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Adam Maher

Adam Maher apontará a Alvalade?

Numa fase em que vão crescendo os rumores de possíveis saídas de peso no meio-campo do Sporting, é com alguma naturalidade que os verde-e-brancos vão sondando o mercado na busca de alternativas, sendo que Adam Maher, do PSV, parece ser um dos alvos referenciados.

Box-to-box de perfil ofensivo, o internacional holandês vem de duas temporadas de menor fulgor, situação que pode fazer deste o melhor timing para que os leões assegurem um grande talento por um preço bastante em conta.

Afinal, até há não muito tempo, Adam Maher era um jogador colocado na órbita de grandes colossos do futebol mundial, num bom cartão de visita das qualidades de um jogador que, aos 23 anos, está muito a tempo de reerguer a sua carreira para os patamares de excelência que eram expectáveis.

Produto das escolas do AZ

Adam Maher nasceu a 20 de Julho de 1993 em Ait Izzou, Marrocos, ainda que cedo tenha rumado à Holanda, país que, aliás, representa desde as camadas jovens, já somando um total de cinco jogos pela selecção A da “laranja”.

Ao nível clubístico, o médio-ofensivo começou a sua carreira nos modestos SV Diemen e AVV Zeeburgia, ainda que tenha chegado muito cedo ao AZ Alkmaar, emblema onde terminou o seu percurso juvenil e se estreou ao nível sénior com 17 anos, isto num duelo da Liga Europa diante do BATE (3-0) e onde até marcou um golo.

Com uma ascensão meteórica, rapidamente se tornou numa referência do AZ Alkmaar, tendo somado, entre as temporadas de 2011/12 e 2012/13, um total de 91 jogos, 22 golos e 17 assistências.

Foi perdendo gás no PSV

Perante o gigantesco impacto que ia conhecendo no meio-campo do AZ, foi com naturalidade que começou a ser apontado a inúmeros gigantes do futebol europeu, ainda que se tenha transferido para bem perto, uma vez que haveria de rumar ao PSV, em 2013, por cerca de oito milhões de euros.

No emblema de Eindhoven, haveria de ser muito importante nas duas primeiras temporadas, nas quais somou um total de 83 jogos e 13 golos. Em 2015/16, contudo, perdeu bastante espaço no seio do PSV, terminando essa campanha com “apenas” 20 jogos (três golos), tendo inclusivamente feito seis jogos pela equipa de sub-21.

Ora, essa quebra de importância terá feito com que Adam Maher não tenha dito que não a uma mudança de ares, tendo sido nos turcos do Osmanlispor que foi evoluindo esta época. Aí, por empréstimo do PSV, soma 37 jogos (dois golos, três assistência) em números que reflectem alguma recuperação, mas ainda estão muito distantes da glória do passado recente.

Mais ofensivo que Adrien

Adam Maher é preferencialmente um médio-ofensivo (o vulgo “dez”), destacando-se pela elegância, inteligência posicional, evoluída qualidade técnica, boa capacidade de passe (curta e longa distância) e finalização, e uma extraordinária visão de jogo.

Fisicamente não é muito forte (1,74 metros, 75 quilos), mas compensa esse factor com uma excelente ocupação de espaços. Raçudo, é um bom recuperador de bolas e muito importante na primeira zona de pressão, isto mesmo quando joga a “dez”.

Essas características, aliás, também o colocam perfeitamente habilitado a fazer a posição de box-to-box, sendo certamente aí que Jorge Jesus o utilizará caso o internacional holandês rume mesmo a Alvalade.

Nessa posição, e em comparação com actual titular Adrien Silva, é inegável que Adam Maher iria oferecer muito mais em termos ofensivos, uma vez que as rotinas de médio-ofensivo o aproximam muito mais dos avançados do que o que acontece com o internacional português. Ao nível defensivo, todavia, o jovem de 23 anos certamente ganharia muito mais a jogar na companhia de um “seis” de perfil mais conservador (Danilo seria feito à medida, por exemplo) do que ao lado de William Carvalho.

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Douglas poderá reforçar o Sporting

Douglas poderá reforçar o Sporting

Numa fase em que a imprensa desportiva adianta incessantemente que o Sporting está interessado em contratar mais um defesa-central para o seu plantel, surge mais um rumor de um potencial alvo para os verde-e-brancos, nomeadamente Douglas Franco Teixeira, do Dínamo de Moscovo.

Trata-se de um futebolista nascido a 12 de Janeiro de 1988 em Florianópolis, Brasil, mas que já assegurou nacionalidade holandesa, fruto dos muitos anos que passou no Twente, tendo sido inclusivamente chamado à selecção laranja.

Seis anos no Twente

Tendo começado a sua carreira no Joinville, a verdade é que cedo Douglas abandonou o Brasil rumo ao futebol holandês, tendo representado o Twente por seis temporadas, isto entre 2007/08 e 2012/13.

Nesse período, o defesa-central somou 243 jogos e 19 golos pelo emblema de Enschede, tendo conquistado um Campeonato Holandês, uma Taça da Holanda e duas Supertaças.

Na Rússia há duas épocas

Perante esse sucesso na Holanda, Douglas garantiu uma transferência para o Dínamo de Moscovo, clube russo que representou nas últimas duas temporadas desportivas.

Nesse período, e mesmo que não tenha conquistado qualquer título colectivo, o defesa-central foi sempre uma figura de algum destaque no emblema da capital russa, somando um total de 54 jogos e três golos.

Um gigante

Douglas é, aos 27 anos, um defesa-central que oferece grande experiência e segurança ao sector recuado, destacando-se essencialmente pela envergadura física (192 cm e 80 quilos), algo que o torna poderoso nos duelos individuais e, acima de tudo, no jogo aéreo (defensivo e ofensivo).

Em termos técnicos, trata-se de um jogador apenas mediano, ainda que consiga sair a jogar com algum critério sempre que isso se torne imperioso. De qualquer maneira, havendo, por exemplo, Ewerton no plantel leonino, é preferível que seja o jogador ex-Anzhi a exectuar esse processo.

Já a nível posicional, por outro lado, Douglas é um jogador especialmente inteligente e criterioso, algo que é fundamental para minimizar o facto de não ser um defesa-central especialmente rápido.

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Ola John é uma aposta forte do clube encarnado

Um dos reforços mais emblemáticos do Benfica para 2012/13 é um extremo internacional holandês, que, todavia, ainda não conseguiu comprovar toda a qualidade que levou os encarnados a investirem 9,5 milhões de euros no seu passe: Ola John.

Ola John nasceu a 19 de Maio de 1992 em Zwedru, Libéria, tendo ido, contudo, para a Holanda com apenas dois anos de idade. Nos Países Baixos, estreou-se nas camadas jovens do modesto DES Nijverdal, tendo, posteriormente, chegado ao FC Twente em 2002.

No clube de Enschede haveria de finalizar as etapas de formação, tendo, depois, entrado para a equipa principal em 2010/11. Nessa temporada, o extremo-esquerdo apenas realizou 19 jogos (1 golo), todavia, na última temporada, já foi peça fundamental do FC Twente, tendo marcado 9 golos em 50 jogos realizados.

Como joga?

O jovem extremo de origem liberiana assenta o seu jogo na sua grande velocidade e boa técnica individual, características que lhe permitem serpentear pelos defesas contrários com grande facilidade e criar inúmeros desequilíbrios.

Habituado a jogar colado ao flanco esquerdo, o holandês é muito forte a ganhar a linha e, depois, cruza com critério para a área adversária, sendo especialmente letal se tiver na sua equipa um bom finalizador de cabeça.

Como ponto mais fraco do extremo, surge, claramente, o facto de ainda não ser muito inteligente em termos tácticos, situação que o leva a por vezes não surgir no sítio onde devia aparecer, criando desequilíbrios defensivos e ofensivos.

Ainda assim, neste momento, com apenas 20 anos, é um jogador que ainda pode crescer imenso e tornar-se num dos grandes nomes do actual futebol holandês e europeu.

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Bas Dost é um gigante goleador

No Heerenveen que está a fazer uma excelente Liga Holandesa, encontrando-se a apenas quatro pontos do primeiro lugar, destaca-se um ponta de lança gigante e matador: Bas Dost.

Nascido a 31 de Maio de 1989 em Deventer, Holanda, Bas Dost é um produto das escolas do CVV Germanicus e do FC Emmen, tendo se estreado profissionalmente no FC Emmen em 2007/08.

Nesse clube do segundo escalão holandês, o ponta de lança marcou seis golos em vinte e três jogos, garantindo, no final da temporada, uma transferência para o Heracles Almelo.

A assumir-se como goleador na Eredivisie

Na época de estreia na Eredivisie, Bas Dost marcou apenas 3 golos em 27 jogos, todavia, em 2009/10, o ponta de lança destacou-se no Heracles, apontando 14 tentos e garantindo uma transferência para o mais emblemático Heerenveen.

No Heerenveen, o atacante começou por marcar 13 golos na época transacta, todavia, em 2011/12, explodiu definitivamente no espectro futebolístico holandês, pois, a seis jornadas do final do campeonato, já leva 25 golos, sendo, neste momento, o melhor marcador do campeonato holandês de futebol.

Ponta de lança alto, esguio e… matador

Bas Dost é um goleador de 1,96 metros (sim, leram bem…) que, pela sua altura, é naturalmente forte no jogo de cabeça, parecendo, muitas vezes, que é impossível impedir o seu cabeceamento fatal.

Não sendo rápido nem propriamente dotado tecnicamente, o avançado holandês tem um assinalável faro de golo, sabendo se movimentar em zonas de tiro e aparecer sempre na altura certa para o disparo fatal.

Pelas suas características, adapta-se perfeitamente a um sistema só com um ponta de lança, exigindo, porém, que todo o jogo da sua equipa funcione a seu favor. Ou seja, que o conjunto o utilize como referência final de (quase) todas as acções atacantes.

Neste momento, com 22 anos, trata-se um ponta de lança que devia merecer a atenção de olheiros portugueses interessados num goleador puro.

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Labyad com a camisola do PSV

Diz-se que  o Sporting já terá acordado a contratação de um jogador para a temporada 2012/13, trata-se do talentoso extremo marroquino de origem holandesa: Zakaria Labyad.

Nascido a 9 de Março de 1993 em Utrecht, Holanda, Zakaria Labyad é um produto das escolas do PSV Eindhoven, tendo se estreado profissionalmente naquele clube dos Países Baixos no dia 25 de Fevereiro de 2010. num jogo diante do Hamburgo a contar para a Liga Europa.

No cômputo das temporadas de 2009/10 e 2010/11, um muito jovem Labyad apenas fez 16 jogos e marcou três golos pelo clube da Phillips, todavia, na actual temporada, o jogador que escolheu representar o país de origem dos seus pais já leva os mesmos 19 jogos e 7 golos, assumindo-se como a grande promessa do PSV. Essas boas exibições chamaram a atenção de vários clubes europeus no seu concurso e, supostamente, o Sporting já terá chegado a acordo com o marroquino para a temporada 2012/13.

Extremo veloz e talentoso que também pode jogar a “dez”

Zakaria Labyad é preferencialmente um extremo-direito, ainda que também possa jogar no flanco oposto ou, inclusivamente, como médio-ofensivo. Ainda assim, é encostado à direita que o marroquino faz mais mossa nas defesas contrárias, usando preferencialmente a sua enorme velocidade e boa técnica individual.

Com boa capacidade finalizadora e exímio na marcação de livres directos, Labyad entusiasma as bancadas e surpreende os adeptos por aos 18 anos já ser um jogador sem medo de enfrentar o jogo e o adversário.

Apesar de tudo, trata-se de um diamante que ainda tem de ser lapidado, podendo, contudo, chegar muito alto no Mundo do futebol caso continue a evoluir como tem feito até este momento.

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Paulo Bento levou Portugal ao Euro 2012

Após uma campanha sinuosa que começou pelo escândalo do empate caseiro com Chipre (4-4) e uma derrota pela margem mínima na Noruega (0-1), Portugal conseguiu finalmente o apuramento para o Euro 2012, após golear a Bósnia (6-2) no Estádio da Luz, no decisivo duelo do playoff. Tratou-se de uma vitória inequívoca, perante uma selecção que está em franca evolução, mas que, valha a verdade, ainda não está no nível da equipa portuguesa, que apesar de não ter um conjunto ao mesmo nível do passado recente, conta com alguns jogadores de classe mundial como Pepe, Fábio Coentrão e Nani, e um verdadeiro fora de série como é Cristiano Ronaldo. Ainda assim, após a ligeira euforia do quinto apuramento consecutivo para o campeonato da Europa, importa analisar os possíveis adversários portugueses no certame.

Subida ao Pote 3 poderá não ter trazido vantagens

Com a vitória diante da Bósnia, Portugal subiu do Pote 4 ao pote 3, o que, curiosamente, pode não ter trazido quaisquer vantagens à equipa das quinas. No Pote 3, Portugal fica automaticamente impedido de defrontar as  selecções da Suécia, Grécia e Croácia, mas passa a poder defrontar as equipas do Pote 4, onde existem três selecções equivalentes às anteriores: Dinamarca, República da Irlanda e República Checa e uma quarta, que, valha a verdade, os lusos quererão por todos os meios evitar: França.

Honestamente, deste último pote, Portugal deverá preferir os irlandeses ou os checos, pois são claramente as equipas mais frágeis, enquanto a Dinamarca, apesar da recente vitória em Copenhaga, também não poderá assustar a equipa das quinas. Por outro lado, a França, apesar da má forma recente, é uma equipa que tradicionalmente não vacila diante de Portugal e a sua colocação no mesmo grupo que o lusitano, criaria, quase de certeza, um grupo da morte no Euro 2012.

Parecem cabeças de série mas é apenas o Pote 2

O segundo pote poderia ser, claramente, um pote de cabeças de série. De facto, neste Pote 2 estão as selecções da Alemanha, Itália e Inglaterra, que perfazem oito títulos mundiais e uma Rússia, que, não sendo uma equipa frágil, será claramente a que todas as outras doze selecções vão desejar defrontar deste pote.

Tradicionalmente, Portugal dá-se melhor com a Inglaterra do que com Itália e Alemanha e, sendo assim, a equipa portuguesa deverá desejar os ingleses logo a seguir aos russos (de longe o fruto apetecido). Entre italianos e alemães, apesar do nome fortíssimo de ambos, temos que realçar que actualmente os germânicos estão bem mais fortes que os transalpinos e, a ter de escolher, seria mais “benéfico” a Portugal que lhe saísse a “squadra azzurra” que a “mannschaft”…

Pote 1: o pote dos desequilíbrios 

Apesar de tudo, o pote mais desequilibrado deste campeonato da Europa é claramente  o Pote 1, que tem as duas equipas mais fortes presentes na competição: Espanha e Holanda e, também, duas das mais frágeis: Ucrânia e Polónia.

Ainda assim, tirando a óbvia divisão “dois-dois”, há que realçar que entre espanhóis e holandeses, a preferência tem de ir para a selecção laranja, com quem nos damos tradicionalmente bem, enquanto entre ucranianos e polacos, a preferência acaba por ser indiferente, pois são ambos países organizadores e têm uma selecção de qualidade equivalente.

Haverá algum grupo de sonho ou de pesadelo?

Numa fase final de um campeonato da Europa nunca se pode falar em grupos de sonho, todavia, existem agrupamentos bem mais fáceis que outros e o melhor grupo para Portugal seria claramente algo parecido com isto:

Ucrânia/Polónia
Rússia
Portugal
República da Irlanda/República Checa/Dinamarca

Por outro lado, o oposto também existe, e existem combinações que poderão criar imensas dificuldades a que Portugal supere esta primeira fase do Euro 2012. Num caso de extrema falta de sorte, Portugal poderá encontrar algo semelhante a isto:

Espanha/Holanda
Alemanha/Itália/Inglaterra
Portugal
França

Taça Latina dentro do campeonato da Europa?

Curiosa a possibilidade da existência de uma mini Taça Latina na fase de grupos do campeonato da Europa, com Espanha, Itália, Portugal e França no mesmo agrupamento. Uma ideia interessante, mas que dificultaria e bastante a primeira missão portuguesa para este certame: apuramento para os quartos de final.

Apesar de tudo o que foi dito, só poderemos avançar com uma melhor análise aquela que vai ser a participação portuguesa após os resultados do sorteio da fase de grupos e, para isso, teremos de aguardar pelo dia 2 de Dezembro, onde tudo será decidido. Esperemos que, nesse dia, os deuses da fortuna estejam connosco e nos afastem dos maiores tubarões do futebol europeu.

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van Breukelen é uma lenda holandesa

Hans van Breukelen foi um guarda-redes holandês de grande qualidade e que criará sempre um travo amargo na boca dos portugueses, nomeadamente dos benfiquistas, pois foi ele que defendeu o penalti de Veloso, que havia de entregar a Taça dos Campeões, em 1988, ao PSV Eindhoven. Contudo, falar do internacional holandês e apenas nos lembrarmos desse momento fatídico para os encarnados é extremamente redutor e injusto. 73 vezes internacional pela Holanda, selecção pela qual venceu o campeonato da Europa em 1988, vencedor do campeonato holandês por seis vezes e da Taça da Holanda por três ocasiões, van Breukelen marcou uma era do futebol holandês, sendo, claramente, um dos melhores guarda-redes holandeses de todos os tempos.

Destacou-se no FC Utrecht

Johannes Franciscus “Hans” van Breukelen nasceu a 4 de Outubro de 1956 em Utrecht e iniciou a sua carreira profissional vinte anos depois no clube mais representativo da sua cidade natal, o FC Utrecht.

Entre 1976 e 1982, o lendário guarda-redes holandês efectuou 142 jogos pelo FC Utrecht, tendo sido titular absoluto entre 1978/79 e 1981/82. Ainda assim, durante esse período, van Breukelen não conquistou qualquer título, tendo como momento mais alto a final da Taça da Holanda em 1981/82, competição que o FC Utrecht acabou por perder para o AZ.

Substituiu Peter Shilton na terra de Robin Hood

Já com a época de 1982/83 em andamento, o internacional holandês acabou por trocar a liga holandesa pela inglesa, transferindo-se para o Nottingham Forest, onde teria a difícil missão de fazer esquecer Peter Shilton.

No clube da cidade popularizada por Robin Hood, van Breukelen haveria de fazer duas temporadas de bom nível em termos individuais, mas voltaria a não conquistar qualquer título colectivo, ainda que em 1983/84 a época tenha sido de muito boa qualidade, pois o Nottingham Forest foi terceiro no campeonato e alcançou as meias-finais da Taça UEFA.

Eternizou-se no PSV

Em 1984, van Breukelen regressou ao campeonato holandês e, desta feita, para actuar por um dos clubes mais representativos dos Países Baixos, o PSV.

No gigante de Eindhoven, o internacional holandês haveria de permanecer por dez temporadas, ou seja, até ao final da sua carreira desportiva, tendo sido sempre titular e tendo conseguido, finalmente, alcançar os tão ambicionados títulos colectivos.

De facto, no PSV, van Breukelen fez 308 jogos e conquistou seis campeonatos holandeses, três taças da Holanda e, acima de tudo, a Taça dos Campeões em 1987/88, quando o clube de Eindhoven superou o Benfica na final (0-0, 6-5 g.p.) após o guarda-redes holandês ter defendido o penalti decisivo do lateral Veloso.

Para além disso, o internacional holandês conquistou o título de melhor guarda-redes da Holanda por quatro ocasiões (1987, 88, 91 e 92).

Esteve numa fase dourada da Laranja Mecânica

van Breukelen actuou na selecção holandesa entre 1980 e 1992, tendo alcançado 73 internacionalizações e participado nos campeonatos da Europa de 1980, 88 e 92 e no Mundial de 1990.

O momento mais alto da sua carreira na Laranja Mecânica, foi, claramente, a conquista do Campeonato da Europa em 1988, em casa, quando a Holanda entrou mal (derrota com a União Soviética por 1-0), mas depois superou Inglaterra (3-1), Rep. Irlanda (1-0), Alemanha Ocidental (2-1) e União Soviética (2-0) para conquistar o ambicionado título continental.

Guarda-redes frio e muito seguro

van Breukelen era um guarda-redes que parecia ocupar toda a baliza, tal era a qualidade do seu posicionamento e a inteligência de movimentos entre os postes.

Líder dentro de campo, não se cansava de dar indicações aos companheiros de equipa, parecendo comandar todo o sector defensivo com um rigor inacreditável.

Apesar de toda a segurança e sobriedade, van Breukelen era muito elástico e conseguia, de quando em vez, efectuar defesas espectaculares, no entanto, foi na segurança e na eficácia de processos que o internacional holandês mais se destacou e, assim, garantiu um lugar na história do futebol.

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