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Rudnevs evitou quinta-feira sem derrotas

Numa quinta-feira de grandes emoções, o futebol português tem razões para sorrir, pois todas as quatro equipas envolvidas nos dezasseis avos de final da Liga Europa garantiram resultados que lhes permitem sonhar com a passagem aos oitavos de final da prova. Os dragões, pela vitória em Sevilha (2-1), são os que se encontram mais perto desse objectivo, contudo, o Benfica, que venceu o Estugarda (2-1) na Luz, o Sporting que empatou em Glasgow diante do Rangers (1-1) e, até, o Sporting de Braga que perdeu num enorme manto de neve, diante do Lech Poznan (0-1), têm grandes hipóteses de seguirem em frente.

Benfica 2-1 Estugarda

A primeira parte dos encarnados foi má demais para ser verdade. Uma equipa desligada, sem alma e, até, a parecer que olhava o seu adversário do alto de uma pseudo-superioridade que não se verificava no relvado. Assim sendo, foi sem surpresa que os germânicos alcançaram a vantagem no marcador graças a um golo de Harnik (21′).

Veio o intervalo, provavelmente uma dose de gritos de Jorge Jesus, e o Benfica surgiu transfigurado na segunda metade. De facto, os encarnados passaram a pressionar e a empurrar o seu adversário às cordas, reduzindo-o a uma mediocridade que esteve longe de aparentar no primeiro tempo.

Dois golos foram marcados, um por Cardozo (70′) e outro por Jara (81′), mas muitos outros ficaram por concretizar, devido à falta de pontaria dos avançados encarnados e, também, graças à boa exibição do guarda-redes Ulreich.

Ainda assim, este 2-1, aliado ao facto do Estugarda estar longe de ter uma equipa que possa meter grande medo, abre excelentes perspectivas do Benfica superar esta ronda e passar aos oitavos de final da Liga Europa.

Lech Poznan 1-0 Sp. Braga

O frio e a neve assustavam, mas a verdade é que o Sp. Braga, durante toda a primeira parte, foi uma equipa adulta, segura e pressionante, controlando totalmente o jogo, mesmo que não tenha criado grande perigo para a baliza da equipa polaca.

No entanto, após o descanso, a equipa minhota perdeu a frieza do primeiro tempo, parecendo ficar amedrontada com o passar dos minutos. Foi recuando, recuando e apostando quase todas as suas fichas na segurança da sua defesa e, acima de tudo, do guarda-redes Artur Moraes.

Infelizmente para o conjunto português e apesar da excelente exibição do guarda-redes brasileiro, este foi incapaz de suster o remate de Rudnevs (72′) que garantiu uma preciosa mas magra vitória do Lech Poznan por uma bola a zero. Em suma, tudo em aberto para a segunda mão, em Braga.

Sevilha 1-2 FC Porto

Deve estar escrito em algum manual celestial, mas o certo é que o FC Porto costuma ter estrelinha em Sevilha. Ontem, no Sanchez Pizjuan, os azuis e brancos fizeram uma primeira parte sóbria, sem grandes rasgos, mas a suficiente para controlar uma equipa andaluza extremamente dependente do jogo pelas alas para criar perigo. Assim sendo, quando o árbitro apitou para o intervalo, o zero a zero justificava-se plenamente pelo que as equipas fizeram dentro do terreno de jogo.

Após o descanso, todavia, o Sevilha apareceu mais pressionante do que nos primeiros quarenta e cinco minutos, ainda que, curiosamente, acabou por ser o FC Porto a abrir o activo, naquele que foi o seu primeiro lance de perigo do segundo tempo. Livre de James Rodríguez e Rolando, com um toque subtil, a desviar de Palop e a fazer o 0-1.

A perder, os andaluzes arregaçaram as mangas e foram para cima do conjunto português, que passou um mau bocado. Kanouté, aos 65 minutos, empatou a partida e, aos 77 minutos, falhou inacreditavelmente a reviravolta. Luís Fabiano, de cabeça, também esteve perto do 2-1.

Contudo, no meio do vendaval ofensivo dos sevilhanos, quando já poucos acreditavam nessa possibilidade, Cristian Rodríguez aproveitou um erro crasso de Fazio, avançou, chocou com Palop e, na recarga, Freddy Guarín atirou para o 2-1, garantindo aos azuis-e-brancos um excelente resultado para a segunda mão a disputar no Estádio do Dragão.

Glasgow Rangers 1-1 Sporting

O Sporting é, neste momento, uma equipa que por vezes quebra à menor dificuldade, mas ontem, no inferno do Ibrox, foi uma equipa generosa que, mesmo sem fazer uma grande exibição, alcançou um resultado que lhe abre excelentes perspectivas para o jogo da segunda mão.

Durante a primeira parte, assistiu-se a um pacto de não agressão entre portugueses e escoceses, com os lances de perigo a serem muito escassos, salvo as excepções de um remate cruzado de Hélder Postiga (39′), um remate ao lado de Whittaker (40′) e um lance em que Yannick (43′), isolado perante McGregor, desperdiçou.

Contudo, na segunda metade, os protestantes perceberam que o zero a zero não seria um bom resultado para levarem para o Alvalade XXI e aumentaram ligeiramente o ritmo de jogo para tentarem chegar ao golo. Ainda assim, a sua fraca qualidade técnica limitava-os de sobremaneira, percebendo-se que só seriam realmente perigosos em lances de bola parada e/ou cruzamentos para a área.

Sem surpresa, foi assim que chegaram ao 1-0. Aos 68 minutos, na sequência de um pontapé de canto de Weiss, Whittaker, de cabeça, não perdoou e colocou o Glasgow Rangers em vantagem.

Apesar da desvantagem, Paulo Sérgio sabia que esta equipa escocesa está longe de ser um colosso do futebol europeu e, assim, apesar de algo tardiamente, decidiu fazer alguma coisa, lançando Matías Fernandez e Saleiro. Curiosamente, foi na sequência de uma abertura de Saleiro para o cruzamento de João Pereira que surgiu o golo do chileno Matías, que, solto de marcação, atirou de cabeça para o empate (1-1).

Estávamos no minuto 89, mas este Sporting é uma equipa extremamente intranquila e, até ao apito final, ainda sofreu um bocado, ainda que, aí, Rui Patrício tenha estado em grande nível, segurando este 1-1, que dá todas as condições do Sporting, em Alvalade, confirmar o apuramento.

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