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Luc Castaignos com a camisola laranja

Chegou este Verão ao futebol italiano e ao Inter, uma das grandes promessas do futebol holandês, o ponta de lança ex-Feyenoord: Luc Castaignos.

Nascido a 27 de Setembro de 1992, em Schiedam, Holanda, Luc Castaignos iniciou a sua carreira nas camadas jovens de pequenos clubes holandeses como o Excelsior’20 e o Spartaan’20, antes de se transferir em 2007 para o Feyenoord.

No histórico clube de Roterdão, o avançado-centro holandês estreou-se como sénior na temporada 2009/10, terminando essa época com o modesto registo de quatro jogos e zero golos. Todavia, ao tratar-se de um jovem de 17 anos, percebe-se bem a pouca expressão dos números.

Por outro lado, na temporada passada, o avançado-centro explodiu no Feyenoord e, mesmo com apenas dezoito anos, terminou a época com 15 golos em 30 jogos e tornou-se cobiçado por vários grandes clubes da Europa, acabando por se transferir para o Inter de Milão.

Puro finalizador

O atacante holandês é o puro ponta de lança que parece estar sempre no sítio certo para facturar. Rápido e muito inteligente nas movimentações, surge sempre em zona de finalização, ludibriando facilmente as marcações que lhe são movidas pelos defesas adversários.

Apesar de não ser um prodígio de técnica, o internacional sub-21 holandês é extremamente letal no momento do remate, raramente falhando uma boa oportunidade para facturar.

Neste momento, à beira de fazer 19 anos, talvez necessitasse de rodar num clube menos exigente como o Inter, para que se preparasse melhor para o intenso e super-competitivo futebol italiano, mas, ainda assim, o avançado holandês tem todas as condições para já ir conquistando o seu espaço nos “nerazzurri” nesta mesma temporada.

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Coen Moulijn é uma lenda do Feyenoord

Uma das maiores lendas dos holandeses do Feyenoord, foi um extremo-esquerdo de enorme talento individual e que esteve presente em alguns dos mais bonitos momentos do gigante de Roterdão no contexto futebolístico internacional: Coen Moulijn. Avançado rápido, tecnicista e com enorme sentido de baliza, gostava de colar ao flanco esquerdo onde, invariavelmente, surpreendia constantemente os defesas contrários, graças ao seu enorme arsenal de fintas e inteligência no jogo. Falecido já durante este ano, pode ter abandonado fisicamente este planeta, mas nunca deixará de ter um lugar muito especial no coração dos adeptos do Feyenoord e da selecção laranja.

Uma vida ao serviço do Feyenoord

Coenraadt “Coen” Moulijn nasceu a 15 de Janeiro de 1937, em Roterdão, Holanda, e começou a jogar futebol num pequeno clube de Roterdão, o Xerxes. Nessa equipa modesta, estreou-se profissionalmente na época 1954/55, marcando quatro golos em 38 partidas oficiais.

As boas exibições ao serviço do Xerxes, valeram a Coen Moulijn a transferência para o Feyenoord, um dos maiores clubes de futebol da Holanda. Na equipa de Roterdão, haveria de permanecer entre 1955 e 1972, ou seja, até final da sua carreira, marcando 84 golos em 487 jogos e conquistando cinco campeonatos holandeses, duas taças da Holanda, uma Taça dos Campeões e uma Taça Intercontinental.

Nunca jogou uma grande competição pela Holanda

Coen Moulijn foi internacional holandês por 38 vezes (4 golos) entre 1956 e 1969, mas teve o azar de ser contemporâneo de uma das fases mais negativas do futebol das túlipas.

De facto, nesse período, a Holanda foi incapaz de se qualificar para o campeonato do Mundo ou da Europa, privando a lenda do Feyenoord de participar num grande certame internacional de selecções.

A personificação do futebol-arte

O extremo-esquerdo holandês era um avançado que gostava de colar à linha como o usual extremo da altura, mas já tinha a inteligência e a sagacidade de perceber que o seu enorme talento permitia-lhe aparecer noutras zonas para benefício da sua equipa.

De facto, Coen Moulijn foi dos primeiros extremos a saber fazer diagonais para o centro com qualidade e de forma efectiva, marcando inúmeros golos ao longo da carreira.

Com muita qualidade técnica e uma enorme classe e elegância, o internacional holandês era a personificação do futebol-arte, acabando por ser o primeiro rastilho daquela que seria a super-Holanda dos anos 70…

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O Nacional é o primeiro clube português a entrar nas competições oficiais de 2011/12, defrontando o modesto FH islandês na segunda pré-eliminatória da Liga Europa. Campeão da Islândia por cinco ocasiões e vencedor da taça nacional por duas, o clube de Hafnarfjordur já esteve presente dez vezes nas competições europeias, sendo que os momentos mais altos foram sempre vividos diante equipas britânicas: a eliminação dos escoceses do Dunfermline (2-2 e 2-1) na segunda pré-eliminatória da Taça UEFA 2004/05 e o empate obtido em Villa Park (1-1), diante do Aston Villa, na segunda pré-eliminatória da Taça UEFA 2008/09.

Quem é o FH?

O FH foi fundado em 1929, mas apenas se assumiu como um clube de topo no contexto do futebol islandês na década de 2000, que foi quando começou a conquistar títulos.

De facto, entre 2002 e 2010, o clube de Hafnardjordur conquistou cinco campeonatos, duas taças da Islândia, cinco taças da liga e cinco supertaças, assumindo-se como o clube islandês mais titulado deste período temporal.

Em termos europeus, o FH esteve presente em cinco edições da Liga dos Campeões e cinco edições da Taça UEFA, sendo que a melhor participação na “Champions” foi a presença na segunda pré-eliminatória em quatro ocasiões e, no caso da Taça UEFA, a participação na primeira eliminatória em 2004/05, alcançada após eliminarem os galeses do Haverfordwest (1-0 e 3-1) e os escoceses do Dunfermline (2-2 e 2-1). Infelizmente para o clube islandês, naquela que seria a última etapa antes da fase de grupos, o FH não resistiu aos alemães do Alemannia Aachen (1-5 e 0-0).

Como joga?

Costuma se dizer que o futebol islandês não passa de uma versão arcaica do futebol britânico e, valha a verdade, apesar da ideia ser algo simplista, existe algum ponto de verdade.

Normalmente, as equipas actuam em 4x4x2, num futebol que usa e abusa da força física e do jogo aéreo, numa clara exploração das poucas qualidades dos jogadores islandeses, bastante limitados em termos técnicos.

No caso do FH, o 4x4x2 também costuma ser a táctica utilizada, sendo que na última partida oficial (foram derrotados (1-3) na deslocação ao campo do IBV), o clube de Hafnardjordur actuou com: Gunnleifsson; Fredsgaard-Nielsen, Bjarnason, Vidarsson e Asgeirsson (Savarsson, 80m); Rúnarsson (Gudnason, 58m), Gunnlaugsson, Björnsson e Snorrason; Vilhálmsson e Hallfredsson (Sverrisson, 70m). O único tento do FH foi apontado por Vilhálmsson.

Gunnlaugsson é um internacional islandês

Quem é que o Nacional deve ter debaixo de olho? – Gunnlaugsson

O principal jogador deste clube islandês e cérebro do meio-campo, é o veterano internacional islandês de 38 anos: Bjarki Bergmann Gunnlaugsson.

Na sua longa carreira, Gunnlaugsson passou por clubes como o Feyenoord, Nuremberga, Molde ou Preston North End, sendo claramente um dos jogadores islandeses que passou por mais campeonatos e reuniu maior experiência internacional.

Com 38 anos, o médio-centro está longe de ser um jogador rápido, mas compensa essa lacuna com uma evoluída visão de jogo, bom posicionamento no campo e uma técnica que não sendo refinada, faz a diferença perante a maioria dos colegas de equipa.

27 vezes internacional pela Islândia, trata-se claramente do principal jogador que os madeirenses devem preocupar-se em anular no FH.

As hipóteses do Nacional

O Nacional é super-favorito para esta eliminatória europeia, pois defronta o actual quarto classificado de uma liga que está a anos luz da portuguesa em termos de qualidade.

Apesar do FH já se encontrar em competição há um mês (A liga islandesa devido a condicionantes meteorológicas disputa-se no Verão), trata-se de uma pequena vantagem perante a enorme diferença de talento entre os dois conjuntos, sendo previsível que a equipa madeirense supere os islandeses sem qualquer problema e inclusivamente natural que vença ambas as partidas da ronda.

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Timofte era uma estrela desse FC Porto

Disputava-se a quinta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões 1993/94 e o FC Porto, após duas vitórias e duas derrotas, sabia que precisava de um resultado positivo para continuar a sonhar com as semi-finais da competição mais importante do futebol europeu. O jogo era extremamente difícil, pois os portistas defrontavam o campeão alemão em título, todavia, o facto de o terem vencido, em casa, por 3-2, dava confiança à equipa azul e branca de, pelo menos, alcançar um empate em Bremen. No entanto, se uma igualdade já deixaria os portistas satisfeitos, o que aconteceu na Alemanha foi muito melhor do que os melhores sonhos do FC Porto. Numa exibição segura, sublime e magistral, os dragões cilindraram o Werder Bremen por cinco bolas a zero, escrevendo, por certo, uma das páginas mais bonitas do FC Porto.

Naquela altura, antes de se chegar à fase de grupos (só com campeões e com apenas oito equipas), as equipas tinham de disputar duas eliminatórias e, assim, o FC Porto teve, como adversários, os malteses do Floriana (1ª eliminatória), que afastou com vitória caseira por 2-0 e empate fora (0-0) e os holandeses do Feyenoord (2ª eliminatória), que afastou com vitória nas Antas (1-0) e nulo na banheira de Roterdão.

Chegados à fase de grupos, os dragões iniciaram a prova da melhor maneira, vencendo, em casa, o Werder Bremen (3-2). No entanto, depois perderam gás, sendo derrotados em San Siro, diante do Milan (0-3) e em Bruxelas, diante do Anderlecht (0-1), este último com o golo do desaire a surgir apenas a dois minutos do fim pelo inevitável Luc Nilis.

Assim sendo, a equipa portuguesa estava sobre enorme pressão no início da segunda volta, sendo obrigada a, pelo menos, conquistar sete pontos para estar segura da qualificação. Na quarta jornada, tudo começou bem, pois o FC Porto recebeu e venceu o Anderlecht por 2-0, seguindo-se, assim, a difícil e decisiva deslocação a Bremen.

Na Alemanha, para a quinta jornada, o FC Porto fez, provavelmente, a melhor exibição da época. Com um futebol rápido e envolvente e uma eficácia impressionante, os golos foram-se sucedendo na baliza de Oliver Reck, que mal podia acreditar no que lhe estava a acontecer.

Rui Filipe, Kostadinov, Timofte, Domingos e Secretário fizeram os golos de uma goleada impressionante por cinco bolas a zero e que colocava o FC Porto com possibilidades, inclusivamente, de vencer o grupo e evitar o Barcelona nas meias-finais.

Infelizmente para os portistas, no último jogo, não foram capazes de superar o Milan (0-0) e, assim, teriam de jogar as semi-finais com o Barcelona e com uma agravante. Na altura, as meias-finais eram a apenas uma mão, na casa do vencedor do grupo. Assim sendo, o FC Porto disputava o acesso à final, diante do super-Barça e em Nou Camp.

Nesse jogo, dois golos de Stoichkov e um grande golo de Koeman destruiram o sonho portista, contudo, não apagaram a memorável noite de Bremen, onde o FC Porto, uma vez mais, havia mostrado que se havia tornado um grande clube europeu.

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A Dinamarca, até hoje, participou em apenas três campeonatos do mundo, mas, ainda assim, nunca foi eliminada na fase de grupos, passando sempre às eliminatórias. A equipa escandinava atingiu os oitavos de final em 1986 e 2002 e os quartos de final em 1998, provando que sempre que chega a uma fase final faz boa figura. Apurados para o Mundial da África do Sul, os dinamarqueses apresentam uma selecção sem estrelas, mas com o habitual rigor escandinavo. Um conjunto que, na qualificação, cometeu a proeza de ficar à frente de Portugal e Suécia e que não perdeu nenhum jogo contra essas selecções. Agora, veremos se diante de Holanda, Japão e Camarões, a tradição mantém-se e os vikings voltam a chegar à segunda fase.

A Qualificação

Integrada no Grupo 1 da zona europeia de qualificação com Portugal, Suécia, Hungria, Albânia e Malta, a Dinamarca fez uma excelente fase de apuramento, terminando no primeiro lugar com dois pontos de avanço sobre Portugal (2º).

A equipa dinamarquesa apenas perdeu um jogo, quando já se encontrava apurada (Hungria, em casa, 0-1) e teve resultados de grande nível como a vitória em Portugal (3-2) e o duplo triunfo diante da Suécia (1-0 e 1-0).

Em suma, tratou-se de uma fase de qualificação quase irrepreensível e que garantiu, justamente, o apuramento dos vikings para o Mundial 2010.

Grupo 1 – Classificação

  1. Dinamarca 21 pts
  2. Portugal 19 pts
  3. Suécia 18 pts
  4. Hungria 16 pts
  5. Albânia 7 pts
  6. Malta 1 pt

O que vale a selecção dinamarquesa?

A Dinamarca funciona como equipa, pois o colectivo superioriza-se sempre à influência individual de qualquer jogador. O futebol viking tem poucos rasgos, mas, por outro lado, é muito mecanizado, frio e objectivo, conseguindo, quase sempre, levar água ao seu moinho.

Na defesa, os dinamarqueses têm um guarda-redes com muita experiência e que garante grande segurança ao sector recuado: Sorensen. Depois, a dupla de centrais é de enorme qualidade, pois os vikings contam com Daniel Agger e Simon Kjaer. Duas torres, quase intransponíveis pelo ar e que são competentes no um contra um, tendo, também, um excelente posicionamento táctico. Por fim, os laterais são Simon Poulsen (defesa esquerdo), que é um atleta mais ofensivo e Lars Jacobsen (defesa direito), lateral mais defensivo e que garante solidez ao quarteto defensivo.

Num meio campo em linha, tradicional do 4-4-2 clássico, os escandinavos usam o duplo pivot: Christian Poulsen-Jakob Poulsen. Neste sistema, Christian é o médio mais defensivo, um destruidor de jogo com poucas ou nenhumas preocupações ofensivas e Jakob é o médio box to box, que, apesar de não poder descurar a defesa, também tem de subir no terreno e apoiar os dois atacantes da selecção dinamarquesa. Por outro lado, nas alas, actuam Martin Jorgensen (à esquerda) e Rommedahl (à direita). Jorgensen é um jogador que procura a linha, mas também as diagonais para dentro, ajudando a minimizar a ausência de um nº10 puro, enquanto Rommedahl, na direita, é quase um extremo, forte no um contra um e que procura sempre a linha para cruzar. No banco, os dinamarqueses se preferirem trocar Jorgensen por outro extremo puro têm ainda Gronkjaer.

Por fim, no ataque, deve actuar a dupla Tomasson-Bendtner. Mais do que jogarem um ao lado do outro, o que deve acontecer é Tomasson aparecer mais nas costas, como avançado de suporte e Bendtner surgir como ponta de lança puro. Além de Tomasson (um excelente avançado) ser quase perfeito a jogar dessa forma, isso também garante maior apoio a Bendtner, que, assim, tem condições facilitadas para fazer o que melhor sabe: golos. Ainda assim, se Morten Olsen preferir actuar com dois pontas de lança puros, pode sempre abdicar de Tomasson e lançar o forte e gigante atacante do Duisburgo: Soren Larsen.

Integrada no Grupo E com Holanda, Camarões e Japão, a Dinamarca terá no primeiro lugar uma missão quase impossível, mas a enorme qualidade táctica, mesclada com o talento de um ou outro jogador deve ser suficiente para alcançarem o segundo lugar.

O Onze Base

Como referido anteriormente, a equipa escandinava deve actuar num 4-4-2 com Sorensen (Stoke City) na baliza; Simon Poulsen (AZ), Kjaer (Palermo), Daniel Agger (Liverpool) e Jacobsen (Blackburn) na defesa; Jorgensen (AGF), Christian Poulsen (Juventus), Jakob Poulsen (Aahrus) e Rommedahl (Ajax) no meio campo; e a dupla: Tomasson (Feyenoord) e Bendtner (Arsenal) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Apesar se ser muito sólida tacticamente, a Dinamarca não deverá ter condições de disputar o primeiro lugar com a Holanda, pois a diferença de valores individuais é muito pronunciada para ser posta em causa pelo colectivismo escandinavo. Ainda assim, os dinamarqueses devem-se superiorizar a camaroneses e japoneses. Os vikings são muito melhores em termos tácticos e físicos que estes adversários e, mesmo em termos técnicos, apenas perdem para a selecção africana.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Dinamarca vs Holanda
  • 19 de Junho: Dinamarca vs Camarões
  • 24 de Junho: Dinamarca vs Japão

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Vice-campeã do Mundo em 1974 e 1978, a Holanda costuma ter selecções de alto nível nos mundiais mas, por vezes, acaba por desiludir nas fases finais. Um exemplo foi o Itália 90, em que depois de ser campeã da Europa e tendo jogadores como Gullit, Rijkaard e Van Basten não venceu um único jogo. Ainda assim, os adeptos da Laranja Mecânica acreditam que desta vez, na África do Sul, será a vez da Holanda. Com uma equipa com jogadores como Robben, Sneijder, Van der Vaart e Van Persie, a turma holandesa tem condições de fazer um excelente mundial e, quiçá, alcançar uma posição entre as quatro melhores equipas do mundo. No entanto, para que não se repitam as desilusões do passado, há que pensar jogo a jogo e, como tal, primeiro há que eliminar Dinamarca, Japão e Camarões.

A Qualificação

O grupo não era particularmente difícil, mas a campanha holandesa no grupo 9 da zona europeia de qualificação foi impressionante. A Laranja Mecânica, que defrontou Noruega, Escócia, Macedónia e Islândia, venceu todos os jogos, marcou 17 golos e sofreu apenas dois.

Apesar da relativa facilidade do agrupamento, vencer na Noruega (1-0) ou na Escócia (1-0) nunca é fácil e só prova o enorme poderio da equipa holandesa, que terminou o Grupo 9 com uma vantagem de catorze pontos sobre a Noruega (2º).

Assim sendo, foi sem dar hipóteses aos seus adversários que a Holanda se qualificou para o Mundial 2010.

Grupo 9 – Classificação

  1. Holanda 24 pts
  2. Noruega 10 pts
  3. Escócia 10 pts
  4. Macedónia 7 pts
  5. Islândia 5 pts

O que vale a selecção holandesa?

A equipa holandesa é, do meio campo para frente, provavelmente das melhores selecções presentes no campeonato do mundo, mas, por outro lado, a defesa, sem ser má, é apenas mediana, com alguns veteranos já em fase descendente da carreira (Van Bronckhorst e Ooijer) e outros com pouca experiência internacional (Van der Wiel).

O seleccionador Van Marwijk deverá jogar com o guarda-redes: Stekelenburg, que não sendo espectacular, também não compromete e um quarteto defensivo com Van Bronckhorst à esquerda, Van der Wiel à direita e a dupla de centrais: Ooijer-Mathijsen. O lateral direito é muito ofensivo e, assim, a presença do experiente Van Bronckhort, na esquerda, é muito importante para equilibrar o esquema da selecção holandesa. Depois, a dupla de centrais, composta por dois trintões, ganha em experiência e em posicionamento táctico, mas, principalmente no caso de Ooijer, poderá ter alguns problemas com avançados velozes e fortes no um contra um.

Por outro lado, o meio campo é um sonho para qualquer amante de futebol. O experiente Van Bommel deverá ser o trinco e a seu lado jogará Van der Vaart como médio centro, ou seja, com maior liberdade ofensiva e com capacidade para fazer a ligação com o nº10, o fantástico jogador do Inter, Wesley Sneijder. Depois, nas alas, deverão aparecer Robben (à esquerda) e Van Persie (à direita). Dois alas que tanto procuram a linha como fazem diagonais para o centro para procurarem uma tabelinha ou um remate de longe.

Por fim, no ataque, deverá jogar sozinho o atacante do Liverpool: Kuyt. Curiosamente, este jogador costuma jogar como ala no clube inglês e, assim, mais que um ponta de lança fixo, vai ser um elemento muito móvel que trocará várias vezes de posição tanto com os alas como com o próprio Sneijder, confundindo as marcações e permitindo à Holanda fazer o seu tão famoso futebol total.

Em suma, e apesar da defesa holandesa não estar ao nível do meio campo e do ataque, é bem provável que, num grupo com a Dinamarca, Japão e Camarões, a Holanda termine facilmente no primeiro lugar.

O Onze Base

A Holanda deverá apresentar um esquema: 4-2-3-1 com Stekelenburg (Ajax) na baliza; Um quarteto defensivo com Van Bronckhorst (Feyenoord), Ooijer (PSV), Mathijsen (Hamburgo) e Van der Wiel (Ajax); Um meio campo com o duplo pivot: Van Bommel (Bayern)/Van der Vaart (Real Madrid), os alas: Robben (Bayern)/Van Persie (Arsenal) e o médio ofensivo: Sneijder (Inter); E, no ataque, jogará o muito móvel Dirk Kuyt (Liverpool).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Tendo em conta que tem um conjunto superior a qualquer dos seus adversários, é provável que a Holanda vença sem dificuldade o Grupo E do Mundial 2010. Ainda assim, a Laranja Mecânica deve encarar os seus oponentes com respeito e dar tudo de si, pois, grandes selecções holandesas fracassaram no passado com equipas tão boas ou melhores que esta.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Holanda vs Dinamarca
  • 19 de Junho: Holanda vs Japão
  • 24 de Junho: Holanda vs Camarões

 

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O Barcelona não foi além de um nulo no desafio, fora, diante do Espanhol. Este resultado, aliado ao triunfo do Real Madrid, em casa, diante do Valência, por 2-0, diminiu a vantagem catalã, em relação aos madrilenos, para apenas um ponto; Em Itália, a Roma venceu o derbi romano por duas bolas a uma e manteve o ponto de vantagem sobre o Inter (recebeu e venceu a Juventus por 2-0); Na Premier League, o líder Chelsea perdeu na deslocação ao campo do Tottenham (1-2) e o  Manchester United (venceu o derby de Manchester por 1-0) está agora a apenas um ponto.

Liga Espanhola – Barcelona perde margem de erro

Após a vitória diante do Real Madrid, os catalães sabiam que se podiam dar ao luxo de empatarem ou perderem um jogo que seriam campeões na mesma. Contudo, o Barça não esperava esgotar essa margem de erro logo ao primeiro obstáculo, ou seja, no derbi catalão com o Espanhol. Foi um jogo extremamente desinspirado do Barcelona que nunca se conseguiu superiorizar ao seu adversário e acabou com uma unidade menos no relvado. Por outro lado, quem não vacilou foi o Real Madrid que recebeu o Valência e venceu por 2-0, num jogo em que demonstrou ser sempre superior. Higuaín e Ronaldo fizeram os golos que colocam os madrilenos a apenas um golo do Barça e deixam a La Liga ao rubro.

Liga Italiana – Roma mantém liderança e Milan despede-se do título

A Roma até começou mal o derbi romano, pois, aos 15 minutos, Rocchi abriu o activo para a Lazio. O eterno rival da Roma continuou mais forte e Floccari ainda falhou um penálti. Contudo, na segunda parte, os pupilos de Ranieri encheram-se de brio e deram a volta ao marcador com um bis de Vucinic. Com este resultado, a AS Roma manteve a liderança com um ponto de vantagem sobre o Inter (2º), que venceu, com toda a justiça, em casa, a Juventus (2-0) com golos de Maicon e Eto’o. Fora da luta pelo título está o Milan que deslocou-se a Génova, perdeu com a Sampdória (1-2) e está agora a sete pontos da Roma.

Liga Inglesa – Chelsea perde em White Hart Lane e relança Premier League

Os “blues” tinham um difícil teste no campo do Tottenham e acabaram por chumbá-lo. No White Hart Lane, os “spurs” foram sempre superiores e, ainda na primeira parte, chegaram ao 2-0 com golos de Defoe e Bale. Na segunda metade, o Chelsea reagiu mas só fez um golo, mesmo ao cair do pano, por Lampard. Com esta derrota (1-2), os londrinos ficaram com apenas um ponto de vantagem sobre o segundo classificado Manchester United, que venceu o derbi de Manchester diante do City, com um golo no último minuto de Scholes. Por outro lado, o Arsenal perdeu em Wigan (2-3) e despediu-se definitivamente da luta pelo título inglês.

Liga Alemã – Bayern esmaga Hannover e mantém Schalke 04 a dois pontos

O líder do campeonato alemão recebeu o Hannover e não fez por menos, pois ganhou 7-0. Robben (3), Olic (2) e Müller (2) fizeram os golos da goleada bávara. Por outro lado, o Schalke também não vacilou e venceu, em casa, o Borussia de Monchegladbach por três bolas a uma. Com estes resultados, o Bayern mantém a liderança da Bundesliga com mais dois pontos que o segundo classificado Schalke 04.

Outras Ligas – Anderlecht sagrou-se campeão belga

O Anderlecht venceu em Brugge por 2-1 com golos de Van Damme e Suarez e conquistou o campeonato belga com quatro jornadas de avanço; Por outro lado, em França, o Marselha ganhou em Boulogne (2-1) e tem agora cinco pontos de avanço sobre o segundo classificado Auxerre, que venceu o Lorient, em casa, por 4-1; Por fim, na Holanda, o campeonato continua ao rubro, pois, a uma jornada do fim, Twente e Ajax continuam seperados por um ponto. O Twente venceu, em casa, o Feyenoord (2-0) e o Ajax goleou, também em casa, o Heracles por 4-0. Emoção até ao fim na Eredivisie.

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