Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Génova’

Perin é um predestinado

Perin é um guarda-redes prodigioso

Um dos rumores que foi lançado hoje passa por um suposto interesse do Benfica no concurso de Mattia Perin, guarda-redes internacional italiano de 22 anos que, desde a temporada transacta, é titular indiscutível do Génova, um dos mais emblemáticos conjuntos da Série A.

Trata-se de um “keeper” que nasceu a 10 de Novembro de 1992 em Latina, Itália, e que chegou ao Génova em 2008, ainda nas camadas jovens, embora só se tenha imposto verdadeiramente em 2013/14, isto após empréstimos ao Padova e Pescara.

No regresso ao emblema liguriano, ainda assim, o jovem pegou de estaca na baliza, somando actualmente um total de 55 jogos oficiais e conseguindo inclusivamente atingir a selecção principal italiana, pela qual esteve presente no Campeonato do Mundo de 2014, ainda que como terceiro guarda-redes, logo a seguir a Buffon e Sirigu.

Elástico como um gato

Existem talentos que não deixam dúvidas e Mattia Perin é claramente um deles, percebendo-se facilmente que estamos perante um verdadeiro predestinado das balizas, nomeadamente ao nível do um contra um, do posicionamento entre os postes, e capacidade de reacção e elasticidade, algo que lhe permite fazer inúmeras defesas vistosas e eficazes.

De sublinhar, igualmente, a elevadíssima maturidade que apresenta aos 22 anos, assim como a competência que apresenta ao nível do jogo de pés, onde está longe de comprometer.

Por outro lado, e tal como sucede com a grande maioria dos guarda-redes jovens, é ainda nas saídas dos postes que o italiano precisa de progredir um pouco, ainda que seja notória a evolução que apresenta neste aspecto específico desde que actua com regularidade na Série A.

De qualquer maneira, e apesar do rumor lançado pelo “Tuttomercatoweb”, este parece um jogador que já não estará ao alcance do Benfica, tanto pelo elevadíssimo valor do seu passe (fala-se em 15 milhões de euros) como pelo facto de Perin já estar a ser seguido por tubarões como o Bayern de Munique.


Anúncios

Read Full Post »

Eduardo será o nº2 para a baliza

Provável segunda escolha para a baliza de Portugal no campeonato da Europa, é um dos casos mais curiosos nesta convocatória, pois trata-se de um guarda-redes que mal jogou ao longo da época 2011/12, devido a estar tapado no Benfica pelo brasileiro Artur Moraes. Ainda assim, mereceu a confiança de Paulo Bento para estar no Euro 2012, talvez por este ainda se recordar das brilhantes actuações de Eduardo ao longo do Mundial 2010, competição onde o ainda guarda-redes encarnado fez a totalidade dos 360 minutos que Portugal somou na África do Sul e apenas sofreu um golo, fatídico, diga-se, de David Villa.

Percurso desportivo

Eduardo dos Reis Carvalho nasceu a 19 de Setembro de 1982 em Mirandela, Portugal, e é um produto das escolas de formação do Sporting Clube de Braga. Entre 2000/01 e 2005/06, o guarda-redes português foi conquistado o seu espaço no Braga B, clube secundário dos arsenalistas onde Eduardo efectuou 110 jogos, tendo, nessa fase, se sentado no banco da equipa principal dos bracarenses várias vezes.

Em 2006/07, os responsáveis do Sp. Braga, perceberam que Eduardo já não poderia continuar a competir convenientemente numa pouco exigente II Divisão nacional e, como tal, emprestaram-no ao Beira-Mar, clube onde o guarda-redes somou 20 jogos oficiais. Na temporada seguinte, Eduardo voltaria a ser cedido, desta feita ao Vitória de Setúbal, onde, sob o comando de Carlos Carvalhal, fez a sua primeira grande época, somando 41 jogos e sendo peça fundamental na conquista da Taça da Liga, após defender três grandes penalidades na final diante do Sporting.

Essa excelente época, valeu-lhe o regresso ao Sp. Braga, clube onde durante duas temporadas foi titular indiscutível, destacando-se a segunda, onde apenas sofreu 20 golos no campeonato, contribuindo para o excelente segundo lugar dos bracarenses nessa edição da Liga Zon Sagres.

No defeso de 2010/11, transferiu-se para o Génova, onde jogou com regularidade durante a época transacta (37 jogos), mas onde nunca convenceu verdadeiramente responsáveis e adeptos do clube da Ligúria. Essa falta de confiança nas suas qualidades foram decisivas para o empréstimo de Eduardo ao Benfica, todavia, aí, o guarda-redes português não foi feliz, tendo somado apenas um jogo no campeonato e oito nas taças domésticas.

Qualidades e Lacunas

Curiosamente Eduardo é um guarda-redes parecido com Rui Patrício, nomeadamente na principal lacuna, pois, tal como o guarda-redes leonino, Eduardo sempre teve problemas com os cruzamentos. A principal diferença é que, ao contrário do habitual titular verde-e-branco, Eduardo nunca conseguiu corrigir tão bem esta deficiência.

Pouco espectacular mas eficaz entre os postes, Eduardo é um guarda-redes que responde com rapidez e eficiência aos problemas que lhe são postos, pois, não sendo especialmente elástico, sabe ocupar com mestria a sua zona de acção, acabando por ser efectivo na defesa da baliza.

Para além disso, trata-se de um líder que sabe comandar muito bem o sector recuado e partilha com Rui Patrício uma especialidade: a defesa de grandes penalidades, sendo, por tudo isto, uma alternativa válida para a baliza caso Rui Patrício se magoe ou seja castigado ao longo do campeonato da Europa.

Read Full Post »

Ribas ao serviço do Dijon

Um dos novos reforços do Sporting Clube de Portugal é um avançado uruguaio que chega a Alvalade por empréstimo dos italianos do Génova: Sebastián Ribas.

Nascido a 11 de Março de 1988 em Montevideu, Uruguai, Sebastián Ribas iniciou a sua carreira no Juventud de Las Piedras do seu país natal, tendo brilhado no Torneio de Viareggio de 2006 ao serviço desse clube uruguaio, pois marcou o golo decisivo na vitória diante da Juventus na final (1-0) e ainda foi considerado o melhor jogador da competição.

Essas excelentes exibições no prestigiado torneio juvenil, valeu ao avançado-centro a transferência para o Inter de Milão, onde, na época 2006/07, esteve incorporado na equipa “primavera” do clube do norte de Itália. Nessa mesma temporada, o avançado uruguaio conseguiu ainda se estrear na equipa principal do Inter, tendo disputado um jogo da Taça de Itália diante do Empoli.

Em 2007/08, o atacante foi emprestado ao Spezia da Série B italiana, contudo, não se conseguiu destacar, não fazendo mais de quatro jogos. Essa performance pouco produtiva fê-lo regressar ao Inter a meio da época e pelo clube milanês voltou a vencer o Torneio de Viareggio, tornando-se o primeiro jogador a vencê-lo por duas equipas diferentes.

Explodiu no Dijon

No Verão de 2008, o atacante trocou o Inter pelos gauleses do Dijon, clube pelo qual permaneceu durante três épocas, sempre na Ligue 2, ou seja, o segundo escalão do futebol francês.

Durante esse período, o ponta de lança assumiu-se como uma das grandes figuras do Dijon, pois marcou 55 golos em 114 jogos, com destaque para a última temporada, em que somou 25 tentos em 40 partidas e foi fulcral para a subida do clube francês ao primeiro escalão.

Este excelente registo valeu-lhe o interesse de vários clubes estrangeiros no seu concurso no passado defeso, tendo acabado por escolher transferir-se para o Génova.

Em nova experiência italiana, o atacante voltou a não ser feliz, apenas surgindo num jogo da Taça de Itália e acabando por ser emprestado ao Sporting nesta paragem de Inverno.

Avançado-centro com grande presença na área

Com 1,89 metros e 86 quilos, Sebastián Ribas é um avançado que faz valer o seu imponente físico para garantir uma presença forte e eficaz na área.

Não sendo muito rápido, é um avançado muito oportuno que sabe aparecer na hora certa na zona de finalização, sendo aquilo que vulgarmente se chama de um “matador”, pois não é de grandes rodriguinhos ou preciosismos técnicos, preferindo dar primazia à eficácia.

Pelas suas características, encaixará perfeitamente na posição “nove” no 4x3x3 de Domingos Paciência, assumindo-se, claramente, como uma boa alternativa a Ricky van Wolfswinkel.

Read Full Post »

Tomas Skuhravy com a camisola do Génova

No inverno de 1995, chegava ao Sporting um goleador checo de 30 anos, que havia brilhado com as camisolas de clubes como o Sparta Praga e Génova e, também, com a camisola das selecções da Checoslováquia e da República Checa. Rapidamente se pensou que pudesse ser a resolução para os problemas ofensivos dos verde-e-brancos, mas, na verdade, Tomáš Skuhravý limitou-se a arrastar-se no Sporting durante meia época, deixando os leões no final da época 1995/96 e o próprio futebol pouco depois disso. Se para alguns jogadores, os 30 anos podem ser o auge de uma carreira, para Skuhravý foram o princípio de um abrupto fim.

Tomáš Skuhravý nasceu a 7 de Setembro de 1965 em Přerov nad Labem na província da Boémia, actual integrante da República Checa, que na altura, fazia parte da Checoslováquia.

O avançado começou a jogar futebol aos seis anos num pequeno clube da sua cidade natal: Sokol Přerov nad Labem, permanecendo lá até 1980, quando acabou contratado pelo Sparta Praga.

No gigante da capital checa, estreou-se na equipa principal na temporada 1982/83, permanecendo lá por duas temporadas. Muito jovem, apenas fez quatro golos em duas temporadas, acabando por, naturalmente, ser emprestado a outro clube, neste caso o RH Cheb, para poder crescer como futebolista e poder reaparecer mais forte no Sparta Praga.

Na verdade, assim foi, pois Skuhravý fez duas temporadas de grande qualidade no Cheb, fazendo 17 golos em 58 jogos, percebendo-se que o avançado estava preparado para regressar ao gigante de Praga.

Entre 1986 e 1990, Skuhravy foi sempre campeão pelo Sparta Praga, conquistando, assim, quatro campeonatos seguidos, além de duas taças da Checoslováquia (1988 e 1989). Durante esse período, o avançado mostrou ser um goleador temível, apontando 55 golos em 113 jogos, numa média de quase um golo a cada dois jogos.

Esses números chamaram à atenção do Génova e, assim, em 1990, o ponta de lança checo viajou até aquele que era o melhor campeonato europeu da altura: a Série A.

No clube genovês, o sucesso colectivo não foi grande, pois o ponta de lança não conquistou qualquer título pelo Génova, contudo, individualmente, Skuhravý voltou a brilhar, marcando 59 golos em 164 jogos e sagrando-se o melhor marcador de sempre do clube italiano em jogos da Série A.

No entanto, já era um jogador claramente fora de forma e longe dos melhores tempos, aquele Skuhravý que, no inverno de 1995, se transferiu para o Sporting após um mau início de temporada no Génova.

Assim sendo, o percurso do avançado em Alvalade esteve longe de deslumbrar, com o jogador a fazer apenas quatro jogos e sem conseguir marcar nenhum golo pelos leões. Na altura, tinha apenas 30 anos, todavia, foi a prova viva que a idade ideal para o final de carreira de um jogador varia muito de atleta para atleta, pois aquele Skuhravý estava, claramente, acabado para o desporto rei. Lento, inoperante e sem qualquer pulmão, foi um dos maiores flops do Sporting.

Em Lisboa, o momento que mais pessoas recordam, foi quando, num jogo diante do Desportivo de Chaves, faltou a Luz no Municipal de Chaves numa altura em que o atacante tinha tudo para facturar.

Na temporada seguinte, ainda tentou continuar a carreira no Viktoria Žižkov, mas rapidamente percebeu que o melhor era retirar-se definitivamente do futebol.

Neste momento, o antigo ponta de lança vive em Génova, onde tem várias casas nocturnas e é comentador desportivo para uma televisão local.

Read Full Post »

Bruno Conti a jogar pela AS Roma

Mágico, criativo, tecnicista, inteligente, rápido e incisivo. Na verdade, todos estas características são verdadeiras, mas, ao mesmo tempo, redutoras para caracterizar o enorme talento do antigo extremo da AS Roma. Campeão de Itália por uma ocasião (82/83) e vencedor da Taça de Itália por quatro vezes, Bruno Conti esteve presente na final da Taça dos Campeões de 1984, que opôs a equipa romana ao histórico Liverpool. Tratou-se de um jogo intenso, que chegou ao final do prolongamento empatado a uma bola e que só se decidiu nos penaltis, onde o extremo italiano, infeliz, falhou um dos castigos, contribuindo para a derrota nesse desempate (2-4). Esse penalti falhado foi, por certo, um castigo muito cruel do destino a um dos melhores jogadores italianos de sempre.

Bruno Conti  nasceu a 13 de Março de 1955 em Nettuno e chegou à principal equipa da Roma em 1973, com 18 anos. Nos primeiros anos da sua carreira, o jovem extremo não teve impacto imediato e, assim, aproveitou dois empréstimos ao Génova (75/76 e 78/79), para crescer como futebolista e preparar-se para atacar a titularidade absoluta no conjunto “giallorosso”.

De facto, foi nos anos 80 que se deu a grande explosão de Bruno Conti que participou em uma das melhores equipas da Roma (a da década de 80), onde, ao lado de jogadores como Tancredi, Falcão e Pruzzo, conquistou um campeonato de Itália, venceu quatro Taças de Itália e esteve presente nessa infeliz final da Taça dos Campeões, perdida diante do Liverpool.

Na AS Roma, Conti foi sempre um extremo explosivo, conhecido por ser mais brasileiro do que os brasileiros e que encarava os adversários sem medo, usando e abusando da sua criatividade, rapidez supersónica e magnífica capacidade de passe. Durante o seu percurso na Roma (1973 a 1990, salvo empréstimos ao Génova), o internacional italiano fez 37 golos em 304 jogos e garantiu, facilmente, o estatuto de lenda do clube romano.

Além do sucesso obtido no clube “giallorosso”, Bruno Conti também fez carreira de grande nível na “squadra azzurra”, sagrando-se campeão do mundo no Espanha 82 e participando no Mundial do México, em 1986, onde a Itália caiu nos oitavos de final. Ao longo de seis anos na selecção transalpina, Conti conseguiu 47 internacionalizações e cinco golos.

Para finalizar, deixo-vos um vídeo do antigo internacional italiano para que possam conhecer ou rever um pouco do seu enorme talento.

Read Full Post »

Portugal acabou por fazer um campeonato do mundo mediano, limitando-se a cumprir com aquilo que poderíamos considerar, à partida, os serviços mínimos: alcançar os oitavos de final. Individualmente, muitos jogadores estiveram abaixo das suas capacidades, alguns acabaram por serem iguais a si próprios e outros, uma minoria, superaram todas as expectativas, acabando por fazer um excelente Mundial. Neste artigo, irei definir aqueles que, para mim, foram a surpresa, a revelação, a confirmação, a desilusão e o ausente da selecção das quinas no campeonato do mundo da África do Sul.

A surpresa – Eduardo (Guarda-Redes)

Depois da excelente prestação no campeonato do mundo, termos descoberto que o antigo guarda-redes do Sp. Braga assinou pelo modesto Génova, quando se chegou a falar da hipótese Bayern Munique, acabou por ser uma desilusão. Eduardo foi, no Mundial 2010, provavelmente o jogador mais importante da selecção nacional. Voz de comando de todo o sector defensivo, mostrou uma extraordinária elasticidade e enorme segurança entre os postes, tanto pelo chão como pelo ar. Apesar das poucas internacionalizações, Eduardo esteve sempre ao seu melhor nível, nunca se atemorizando na presença de jogadores tão credenciados como Drogba, Luís Fabiano ou David Villa, terminando o campeonato do mundo com apenas um golo sofrido. Na verdade, o ex-jogador do Sporting de Braga esteve ao nível dos melhores anos de Vítor Baía e esse é, provavelmente, o melhor elogio que lhe podemos fazer.

A revelação – Fábio Coentrão (Lateral-Esquerdo)

Chamar ao jogador do Benfica de lateral esquerdo acaba por ser uma minimização daquilo que Fábio Coentrão foi no campeonato do mundo da África do Sul. Bem trabalhado por Jorge Jesus ao longo de toda a época 2009/10, a jovem promessa apareceu no Mundial numa forma excelente e, surpreendentemente, sempre sem mostrar sob pressão, encarando os adversários de frente e, muitas vezes, servindo de exemplo de raça e querer para todos os seus companheiros. Ao longo dos desafios, Coentrão foi sempre competente a defender e, mais importante que isso, foi, quase sempre, o maior desiquilibrador que a equipa teve no flanco esquerdo. Foi uma enorme surpresa ver um jogador tão jovem fazer todo um corredor com aquela qualidade, confiança e competência, raramente tendo um deslize ou uma má opção. Depois de muitos anos a penar, os portugueses podem ficar descansados, descobriu-se um (grande) lateral esquerdo para a selecção.

A confirmação – Bruno Alves (Defesa-Central)

A qualidade do central do FC Porto esteve sempre acima de qualquer dúvida, mas temia-se pela sua agressividade excessiva que, por vezes, prejudica-lhe a ele e à sua equipa. No entanto, ao longo do campeonato do mundo, Bruno Alves foi sempre um exemplo de correcção, rigor, inteligência e segurança no sector defensivo português. Jogador habituado ao choque, foi quase sempre intransponível, provando ser o par ideal para o experiente Ricardo Carvalho, nunca perdendo a calma, nunca mostrando ser afectado pela pressão e dando sempre a ideia que, se Portugal qubrasse, nunca seria por culpa dele. Imperial tanto nas alturas como com a bola junto à relva e com uma técnica bastante boa para um defesa central de choque, Bruno Alves, aos 28 anos, merece, depois deste Mundial, um contracto com um grande clube da Europa.

A desilusão – Cristiano Ronaldo (Avançado)

Não podemos dizer que a prestação do jogador do Real Madrid foi horrivel, mas, para um jogador do seu calibre, esteve, por certo, bem abaixo daquilo que o madeirense sabe e pode fazer. Ao longo dos jogos de Portugal, Ronaldo foi utilizado tanto na ala como a ponta de lança e se nos flancos ainda deu um ar da sua graça, provou que, sozinho na frente de ataque, é peixe fora de água e pouco pode fazer para ajudar a selecção das quinas. Um golo, uma assistência, dois remates aos postes e algumas boas iniciativas acabam por ser um reflexo pálido daquilo que se esperava de Cristiano Ronaldo e acabam por provar que ainda está para chegar alguém à selecção que saiba tirar partido da plenitude do seu talento e enorme qualidade.

O ausente – Deco (Médio-Ofensivo)

Na despedida da selecção das quinas, esperava-se que o “Mágico” aparecesse ao seu melhor nível e fosse o farol das iniciativas atacantes da equipa portuguesa. Apesar de estar no ocaso da carreira, o luso-brasileiro continuava a ser um jogador com boa capacidade técnica e excelente timing de passe, o que aliado a uma frente de ataque com jogadores rápidos como Ronaldo ou Simão, podia fazer estragos nas defesas contrárias. Infelizmente, Deco apenas fez o jogo inaugural diante da Costa do Marfim, onde esteve bem abaixo do que costuma fazer, mostrando-se lento e sem ideias, um pouco como, aliás, esteve quase toda a equipa portuguesa. Após esse jogo, Deco teceu duras críticas a Queirós, queixando-se da posição em que foi colocado a jogar. Pouco depois, lesionou-se e desapareceu, sem deixar rasto, até ao final da participação portuguesa no campeonato do mundo.

Read Full Post »

Apenas participaram uma vez num campeonato do mundo (Espanha 82), mas, apesar da eliminação logo na primeira fase, não estiveram particularmente mal, pois empataram com Espanha (1-1) e Irlanda do Norte (1-1), apenas perdendo com a Jugoslávia e pela margem mínima (0-1). Agora, 28 anos depois, os hondurenhos regressam à competição mais importante do futebol mundial e, curiosamente, até voltam a encontrar a Espanha. Ainda assim, a tarefa dos centro-americanos não se revela nada fácil e, mesmo os dois empates obtidos em 1982, serão, por certo, bem difíceis de repetir.

A Qualificação

Tirando a natural eliminação do Porto Rico (4-0 e 2-2) na 2ª eliminatória, as Honduras foram sempre surpreendendo ao longo da zona centro-americana de qualificação.

Na 3º Fase, integrada no Grupo 2 com México, Jamaica e Canadá, a equipa de David Suazo cometeu a proeza de terminar o agrupamento na primeira posição, obtendo excelentes resultados como a vitória caseira diante do México (1-0) e um sempre difícil triunfo no campo do Canadá (2-1).

Depois, no grupo final com EUA, México, Costa-Rica, El Salvador e T. Tobago, os hondurenhos garantiram o terceiro lugar e o consequente apuramento directo para a África do Sul. As Honduras lutaram até ao final com a Costa-Rica, chegando ao último jogo, em El Salvador, com a necessidade de vencerem para obterem o apuramento. Foi um jogo intenso, mas os hondurenhos foram mais felizes e, graças a um golo solitário de Pavón, venceram 1-0 e garantiram a presença no Mundial 2010.

2ª Fase – Eliminatória

Honduras 4-0 Porto Rico / Porto Rico 2-2 Honduras

3ª Fase – Grupo 2

  1. Honduras 12 pts
  2. México 10 pts
  3. Jamaica 10 pts
  4. Canadá 2 pts

4ª Fase – Grupo Final

  1. Estados Unidos 20 pts
  2. México 19 pts
  3. Honduras 16 pts
  4. Costa-Rica 16 pts
  5. El Salvador 8 pts
  6. T. Tobago 6 pts

O que vale a selecção hondurenha? 

Não se devem esperar grandes feitos da equipa centro-americana. As Honduras são um conjunto solidário, têm alguns elementos de qualidade como Suazo, Palacios ou Pavón, mas, dificilmente estarão à altura de Espanha, Suíça ou Chile.

O sector recuado dos hondurenhos e composto por um guarda-redes competente, mas apenas mediano (Valladares) e um quarteto defensivo algo permeável e de onde apenas se destacam o rápido lateral esquerdo Izaguirre, e o polivalente defesa do Wigan, Figueroa.

Depois, no meio campo, a equipa deve jogar com um duplo pivot: Guevara-Wilson Palácios. Neste esquema, Amado Guevara, apesar da veterania, será o criativo, o jogador que tentará dar alguma criatividade ao miolo hondurenho. Por outro lado, o médio defensivo do Tottenham terá maiores preocupações no capítulo da recuperação de bolas e do equilíbrio táctico das Honduras. Nas alas, a equipa centro-americana deverá actuar com De Léon (à esquerda) e Turcios (à direita). Neste esquema, o ala esquerdo será mais ofensivo e aparecerá mais no apoio do ataque e Turcios será um elemento de maior contenção, ajudando, muitas vezes, nas tarefas defensivas.

Por fim, o ataque tem dois jogadores de grande qualidade, ainda que na fase descendente da carreira. Suazo (30 anos) e Pavón (36 anos) são dois elementos que se completam na perfeição, pois o antigo atleta do Benfica é muito móvel e recua muitas vezes para criar desequilíbrios a partir de trás e, por outro lado, Pavón é um finalizador puro como provam os 56 golos que já fez pelas Honduras.

O Onze Base

Jogando num 4-4-2 clássico, as Honduras deverão apresentar Valladares (Olímpia) na baliza; Izaguirre (Motágua) na lateral esquerda, Sabillón (Hangzhou) na lateral direita e a dupla de centrais: Figueroa (Wigan) e Osman Chávez (Platense); Wilson Palácios (Tottenham) e Amado Guevara (Motágua) serão o duplo-pivot, De Léon (Torino) e Turcios (Olímpia) serão os alas; e, por fim, Suazo (Génova) e Pavón (Real España) serão os avançados.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

As Honduras não são uma selecção qualquer, daquelas que entram em campo para não serem goleadas, mas, ainda assim, terá imensas dificuldades contra equipas como a Espanha, Chile e, até, Suíça. A passagem aos oitavos de final não parece ser uma hipótese muito credível, todavia, os hondurenhos poderão ser muito importantes na definição do segundo lugar se forem capazes de tirar pontos a chilenos ou helvéticos.

Calendário – Grupo H (Mundial 2010)

  • 16 de Junho: Honduras vs Chile
  • 21 de Junho: Honduras vs Espanha
  • 25 de Junho: Honduras vs Suíça

Read Full Post »

Older Posts »