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Sougou é arma estudante para o jogo com os leões

A última derrota do Sporting, em casa, diante do V. Guimarães (2-3), deixou marcas profundas, pois, além de ter impedido que os leões chegassem ao segundo lugar, surgiu nos últimos quinze minutos e depois dos verde e brancos terem conquistado uma confortável vantagem de dois golos. Agora, em Coimbra, diante da Académica, os leões são obrigados a triunfar, pois, caso contrário, a situação de Paulo Sérgio em Alvalade começará a ser pouco menos que insustentável. Nos outros jogos da ronda, destaque o grande clássico do Minho, entre V. Guimarães e Braga, um jogo que, normalmente, é sempre emocionante e explosivo.

FC Porto-Portimonense

Já apurado para os dezasseis-avos de final da Liga Europa e a fazer um campeonato quase perfeito, o FC Porto tem, esta jornada, um teste aparentemente fácil, em casa, diante dos algarvios do Portimonense. Depois de ter vencido o Benfica, no Dragão, por 5-0, não é esperado que os portistas sejam surpreendidos por uma equipa algarvia que, em cinco jogos fora, apenas conquistou um miserável ponto. Assim sendo, tudo o que não seja uma vitória tranquila dos portistas neste jogo será uma tremenda surpresa.

V. Guimarães-Sp. Braga

Após vencer o Sporting em pleno Alvalade XXI, o V. Guimarães volta a ter um teste de fogo, desta vez diante do seu grande rival: Sp. Braga. Perante uma equipa que tem gerido mal estar, simultaneamente, na Liga dos Campeões e na Liga Sagres, os vimaranenses procurarão um triunfo que lhes permitirá manter o segundo lugar.

Por outro lado, os bracarenses não podem perder, pois além de começarem a afastar-se da luta pelo segundo lugar, também colocarão tanto a qualificação para a Liga Europa como, inclusivamente, o lugar de Domingos Paciência em risco.

Benfica-Naval

Longe de serem o rolo compressor da temporada passada, os encarnados vêm de uma traumatizante e pesada derrota no Dragão por cinco bolas a zero. Neste momento, com a revalidação do título a começar a ser uma miragem, as águias precisam de, em primeira instância, reconquistarem o respeito e a confiança dos adeptos e, depois, tentarem alcançar o máximo de pontos possível, sempre espreitando por uma pouco esperada, mas possível queda abrupta dos azuis e brancos. Assim sendo, este duelo contra o frágil Naval é um excelente jogo para a retoma pós-Dragão.

Académica-Sporting

Depois de uma fase em que os leões pareciam estar em retoma e em clara subida de forma, apareceram duas derrotas (1-3 em Gent e 2-3, em casa, diante do V. Guimarães) que voltaram a colocar tudo em xeque e deixaram novamente os verde e brancos sobre brasas. Agora, no sempre difícil campo da Académica, os leões são obrigados a conquistar os três pontos, pois qualquer outro resultado irá acentuar o crescente divórcio entre adeptos e equipa, numa situação que, num futuro próximo, poderá ser insustentável para Paulo Sérgio.

Nos outros jogos da jornada 11, o grande destaque vai para o derbi do Funchal entre Nacional e Marítimo, num jogo que move sempre grandes paixões e imprevisibilidade, o favoritismo tem de ir para o Nacional (4º), bem melhor classificado no campeonato. A ronda onze conclui-se com o U. Leiria-V. Setúbal, Olhanense-Beira Mar e Rio Ave-P. Ferreira.

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O FC Porto-Benfica é sempre um duelo intenso

FC Porto e Benfica defrontam-se no Dragão num jogo em que as águias estão completamente proibidas de perder, pois, caso acabem derrotadas, ficarão a dez pontos de uns dragões que, assim, terão passadeira vermelha rumo ao título. Assim sendo, quando estamos com apenas um terço do campeonato, corremos o risco de, em caso de vitória azul e branca no clássico, o termos praticamente decidido. Também nesta jornada, o Sporting, que ainda corre por fora, recebe o V. Guimarães, num jogo em que os leões apostam muito e onde a sua margem de erro também é zero.

FC Porto-Benfica

Os dragões recebem o Benfica numa posição extremamente invejável, pois, em apenas nove jornadas, conseguiram uma interessante vantagem de sete pontos. Para além disso, apesar de não terem ido além de um empate com o Besiktas na última jornada da Liga Europa, também já conseguiram o apuramento para a fase seguinte da prova europeia e, neste período, poderão se concentrar totalmente na Liga Zon Sagres. Assim sendo, será um jogo muito difícil para os encarnados, que continuam muito irregulares e longe das exibições da época passada, ainda que as águias tenham a perfeita noção que não podem falhar no Dragão, pois, caso não triunfem, o título passará a ser uma miragem.

Sporting-V. Guimarães

À partida, poderão dizer que se limita a ser um tira-teimas para decidir quem se isola no terceiro lugar, todavia, é muito mais do que isso. Os leões, que têm estado em crescendo de forma, têm a perfeita consciência que uma vitória diante dos vimaranenses, aliada à perda de pontos dos azuis e brancos diante do Benfica, relança-os no campeonato. Assim sendo, será um jogo extremamente interessante e onde se perceberá se as poupanças que Paulo Sérgio fez em Gent (e que deram mau resultado) serviram, ao menos, para que o Sporting continuasse a vencer em termos domésticos.

Sp. Braga-Beira Mar

Os bracarenses foram vencer a Belgrado (1-0) e, assim, garantiram pelo menos o terceiro lugar no seu grupo da “Champions”, o que lhes permite chegar à Liga Europa. Assim sendo, é com enorme confiança que encaram este duelo com os aveirenses, um jogo de vitória obrigatória para que os arsenalistas não percam, no mínimo, o comboio do segundo lugar e consequente apuramento para a Liga dos Campeões. Duelo muito interessante em perspectiva.

Nos outros jogos da jornada, destaque para a deslocação da Académica a Portimão, num jogo em que existe enorme curiosidade para se saber se os estudantes, após a derrota caseira com o FC Porto, voltam ao trilho dos triunfos.

Esta ronda, que já teve o V. Setúbal 3 Rio Ave 3, completa-se com o Paços Ferreira-Nacional, Naval-Olhanense e Marítimo-U. Leiria.

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Liedson bisou diante do Gent

 

A carreira das equipas portuguesas nas provas da UEFA tem tido duas velocidades distintas. Na Liga dos Campeões, águias e arsenalistas têm tido dificuldade perante os seus adversários, encontrando-se, neste momento, com uma vitória e duas derrotas e, nesse seguimento, com grandes dificuldades para atingir a segunda fase da prova. Por outro lado, na Liga Europa, leões e dragões continuam a não dar tréguas aos adversários, somando por vitórias todos os jogos realizados e estando a um pequeno passo da próxima fase, passo esse que, inclusive, pode ser atingido na próxima jornada. Ainda assim, tratou-se de uma ronda globalmente positiva para Portugal, pois, tirando o desaire dos encarnados em Lyon (0-2), o Braga venceu o Partizan (2-0), em casa, o Sporting goleou o Gent (5-1) em Alvalade e, por fim, o FC Porto foi a Istambul vencer o Besiktas por três bolas a uma.

Ol. Lyon 2-0 Benfica

Pergunto-me onde anda o Benfica da época passada. Na quarta-feira, em Lyon, as águias nunca se encontraram, parecendo uma equipa encolhida e amedrontada, mesmo estando perante um adversário que, no máximo, ser-lhe à da mesma valia.

Na primeira parte, os encarnados entraram a falhar demasiados passes, sendo que, na sequência de um deles, perdido por Carlos Martins, surgiu o primeiro golo dos franceses, apontado por Briand (22′). Mesmo a perder, a génese do jogo não se alterou, pois o Benfica manteve-se amorfo e sem capacidade de penetração no último terço, sendo que, para piorar a sua situação, Gaitán acabou expulso em cima do intervalo e deixou as águias reduzidas a dez elementos.

Após o descanso, o Benfica, a perder por 1-0 e com dez elementos, tinha uma missão muito complicada, mas essa tornou-se quase impossível quando Lisandro (53′) fez o 2-0 para os gauleses.

A partir desse momento, o pouco Benfica que existia desapareceu por completo e o Lyon controlou e dominou até final, valendo Roberto para que o desaire dos encarnados não fosse mais pesado.

Esta derrota obriga o Benfica a vencer, na próxima jornada, o Lyon em casa, para poder continuar a sonhar com os oitavos de final da “Champions”.

Sp. Braga 2-0 Partizan

Se, no jogo com o Shakhtar, o Braga tinha sido uma equipa pouco eficaz e, inclusivamente, demasiado romântica, desta feita foi pragmática o suficiente para levar de vencida uma organizada mas pouco incisiva equipa sérvia.

Numa primeira parte equilibrada, os arsenalistas tiveram a felicidade de marcar no primeiro remate que fizeram à baliza. Um portentoso livre directo de Lima (34′) que Stojkovic não foi capaz de parar. Com este golo, os bracarenses foram para o intervalo com uma magra mas saborosa vantagem.

Depois do intervalo, a equipa arsenalista foi controlando a partida e até podia ter ampliado a vantagem aos 77 minutos, quando Matheus, isolado perante Stojkovic, não foi capaz de bater o guarda-redes sérvio.

Essa falha intranquilizou o Braga que, nos dez minutos finais, sentiu alguns sobressaltos, que só terminaram quando ao minuto 89, após excelente jogada de contra-ataque, Matheus fez o 2-0 final.

Com este resultado, o Braga abre, pelo menos, as portas do terceiro lugar e, com isso, a possibilidade de chegar aos dezasseis avos da Liga Europa.

Besiktas 1-3 FC Porto

O FC Porto demonstrou uma enorme capacidade de sofrimento e maturidade na deslocação ao sempre difícil Inonu em Istambul.

Depois de ter suportado um início forte do Besiktas, os dragões assentaram o seu jogo, começaram a criar oportunidades e, assim, foi com naturalidade que fizeram o 1-0, aos 26 minutos, na sequência de um cabeceamento de Falcao.

Até ao intervalo, tudo corria pelo melhor aos portistas que dominavam e ainda viram o árbitro anular um golo de forma errada a Falcao, todavia, em cima do descanso, Maicon travou Nihat quando este se isolava e viu o cartão encarnado, deixando o FC Porto com menos uma unidade.

Previa-se uma segunda parte terrível para os azuis e brancos, contudo, o FC Porto não só suportou a pressão turca, com foi capaz de marcar mais dois golos, sempre em lances de contra-ataque e sempre concluídos pelo génio de Hulk (59′ e 77′).

A vencer por 3-0, o FC Porto foi gerindo a partida com mais ou menos sobressaltos, sendo que ainda sofreu um golo (Bobô 90+2′), num momento em que até já jogava com nove unidades por expulsão de Fernando.

Com este triunfo (3-1), os dragões somam nove pontos em três jogos e encontram-se a uma vitória dos dezasseis avos de final da Liga Europa.

Sporting 5-1 Gent

A cara dos leões nas competições europeias tem sido uma cara feliz, eficaz e ganhadora e, ontem, em Alvalade, não foi excepção.

Na primeira parte, assistiu-se a um domínio absoluto dos leões que, além de terem sido donos e senhores do jogo, também foram extremamente eficazes, fazendo quatro golos em cinco oportunidades, com Diogo Salomão (7′), Liedson (13′ e 27′) e Maniche (37′) a concretizarem os tentos.

Na verdade, esses primeiros quarenta e cinco minutos só não foram perfeitos porque aos dezasseis minutos Hildebrand não agarrou uma bola fácil e deixou Wils (16′) marcar um golo para o Gent.

Ainda assim, o intervalo chegou com uma vantagem justa e gorda de quatro bolas a uma para os leões que, assim, tinham a perfeita consciência de que o jogo estava resolvido.

Na realidade, essa consciência estava mais do que correcta, porque, na segunda parte, foi mesmo o Sporting a marcar outro golo (Postiga 60′) e a estar sempre mais perto de marcar mais, perante uma equipa belga muito frágil para disputar esta fase da prova.

Quando o árbitro apitou para o final, os leões festejaram o cinco a um e, também, festejaram o facto de estarem a três pontos da fase seguinte, que é como quem diz, basta vencer em Gent, na próxima jornada, para que o Sporting alcance os dezasseis avos de final da Liga Europa.

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Apesar de apenas ter sido fundado em 1988, resultado da fusão do Waterschei Thor e do Winterslag, o Racing Genk já conquistou uma posição de destaque no panorama futebolístico da Bélgica. Campeão por duas ocasiões e vencedor da Taça da Bélgica por três vezes, o Genk é um clube com experiência de competições europeias, tendo, inclusivamente, disputado a fase de grupos da Liga dos Campeões na temporada de 2002/03. Ainda assim, tendo em conta que terminou o último campeonato belga na décima primeira posição e sabendo que o seu plantel é, no seu global, bastante inferior ao plantel dos dragões, o favoritismo azul e branco é bastante grande para esta eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga Europa.

Quem é o Racing Genk 

Não se pode falar do Racing Genk sem falar dos dois clubes que se fundiram em 1988 para lhe darem origem: Waterschei Thor e Winterslag.

O Waterschei foi fundado em 1919 e, depois de bastantes décadas na sombra do futebol belga, teve o seu momento de glória no início da década de 80, quando venceu duas Taças da Bélgica (80 e 82) e esteve presente na meia final da Taça das Taças de 1982/83, perdida diante do Aberdeen (1-0 e 1-5). O Winterslag, por sua vez, nunca conquistou qualquer título, mas, tal como o Waterschei, esteve presente algumas vezes no primeiro escalão do futebol belga, com destaque para um quinto lugar na época 1980/81.

Em 1988, Waterschei e Winterslag fundiram-se e formaram o Racing Genk que aproveitou a presença do Winterslag na primeira divisão para começar nesse escalão o campeonato de 1988/89. Ainda assim, não foi uma boa estreia, pois o Genk desceu logo na sua estreia. Apesar de ter regressado à primeira divisão logo na temporada seguinte, o Genk haveria de descer novamente à segunda divisão no ano de 1993/94, regressando, para nunca mais descer, ao principal escalão na época de 1996/97.

Desde que se cimentou na primeira divisão, o Genk tornou-se num dos principais clubes belgas, conquistando o campeonato da Bélgica em 1999 e 2002 e terminando na segunda posição em 1998 e 2007. Além dos títulos nacionais, o Genk conquistou a Taça da Bélgica por três vezes (1998, 2000 e 2009) e ainda esteve presente na fase de grupos da Liga dos Campeões 2002/03, ainda que, num agrupamento com AEK, Milan e AS Roma, tenha terminado na última posição.

Na última temporada, as coisas não correram particularmente bem ao Genk, que não foi além do 11º posto no campeonato. Ainda assim, a equipa belga venceu o playoff de acesso à Liga Europa e, assim, garantiu a presença numa prova onde já eliminou, na terceira pré-eliminatória, o Inter Turku da Finlândia (3-2 e 5-1).

Como joga  

A equipa belga costuma actuar num 4-4-2 losango e joga um futebol de passe curto, até porque a baixa estatura dos elementos do ataque desencoraja o Genk a utilizar um futebol mais directo. Não jogando deliberadamente ao ataque, a equipa treinada por Frank Vercauteren é moderadamente ofensiva e defende mal, cabendo ao FC Porto utilizar a rapidez no processo ofensivo, pois a defesa do Genk tem muita dificuldade em lidar com equipas que joguem em velocidade

O Genk tem uma dupla de avançados de excelente qualidade: Barda e Vossen, uma dupla muito rápida e móvel, que, por certo, terá de merecer atenção cuidada por parte dos responsáveis portistas. A equipa azul e branca terá, também, que ter bastante atenção ao médio ofensivo De Bruyne, um elemento que também pode jogar a avançado e, aos 18 anos, é considerado uma grande promessa do futebol belga. 

Diante do FC Porto, o onze do Genk não deve andar muito longe do que vamos apresentar abaixo.

  

Barda festeja golo por Israel

Quem é que o FC Porto deve ter debaixo de olho – Elyaniv Barda

Aos 29 anos, Elyaniv Barda é um avançado experiente e com capacidade para criar muitas dificuldades à defesa azul e branca.

Depois de ter tido grande destaque no seu país natal, actuando por clubes como o Hapoel Be’er Sheva (78 jogos, 19 golos), Maccabi Haifa (57 jogos, 12 golos) e Hapoel Telavive (61 jogos, 17 golos), conquistando dois campeonatos de Israel no clube de Haifa e duas Taças de Israel no Hapoel Telavive.

Desde 2007, encontra-se no Genk, onde se tornou, rapidamente, em um dos ídolos dos adeptos do clube belga. Muito rápido e tecnicista, Barda não é o típico finalizador que apenas se encontra na área para marcar golos, sendo, ao invés, um jogador que gosta de jogar com um atacante ao lado, com quem possa combinar e servir. Apesar de não ser um goleador nato, Barda, tem, no Genk, o interessante registo de 28 golos em 86 jogos.

As hipóteses azuis e brancas 

A equipa do Genk tem bastante qualidade e a forma fácil como se livrou do Inter Turku (8-3 no agregado) na última eliminatória da Liga Europa e a facilidade como goleou (4-0) no campo do vice-campeão belga (Gent) na última jornada do campeonato da Bélgica é a prova disso mesmo.

Ainda assim, a equipa belga tem bastantes fragilidades no sector defensivo e, diante de uma equipa com muito mais experiência como o FC Porto, dificilmente poderá colocar o apuramento português em risco. 

Assim sendo, se os dragões jogarem concentrados e souberem explorar os habituais erros defensivos do Genk, facilmente seguirão para a fase de grupos da Liga Europa.

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O Sporting de Braga não foi feliz no sorteio da Liga dos Campeões. Das cinco hipóteses que a equipa arsenalista dispunha (Celtic, PAOK Salónica, Gent, Young Boys Berna e Unirea), a equipa britânica era claramente a equipa mais forte e com maior experiência europeia. Ainda assim, nada está perdido para a equipa minhota, pois nos últimos anos o Celtic tem perdido qualidade e tem se afastado daquele que se está a tornar o grande dominador do futebol escocês, o Glasgow Rangers. Na verdade, esta equipa escocesa, apesar de ter bons jogadores como o atacante grego Samaras ou o lateral coreano Cha Du-Ri, está longe daquele Celtic de Henrik Larsson, Lennon, Baldé e Petrov que defrontou o FC Porto na final da Taça UEFA em 2003.

Quem é o Celtic Glasgow

Mesmo para o adepto de futebol mais desatento, o Celtic é um clube que dispensa apresentações. Fundado em 1888 por emigrantes irlandeses em Glasgow, este clube simboliza, desde a sua génese, a resistência católica perante aquilo que estes consideram a tirania protestante. Uma resistência de todos os irlandeses que, em tempos, atravessaram o mar da Irlanda para se estabelecerem em Glasgow e que formaram um clube que nunca abandonou as suas raízes. Um clube que tem no verde a sua cor, na bandeira da Irlanda a sua bandeira e nas músicas irlandesas os seus cânticos, num ideal anti-imperialista, anti-colonialista e anti-unionista que fazem do Celtic quase um clube-nação.

Durante toda a sua história, o clube escocês criou uma rivalidade intensa com o Glasgow Rangers, que representa a religião protestante e, acima de tudo, o unionismo britânico. Estes dois clubes dividem, entre si, praticamente todos os títulos domésticos do futebol escocês, sendo que esta superioridade tem-se intensificado nas últimas duas décadas.

O Celtic, para além de ter conquistado 42 campeonatos da Escócia (o último foi em 2007/08), 34 Taças da Escócia (a última foi em 2006/07) e 14 Taças da Liga (a última em 2008/09), pode se orgulhar de ter sido o único clube escocês a ganhar uma Taça dos Campeões (vitória sobre o Inter, no Jamor, em 1967 por 2-1.

No entanto, apesar do passado glorioso da equipa católica, a última época não trouxe motivos para o Celtic festejar. A equipa terminou a Liga Escocesa em segundo lugar, foi eliminada da Taça da Escócia, nas meias-finais pelo modesto Ross County, foi eliminada da Taça da Liga nos quartos de final pelo Hearts e, nas competições europeias, não passou da fase de grupos da Liga Europa.

Como joga

A equipa escocesa deve apresentar ou um 4-4-2 ou um 4-3-3, mas sempre com os mesmos princípios de jogo: algum futebol directo, explorando a capacidade física de jogadores como Fortuné ou Samaras e, também, explorar os flancos onde tem jogadores com boa capacidade técnica como o lateral Cha Du-Ri ou os alas McGeady e Maloney.

Globalmente a equipa escocesa tem um bom conjunto de atletas, ainda que seja bem melhor do meio campo para a frente do que do que no seu sector defensivo, onde, tirando o recém contratado sul-coreano Cha Du-Ri, parece não ter um nível muito elevado.

Por outro lado, a perda de jogadores como o guarda-redes Boruc ou o excelente avançado irlandês: Robbie Keane deixaram o Celtic mais frágil e com mais pontos por onde o Sporting de Braga explorar.

Partindo do princípio que o treinador Neil Lennon colocará toda a carne no assador para defrontar a equipa portuguesa e partindo do princípio que o 4-4-2 será a táctica escolhida, o onze não deve andar longe do seguinte:

McGeady é um jogador de classe

Quem é que o Braga deve ter debaixo de olho – McGeady

Ala direito rápido, incisivo e com uma técnica que o afasta do tradicional jogador britânico, Aiden McGeady é um atleta que pode criar bastantes problemas ao Sporting de Braga. Jogador versátil, que tanto pode jogar como ala direito ou segundo avançado num esquema 4-4-2, mas também como extremo direito num 4-3-3, McGeady é, aos 24 anos, um perigo à solta ao qual os arsenalistas não devem dar um milímetro de espaço. Apesar de ter apenas 24 anos, o jogador do Celtic conta com 32 internacionalizações pela República da Irlanda sendo, assim, um jogador muito experiente que, por certo, não irá tremer nestes importantes desafios com o vice-campeão nacional.

As hipóteses bracarenses

Pela sua história antiga e recente, o Celtic tem de ser considerado favorito para este duelo europeu com o Sporting de Braga. A equipa escocesa está repleta de jogadores internacionais pelos seus países, com talento e experiência o quanto baste para levarem de vencida a equipa portuguesa. Ainda assim, este Celtic Glasgow está longe da qualidade daquele que defrontou Boavista e FC Porto na Taça UEFA 2002/03, pois não há Larsson, não há Petrov e, acima de tudo, não existe aquela poderosa dupla de centrais composta por Baldé e Mjallby. Assim sendo, se os arsenalistas forem matreiros, estiverem concentrados no último reduto e souberem explorar algumas deficiências da defesa escocesa, terão, por certo, boas possibilidades de ultrapassarem esta difícil eliminatória.

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A primeira e única presença dos eslovenos num campeonato do mundo não deixou boas memórias ao pequeno país da ex-Jugoslávia. No Mundial 2002, integrado num grupo com Espanha, África do Sul e Paraguai, a Eslovénia perdeu todas as partidas e regressou a casa sem honra nem glória. Oito anos depois, os eslovenos regressam a um campeonato do mundo após terem surpreendido a poderosa Rússia no playoff de apuramento. As expectativas não são muito grandes, pois a Eslovénia não tem uma equipa muito forte, mas, ainda assim, têm uma grande motivação. Afinal, fazer melhor do que fez no Mundial 2002 não parece ser tarefa difícil…

A Qualificação

Integrados no Grupo 3 da zona europeia de qualificação com República Checa, Eslováquia, Irlanda do Norte, Polónia e São Marino, previam-se dificuldades para os eslovenos.

Contudo, beneficiando da enorme quebra das selecções da Polónia e da Rep. Checa, os eslovenos acabaram por conseguir discutir o primeiro lugar com a outra grande surpresa do grupo, a Eslováquia. Chegados à última jornada a dois pontos dos eslovacos, mas com vantagem no confronto directo, bastava-lhes vencer São Marino e esperar que a Polónia não perdesse, em casa, com a Eslováquia.

Contudo, os eslovacos venceram por uma bola a zero e empurraram a Eslovénia para o segundo lugar e um difícil playoff de apuramento com a fortíssima selecção russa.

Nesse duelo decisivo, os russos eram favoritos e, no primeiro jogo, a Rússia chegou ao 2-0 com um bis de Bilyaletdinov. A jogar em casa, a equipa russa continuou a carregar na busca do terceiro golo e da morte precoce da eliminatória. Todavia, aos 88 minutos, contra a corrente do jogo, Pecnik, médio do Nacional, fez o 2-1, que deu esperanças aos eslovenos para o jogo da segunda mão.

Na partida decisiva, em Maribor, a Eslovénia acabou por ser mais feliz e, graças a um golo de Dedic em cima do intervalo, venceu 1-0 a Rússia e apurou-se para o campeonato do mundo.

Grupo 3 – Classificação

  1. Eslováquia 22 pts
  2. Eslovénia 20 pts
  3. Rep. Checa 16 pts
  4. Irlanda do Norte 15 pts
  5. Polónia 11 pts
  6. São Marino 0 pts

Playoff

Rússia 2-1 Eslovénia / Eslovénia 1-0 Rússia

O que vale a selecção eslovena?

A equipa eslovena não tem grandes individualidades e vale essencialmente pelo colectivo. Trata-se de uma equipa mediana que dificilmente se apurará no Grupo C do Mundial 2010.

A defesa é provavelmente o sector mais forte da equipa da ex-Jugoslávia. A Eslovénia apenas sofreu seis golos na fase de qualificação e isso é a prova da sua boa qualidade defensiva. Neste sector, temos de destacar os laterais Jokic e Brecko que defendem muito bem, mas também são competentes a atacar e, também, uma dupla de centrais que revela segurança e entendimento quase perfeito: Suler/Cesar.

No meio-campo, os eslovenos têm, talvez, o sector mais frágil da equipa. Normalmente jogam com o trinco do Larissa: Radosavljevic e o médio box to box: Koren. Depois, na ala esquerda aparece o jogador do Auxerre: Birsa e, na direita, o médio do Wisla: Kirm. Aqui o único destaque vai para o jogador do Auxerre, um atleta criativo e que cria desequilíbrios com facilidade.

Por fim, na frente, os eslovenos costumam jogar com a dupla: Dedic e Novakovic. São dois avançados que se completam, sendo Novakovic um puro homem de área e Dedic um jogador que actua como avançado de suporte. Esta dupla não é brilhante, mas é bastante competente, não sendo aconselhável dar um milímetro de espaço a Novakovic, pois este, quando aparece uma boa oportunidade, raramente perdoa. No banco, os eslovenos contam ainda com um jogador imaginativo que pode substituir Dedic, quando o treinador optar por um 4-2-3-1, o médio ofensivo do Nacional: Pecnik.

Apesar da competência e do espírito de equipa, a equipa eslovena não aparenta ter condições para surpreender a Inglaterra e, até, os Estados Unidos, restando-lhe tentar vencer a Argélia.

O Onze Base

A equipa da Eslovénia costuma actuar num 4-4-2 clássico com Samir Handanovic (Udinese) na baliza; Um quarteto defensivo com Jokic (Chievo), à esquerda, Brecko (Colónia), à direita, ficando Suler (Gent) e Cesar (Grenoble) no centro; Depois, Radosavljevic (Larissa) é o trinco, Koren (WBA) é o box to box, surgindo Birsa (Auxerre) como ala esquerdo e Kirm (Wisla Cracóvia) como ala direito; Por fim, o ataque é composto pelo avançado de suporte: Dedic (Bochum) e o finalizador: Novakovic (Colónia).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Teoricamente, os eslovenos devem terminar o Grupo C na terceira posição, pois são (muito) inferiores aos ingleses, ligeiramente inferiores aos norte-americanos e superiores aos argelinos. Todavia, se conseguirem demonstrar uma grande disciplina táctica e tiverem um pouco de sorte, poderão, inclusivamente surpreender os americanos e apurarem-se para os oitavos de final.

Calendário – Grupo B (Mundial 2010)

  • 13 de Junho: Eslovénia vs Argélia
  • 18 de Junho: Eslovénia vs EUA
  • 23 de Junho: Eslovénia vs Inglaterra

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