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Posts Tagged ‘Helton’

Beto volta a uma grande competição

Depois da surpreendente chamada ao Mundial 2010, Beto volta a fazer parte dos convocados para uma grande competição internacional de selecções, juntando-se a Rui Patrício e Eduardo como opção para a baliza portuguesa. Desta feita, porém, a sua chamada é menos polémica que a do mundial sul-africano, pois Beto actuou com regularidade nos romenos do Cluj, tendo, inclusivamente, mais legitimidade de estar no lote que Eduardo, guarda-redes que pouco jogou na Luz. Ainda assim, mais que o bom balneário, poucas poderá fazer Beto, pois as perspectivas de utilização da terceira escolha de Paulo Bento para a baliza são extremamente reduzidas.

Percurso desportivo

António Alberto Bastos Pimparel “Beto” nasceu a 1 de Maio de 1982 em Lisboa e é um produto das escolas do Sporting, ainda que, como sénior, só tenha jogado pela equipa B em 2000/01, 2001/02 e 2003/04, contando-se, também, um empréstimo ao Casa Pia, pelo meio, em 2002/03.

Em 2004/05, transferiu-se definitivamente para o Chaves, clube onde não jogou, tendo mudado de ares novamente na época seguinte, onde, ao serviço do Marco, foi mais feliz, pois efectuou 27 partidas oficiais.

Em 2006/07, transferiu-se para o Leixões, iniciando um percurso de três temporadas que lhe garantiu a subida ao primeiro escalão na primeira e boas temporadas nas duas seguintes na Primeira Liga. Nesses três anos em que esteve em Matosinhos, Beto efectuou 94 jogos, tendo apenas falhado seis jogos oficiais do Leixões.

Essas boas exibições no clube de Matosinhos valeram-lhe a transferência para o FC Porto, clube onde, em duas épocas, mostrou competência mas nunca conseguiu ganhar o lugar ao titularíssimo Helton. Assim sendo, nesta temporada que agora termina, Beto acabou emprestado ao Cluj, clube onde foi utilizado com regularidade e onde se sagrou campeão romeno.

Qualidades e Lacunas

Com apenas 1,80 metros, o jogo aéreo não é claramente o forte de Beto, jogador que falha com preocupante frequência nos cruzamentos para a área.

Ainda assim, o guarda-redes formado no Sporting tem inúmeras qualidades, que passam pela elasticidade, boa capacidade de resposta, excelentes reflexos e um posicionamento bastante interessante entre os postes.

Como tal, no seu global, Beto é um guarda-redes frio e eficaz, que, tirando a lacuna supra-citada do jogo aéreo, é bastante competente no desempenho das suas funções.

Para além disso, é um elemento que costuma fazer bom balneário e, isso, num jogador que muito dificilmente actuará no Euro 2012, é fundamental.

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Valdés foi decisivo em Leiria

Quase nem se deu por ele e é certo que ainda continua a longínquos dez pontos do líder FC Porto (venceu em Coimbra, nesta jornada, por 1-0), mas o certo é que o Sporting, com duas vitórias consecutivas, alcançou o terceiro lugar no campeonato. Nesta jornada, num jogo em que podiam ter goleado, os leões acabaram por ser perdulários e terem de sofrer até ao fim para conquistarem uma magra vitória diante do U. Leiria (2-1). Nesta nona jornada, destaque, também, para a quinta vitória consecutiva das águias (2-0 na Luz ao Paços de Ferreira) e para a terceira derrota dos bracarenses (0-2 diante do Rio Ave), um resultado que, em caso de vitória do Guimarães, os pode empurrar para um inesperado sexto lugar na Liga Zon Sagres.

Académica 0-1 FC Porto

Num duelo patrocinado por uma intensa chuva que transformou o relvado em algo de quase impraticável, o FC Porto manteve a senda vitoriosa, ao ultrapassar a Académica por uma bola a zero.

Numa primeira parte em que foram inteligentes, frios e calculistas, os dragões conseguiram colocar-se em vantagem graças a um enorme golo de Silvestre Varela (42′) num remate à meia volta. Nesses primeiros quarenta e cinco minutos, o campo quase parecia uma piscina, mas o FC Porto foi a equipa que mais procurou a baliza contrária e, assim, chegou ao descanso com o prémio da vantagem mínima.

Após o intervalo, a equipa portista continuou a controlar o jogo, mas, desta feita, perdeu frieza em relação à primeira metade. Na verdade, os azuis e brancos perderam mesmo algumas soberanas oportunidades, com destaque para uma grande penalidade desperdiçada por João Moutinho (75′).

Assim sendo, os portistas foram obrigados a sofrer nos últimos momentos, assistindo, inclusivamente, a uma bola a embater na trave da baliza de Helton. Ainda assim, os pupilos de Villas Boas souberam  aguentar o assédio da equipa de Coimbra e assegurarem a oitava vitória no campeonato, mantendo o Benfica a uma distância de sete pontos.

Benfica 2-0 Paços de Ferreira

Os encarnados conquistaram a quinta vitória consecutiva no campeonato após superiorizarem-se, em casa, ao Paços de Ferreira (2-0) num jogo marcado por um enorme golo de Pablo Aimar.

Curiosamente, o Benfica até entrou lento e pachorrento no desafio, permitindo, inclusivamente, que os visitantes fossem criando algum perigo, sempre superiormente rechaçado pelo guarda-redes Roberto.

Ainda assim, depois dos avisos pacenses, Pablo Aimar decidiu pegar na bola, passar por uma legião de defesas vistiantes e, ainda de longe, desferir um pontapé forte e indefensável que só parou no fundo das redes do Paços. Estavam decorridos catorze minutos e, contra a corrente do jogo, o Benfica colocava-se em vantagem.

A partir do golo, o filme do jogo sofreu uma viragem e, a partir deste momento, o Benfica passou a ser dono e senhor do desafio, criando e desperdiçando oportunidades, contudo, o segundo golo não surgiu e, assim, o Paços voltou a ganhar confiança, terminando a primeira metade a pressionar os encarnados.

Este filme inesperado (superiorização do Paços em pleno Estádio da Luz) manteve-se no início da segunda metade, todavia, o Benfica aguentou bem o assédio pacense e, aos 65 minutos, Kardec descansou as águias, após marcar uma grande penalidade que castigou falta sobre Fábio Coentrão.

A perder 2-0, o Paços de Ferreira baixou os braços e, assim, o jogo teve sentido único até final, apenas não se avolumando mais o resultado para os encarnados, porque a frente de ataque do Benfica esteve incrivelmente perdulária nos momentos finais.

Com esta vitória, o Benfica mantém-se a sete pontos do líder FC Porto.

U. Leiria 1-2 Sporting

O Sporting está a crescer e, ontem, voltou a demonstrar isso mesmo após vencer a União de Leiria (2-1), num jogo em que até podia ter goleado.

Numa primeira parte globalmente equilibrada, o Sporting colocou-se em vantagem com um grande pormenor técnico de Jaime Valdés (14′), que matou a bola no peito e rematou sem deixar cair o esférico para o fundo da baliza leiriense.

A perder, a U. Leiria reagiu bem e acabou por chegar à igualdade num lance em que a defesa leonina teve muitas culpas, pois Panandetiguiri passou por uma legião de leões sem que ninguém lhe tirasse a bola e, depois, serviu Carlão para este repor a igualdade. Estavam decorridos 22 minutos no Municipal de Leiria.

Com o jogo empatado e a partida equilibrada, seria necessário um momento de grande inspiração para quebrar o marasmo e foi exactamente isso que aconteceu. Aos 41 minutos, descaído para o flanco esquerdo e ainda fora da grande área, Valdés fez um magnífico remate cruzado e marcou o segundo golo da noite, provando que, talvez, seja homem para jogar nas costas do atacante e não num dos flancos. O Sporting chegava assim ao descanso em vantagem (2-1).

Nos segundos quarenta e cinco minutos o jogo foi totalmente dominado pelos leões que, inclusivamente, falharam golos que podiam ter levado à goleada. De todos os lances desperdiçados pelos verde e brancos, destaque para um cabeceamento de Vukcevic salvo, sobre a linha, por… Hélder Postiga.

Ainda assim, o mais importante (a vitória e os três pontos) foi conseguido e, assim, o Sporting subiu à terceira posição do campeonato.

Rio Ave 2-0 Sp. Braga

A história do jogo entre vilacondenses e bracarenses teve na expulsão de Moisés (27′) o seu capítulo principal. Reduzidos a dez e com um penalti contra, a vida dos arsenalistas não se previa nada fácil e, na verdade, não foi.

Curiosamente, Felipe ainda defendeu o penalti de João Tomás, mantendo, ao menos, o equilíbrio no resultado, todavia, a inferioridade numérica sentiu-se e os bracarenses foram sempre incapazes de discutir o resultado.

Assim sendo, a única dúvida seria descobrir se o Braga iria, ao menos, suster a pressão vilacondense e, assim, segurar um precioso ponto. O tempo foi passando e os arsenalistas foram-se aguentando com maior ou menor dificuldade até que, aos 71 minutos, Zé Gomes, com um remate cruzado, fez o 1-0 para o Rio Ave.

A perder, o Braga ainda se lançou ao ataque em desespero, mas o melhor que conseguiu foi um remate de Elderson (82′) ao poste. Pouco depois, João Tomás fez o segundo golo do Rio Ave e colocou um ponto final no desafio, que terminaria, assim, com uma vitória dos vilacondenses por 2-0.

Com este desaire, o Sp. Braga caiu para a quinta posição, podendo, inclusivamente, descer ao sexto lugar, caso o V. Guimarães vença, esta noite, o Portimonense.

Nos outros jogos da nona ronda, destaque para o empate do Marítimo em Olhão (1-1) que demonstra a retoma madeirense e para os triunfos caseiros de Nacional (1-0 ao V. Setúbal) e Beira-Mar (3-1 à Naval). A jornada só se conclui hoje com o V. Guimarães-Portimonense.

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A festa do golo bracarense

Na Pedreira, o Sporting de Braga venceu o Sevilha (1-0) e deu um importante passo rumo à fase de grupos da Liga dos Campeões. Neste momento, os arsenalistas, se marcarem um golo na Andaluzia, até podem perder pela margem mínima que seguem em frente. Por outro lado, na Liga Europa, apenas os dragões deram aos portugueses razões para sorrir, após irem à Flandres, vencer o Racing Genk por 3-0, um resultado que deixa os portistas praticamente apurados  para a fase de grupos, pois Sporting (0-2, em casa diante do Brondby) e Marítimo (0-3, na Bielorrússia, diante do BATE) colocaram a sua vida nas competições europeias à beira do precepício.

Matheus voltou a ser decisivo

Braga 1-0 Sevilha

A primeira parte do jogo foi totalmente dominada pelo Sevilha que, em alguns momentos, chegou a massacrar a equipa portuguesa. Ainda assim, apesar de terem jogado quase sempre nas imediações da baliza de Felipe, a equipa espanhola apenas esteve realmente perto do golo por uma vez, quando Luís Fabiano, aos quatro minutos, num cabeceamento colocado, levou a bola a embater no poste.

No entanto, um lance de Matheus, em cima do intervalo, que, cara a cara com Palop, quase bateu o guarda-redes sevilhano, deu o mote para uma segunda metade, que apresentou duas equipas transfiguradas: a do Braga para melhor e a do Sevilha para muito pior.

O cariz do jogo, assim, sofreu uma viragem de 180º, com a equipa bracarense a passar a dominar o jogo e a beneficiar de uma alteração muito inteligente de Domingos, que retirou o amarelado e demasiado preso Miguel Garcia e colocou um bem mais desenvolto Sílvio.

Mais tarde, com a saída de Luís Aguiar e a entrada de Lima, Alan passou a organizar o jogo ofensivo dos arsenalistas e a equipa ganhou ainda mais profundidade ofensiva.

Passado poucos minutos, na sequência de um excelente cruzamento de Sílvio, Matheus, na recarga a um cabeceamento de Paulo César, fez o 1-0 e colocou o Sporting de Braga na frente.

Daqui até final, os bracarenses, sempre com muita cabeça, dominaram o jogo e até podiam ter feito mais golos, no entanto, Salino e Lima falharam boas oportunidades para ampliar a vantagem. Ainda assim, pela segunda parte e pelo triunfo, os arsenalistas abrem boas prespectivas para a segunda mão.

Falcao continua a ser decisivo

Racing Genk 0-3 FC Porto

A experiência europeia dos dragões e o nome FC Porto têm muita força na Europa do futebol e só isso explica a forma tímida e encolhida como o Genk encarou a primeira parte do encontro com os portistas.

Com um saldo de 19-1 em golos neste início de temporada, ninguém, por certo, esperava ver o Genk a actuar dessa forma, mas os dragões agradeceram, aproveitando para fazerem uma primeira parte muito tranquila em que trocavam a bola como queriam e criando algumas oportunidades de golo, sendo que, ainda assim, apenas conseguiram concretizar por uma vez, na sequência de um penalti transformado por Falcao, a meio da primeira parte.

Após o descanso, a equipa belga, a perder, passou a arriscar um pouco mais, começando a criar alguns problemas para o último reduto portista. Nessa fase, valeu Helton, com um punhado de excelentes defesas e, também, a expulsão de Matoukou, aos 66 minutos, que, colocando o Genk com menos uma unidade, matou, definitivamente, as hipóteses da equipa da Flandres.

A partir desse momento, o FC Porto sentiu que podia matar a eliminatória ali mesmo em Genk e após Villas Boas trocar o seu 4-3-3 por um 4-2-3-1, viu a equipa portista marcar mais dois golos (e que golos) por intermédio de Souza e Belluschi. Dois tentos que garantiram uma vitória por 3-0 e o apuramento mais que assegurado para a fase de grupos da Liga Europa.

Yannick é o rosto da desilusão leonina

Sporting 0-2 Brondby

Após a derrota com o Paços de Ferreira, esperava-se que o Sporting espevitasse neste compromisso europeu, no entanto, o que os adeptos leoninos viram foi apenas o prolongar do pesadelo.

Paulo Sérgio apostou num 4-4-2 clássico com Matias e Valdes nas alas e o duplo pivot (André Santos-Maniche), um sistema que teve velocidade e mobilidade durante cerca de cinco/dez minutos, mas, depois, veio a revelar-se num enorme equívoco, com destaque para a incapacidade de Matias e Valdes darem profundidade nas alas e para a ausência total de jogo de André Santos.

Dessa forma, o jogo avançava com um Sporting inoperante, desligado e sem qualquer fio de jogo, todavia, o pior ainda estava para vir, pois, aos 43 minutos, o Brondby colocou a vida do Sporting ainda mais difícil, após grande golo de Kristiansen, a premiar uma boa jogada de contra-ataque.

Após o intervalo, pensou-se que o Sporting viria de ideias mais vincadas e com outra mentalidade, todavia, o segundo golo do Brondby, apontado aos 53 minutos por Jallow, deixou os leões ainda mais desesperados.

Assim sendo, a reacção leonina foi sempre muito mais com o coração do com a cabeça e, quando a isso se associa a falta de sorte (remates ao poste de Liedson e Nuno André Coelho) e a má prestação do árbitro (penalti negado por falta clara sobre João Pereira) o destino é quase sempre a derrota e, neste caso, a quase certa eliminação precoce das competições europeias.

Baba lutou mas foi ineficaz

BATE 3-0 Marítimo

A deslocação madeirense à Bielorrússia conta-se em dois momentos completamente díspares: Uma excelente primeira parte e uma segunda parte que foi pouco menos que um pesadelo.

No primeiro tempo, o Marítimo jogou muito bem, criou algumas oportunidades de golo e, durante muito tempo, conseguiu empurrar o BATE para o seu meio campo. Nesse período, havia a clara noção de que os madeirenses podiam vencer na Bielorrússia e nem um remate ao poste de Rodionov em cima do intervalo punha em causa essa ideia.

Contudo, o segundo tempo foi um desastre. A equipa recuou no terreno e, após sofrer o primeiro tento (Olekhnovich, 57′), a equipa entrou em desnorte completo.

Aproveitou assim o BATE para fazer mais dois golos (Bressan e Pavlov) e deixou o Marítimo a precisar de um milagre na Madeira para seguir em frente na Liga Europa.

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Dragões festejam vitória na Supertaça

O FC Porto entrou da melhor maneira na época 2010/11, após vencer o Benfica (2-0) e conquistar, em Aveiro, a primeira competição oficial da temporada, a Supertaça Cândido de Oliveira. A equipa nortenha, tirando a parte final da primeira metade, foi sempre superior, imprimindo uma pressão alta e tendo em Varela, que esteve endiabrado, o seu elemento de destaque, colocando a defesa do Benfica em perigo constante. Os encarnados, por sua vez, estiveram irreconhecíveis e ontem, na verdade, a única coisa que lembrou o Benfica (2009/10) foi mesmo o esquema táctico de Jorge Jesus porque o resto foi completamente diferente e para bem pior…

 

 Azuis e brancos entram praticamente a ganhar

A equipa portista entrou muito forte no desafio e colocou-se em vantagem logo ao minuto quatro, quando na sequência de um pontapé de canto de João Moutinho, Rolando, no centro da pequena área encarnada, cabeceou sem oposição e fez o 1-0.

Apesar de terem chegado rapidamente à vantagem, os dragões mantiveram o ascendente e, até aos últimos dez minutos da primeira parte, os portistas tiveram as melhores oportunidades de golo, com destaque para um excelente remate de Sapunaru (23′). A excepção foi um livre de Carlos Martins (20′), negado superiormente por Helton com uma defesa junto à relva.

Nesta fase, o Benfica tinha dificuldade em lidar com a pressão alta dos portistas e, ao mesmo tempo, sofria com a velocidade de Varela que ia colocando constantemente a defesa das águias em sentido.

Ainda assim, na última dezena de minutos da primeira metade, o Benfica esboçou uma reacção, todavia, a melhor oportunidade desse período até pertenceu ao FC Porto, que viu Luisão negar, com as pernas, um golo certo de João Moutinho.

Domínio portista intensificou-se na segunda parte

Os últimos minutos dos encarnados na primeira parte davam, aos seus adeptos, esperança na reviravolta, todavia, o Benfica voltou a entrar mal na segunda metade.

O FC Porto entrou personalizado, foi controlando o desafio e começou a dispor de algumas oportunidades, com destaque para um cabeceamento de Falcao, que saiu ligeiramente ao lado.

Apesar de estar irreconhecível, o Benfica até teve uma grande oportunidade para igualar o desafio, no entanto, Saviola, na recarga a um remate de Carlos Martins, enviou a bola por cima da trave.

Este lance até podia ter servido de catalisador para o resto da partida, pois, na verdade, faltavam 24 minutos e ainda muita coisa podia acontecer. No entanto, no minuto seguinte à perdida de Saviola, o FC Porto haveria de dar uma machadada final no desafio, quando Varela, após jogada fenomenal pelo flanco esquerdo, serviu, na área, Falcao e este, antecipando-se aos centrais do Benfica, fez o 2-0.

A partir deste momento, o FC Porto controlou o jogo até final, mantendo a sua superioridade e sofrendo apenas um susto, quando Saviola, aos 85 minutos, se isolou, mas permitiu uma excelente defesa a Helton.

Em suma, vitória justa dos dragões, que foram sempre a melhor equipa e deram excelentes indicações para a época que começou. O Benfica, por sua vez, pareceu longe da forma ideal e demasiado órfão de Ramires e Di Maria.

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A chamada de Beto ao Mundial foi uma surpresa

António Alberto Bastos Pimparel, conhecido por Beto, estreia-se na convocatória para uma fase final de selecções. Provavelmente, será a terceira opção para a baliza de Portugal, se atendermos à sua experiência. No entanto, se surgir alguma infelicidade que impossibilite as outras duas opções, terá de mostrar que está à altura do lugar.

Formou-se nas escolas do Sporting Clube de Portugal, mas esteve apenas uma temporada na equipa principal – como terceira escolha. Seguiu-se um empréstimo ao Casa Pia, até que foi dispensado de Alvalade. Após uma época no Desportivo de Chaves e outra no FC Marco, Beto assina pelo Leixões, onde esteve três temporadas de grande regularidade exibicional, ajudando o clube a subir à primeira divisão e manter-se na mesma nas duas épocas seguintes. A sua regularidade e consistência na defesa da baliza de Matosinhos, valeu-lhe a cobiça do FC Porto, para onde se transferiu e jogou esta temporada. Apesar de, ao longo da época, não ser titular na baliza azul e branca, quando foi chamado para substituir Helton na fase final da temporada, correspondeu da melhor forma, valendo-lhe a presença no Mundial 2010.

Beto não é um guarda-redes alto (1,80 m), ressentindo-se na sua capacidade de sair aos cruzamentos. No entanto, tem reflexos muito apurados, sendo um guarda-redes de grande elasticidade e que tem um posicionamento interessante entre postes.

A sua carreira na selecção é curta, já que se estreou, este ano, num particular com a Estónia. A sua falta de experiência na baliza da selecção, faz com que seja a evidente terceira escolha de Queirós. A sua permanência na selecção portuguesa, após o mundial, estará dependente da sua capacidade de se impor do FC Porto.

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Portistas festejam conquista da Taça
Quem se limitou a ver os últimos minutos da final da Taça de Portugal pode pensar que os portistas tiveram um jogo muito difícil diante dos flavienses. No entanto, na verdade, o FC Porto acabou por complicar um encontro que, durante grande parte do tempo, pareceu um passeio que iria terminar numa goleada dos dragões. A equipa azul e branca esteve bastante perdulária (destaque para Hulk que falhou dois golos incríveis) e acabou por sofrer nos minutos finais graças a um golo de Clemente. Tratou-se, ainda assim, de uma vitória justíssima dos portistas, que não sofre contestação devido à enorme superioridade que os dragões sempre demonstraram sobre o terreno de jogo.

Chaves entrou atrevido

A equipa transmontana tentou surpreender os portistas, entrando em campo sem temores e tentando fazer um futebol positivo. Nos primeiros minutos, conseguiu mesmo fazê-lo e, aos nove minutos, Edu antecipou-se a Helton e enviou a bola ao poste da baliza portista.

No entanto, esse esquema, com uma defesa lenta e perante um adversário incomparávelmente mais forte só poderia acabar mal e, assim, foi sem surpresa que Guarín aproveitou um mau atraso de um defesa flaviense para, aos 13 minutos, correr imparável para a baliza do Chaves e beneficiar de um “frango” do guarda-redes Rui Rego para colocar os dragões em vantagem.

Ainda assim, o golo não fez o Chaves alterar o seu esquema e os portistas iam aproveitando os espaços dados pela defesa flaviense para aparecerem inúmeras vezes isolados perante Rui Rego. Até final da primeira parte, apenas marcaram outra vez, por Falcao (23′), após assistência de Hulk. Contudo, muitos foram os golos desperdiçados, com destaque para o camisola 12 (Hulk) que falhou dois tentos de forma inacreditável.

Dragões adormeceram e flavienses ainda assustaram

Na segunda metade, os portistas, a ganharem 2-0, continuaram a ter o domínio do desafio, mas a velocidade já não era a mesma, parecendo que se limitavam a deixar escoar o tempo até final.

Até perto do apito final, tudo correu bem, todavia, aos 85 minutos, Clemente aproveitou uma hesitação de Bruno Alves e não perdoou, reduzindo para 1-2.

Esse golo animou o Chaves, que, até final, lutou pela igualdade, contudo os portistas demonstraram toda a sua experiência e seguraram a vantagem até final, conquistando, com justiça, a Taça de Portugal.

Foi a décima quinta Taça conquistada pelo FC Porto, que, assim, apanhou o Sporting em número de taças de Portugal conquistadas.

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O FC Porto venceu em Vila do Conde, mas esteve longe de ser brilhante. Na minha óptica, a vitória foi justa, pois triunfou a equipa que mais procurou o golo. Mais uma vez, Jesualdo Ferreira precisou de recorrer ao salvador do costume, que tinha estado ausente da equipa durante alguns meses por lesão. Quem sabe esse factor não nos custou alguns pontos … 

Penso que é indiscutível a importância que Farias tem na equipa portista. No Dragão, “El Tecla” nunca foi titular, mas tem-se revelado um suplente de luxo. O avançado é um jogador de área, embora contra o Rio Ave tenha demonstrado uma mobilidade acima do que lhe é habitual. 

Na altura em que se falou da troca com o brasileiro Kléber, achei que se tratava de decisão precipitada da SAD azul e branca – seria mais uma esta época. O argentino pode não ser sempre titular, mas é o útil para resolver jogos complicados. Por outro lado, o avançado brasileiro teria de passar por um período de adaptação e poderia não se adaptar à equipa. 

Neste encontro, além de Farias, destaco apenas Hélton que efectuou algumas defesas de bom nível, permitindo segurar os três pontos. Hulk e Rúben Micael, que tinham estado bem nas últimas partidas, estiveram apagados, enquanto Tomás Costa foi uma nulidade. 

Os dragões continuam ainda na luta pelo segundo lugar. Agora só resta vencer os jogos que faltam e no final fazer as contas. Na próxima quarta-feira, o FC Porto joga contra a mesma equipa, mas, desta vez, a contar para a Taça de Portugal. O resultado da primeira mão permite pensar que a final do Jamor está quase garantida, contudo a equipa portista não deve dormir à sombra de bananeira.

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