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Posts Tagged ‘Henry’

O Arsenal é, claramente, um dos clubes mais importantes do actual contexto do futebol europeu, sendo uma das mais tituladas de Inglaterra, havendo vencido inúmeros títulos domésticos e internacionais e contando, historicamente, com alguns dos melhores jogadores do mundo como Ian Wright, Bergkamp ou Henry. Ainda assim, a equipa tem sofrido, nos últimos tempos, da ausência de títulos domésticos, não vencendo a Premier League desde 2004 e a Taça de Inglaterra desde o ano seguinte. Em termos europeus, até estiveram na final da Taça dos Campeões de 2006, todavia, o Barça foi mais forte no jogo decisivo e venceu por duas bolas a uma, negando a possibilidade dos “gunners” vencerem a primeira Liga dos Campeões da sua história.

Quem é o Arsenal

A equipa londrina foi fundada em 1886 como Dial Square por trabalhadores da Royal Arsenal em Woolwich, no sudeste de Londres, tendo alterado o nome para Woolwich Arsenal, em 1891, quando se tornou profissional.

Nos primeiros anos, o clube de Londres jogou na segunda divisão, apenas chegando à liga principal em 1904. Nessa fase, a sua situação geográfica resultava em baixas assistências e, assim, em 1910, o clube encontrava-se muito perto da falência, quando um empresário local (Henry Norris) pensou em mudar a localização da equipa. Assim sendo, em 1913, quando a equipa baixou à segunda divisão, Henry Norris mudou a equipa para Highbury (norte de Londres) e, no ano seguinte, retirou Woolwich do nome do clube, ficando simplesmente “Arsenal”, tal como é conhecido nos dias de hoje.

Apesar da alteração, tanto em termos de nome como geográfica, o sucesso não foi imediato e foi preciso esperar até à década de 30 para que o Arsenal começasse a conquistar títulos, sendo que, nessa década, a equipa londrina foi a grande dominadora do futebol inglês, conquistando cinco campeonatos e duas Taças de Inglaterra.

Curiosamente, o clube de Londres nunca mais teve uma década como essa, ainda que tenha conquistado inúmeros títulos, contabilizando, neste momento, 13 campeonatos ingleses, 10 Taças de Inglaterra, 2 Taças da Liga, 12 Supertaças, 1 Taça das Taças e 1 Taça das Cidades com Feira, tendo ainda perdido uma final da Taça dos Campeões, duas da Taça das Taças, uma da Taça UEFA e uma da Supertaça Europeia.

Na temporada passada, a equipa terminou a Liga Inglesa na terceira posição, contabilizando o sexto ano consecutivo sem ganhar a Premier League.

Como joga

O grande mérito de Arséne Wenger neste Arsenal moderno foi ter colocado a equipa londrina a jogar um futebol intenso, bonito e, muitas vezes, empolgante. Os “gunners” praticam um futebol entusiasmante e de perfil continental que se afasta claramente do “kick and rush” do típico futebol inglês.

Com inúmeros jogadores tecnicamente evoluídos como Van Persie, Arshavin, Walcott, Fábregas ou Nasri, o futebol espectáculo e de pé para pé é uma constante, sendo que a equipa londrina joga quase sempre num carrossel de constantes trocas de posição que, invariavelmente, baralham os adversários e permitem ao Arsenal criar inúmeras situações de golo. Em termos tácticos, a equipa tem variado entre o 4-4-2 losango e o 4-2-3-1, que tem utilizado ultimamente.

Na verdade, se a equipa não conquista títulos há muito tempo, isso deve-se a alguma falta de experiência dos seus jogadores, ao facto de a defesa não ter o mesmo nível do ataque e, acima de tudo, às constantes lesões graves que têm perseguido muitos dos seus principais jogadores.

Para terem uma ideia, neste momento, o Arsenal encontra-se privado de seis jogadores por lesão (Diaby, Van Persie, Walcott, Vermaelen, Bendtner e Ramsey).

Assim sendo, a equipa que o Arsenal deve fazer subir hoje ao Estádio Emirates não deve andar longe da seguinte:

Arshavin a jogar pelo Zenit

Quem é que os arsenalistas devem ter debaixo de olho – Arshavin

O polivalente jogador russo de 29 anos é, claramente, um dos jogadores mais perigosos deste Arsenal e terá, forçosamente, que merecer uma atenção especial de Domingos Paciência durante o jogo de hoje.

Criado nas escolas do Zenit de São Petersburgo, Arshavin estreou-se em 2000 por esse clube russo, permanecendo lá por oito anos. No Zenit, o internacional russo fez 281 jogos, marcou 71 golos e, colectivamente, conquistou um campeonato russo (2007) e uma Taça UEFA (2008).

Depois de ter feito um excelente Euro 2008, Arshavin acabou cobiçado por vários clubes europeus, sendo que acabou por assinar pelo Arsenal em Janeiro de 2009.  No clube londrino, o internacional russo adaptou-se de forma fácil e rapidamente se tornou num dos mais importantes jogadores da equipa londrina, tanto a jogar sobre as alas (preferencialmente a esquerda) como a segundo avançado, fazendo inúmeras assistências e marcando bastantes golos pelos “gunners”.

Jogador que alia a raça à sua grande velocidade e fantástica capacidade técnica, Arshavin é um jogador a quem não pode ser dado um milímetro de espaço, sendo imperioso que o Braga o saiba parar, pois, caso o consiga, um grande passo rumo a um resultado positivo estará dado.

As hipóteses bracarenses

Não alinhamos em utopias e temos consciência que, mesmo com todas as lesões que tem sofrido, o Arsenal é claramente favorito para os dois duelos europeus que vai disputar com o Braga. Mais experientes e com um plantel com mais qualidade e soluções, os “gunners” deverão, em teoria, superar os bracarenses com maior ou menor dificuldade.

Ainda assim, por tudo o que o Braga tem feito esta temporada, nomeadamente pelas duas vitórias que conseguiu diante do favorito Sevilha, não podemos colocar de parte a hipótese dos bracarenses, principalmente na Pedreira, fazerem um brilharete.

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A França está habituada ao oito e ao oitenta em mundiais de futebol. Campeã do Mundo em 1998 e vice-campeã em 2006, ficou pela fase de grupos em 2002 e nem se qualificou em 1990 e 1994, sendo sempre complicado vaticinar seja o que for para os “bleus”. Na ressaca do abandono de Zidane, os gauleses têm tido alguma dificuldade em encontrar um rumo para o seu futebol e tanto o Euro 2008 (eliminados na primeira fase) como o apuramento para o Mundial 2010 (necessitaram de playoff e de um mãozinha de Henry…) são exemplos disso. No entanto, com jogadores como Ribery , Henry, Gourcuff ou Evra, a França tem matéria prima suficiente para fazer um bom campeonato do mundo e, quiçá, ser um “outsider” na luta pelo título.

A Qualificação

Inserida no Grupo 7 de qualificação, a França defrontou Sérvia, Áustria, Lituânia, Roménia e Ilhas Faroé. Favoritos ao primeiro lugar, os gauleses começaram muito mal o agrupamento, pois, no primeiro jogo, perderam na Áustria (1-3).

Este resultado condicionou os franceses que, apesar de se terem apurado para o playoff fizeram uma fase de qualificação muito modesta. Vitórias magras sobre países como a Lituânia (1-0 por duas vezes) e Ilhas Faroé (1-0) e a incapacidade de vencerem a Roménia (2-2 e 1-1) são exemplos do percurso difícil dos gauleses.

Assim sendo, os franceses acabaram no segundo lugar, a um ponto da Sérvia, e tiveram que disputar um playoff, diante da República da Irlanda, para disputarem o Mundial.

Esse duelo decisivo começou muito bem para os gauleses que, na Irlanda, venceram por uma bola a zero, graças a um golo de Anelka. Todavia, no segundo jogo, Robbie Keane igualou a eliminatória e levou o jogo a prolongamento. No tempo extra, com o desafio equilibrado, Henry, na área adversária, ajeitou a bola com a mão e serviu Gallas para este colocar a França no Mundial.

Grupo 7 – Classificação

  1. Sérvia 22 pts
  2. França 21 pts
  3. Áustria 14 pts
  4. Lituânia 12 pts
  5. Roménia 12 pts
  6. Ilhas Faroé 4 pts

Playoff

República da Irlanda 0-1 França / França 1-1 (a.p.) República da Irlanda

O que vale a selecção francesa?

A equipa gaulesa conta com algumas das grandes estrelas do futebol actual e será, certamente, uma das melhores equipas, em termos teóricos, do Mundial 2010.

A equipa tem uma defesa experiente e segura com destaque para o seu lateral esquerdo (Evra) que sobe muito bem no terreno e participa bastante na construção ofensiva.

Depois, na dupla do miolo, reside uma dúvida. Se, após o impedimento de Lass Diara, Diaby é certo como trinco, resta saber se Domenech opta por Toulalan, um médio que garante maior segurança defensiva, mas tira criatividade ao futebol gaulês ou se, ao invés, opta por Gourcuff. O médio do Bordéus garante maior fluidez ofensiva, todavia, pode criar dificuldades na recuperação de bolas e na transição ataque-defesa.

No ataque, os franceses têm a jovem promessa Gignac, mas devem jogar com Henry e Anelka, dois atacantes que, apesar de já serem trintões, continuam a mostrar qualidades que fazem deles jogadores de eleição. Depois, nas alas, Malouda e, acima de tudo, a grande estrela francesa: Franck Ribery são garantias de futebol rápido e criativo.

Domenech poderá, ainda, optar por retirar Henry ou Anelka e jogar em 4-3-3 com Diaby, Toulalan e Gourcuff em simultâneo no meio campo. Uma estratégia mais equilibrada e provavelmente ideal para adversários mais poderosos.

Integrada no Grupo A com México, Uruguai e África do Sul, os franceses, pela qualidade da sua selecção, são os grandes favoritos para conquistarem o primeiro lugar. Ainda assim, Domenech terá de trabalhar bastante o jogo colectivo dos gauleses para impedir que sejam uma equipa de repelões individuais (como na qualificação), tornando-se, ao invés, numa equipa no real sentido da palavra. Só assim poderá lutar pelo título mundial.

O Onze Base

Os blues deverão jogar com Lloris (Lyon) na baliza; um quarteto defensivo composto por Evra (M. United) à esquerda, Sagna (Arsenal) à direita e a dupla de centrais: Gallas (Arsenal) e Abidal (Barcelona); no centro do meio campo deverão jogar Diaby (Arsenal) e Toulalan (Lyon); na ala esquerda deverá aparecer Malouda (Chelsea), à direita Ribery (Bayern); enquanto na frente de ataque deverão jogar Henry (Barcelona) e Anelka (Chelsea)

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Apesar de ter feito uma fase de qualificação muito irregular, a França é a grande favorita à vitória no Grupo A do campeonato do mundo, pois tem, de longe, melhor leque de jogadores que os seus adversários. Ainda assim, é bom que não entrem em campo convencidos de que o apuramento é certo porque, se isso acontecer, poderão, tal como em 2002, regressar precocemente a casa.

Calendário – Grupo A (Mundial 2010)

  •  11 de Junho – França vs Uruguai
  • 17 de Junho – França vs México
  • 22 de Junho – França vs África do Sul

 

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A quatro jornadas do final da Série A e depois de terem vencido o grande derbi com a Lázio, os romanos dificilmente esperavam que a Sampdória fosse causar qualquer tipo de mossa no Olímpico de Roma. No entanto, dois golos de Pazzini gelaram a Roma e garantiram uma vitória da Samp em pleno Olímpico (2-1). Este resultado, aliado à vitória do Inter, em casa, diante da Atalanta (3-1), significou o regresso à liderança da equipa de Mourinho; Por outro lado, em Espanha, o Barça venceu, em casa, o Xerez (3-1) e manteve o ponto de liderança sobre o Real Madrid, que venceu em Saragoça (2-1); Situação similar aconteceu na Premier League, com o Chelsea a manter, também, um ponto de avanço sobre o Manchester United, após golear o Stoke City por sete bolas a zero.

Liga Italiana – Inter regressa ao topo da Série A

Após ter chegado à liderança da Série A e com o Inter ainda envolvido na Liga dos Campeões, pensou-se que a equipa romana tinha tudo para conquistar o título. Esta jornada a Roma recebia a Sampdória e o jogo até começou da melhor maneira, pois, ainda na primeira parte, Totti colocou a equipa da capital italiana na frente do marcador. Contudo, na segunda metade, a Roma adormeceu e Pazzini, com dois golos, deu a volta ao marcador, garantindo a vitória da Samp por 2-1. Quem aproveitou o deslize dos pupilos de Ranieri foi o Inter que, em casa, venceu a Atalanta por 3-1. Um jogo tranquilo da equipa de Mourinho, que até esteve a perder, mas rapidamente deu a volta ao jogo com golos de Milito, Muntari e Chivu. Neste momento, o Internazionale lidera o campeonato com mais dois pontos que a agora segunda, AS Roma.

Liga Espanhola – Barça mantém vantagem sobre Real Madrid

O Barcelona defrontava, no Nou Camp, o último classificado da La Liga e, como tal, ninguém esperava outro resultado que não a vitória dos catalães. Ainda assim, apesar de ter vencido por 3-1, o Barça encontrou um adversário duro e que complicou a vida aos pupilos de Guardiola por grande parte do desafio. Os catalães entraram bem e rapidamente chegaram ao 2-0 com golos de Jeffren e Henry, mas Bermejo reduziu para o Xerez, intranquilizando um pouco o Barça, que só descansou com o terceiro golo, marcado por Zlatan, aos 56 minutos. Este resultado permitiu ao Barcelona manter a vantagem de um ponto sobre o Real Madrid, que, numa deslocação dura a Saragoça, ganhou por 2-1, graças a um golo de Kaká, bem perto do final do desafio.

Liga Inglesa – Chelsea mantém liderança com goleada

Os blues receberam o Stoke City e não deram quaisquer hipóteses ao seu adversário, goleando-o por sete bolas a zero. Três golos de Kalou, dois de Lampard, um de Malouda e outro de Sturridge foram a materialização de um jogo em que o Chelsea mostrou o porquê de liderar a Premier League. Com este resultado, a equipa londrina mantém o ponto de vantagem sobre o Manchester United, que, numa recepção difícil ao Tottenham, venceu por 3-1 com bis de Giggs e um golo de Nani.

Liga Alemã – Bayern empata e é apanhado pelo Schalke 04

O Bayern deslocou-se a Mochengladbach e encontrou um adversário muito duro e com vontade de travar os bávaros na sua luta pelo título. O Borussia esteve mesmo em vantagem graças a um golo de Reus (60′), mas, treze minutos depois, Klose, garantiu um empate importantíssimo para o Bayern. Graças a esta igualdade, a equipa de Van Gaal, mantém a liderança do campeonato, ainda que, neste momento, tenha os mesmos pontos que o Schalke 04, que, em Berlim, venceu o Hertha por 1-0. Assim sendo, teremos a Bundesliga ao rubro até ao fim.

Liga Francesa – Marselha caminha para o título

A quatro jornadas do final da Ligue 1, o Marselha está cada vez mais perto de conquistar o título. Desta feita, a equipa recebeu o St. Etienne e venceu por uma bola a zero, graças a um golo de Valbuena. Neste momento, a equipa de Lucho apenas tem um adversário nessa corrida pelo trono da Ligue 1. Venceu em Toulouse (3-0), está a cinco pontos e chama-se Auxerre.  

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Desalento Real após nova derrota com o Barça

O Barcelona, ontem, no Santiago Bernabéu, deu um passo decisivo rumo à conquista do título espanhol. Uma vitória por duas bolas a zero com golos de Messi e Pedro foi suficiente para colocar os catalães com três pontos de avanço (e vantagem no confronto directo) sobre o rival madrileno. Uma vitória saborosa e especialmente sentida, pois ontem, o Barça apresentou, em campo, oito jogadores das suas escolas: Valdés, Puyol, Piqué, Iniesta, Busquets, Xavi, Pedro e Messi.

Neste contexto particular, o Barça não tem rival na Europa. Os catalães, que também são treinados por alguém da casa (Pep Guardiola), são a melhor equipa da actualidade na fusão dos jogadores da cantera com grandes estrelas internacionais como Ibrahimovic ou Henry.

O Barcelona tem, neste momento, uma identidade própria e um estilo de jogo único. Podemos dizer que quando vemos o Barça jogar sentimos que não estão a jogar na Táctica A, B ou C, mas, ao invés, sentimos que estão a jogar à Barcelona e, isso, é meio caminho andado para o sucesso.

Na verdade isso é, neste momento, aquilo que os coloca um passo à frente do seu rival Real Madrid. Os madrilenos ainda tentaram, no passado, utilizar uma estratégia celebrizada por Florentino Pérez de: “Zidanes e Pavones”, todavia, a fraca qualidade de grande parte dos atletas das escolas do Real, aliada a conflitos de egos das suas principais vedetas gerou muitos problemas e insucesso desportivo.

Ao invés, o Barcelona consegue integrar essas estrelas na perfeição, parecendo que atletas como Ibrahimovic, que até era algo problemático, já jogava no Barça desde criança. Antes vimos Eto’o, Deco ou Larsson fazerem exactamente o mesmo.

Claro que ter talentos como Xavi, Iniesta, Bojan ou Messi ajuda nessa integração e na homogeneidade da equipa, mas esses talentos não nascem por acaso. São fruto de um projecto que não é mais que uma adaptação do projecto do Ajax e que esse grande senhor do futebol que se chama Johan Cruijff soube implementar no Barcelona.

Depois, os catalães, ao terem dinheiro para juntarem grandes estrelas internacionais à sua cantera, tornam o Barcelona, neste momento, uma equipa com condições para ter ainda mais sucesso do que o mítico Ajax dos anos 70 e tornar inúteis os muitos milhões gastos pelo Real Madrid.

O Barcelona é, assim, a prova que ter um milionário como presidente e gastar milhões de euros, por si só, não é suficiente. Só havendo uma identidade própria, um modelo de jogo enraizado e uma escola de qualidade permite a um clube tornar-se verdadeiramente gigante e almejar ganhar tudo como, na verdade, o Barça já ganhou.

Veremos se, no futuro, as equipas europeias pegam no modelo do Barça e tentam adaptá-lo à sua realidade ou se, ao invés, continuam a pensar que gastar milhões em meia dúzia de estrelas lhes garantirá sucesso imediato. Penso que os últimos dois anos de confronto: Real Madrid-Barcelona pode auxiliá-los na resposta…

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