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A selecção portuguesa que esteve na Colômbia

Depois da fraca prestação no Europeu de sub-19, onde a equipa portuguesa não passou da fase de grupos e, inclusivamente, foi goleada pela Croácia (0-5), as expectativas para esta participação no campeonato do Mundo eram bastante baixas, havendo mesmo pessoas quem duvidasse da possibilidade dos lusos chegarem aos oitavos de final. No entanto, apoiados numa equipa generosa e de grande entreajuda, os lusitanos foram ultrapassando todos os obstáculos até à final, surpreendendo um país que até foi privado de assistir à primeira fase da prova, tal era a descrença dos meios de comunicação social na equipa das quinas. Aí, no jogo decisivo, os canarinhos foram mais fortes, mas para a história fica uma equipa que provou que com motivação, força e querer, nada é impossível.

Portugal festeja vitória diante dos Camarões

Eficácia e calculismo no caminho até aos oitavos de final

Portugal foi uma equipa na verdadeira acepção da palavra, funcionando sempre como um bloco e abdicando de ser espectacular, para se impor como uma equipa extremamente calculista e eficaz.

De facto, na fase de grupos, a equipa portuguesa não foi além de um nulo com o Uruguai e de duas magras vitórias por 1-0 diante dos Camarões e Nova Zelândia, resultados pouco entusiasmantes, mas ainda assim suficientes para o apuramento para os oitavos de final como primeiro classificado do grupo e com direito a defrontar a pior equipa das dezasseis ainda em prova na fase de eliminatórias, a Guatemala.

Mika foi herói diante da Argentina

Uma equipa em crescendo nas eliminatórias

Curiosamente, diante da equipa da América Central, Portugal fez a pior exibição no torneio, não indo além de nova vitória por uma bola a zero e, inclusivamente, apanhando inúmeros sustos diante de uma equipa que havia perdido por 5-0 com a Nigéria e 6-0 com a Arábia Saudita na fase de grupos. Imediatamente, pensou-se que era o último obstáculo que a equipa das quinas ia ultrapassar,

Ainda para mais, o adversário nos quartos de final era a mais do que favorita Argentina, gerando-se uma descrença nos portugueses que, todavia, já valorizavam interiormente a prestação lusitana, pensando que termos chegado aos quartos de final já era um resultado de registo, até porque era a melhor participação da nossa selecção desde 1995.

Contudo, a equipa portuguesa voltou a surpreender positivamente os seus conterrâneos, equilibrando o jogo com os sul-americanos e até dispondo das melhores oportunidades para desfazer um nulo que, todavia, resistiu até ao final dos 120 minutos.

Nos penaltis, os portugueses chegaram a estar a perder por 3-1 e com os argentinos a terem dois “match-points” para vencerem a eliminatória. Todavia, Mika apareceu quando tinha de aparecer e Portugal deu a volta ao texto, eliminando os sul-americanos (5-4 nos penaltis) e seguindo para as semi-finais.

Por incrível que pareça, foi no último degrau até à final que a equipa das quinas acabou por vencer de forma mais confortável, superando a França por 2-0, graças a dois golos ainda na primeira metade. Esse resultado fez com que Portugal chegasse à final da prova sem sofrer qualquer golo, destacando-se pela inteligência táctica, capacidade de sofrimento colectivo, calculismo e eficácia.

Brasil foi mais feliz na final

E o título mundial ali tão perto…

Na final, Portugal sofreu um golo muito cedo e, pelas características da nossa equipa, pensou-se que a nossa selecção não seria capaz de dar a volta ao texto. No entanto, a equipa das quinas voltou a mostrar talentos que ninguém reconhecia até esta prova e fez questão de calar quem não acreditava no conjunto.

Com golos de Alex e Nélson Oliveira, Portugal entrou bem dentro do segundo tempo em vantagem (2-1) e ainda viu o avançado do Benfica desperdiçar uma oportunidade de fazer o 3-1 e matar definitivamente o encontro.

Infelizmente, Cedric havia saído da equipa por lesão e o adaptado Pelé estava com dificuldades para parar Dudu no flanco direito da defesa portuguesa. Assim sendo, após alguns sustos, foi sem surpresa que Dudu superou Pelé e cruzou para o empate de Óscar que obrigou o encontro a chegar ao prolongamento.

Nos trinta minutos suplementares, foi a vez de Caetano ser infeliz, falhando um chapéu que poderia ter devolvido a vantagem aos portugueses. Depois, com a equipa lusa de rastos (Danilo foi mesmo obrigado a sair, fazendo com que a equipa das quinas terminasse com dez), o Brasil haveria de ser extremamente feliz, chegando ao 3-2, graças a um cruzamento mal medido de Óscar que só parou no fundo da baliza de Mika.

Após esse tento canarinho, Portugal ainda tinha dez minutos para tentar chegar novamente ao empate, mas se a vontade e a crença eram enormes, a força era quase nula, fazendo com que a equipa das quinas fosse incapaz de regressar ao jogo.

Assim sendo, quando o árbitro apitou para o final da partida e enquanto os brasileiros festejavam o seu quinto título mundial, os portugueses entregavam-se a um choro incontrolável de quem percebeu que esteve a um pequeno passo de conquistar o título mundial de sub-20.

Nélson Oliveira confirmou todo o seu talento

O futuro da “Geração Coragem”

Poucos acreditavam na qualidade individual e colectiva desta selecção de sub-20, todavia, ao longo de sete desafios, Portugal fez questão de demonstrar que tem matéria prima para que o futuro do nosso futebol seja menos sombrio do que se chegou a temer.

Colectivamente, fiquei impressionado pela evoluidíssima inteligência táctica e capacidade de ocupação de espaços no sector recuado, porque defender bem também é uma arte e não é limitada a um autocarro à frente do guarda-redes. Na minha opinião, em termos de processo defensivo, Portugal roçou a perfeição e só isso explica que tenhamos atingido a final sem sofrer qualquer golo.

Ofensivamente, notou-se que faltou talento e criatividade à equipa portuguesa, demasiado dependente de um avançado-centro que ou muito me engano, ou vai ser o ponta de lança da selecção A durante anos a fio: Nélson Oliveira. Com um jogador de elevada criatividade na posição “dez”, a equipa das quinas poderia ter alcançado outra excelência no processo ofensivo, limitando a dependência do avançado do Benfica e tornando-se menos previsível no ataque.

Ainda assim, temos razões para estarmos bem satisfeitos e estou certo que jogadores como Mika, Cedric, Roderick, Nuno Reis, Danilo, Caetano e, acima de tudo, Nélson Oliveira, têm tudo para vingarem no futebol profissional e ajudarem e muito o futebol português.

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Ninguém levava muito a sério esta equipa norte-americana, pois justificava-se o terceiro lugar de 1930 pelo amadorismo que, na época, imperava e a presença nos oitavos de final em casa (1994), pelo facto do país organizador ter sempre uma “mãozinha” da FIFA. Curiosamente, seriam os portugueses os primeiros a perceber que os americanos eram uma selecção de respeito, quando no primeiro jogo do Mundial 2002, perderam com os EUA (2-3). Esse jogo foi, na verdade, o ponto de viragem do futebol americano, que chegaria aos quartos de final desse campeonato do mundo. A partir daí, os “yankees” passaram a ser vistos como uma das boas selecções do panorama mundial e, até, conseguiram resultados muito interessantes como terem sido finalistas da Taça das Confederações 2009 (perderam a final com o Brasil 2-3) após eliminarem a actual campeã europeia: Espanha…

A Qualificação

Tal como o México, os EUA não costumam ter dificuldades em apurar-se na fácil zona de qualificação da CONCACAF. Ainda assim, há que registar os bons resultados conseguidos pelos americanos nas diversas fases de apuramento.

Na 2ª Fase, diante da fraquinha selecção dos Barbados, apuraram-se com um agregado de 9-0 e, na terceira fase, defrontando Cuba, T. Tobago e Guatemala, apuraram-se com cinco vitórias e apenas uma derrota, sendo que esta, diante de T. Tobago (1-2), surgiu quando já tinham o apuramento garantido.

Por fim, na 4ª e última fase, defrontaram México, Honduras, Costa-Rica, El Salvador e T. Tobago e cometeram a proeza de vencerem o grupo, provando que já discutem o título de melhor equipa da CONCACAF com os mexicanos. Nesta fase, ganharam seis jogos, empataram dois e apenas perderam no México (1-2) e na Costa-Rica (1-3).

2ª Fase – Eliminatória

Estados Unidos 8-0 Barbados / Barbados 0-1 Estados Unidos

3ª Fase – Grupo 1

  1. Estados Unidos 15 pts
  2. T. Tobago 11 pts
  3. Guatemala 5 pts
  4. Cuba 3 pts

4ª Fase – Grupo Final

  1. Estados Unidos 20 pts
  2. México 19 pts
  3. Honduras 16 pts
  4. Costa-Rica 16 pts
  5. El Salvador 8 pts
  6. T. Tobago 6 pts

O que vale a selecção norte-americana?

Não sendo gigantes do futebol mundial e, provavelmente, sem condições de colocar em causa a superioridade inglesa no Grupo C, os Estados Unidos têm, seguramente, melhor equipa que eslovenos e argelinos.

O guarda-redes (Tim Howard) é competente e uma voz de comando para um quarteto defensivo seguro e regular, onde se destacam o lateral esquerdo do West Ham: Spector e o central do Milan: Onyewu.

No meio campo, que deve jogar em losango, destaque para a enorme qualidade dos alas: Beasley e Dempsey, que, apesar de jogarem como interiores, são extremos por natureza e, por isso, irão procurar sempre os desequilíbrios pelos flancos. Clark (o trinco) e Bradley (o médio ofensivo) são competentes, mas não têm a qualidade dos seus parceiros do miolo.

Por fim, na frente, actua uma magnífica dupla de avançados e que combina muito bem: Landon Donovan e Altidore. O companheiro de Beckham nos LA Galaxy (Donovan) é um avançado rápido, tecnicista e que é muito bom na movimentação táctica, enquanto o atacante do Hull City (Altidore) é forte, possante, finaliza bem e, acima de tudo, desgasta muito os defesas contrários.

Globalmente, podemos concluir que os americanos têm uma equipa de qualidade e que poderá, muito bem, surpreender como aliás já fez na Taça das Confederações.

O Onze Base

É quase certo que os norte-americanos irão utilizar o esquema de 4-4-2 em losango e com o seguinte onze: Howard (Everton) na baliza; Um quarteto defensivo com Spector (West Ham), na esquerda, Bornstein (Chivas USA), na direita, e Onyewu (Milan) e Bocanegra (Rennes) como dupla de centrais; Ricardo Clark (Frankfurt) como trinco, Beasley (Rangers) como ala esquerdo, Dempsey (Fulham) como ala direito e Bradley (Borussia M’Gladbach) como 10; Donovan (LA Galaxy) como avançado centro e, a ponta de lança, Altidore (Hull City).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Num grupo em que o favoritismo vai, na totalidade, para os ingleses, é bastante previsível que os norte-americanos se superiorizem às outras selecções do grupo (Eslovénia e Argélia). Sendo superiores tanto no capitulo técnico como táctico e físico, a europeus e magrebinos, os “yankees” deverão alcançar o segundo lugar e consequente apuramento para os oitavos de final.

Calendário – Grupo C (Mundial 2010)

  • 12 de Junho: EUA vs Inglaterra
  • 18 de Junho: EUA vs Eslovénia
  • 23 de Junho: EUA vs Argélia

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