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Schulz

Schulz é um lateral ofensivo

Se há posição em que parece unânime que o Sporting terá de reforçar é a de lateral-esquerdo, sendo inúmeros os futebolistas que têm vindo a ser apontados ao emblema verde-e-branco como são exemplos: Insúa e Fábio Coentrão.

Hoje, contudo, vem da Alemanha outro possível alvo para o flanco canhoto do leão, mais concretamente Nico Schulz, jovem de 24 anos que vem evoluindo no Borussia de Mönchegladbach, isto depois de ter sido formado no Hertha de Berlim.

Trata-se, aliás, de um futebolista que parece preencher os requisitos de Jorge Jesus para a posição, uma vez que é forte fisicamente (1,80 metros e 78 quilos) e tem grande perfil ofensivo, ou não jogasse muitas vezes como médio/ala ou até extremo-esquerdo.

Criado em Berlim

Nico Schulz nasceu a 1 de Abril de 1993 em Berlim, Alemanha, sendo um produto das escolas do Hertha, emblema que representa desde os sete anos e no qual se estreou ao nível sénior a 14 de Agosto de 2010, isto em duelo da Taça da Alemanha diante do SC Pfullendorf (2-0).

Desde essa data e até ao Verão de 2015, o jovem que soma 50 internacionalizações (seis golos) pelas selecções jovens germânicas haveria de contabilizar um total de 98 jogos (dois golos e oito assistências) pela equipa principal do Hertha de Berlim, tendo ainda somado 24 partidas pela equipa secundária.

No Verão de 2015, contudo, Nico Schulz haveria de mudar-se para o Borussia de Mönchegladbach, numa mudança que o jovem alemão esperava ser positiva para a sua carreira, mas que, até agora, tem sido marcada pelo infortúnio.

Afinal, o lateral fez uma rotura do ligamento cruzado do joelho esquerdo logo em Outubro desse ano, perdendo todo o resto da temporada 2015/16 e fazendo-o nunca mais recuperar a importância que outrora teve em Berlim. Na campanha que agora termina, somou apenas 15 jogos (seis como titular), tendo estado sempre na sombra de Wendt.

Muito ofensivo

Nico Schulz é um lateral-esquerdo de perfil ofensivo, destacando-se pela profundidade que dá ao seu flanco, fruto da sua velocidade, pulmão, boa qualidade técnica, e capacidade de passe e cruzamento.

Estas características, aliás, fazem com que tenha sido algumas vezes utilizado como ala ou extremo-esquerdo, ainda que a sua posição ideal seja a de lateral, principalmente num esquema de três centrais, algo que, contudo, dificilmente encontrará em Alvalade com Jorge Jesus.

Forte fisicamente, denota boa inteligência posicional e é eficaz no capítulo da recuperação e do desarme, características que o tornam competente no capítulo defensivo, ainda que a sua vocação ofensiva faça com que os extremos caiam algumas vezes nas suas costas, numa situação que deverá ser corrigida.

Inegável é que, pela sua qualidade intrínseca, Nico Schulz é superior a todos os jogadores que o Sporting tem neste momento para a posição de lateral-esquerdo, ainda que seja igualmente relevante perceber se a terrível lesão que teve há quase dois anos deixou mazelas. Certo é que, caso esteja a 100%, o internacional sub-21 alemão será sempre um bom reforço para os verde-e-brancos.

 

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“O futebol são onze contra onze e, no final, ganham os alemães…” foi assim que um dia, Gary Lineker, fantástico atacante inglês, resumiu a essência do desporto rei. O avançado pretendia dar ênfase à frieza germânica que, no momento chave, raramente dava hipóteses aos adversários. Tricampeã mundial (1954, 74 e 90) ainda antes da reunificação alemã, a “mannschaft” não tem, neste momento, as estrelas de outrora e a situação agravou-se com a lesão do motor do meio campo: Ballack. Ainda assim, a Alemanha nunca é uma selecção para encarar de ânimo leve. Afinal, foram vice-campeões da Europa em 2008 e terceiros classificados no Mundial 2006. Números muito positivos para uma selecção sem estrelas, mas sempre com um colectivo forte, frio e, acima de tudo, letal.

A Qualificação

Integrada no Grupo 4 da zona europeia com Rússia, Finlândia, País de Gales, Azerbaijão e Liechtenstein, a Alemanha não teve dificuldades em apurar-se, terminando o agrupamento em primeiro lugar e sem perder (oito vitórias e dois empates).

Curiosamente, apesar de excelentes resultados como as vitórias em Gales (2-0) e os dois triunfos diante dos russos (2-1 e 1-0), a equipa germânica foi incapaz de vencer a Finlândia, empatando fora (3-3) e em casa (1-1).

Ainda assim, foi um apuramento fácil e que mostrou todo o poderio de uma equipa que, mesmo desprovida de grandes estrelas, é sempre para respeitar e ter em conta.

Grupo 4 – Classificação

  1. Alemanha 26 pts
  2. Rússia 22 pts
  3. Finlândia 18 pts
  4. País de Gales 12 pts
  5. Azerbaijão 5 pts
  6. Liechtenstein 2 pts

 O que vale a selecção germânica?

A equipa alemã vale, essencialmente, pelo seu todo. É uma equipa muito forte em termos físicos e tácticos, que demonstra grande frieza e raramente falha na hora H.

Curiosamente, a defesa, que costuma ser sempre um poço de experiência, deverá apresentar alguns elementos de futuro, que irão dar à “mannschaft” frescura e capacidade ofensiva sem lhe tirar a sua habitual segurança. Wiese, um guarda-redes experiente, mas ainda jovem (28 anos) deverá ser o titular da baliza, o jovem lateral do Hoffenheim: Beck, deverá ser o dono do lado direito da defesa, Lahm (26 anos) é indiscutível no flanco esquerdo e Mertesacker (25 anos) titularíssimo no centro defensivo. Assim sendo, o único atleta experiente deverá ser o companheiro de Mertesacker no centro da defesa: Friedrich (31 anos). Todavia, não será totalmente descabida a hipótese do central do Hertha ser preterido pela jovem promessa do Bayern: Badstuber.

Se a defesa alemã é muito jovem, o meio campo é outra prova do claro rejuvenescimento do futebol germânico. Privado de Ballack, o meio campo deverá funcionar em losango, com Khedira (23 anos) como vértice mais defensivo, Trochowski (26 anos) como ala esquerdo, Schweinsteiger (25 anos) como ala direito e Özil (21 anos) como nº 10. Um sector que perde em experiência e capacidade defensiva, mas ganha em criatividade e capacidade ofensiva. Ainda assim, a ausência de Ballack foi um rude golpe e transformou este sector no mais frágil da selecção alemã.

Por fim, o ataque, deverá ser entregue a Podolski (avançado mais móvel) e Mário Gomez (ponta de lança mais fixo). São dois atletas que combinam muito bem e que vão garantir grande poder de fogo à Alemanha. No entanto, a “mannschaft” não se fica por aqui em termos ofensivos e a prova de que este é o sector mais forte da equipa é o facto de atletas como Cacau, Klose e Kiessling estarem no banco.

Integrada no Grupo D, com Gana, Sérvia e Austrália, a Alemanha é claramente a selecção mais forte do grupo e deverá prová-lo em campo com maior ou menor dificuldade.

O Onze Base

A Alemanha deverá apresentar um 4-4-2 losango com Wiese (Werder Bremen) na baliza; Um quarteto defensivo com Lahm (Bayern), Mertesacker (Werder Bremen), Friedrich (Hertha) e Beck (Hoffenheim); Depois, o trinco deverá ser Khedira (Leverkusen), o interior esquerdo: Trochowski (Hamburgo), o interior direito: Schweinsteiger (Bayern) e o nº 10: Özil (Werder Bremen); Por fim, na frente, deverão jogar o atacante móvel: Podolski (Colónia) e o ponta de lança fixo: Mario Gomez (Bayern).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A Alemanha é superior a qualquer dos seus adversários do Grupo D e, como tal, é pouco provável que Sérvia, Gana ou Austrália, lhe causem problemas de maior na primeira fase. Ainda assim, a equipa germânica, pela falta de experiência, deverá ter dificuldades a partir da fase a eliminar.

Calendário – Grupo D (Mundial 2010)

  • 13 de Junho: Alemanha vs Austrália
  • 18 de Junho: Alemanha vs Sérvia
  • 23 de Junho: Alemanha vs Gana 

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Os helénicos apenas participaram num campeonato do mundo (Estados Unidos 1994). Nessa altura, a equipa grega qualificou-se em primeiro lugar num grupo onde estava a Rússia e a Hungria e tinham jogadores como Saravakos, Nioplias e Apostolakis. Com a confiança em alta, viajaram até à América do Norte para defrontarem, na primeira fase, Nigéria, Argentina e Bulgária. Nesse campeonato do mundo ficaram conhecidos como a equipa do 4-4-2, não por terem jogado nessa táctica, mas porque perderam com a Argentina por quatro a zero, com a Bulgária por quatro a zero e com a Nigéria por dois a zero, regressando, rapidamente a casa. Agora, dezasseis anos mais tarde, regressam a um campeonato do mundo e voltam a encontrar a Argentina e a Nigéria no grupo. Todavia, o Euro 2004 provou que os gregos já não são os santos de outrora e, assim, o “4-4-2” dificilmente se irá repetir.

A Qualificação

Inserida no grupo 2 da zona europeia com Suíça, Letónia, Israel, Luxemburgo e Moldávia, percebeu-se, desde o início, que os helénicos iriam disputar o primeiro lugar com a selecção helvética.

Nesta qualificação, os gregos não foram surpreendidos nos jogos com os adversários mais frágeis, pois diante de Letónia, Israel, Luxemburgo e Moldávia, venceram seis jogos e apenas empataram dois (Israel, fora, 1-1; e Moldávia, fora, 1-1).

No entanto, diante da Suíça, a equipa grega foi incapaz de fazer um ponto que fosse, perdendo os dois jogos. Assim sendo, a equipa helénica acabou na segunda posição do agrupamento e foi obrigada a disputar um playoff, diante da Ucrânia, para ir à África do Sul.

Na primeira mão desse duelo decisivo, os gregos, em casa, não foram além de um empate a zero e pensou-se que dificilmente se apurariam em Kiev.

Contudo, na Ucrânia, aos 31 minutos, Samaras isolou Salpingidis e o atacante do Panathinaikos, à saída do guarda-redes ucraniano, não perdoou e colocou a Grécia pela segunda vez na sua história, num campeonato do mundo de futebol.

Grupo 2 – Classificação

  1. Suíça 21 pts
  2. Grécia 20 pts
  3. Letónia 17 pts
  4. Israel 16 pts
  5. Luxemburgo 5 pts
  6. Moldávia 3 pts

Playoff

Grécia 0-0 Ucrânia / Ucrânia 0-1 Grécia

O que vale a selecção grega?

A equipa helénica não tem grandes valores individuais e joga um futebol conservador num esquema táctico: 4-2-1-3.

A defesa é algo frágil e, por isso, o seleccionador Rehhagel costuma colocar Vyntra, um central, à direita, para que muitas vezes possa servir como terceiro central. Na verdade, o único jogador do quarteto defensivo que consegue entrar na manobra ofensiva é o lateral esquerdo Spyropoulos.

Por outro lado, o meio campo é composto por dois trincos: Tziolis e Katsouranis e o médio ofensivo Karagounis. Trata-se, assim, de um meio campo sólido, que preenche muito bem os espaços e sabe defender ou atacar conforme a necessidade. Aqui, o antigo jogador do Benfica, Kostas Katsouranis é fundamental, pois demonstra toda a sua inteligência na forma como sabe fazer a união entre Tziolis e Karagounis, impedindo que haja um fosso entre a defesa e o ataque helénico.

Por fim, no ataque, reside o grande poder do futebol grego. Curiosamente, Otto Rehhagel costuma alinhar com três pontas de lança: Samaras, Charisteas e Gekas, sendo que Samaras (à esquerda) e Charisteas (à direita) jogam como extremos. Esta atitude leva a que os gregos sejam muito fortes nas bolas paradas e que levem vantagem em jogos diante de equipas mais frágeis fisicamente. No entanto, os vencedores do Euro 2004 têm no banco o avançado rápido Salpingidis e o extremo que é uma grande promessa do futebol grego: Ninis, para jogos em que é necessário um futebol um pouco mais criativo.

Integrada no Grupo B com Argentina, Nigéria e Coreia do Sul, não deverá ter hipóteses diante dos sul-americanos, todavia, deverá disputar o segundo lugar com africanos e asiáticos. No entanto, terá de saber aliar a rigidez táctica do seu futebol (principalmente diante da Nigéria) com a sua capacidade física (os sul-coreanos dão se mal com adversários fortes fisicamente) para se apurar para os oitavos de final.

O Onze Base

A equipa grega deve jogar com Chalkias (PAOK) na baliza; um quarteto defensivo composto por Spyropoulos (Panathinaikos), à esquerda, Vyntra, à direita (Panathinaikos), e a dupla de centrais: Kyrgiakos (Liverpool) e Moras (Bolonha); no miolo deverá jogar o trio: Tziolis (Siena), Katsouranis (Panathinaikos) e Karagounis (Panathinaikos); enquanto na frente jogarão Samaras (Celtic), à esquerda, Charisteas (Nuremberga), à direita, e Gekas (Hertha) no centro.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A equipa grega deverá disputar o segundo lugar com nigerianos e sul-coreanos e deverá ter alguma dificuldade para garantir o apuramento para os oitavos de final. Os helénicos são inferiores, em termos técnicos, aos nigerianos e, em relação aos sul-coreanos, estão, nesse aspecto, ao mesmo nível.

No entanto, os pupilos de Rehhagel são muito mais evoluídos em termos tácticos do que esses adversários e, assim, mesmo que o primeiro lugar seja uma utopia (A Argentina deve consegui-lo sem problemas), o segundo lugar poderá ser uma realidade.

Calendário – Grupo B (Mundial 2010)

  • 12 de Junho: Grécia vs Coreia do Sul
  • 17 de Junho: Grécia vs Nigéria
  • 23 de Junho: Grécia vs Argentina

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Bastava uma vitória pela margem mínima para que o Chelsea, diante do Wigan, na última jornada da Liga Inglesa, se sagrasse campeão. Contudo, os londrinos não fizeram por menos e venceram os pupilos de Roberto Martinez por oito bolas a zero, conquistando a Premier League em grande estilo. Este resultado, frustrou os desejos do Manchester United, que cumpriu a sua parte (venceu o Stoke City, em casa, por 4-0), mas acabou traído pela magnífica exibição dos “blues”; Em Espanha, por outro lado, Barcelona (venceu em Sevilha por 3-2) e Real Madrid (venceu o Athletic, em casa, por 5-1), continuam separados por um ponto, com vantagem catalã; Situação similar em Itália, onde o líder Inter venceu o Chievo, em casa, por 4-3 e a perseguidora Roma recebeu e venceu o Cagliari por 2-1. “nerazzurri” e “giallorossi” continuam, assim, separados por um ponto, com vantagem para os pupilos de José Mourinho.

Liga Inglesa – Ancelotti campeão na época de estreia

Muitos torceram o nariz perante a chegada de Carlo Ancelotti para treinar o Chelsea, todavia, a verdade é que logo na sua primeira época, o treinador italiano sagrou-se campeão. Diante do Wigan, bastava aos londrinos uma vitória por um a zero, mas os “blues” tinham outros planos e nomeadamente Drogba sentia que o título de melhor marcador estava à sua mercê. Assim sendo, o Chelsea entrou muito forte e rapidamente chegou ao golo por Anelka (6′). Posteriormente, Caldwell foi expulso no Wigan e o castelo de Martinez caiu, facilitando a tarefa dos londrinos que foram ampliando a vantagem com golos de Lampard (32′), Kalou (54′), Anelka (56′), Drogba (63′, 68′ e 80′) e Ashley Cole (90′). Assim sendo, os londrinos conseguiram a felicidade colectiva do título e individual por Didier Drogba ter sido o melhor marcador da Premiership. Este resultado impediu, assim, o tetra do Manchester United, que venceu o Stoke City (4-0), mas terminou em segundo lugar, a um ponto dos “blues”.

Dados finais da Liga Inglesa:

Campeão: Chelsea

Qualificados para a Liga dos Campeões: Chelsea, M. United, Arsenal e Tottenham

Qualificados para a Liga Europa: Manchester City, Aston Villa e Liverpool

Descem à “Championship”: Burnley, Hull City e Portsmouth

 

Liga Espanhola – Barça passa teste de Sevilha e aproxima-se do título

O Barça entrou forte na Andaluzia e, à meia hora, já vencia por 2-0 graças a golos de Messi e Bojan. A postura dominadora manteve-se e, a partir do minuto 56, as coisas tornaram-se ainda mais facilitadas com a expulsão de Konko. Beneficiando dessa superioridade numérica, o Barcelona haveria de ampliar a vantagem com um golo de Pedro (64′) e pensou-se que o jogo estaria irremediavelmente decidido. Contudo, de forma surpreendente, o Sevilha renasceu das cinzas e, mesmo com menos um elemento, fez dois golos (Kanouté (69′) e Luís Fabiano (71′)), colocando os “azulgrana” sob alguma pressão. Ainda assim, os catalães souberam segurar as rédeas do desafio e guardar a preciosa vitória (3-2) até final.

Com esta vitória, o Barça só não será campeão se não vencer o Valladolid, em casa, e o Real Madrid (ganhou ao Athletic nesta jornada por 5-1) vencer, fora, o aflito Málaga.

Liga Italiana –  Internazionale a uma vitória do título

Os pupilos de José Mourinho entraram para a recepção ao Chievo com a esperança de serem campeões já neste desafio. Para isso bastava vencerem a equipa de Verona e esperarem um desaire da Roma, em casa, diante do Cagliari.

Ainda assim, o jogo até começou mal para os “nerazzurri”, que entraram a perder com um autogolo de Motta. Todavia, o Inter soube reagir e transformou o 0-1 em 4-1 com golos de Mantovani (p.b.), Cambiasso, Milito e Balotelli. Passado algum tempo, o Cagliari marcava em Roma e foi o delírio no Giuseppe Meazza, um êxtase que colocou totalmente em segundo plano o golo de Granoche, para o Chievo a reduzir para 2-4. Nessa altura, sonhava-se com o título conquistado, nesse mesmo dia, mas a Roma soube dar a volta ao resultado com um bis de Totti e frustrou o sonho interista, que ainda sofreu o 4-3 (marcou Pelissier), tremeu, mas segurou o triunfo até final.

Assim sendo, à partida para a última jornada, o Inter necessita de vencer em Siena para ser campeão, enquanto a AS Roma necessita de vencer o Chievo (fora) e esperar que os “nerazzurri” não vençam o Siena.

Liga Alemã – Bayern limitou-se a confirmar o título

Com uma diferença de golos realísticamente inultrapassável, restava ao Bayern confirmar o título de forma matemática. Na deslocação a Berlim, para defrontar o relegado Hertha, os bávaros mostraram o seu poder e venceram por 3-1. Curiosamente, até podiam ter perdido pela inimaginável diferença de golos, pois o perseguidor Schalke 04 não foi além de um empate em Mainz (0-0).

Dados finais da Liga Alemã

Campeão: Bayern

Qualificados para a Liga dos Campeões: Bayern, Schalke 04 e Werder Bremen

Qualificados para a Liga Europa: Leverkusen, Dortmund e Estugarda

Joga o Playoff de permanência: Nuremberga

Desceram à 2ª Bundesliga: Bochum e Hertha de Berlim

 

Liga Francesa – Lille mais perto de ser segundo classificado

Com o título decidido e entregue ao Marselha, resta pouca coisa para lutar na Ligue 1. Ainda assim, um objectivo importante é o segundo lugar e consequente apuramento directo para a “Champions” e o Lille, após vencer, em casa, o campeão Marselha, por 3-2, aproximou-se desse objectivo, tendo agora dois pontos de vantagem sobre o terceiro, Auxerre.

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Raffael acena ao Sporting?

Quando os adeptos leoninos lêem que Raffael pode vir para o Sporting não ficam especialmente contentes, pois associam o nº10 brasileiro a um clube que, esta época, fez uma época desastrosa: Hertha Berlim. No entanto, não podemos pensar em Raffael de forma tão simples e temos de ver para além da época 2009/10 e da equipa na qual jogou. Raffael, em toda a sua carreira, foi sempre um médio ofensivo de excelência que sabe construir jogo e, também, finalizá-lo, sendo um jogador muito interessante para o novo Sporting Clube de Portugal.

Raffael de Araújo começou a sua carreira nas camadas jovens da Juventus de São Paulo, saltando em 2003, aos 18 anos, para um clube das divisões secundárias da suíça, o FC Chiasso.

Nesse clube helvético esteve duas temporadas, participando em 61 jogos e fazendo 30 golos. Números impressionantes para um médio ofensivo, mesmo sabendo que o brasileiro jogou, diversas vezes, como segundo avançado.

Os ecos do seu talento foram, assim, crescendo por toda a Suíça e, em 2005, assinou por um dos gigantes helvéticos, o FC Zurique, onde ganhou dois campeonatos da Suíça. Muito regular (fez 77 jogos em duas épocas e meia), nunca perdeu a baliza de vista, pois fez 40 golos nesse período, o que é bastante bom.

Nesta altura, a sua visão de jogo, velocidade e a excelente capacidade de aparecer na zona de tiro para finalizar, levaram-no a deixar o campeonato suíço a meio da época 2007/08 e a assinar pelo Hertha de Berlim.

No clube da capital alemã, foi sempre titular, apesar de, nesta última época, em termos colectivos, as coisas não terem corrido muito bem. Tanto a médio ofensivo como a avançado, Raffael manteve sempre uma excelente toada exibicional e foi sempre dos melhores do clube berlinense. 78 jogos e 17 golos, são os números que sustentam a regularidade e a importância que o brasileiro sempre teve.

Assim sendo, acredito que Raffael, pela sua qualidade, será um excelente reforço para o Sporting, tanto como nº10, num 4-2-3-1 ou 4-3-3, mas, também, como segundo avançado num esquema de 4-4-2. Deixo, também, um vídeo para terem uma noção mais exacta da sua qualidade.

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A quatro jornadas do final da Série A e depois de terem vencido o grande derbi com a Lázio, os romanos dificilmente esperavam que a Sampdória fosse causar qualquer tipo de mossa no Olímpico de Roma. No entanto, dois golos de Pazzini gelaram a Roma e garantiram uma vitória da Samp em pleno Olímpico (2-1). Este resultado, aliado à vitória do Inter, em casa, diante da Atalanta (3-1), significou o regresso à liderança da equipa de Mourinho; Por outro lado, em Espanha, o Barça venceu, em casa, o Xerez (3-1) e manteve o ponto de liderança sobre o Real Madrid, que venceu em Saragoça (2-1); Situação similar aconteceu na Premier League, com o Chelsea a manter, também, um ponto de avanço sobre o Manchester United, após golear o Stoke City por sete bolas a zero.

Liga Italiana – Inter regressa ao topo da Série A

Após ter chegado à liderança da Série A e com o Inter ainda envolvido na Liga dos Campeões, pensou-se que a equipa romana tinha tudo para conquistar o título. Esta jornada a Roma recebia a Sampdória e o jogo até começou da melhor maneira, pois, ainda na primeira parte, Totti colocou a equipa da capital italiana na frente do marcador. Contudo, na segunda metade, a Roma adormeceu e Pazzini, com dois golos, deu a volta ao marcador, garantindo a vitória da Samp por 2-1. Quem aproveitou o deslize dos pupilos de Ranieri foi o Inter que, em casa, venceu a Atalanta por 3-1. Um jogo tranquilo da equipa de Mourinho, que até esteve a perder, mas rapidamente deu a volta ao jogo com golos de Milito, Muntari e Chivu. Neste momento, o Internazionale lidera o campeonato com mais dois pontos que a agora segunda, AS Roma.

Liga Espanhola – Barça mantém vantagem sobre Real Madrid

O Barcelona defrontava, no Nou Camp, o último classificado da La Liga e, como tal, ninguém esperava outro resultado que não a vitória dos catalães. Ainda assim, apesar de ter vencido por 3-1, o Barça encontrou um adversário duro e que complicou a vida aos pupilos de Guardiola por grande parte do desafio. Os catalães entraram bem e rapidamente chegaram ao 2-0 com golos de Jeffren e Henry, mas Bermejo reduziu para o Xerez, intranquilizando um pouco o Barça, que só descansou com o terceiro golo, marcado por Zlatan, aos 56 minutos. Este resultado permitiu ao Barcelona manter a vantagem de um ponto sobre o Real Madrid, que, numa deslocação dura a Saragoça, ganhou por 2-1, graças a um golo de Kaká, bem perto do final do desafio.

Liga Inglesa – Chelsea mantém liderança com goleada

Os blues receberam o Stoke City e não deram quaisquer hipóteses ao seu adversário, goleando-o por sete bolas a zero. Três golos de Kalou, dois de Lampard, um de Malouda e outro de Sturridge foram a materialização de um jogo em que o Chelsea mostrou o porquê de liderar a Premier League. Com este resultado, a equipa londrina mantém o ponto de vantagem sobre o Manchester United, que, numa recepção difícil ao Tottenham, venceu por 3-1 com bis de Giggs e um golo de Nani.

Liga Alemã – Bayern empata e é apanhado pelo Schalke 04

O Bayern deslocou-se a Mochengladbach e encontrou um adversário muito duro e com vontade de travar os bávaros na sua luta pelo título. O Borussia esteve mesmo em vantagem graças a um golo de Reus (60′), mas, treze minutos depois, Klose, garantiu um empate importantíssimo para o Bayern. Graças a esta igualdade, a equipa de Van Gaal, mantém a liderança do campeonato, ainda que, neste momento, tenha os mesmos pontos que o Schalke 04, que, em Berlim, venceu o Hertha por 1-0. Assim sendo, teremos a Bundesliga ao rubro até ao fim.

Liga Francesa – Marselha caminha para o título

A quatro jornadas do final da Ligue 1, o Marselha está cada vez mais perto de conquistar o título. Desta feita, a equipa recebeu o St. Etienne e venceu por uma bola a zero, graças a um golo de Valbuena. Neste momento, a equipa de Lucho apenas tem um adversário nessa corrida pelo trono da Ligue 1. Venceu em Toulouse (3-0), está a cinco pontos e chama-se Auxerre.  

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Portugal não se pode queixar da última ronda das competições europeias. Consolidámos o nosso nono lugar no ranking, o que nos permitirá regressar às seis equipas “uefeiras” em 2011/12 e continuamos com boas prespectivas de todos se apurarem para a próxima fase.

Em Liverpool, o Sporting fez uma boa primeira parte e, até, devia ter chegado ao intervalo com outro resultado. Curiosamente, acabou por ser na altura em que jogou pior (segunda metade) que chegaria ao golo que se pode vir a revelar precioso. Este 1-2, que os leões trazem da terra dos Beatles é claramente recuperável, até porque a defesa do Everton não assusta ninguém…

No Dragão, diante do Arsenal, o FC Porto, mesmo com Hulk sem poderes, conseguiu uma vantagem mínima (2-1) graças a Fabianski e a um árbitro amigo. Agora, no Emirates, os dragões terão de ser uma equipa solidária e com enorme força interior para suportarem a enorme pressão que os ingleses irão impor desde o primeiro minuto. Vai ser muito difícil.

Por fim, em Berlim, num estádio frio como o tempo, o Benfica acabou por desiludir ao não ir além de um empate (1-1) no campo do saco de pancada da Bundesliga, o Hertha. Ainda assim, o golo fora de Di Maria, aliado à colossal diferença de valores entre os dois conjuntos, prevê, se tudo correr na normalidade, uma vitória fácil dos encarnados na segunda mão.

Espero, sinceramente, que todos sigam em frente e que continuemos a subir no ranking da UEFA.

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