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Coluna levanta uma Taça de Portugal

Muito se fala de Eusébio da Silva Ferreira e, muitas vezes, se esquece de um médio-centro que, na altura, foi claramente um dos melhores jogadores do Mundo, pelo seu pulmão, qualidade técnica e posicionamento táctico perfeito. Enchendo o campo e nunca fazendo nada ao acaso, Mário Coluna, ou o “Monstro Sagrado” como ficaria eternamente conhecido, era um líder e um criativo, que equilibrava a sua equipa e desequilibrava o adversário, assumindo-se como um grande fenómeno futebolístico pela beleza e eficiência do seu futebol.

Um símbolo do Sport Lisboa e Benfica

Mário Esteves Coluna nasceu a 6 de Agosto de 1935 em Inhaca, Moçambique, tendo iniciado a sua carreira bem cedo no Desportivo de Lourenço Marques, clube histórico da antiga colónia portuguesa.

Em 1954/55, com 19 anos, transferiu-se para o Benfica, clube que representaria até 1969/70. Durante essas longas dezasseis épocas, o “Monstro Sagrado” efectuou 677 jogos (150 golos) pelos encarnados, assumindo-se como o grande líder do meio-campo das águias, ainda que nos primeiros tempos tenha sido testado como avançado-centro por Otto Glória.

Pelo Benfica, conquistou duas taças dos campeões, dez campeonatos nacionais e sete taças de Portugal, tendo estado também presente em outras três finais da Taça dos Campeões, perdidas para o Milan (1963), Inter (1965 e Manchester United (1968).

Após ter dezasseis anos de Benfica, Mário Coluna ainda actuou dois anos pelos franceses do Lyon, antes de se retirar definitivamente no final da temporada 1971/72, à beira de completar 37 anos.

Capitão da selecção nacional no Mundial 66

Entre 1955 e 1968, Mário Coluna efectuou 57 jogos (8 golos) pela selecção nacional portuguesa, tendo sido o capitão da equipa das quinas entre 1966 e 1968.

O seu momento mais alto ao serviço da equipa lusitana, foi ter capitaneado Portugal durante o Mundial 66, quando a equipa de todos nós alcançou o terceiro lugar na prova. Até hoje, a melhor classificação portuguesa num campeonato do Mundo.

Seria um “box to box” de eleição no futebol moderno

Mário Coluna era um médio-centro/interior-esquerdo de grande talento individual, que era capaz de manter os mesmos níveis físicos e exibicionais durante os noventa minutos do jogo. Rápido e com um posicionamento no terreno irrepreensível, era um atleta extraordinário nas transições defesa-ataque e ataque-defesa, sendo aquilo que hoje se chama usualmente de “box to box”.

Autêntico líder dentro de campo, criativo e com um excelente remate de meia distância, tratava-se de um fenómeno que, neste momento, encaixaria em qualquer equipa de topo do futebol mundial.

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Gomes era uma estrela deste Sporting

O FC Politehnica Timişoara tinha eliminado o Atlético de Madrid na primeira ronda da Taça UEFA (2-0 e 0-1) e, assim, os adeptos e responsáveis leoninos ficaram desconfiados do oponente romeno. Assim sendo, o Sporting, que vinha de uma eliminatória difícil diante dos belgas do Malines (1-0 e 2-2), encarou este compromisso com o Timisoara com o máximo respeito, colocando toda a carne no assador, logo na primeira mão, em Alvalade. Com essa atitude, esperava-se que os verde e brancos resolvessem logo a eliminatória com um triunfo de dois ou três a zero, mas, o que aconteceu nessa partida, foi muito melhor do que os leões alguma vez sonharam.

O Sporting, na primeira eliminatória dessa Taça UEFA 1990/91, defrontou o Malines, cuja estrela, nessa temporada, era o guarda-redes Preud’Homme e venceu por 1-0 em Alvalade (golo de Cadete), num jogo em que o ex-guarda-redes do Benfica defendeu um penalti. Depois, na segunda mão, os leões souberam sofrer em Malines, estando a perder por 1-0 e 2-1, mas conseguindo sempre a igualdade, primeiro por Gomes e depois por Cadete.

Assim sendo, os verde e brancos conseguiram o passaporte para defrontarem o Timisoara, uma equipa romena que tinha se celebrizado na primeira eliminatória por ter eliminado o Atlético de Madrid de Futre. Encarando o jogo com a máxima atenção e respeito, a primeira mão foi um jogo de sonho para os leões, que haveriam de vencer por 7-0, numa magnífica exibição de futebol de ataque, em que os leões viram Cadete fazer um hat-trick, Gomes bisar e, até, Careca e Bozinowski molharem a sopa diante de uma perdida equipa romena.

Graças a esse resultado gordo, a segunda mão foi um mero cumprir de calendário e os leões, curiosamente, até perderam (0-2) no campo da equipa onde jogava Ion Timofte.

Esta época dos verde e brancos na Taça UEFA, haveria de ser lendária, pois, após terem superado o Malines e o P. Timisoara, os leões eliminaram os holandeses do Vitesse (2-0 e 2-1) e os italianos do Bolonha (1-1 e 2-0), apenas parando nas meias-finais, numa eliminatória diante do Inter de Milão (0-0 e 0-2), tristemente célebre pelos falhanços de Oceano na primeira mão e pelos erros defensivos do jogo decisivo, fatais diante de um super Inter que contava com jogadores como Zenga, Brehme, Matthaus e Klinsmann.

Ainda assim, tratou-se de um percurso épico e prestigiante para o Sporting que teve, como momento alto, esta goleada, diante do Timisoara, perante um antigo Estádio de Alvalade cheio e exultante.


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Bruno Alves vai deixar saudades no FC Porto

Antes da verdadeira razão deste artigo, gostava de dar crédito a Pinto da Costa por mais um excelente negócio. A venda do central Bruno Alves por 22 milhões de euros é uma excelente manobra de gestão desportiva e que ganha maior impacto quando verificamos que o central portista caminha para os 29 anos e que, Miguel Veloso, uma promessa de apenas 24 anos, foi vendido pelo Sporting por menos de 10 milhões de euros. No entanto, se para o FC Porto este foi um grande negócio, custa-me a entender que o seja para o Bruno Alves. O central portista é um jogador maduro e, na verdade, estava na última oportunidade para dar o salto, mas será que ir para o Zenit pode ser considerado uma boa gestão pessoal da carreira?

Bruno Alves foi um jogador que soube esperar e que, acima de tudo, nunca deixou de trabalhar para alcançar uma posição de destaque no futebol português e internacional. Apesar de ter chegado à equipa principal do FC Porto em 2001, precisou de três empréstimos sucessivos a equipas como o Farense, V. Guimarães e AEK Atenas e, ainda, de uma época quase sem jogar nos dragões (2005/06) quando com Co Adriaanse ao leme, apenas fez sete jogos.

Contudo, na época seguinte, a chegada de Jesualdo Ferreira foi fundamental para Bruno Alves que passou a fazer dupla com Pepe e a destacar-se no centro da defesa portista. Apesar de muitas vezes apelidado de jogador demasiado duro, o central foi conquistando o respeito de colegas, adeptos e da própria imprensa em geral.

Com o passar dos anos, Bruno Alves foi refreando as suas emoções, tornando-se um defesa menos duro, sem, ainda assim, perder a sua eficácia. A sua fama foi galgando fronteiras e, após o excelente campeonato do mundo que fez na África do Sul, o interesse de grandes tubarões da Europa no seu concurso foi sendo publicitada.

Percebia-se, claramente, que o FC Porto não o conseguiria segurar e todos esperavam a transferência do internacional português para uma das principais ligas europeias, todavia, quem acabou por assegurar a contratação do defesa-central acabou por ser o Zenit do campeonato russo.

Sem colocar em causa o valor do clube de São Petersburgo que já ganhou uma prova europeia e vem de um campeonato em claro crescimento, penso que é uma mudança arriscada para o atleta português. Lembrem-se que, no passado, vários jogadores portugueses foram para o campeonato russo (Costinha, Maniche, Jorge Ribeiro, Custódio, etc…), sendo que o resultado foi quase sempre o insucesso e a inadaptação com a justa excepção de Danny, curiosamente futuro companheiro de Bruno Alves no Zenit.

Depois, mesmo que a adaptação seja um sucesso, a Liga russa é um campeonato distante e que tem pouca visibilidade para os grandes clubes europeus. Assim sendo, quando sabemos que o Bruno Alves está quase com 29 anos, a possibilidade de, um dia, cumprir o sonho de jogar num grande clube europeu, num Barça, Manchester United, Inter ou Real Madrid passa a ser quase uma utopia.

Acredito que, financeiramente, este contracto possa ser tão bom para o Bruno Alves como foi para o FC Porto, mas pergunto-me se, para a carreira desportiva do ex-jogador dos dragões, esta transferência possa ser tida como uma boa mudança ou se, ao invés, o defesa-central acabará por chorar o facto de, um dia, ter cedido à força dos rublos…

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As duas primeiras participações dos Camarões em campeonatos do mundo foram inesquecíveis. No Mundial 1982, apesar de terem sido eliminados na primeira fase, não perderam qualquer desafio, empatando com as selecções italiana (1-1), peruana (0-0) e polaca (0-0). Depois, no Mundial 1990, os camaroneses fizeram uma campanha excepcional que passou por vencerem Argentina, Roménia e Colômbia, apenas caindo, nos quartos de final, diante da Inglaterra. No entanto, os últimos campeonatos mundiais não têm sido particularmente agradáveis para os africanos, que ficaram pela fase de grupos em três ocasiões (94, 98 e 2002) e, em 2006, nem sequer se apuraram para o Mundial da Alemanha. Agora, de volta ao campeonato do mundo e integrados num agrupamento com Holanda, Dinamarca e Japão, cabe a Paul Le Guen tentar levar o barco camaronês a bom porto, que é como quem diz, tentar o apuramento para a segunda fase.

A Qualificação

O apuramento dos leões indomáveis para o Mundial 2010 foi feito de forma simples e sem grandes sobressaltos.

Na 2ª Fase, os camaroneses tiveram um grupo bastante acessível com Cabo Verde, Tanzânia e Maurícias e, verdade seja dita, não deram quaisquer hipóteses aos seus adversários. Ao longo de seis jogos, venceram cinco e apenas empataram um, na Tanzânia (0-0), terminando o agrupamento com sete pontos de avanço sobre o segundo classificado: Cabo Verde.

Depois, na 3ª Fase, num grupo complicado com selecções como o Togo (esteve no Alemanha 2006), Marrocos ou Gabão, os camaroneses, demonstraram ser a melhor equipa do agrupamento, apenas deixando de vencer dois dos seis encontros realizados. Ainda assim, mesmo empatando, em casa, com Marrocos (0-0) e perdendo no Togo (0-1), os leões indomáveis conseguiram vencer esta fase de apuramento com quatro pontos de avanço sobre o Gabão (2º).

2ª Fase: Grupo 1 – Classificação

  1. Camarões 16 pts 
  2. Cabo Verde 9 pts
  3. Tanzânia 8 pts
  4. Ilhas Maurícias 1 pt

3ª Fase: Grupo A – Classificação

  1. Camarões 13 pts
  2. Gabão 9 pts
  3. Togo 8 pts
  4. Marrocos 3 pts

O que vale a selecção camaronesa?

A equipa camaronesa não tem falta de talento individual. Aqui, a missão do treinador Paul Le Guen passa por agarrar em elementos como Alex Song, Assou-Ekoto, Emana ou Eto’o e transformar todos esses grandes talentos num conjunto forte.  Trata-se de uma missão difícil, mas, se o treinador francês conseguir concretizá-la, estes leões indomáveis podem tornar-se um caso sério.

A baliza dos camaroneses está muito bem entregue, pois o seu guarda-redes é o bem conhecido e extremamente seguro: Kameni. Depois, a lateral esquerda vai ser entregue ao extremamente veloz e ofensivo: Assou-Ekoto e a lateral direita ao experiente Geremi. Este último, é um jogador mais defensivo e que permite maior liberdade ao defesa-esquerdo, sem que a defesa saia comprometida. Por fim, no centro da defesa teremos uma mescla de experiência (Song) e jovialidade (N’ Koulou), sendo que Rigobert Song será o central de marcação e o jovem atleta do Mónaco usará a sua velocidade, tanto para dobrar o companheiro como para subir no terreno e iniciar jogadas de ataque. Trata-se de uma dupla que, bem trabalhada por Le Guen, poderá ser uma excelente surpresa no Mundial.

Passando para o meio campo, os camaroneses deverão utilizar um trio de elementos no centro: Alex Song, Mandjek e Makoun. O atleta do Arsenal é importantíssimo no esquema africano, pois além de ser um trinco recuperador de bolas, também recua bem no terreno usando, sempre que necessário, a sua altura (1,85 metros) e força para ajudar a dupla de centrais. Depois, tanto Mandjek como Makoun, mais talentosos, jogarão ambos como box to box, sendo que Makoun deverá aparecer mais vezes junto do ponta de lança e Mandjek deverá ficar numa posição intermédia entre Alex Song e o jogador do Lyon.

Por fim, o ataque, deverá ser entregue a Emana, Webó e Eto’o. Neste esquema, Emana deverá ser um extremo direito puro, pois como o lateral direito Geremi é muito defensivo, isso permite-lhe maior liberdade de movimentos podendo limitar-se, praticamente, a atacar. Depois, no outro flanco, Pierre Webó será uma espécie de falso extremo que, muitas vezes, irá aparecer lado a lado com o ponta de lança (Eto’o) na zona de finalização. Esta situação é potenciada pelo facto do lateral esquerdo (Assou-Ekoto) fazer todo o corredor. Por fim, Samuel Eto’o jogará preferencialmente no centro, mas, sabendo da enorme qualidade do jogador do Inter, será usual vê-lo a deambular por todo o ataque, procurando espaços para fazer aquilo em que é mais perigoso: embalar em velocidade para a baliza adversária.

Em suma, trata-se de uma equipa com um enorme talento, que deverá ter condições para um confronto de estilos com uma mais fria e mecânica Dinamarca.

O Onze Base

Jogando em 4-3-3, os camaroneses deverão actuar com Kameni (Espanhol) na baliza; Assou-Ekoto (Tottenham), Rigobert Song (Trabzonspor), N’Koulou (Mónaco) e Geremi (Ankaraguçu) na defesa; Alex Song (Arsenal), Mandjek (Kaiserslautern) e Makoun (Lyon) no meio campo; Emana (Betis), Webó (Maiorca) e Eto’o (Internazionale) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Os camaroneses têm, em termos de talento, todas as condições para terminarem em segundo lugar, logo a seguir à selecção holandesa. Todavia, a habitual indisciplina táctica dos leões indomáveis, aliada à, por vezes, difícil coabitação das diversas estrelas, poderá empurrar os africanos para o terceiro ou, até, quarto lugar do grupo.

Ainda assim, é provável que a enorme qualidade do seleccionador Paul Le Guen crie uma equipa forte que dispute o segundo lugar com a Dinamarca e que deixe o Japão na última posição do Grupo E.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Camarões vs Japão
  • 19 de Junho: Camarões vs Dinamarca
  • 24 de Junho: Camarões vs Holanda

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Vice-campeã do Mundo em 1974 e 1978, a Holanda costuma ter selecções de alto nível nos mundiais mas, por vezes, acaba por desiludir nas fases finais. Um exemplo foi o Itália 90, em que depois de ser campeã da Europa e tendo jogadores como Gullit, Rijkaard e Van Basten não venceu um único jogo. Ainda assim, os adeptos da Laranja Mecânica acreditam que desta vez, na África do Sul, será a vez da Holanda. Com uma equipa com jogadores como Robben, Sneijder, Van der Vaart e Van Persie, a turma holandesa tem condições de fazer um excelente mundial e, quiçá, alcançar uma posição entre as quatro melhores equipas do mundo. No entanto, para que não se repitam as desilusões do passado, há que pensar jogo a jogo e, como tal, primeiro há que eliminar Dinamarca, Japão e Camarões.

A Qualificação

O grupo não era particularmente difícil, mas a campanha holandesa no grupo 9 da zona europeia de qualificação foi impressionante. A Laranja Mecânica, que defrontou Noruega, Escócia, Macedónia e Islândia, venceu todos os jogos, marcou 17 golos e sofreu apenas dois.

Apesar da relativa facilidade do agrupamento, vencer na Noruega (1-0) ou na Escócia (1-0) nunca é fácil e só prova o enorme poderio da equipa holandesa, que terminou o Grupo 9 com uma vantagem de catorze pontos sobre a Noruega (2º).

Assim sendo, foi sem dar hipóteses aos seus adversários que a Holanda se qualificou para o Mundial 2010.

Grupo 9 – Classificação

  1. Holanda 24 pts
  2. Noruega 10 pts
  3. Escócia 10 pts
  4. Macedónia 7 pts
  5. Islândia 5 pts

O que vale a selecção holandesa?

A equipa holandesa é, do meio campo para frente, provavelmente das melhores selecções presentes no campeonato do mundo, mas, por outro lado, a defesa, sem ser má, é apenas mediana, com alguns veteranos já em fase descendente da carreira (Van Bronckhorst e Ooijer) e outros com pouca experiência internacional (Van der Wiel).

O seleccionador Van Marwijk deverá jogar com o guarda-redes: Stekelenburg, que não sendo espectacular, também não compromete e um quarteto defensivo com Van Bronckhorst à esquerda, Van der Wiel à direita e a dupla de centrais: Ooijer-Mathijsen. O lateral direito é muito ofensivo e, assim, a presença do experiente Van Bronckhort, na esquerda, é muito importante para equilibrar o esquema da selecção holandesa. Depois, a dupla de centrais, composta por dois trintões, ganha em experiência e em posicionamento táctico, mas, principalmente no caso de Ooijer, poderá ter alguns problemas com avançados velozes e fortes no um contra um.

Por outro lado, o meio campo é um sonho para qualquer amante de futebol. O experiente Van Bommel deverá ser o trinco e a seu lado jogará Van der Vaart como médio centro, ou seja, com maior liberdade ofensiva e com capacidade para fazer a ligação com o nº10, o fantástico jogador do Inter, Wesley Sneijder. Depois, nas alas, deverão aparecer Robben (à esquerda) e Van Persie (à direita). Dois alas que tanto procuram a linha como fazem diagonais para o centro para procurarem uma tabelinha ou um remate de longe.

Por fim, no ataque, deverá jogar sozinho o atacante do Liverpool: Kuyt. Curiosamente, este jogador costuma jogar como ala no clube inglês e, assim, mais que um ponta de lança fixo, vai ser um elemento muito móvel que trocará várias vezes de posição tanto com os alas como com o próprio Sneijder, confundindo as marcações e permitindo à Holanda fazer o seu tão famoso futebol total.

Em suma, e apesar da defesa holandesa não estar ao nível do meio campo e do ataque, é bem provável que, num grupo com a Dinamarca, Japão e Camarões, a Holanda termine facilmente no primeiro lugar.

O Onze Base

A Holanda deverá apresentar um esquema: 4-2-3-1 com Stekelenburg (Ajax) na baliza; Um quarteto defensivo com Van Bronckhorst (Feyenoord), Ooijer (PSV), Mathijsen (Hamburgo) e Van der Wiel (Ajax); Um meio campo com o duplo pivot: Van Bommel (Bayern)/Van der Vaart (Real Madrid), os alas: Robben (Bayern)/Van Persie (Arsenal) e o médio ofensivo: Sneijder (Inter); E, no ataque, jogará o muito móvel Dirk Kuyt (Liverpool).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Tendo em conta que tem um conjunto superior a qualquer dos seus adversários, é provável que a Holanda vença sem dificuldade o Grupo E do Mundial 2010. Ainda assim, a Laranja Mecânica deve encarar os seus oponentes com respeito e dar tudo de si, pois, grandes selecções holandesas fracassaram no passado com equipas tão boas ou melhores que esta.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Holanda vs Dinamarca
  • 19 de Junho: Holanda vs Japão
  • 24 de Junho: Holanda vs Camarões

 

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Esta vai ser a estreia da Sérvia, como país independente, num campeonato do mundo de futebol. Ainda assim, como herdeira natural da antiga selecção jugoslava, podemos dizer que a Sérvia tem uma história rica nos mundiais, pois a Jugoslávia participou em nove certames e conseguiu atingir as meias-finais em duas ocasiões (1930 e 1962). Ainda assim, e porque a última imagem é a que fica, a derradeira presença num campeonato do mundo foi em 2006, como Sérvia e Montenegro, resumindo-se a três jogos, três derrotas e uma viagem rápida para casa. Assim sendo, cabe agora aos sérvios, na África do Sul, tentarem corrigir essa má imagem e arrancarem para um bom Mundial. Num grupo com Austrália, Gana e Alemanha, os eslavos têm boas hipóteses de o fazer.

A Qualificação

Integrada no Grupo 7 da zona europeia de qualificação com França, Roménia, Áustria, Lituânia e Ilhas Faroé, a Sérvia teve um percurso brilhante. A equipa eslava venceu sete jogos, empatou um e perdeu dois, vencendo o agrupamento à frente da vice-campeã mundial, França.

Apesar de terem perdido no campo dos “bleus” (1-2) e na Lituânia (1-2), os sérvios fizeram resultados impressionantes como ganharem duas vezes à Roménia (3-2 e 5-0) e triunfarem no sempre difícil terreno da Áustria (3-1).

Assim sendo, foi de forma brilhante e justa que os sérvios conquistaram o direito em participarem no campeonato do mundo 2010 na África do Sul.

Grupo 7 – Classificação

  1. Sérvia 22 pts
  2. França 21 pts
  3. Áustria 14 pts
  4. Lituânia 12 pts
  5. Roménia 12 pts
  6. Ilhas Faroé 4 pts

O que vale a selecção sérvia?

A equipa sérvia é muito forte e tem qualidade em todos os sectores. A turma de Radomir Antic tem uma mistura muito positiva entre juventude e experiência, pois se, por um lado, apresentam atletas com muitos anos de alta roda do futebol como Stankovic, Pantelic ou Vidic, também apresentam jovens de pouca experiência mas muito talento como Kolarov, Kacar, Radosav Petrovic ou Kuzmanovic.

Na defesa, a equipa conta com um excelente guarda-redes, que não teve muita sorte no Sporting, mas que tem um enorme talento: Stojkovic. Depois, o quarteto defensivo é muito forte com o lateral esquerdo: Kolarov, que diz-se pretendido por Mourinho para o Real Madrid, a excelente dupla de centrais: Vidic-Lukovic e o lateral direito: Ivanovic. Trata-se de uma defesa com uma média de altura muito alta, com centrais quase intransponíveis e com dois laterais que são exímios a defender e que, principalmente no caso de Kolarov, atacam muito bem.

Depois, no meio campo, A equipa deve actuar com um duplo pivot de box to box: Milijas-Stankovic. Estes jogadores são muito importantes no esquema sérvio, pois atacam e defendem com a mesma intensidade, são muito inteligentes tacticamente e dão grande equilíbrio ao onze das águias brancas. Por outro lado, nas alas, devem jogar Jovanovic (na esquerda) e Krasic (na direita). Dois elementos que sabem procurar a linha, mas também fazem bem as diagonais para o centro para procurarem o remate. Nesta situação, Jovanovic é exímio.

Por fim, no ataque, é normal que Radomir Antic use a dupla: Zigic-Pantelic. Um duo que encaixa muito bem, pois Zigic é um atacante muito alto (2,02 metros), que joga fixo na área e é muito difícil de marcar, principalmente nas bolas áreas e Pantelic é um atacante mais móvel e desequilibrador que cai muito nas alas, sem descurar a procura do golo. Depois, a equipa, no banco, tem Lazovic, que pode substituir Zigic, em ocasiões que Antic prefira dois atacantes móveis em vez de um fixo e outro com maior mobilidade.

Assim sendo, com estes jogadores e num grupo com Alemanha, Austrália e Gana, a Sérvia tem boas perspectivas de alcançar a segunda fase.

O Onze Base

Partindo do principio que Radomir Antic irá apresentar um 4-4-2 clássico, a Sérvia deve actuar com Stojkovic (Wigan) na baliza; Um quarteto defensivo com: Kolarov (Lázio), Vidic (Manchester United), Lukovic (Udinese) e Ivanovic (Chelsea); Um meio campo com: Jovanovic (Liverpool), Milijas (Wolverhampton), Stankovic (Inter) e Krasic (CSKA Moscovo); E um ataque com a dupla: Zigic (Valência) e Pantelic (Ajax)

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

O grande problema da Sérvia é a sua instabilidade competitiva, que a leva, muitas vezes, a falhar nos momentos chave, pois em termos de qualidade de jogadores esta equipa está quase ao nível da Alemanha. Se conseguir aliar capacidade táctica à qualidade técnica e se conseguir por todos estes jogadores a funcionar como equipa, a Sérvia tem grandes condições de alcançar o segundo lugar e, até, poderá surpreender a Alemanha no primeiro lugar. No entanto, se falhar nesse pressuposto, pode mesmo terminar abaixo do segundo lugar e voltar mais cedo para casa.

Calendário – Grupo D (Mundial 2010)

  • 13 de Junho: Sérvia vs Gana
  • 18 de Junho: Sérvia vs Alemanha
  • 23 de Junho: Sérvia vs Austrália

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Após a excelente presença no Mundial 2006 em que só caíram nos oitavos de final aos pés do Brasil, os ganeses encaram esta segunda presença no campeonato do mundo como optimismo. Integrados num grupo com Alemanha, Sérvia e Austrália, os africanos acreditam que é possível alcançarem o segundo lugar e consequente apuramento para a segunda fase. Com excelentes jogadores como Asamoah Gyan, Muntari ou Annan, cabe ao seleccionador Milovan Rajevac criar condições para que estes joguem em equipa e mostrem um conjunto forte.

A Qualificação

O Gana passou por dois momentos bastante diferentes na fase de apuramento da zona africana.

Na 2ª fase, diante de Gabão, Líbia e Lesoto, tiveram bastantes dificuldades e acabaram por terminar com os mesmos pontos de gaboneses e líbios, apenas garantindo o primeiro lugar graças a terem uma melhor diferença de golos. Nessa fase, os Black Stars tiveram derrotas surpreendentes nas deslocações à Líbia (0-1) e Gabão (0-2).

Por outro lado, na 3ª fase, beneficiando de um grupo acessível com o Benin, Mali e Sudão, os ganeses superiorizaram-se aos adversários com clareza. Os Black Stars terminaram com mais três pontos que o 2º classificado (Benin) e apenas perderam uma partida, precisamente, fora, diante do Benin (0-1).

Ainda assim, foi com percalços inesperados que o Gana se qualificou para o campeonato do mundo do ano de 2010.

2ª Fase: Grupo 5 – Classificação

  1. Gana 12 pts
  2. Gabão 12 pts
  3. Líbia 12 pts
  4. Lesoto 0 pts

3ª Fase: Grupo D – Classificação

  1. Gana 13 pts
  2. Benin 10 pts
  3. Mali 9 pts
  4. Sudão 1 pt

O que vale a selecção ganesa?

A equipa ganesa tem um colectivo forte  e com condições para discutir o segundo lugar do grupo com australianos e sérvios. Ainda assim, a sua defesa frágil e a ausência da grande estrela: Michael Essien, poderá ser-lhes fatal.

O sector mais recuado dos ganeses conta com um guarda-redes apenas razoável (Kingson)  e uma dupla de centrais (John Mensah-Vorsah) com algumas deficiências, nomeadamente Vorsah, que, pelo chão, é facilmente batido. Ainda assim, nem tudo é negativo na defesa ganesa, pois tanto o lateral esquerdo (Sarpei) como o lateral direito (Paintsil) defendem e atacam com competência, havendo ainda uma outra excelente opção para a direita, o defesa do Basileia: Inkoom.

Por outro lado, o meio campo, mesmo sem Essien, é o sector mais forte, pois os ganeses têm excelentes jogadores neste sector. Jogando em 4-4-2 clássico, o flanco esquerdo do meio campo deverá ser entregue a Muntari e o direito a Andre Ayew, sendo que o jogador do Inter funcionará mais como interior e Ayew quase como extremo. Por outro lado, no centro do terreno, Rajevac deverá utilizar a dupla: Annan-Appiah, que é muito forte fisicamente e pode ajudar a disfarçar as carências defensivas da dupla de centrais.

Por fim, o ataque deverá ser composto pela dupla: Asamoah Gyan-Amoah. Tratam-se de dois avançados que se movimentam muito bem na área e caem bem nos flancos, confundindo as marcações. Para além disso, são ambos excelentes no capítulo da finalização. Outra opção natural, quando for necessária maior poder de choque na frente de ataque é o gigante: Prince Tagoe.

O Onze Base

Jogando em 4-4-2 clássico o Gana deve apresentar Kingson (Wigan) na baliza; Um quarteto defensivo composto por Sarpei (Leverkusen), John Mensah (Sunderland), Vorsah (Hoffenheim) e Paintsil (Fulham); Depois, no meio campo, Appiah (Bolonha) e Annan (Rosenborg) serão o duplo-pivot, enquanto Muntari (Inter) aparecerá na esquerda e André Ayew (Arles) aparecerá na direita; Por fim, no ataque, joga a dupla: Asamoah Gyan (Rennes) e Amoah (NAC).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A ausência de Michael Essien foi um rude golpe nas ambições ganesas para este campeonato do mundo e essa situação aliada à fragilidade do centro da defesa, coloca-os um pouco abaixo de sérvios e australianos na luta pelo segundo lugar. Ainda assim, os ganeses têm, na globalidade, uma boa equipa e, se o duplo-pivot for capaz de disfarçar os problemas defensivos, a equipa africana tem hipóteses de alcançar os oitavos de final.

Calendário – Grupo D (Mundial 2010)

  • 13 de Junho: Gana vs Sérvia
  • 19 de Junho: Gana vs Austrália
  • 23 de Junho: Gana vs Alemanha

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