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Posts Tagged ‘Fernando’

Um dos adversários do FC Porto na fase de grupos da Liga dos Campeões é um clube ucraniano que tem construído um nome forte no futebol europeu nos últimos anos, tendo, inclusivamente, conquistado a Taça UEFA em 2008/09, o Shakhtar Donetsk. Contudo, apesar da fama internacional ser recente, trata-se de um clube que conquistou o seu espaço mesmo no tempo da União Soviética, vencendo quatro Taças da URSS e sagrando-se vice-campeão soviético por duas ocasiões. Equipa que já defrontou o Boavista, Benfica, Sporting e Sporting de Braga nas competições europeias, irá, agora, defrontar o FC Porto pela segunda ocasião numa prova da UEFA, depois de ter sido eliminado pelos dragões na Taça das Taças de 1983/84 (2-3 e 1-1).

O Shakhtar actua no bonito Donbass Arena

Quem é o Shakhtar Donetsk?

O clube ucraniano foi fundado a 24 de Maio de 1936 e o seu primeiro grande momento no futebol soviético foi em 1951, quando o Shakhtar conquistou o terceiro lugar no campeonato nacional da URSS. Após esse feito, a equipa só voltaria a ter algum impacto nos anos 60, quando conquistou a Taça da URSS por duas ocasiões (1961 e 1962) e perdeu a final em 1963. Nessa altura, as boas campanhas na taça fizeram com que o clube de Donetsk ficasse conhecido como “equipa de taça.”

No entanto, após esse sucesso do início dos anos 60, a equipa ucraniana apenas voltou a ter impacto no seio do futebol soviético no final dos anos 70, quando foi terceira classificada do campeonato da URSS em 1978 e segunda classificada em 1979. Esse sucesso manter-se ia nos anos 80, com o Shakhtar a conquistar duas taças da URSS (1980 e 1983) e a perder outras duas finais da prova (1985 e 1986).

Após a queda da União Soviética, o Shakhtar Donetsk, juntamente com o Dínamo de Kiev, assumiu-se como um dominador do futebol ucraniano, somando seis campeonatos da Ucrânia, sete taças ucranianas e três supertaças, para além de ter conquistado a Taça UEFA em 2009 (2-1 ao Werder Bremen na final).

Na época passada (2010/11), o Shakhtar Donetsk conquistou a dobradinha do futebol ucraniano, juntando o campeonato à taça da Ucrânia.

o romeno Mircea Lucescu é o treinador do Shakhtar

Como joga?

É difícil falar do Shakhtar Donetsk como uma equipa ucraniana, pois o clube mineiro conta com uma grande influência brasileira no seu conjunto, nomeadamente do meio-campo para a frente onde conta com cinco jogadores canarinhos (Fernandinho, Dentinho, Jádson, Luiz Adriano e Eduardo, este, apesar de tudo, internacional croata) de grande talento.

De facto, o conjunto de Donetsk apresenta um futebol de grande qualidade técnica e de transições rápidas defesa/ataque, contando ainda com uma defesa de boa qualidade e onde imperam jogadores frios e eficientes como os internacionais ucranianos: Chygrinskiy (defesa-central) e o guarda-redes Pyatov, assim como os laterais Srna (internacional croata) e Rat (internacional romeno).

Esta noite, o onze provável da equipa ucraniana, esquematizado em 4x4x2, não deve andar muito longe do seguinte: Pyatov; Srna, Chygrinskiy, Kryvtsov e Rat; Mkhitaryan, Fernandinho, Jádson e Dentinho; Eduardo e Luiz Adriano.

Jádson é internacional brasileiro

Quem é que o FC Porto deve ter debaixo de olho? Jádson

O mais vistoso futebolista do meio-campo do Shakhtar Donetsk é o internacional brasileiro Jádson, um elemento de grande técnica e imaginação que os dragões devem saber controlar.

Nascido a 5 de Outubro de 1983 em Londrina, Brasil, Jádson Rashid Rodrigues da Silva Radzif iniciou a sua carreira no Atlético Paranaense em 2003, tendo permanecido no clube canarinho entre 2003 e 2005 e efectuado 65 jogos (21 golos) nesse período de tempo.

Em 2005, o então promissor centro-campista brasileiro mudou-se para a Ucrânia, onde, desde essa data, representa o Shakhtar Donetsk. Na equipa ucraniana, já efectuou 163 jogos (39 golos) e conquistou inúmeros títulos, sendo cinco campeonatos da Ucrânia, duas taças ucranianas e uma Taça UEFA os principais triunfos.

Médio-ofensivo de grande talento individual, é um jogador com um baixo centro de gravidade, o que lhe permite driblar os adversários com facilidade e mestria. Rápido e com boa visão de jogo, trata-se de um dos principais cérebros do futebol ofensivo dos mineiros, sendo imperioso para o FC Porto tê-lo constantemente debaixo de olho.

Golo de Derlei eliminou os ucranianos em 2008/09

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça das Taças 1983/84: FC Porto vs Shakhtar Donetsk 3-2 e 1-1 (apurado FC Porto)

Taça das Taças 1997/98: Boavista vs Shakhtar Donetsk 2-3 e 1-1 (apurado S. Donetsk)

Liga dos Campeões 2007/08: Benfica vs Shakhtar Donetsk 0-1 e 2-1 (Benfica seguiu para a Taça UEFA, S. Donetsk eliminado)

Liga dos Campeões 2008/09: Shakhtar Donetsk vs Sporting 0-1 e 0-1 (Sporting apurado, S. Donetsk seguiu para a Taça UEFA)

Liga dos Campeões 2010/11: Sporting de Braga vs Shakhtar Donetsk 0-3 e 0-2 (Sp. Braga seguiu para a Taça UEFA, Shakhtar apurado)

As possibilidades do FC Porto

Na minha opinião, o Shakhtar Donetsk é o principal adversário do FC Porto neste Grupo G, sendo claramente a equipa mais dura que os azuis-e-brancos vão defrontar nesta fase da prova.

Em termos de qualidade de plantel, ambas as equipas equivalem-se, ainda que os azuis-e-brancos tenham a vantagem de terem maior experiência internacional que o conjunto ucraniano, ainda que essa diferença se tenha vindo a esbater nos últimos tempos.

Assim sendo, favoritismo reduzido para os portistas que terão de ter imenso cuidado e serem extremamente profissionais para superarem este difícil obstáculo.

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Liedson bisou diante do Gent

 

A carreira das equipas portuguesas nas provas da UEFA tem tido duas velocidades distintas. Na Liga dos Campeões, águias e arsenalistas têm tido dificuldade perante os seus adversários, encontrando-se, neste momento, com uma vitória e duas derrotas e, nesse seguimento, com grandes dificuldades para atingir a segunda fase da prova. Por outro lado, na Liga Europa, leões e dragões continuam a não dar tréguas aos adversários, somando por vitórias todos os jogos realizados e estando a um pequeno passo da próxima fase, passo esse que, inclusive, pode ser atingido na próxima jornada. Ainda assim, tratou-se de uma ronda globalmente positiva para Portugal, pois, tirando o desaire dos encarnados em Lyon (0-2), o Braga venceu o Partizan (2-0), em casa, o Sporting goleou o Gent (5-1) em Alvalade e, por fim, o FC Porto foi a Istambul vencer o Besiktas por três bolas a uma.

Ol. Lyon 2-0 Benfica

Pergunto-me onde anda o Benfica da época passada. Na quarta-feira, em Lyon, as águias nunca se encontraram, parecendo uma equipa encolhida e amedrontada, mesmo estando perante um adversário que, no máximo, ser-lhe à da mesma valia.

Na primeira parte, os encarnados entraram a falhar demasiados passes, sendo que, na sequência de um deles, perdido por Carlos Martins, surgiu o primeiro golo dos franceses, apontado por Briand (22′). Mesmo a perder, a génese do jogo não se alterou, pois o Benfica manteve-se amorfo e sem capacidade de penetração no último terço, sendo que, para piorar a sua situação, Gaitán acabou expulso em cima do intervalo e deixou as águias reduzidas a dez elementos.

Após o descanso, o Benfica, a perder por 1-0 e com dez elementos, tinha uma missão muito complicada, mas essa tornou-se quase impossível quando Lisandro (53′) fez o 2-0 para os gauleses.

A partir desse momento, o pouco Benfica que existia desapareceu por completo e o Lyon controlou e dominou até final, valendo Roberto para que o desaire dos encarnados não fosse mais pesado.

Esta derrota obriga o Benfica a vencer, na próxima jornada, o Lyon em casa, para poder continuar a sonhar com os oitavos de final da “Champions”.

Sp. Braga 2-0 Partizan

Se, no jogo com o Shakhtar, o Braga tinha sido uma equipa pouco eficaz e, inclusivamente, demasiado romântica, desta feita foi pragmática o suficiente para levar de vencida uma organizada mas pouco incisiva equipa sérvia.

Numa primeira parte equilibrada, os arsenalistas tiveram a felicidade de marcar no primeiro remate que fizeram à baliza. Um portentoso livre directo de Lima (34′) que Stojkovic não foi capaz de parar. Com este golo, os bracarenses foram para o intervalo com uma magra mas saborosa vantagem.

Depois do intervalo, a equipa arsenalista foi controlando a partida e até podia ter ampliado a vantagem aos 77 minutos, quando Matheus, isolado perante Stojkovic, não foi capaz de bater o guarda-redes sérvio.

Essa falha intranquilizou o Braga que, nos dez minutos finais, sentiu alguns sobressaltos, que só terminaram quando ao minuto 89, após excelente jogada de contra-ataque, Matheus fez o 2-0 final.

Com este resultado, o Braga abre, pelo menos, as portas do terceiro lugar e, com isso, a possibilidade de chegar aos dezasseis avos da Liga Europa.

Besiktas 1-3 FC Porto

O FC Porto demonstrou uma enorme capacidade de sofrimento e maturidade na deslocação ao sempre difícil Inonu em Istambul.

Depois de ter suportado um início forte do Besiktas, os dragões assentaram o seu jogo, começaram a criar oportunidades e, assim, foi com naturalidade que fizeram o 1-0, aos 26 minutos, na sequência de um cabeceamento de Falcao.

Até ao intervalo, tudo corria pelo melhor aos portistas que dominavam e ainda viram o árbitro anular um golo de forma errada a Falcao, todavia, em cima do descanso, Maicon travou Nihat quando este se isolava e viu o cartão encarnado, deixando o FC Porto com menos uma unidade.

Previa-se uma segunda parte terrível para os azuis e brancos, contudo, o FC Porto não só suportou a pressão turca, com foi capaz de marcar mais dois golos, sempre em lances de contra-ataque e sempre concluídos pelo génio de Hulk (59′ e 77′).

A vencer por 3-0, o FC Porto foi gerindo a partida com mais ou menos sobressaltos, sendo que ainda sofreu um golo (Bobô 90+2′), num momento em que até já jogava com nove unidades por expulsão de Fernando.

Com este triunfo (3-1), os dragões somam nove pontos em três jogos e encontram-se a uma vitória dos dezasseis avos de final da Liga Europa.

Sporting 5-1 Gent

A cara dos leões nas competições europeias tem sido uma cara feliz, eficaz e ganhadora e, ontem, em Alvalade, não foi excepção.

Na primeira parte, assistiu-se a um domínio absoluto dos leões que, além de terem sido donos e senhores do jogo, também foram extremamente eficazes, fazendo quatro golos em cinco oportunidades, com Diogo Salomão (7′), Liedson (13′ e 27′) e Maniche (37′) a concretizarem os tentos.

Na verdade, esses primeiros quarenta e cinco minutos só não foram perfeitos porque aos dezasseis minutos Hildebrand não agarrou uma bola fácil e deixou Wils (16′) marcar um golo para o Gent.

Ainda assim, o intervalo chegou com uma vantagem justa e gorda de quatro bolas a uma para os leões que, assim, tinham a perfeita consciência de que o jogo estava resolvido.

Na realidade, essa consciência estava mais do que correcta, porque, na segunda parte, foi mesmo o Sporting a marcar outro golo (Postiga 60′) e a estar sempre mais perto de marcar mais, perante uma equipa belga muito frágil para disputar esta fase da prova.

Quando o árbitro apitou para o final, os leões festejaram o cinco a um e, também, festejaram o facto de estarem a três pontos da fase seguinte, que é como quem diz, basta vencer em Gent, na próxima jornada, para que o Sporting alcance os dezasseis avos de final da Liga Europa.

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Yannick marcou o golo do apuramento leonino

O Sporting e o Sp. Braga foram os principais motivos de alegria nesta ronda europeia, isto sem qualquer desprimor pelo FC Porto, mas simplesmente porque o apuramento dos dragões nunca esteve em causa. Na Dinamarca, apesar da confiança de Paulo Sérgio, poucos acreditavam que os leões pudessem dar a volta a uma desvantagem de dois golos. Todavia, um Sporting pouco espectacular, mas muito digno e com uma pitada de sorte do seu lado, foi capaz de vencer por três bolas a zero e conseguir o tal milagre que poucos pensavam ser possível. Por outro lado, em Sevilha, não era o resultado que estava em causa, pois os arsenalistas até tinham ganho por 1-0 em casa, mas era a muito maior experiência dos andaluzes que tornava a missão bracarense bem difícil. No entanto, o Sp. Braga arrancou uma espectacular exibição, venceu por 4-3 e, ao apurar-se para a fase de grupos da Liga dos Campeões, escreveu uma das páginas mais bonitas da sua história.

Braga fez história no Sanchez Pizjuan

Sevilha 3-4 Braga

A equipa andaluza, em desvantagem na eliminatória, entrou forte no jogo com vontade de chegar rapidamente ao golo. No entanto, a equipa do Sevilha foi sempre esbarrando numa muito bem organizada equipa do Braga que beneficiava da excelente exibição da sua dupla de centrais (Moisés-Rodriguez). Durante a primeira meia hora, o Sevilha, apesar do domínio das operações, não conseguiu criar muitas situações de golo e, assim, os bracarenses cumpriam a sua principal missão.

Depois, esta equipa arsenalista mostrou que, além de paciente e adulta, também é fria e calculista, sabendo quando dar o golpe nas aspirações do adversário. Assim sendo, aos 31 minutos, na sequência de um rápido contra-ataque conduzido e finalizado por Paulo César, Matheus, na recarga, fazia o um a zero e colocava o Sp. Braga muito perto do apuramento para a fase de grupos.

Até ao final da primeira parte, os espanhóis não voltaram o discernimento para colocarem a baliza de Felipe em causa e, assim, o jogo avançou até ao intervalo sem problemas para a equipa portuguesa.

Após o descanso, o Braga voltou a entrar bastante organizado, sabendo perfeitamente o que fazer dentro de campo. O tempo passava e jogava a seu favor, todavia, a situação da equipa portuguesa tornou-se ainda mais positiva quando aos 58 minutos, a cruzamento de Matheus, Lima, recém-entrado, fez o 0-2 para os arsenalistas.

Pensou-se que esse golo terminasse com o desafio, mas foi puro engano. Pouco depois, um remate inofensivo de Luís Fabiano foi mal abordado por Felipe e entrou na baliza do Sp. Braga, fazendo o 1-2. Esse golo animou o Sevilha que, pouco depois, esteve muito perto de empatar, mas o remate de Jesus Navas embateu na trave da baliza do guarda-redes bracarense.

Esta foi a melhor fase dos andaluzes que continuaram a dominar o jogo e a criar algumas situações para marcar. No entanto, a boa exibição da dupla de centrais do Braga e, acima de tudo, a redenção de Filipe que compensou o frango do golo de Luís Fabiano com algumas boas defesas, impediram os espanhóis de chegarem ao 2-2 rapidamente.

Na verdade, quando esse golo surgiu, já estávamos no minuto 84 (bom golo de Navas) e faltava pouco tempo para o Sevilha marcar os dois que ainda necessitava. Para piorar o panorama espanhol, Lima, no minuto seguinte, aproveitou um erro defensivo dos andaluzes e fez o 2-3 que terminou, definitivamente, com a eliminatória.

Até final da partida, Lima (bisou aos 90′) e Kanouté (reduziu para 3-4 já nos descontos), ainda deram outro colorido ao marcador, mas a dúvida em relação ao vencedor da eliminatória já tinha terminado muito antes.

Vitória justíssima do Braga (4-3) que mostrou muita confiança e qualidade para a sua difícil viagem pela fase de grupos da Liga dos Campeões. Agora, que venha o Partizan, o Arsenal e o Shakhtar Donetsk.

Golo de Evaldo surgiu no momento certo

Brondby 0-3 Sporting

O Sporting que se via obrigado a vencer por, pelo menos, dois a zero para forçar o prolongamento, entrou muito mal no jogo e permitiu que fosse a equipa dinamarquesa a ter o controlo do mesmo nos primeiros minutos.

Com o passar do tempo, o Sporting foi serenando e começando a ter o controlo do desafio, ainda assim, a sua falta de criatividade e mobilidade no ataque, impedia-lhe de criar grande perigo para a baliza do Brondby.

Ainda assim, tal como na primeira mão, o Sporting voltou a ser prejudicado pela arbitragem que, aos 28 minutos, anulou um golo limpo a Liedson. Na primeira jogada dos leões com cabeça, tronco e membros, o Sporting via-se, injustamente privado de um tento importante.

O tempo passava e já todos se resignavam ao 0-0 ao intervalo, quando no último suspiro da primeira parte, na sequência de um cruzamento de André Santos, Evaldo, no coração da área, saltou para o um a zero. Um golo que surgia no melhor momento para os leões.

Após o descanso, esperava-se um Sporting dominador e com vontade de empatar a eliminatória, todavia, foi o Brondby que cresceu e, a partir dos 60 minutos, começou mesmo a criar grande perigo para a baliza leonina. Nessa fase, valeu aos leões a fraca pontaria dos dinamarqueses e duas excelentes intervenções de Rui Patrício a remates de Jallow e Bischoff.

O jogo não estava nada fácil e os verde e brancos viam o tempo jogar contra si. No entanto, se o tempo jogava contra os leões, a sorte jogava a seu favor, pois, após o desperdício “viking”, Nuno André Coelho viu, aos 75 minutos, um remate totalmente inofensivo do meio da rua acabar por entrar na baliza dum infeliz Andersen.

Com a eliminatória empatada, o Brondby caiu muito de produção e, aqui, percebeu-se que a experiência europeia dos leões podia ser determinante. Aos 77 minutos, Matias teve uma excelente ocasião para o 0-3, mas, num lance de quatro para um, não soube lateralizar o esférico e, assim, perdeu uma excelente oportunidade para matar a eliminatória.

O jogo caminhava para o final e todos já pensavam no prolongamento, quando após jogada rápida de contra-ataque, Liedson serviu Yannick Djaló e este, na cara do guarda-redes dinamarquês, fez-lhe um chapéu que fez o 0-3 e colocou o Sporting na fase de grupos da Liga Europa.

Vitória justa da melhor equipa no cômputo global da eliminatória, mas conseguida num encontro que demonstrou que o Sporting ainda está longe do que é desejável.

Hulk fez grande exibição e um hat-trick

FC Porto 4-2 Genk

Dragões e belgas sabiam que a eliminatória estava decidida e, assim, deram-se ao luxo de fazerem algumas alterações, mais tácticas nos portistas, que jogaram em 4-4-2 e mais em termos de jogadores no caso do Genk.

Talvez demasiado relaxados pelo 3-0 da primeira mão, os portistas permitiram algumas veleidades ao conjunto belga que, após alguns avisos, fez, aos 22 minutos, o surpreendente 0-1, por Vossen.

No minuto seguinte, houve a oportunidade para o FC Porto se redimir, mas Hulk, na conversão de um penalti cometido sobre si próprio, permitiu a defesa de Koteles.

No entanto, os dragões não tiveram de esperar muito tempo pela igualdade, que surgiu aos 36 minutos, na sequência de um espectacular livre de Hulk, que dedicou o tento à sobrinha que faleceu recentemente. Assim, o encontro chegou ao intervalo com os azuis e brancos e o conjunto belga empatados a um golo.

Após o descanso, o FC Porto optou por trocar o 4-4-2 por um 4-2-3-1 que tornou a equipa azul e branca mais homogénea e móvel. Essa alteração não tardou em dar frutos, pois Fernando, aos 53 minutos, encheu o pé e, de muito longe, fez um bonito golo, colocando o FC Porto a vencer por duas bolas a uma.

Ainda assim, o Genk, apesar de ser claramente mais frágil que os dragões, nunca desistiu e, três minutos depois, Vossen, de cabeça, voltou a igualar a partida, desta feita a duas bolas.

Apesar de nova igualdade, percebia-se que os portistas estavam bem mais fortes nesta segunda metade e, assim, ninguém estranhou que o FC Porto voltasse, pouco depois, à vantagem, quando Hulk, no segundo penalti da noite, foi mais feliz que no primeiro e fez o 3-2.

A partir daqui, o FC Porto marcou mais um tento (Hulk, aos 63 minutos, novamente de livre, a fazer o hat-trick) e dominou o jogo até final, terminando a partida com uma vitória justíssima por 4-2, diante de um Genk que teve o mérito de ter sido um conjunto digno do início ao fim.

Madeirenses lutaram mas pouco jogaram

Marítimo 1-2 BATE

Poucos acreditavam que o Marítimo pudesse dar a volta à eliminatória, mas também poucos pensariam que os madeirenses pudessem fazer uma exibição tão pobre diante do conjunto bielorrusso.

Na primeira parte, a equipa portuguesa teve o controlo do jogo, mas foi muito pouco perigosa, permitindo que o BATE passasse os primeiros 45 minutos com poucos sobressaltos. Neste período, há, todavia, que destacar um lance muito polémico na área bielorrussa, quando Danilo Dias rematou à baliza e Shitov colocou a mão no esférico. Estavam decorridos apenas dois minutos da partida e esse lance poderia ter sido decisivo.

Após o descanso, o Marítimo continuou a dominar o jogo, mas o seu futebol era pouco incisivo. Do outro lado, o BATE era uma equipa fria e calculista e mais reforçou essa ideia quando Pavlov, na sequência de um remate de Bressan, aproveitou o ressalto para fazer o 0-1. Estavam decorridos 51 minutos de jogo e foi a primeira oportunidade digna desse nome dos bielorrussos.

A partir daqui a eliminatória ficou definitivamente decidida e restava ao Marítimo tentar evitar o desaire europeu. A equipa madeirense lutou pela igualdade, que haveria de chegar sobre o minuto 90, graças a um golo de Kanu.

Pensou-se que o jogo terminaria, assim, empatado, todavia, um desconcentrado Marítimo, ainda foi capaz de sofrer um golo nos descontos (Skavysh foi quem marcou) e perder tudo o que estava em jogo: eliminatória e os pontos europeus para o ranking da UEFA. Uma derrota (1-2) e uma exibição que dão a ideia que este Marítimo é bem mais fraco que o da temporada transacta.

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Esta época o Porto sentiu a falta de Lucho

Sim, é verdade! A época acabou e não foi o FC Porto que festejou. É estranho, não é? Os adeptos portistas foram habituados a ganhar e quando isso não acontece fica uma sensação de vazio. Esta época, infelizmente, os nossos adversários foram mais fortes e a nossa equipa acordou demasiado tarde.

Jesualdo Ferreira disse sempre que no fim faziam-se as contas. E, fazendo as contas, o FC Porto terminou na 3º posição, com 68 pontos, a oito do campeão e a três do vice-líder. Apesar de a boa recta final, os dragões não conseguiram garantir um lugar de acesso à Liga dos Campeões, o que será um rombo no orçamento.

Mas, afinal, o que correu mal? Comecemos pelo princípio!

O FC Porto partiu para esta temporada sem os dois melhores jogadores das últimas quatro temporadas: Lisandro e Lucho. O primeiro foi facilmente “esquecido” pelo adeptos, como mostram os 25 golos marcados por Falcao, embora sem “Licha” a equipa mudasse a sua forma de jogar. Lisandro López é um avançado mais móvel, que joga facilmente na ala e que vinha regularmente buscar a bola atrás, enquanto o colombiano é um atacante mais fixo.

Se na zona mais avançada a equipa não teve problemas, o mesmo não se pode dizer da linha intermédia. Durante quatro temporadas, o onze jogava ao ritmo de “El Comandante” e foi muito difícil colmatar a ausência do médio argentino. Em minha opinião, Rúben Micael veio tarde e Guarin impôs-se só perto do fim. Em relação a Belluschi, penso que é jogador que terá mais liberdade se jogar mais perto dos avançados.

Em segundo lugar, três jogadores preponderantes na época anterior estiveram em claro sub-rendimento: Bruno Alves, Raul Meireles e Cristian Rodriguez. O central, a quem se esperava que transmitisse a mística portista, passou a temporada amuado por não ter saído e teve atitudes pouco dignas de um capitão. Já os restantes tiveram uma série de lesões, o que prejudicou o seu rendimento.

Toquei num ponto sensível: as lesões. Por vezes, o sucesso de uma equipa depende da inteira disponibilidade dos jogadores mais preponderantes. E, nisso, Jesualdo Ferreira teve azar. Para além dos já referidos Meireles e Rodriguez, houve ainda as lesões de Varela, Rúben Micael, Fernando, Fucile e Farias. O centro de estágio do Olival mais parecia um hospital e a segunda linha foi incapaz de colmatar as ausências da primeira. E a juntar a isto, a suspensão de Hulk.

Devo ser o único adepto portista a considerar que a suspensão do avançado brasileiro foi justa e que a redução de 4 meses para 3 jogos foi uma palhaçada. Mas, a verdade, é que Hulk fez falta e com o seu regresso a equipa recuperou a alegria do jogar futebol.

Porém, acho que as lesões tiveram um aspecto positivo. Foi encontrada uma táctica alternativa, algo que estava a faltar, que favorece as características de Guarin, Rúben Micael, Bellushi e, até, do próprio Hulk.

Apesar de o gabinete de prospecção ter enfiado alguns barretes, como Prediguer e Valeri, também houve jogadores que mostraram que têm categoria para jogar no FC Porto. Falcao foi, sem dúvida, o melhor jogador portista esta época – para mim o terceiro melhor jogador da Liga, a seguir a Javi Garcia e Alan -; Alvaro Pereira faz lembrar Bosingwa, só que no lado oposto; Varela calou aqueles que punham em causa o seu valor; e Miguel Lopes demonstrou que seria titular indiscutível no lado direito da defesa, se não fosse a lesão que o afectou no início da época.

Agora, só nos resta conquistar a Taça de Portugal no próximo domingo. O adversário é teoricamente mais fraco, mas é certo que os jogadores do Chaves farão o jogo das suas vidas. Todos os cuidados são poucos, para o FC Porto salvar “a honra do convento”. Mesmo que se efective a conquista da Taça, a época continua a saber a pouco.

Por último, venho falar sobre o próximo treinador do FC Porto. Em minha opinião, penso que Jesualdo devia suceder a Jesualdo. O professor tem mais um ano e o FC Porto arrisca-se a pagar uma rescisão dispendiosa, em tempos de crise e sem os milhões da Champions. Por outro lado, o único treinador português com carisma para treinar os dragões, Domingos Paciência, deverá continuar em Braga, com o objectivo de levar o principal clube local à Liga dos Campeões. Nos últimos jogos, a equipa estava a demonstrar boa dinâmica em todos os sectores e isso poderá ser afectada com a mudança de treinador. É preciso não esquecer que Jesualdo Ferreira tem um bem sucedido passado de azul-e-branco e não é por não ser campeão, numa época em que nem sempre contou com os elementos preponderantes do plantel, que deixa de ser um treinador com qualidade.

Também penso que para a próxima época, Pinto da Costa deverá procurar um médio-defensivo e um lateral-esquerdo, em caso de lesões de Fernando e Alvaro Pereira. Há ainda dois jogadores, Ukra e Castro, que gostaria de ver no plantel principal no próximo ano.

P.S. Aproveito para dar os parabéns aos justos campeões nacionais. O FC Porto não foi pentacampeão, porque encontrou um super-Benfica. O segundo lugar também não foi possível, pois o Braga, que também está de parabéns, demonstrou estar ao nível dos principais clubes portugueses. 

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O adepto de futebol pode ter alturas em que está decepcionado com a sua equipa, mas, lá no fundo, acredita sempre na vitória, por mais inesperadas que sejam as probabilidades. Eu sou assim: eu estou muito aborrecido com a época do FC Porto, mas, apesar das recentes exibições desastrosas, acreditei que o meu clube iria conquistar a Taça da Liga e o regresso de Fernando aos treinos deixou-me mais esperançado.

Comecei a perder as esperanças, quando soube que Varela não seria opção para o resto da época. E fiquei com vontade de desligar a televisão no momento do frango de Nuno. Mesmo assim, continuei a acreditar, porque o Porto costuma vender caras as derrotas. Não foi isso, porém, o que aconteceu. Aliás, salvo raras excepções, este dragão anda muito manso e é facilmente derrotado.

Contra o Benfica, o FC Porto voltou a andar perdido dentro de campo e as atitudes irracionais de Raul Meireles e Bruno Alves ao longo da partida são inexplicáveis. Com as saídas de Lucho e Pedro Emanuel, os adeptos contavam com este dois elementos para a continuação da famosa mística e serem vozes fortes no balneário. A verdade é que têm estado em claro sub-rendimento e têm tido atitudes pouco dignas de capitães. Aliás, até fiquei admirado pelo facto de estes dois internacionais terem acabado o jogo.

Do actual plantel, muito poucos são os elementos que merecem vestir a camisola azul e branca. Não há mística, nem empenho. E isso, frente a um rival, é imperdoável. O resultado de 3-0 acaba por ser lisongeiro, pois este super Benfica poderia ter marcado muito mais.

Também reconheço que as ausências de jogadores importantes têm sido nuclear para os recentes maus resultados. Esta época, Jesualdo Ferreira já se viu privado, por largos momentos, de Fucile, Fernando, Raul Meireles, Varela, Rodríguez, Mariano, Hulk e Farias. Deste todos, talvez o mal amado Mariano seja o jogador menos espectacular, mas já provou, por diversas alturas, que é um jogador útil. E neste momento o FC Porto só tem disponível um extremo: Cristian Rodríguez. Claro que isto não é desculpa para os maus resultados, antes pelo contrário, pois as segundas opções deveriam ter melhor qualidade, principalmente a meio-campo. A recente má fase dos dragões está directamente relacionada com a ausência de Fernando, um jogador sem rival no plantel.

Contudo, no caso dos extremos e ponta-de-lanças, não havia muito mais a fazer. O gabinete de prospecção do FC Porto preveniu-se para estas situações de lesões ou castigos nestas posições, mas houve demasiado azar ao mesmo tempo. Também penso que devia ter sido contratado mais um extremo, em Janeiro, para prevenir o longo castigo de Hulk, que já era esperado. Talvez seja altura de apostar em jovens, como Alex e Caetano, embora o primeiro também esteja a contas com uma lesão.

Penso que a chave para a decisão da Taça da Liga esteve mesmo nas aquisições de Inverno e nas segundas opções. Rúben Micael teve um começo promissor no Porto, mas tem vindo a realizar exibições deprimentes. Enquanto os novos elementos do Benfica, Airton, Éder Luís e Alan Kardec, a demonstram ser opções viáveis. Também Carlos Martins e Rúben Amorim provaram ser excelentes alternativas aos habituais titulares.

Por último, queria lamentar os incidentes ocorridos antes do encontro, provocados por adeptos afectos ao FC Porto. Adeptos desses não são dignos da grandeza de um clube como o nosso e nem da arte que é o futebol.

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Sei que foi algo em que várias vezes insisti neste blog. Na minha opinião, Raúl Meireles não estava, de maneira nenhuma, a acrescentar fosse o que fosse ao futebol do FC Porto esta temporada.
Numa equipa que joga com um meio campo a três, em que um não ataca (Fernando) e um não defende (Belluschi), é necessário um número 8 que saiba fazer, na perfeição, as duas coisas e que saiba ligar as posições 6 e 10, potenciando, até, a exibição dos seus dois outros colegas.
Rúben Micael é, sem dúvida, o homem ideal para essa função. Após a sua entrada na equipa portista, notou-se que o FC Porto passou a controlar com muito maior facilidade o meio campo, passou a criar mais oportunidades de golo e, acima de tudo, potenciou muito mais a enorme qualidade do argentino Belluschi.
Assim sendo, é claro, pelo menos para mim, que Raúl Meireles perde espaço no FC Porto. Um problema para Jesualdo Ferreira? Duvido, pois, provavelmente, vendo que tem concorrência, Raúl Meireles poderá se esforçar por voltar a ser uma alternativa credível como noutras temporadas. Até lá, os portistas agradecem a contratação de Rúben Micael.

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Apesar de continuar em quatro frentes, o FC Porto não está a fazer uma época muito conseguida em termos exibicionais. A equipa tem perdido pontos em casa (empates com Belenenses e Paços por exemplo), que eram impensáveis em épocas anteriores.
Parece-me, ainda assim, que o FC Porto tem plantel para fazer melhor e é preciso haver coragem para retirar Raul Meireles do onze, pois ele é, na minha opinião, a peça que está a encravar a fluidez do jogo azul e branco.
Assim sendo, irei explanar aquela que seria a minha visão do melhor onze do FC Porto. Uma equipa mais criativa e imprevisível.

Na baliza, jogaria aquele que entendo ser, de longe, o guarda-redes que dá mais garantias aos dragões (Helton). Um guarda-redes seguro e com uma qualidade muito importante no futebol moderno: lança muito bem o ataque.

Em relação ao habitual quarteto defensivo azul e branco, também não modificaria nada. Álvaro Pereira, à esquerda, seria o lateral mais ofensivo e Jorge Fucile, na direita, seria o lateral com mais preocupações defensivas. A centrais, estariam o xerife Bruno Alves e Rolando. Dois jogadores que além de serem seguros a defender, são muito bons em bolas paradas, tanto defensivas como ofensivas. O xerife tem ainda a vantagem de sair muito bem para o ataque e de poder ser um ponto de partida para os ataques portistas.

No miolo, jogaria um trinco que, não tendo muita técnica, é um prodígio na destruição de jogo (Fernando). À frente dele, e ligeiramente descaído para a direita para compensar a menor capacidade ofensiva de Fucile, jogaria Guarín. Este jogador, pelas suas características, seria uma espécie de Box to Box e faria a ligação entre o destruidor Fernando e o criativo Belluschi, que jogaria solto a nº 10, com poucas preocupações defensivas e total liberdade para criar jogo ofensivo para os azuis e brancos.

No ataque, dois alas/extremos rápidos, criativos e com excelente capacidade no um para um (Rodríguez e Varela) e um ponta de lança que é um goleador e, acima de tudo, um rato de área (Falcao).

Utilizando ainda Hulk, na segunda parte, para martirizar as defesas contrárias, esta seria uma equipa do FC Porto, que lutaria, sem problemas, pelo título nacional.

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