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Posts Tagged ‘Hugo Almeida’

O adversário do Sporting de Braga nos dezasseis avos de final da Liga Europa é um clube turco da parte europeia da cidade de Istambul, terceiro mais importante da Turquia e que tem feito um investimento fortíssimo nos últimos anos com a contratação de estrelas como Simão, Quaresma, Manuel Fernandes e o já entretanto retirado Guti. A onze pontos do líder Fenerbahçe no campeonato turco, o Besiktas tentará salvar a época com uma boa campanha nesta Liga Europa, sendo que a equipa da cidade mais importante da Turquia assume-se como favorita para este confronto diante dos arsenalistas.

O Besiktas actua no Estádio Inönü

Quem é o Besiktas?

O Beşiktaş Jimnastik Kulübü  foi fundado em 1903 ainda durante o Império Otomano, tendo conquistado treze campeonatos de Istambul antes da criação do campeonato nacional da Turquia.

Em 1956, criou-se uma Taça Nacional, que era a única competição que juntava todas as equipas da Turquia, sendo que o Besiktas foi o clube que a venceu durante as duas edições que ela durou, sendo o representante turco na Taça dos Campeões nessa altura.

Em 1958/59, criou-se finalmente o campeonato nacional, com o Besiktas a manter-se como um dos grandes clubes turcos desde essa data, conquistando mais onze campeonatos, nove taças da Turquia e oito supertaças, estando apenas atrás de Galatasaray e Fenerbahçe em títulos conquistados.

Carvalhal é o treinador do conjunto turco

Como joga?

O Besiktas actua normalmente num 4x2x3x1 de perfil bastante português, pois é treinado por Carlos Carvalhal e conta no seu habitual onze com jogadores como Manuel Fernandes, Simão, Quaresma e Hugo Almeida. Evoluída tecnicamente, a força da equipa turca está claramente no meio-campo ofensivo, onde conta com jogadores acima da média como os já referidos Simão, Quaresma e Manuel Fernandes.

O ponto mais fraco do conjunto de Istambul e que deverá ser aproveitado é a sua defesa, claramente a um nível inferior ao conjunto que os turcos têm do meio-campo para a frente, revelando-se um sector lento e que no campeonato turco sofre uma média de um golo por jogo.

O onze que os turcos deverão apresentar na Pedreira não deverá andar longe do seguinte: Gonen; Toraman, Sivok, Gulum e Korkmaz; Kavlak e Ernst; Quaresma, Manuel Fernandes e Simão; Hugo Almeida.

Os adeptos do Besiktas amam Quaresma

Quem é que o Braga deve ter debaixo de olho? Quaresma

A alma e poço de criatividade deste conjunto turco é o nosso bem conhecido Quaresma, jogador de 28 anos que se assume como a estrela da companhia, na forma como empurra a equipa para frente e, também, transforma os adeptos no décimo-segundo jogador, pois os fanáticos adeptos do Besiktas adoram-no.

Sem grande sucesso internacional após ter abandonado o FC Porto em 2008, o extremo lusitano reencontrou a alegria do seu futebol na equipa de Istanbul, sendo habitual titular desde que chegou ao Besiktas na temporada passada.

Ao Sporting de Braga, caberá ter o máximo de atenção ao que Quaresma possa fazer no flanco direito do ataque turco, sendo que o lateral-esquerdo escolhido por Leonardo Jardim (Miguel Lopes?) terá de ter atenções redobradas na anulação do perigoso internacional português, até porque anulando Quaresma, anula-se 50% do jogo ofensivo do Besiktas.

Como chegou aos 16/final?

Playoff: Besiktas vs Alania Vladikavkaz (RUS) 3-0 e 0-2

Fase de Grupos: 

  • Besiktas vs Dínamo Kiev (UCR) 1-0 e 0-1
  • Besiktas vs Stoke City (ING) 3-1 e 1-2
  • Besiktas vs Maccabi Telavive (ISR) 5-1 e 3-2
Classificação:
  1. Besiktas 12 pontos
  2. Stoke City (ING) 11 pontos
  3. Dínamo Kiev (UCR) 7 pontos
  4. Maccabi Telavive (ISR) 2 pontos

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça UEFA (2005/06): V. Guimarães vs Besiktas 1-3

Liga dos Campeões (2007/08): Besiktas vs FC Porto 0-1 e 0-2

Liga Europa (2010/11): Besiktas vs FC Porto 1-3 e 1-1

As possibilidades do Sporting Clube de Braga

O Besiktas é favorito para esta eliminatória, pois tem um plantel com jogadores de grande renome internacional e conta com um orçamento que não tem qualquer comparação com o arsenalista. Ainda assim, a equipa bracarense é muito matreira e cínica na forma como actua, podendo, dessa forma, aproveitar a menor qualidade do sector defensivo turco para surpreender com a velocidade de elementos rápidos como Lima, Mossoró ou Alan.

Se o Sporting de Braga conseguir vencer na primeira mão, nem que seja só por 1-0, poderá depois dar a machadada nas aspirações do Besiktas na segunda mão, jogando em contra-ataque em Istambul.

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A equipa do Euro 2000 deixou saudades

Amanhã, Portugal joga uma cartada decisiva na possibilidade de estar presente no Euro 2012. De facto, basta (quando ouço este basta fico sempre a tremer…) empatarmos na Dinamarca para conquistarmos o quinto apuramento consecutivo para uma fase final de um campeonato da Europa. Um feito de registo, mas que mesmo que seja alcançado, não nos pode afastar de problemáticas que muito nos devem preocupar.

Sei que poderei ser polémico no que vou dizer a seguir, mas, no actual momento, a selecção das Quinas não passa de uma boa equipa. Ideia que por vezes é mascarada pelo facto de contarmos com um dos dois grandes futebolistas do actual contexto futebolístico: Cristiano Ronaldo.

Na realidade, tirando esse fora de série e alguns jogadores acima da média como Fábio Coentrão, Pepe e Nani, Portugal é uma mistura entre bons jogadores e atletas que roçam mesmo a mediania, estando bastante longe das grandes equipas das duas décadas anteriores. Compare-se, por exemplo, os médios Paulo Sousa, Rui Costa e Figo com Raúl Meireles, João Moutinho e Carlos Martins? Aliás, mesmo eternos suplentes de outras gerações como Pedro Barbosa, entrariam de caras no actual meio-campo das quinas.

Neste momento, apenas na lateral-esquerda me parece que Portugal evoluiu verdadeiramente, tendo mantido a qualidade nos flanqueadores ofensivos e, talvez, no centro da defesa, isto, claro, se ainda houvesse Ricardo Carvalho…

O mais incompreensível, na minha opinião, é mesmo a queda acentuada num sector onde sempre fomos fora de série, que é o meio-campo. Há poucos dias, estava a olhar para a selecção da Bélgica (equipa que não vai a uma fase final de uma grande competição desde 2002) e a pensar: Será a tripla Witsel-Fellaini-Defour inferior a Meireles-Moutinho-Martins? E se sair do meio-campo… Lukaku não será melhor que Postiga ou Hugo Almeida? e Kompany e van Buyten não estarão ao nível de Pepe e Bruno Alves?

O futuro não é risonho e o crescente número de jogadores estrangeiros nos três grandes (já nem o Sporting escapa) não irá melhorar o panorama nos próximos tempos. Podemos ter ficado muito orgulhosos com o vice-campeonato mundial de sub-20, mas aquela equipa era uma equipa operária e de pouco talento individual, e, para além disso, não se vislumbra muito espaço para que estes jogadores evoluam convenientemente no campeonato indígena.

Se tudo correr bem, estaremos no Euro 2012 e, pelo grupo de qualificação e por ainda haver Nani e Cristiano Ronaldo na plenitude das suas capacidades, provavelmente estaremos no Mundial 2014 e no Euro 2016 (o alargamento para 24 equipas praticamente o garante), mas, depois de 2016, temos de começar a preparar-nos para algo a que já não estávamos habituados: a ausência dos grandes palcos futebolísticos.

Pode ser que tudo mude e que apareçam vedetas como cogumelos nos próximos tempos, mas, pelo andar da carruagem, é pouco provável que assim seja, restando-nos pensar muito bem neste “futuro” e começar-nos a preparar para tempos em que uma simples qualificação para uma grande competição internacional era festejada como se de uma conquista de um campeonato do Mundo se tratasse…

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Esperava-se mais de Ronaldo no Mundial

Até 2010, Portugal havia participado em apenas quatro campeonatos do mundo: 1966, 1986, 2002 e 2006. Curiosamente, nas participações em terras europeias (1966 em Inglaterra e 2006 na Alemanha), Portugal havia feito excelentes campanhas ficando em terceiro e quarto lugar respectivamente, enquanto nas presenças fora da Europa (1986 no México e 2002 na Coreia/Japão) as campanhas foram péssimas, com a selecção das quinas a não passar da fase de grupos, perdendo mesmo com equipas que pareciam acessíveis como Marrocos (1986), Estados Unidos (2002) e Coreia do Sul (2002). Assim sendo, na terceira participação em terras distantes do velho continente, todos ficamos ansiosos para saber se à terceira era de vez e fazíamos uma boa campanha ou se, ao invés, voltávamos a fracassar como no México ou na Coreia/Japão. Curiosamente, acabamos por nem fazer uma coisa nem outra, terminando com uma campanha digna, mas modesta, pois limitamo-nos a cumprir com os serviços mínimos: oitavos de final. A única “consolação”? A Espanha, que nos eliminou, sagrou-se campeã do mundo de futebol. 

A Fase de Grupos 

Integrados no Grupo G com Costa do Marfim, Coreia do Norte e Brasil, percebeu-se, desde cedo, que Portugal iria disputar o apuramento para os oitavos de final com a equipa marfinense. Nesse aspecto, o facto da equipa lusitana defrontar a equipa canarinha na última jornada poderia revelar-se um ponto a favor da nossa selecção como, aliás, se confirmou. 

O primeiro jogo de Portugal, diante da Costa do Marfim, foi, sem sombra de dúvida, o pior da campanha lusitana na África do Sul. Portugal até começou melhor, ficando na retina um grande remate de Cristiano Ronaldo ao poste da baliza de Barry, mas depois, com o passar do tempo, Portugal foi recuando, foi ficando parco em ideias e foi dando, perigosamente, a iniciativa de jogo aos marfinenses. Ronaldo não existia, Danny mostrava ser um equívoco, Paulo Ferreira tinha dificuldades para parar os velozes avançados africanos e Liedson, esse, sozinho na frente, era incapaz de fazer o que fosse perante os gigantes defesas da Costa do Marfim. Neste jogo, salvou-se Coentrão (grande exibição), Eduardo (sempre atento) e o facto de Drogba, completamente isolado, já nos descontos, ter tentado um passe, quando tinha tudo para marcar um golo que, quase de certeza, iria ser fatal para a passagem portuguesa aos oitavos de final. No final, o nulo foi bem melhor que a exibição. 

A equipa lusitana encarou o segundo jogo com os norte-coreanos com algumas cautelas, pois os asiáticos haviam, na primeira partida, perdido apenas por um golo (1-2) com o Brasil. Na primeira parte os asiáticos ainda deram um ar da sua graça com bons processos ofensivos e alguns remates perigosos, mas Portugal chegou ao intervalo a vencer por uma bola a zero e percebia-se que bastaria a equipa das quinas acelarar na segunda parte para fazer mais golos. Na verdade, essa segunda metade, foi o melhor período de Portugal no campeonato do mundo. Com um futebol fluído, com bastantes passes ao primeiro toque e muita velocidade, Portugal foi trucidando o sector recuado norte-coreano. Coentrão e Ronaldo combinavam muito bem no flanco esquerdo, Tiago mostrava ser um autêntico maestro do meio campo e os golos iam se sucedendo. Simão, Tiago (2), Hugo Almeida, Cristiano Ronaldo e Liedson marcaram, assim, seis tentos nos segundos quarenta e cinco minutos e a partida terminou com uma vitória lusa por 7-0, provando que Portugal, quando quer, pode jogar um futebol ofensivo, imaginativo e do agrado do espectador. 

Como se esperava, o Brasil havia vencido a Costa do Marfim (3-1) e, assim, esse resultado aliado ao facto de termos despachado a Coreia do Norte por 7-0, deixava-nos praticamente apurados para a fase seguinte. Ainda assim, Queirós, talvez temendo que os asiáticos pudessem levar um correctivo da equipa africana ao nível do que haviam levado de Portugal, preferiu apresentar uma equipa cautelosa, com Ricardo Costa e Duda como laterais, Ronaldo como ponta de lança e Fábio Coentrão no meio campo. Acabou por ser um jogo bastante enfadonho, com poucas oportunidades de golo e com ambas as equipas contentes com o zero a zero, pois, com esse resultado, o Brasil assegurava o primeiro lugar e Portugal assegurava o apuramento para os oitavos de final. Ainda assim, destaque para a fraca exibição de Ricardo Costa e de Danny que pareciam estar a mais em campo, sendo que o defesa, muitas vezes, até parecia estorvar os companheiros do sector enquanto o jogador do Zenit, perto do fim, na única vez em que fez algo de útil, desperdiçou uma grande oportunidade de dar a vitória a Portugal e colocar-nos no primeiro lugar do agrupamento. Esse falhanço obrigava-nos, assim, a jogar com a Espanha nos oitavos de final. 

Oitavos de Final 

No jogo contra a Espanha, Queirós voltou a surpreender, insitindo na utilização de Ricardo Costa a lateral direito (menos mau que com o Brasil, mas muito fraquinho) e apostando em Hugo Almeida na frente de ataque (uma nulidade), quando se esperava o mais móvel: Liedson. 

Os primeiros quinze minutos de Portugal foram um pesadelo. A Espanha trocava a bola no meio campo lusitano de forma rápida e incisiva, conseguindo criar lances de perigo sucessivos para a baliza de um sempre atento e muitas vezes heroico Eduardo. Ainda assim, com o passar do tempo, Portugal foi equilibrando a partida, conseguindo, até, chegar algumas vezes à baliza de Casillas. 

Neste período, a “Roja” com Villa e Torres a descaírem muito nas alas, ia perdendo alguma objectividade e o jogo foi se arrastando até que Del Bosque, aos 58 minutos, decide tirar Fernando Torres e lançar, no seu lugar, o ponta de lança fixo: Llorente. Esta alteração desorientou totalmente Portugal, que além de não ter sabido reagir à mudança táctiva, viu Carlos Quirós tirar Hugo Almeida, que apesar de ter feito um mau jogo ainda prendia os defesas castelhanos e lançar Danny, deixando Portugal sem referência ofensiva. 

Tantos equívocos não podiam resultar em coisa boa e, pouco depois, David Villa fez o golo da Espanha. Ainda faltava cerca de meia hora, mas para a equipa das quinas o jogo podia ter terminado naquele instante. Queirós, no banco, era incapaz de fazer o que quer que fosse para alterar o rumo dos acontecimentos, apesar de ainda ter tentado emendar a mão, lançando Liedson e voltando a colocar a equipa lusa com uma referência atacante. No entanto, era tarde demais e a alteração foi incapaz de fazer efeito perante uma equipa que se arrastava em campo sem ideias colectivas e sem qualquer rasgo ou momento de inspiração individual. 

Assim sendo, foi sem surpresa que o jogo se arrastou até final, terminando com uma vitória da Espanha por uma bola a zero, num jogo em que ficou a ideia que se Portugal tivesse tido mais ambição podia ter tido outro resultado. 

Conclusão 

Para os apreciadores de estatísticas, temos que admitir que foi a melhor participação de Portugal fora do velho continente (passamos, enfim, a fase de grupos), que foi a vez que sofremos menos golos (apenas um) e que marcámos tantos golos como no Alemanha 2006 (sete, curiosamente todos contra a Coreia do Norte). 

Em termos globais, cumprimos com aquele que podia ser considerado o objectivo mínimo: os oitavos de final. Num grupo com o Brasil e Costa do Marfim, seria extremamente difícil ficar em primeiro lugar, ainda que, agora, analisando a frio, tenhamos a noção que com mais ambição e com um esquema mais arrojado teria sido possível vencer o agrupamento. Ainda assim, termos sido eliminados pela Espanha, nos oitavos de final, sabendo que “nuestros hermanos” acabaram por vencer o Mundial, nunca pode ser encarado como um fracasso absoluto. 

O pior, na verdade, foram as exibições e a atitude competitiva da selecção portuguesa. Tirando os segundos 45 minutos com a Coreia do Norte, Portugal pareceu sempre uma equipa abaixo das suas possibilidades. Mostramos muitos receios, pouca ambição, tivemos sempre mais preocupação em defender do que em assumir o jogo e isso, mais cedo ou mais tarde, acaba sempre por ser fatal. Carlos Queirós terá, se continuar (como se espera) como seleccionador nacional, que rever algumas das suas ideias e perceber, de uma vez por todas, que jogadores como Ricardo Costa nunca podem ser titulares da nossa equipa, que Duda não acrescenta nada a Portugal, que Ronaldo não pode jogar sozinho na frente e que Hugo Almeida apenas pode ser titular em condições muito especiais. 

No entanto, nem tudo é mau no horizonte futuro. Bosingwa e Nani estão aí a regressar, Rúben Micael será uma opção e Quaresma, agora no Besiktas, também poderá voltar à selecção. Estes jogadores poderão permitir a Carlos Queirós uma mudança no seu paradigma táctico, utilizando um esquema mais ofensivo, mais criativo e, acima de tudo, mais de acordo com a génese daquele que é, na realidade, o futebol português. Veremos se tem a capacidade para o fazer, pois, na verdade, as qualificações para o Euro 2012 estão aí mesmo à porta…

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Uma das opções para o ataque

Jogou regularmente na fase de qualificação, mas a chegada de Liedson fez com que perdesse o lugar. Que espaço pode ter Hugo Almeida na selecção portuguesa?

Hugo Almeida, de 26 anos, é um ponta de lança que joga no Werder Bremen da Alemanha. Natural da Figueira da Foz, deu nas vistas nos escalões jovens da Naval 1º de Maio e transferiu-se para o FC Porto. Após completar o percurso de formação,  foi emprestado ao União de Leiria e ao Boavista, até que apareceu em definitivo na equipa azul e branca na época 2005/06, onde fez 27 jogos – mas só apontou 3 golos. Transferiu-se, então, para o clube onde actua actualmente, o Werder Bremen – sendo a sua primeira época uma temporada de empréstimo, que se prolongou com um contrato definitivo. Na Bundesliga, em 4 épocas, jogou com regularidade, totalizando 103 jogos e 32 golos – uma média por época de 26 jogos e 8 golos.

Na selecção Hugo Almeida fez todo o percurso desde os sub-15, vencendo o prestigiado Torneio de Toulon (2003) e participando na fase final dos europeus sub-21 em 2004 e 2006, e nos Jogos Olímpicos 2004. Apareceu pela primeira vez na Selecção A em 2004, num jogo particular frente à Inglaterra (1-1) e esteve presente no Mundial 2006 e Euro 2008, mas teve sempre dificuldades em ganhar um lugar na equipa até à saída de Pauleta. Até ao final do apuramento para o Mundial 2010 contava com 24 jogos e 7 golos pela selecção, uma média semelhante à que tem na Bundesliga.

É um avançado que se destaca pela sua estatura. É alto (1,91m) e forte, podendo ser muito útil para dar “músculo” e poder de choque ao ataque português. No entanto, o jogo de cabeça não é o seu forte, tendo no seu remate forte e espontâneo o seu maior atributo no disparo à baliza. A sua falta de mobilidade e debilidade técnica são problemas para uma equipa que necessite de um avançado mais móvel, que procure segurar a bola. Mas, tem uma utilidade muito elevada no desgaste da defesa adversária e na abertura de espaços para os colegas de equipa.

Os número não mentem no que toca a falar sobre goleadores e neste campo Hugo Almeida tem uma média fraca para um ponta de lança. Não se pode dizer que o faro de golo seja o seu principal atributo e isso dificulta percebermos a sua utilização como referência na área num esquema de 4-3-3, que pede um goleador. No entanto, no esquema de 4-4-2 losango, já testado por Queirós, poderá ter mais rendimento, fazendo uso da sua estatura física e espírito de luta para ganhar espaços na área.

Com Liedson, ou mesmo Ronaldo como ponta de lança, Hugo Almeida não deverá ser primeira opção. Mas, com a ausência da convocatória de outros jogadores que possam jogar na frente de ataque, é quase certo que venha a ter a oportunidade de mostrar serviço. Esperemos que, sempre que venha a ser opção, jogue ao lado de um outro jogador, porque sozinho na frente o seu rendimento não é suficiente para justificar o lugar.

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Makukula a ser apresentado no Kayserispor

Sempre que se falam dos pontas de lança que Queiroz deve levar ao Mundial da África do Sul, dois nomes parecem unânimes: Hugo Almeida e Liedson. Depois, existe a discussão sobre o possível terceiro ponta de lança e, aí, fala-se de Edinho, Nuno Gomes e Postiga, olvidando completamente o português com mais golos esta época: Ariza Makukula.

O luso-congolês, esta época, jogando num clube turco de meio da tabela (Kayserispor) tem feito uma época excepcional. Makukula é o melhor marcador da Superlig Turca (19 golos), que, ao contrário do que muitos possam pensar, não é uma competição qualquer. Na Liga Turca actuam jogadores como Nihat, Elano, Baros, Kewell, Giovani dos Santos, Alex de Souza, Güiza, etc.

Nesta liga, o internacional português soube ganhar o seu espaço e tornar-se, ele próprio, numa estrela. É idolatrado pelos adeptos do Kayserispor e respeitado pelos adversários que lhe reconhecem capacidades excepcionais para desgastar as defesas e fazer muitos golos.

Ainda assim, aqui em Portugal, insiste-se no nome de Edinho (jogador perfeitamente banal com 3 golos esta época), Nuno Gomes (que raramente joga) e Postiga, o ponta de lança que ainda não fez um único golo esta época.

Apesar da estatística comprovar a má época dos três atletas, a imprensa e os “entendidos”, parecem preferir qualquer um deles a Makukula, colocando o jogador do Kayserispor como uma hipótese extremamente remota de ir ao Mundial. Parece que o Makukula está a jogar na Liga de Malta ou do Luxemburgo e os golos que marca são todos obra do acaso.

Quando verifico essa situação fico estarrecido, pois se ao mundial devem ir os melhores, Makukula, pela época que está a fazer, nem devia ser ponderado, devia-ser convocado automaticamente.

Infelizmente, temo que isso não vá acontecer e, pessoalmente, ficarei muito triste se Carlos Queiroz se esquecer de Makukula quando fizer a convocatória para a África do Sul. Se isso acontecer, sentirei que nos estão a retirar algumas hipóteses de sucesso ao não levarem ao Mundial aquele que é, na actualidade, o ponta de lança português em melhor forma.

Deixo-vos um vídeo com alguns de Makukula no Kayserispor e, por certo, vão me dar razão.

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