamar de excelência. Aos 23 anos, ainda assim, terá tempo para essa evolução.

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Ayoub é um verdadeiro diamante

Ayoub é um verdadeiro diamante

O FC Porto recrutou em “La Masia” um dos mais promissores futebolistas da cantera do Barcelona, mais concretamente o médio-ofensivo marroquino Oulam Ayoub Abou, de apenas 17 anos.

Trata-se de um futebolista nascido a 28 de Junho de 1998 em Casablanca, Marrocos, mas que cedo se mudou para a Catalunha, tendo rapidamente começado o seu desenvolvimento futebolístico no Barcelona.

Aí, aliás, foi sempre visto como uma das grandes promessas do Barça, sendo que o internacional sub-17 marroquino foi quase sempre jogando acima do seu escalão etário, conseguindo sempre destacar-se dos demais, isto em função do seu enorme talento.

Um médio versátil e criativo

Ayoub Abou é um futebolista que actua preferencialmente como “dez”, posição ideal para maximizar os seus talentos, que passam pela velocidade, superior visão de jogo, excelente técnica individual e inegável capacidade de drible, numa combinação que já lhe garantiu comparações com astros como Zidane, Aimar ou Riquelme.

O internacional sub-17 marroquino, ainda assim, também tem o dom da versatilidade, adaptando-se na perfeição a outras posições no terreno, não sendo minimamente estranho vê-lo como “oito”,  falso “nove” ou até encostado ao flanco esquerdo do ataque.

Inegável é que o FC Porto assegura um verdadeiro diamante para ser lapidado em primeira instância na equipa de juniores, mas certamente com perfil para rapidamente chegar à equipa B, quiçá já no decorrer da actual época desportiva.

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Casillas é uma lenda que dispensa apresentações

Casillas é uma lenda que dispensa apresentações

Depois de muitos avanços e recuos, é certo que Iker Casillas será reforço do FC Porto para as próximas duas temporadas (mais uma de opção), naquela que será provavelmente a mais fantástica transferência da história do futebol português, com os azuis-e-brancos a recrutarem o nono futebolista mais internacional de sempre.

Trata-se, afinal, de um keeper nascido a 20 de Maio de 1981 em Móstoles, Espanha, e que até esta surpreendente transferência para o Dragão, jogou sempre no Real Madrid, somando, só ao nível do futebol sénior, 725 jogos oficiais pelo emblema merengue.

Quanto a títulos, e só a nível nacional, conquistou cinco Ligas Espanholas, duas Taças do Rei e quatro Supertaças. A nível internacional, destacam-se três Ligas dos Campeões, duas Supertaças Europeias, um Mundial de Clubes e uma Taça Intercontinental.

Uma lenda da “Roja”

Passando do seu currículo merengue para o âmbito da selecção espanhola, há que destacar que, na história do futebol espanhol, ninguém soma mais internacionalizações do Iker Casillas, existindo apenas oito futebolistas no planeta que jogaram mais jogos pela sua selecção, mais concretamente o egípcio Ahmed Hassan (184); o saudita Al-Deayea (178); o mexicano Cláudio Suárez (177); o egípcio Hossam Hassan (169); o equatoriano Ivan Hurtado (167); o letão Vitālijs Astafjevs (165); o norte-americano Cobi Jones (164); e o saudita Al-Khilaiwi (163).

Ora, com 162 internacionalizações, e sendo o único deste leque de jogadores que ainda está no activo, é certo que Iker Casillas ainda poderá ambicionar ser o mais internacional futebolista de sempre, esperando naturalmente o lendário “keeper” que esta transferência do futebol espanhol para o menos mediático futebol luso não o prejudique nesse desiderato.

Certo, de qualquer maneira, é que Iker Casillas já tem uma fantástica marca no desporto rei do seu país, sendo de destacar, para além do recorde de internacionalizações, o facto de ter contribuído de sobremaneira para as conquistas de dois Campeonatos da Europa e um Campeonato do Mundo.

Uma mais-valia inquestionável para o FC Porto

Tal como escrevi neste artigo, entendo que a contratação de Iker Casillas foi uma excelente adição ao FC Porto, isto tanto ao nível desportivo como financeiro, sendo que, no último caso, isso deve-se naturalmente às inúmeras portas que uma figura como o internacional espanhol poderá abrir no planeta para os dragões.

Quanto ao aspecto estritamente desportivo, será mais ao menos unânime que o FC Porto passará a ter o melhor guarda-redes do campeonato nacional, recrutando um keeper que se assume como um verdadeiro líder do sector recuado, oferecendo uma experiência e um “calo” dos grandes palcos que nem Helton poderia oferecer.

Elástico e fantástico no posicionamento entre os postes, o guarda-redes de 34 anos é igualmente um dos melhores shot stopper da história do futebol mundial, sendo ainda de destacar a sua competência no jogo de pés.

Como única principal lacuna, há que destacar a intranquilidade com que muitas vezes aborda os cruzamentos, ainda que esse factor certamente também se acentuou com a instabilidade que foi vivendo nos últimos anos de Real Madrid, esperando-se que, no bem mais tranquilo FC Porto, Iker Casillas seja capaz também de minimizar um pouco aquela que, ainda assim, sempre foi o seu calcanhar de Aquiles.

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Benítez participou na goleada sofrida pelo FC Porto diante do Arsenal (0-4)

Benítez participou na goleada sofrida pelo FC Porto diante do Arsenal (0-4)

Encontrar um bom lateral-esquerdo é muitas vezes uma missão (quase) impossível, em virtude de escassearem os alvos de qualidade para essa posição no espectro do futebol mundial, sendo muito caros aqueles que naturalmente ainda existem no mercado. Perante este estado de coisas, torna-se então quase natural que os principais clubes portugueses tantas vezes se tenham “reforçado” com elementos que apenas se traduziram em prejuízos desportivos e financeiros, sendo um claro exemplo o argentino Nélson Benítez, futebolista que poucas saudades deixou no Dragão.

Sucesso no Lanús

Nelson Fabián Benítez nasceu a 24 de Maio de 1984 em Córdoba, Argentina, e iniciou a sua carreira profissional no Lanús, em 2002, tendo permanecido nesse clube até 2008, isto com uma interrupção de duas temporadas, quando esteve no Talleres de Córdoba (2004/05) e Gimnasia Jujuy (2005/06).

Ao todo, somou 67 jogos e três golos pelo Lanús, em números que pareciam curtos para o longo período em que esteve no emblema argentino, mas que foram suficientes para convencer o FC Porto, que avançou para a sua contratação no Verão de 2008.

Insucesso em Portugal

As expectativas sobre Nélson Benítez, aquando da sua chegada a Portugal, estavam longe de ser muito elevadas, e o argentino fez questão de não as defraudar, somando apenas 13 jogos oficiais pelos azuis-e-brancos e sem nunca convencer adeptos e crítica.

Sem qualquer surpresa, abandonou o FC Porto no Verão seguinte, acabando emprestado ao Leixões, ainda que a permanência em Matosinhos tenha sido bastante curta, uma vez que, em Outubro, acabou por rumar ao San Lorenzo, do seu país natal, também por empréstimo dos azuis-e-brancos.

Em 2011, porém, a sua ligação contratual ao FC Porto haveria de terminar, com Nélson Benítez a rumar ao Estudiantes de La Plata, que representou sem sucesso por dois anos, isto antes de rumar novamente ao Talleres de Córdoba e posteriormente ao Olímpia de Assunção. Neste momento, depois de curta e pouco marcante pelo clube paraguaio, Nélson Benítez encontra-se novamente no Talleres, clube que disputa, imagine-se, a terceira divisão argentina.

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