Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Hapoel Telavive’

Sasha é o número 10 do Hapoel

Sasha é o número 10 do Hapoel

Um dos jogadores de que o “Record” se refere como potencial reforço do Sporting para 2015/16 é o médio-centro brasileiro Sasha, jovem de 24 anos que representa o Hapoel Telavive desde a temporada passada e que é uma das referências de um dos mais conhecidos emblemas do futebol israelita.

Nascido a 1 de Março de 1990 em São Paulo, Brasil, Lucas Pacheco Affini “Sasha” é um produto das camadas jovens do Corinthians, ainda que, ao nível do futebol sénior, apenas tenha representado clubes modestos no seu país natal, como o Grémio Barueri, Pinheiros e São José.

Na Europa, e depois de uma experiência falhada no modesto Catanzaro, das divisões inferiores de Itália, o médio brasileiro haveria de conseguir impor-se nos búlgaros do CSKA Sófia, clube onde, em 2012/13, somou 34 jogos e um golo, isto antes de mudar-se para Israel, onde representa o Hapoel Telavive desde 2013/14, somando um total de 62 jogos e dez golos.

Faz todas as posições do miolo

Sasha é preferencialmente um “oito” ou “box-to-box”, que se destaca pela intensidade de jogo, inteligente posicionamento e boa capacidade de recuperação defensiva e de desarme, características ideais para a posição que ocupa nos relvados.

Ainda assim, devido a ter uma muito apreciável técnica individual (é mortífero na marcação de livres directos), trata-se de um jogador que também se adapta muito bem à posição de médio-ofensivo (“dez”), assim como à posição de “seis” de construção, isto num contexto menos destrutivo e mais “pirlesco”

Por tudo isto, é inegável que se trata de um jogador de qualidade, mas que, na sua posição preferencial de “box-to-box”, estará tapado em Alvalade por jogadores como Adrien Silva, João Mário ou mesmo o promissor Wallyson Mallmann e, num contexto de médio-ofensivo central, talvez seja curto para aquilo que o leão realmente precisa para fazer a diferença na posição “dez”.


Anúncios

Read Full Post »

Lacazette salvou o Benfica

Um golo de Alexandre Lacazette, perto do final do Lyon-Hapoel Telavive e que garantiu o empate (2-2) à equipa gaulesa, foi decisivo para que o Benfica se mantivesse nas competições europeias, pois os encarnados, em casa, num jogo muito pobre, perderam por duas bolas a uma com o Schalke 04. No outro jogo que aos clubes portugueses disse respeito, o Sp. Braga lutou muito em Donetsk, mas foi incapaz de alcançar um bom resultado, acabando vergado a uma derrota por duas bolas a zero. De qualquer maneira, mesmo que vencesse, só se apuraria para os oitavos de final caso o fizesse por quatro golos, pois o Arsenal, em casa, cumpriu a missão e despachou o Partizan por três bolas a uma.

Benfica 1-2 Schalke 04

Na Luz, os encarnados fizeram, claramente, um dos piores jogos da época. Sem alma, sem ideias e sem concentração, o Benfica foi quase sempre inferior ao Schalke na primeira metade, sendo que a desvantagem mínima (0-1), graças a um golo de Jurado (20′) até era um resultado lisonjeiro perante a pobreza da exibição das águias.

Na segunda metade, o Benfica subiu ligeiramente de produção, contudo, continuou a ser muito pouco para importunar seriamente o clube alemão. Ainda assim, Aimar ainda teve uma excelente oportunidade para empatar, mas, isolado perante Neuer, atirou ao lado da baliza.

Aos 81 minutos, Höwedes fez o 0-2 e deu o golpe fatal na águia que, sabendo que o Lyon perdia, em casa (1-2), começava a estar dependente de um golo dos franceses para continuar em prova.

Assim sendo, e apesar da redução de Luisão (87′), o golo mais festejado na Luz foi mesmo o de Lacazette, pouco depois, que garantiu o empate ao Lyon e, mais do que isso, o apuramento dos encarnados para a Liga Europa. Um apuramento triste, depois de uma campanha para esquecer do Benfica na “Champions”

Shakhtar Donetsk 2-0 Sp. Braga

Terminou a campanha bracarense na Liga dos Campeões e é justo dizer-se que terminou de forma honrosa, porque os arsenalistas, na sua estreia na prova, terminaram o Grupo com nove pontos, o que é de louvar.

Na Ucrânia, a equipa bracarense nunca se lançou de forma maluca para o ataque, preferindo jogar um jogo conservador, na esperança que os ucranianos cometessem um erro e rezando para que o Arsenal, no Emirates, não vencesse o Partizan.

O sonho tornou-se mais claro ao minuto 52, quando Cléo empatou a partida no Emirates (1-1), nesse momento bastava um golo, fosse do Braga ou do Partizan para que os bracarenses seguissem em frente na prova.

No entanto, entre o minuto 73 e 77, o Arsenal marcou por duas vezes e colocou-se a vencer por (3-1) e os arsenalistas, talvez conscientes desse facto, perderam um pouco da concentração nos minutos finais e acabaram vergados a dois golos dos ucranianos, apontados por Rat (79′) e Luiz Adriano (83′).

Apesar da derrota, o Sp. Braga tem razões para festejar, pois além do muito dinheiro que ganhou na competição, assegurou a posição de cabeça de série no próximo sorteio da Liga Europa.

Read Full Post »

Matheus foi decisivo na vitória bracarense

Em Telavive, o Benfica fez um dos piores jogos da temporada e acabou vergado a uma pesada derrota (0-3) diante de um Hapoel que estava, perfeitamente, ao seu alcance. Falhando bastantes oportunidades e assistindo a uma eficácia a toda a prova da equipa israelita, o Benfica ficou, assim, afastado da Liga dos Campeões, podendo, inclusivamente, ficar fora da Liga Europa, caso não vença o Schalke 04 na última jornada e o Hapoel Telavive triunfe em Lyon. Combinação pouco provável, mas possível. Por outro lado, o Braga conseguiu um grande resultado, vencendo o Arsenal, em casa, por 2-0. Ainda assim, apesar de ainda não estar fora da 2ª fase da Liga dos Campeões, terá, para se apurar, de vencer o Shakhtar por mais de três golos de diferença ou, em caso de o Arsenal não vencer, em casa, o Partizan, simplesmente vencer fora os ucranianos.

Sp. Braga 2-0 Arsenal

Durante grande parte do desafio e ao contrário do que o resultado possa fazer crer, a equipa bracarense não fez um grande jogo. Precipitada e nervosa, a equipa arsenalista não conseguia criar situações de perigo para a baliza londrina, beneficiando, inclusivamente, de boas intervenções de Felipe para manter o nulo.

De forma conservadora e beneficiando, também, da falta de alma do Arsenal, a equipa bracarense foi deixando o tempo passar e o nulo eternizar-se, esperando, provavelmente, um erro dos londrinos para procurarem a sua sorte.

Na verdade, foi exactamente isso que aconteceu, com a equipa bracarense a ver Elton a fazer um passe magistral para Matheus, que galgou muitos metros e acabou por bater Fabianski com um remate de belo efeito. Estávamos no minuto 83 e o sonho bracarense ficava bem mais perto.

A partir daqui, o Arsenal ainda procurou o empate, mais com o coração do que com a cabeça, mas o que conseguiu foi sofrer novo golo, novamente por Matheus, já nos descontos, que carimbou o resultado final em 2-0 para os bracarenses.

Ainda assim, apesar do triunfo histórico, só um milagre colocará os minhotos na segunda fase da “Champions”. Ainda assim, enquanto for possível, os bracarenses têm o direito a sonhar.

Hapoel Telavive 3-0 Benfica

Podia começar por dizer que o resultado é extremamente exagerado e até injusto para o que fizeram Benfica e Hapoel, ainda assim, importa dizer uma série de coisas. Este Benfica é, neste momento, uma equipa descrente, muitas vezes amorfa e que se coloca, dessa forma, a jeito para sofrer dissabores.

Em Israel, o Benfica até não começou mal, empurrando a equipa israelita para o seu último terço, ganhando bastantes cantos e tendo algumas oportunidades para abrir o activo.

No entanto, aos 24 minutos, contra a corrente do jogo, Era Zahavi fez o 1-0 na sequência de um livre e os encarnados acusaram imenso o golo sofrido.

A partir daí, a equipa encarnada, apesar de ter dominado territorialmente a partida e de ter conquistado inúmeros cantos, foi incapaz de reagir convenientemente à desvantagem. Ainda assim, mesmo aos repelões, ainda teve algumas oportunidades para marcar, mas principalmente Alan Kardec esteve desastrado.

Assim sendo, o Hapoel foi mantendo a vantagem e, com grande eficácia, foi mesmo capaz de a ampliar com tentos de Douglas da Silva (75′) e novamente Era Zahavi (90′) para uma vitória muito folgada da equipa de Telavive.

Com este desaire, o Benfica passou de poder chegar à segunda fase da “Champions” para correr o risco de nem sequer chegar à Liga Europa.

Read Full Post »

Moisés e Braga por terra após mais um golo sofrido

O percurso dos clubes portugueses nas provas da UEFA continua bastante bom e a prova disso é que, neste momento, Portugal lidera o ranking UEFA desta temporada com 5.200 pontos. Essa situação faz com que no combinado dos cinco últimos anos estejamos num sexto lugar que, a ser mantido até ao final da época, colocará Portugal com três equipas na Liga dos Campeões 2012/13. Nesta última ronda europeia, tirando o desastre bracarense (goleados no terreno do Arsenal por seis a zero), tudo correu pelo melhor, com o Benfica a vencer o Hapoel Telavive (2-0) na Luz, o FC Porto a vencer o Rapid Viena (3-0) no Dragão e o Sporting, mesmo com uma equipa de segunda linha, a vencer no sempre complicado terreno do Lille (2-1).

Benfica 2-0 Hapoel Telavive

Como se esperava, não foi fácil a estreia encarnada na Liga dos Campeões desta temporada. No Estádio da Luz, diante de uma aguerrida equipa israelita, o Benfica começou mesmo por beneficiar da não marcação de um penalti sobre Schechter, com o resultado a zero. Ainda assim, a equipa encarnada nunca se desuniu e soube ser paciente, acabando por embalar numa exibição segura e que resultou numa vitória justíssima por 2-0, graças aos golos de Luisão (21′) e Cardozo (67′).

Arsenal 6-0 Sp. Braga

O desastre dos bracarenses na sua estreia oficial na fase de grupos da “Champions” foi algo que, para quem está habituado a ver o Braga jogar, carece de explicação simples. Os arsenalistas entraram muito nervosos no jogo e pareceram nunca se adaptar às rápidas trocas de bola da equipa inglesa, uma das melhores da Europa nesse aspecto. Assim sendo, o avolumar do resultado acabou por ser uma consequência lógica desse factor, terminando o duelo com uma vitória do Arsenal por seis bolas a zero, graças aos golos de Fábregas (9′ e 53′), Arshavin (30′), Chamakh (33′) e Carlos Vela (69′ e 84′). Um resultado pesado, mas que acabou por ser justo, tal a superioridade da equipa londrina.

Lille 1-2 Sporting

Com a deslocação à Luz no horizonte, os leões preferiram usar uma equipa de segunda linha em França, talvez por entenderem que, neste acessível grupo da Liga Europa, uma derrota em Lille seria facilmente recuperável. Curiosamente, numa equipa com vários estreantes como Torsoglieri e Diogo Salomão e com alguns jogadores com poucos minutos como Zapater, o Sporting soube fazer uma exibição segura em que, na primeira parte, o contra-ataque foi letal, resultando nos golos de Vukcevic (11′) e Postiga (34′) e que, na segunda metade, foi de grande segurança defensiva, apenas resultando num golo sofrido (Frau, aos 57 minutos), num lance em que Tiago teve algumas culpas. Assim sendo, mesmo com uma espécie de equipa B, os leões entraram da melhor forma na Liga Europa e abriram excelentes prespectivas, tando de alcançarem o apuramento como de vencerem este agrupamento.

FC Porto 3-0 Rapid Viena

A equipa portista não teve qualquer dificuldade de vencer o frágil Rapid Viena na sua estreia na fase de grupos da Liga Europa. Diante de uma equipa que havia surpreendido o Aston Villa no playoff de acesso a esta competição, o FC Porto não deu quaisquer veleidades e acabou por alcançar uma vitória gorda, mas que até peca por escassa, tal a superioridade evidenciada pelos dragões durante todo o encontro. Rolando (26′), Falcão (65′) e Rúben Micael (77′) fizeram os golos de uma justíssima e seguríssima vitória azul e branca.

Read Full Post »

Depois de ter ficado dez anos sem conquistar o campeonato israelita, o Hapoel Telavive, além de se ter sagrado campeão, garantiu, após ultrapassar o  Zeljeznicar Sarajevo (BOS), Aktobe (CAZ) e o favorito Red Bull Salzburgo (AUT), o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Trata-se de uma equipa muito aguerrida, bem ao jeito das formações israelitas, mas que também tem jogadores de grande nível como o guarda-redes internacional nigeriano: Enyeama, o médio francês Romain Rocchi ou o internacional israelita, ex-Chelsea, Ben Sahar. Uma equipa que irá correr por fora, mas que, por certo, irá ter uma palavra a dizer no Grupo B da Liga dos Campeões.

Quem é o Hapoel Telavive

O Hapoel Telavive foi fundado em 1927 e, logo no ano seguinte, a equipa ganhou a Taça da Palestina (a primeira que foi reconhecida pela Federação Israelita de Futebol) diante do Maccabi Hasmonean Jerusalem (2-0), no entanto, como jogou com um jogador inválido, teve de partilhar a taça com o seu adversário.

Desde a criação do clube, o Hapoel conquistou 13 campeonatos de Israel (1934, 1935, 1938, 1940, 1943, 1957, 1966, 1969, 1981, 1986, 1988, 2000 e 2010) e 13 Taças de Israel (1928, 1934, 1937, 1938, 1939, 1961, 1972, 1983, 1999, 2000, 2006, 2007 e 2010), sendo o segundo clube com mais títulos naquele país do médio oriente, apenas superado pelo Maccabi Telavive.

Numa altura em que os clubes de Israel participavam nas competições asiáticas de futebol, o Hapoel Telavive participou em duas finais da Taça dos Campeões Asiáticos, vencendo uma, em 1967, diante do Selangor da Malásia (2-1) e perdendo outra, em 1969, diante do Taj Club do Irão (1-2).

Por outro lado, em termos de competições europeias, as participações do clube da capital israelita têm sido bem mais modestas, ainda assim, há que destacar a campanha na Taça UEFA (2001/02), quando a equipa atingiu os quartos de final da prova, sendo eliminada pelo AC Milan (0-2 e 1-0).

Como joga

Quem conhece minimamente o futebol israelita irá, certamente, perceber após poucos minutos que esta equipa de Telavive pratica o típico futebol daquelas paragens do leste do Mediterrâneo.

Tecnicamente evoluídos, os jogadores do Hapoel Telavive são uma equipa com grande raça e espírito colectivo, tendo, contudo, algumas falhas momentâneas, que derivam da falta de experiência, mas que, numa prova como a Liga dos Campeões, lhes podem ser fatais.

Em termos tácticos, os “demónios vermelhos” costumam jogar num 4-4-2 clássico, que procura explorar o contra-ataque e a velocidade dos dois perigosos avançados (Shechter e Ben Sahar), dois jogadores muito perigosos e que necessitam de vigilância constante por parte da equipa encarnada.

Individualmente e para além dos dois avançados já referidos, há ainda que ter em atenção o guarda-redes internacional nigeriano (Enyeama), jogador que brilhou no Mundial 2010 e que, para além de ser exímio a defender a sua baliza, também é um especialista na marcação de grandes penalidades, o central brasileiro Douglas da Silva, patrão do último reduto do Hapoel Telavive e, por fim, o médio francês Rocchi, um box to box que transporta todo o jogo ofensivo dos “demónios vermelhos”.

Em princípio, a equipa israelita deverá apresentar este onze base no Estádio da Luz:

Shechter é um avançado muito perigoso

Quem é que as águias devem ter debaixo de olho – Itay Shechter

O internacional israelita de 23 anos é, claramente, um dos melhores jogadores deste Hapoel Telavive e terá, forçosamente, de merecer grande atenção dos responsáveis encarnados.

Criado nas escolas do Hapoel Haifa e do Hapoel Nazareth Illit, Shechter estreou-se pela equipa principal do clube de Nazareth em 2005/06 com apenas 18 anos. Nessa temporada, o avançado israelita fez uma razoável temporada de estreia, apontando 3 golos e fazendo 27 jogos, todavia, em termos colectivos, as coisas não correram tão bem, pois o Hapoel Nazareth Illit desceu à segunda divisão.

No entanto, as boas exibições de Shechter, aliadas à enorme margem de progressão que demonstrava, impediram-no de descer com o clube de Nazareth Illit, sendo, assim, contratado pelo Maccabi Netanya.

Durante três temporadas em Netanya, o internacional israelita foi sempre titular, marcando 21 golos em 83 jogos do campeonato de Israel. Números interessantes, mas que não davam ao jovem avançado o estatuto de goleador, todavia, essa situação mudou na temporada passada.

Em 2009/10, transferido para o Hapoel Telavive, Shechter revelou-se, além de um avançado rápido, criativo e tecnicista, num jogador letal na hora de atirar à baliza. Em 52 jogos oficiais pelos “demónios vermelhos”, o internacional israelita fez 31 golos e foi peça fulcral na dobradinha conquistada pelo Hapoel Telavive.

Em suma, trata-se de um jogador muito interessante e para o qual Jorge Jesus terá de arranjar um antídoto.

As hipóteses encarnadas

Apesar da qualidade do Hapoel Telavive, o Benfica é, pelo seu plantel e pela sua enorme experiência europeia, claramente favorito para vencer as duas partidas diante dos israelitas.

Ainda assim, o Benfica terá de jogar com grande concentração e seriedade, pois o Hapoel Telavive é uma equipa muito perigosa no contra-ataque e que se galvaniza com facilidade, sendo que, no seu Estádio, essa situação é ainda mais notória.

Read Full Post »

Aiyenugba com a camisola nigeriana

Aiyenugba com a camisola nigeriana

Vendo as exibições menos conseguidas de Roberto, um guarda-redes que custou 8,5 milhões de euros, pensamos que, muitas vezes, os clubes portugueses ficariam muito melhor servidos e gastariam muito menos dinheiro se procurassem um pouco pelos campeonatos menos badalados, como, por exemplo, o israelita.

Depois de termos apresentado Enyeama neste blog, um guarda-redes que brilha, ano após ano, no Hapoel Telavive e que todos puderam confirmar o seu talento no Mundial 2010, iremos apresentar o seu suplente na selecção nigeriana e que, curiosamente, substituiu Vincent Enyeama no Bnei Yehuda: Dele Aiyenugba.

O nigeriano estreou-se com apenas 14 anos no Kwara Stars do seu país natal, transferindo-se, em 2001, para um dos colossos do futebol da Nigéria, o Enyimba.

Durante seis anos, Aiyenugba cresceu muito nesse clube nigeriano, chegando, inclusivamente, à selecção, ainda que permanecesse sempre tapado por Enyeama. Curiosamente, foi a transferência de Vincent Enyeama do Bnei Yehuda para o Hapoel Telavive, que abriu as portas da Europa a Dele Aiyenugba que, em 2007, substituiu o compatriota no clube israelita.

Desde que chegou ao Bnei Yehuda, o internacional nigeriano assumiu-se imediatamente como titular indiscutível e como uma das estrelas do clube israelita. Guarda-redes muito rápido, corajoso, excelente nas saídas aos pés dos atacantes e com grandes reflexos, trata-se também de um atleta muito forte no ar, apesar de só ter 1,81 metros.

Após 3 temporadas e noventa jogos no campeonato israelita, Dele Aiyenugba está, aos 26 anos, preparado para dar o salto para uma liga com outra projecção e, por certo, o seu preço estará ao alcance de um clube médio português. Descubram o seu talento no vídeo abaixo e confirmem a minha tese.

Read Full Post »

Apesar de apenas ter sido fundado em 1988, resultado da fusão do Waterschei Thor e do Winterslag, o Racing Genk já conquistou uma posição de destaque no panorama futebolístico da Bélgica. Campeão por duas ocasiões e vencedor da Taça da Bélgica por três vezes, o Genk é um clube com experiência de competições europeias, tendo, inclusivamente, disputado a fase de grupos da Liga dos Campeões na temporada de 2002/03. Ainda assim, tendo em conta que terminou o último campeonato belga na décima primeira posição e sabendo que o seu plantel é, no seu global, bastante inferior ao plantel dos dragões, o favoritismo azul e branco é bastante grande para esta eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga Europa.

Quem é o Racing Genk 

Não se pode falar do Racing Genk sem falar dos dois clubes que se fundiram em 1988 para lhe darem origem: Waterschei Thor e Winterslag.

O Waterschei foi fundado em 1919 e, depois de bastantes décadas na sombra do futebol belga, teve o seu momento de glória no início da década de 80, quando venceu duas Taças da Bélgica (80 e 82) e esteve presente na meia final da Taça das Taças de 1982/83, perdida diante do Aberdeen (1-0 e 1-5). O Winterslag, por sua vez, nunca conquistou qualquer título, mas, tal como o Waterschei, esteve presente algumas vezes no primeiro escalão do futebol belga, com destaque para um quinto lugar na época 1980/81.

Em 1988, Waterschei e Winterslag fundiram-se e formaram o Racing Genk que aproveitou a presença do Winterslag na primeira divisão para começar nesse escalão o campeonato de 1988/89. Ainda assim, não foi uma boa estreia, pois o Genk desceu logo na sua estreia. Apesar de ter regressado à primeira divisão logo na temporada seguinte, o Genk haveria de descer novamente à segunda divisão no ano de 1993/94, regressando, para nunca mais descer, ao principal escalão na época de 1996/97.

Desde que se cimentou na primeira divisão, o Genk tornou-se num dos principais clubes belgas, conquistando o campeonato da Bélgica em 1999 e 2002 e terminando na segunda posição em 1998 e 2007. Além dos títulos nacionais, o Genk conquistou a Taça da Bélgica por três vezes (1998, 2000 e 2009) e ainda esteve presente na fase de grupos da Liga dos Campeões 2002/03, ainda que, num agrupamento com AEK, Milan e AS Roma, tenha terminado na última posição.

Na última temporada, as coisas não correram particularmente bem ao Genk, que não foi além do 11º posto no campeonato. Ainda assim, a equipa belga venceu o playoff de acesso à Liga Europa e, assim, garantiu a presença numa prova onde já eliminou, na terceira pré-eliminatória, o Inter Turku da Finlândia (3-2 e 5-1).

Como joga  

A equipa belga costuma actuar num 4-4-2 losango e joga um futebol de passe curto, até porque a baixa estatura dos elementos do ataque desencoraja o Genk a utilizar um futebol mais directo. Não jogando deliberadamente ao ataque, a equipa treinada por Frank Vercauteren é moderadamente ofensiva e defende mal, cabendo ao FC Porto utilizar a rapidez no processo ofensivo, pois a defesa do Genk tem muita dificuldade em lidar com equipas que joguem em velocidade

O Genk tem uma dupla de avançados de excelente qualidade: Barda e Vossen, uma dupla muito rápida e móvel, que, por certo, terá de merecer atenção cuidada por parte dos responsáveis portistas. A equipa azul e branca terá, também, que ter bastante atenção ao médio ofensivo De Bruyne, um elemento que também pode jogar a avançado e, aos 18 anos, é considerado uma grande promessa do futebol belga. 

Diante do FC Porto, o onze do Genk não deve andar muito longe do que vamos apresentar abaixo.

  

Barda festeja golo por Israel

Quem é que o FC Porto deve ter debaixo de olho – Elyaniv Barda

Aos 29 anos, Elyaniv Barda é um avançado experiente e com capacidade para criar muitas dificuldades à defesa azul e branca.

Depois de ter tido grande destaque no seu país natal, actuando por clubes como o Hapoel Be’er Sheva (78 jogos, 19 golos), Maccabi Haifa (57 jogos, 12 golos) e Hapoel Telavive (61 jogos, 17 golos), conquistando dois campeonatos de Israel no clube de Haifa e duas Taças de Israel no Hapoel Telavive.

Desde 2007, encontra-se no Genk, onde se tornou, rapidamente, em um dos ídolos dos adeptos do clube belga. Muito rápido e tecnicista, Barda não é o típico finalizador que apenas se encontra na área para marcar golos, sendo, ao invés, um jogador que gosta de jogar com um atacante ao lado, com quem possa combinar e servir. Apesar de não ser um goleador nato, Barda, tem, no Genk, o interessante registo de 28 golos em 86 jogos.

As hipóteses azuis e brancas 

A equipa do Genk tem bastante qualidade e a forma fácil como se livrou do Inter Turku (8-3 no agregado) na última eliminatória da Liga Europa e a facilidade como goleou (4-0) no campo do vice-campeão belga (Gent) na última jornada do campeonato da Bélgica é a prova disso mesmo.

Ainda assim, a equipa belga tem bastantes fragilidades no sector defensivo e, diante de uma equipa com muito mais experiência como o FC Porto, dificilmente poderá colocar o apuramento português em risco. 

Assim sendo, se os dragões jogarem concentrados e souberem explorar os habituais erros defensivos do Genk, facilmente seguirão para a fase de grupos da Liga Europa.

Read Full Post »

Older Posts »