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Posts Tagged ‘Hugo Machado’

Naval espera voltar aos tempos de festa

O campeonato da Naval 1º Maio tem sido um desastre absoluto, com a equipa da Figueira da Foz a encontrar-se na última posição com apenas cinco pontos em catorze jornadas. Permeável na defesa, a equipa navalista não tem qualquer fio de jogo e, no processo ofensivo, é uma equipa insípida e que apenas faz cócegas aos adversários. Assim sendo, numa altura em Carlos Mozer vai pegar na equipa e mesmo sabendo que o plantel é fraco e desequilibrado, gostava de explanar aquela que, na minha opinião, seria o melhor “onze” dos figueirenses, sendo que tenho a certeza que jogando neste esquema e com esta equipa base, dificilmente a Naval estaria com tão poucos pontos na classificação.

A defesa possível

Na baliza, opto pelo guarda-redes francês Salin, um jogador que tem sido dos melhores da Naval, sendo que não é por ele que a equipa se encontra na deplorável posição em que está.

Depois, nos alas defensivas, selecciono  dois laterais rápidos e que sabem atacar: Camora (esquerda) e Carlitos (direita), ainda que fosse aconselhável a contratação de um lateral mais consistente a defender, pois tanto Camora como Carlitos, apesar de serem as melhores opções para as laterais recuadas, são algo permeáveis no processo defensivo.

Por fim, no centro do último reduto, escolho a dupla de centrais: Daniel Cruz/Orestes. Uma dupla que não sendo brilhante é aquela que dá mais garantias à equipa navalista, garantindo um mínimo de segurança à defesa figueirense.

Um meio-campo combativo mas com talento

No miolo, opto por um duplo-pivot em que Godemèche é o jogador mais posicional e defensivo, enquanto Hugo Machado, mais evoluido tecnicamente, será o elemento com a missão de defender, mas, também de lançar o ataque, sendo dessa forma preponderante na transição defesa-ataque.

Na frente deles, numa espécie de posição “dez”, ainda que, pela fragilidade da equipa, sempre com obrigação de recuar e encostar aos outros médios na transição ataque-defesa, escolho o francês Alex Hauw, um jogador criativo e com boa visão de jogo.

No ataque, a palavra chave é mobilidade

Ao contrário do que seria de esperar num 4-3-3, o ataque que escolhi para a Naval não terá um ponta de lança fixo. A fragilidade dos elementos que a equipa tem para esta posição, aconselham a utilização de um tridente de jogadores rápidos e talentosos (Davide, Marinho e João Pedro) que, em constante movimento na frente de ataque, provocarão dificuldades aos adversários, pois estes terão dificuldades em saber como marcá-los e anulá-los.

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Walter marcou o primeiro golo portista

Este campeonato corre o risco de ser pouco mais que um passeio para uma equipa azul e branca que se recusa a vacilar e a perder pontos. Desta vez, mesmo sem acelerarem, os dragões venceram (2-0) um bem organizado Portimonense, que apesar do bom posicionamento táctico, nunca pareceu colocar realmente em perigo o triunfo portista. Com alguma esperança, mas remota, no título, continua o Benfica, que regressou às vitórias com uma goleada diante da Naval (4-0), mantendo-se a dez pontos do líder FC Porto e à espera de um colapso súbito dos azuis e brancos para reentrar na luta pelo bicampeonato.

FC Porto 2-0 Portimonense

Depois de terem vencido o Benfica por cinco bolas a zero, os dragões baixaram bastante a qualidade exibicional neste desafio diante do Portimonense. Num jogo calmo e pausado, os azuis e brancos entraram naturalmente mais fortes e, durante a primeira parte, criaram algumas oportunidades para marcar, sendo que facturaram por apenas uma vez, por Walter, ao minuto 30.

Na segunda metade, o Portimonense, muito adormecido nos primeiros quarenta e cinco minutos, chegou a assustar os azuis e brancos. Contudo, o FC Porto, com o seu estilo muito pausado e, por vezes, até pachorrento, foi controlando o jogo, vendo, inclusivamente, Otamendi voltar a ter um golo negado “in extremis” por Ricardo Pessoa, tal como havia acontecido uma vez na primeira metade.

Ainda assim, 1-0 é sempre um resultado perigoso e, como tal, os portistas apenas descansaram completamente sobre o minuto 90, quando Hulk, na marcação de um castigo máximo, não perdoou e garantiu a vitória portista por 2-0. Um triunfo que permitiu aos portistas manterem a enorme vantagem de dez pontos sobre o segundo classificado.

Benfica 4-0 Naval

O resultado gordo pode dar a ideia de um jogo fácil para os encarnados, todavia, a primeira parte foi tudo menos isso para o Benfica. Quando Kardec marcou o primeiro golo, aos 10 minutos, já a Naval tinha ameaçado algumas vezes a baliza de Roberto, sendo que, até ao intervalo, Hugo Machado (22′) e Carlitos (40′) acertaram nos ferros da baliza do Benfica. Assim sendo, o resultado ao intervalo era injusto e penalizador para a equipa da Figueira da Foz.

Ainda assim, um golo de Gaitán, logo aos dois minutos do segundo tempo, descansou os benfiquistas que, a partir daí, tranquilos com a vantagem de dois golos, embalaram para uma exibição segura e confiante, acabando por construir uma goleada de quatro bolas a zero, graças ao segundo golo de Gaitán (62′) e a um golo de Nuno Gomes (89′), que, emocionado, dedicou ao seu pai.

Com esta vitória, o Benfica mantém-se no segundo lugar, a dez pontos do líder FC Porto.

V. Guimarães 2-1 Sp. Braga

Pelo segundo jogo consecutivo, o Vitória beneficiou de uma expulsão na sua caminhada para o triunfo. Num desafio em que até começou a perder graças a um golo de Alan (19′), o Vitória, entre o minuto 44 e 45, acabou por ver a história do jogo levar uma grande cambalhota com o golo do empate apontado por Maranhão e a expulsão de Alan.

Em superioridade numérica, os vimaranenses dominaram a segunda parte, todavia, os arsenalistas foram segurando a igualdade até ao minuto 83, quando Miguel Garcia, num lance infeliz, fez autogolo a tentar cortar um cruzamento de Alex.

Com este triunfo, a equipa vimaranense mantém-se colada ao Benfica no segundo lugar, enquanto o Sp. Braga, que averbou a terceira derrota consecutiva, desceu à décima posição.

Académica 1-2 Sporting

Em Coimbra, o Sporting embalou para uma primeira parte de grande maturidade e capacidade competitiva, jogando bem e construindo uma vantagem de dois golos graças aos tentos de Valdés (10′), de penálti, e de Vukcevic (33′). Assim sendo, os leões chegaram ao intervalo com metade do trabalho concluído e, perante a forma tranquila como geriam o jogo, este parecia decidido.

No entanto, logo após o reatamento, Miguel Fidalgo, na sequência de um canto, fez o 1-2 e, de repente, pairou sobre os leões o fantasma do jogo com o V. Guimarães. Ainda assim, os leões, de fato-macaco vestido, souberam unir-se e, mesmo sofrendo ligeiramente aqui e ali, conseguiram segurar o triunfo até ao apito final.

Com esta vitória, os verde e brancos subiram ao quarto lugar, a três pontos de Benfica e V. Guimarães e a treze do FC Porto.

Nos outros encontros da jornada, destaque para o empate a zero no derbi madeirense, num jogo que fez o Nacional cair para a quinta posição e garantiu um importante ponto ao Marítimo na luta pela manutenção. Os outros resultados da jornada onze foram: Rio Ave 3 P. Ferreira 1, U. Leiria 1 V. Setúbal 0 e Olhanense 1 Beira-Mar 1.

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