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Thibault Courtois em acção

No Genk actua um guarda-redes extremamente talentoso e promissor que, inclusivamente, já chegou à selecção belga apesar de ter apenas 19 anos: Thibault Courtois.

Nascido a 11 de Maio de 1992 em Bree, Bélgica, Thibault Courtois iniciou a sua carreira futebolística nas camadas jovens do Bilzen VV com apenas cinco anos de idade, tendo-se mudado em 1999 para o Racing Genk, clube que representa até hoje.

No Genk, estreou-se na primeira equipa na temporada 2008/09, mas só se assumiu como titular na actual temporada de 2010/11. Nesta época, Courtois efectuou 40 jogos no campeonato belga e ainda conseguiu chegar à selecção da Bélgica, esperando apenas a oportunidade para passar da convocatória à primeira internacionalização.

Guarda-redes com grandes reflexos

Thibault Courtois é um guarda-redes muito alto (1,98 metros), sendo fortíssimo no jogo aéreo e a sair-se a cruzamentos. Rápido e com um excelente posicionamento na baliza, é muito lesto a sair-se aos adversários quando estes aparecem isolados.

Para além disto, uma das características que faz Courtois se destacar, são os seus fantásticos reflexos, que permitem que faça defesas, muitas vezes, quase impossíveis.

Neste momento, com apenas 19 anos, trata-se de um jogador que devem seguir com atenção, pois será, por certo, um dos grandes guarda-redes de futuro do futebol belga.

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Yannick marcou o golo do apuramento leonino

O Sporting e o Sp. Braga foram os principais motivos de alegria nesta ronda europeia, isto sem qualquer desprimor pelo FC Porto, mas simplesmente porque o apuramento dos dragões nunca esteve em causa. Na Dinamarca, apesar da confiança de Paulo Sérgio, poucos acreditavam que os leões pudessem dar a volta a uma desvantagem de dois golos. Todavia, um Sporting pouco espectacular, mas muito digno e com uma pitada de sorte do seu lado, foi capaz de vencer por três bolas a zero e conseguir o tal milagre que poucos pensavam ser possível. Por outro lado, em Sevilha, não era o resultado que estava em causa, pois os arsenalistas até tinham ganho por 1-0 em casa, mas era a muito maior experiência dos andaluzes que tornava a missão bracarense bem difícil. No entanto, o Sp. Braga arrancou uma espectacular exibição, venceu por 4-3 e, ao apurar-se para a fase de grupos da Liga dos Campeões, escreveu uma das páginas mais bonitas da sua história.

Braga fez história no Sanchez Pizjuan

Sevilha 3-4 Braga

A equipa andaluza, em desvantagem na eliminatória, entrou forte no jogo com vontade de chegar rapidamente ao golo. No entanto, a equipa do Sevilha foi sempre esbarrando numa muito bem organizada equipa do Braga que beneficiava da excelente exibição da sua dupla de centrais (Moisés-Rodriguez). Durante a primeira meia hora, o Sevilha, apesar do domínio das operações, não conseguiu criar muitas situações de golo e, assim, os bracarenses cumpriam a sua principal missão.

Depois, esta equipa arsenalista mostrou que, além de paciente e adulta, também é fria e calculista, sabendo quando dar o golpe nas aspirações do adversário. Assim sendo, aos 31 minutos, na sequência de um rápido contra-ataque conduzido e finalizado por Paulo César, Matheus, na recarga, fazia o um a zero e colocava o Sp. Braga muito perto do apuramento para a fase de grupos.

Até ao final da primeira parte, os espanhóis não voltaram o discernimento para colocarem a baliza de Felipe em causa e, assim, o jogo avançou até ao intervalo sem problemas para a equipa portuguesa.

Após o descanso, o Braga voltou a entrar bastante organizado, sabendo perfeitamente o que fazer dentro de campo. O tempo passava e jogava a seu favor, todavia, a situação da equipa portuguesa tornou-se ainda mais positiva quando aos 58 minutos, a cruzamento de Matheus, Lima, recém-entrado, fez o 0-2 para os arsenalistas.

Pensou-se que esse golo terminasse com o desafio, mas foi puro engano. Pouco depois, um remate inofensivo de Luís Fabiano foi mal abordado por Felipe e entrou na baliza do Sp. Braga, fazendo o 1-2. Esse golo animou o Sevilha que, pouco depois, esteve muito perto de empatar, mas o remate de Jesus Navas embateu na trave da baliza do guarda-redes bracarense.

Esta foi a melhor fase dos andaluzes que continuaram a dominar o jogo e a criar algumas situações para marcar. No entanto, a boa exibição da dupla de centrais do Braga e, acima de tudo, a redenção de Filipe que compensou o frango do golo de Luís Fabiano com algumas boas defesas, impediram os espanhóis de chegarem ao 2-2 rapidamente.

Na verdade, quando esse golo surgiu, já estávamos no minuto 84 (bom golo de Navas) e faltava pouco tempo para o Sevilha marcar os dois que ainda necessitava. Para piorar o panorama espanhol, Lima, no minuto seguinte, aproveitou um erro defensivo dos andaluzes e fez o 2-3 que terminou, definitivamente, com a eliminatória.

Até final da partida, Lima (bisou aos 90′) e Kanouté (reduziu para 3-4 já nos descontos), ainda deram outro colorido ao marcador, mas a dúvida em relação ao vencedor da eliminatória já tinha terminado muito antes.

Vitória justíssima do Braga (4-3) que mostrou muita confiança e qualidade para a sua difícil viagem pela fase de grupos da Liga dos Campeões. Agora, que venha o Partizan, o Arsenal e o Shakhtar Donetsk.

Golo de Evaldo surgiu no momento certo

Brondby 0-3 Sporting

O Sporting que se via obrigado a vencer por, pelo menos, dois a zero para forçar o prolongamento, entrou muito mal no jogo e permitiu que fosse a equipa dinamarquesa a ter o controlo do mesmo nos primeiros minutos.

Com o passar do tempo, o Sporting foi serenando e começando a ter o controlo do desafio, ainda assim, a sua falta de criatividade e mobilidade no ataque, impedia-lhe de criar grande perigo para a baliza do Brondby.

Ainda assim, tal como na primeira mão, o Sporting voltou a ser prejudicado pela arbitragem que, aos 28 minutos, anulou um golo limpo a Liedson. Na primeira jogada dos leões com cabeça, tronco e membros, o Sporting via-se, injustamente privado de um tento importante.

O tempo passava e já todos se resignavam ao 0-0 ao intervalo, quando no último suspiro da primeira parte, na sequência de um cruzamento de André Santos, Evaldo, no coração da área, saltou para o um a zero. Um golo que surgia no melhor momento para os leões.

Após o descanso, esperava-se um Sporting dominador e com vontade de empatar a eliminatória, todavia, foi o Brondby que cresceu e, a partir dos 60 minutos, começou mesmo a criar grande perigo para a baliza leonina. Nessa fase, valeu aos leões a fraca pontaria dos dinamarqueses e duas excelentes intervenções de Rui Patrício a remates de Jallow e Bischoff.

O jogo não estava nada fácil e os verde e brancos viam o tempo jogar contra si. No entanto, se o tempo jogava contra os leões, a sorte jogava a seu favor, pois, após o desperdício “viking”, Nuno André Coelho viu, aos 75 minutos, um remate totalmente inofensivo do meio da rua acabar por entrar na baliza dum infeliz Andersen.

Com a eliminatória empatada, o Brondby caiu muito de produção e, aqui, percebeu-se que a experiência europeia dos leões podia ser determinante. Aos 77 minutos, Matias teve uma excelente ocasião para o 0-3, mas, num lance de quatro para um, não soube lateralizar o esférico e, assim, perdeu uma excelente oportunidade para matar a eliminatória.

O jogo caminhava para o final e todos já pensavam no prolongamento, quando após jogada rápida de contra-ataque, Liedson serviu Yannick Djaló e este, na cara do guarda-redes dinamarquês, fez-lhe um chapéu que fez o 0-3 e colocou o Sporting na fase de grupos da Liga Europa.

Vitória justa da melhor equipa no cômputo global da eliminatória, mas conseguida num encontro que demonstrou que o Sporting ainda está longe do que é desejável.

Hulk fez grande exibição e um hat-trick

FC Porto 4-2 Genk

Dragões e belgas sabiam que a eliminatória estava decidida e, assim, deram-se ao luxo de fazerem algumas alterações, mais tácticas nos portistas, que jogaram em 4-4-2 e mais em termos de jogadores no caso do Genk.

Talvez demasiado relaxados pelo 3-0 da primeira mão, os portistas permitiram algumas veleidades ao conjunto belga que, após alguns avisos, fez, aos 22 minutos, o surpreendente 0-1, por Vossen.

No minuto seguinte, houve a oportunidade para o FC Porto se redimir, mas Hulk, na conversão de um penalti cometido sobre si próprio, permitiu a defesa de Koteles.

No entanto, os dragões não tiveram de esperar muito tempo pela igualdade, que surgiu aos 36 minutos, na sequência de um espectacular livre de Hulk, que dedicou o tento à sobrinha que faleceu recentemente. Assim, o encontro chegou ao intervalo com os azuis e brancos e o conjunto belga empatados a um golo.

Após o descanso, o FC Porto optou por trocar o 4-4-2 por um 4-2-3-1 que tornou a equipa azul e branca mais homogénea e móvel. Essa alteração não tardou em dar frutos, pois Fernando, aos 53 minutos, encheu o pé e, de muito longe, fez um bonito golo, colocando o FC Porto a vencer por duas bolas a uma.

Ainda assim, o Genk, apesar de ser claramente mais frágil que os dragões, nunca desistiu e, três minutos depois, Vossen, de cabeça, voltou a igualar a partida, desta feita a duas bolas.

Apesar de nova igualdade, percebia-se que os portistas estavam bem mais fortes nesta segunda metade e, assim, ninguém estranhou que o FC Porto voltasse, pouco depois, à vantagem, quando Hulk, no segundo penalti da noite, foi mais feliz que no primeiro e fez o 3-2.

A partir daqui, o FC Porto marcou mais um tento (Hulk, aos 63 minutos, novamente de livre, a fazer o hat-trick) e dominou o jogo até final, terminando a partida com uma vitória justíssima por 4-2, diante de um Genk que teve o mérito de ter sido um conjunto digno do início ao fim.

Madeirenses lutaram mas pouco jogaram

Marítimo 1-2 BATE

Poucos acreditavam que o Marítimo pudesse dar a volta à eliminatória, mas também poucos pensariam que os madeirenses pudessem fazer uma exibição tão pobre diante do conjunto bielorrusso.

Na primeira parte, a equipa portuguesa teve o controlo do jogo, mas foi muito pouco perigosa, permitindo que o BATE passasse os primeiros 45 minutos com poucos sobressaltos. Neste período, há, todavia, que destacar um lance muito polémico na área bielorrussa, quando Danilo Dias rematou à baliza e Shitov colocou a mão no esférico. Estavam decorridos apenas dois minutos da partida e esse lance poderia ter sido decisivo.

Após o descanso, o Marítimo continuou a dominar o jogo, mas o seu futebol era pouco incisivo. Do outro lado, o BATE era uma equipa fria e calculista e mais reforçou essa ideia quando Pavlov, na sequência de um remate de Bressan, aproveitou o ressalto para fazer o 0-1. Estavam decorridos 51 minutos de jogo e foi a primeira oportunidade digna desse nome dos bielorrussos.

A partir daqui a eliminatória ficou definitivamente decidida e restava ao Marítimo tentar evitar o desaire europeu. A equipa madeirense lutou pela igualdade, que haveria de chegar sobre o minuto 90, graças a um golo de Kanu.

Pensou-se que o jogo terminaria, assim, empatado, todavia, um desconcentrado Marítimo, ainda foi capaz de sofrer um golo nos descontos (Skavysh foi quem marcou) e perder tudo o que estava em jogo: eliminatória e os pontos europeus para o ranking da UEFA. Uma derrota (1-2) e uma exibição que dão a ideia que este Marítimo é bem mais fraco que o da temporada transacta.

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O ano passado, o Sporting-Marítimo acabou 1-1

Após terem perdido com Académica (1-2) e Paços de Ferreira (0-1), Benfica e Sporting têm dois testes bastante importantes nesta jornada, não podendo vacilar, sob pena de se começarem a afastar demasiado do grupo da frente. Os encarnados deslocam-se à Choupana, onde vão defrontar um sempre complicado Nacional, enquanto os leões recebem, em casa, o “europeu” Marítimo. Por outro lado, os grandes vencedores da primeira ronda (Braga e FC Porto), têm, nesta jornada, dois duelos de nível de dificuldade bem diferente, pois enquanto os dragões recebem o Beira-Mar, num jogo em que só a vitória é expectável, os arsenalistas deslocam-se a Setúbal, para defrontarem um sempre complicado Vitória.

V. Setúbal-Braga

O Braga, após ter vencido, em casa, o Portimonense (3-1), pretende, por certo, continuar na rota das vitórias na Liga ZON Sagres, até porque vem galvanizado do triunfo a meio da semana diante do Sevilha. No entanto, pela frente irá encontrar o V. Setúbal, que protagonizou uma das surpresas da primeira ronda, ao ir vencer ao reduto do Marítimo por uma bola a zero. Teste complicado para a equipa de Domingos, mas que será o primeiro de muitos a ultrapassar se os arsenalistas quiserem lutar pelo título nacional.

FC Porto-Beira Mar

Após a difícil vitória na Figueira da Foz (1-0) e o categórico triunfo na Bélgica, diante do Genk (3-0), os dragões irão estrear-se oficialmente, em casa, diante do Beira-Mar, num jogo em que só a vitória pode interessar aos azuis e brancos. Perante um adversário que, na primeira jornada, não foi além de um nulo caseiro diante do Leiria, espera-se que o FC Porto vença os aveirenses sem grandes dificuldades.

Nacional-Benfica

O Nacional tem sido uma das grandes surpresas deste início de temporada, pois fez uma excelente pré-época na Eslovénia, com goleadas diante de clubes cotados do futebol daquele país e estreou-se no campeonato com um importante triunfo em Vila do Conde (1-0). Assim sendo, os madeirenses são um adversário que chega na pior altura para um Benfica em défice de confiança, após derrotas na Supertaça (0-2 com o FC Porto) e, na estreia da Liga Portuguesa (1-2, em casa, com os estudantes). Jogo explosivo em perspectiva na Choupana.

Sporting-Marítimo

Leões e madeirenses encontram-se em Alvalade, num jogo que coloca frente a frente, duas equipas com a moral em baixo e com um percurso mais ao menos similar. Ambos os conjuntos chegaram ao playoff da Liga Europa após vencerem os seus compromissos europeus e ambos perderam, tanto o jogo de estreia do campeonato como a primeira mão do playoff da Liga Europa. Assim sendo, será um duelo entre duas equipas que, por certo, não vão querer cair ainda mais em termos anímicos e com mais obrigação de vitória para os verde e brancos, pois jogam em casa e, acima de tudo, porque lutam pelo título.

Os outros jogos da jornada são o Académica-Olhanense, Portimonense-Naval, U. Leiria-P. Ferreira e V. Guimarães-Rio Ave.

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A festa do golo bracarense

Na Pedreira, o Sporting de Braga venceu o Sevilha (1-0) e deu um importante passo rumo à fase de grupos da Liga dos Campeões. Neste momento, os arsenalistas, se marcarem um golo na Andaluzia, até podem perder pela margem mínima que seguem em frente. Por outro lado, na Liga Europa, apenas os dragões deram aos portugueses razões para sorrir, após irem à Flandres, vencer o Racing Genk por 3-0, um resultado que deixa os portistas praticamente apurados  para a fase de grupos, pois Sporting (0-2, em casa diante do Brondby) e Marítimo (0-3, na Bielorrússia, diante do BATE) colocaram a sua vida nas competições europeias à beira do precepício.

Matheus voltou a ser decisivo

Braga 1-0 Sevilha

A primeira parte do jogo foi totalmente dominada pelo Sevilha que, em alguns momentos, chegou a massacrar a equipa portuguesa. Ainda assim, apesar de terem jogado quase sempre nas imediações da baliza de Felipe, a equipa espanhola apenas esteve realmente perto do golo por uma vez, quando Luís Fabiano, aos quatro minutos, num cabeceamento colocado, levou a bola a embater no poste.

No entanto, um lance de Matheus, em cima do intervalo, que, cara a cara com Palop, quase bateu o guarda-redes sevilhano, deu o mote para uma segunda metade, que apresentou duas equipas transfiguradas: a do Braga para melhor e a do Sevilha para muito pior.

O cariz do jogo, assim, sofreu uma viragem de 180º, com a equipa bracarense a passar a dominar o jogo e a beneficiar de uma alteração muito inteligente de Domingos, que retirou o amarelado e demasiado preso Miguel Garcia e colocou um bem mais desenvolto Sílvio.

Mais tarde, com a saída de Luís Aguiar e a entrada de Lima, Alan passou a organizar o jogo ofensivo dos arsenalistas e a equipa ganhou ainda mais profundidade ofensiva.

Passado poucos minutos, na sequência de um excelente cruzamento de Sílvio, Matheus, na recarga a um cabeceamento de Paulo César, fez o 1-0 e colocou o Sporting de Braga na frente.

Daqui até final, os bracarenses, sempre com muita cabeça, dominaram o jogo e até podiam ter feito mais golos, no entanto, Salino e Lima falharam boas oportunidades para ampliar a vantagem. Ainda assim, pela segunda parte e pelo triunfo, os arsenalistas abrem boas prespectivas para a segunda mão.

Falcao continua a ser decisivo

Racing Genk 0-3 FC Porto

A experiência europeia dos dragões e o nome FC Porto têm muita força na Europa do futebol e só isso explica a forma tímida e encolhida como o Genk encarou a primeira parte do encontro com os portistas.

Com um saldo de 19-1 em golos neste início de temporada, ninguém, por certo, esperava ver o Genk a actuar dessa forma, mas os dragões agradeceram, aproveitando para fazerem uma primeira parte muito tranquila em que trocavam a bola como queriam e criando algumas oportunidades de golo, sendo que, ainda assim, apenas conseguiram concretizar por uma vez, na sequência de um penalti transformado por Falcao, a meio da primeira parte.

Após o descanso, a equipa belga, a perder, passou a arriscar um pouco mais, começando a criar alguns problemas para o último reduto portista. Nessa fase, valeu Helton, com um punhado de excelentes defesas e, também, a expulsão de Matoukou, aos 66 minutos, que, colocando o Genk com menos uma unidade, matou, definitivamente, as hipóteses da equipa da Flandres.

A partir desse momento, o FC Porto sentiu que podia matar a eliminatória ali mesmo em Genk e após Villas Boas trocar o seu 4-3-3 por um 4-2-3-1, viu a equipa portista marcar mais dois golos (e que golos) por intermédio de Souza e Belluschi. Dois tentos que garantiram uma vitória por 3-0 e o apuramento mais que assegurado para a fase de grupos da Liga Europa.

Yannick é o rosto da desilusão leonina

Sporting 0-2 Brondby

Após a derrota com o Paços de Ferreira, esperava-se que o Sporting espevitasse neste compromisso europeu, no entanto, o que os adeptos leoninos viram foi apenas o prolongar do pesadelo.

Paulo Sérgio apostou num 4-4-2 clássico com Matias e Valdes nas alas e o duplo pivot (André Santos-Maniche), um sistema que teve velocidade e mobilidade durante cerca de cinco/dez minutos, mas, depois, veio a revelar-se num enorme equívoco, com destaque para a incapacidade de Matias e Valdes darem profundidade nas alas e para a ausência total de jogo de André Santos.

Dessa forma, o jogo avançava com um Sporting inoperante, desligado e sem qualquer fio de jogo, todavia, o pior ainda estava para vir, pois, aos 43 minutos, o Brondby colocou a vida do Sporting ainda mais difícil, após grande golo de Kristiansen, a premiar uma boa jogada de contra-ataque.

Após o intervalo, pensou-se que o Sporting viria de ideias mais vincadas e com outra mentalidade, todavia, o segundo golo do Brondby, apontado aos 53 minutos por Jallow, deixou os leões ainda mais desesperados.

Assim sendo, a reacção leonina foi sempre muito mais com o coração do com a cabeça e, quando a isso se associa a falta de sorte (remates ao poste de Liedson e Nuno André Coelho) e a má prestação do árbitro (penalti negado por falta clara sobre João Pereira) o destino é quase sempre a derrota e, neste caso, a quase certa eliminação precoce das competições europeias.

Baba lutou mas foi ineficaz

BATE 3-0 Marítimo

A deslocação madeirense à Bielorrússia conta-se em dois momentos completamente díspares: Uma excelente primeira parte e uma segunda parte que foi pouco menos que um pesadelo.

No primeiro tempo, o Marítimo jogou muito bem, criou algumas oportunidades de golo e, durante muito tempo, conseguiu empurrar o BATE para o seu meio campo. Nesse período, havia a clara noção de que os madeirenses podiam vencer na Bielorrússia e nem um remate ao poste de Rodionov em cima do intervalo punha em causa essa ideia.

Contudo, o segundo tempo foi um desastre. A equipa recuou no terreno e, após sofrer o primeiro tento (Olekhnovich, 57′), a equipa entrou em desnorte completo.

Aproveitou assim o BATE para fazer mais dois golos (Bressan e Pavlov) e deixou o Marítimo a precisar de um milagre na Madeira para seguir em frente na Liga Europa.

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Apesar de apenas ter sido fundado em 1988, resultado da fusão do Waterschei Thor e do Winterslag, o Racing Genk já conquistou uma posição de destaque no panorama futebolístico da Bélgica. Campeão por duas ocasiões e vencedor da Taça da Bélgica por três vezes, o Genk é um clube com experiência de competições europeias, tendo, inclusivamente, disputado a fase de grupos da Liga dos Campeões na temporada de 2002/03. Ainda assim, tendo em conta que terminou o último campeonato belga na décima primeira posição e sabendo que o seu plantel é, no seu global, bastante inferior ao plantel dos dragões, o favoritismo azul e branco é bastante grande para esta eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga Europa.

Quem é o Racing Genk 

Não se pode falar do Racing Genk sem falar dos dois clubes que se fundiram em 1988 para lhe darem origem: Waterschei Thor e Winterslag.

O Waterschei foi fundado em 1919 e, depois de bastantes décadas na sombra do futebol belga, teve o seu momento de glória no início da década de 80, quando venceu duas Taças da Bélgica (80 e 82) e esteve presente na meia final da Taça das Taças de 1982/83, perdida diante do Aberdeen (1-0 e 1-5). O Winterslag, por sua vez, nunca conquistou qualquer título, mas, tal como o Waterschei, esteve presente algumas vezes no primeiro escalão do futebol belga, com destaque para um quinto lugar na época 1980/81.

Em 1988, Waterschei e Winterslag fundiram-se e formaram o Racing Genk que aproveitou a presença do Winterslag na primeira divisão para começar nesse escalão o campeonato de 1988/89. Ainda assim, não foi uma boa estreia, pois o Genk desceu logo na sua estreia. Apesar de ter regressado à primeira divisão logo na temporada seguinte, o Genk haveria de descer novamente à segunda divisão no ano de 1993/94, regressando, para nunca mais descer, ao principal escalão na época de 1996/97.

Desde que se cimentou na primeira divisão, o Genk tornou-se num dos principais clubes belgas, conquistando o campeonato da Bélgica em 1999 e 2002 e terminando na segunda posição em 1998 e 2007. Além dos títulos nacionais, o Genk conquistou a Taça da Bélgica por três vezes (1998, 2000 e 2009) e ainda esteve presente na fase de grupos da Liga dos Campeões 2002/03, ainda que, num agrupamento com AEK, Milan e AS Roma, tenha terminado na última posição.

Na última temporada, as coisas não correram particularmente bem ao Genk, que não foi além do 11º posto no campeonato. Ainda assim, a equipa belga venceu o playoff de acesso à Liga Europa e, assim, garantiu a presença numa prova onde já eliminou, na terceira pré-eliminatória, o Inter Turku da Finlândia (3-2 e 5-1).

Como joga  

A equipa belga costuma actuar num 4-4-2 losango e joga um futebol de passe curto, até porque a baixa estatura dos elementos do ataque desencoraja o Genk a utilizar um futebol mais directo. Não jogando deliberadamente ao ataque, a equipa treinada por Frank Vercauteren é moderadamente ofensiva e defende mal, cabendo ao FC Porto utilizar a rapidez no processo ofensivo, pois a defesa do Genk tem muita dificuldade em lidar com equipas que joguem em velocidade

O Genk tem uma dupla de avançados de excelente qualidade: Barda e Vossen, uma dupla muito rápida e móvel, que, por certo, terá de merecer atenção cuidada por parte dos responsáveis portistas. A equipa azul e branca terá, também, que ter bastante atenção ao médio ofensivo De Bruyne, um elemento que também pode jogar a avançado e, aos 18 anos, é considerado uma grande promessa do futebol belga. 

Diante do FC Porto, o onze do Genk não deve andar muito longe do que vamos apresentar abaixo.

  

Barda festeja golo por Israel

Quem é que o FC Porto deve ter debaixo de olho – Elyaniv Barda

Aos 29 anos, Elyaniv Barda é um avançado experiente e com capacidade para criar muitas dificuldades à defesa azul e branca.

Depois de ter tido grande destaque no seu país natal, actuando por clubes como o Hapoel Be’er Sheva (78 jogos, 19 golos), Maccabi Haifa (57 jogos, 12 golos) e Hapoel Telavive (61 jogos, 17 golos), conquistando dois campeonatos de Israel no clube de Haifa e duas Taças de Israel no Hapoel Telavive.

Desde 2007, encontra-se no Genk, onde se tornou, rapidamente, em um dos ídolos dos adeptos do clube belga. Muito rápido e tecnicista, Barda não é o típico finalizador que apenas se encontra na área para marcar golos, sendo, ao invés, um jogador que gosta de jogar com um atacante ao lado, com quem possa combinar e servir. Apesar de não ser um goleador nato, Barda, tem, no Genk, o interessante registo de 28 golos em 86 jogos.

As hipóteses azuis e brancas 

A equipa do Genk tem bastante qualidade e a forma fácil como se livrou do Inter Turku (8-3 no agregado) na última eliminatória da Liga Europa e a facilidade como goleou (4-0) no campo do vice-campeão belga (Gent) na última jornada do campeonato da Bélgica é a prova disso mesmo.

Ainda assim, a equipa belga tem bastantes fragilidades no sector defensivo e, diante de uma equipa com muito mais experiência como o FC Porto, dificilmente poderá colocar o apuramento português em risco. 

Assim sendo, se os dragões jogarem concentrados e souberem explorar os habituais erros defensivos do Genk, facilmente seguirão para a fase de grupos da Liga Europa.

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