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Posts Tagged ‘Futre’

Gomes era uma estrela deste Sporting

O FC Politehnica Timişoara tinha eliminado o Atlético de Madrid na primeira ronda da Taça UEFA (2-0 e 0-1) e, assim, os adeptos e responsáveis leoninos ficaram desconfiados do oponente romeno. Assim sendo, o Sporting, que vinha de uma eliminatória difícil diante dos belgas do Malines (1-0 e 2-2), encarou este compromisso com o Timisoara com o máximo respeito, colocando toda a carne no assador, logo na primeira mão, em Alvalade. Com essa atitude, esperava-se que os verde e brancos resolvessem logo a eliminatória com um triunfo de dois ou três a zero, mas, o que aconteceu nessa partida, foi muito melhor do que os leões alguma vez sonharam.

O Sporting, na primeira eliminatória dessa Taça UEFA 1990/91, defrontou o Malines, cuja estrela, nessa temporada, era o guarda-redes Preud’Homme e venceu por 1-0 em Alvalade (golo de Cadete), num jogo em que o ex-guarda-redes do Benfica defendeu um penalti. Depois, na segunda mão, os leões souberam sofrer em Malines, estando a perder por 1-0 e 2-1, mas conseguindo sempre a igualdade, primeiro por Gomes e depois por Cadete.

Assim sendo, os verde e brancos conseguiram o passaporte para defrontarem o Timisoara, uma equipa romena que tinha se celebrizado na primeira eliminatória por ter eliminado o Atlético de Madrid de Futre. Encarando o jogo com a máxima atenção e respeito, a primeira mão foi um jogo de sonho para os leões, que haveriam de vencer por 7-0, numa magnífica exibição de futebol de ataque, em que os leões viram Cadete fazer um hat-trick, Gomes bisar e, até, Careca e Bozinowski molharem a sopa diante de uma perdida equipa romena.

Graças a esse resultado gordo, a segunda mão foi um mero cumprir de calendário e os leões, curiosamente, até perderam (0-2) no campo da equipa onde jogava Ion Timofte.

Esta época dos verde e brancos na Taça UEFA, haveria de ser lendária, pois, após terem superado o Malines e o P. Timisoara, os leões eliminaram os holandeses do Vitesse (2-0 e 2-1) e os italianos do Bolonha (1-1 e 2-0), apenas parando nas meias-finais, numa eliminatória diante do Inter de Milão (0-0 e 0-2), tristemente célebre pelos falhanços de Oceano na primeira mão e pelos erros defensivos do jogo decisivo, fatais diante de um super Inter que contava com jogadores como Zenga, Brehme, Matthaus e Klinsmann.

Ainda assim, tratou-se de um percurso épico e prestigiante para o Sporting que teve, como momento alto, esta goleada, diante do Timisoara, perante um antigo Estádio de Alvalade cheio e exultante.


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Pinga era um jogador genial

Muito antes de aparecer Cristiano Ronaldo, Figo, Futre, ou até Eusébio, jogou no FC Porto um atacante que primava pela genialidade, elevada técnica e poder de remate: Pinga. Chegado aos dragões após os ter humilhado, ao serviço do Marítimo, num jogo em que os madeirenses bateram os portistas por 7-1, Pinga fez uma carreira de excelente nível no FC Porto, conquistando, ao todo, 21 títulos nacionais e tornando-se num dos “Diabos do meio-dia”, alcunha atribuída a ele em conjunto com Valdemar Mota e Acácio Mesquita, após terem ajudado os dragões a vencerem o First Viena, considerado o grande clube europeu da época. Como disse, um dia, Cândido de Oliveira a “A Bola”: “foi um jogador fulgurantíssimo, verdadeiramente genial. Talvez o maior talento do nosso futebol. Tudo nele era prodigioso, um verdadeiro artista”.

Artur de Sousa “Pinga” nasceu a 30 de Setembro de 1909, no Funchal e começou a jogar no Marítimo, onde deu nas vistas, principalmente após a grande exibição que fez numa vitória do Marítimo sobre o FC Porto por sete bolas a uma, em jogo do Campeonato de Portugal.

Em 1930, chegou ao FC Porto, a troco de 500 escudos pagos por baixo da mesa. Aliás, para manter as aparências, Pinga fingia trabalhar na fábrica de Sebastião Ferreira Mendes, que, pouco depois, se tornaria presidente.

Nos dragões, venceu dois campeonatos de Portugal (1931/32 e 1936/37), foi campeão da Liga em 1934/35 e venceu o campeonato nacional da primeira divisão em 1938/39 e 1939/40, chegando a receber 1500 escudos por mês, uma fortuna para a época.

Jogador de grande capacidade técnica e com um poder de remate fora do comum, Pinga fez, em toda a sua carreira e nos únicos dois clubes em que jogou (Marítimo e FC Porto), 394 golos em 400 jogos. Na selecção, numa altura em que os jogos internacionais escasseavam, Pinga fez 9 golos em 21 partidas, o que, para a época, era bastante relevante.

Depois de se retirar, Pinga ainda foi treinador de futebol, tendo, como momento mais alto da sua carreira, a eliminação do Sporting da Taça de Portugal ao serviço do modesto Tirsense.

A ex-estrela do FC Porto acabou por falecer em 1963, quando ainda estava ligado ao desporto-rei, como treinador das camadas jovens dos dragões.

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Em Viena, a 27 de Maio de 1987, um argelino de 28 anos ofereceu, com duas pinceladas de génio, a primeira Taça dos Campeões Europeus ao FC Porto. Um maravilhoso golo de calcanhar e uma inesquecível arrancada pelo flanco esquerdo, seguida de um cruzamento letal para golo de Juary, permitiram aos dragões vencerem o Bayern de Munique (2-1) e conquistarem a terceira Taça dos Campeões para Portugal. É por momentos como esse, que, quem gosta de futebol em geral, e os portistas em particular, jamais esquecerão Rabah Madjer.

O ponta de lança argelino chegou à Europa com 24 anos. Um ano depois de brilhar pela Argélia no Mundial 82, Madjer assinou pelo Racing Club Paris, onde esteve época e meia (50 jogos, 22 golos). Depois, jogou ainda meia época no Tours antes de assinar, no verão de 1985, pelo FC Porto.

Foi no clube português que passou os melhores anos da sua carreira. Esteve no FC Porto entre 1985 e 1991 (tirando meia época no Valência em 1988), onde ganhou três campeonatos, duas Taças de Portugal e a inesquecível Taça dos Campeões conquistada em 1987, no Prater, em Viena, após uma exibição individual espectacular.

Nesse jogo, Madjer e Futre destruiram completamente a defesa do Bayern, porém o argelino foi ainda mais decisivo que o extremo português, pois esteve nos dois momentos chave do jogo, que é como quem diz, nos dois golos. Madjer tornou-se, assim, no jogador mais importante dessa final que o FC Porto ganhou, por 2-1, à equipa bávara.

Durante o período em que esteve no FC Porto, Madjer espalhou magia por onde quer que passasse. Tratava-se de um avançado rápido, criativo, tecnicista e que marcava bastantes golos. O atleta que fez 108 jogos e 50 golos pelos dragões, só não conquistou outros palcos porque nasceu num pequeno país futebolístico.

Ainda assim, Madjer teve o orgulho de participar em dois mundiais (82 e 86) pela Argélia e de ser recordado como um dos melhores jogadores africanos de sempre.

Deixo-vos um vídeo com grandes momentos da carreira de Rabah Madjer, para perceberem melhor a sua enorme qualidade.

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