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Posts Tagged ‘guarda-redes’

Rafael Veloso é um talento leonino

Na equipa de júniores do Sporting actua um jovem de grande talento e que pode ser um dos futuros grandes guarda-redes do futebol nacional: Rafael Veloso.

Nascido a 3 de Novembro de 1993 na Lourinhã, Rafael Henriques Vasquez Veloso iniciou a sua carreira no Lourinhanense, tendo passado posteriormente pelo Torreense e chegado ao Sporting em 2006. Nos leões, chegou à equipa de júniores em 2010/11, ainda que estivesse um pouco na sombra de Luís Ribeiro, tendo passado a titular na actual temporada.

Na actual época, vai brilhando no campeonato nacional, além de ter sido figura de proa do Sporting na NextGen Series, onde ajudou os leões a atingir os quartos de final da prova internacional.

Guarda-redes alto e muito seguro

Rafael Veloso é um guarda-redes de grande porte,  medindo cerca de 1,90 metros, mostrando grande coragem a sair dos postes e oferecendo grande segurança entre os mesmos. Sóbrio e muito atento, o guarda-redes do Sporting tem bons reflexos e reage rapidamente às situações, sendo raramente surpreendido.

Autêntico líder do sector defensivo, Rafael Veloso é internacional sub-19 português e tem sido pretendido por grandes clubes estrangeiros, sendo o mais emblemático o Real Madrid, num sinal claro da qualidade e talento do número um dos júniores verde-e-brancos.

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Rojas com a camisola do Colo Colo

Dele se dizia que foi o grande ídolo de Michel Preud’Homme, um guarda-redes que fazia da velocidade, elasticidade, coragem e frieza entre os postes, qualidades que o superiorizavam aos melhores dos “porteros” sul-americanos. Contemporâneo de um Chile mais discreto que o actual, jamais teve a felicidade de disputar um campeonato do Mundo, ainda que a sua lenda se perpetuasse e difundisse pelo Mundo, que abria a boca de espanto por cada defesa impossível efectuada pelo chileno. Por culpa própria, acabou por ser obrigado a terminar a carreira mais cedo do que desejaria devido a um incidente num Brasil-Chile a contar para a qualificação para o Itália 90. Um acontecimento triste, que o impediu de ser ainda maior do que foi.

Um vencedor no Chile e no Brasil

Roberto Antonio Rojas Saavedra nasceu a 8 de Agosto de 1957 em Santiago do Chile e iniciou a sua carreira no modesto Aviación em 1975. Nesse clube chileno permaneceu até 1981, quando se transferiu para o Colo Colo, conjunto onde haveria de começar a construir a sua lenda.

Entre 1981 e 1987, o guarda-redes conhecido pelo “Condor” conquistou dois campeonatos do Chile e uma Copa Chile, tendo efectuado grandes exibições, garantido um lugar efectivo na selecção chilena e uma transferência para o São Paulo.

No futebol canarinho, Rojas não baixou de nível, tornando-se uma figura do “tricolor paulista” e ajudando-o a conquistar dois campeonatos paulistas (1987 e 1989).

Carreira terminou aos 32 anos devido ao episódio da “Fogueiteira do Maracanã”

A 3 de Setembro de 1989, o Chile disputava um jogo decisivo na qualificação para o Mundial 90 em Itália, defrontando o Brasil no Maracanã. Neste jogo, o Brasil apenas precisava de um empate, enquanto o Chile era obrigado a vencer para chegar ao campeonato do Mundo.

No segundo tempo, com o Chile a perder por 1-0, Rojas simulou ter sido atingido por uma tocha para que o jogo fosse interrompido e a equipa chilena pudesse vencer o encontro na secretaria. Contudo, após visionamento de imagens e de uma confissão do próprio guarda-redes, percebeu-se que a tocha jamais havia tocado no “Condor” Rojas.

Afinal, tudo não tinha passado de um plano para tentar impedir a eliminação do Chile, que consistia em pedir o cancelamento da partida por falta de segurança. Rojas entraria em campo com uma lâmina de barbear escondida na luva e, em determinado momento, cortaria o próprio rosto, fingindo que algo o haveria atingido. O sinalizador, portanto, foi apenas uma coincidência. No entanto, com a farsa descoberta, Rojas acabou banido da prática do futebol.

Até esse momento, o chileno somava 49 internacionalizações pela “Roja”, tendo sido peça fundamental no segundo lugar obtido pelo Chile na Copa América de 1987.

Um génio entre os postes

Roberto Rojas era daqueles guarda-redes que pareciam perfeitos, pois além de raramente cometer um erro, efectuava defesas que pareciam humanamente impossíveis.

Muito rápido, saía-se aos pés dos avançados com a velocidade e sagacidade de um gato, sendo ainda imperial no jogo aéreo e um autêntico elástico na forma como ia buscar as bolas aos locais mais difíceis.

Com um perfeito posicionamento entre os postes e agindo como um líder do sector recuado, ficou a ideia que se não fosse a sua carreira ter terminado de forma tão precoce, poderia ter atingido um patamar ainda superior no contexto futebolístico mundial.

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Vladan é uma promessa do Montenegro

Uma das grandes exibições individuais do último Sporting-Nacional, tratou-se da actuação de um jovem guarda-redes montenegrino que demonstrou uma enorme qualidade e margem de progressão: Vladan.

Nascido a 7 de Dezembro de 1989 em Niksic, Montenegro, Vladan Giljen iniciou a sua carreira no Sutjeska, clube montenegrino no qual se tornou titular em 2006/07, ou seja, quando tinha apenas 17 anos.

Durante três temporadas, o actual guarda-redes do Nacional foi titular do Sutjeska, tendo somado 92 jogos pelo clube montenegrino e conseguindo, inclusivamente, participar na Liga Europa em 2009/10, ainda que tenha sido logo eliminado na primeira ronda de qualificação pelos bielorussos do Partizan Minsk.

Desde a época passada, Vladan encontra-se no Nacional e se em 2010/11  não fez um único minuto, nesta temporada já leva seis jogos realizados (cinco para a taça e um para o campeonato), sendo figura importantíssima nos vários apuramentos que os madeirenses já levam nesta competição, nomeadamente pela frieza nos postes tanto durante o tempo regulamentar e prolongamento, como nos três desempates por grandes penalidades que o Nacional já teve de superar.

Guarda-redes frio e elástico

Aos 22 anos, Vladan é um guarda-redes que revela uma maturidade impressionante, situação a que não deve ser alheia ao facto de ter garantido a titularidade de uma equipa profissional aos 17 anos.

Muito frio, rápido e seguro entre os postes, o guarda-redes montenegrino destaca-se também pela elasticidade, que lhe permite ir buscar bolas que parecem aparentemente impossíveis.

Comandante do sector recuado, trata-se de um elemento que ainda dá os primeiros passos na sua ascensão como guarda-redes, todavia, será com certeza um jogador que os olheiros do Mundo do futebol deverão ter de olho.

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van Breukelen é uma lenda holandesa

Hans van Breukelen foi um guarda-redes holandês de grande qualidade e que criará sempre um travo amargo na boca dos portugueses, nomeadamente dos benfiquistas, pois foi ele que defendeu o penalti de Veloso, que havia de entregar a Taça dos Campeões, em 1988, ao PSV Eindhoven. Contudo, falar do internacional holandês e apenas nos lembrarmos desse momento fatídico para os encarnados é extremamente redutor e injusto. 73 vezes internacional pela Holanda, selecção pela qual venceu o campeonato da Europa em 1988, vencedor do campeonato holandês por seis vezes e da Taça da Holanda por três ocasiões, van Breukelen marcou uma era do futebol holandês, sendo, claramente, um dos melhores guarda-redes holandeses de todos os tempos.

Destacou-se no FC Utrecht

Johannes Franciscus “Hans” van Breukelen nasceu a 4 de Outubro de 1956 em Utrecht e iniciou a sua carreira profissional vinte anos depois no clube mais representativo da sua cidade natal, o FC Utrecht.

Entre 1976 e 1982, o lendário guarda-redes holandês efectuou 142 jogos pelo FC Utrecht, tendo sido titular absoluto entre 1978/79 e 1981/82. Ainda assim, durante esse período, van Breukelen não conquistou qualquer título, tendo como momento mais alto a final da Taça da Holanda em 1981/82, competição que o FC Utrecht acabou por perder para o AZ.

Substituiu Peter Shilton na terra de Robin Hood

Já com a época de 1982/83 em andamento, o internacional holandês acabou por trocar a liga holandesa pela inglesa, transferindo-se para o Nottingham Forest, onde teria a difícil missão de fazer esquecer Peter Shilton.

No clube da cidade popularizada por Robin Hood, van Breukelen haveria de fazer duas temporadas de bom nível em termos individuais, mas voltaria a não conquistar qualquer título colectivo, ainda que em 1983/84 a época tenha sido de muito boa qualidade, pois o Nottingham Forest foi terceiro no campeonato e alcançou as meias-finais da Taça UEFA.

Eternizou-se no PSV

Em 1984, van Breukelen regressou ao campeonato holandês e, desta feita, para actuar por um dos clubes mais representativos dos Países Baixos, o PSV.

No gigante de Eindhoven, o internacional holandês haveria de permanecer por dez temporadas, ou seja, até ao final da sua carreira desportiva, tendo sido sempre titular e tendo conseguido, finalmente, alcançar os tão ambicionados títulos colectivos.

De facto, no PSV, van Breukelen fez 308 jogos e conquistou seis campeonatos holandeses, três taças da Holanda e, acima de tudo, a Taça dos Campeões em 1987/88, quando o clube de Eindhoven superou o Benfica na final (0-0, 6-5 g.p.) após o guarda-redes holandês ter defendido o penalti decisivo do lateral Veloso.

Para além disso, o internacional holandês conquistou o título de melhor guarda-redes da Holanda por quatro ocasiões (1987, 88, 91 e 92).

Esteve numa fase dourada da Laranja Mecânica

van Breukelen actuou na selecção holandesa entre 1980 e 1992, tendo alcançado 73 internacionalizações e participado nos campeonatos da Europa de 1980, 88 e 92 e no Mundial de 1990.

O momento mais alto da sua carreira na Laranja Mecânica, foi, claramente, a conquista do Campeonato da Europa em 1988, em casa, quando a Holanda entrou mal (derrota com a União Soviética por 1-0), mas depois superou Inglaterra (3-1), Rep. Irlanda (1-0), Alemanha Ocidental (2-1) e União Soviética (2-0) para conquistar o ambicionado título continental.

Guarda-redes frio e muito seguro

van Breukelen era um guarda-redes que parecia ocupar toda a baliza, tal era a qualidade do seu posicionamento e a inteligência de movimentos entre os postes.

Líder dentro de campo, não se cansava de dar indicações aos companheiros de equipa, parecendo comandar todo o sector defensivo com um rigor inacreditável.

Apesar de toda a segurança e sobriedade, van Breukelen era muito elástico e conseguia, de quando em vez, efectuar defesas espectaculares, no entanto, foi na segurança e na eficácia de processos que o internacional holandês mais se destacou e, assim, garantiu um lugar na história do futebol.

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Neto com a camisola do Atlético Paranaense

Talvez a maior promessa brasileira em termos de guarda-redes encontra-se a dar os primeiros passos no futebol italiano ao serviço da Fiorentina. Falo de Neto, ex-coqueluche do Atlético Paranaense.

Nascido a 19 de Julho de 1989 em Araxá, Brasil, Norberto Murara Neto iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Atlético Paranaense, clube que haveria de passar a representar como sénior na temporada de 2009.

Entre o ano da estreia e Dezembro de 2010, Neto soube tornar-se o dono da baliza do Atlético Paranaense, somando 54 jogos pelo clube do Paraná e ganhando a cobiça de vários clubes sul-americanos e europeus. Essas boas exibições valeram-lhe a chamada à selecção principal canarinha e, em Janeiro de 2011, a transferência para a Fiorentina, onde, contudo, ainda não passou de terceiro guarda-redes.

Guarda-redes de grande futuro

Neto era um guarda-redes muito acarinhado pela torcida do Atlético Paranaense, pois revelava-se como um atleta dedicado  e extremamente seguro.

Frio, muito bom a sair-se aos pés dos adversários e aos cruzamentos, Neto também é um guarda-redes elástico e que muitas vezes faz defesas que todos julgavam impossíveis de serem realizadas.

Neste momento, com 22 anos, talvez fosse melhor ser emprestado a um clube de menores aspirações que a Fiorentina, para que possa continuar a sua natural evolução futebolística.

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"No pasa nada, tenemos a Arconada" era o que cantavam os adeptos da Real Sociedad

Um dos principais jogadores da história da Real Sociedad e da selecção espanhola foi o guarda-redes Luis Arconada, um atleta que marcou uma época no futebol europeu no final da década de 70 e durante toda a década de 80. Duas vezes campeão espanhol e vice-campeão europeu ao serviço de Espanha, Arconada era um guarda-redes de extraordinários reflexos que lhe permitiam fazer defesas (quase) impossíveis e efectuar exibições que vão ficar para sempre na memória dos adeptos da Real Sociedad e de Espanha. Afinal, não era por acaso que os adeptos donostiarras cantavam “No pasa nada, tenemos a Arconada”.

Arconada só conheceu um clube em toda a sua carreira

Produto das escolas da Real Sociedad, Luis Arconada actuou toda a sua carreira nesse clube de San Sebastián, tendo passado pelas camadas jovens, equipa secundária e, obviamente, conjunto principal.

Entre 1974 e 1989 (período em que representou a equipa A da Real Sociedad), Luis Arconada vestiu a camisola do clube basco por 551 ocasiões, tendo conquistado dois campeonatos espanhóis (1980/81 e 1981/82), uma Taça do Rei (1986/87) e uma Supertaça espanhola (1981/82). Individualmente, conquistou três troféus Zamora (1979/80, 1980/81 e 1981/82), prémio atribuído aos guarda-redes com menor rácio de golos sofridos por jogos efectuados no campeonato espanhol.

Desde que abandonou a Real Sociedad, todos os guarda-redes que vestiram a camisola do clube basco têm tido dificuldade em quebrar a lenda de Arconada, que, invariavelmente, leva adeptos e imprensa a estabelecerem constantes comparações que em nada facilitam a vida dos novos guarda-redes do clube de San Sebastián.

Grande figura da selecção espanhola

Luis Arconada representou Espanha por 68 ocasiões entre 1977 e 1985, tendo estado presente nos campeonatos do Mundo de 1978 (suplente não utilizado numa prova em que os espanhóis não passaram da primeira fase) e 1982 (titular e capitão de uma equipa eliminada na segunda fase de grupos).

Em termos de campeonato da Europa, esteve presente no de 1980, em que a Espanha não passou da primeira fase, e de 1984, onde ajudou “nuestros hermanos” a alcançarem a final, mas onde acabou por ficar ligado à derrota espanhola no duelo decisivo por duas bolas a zero diante da França, ao falhar uma defesa fácil a livre de Platini.

Era previsível que Luís Arconada fosse titular durante o Mundial 1986 a disputar no México, contudo, uma grave lesão sofrida ao serviço da Real Sociedad na época 1985/86, acabou por significar o fim precoce do seu reinado na baliza da selecção espanhola.

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Viram-se grandes talentos na Pontinha

Por motivos profissionais, estive presente no Torneio Internacional da Pontinha, onde tive o prazer de ver alguns jogos do escalão de infantis, com equipas de renome como o FC Porto, Benfica, Sporting, Real Madrid e Manchester City, mas também outras equipas mais modestas como o Nacional, o anfitrião Cultural e o primeiro clube onde jogou Cristiano Ronaldo (patrono do Torneio), o Andorinha.

Nesse torneio que o Real Madrid haveria de vencer após superar o Benfica na final, saltaram-me à vista alguns jogadores que me impressionaram e, desses, falarei de três que penso que têm tudo para serem grandes jogadores de futuro: Luca Zidane (guarda-redes), Moreto Cassamá (médio-centro) e Madiu Bari (avançado).

Luca Zidane – Guarda-Redes – Real Madrid CF

Um dos jogadores que me impressionou bastante nesta prova foi o jovem guarda-redes do Real Madrid, Luca Zidane. Filho do mítico Zinedine Zidane, joga numa posição completamente antagónica daquela que foi desempenhada pelo pai, todavia, a qualidade para ser um jogador de grande qualidade está lá.

Rápido, muito bom a sair-se aos cruzamentos e aos pés dos jogadores e extraordinário na ocupação da baliza, Luca Zidane é um guarda-redes muito “adulto” para um elemento que ainda é sub-13, denotando uma frieza e uma maturidade que lhe podem fazer chegar muito alto no Mundo do futebol.

Moreto Cassamá – Médio-Centro – Sporting CP

O Sporting desiludiu nesta prova, não alcançando melhor que a sexta posição, todavia, o seu trinco Moreto Cassamá foi claramente um dos melhores jogadores do Torneio Internacional da Pontinha.

Com uma inteligência posicional fantástica e um enorme pulmão, Moreto Cassamá pautou todo o jogo do Sporting no miolo, mostrando um futebol eficaz, mas de grande qualidade técnica e criatividade, chegando a ser um regalo sempre que o pequeno jogador verde-e-branco tocava no esférico. Claramente um jogador a rever nos próximos tempos, pois trata-se de um diamante pronto a ser lapidado.

Madiu Bari – Avançado – SL Benfica

Na equipa encarnada, vice-campeã do Torneio Internacional da Pontinha, destacaram-se alguns jogadores, mas eu vou deter-me no rápido e oportuno avançado Madiu Bari.

Tanto no centro do ataque como descaído no flanco direito, o atacante do Benfica foi sempre um quebra-cabeças para as defesas adversárias, graças à sua forte capacidade física, grande velocidade e técnica evoluída. Depois, como se essas qualidades não bastassem, trata-se de um jogador muito frio na hora da atirar à baliza, sendo capaz de marcar golos mesmo com o ângulo do remate muito desfavorável. Um avançado de grande talento, pronto a vingar num futebol português que vive grandes carências nessa posição específica.

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