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Posts Tagged ‘Fernando Gomes’

Fernando Gomes ainda pode vetar o alargamento

Uma vez mais pressiona-se pelo alargamento do principal escalão do futebol português. Após o chumbo de um campeonato sem descidas por parte da Federação Portuguesa de Futebol, hoje foi aprovada a liguilha entre os dois últimos da Liga Zon Sagres e o terceiro e quarto da Liga Orangina, como forma de aumentar o campeonato de 16 para 18 equipas como é pretendido de forma quase cega por inúmeros iluminados do nosso futebol.

Ainda a necessitar de validação por parte do organismo presidido por Fernando Gomes, este alargamento, na minha opinião, não vai beneficiar em nada o futebol português, pois o que se percebe é que existem cada vez menos clubes capazes para estarem no principal escalão do futebol luso como é fácil de perceber pela situação deplorável que vive a União de Leiria.

De facto, o campeonato beneficiava muito mais com uma redução e não com o alargamento, sendo que, na minha opinião, o melhor sistema contemplaria 12 equipas no principal escalão, disputando-se uma primeira fase a duas voltas (22 jogos) e uma segunda fase em que as equipas se dividiriam nos seis primeiros (iriam com metade dos pontos da primeira fase) para a luta pelo título e competições europeias e seis últimos (iriam também com metade dos pontos da primeira volta) para evitarem cair nos dois últimos lugares da tabela que garantiam descida de divisão.

Este modelo, garantia 32 jogos no principal escalão e, garantidamente, 12 jogos entre Benfica, FC Porto, Sporting , com todos os benefícios que isso traria. Para além disso, os outros clubes que conseguissem ficar entre os seis primeiros também garantiriam mais jogos com os “grandes” e, assim, mais receitas.

No segundo escalão, dividia a competição em duas zonas (norte e sul), cada uma com 10 equipas. Esta medida, diminuía o custo de deslocações aos clubes, além de que motivaria a existência de mais interesse na prova, pois motivaria mais rivalidades locais do que jogos entre clubes que têm pouca ligação entre eles como, por exemplo, Penafiel e Portimonense.

A prova disputaria-se a quatro voltas (36 jogos) subindo os líderes de cada zona à primeira divisão e descendo os dois últimos de cada zona à II divisão B. Essa II Divisão B, seria dividida em quatro zonas também (norte, norte-centro, centro-sul e sul-ilhas) subindo então o primeiro de cada zona ao segundo escalão. Terminavam-se os playoffs e sabia-se sempre que quem era campeão tinha o direito de subir.

Depois, optava-se pela reformulação da Taça de Portugal, transportando os patrocínios da Taça da Liga para a prova rainha do futebol português. A prova seria sempre disputada por eliminatórias de jogo único até aos quartos de final, altura em que a competição começaria a ser disputada a duas mãos. Os clubes da primeira e segunda divisão entrariam nos 32/final (32 apurados das II divisão B, III divisão e distritais +32 equipas do primeiro e segundo escalão), com a nuance de que nessa e nas duas eliminatória seguintes, jogaria sempre em casa a equipa da divisão inferior, a exemplo do que se faz em Espanha.

Perante as dificuldades do calendário, a Taça da Liga passaria a ser uma competição de início de época (disputada em finais de Julho e Agosto), numa medida que traria muitos benefícios para as equipas envolvidas, pois ao invés de estarem a disputar jogos de preparação sem importância competitiva, poderiam ter logo jogos importantes. Essa medida, seria especialmente benéfica para os clubes que disputassem os playoffs da Liga dos Campeões/Liga Europa, pois daria ritmo competitivo que, normalmente, nunca têm nessa fase da época.

Todas estas medidas, na minha opinião, potenciariam muito mais o futebol português do que qualquer alargamento que nos querem impor de forma cega e que, possivelmente, apenas irá criar mais tristes casos como o da União de Leiria.

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Gomes era uma estrela deste Sporting

O FC Politehnica Timişoara tinha eliminado o Atlético de Madrid na primeira ronda da Taça UEFA (2-0 e 0-1) e, assim, os adeptos e responsáveis leoninos ficaram desconfiados do oponente romeno. Assim sendo, o Sporting, que vinha de uma eliminatória difícil diante dos belgas do Malines (1-0 e 2-2), encarou este compromisso com o Timisoara com o máximo respeito, colocando toda a carne no assador, logo na primeira mão, em Alvalade. Com essa atitude, esperava-se que os verde e brancos resolvessem logo a eliminatória com um triunfo de dois ou três a zero, mas, o que aconteceu nessa partida, foi muito melhor do que os leões alguma vez sonharam.

O Sporting, na primeira eliminatória dessa Taça UEFA 1990/91, defrontou o Malines, cuja estrela, nessa temporada, era o guarda-redes Preud’Homme e venceu por 1-0 em Alvalade (golo de Cadete), num jogo em que o ex-guarda-redes do Benfica defendeu um penalti. Depois, na segunda mão, os leões souberam sofrer em Malines, estando a perder por 1-0 e 2-1, mas conseguindo sempre a igualdade, primeiro por Gomes e depois por Cadete.

Assim sendo, os verde e brancos conseguiram o passaporte para defrontarem o Timisoara, uma equipa romena que tinha se celebrizado na primeira eliminatória por ter eliminado o Atlético de Madrid de Futre. Encarando o jogo com a máxima atenção e respeito, a primeira mão foi um jogo de sonho para os leões, que haveriam de vencer por 7-0, numa magnífica exibição de futebol de ataque, em que os leões viram Cadete fazer um hat-trick, Gomes bisar e, até, Careca e Bozinowski molharem a sopa diante de uma perdida equipa romena.

Graças a esse resultado gordo, a segunda mão foi um mero cumprir de calendário e os leões, curiosamente, até perderam (0-2) no campo da equipa onde jogava Ion Timofte.

Esta época dos verde e brancos na Taça UEFA, haveria de ser lendária, pois, após terem superado o Malines e o P. Timisoara, os leões eliminaram os holandeses do Vitesse (2-0 e 2-1) e os italianos do Bolonha (1-1 e 2-0), apenas parando nas meias-finais, numa eliminatória diante do Inter de Milão (0-0 e 0-2), tristemente célebre pelos falhanços de Oceano na primeira mão e pelos erros defensivos do jogo decisivo, fatais diante de um super Inter que contava com jogadores como Zenga, Brehme, Matthaus e Klinsmann.

Ainda assim, tratou-se de um percurso épico e prestigiante para o Sporting que teve, como momento alto, esta goleada, diante do Timisoara, perante um antigo Estádio de Alvalade cheio e exultante.


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