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Schelotto é internacional italiano

Schelotto é internacional italiano

Actualmente sem clube, o extremo Matias Ezequiel Schelotto tem sido falado como potencial reforço de Sporting e Benfica, ele que, aos 26 anos, já apresenta algum cartel, nomeadamente o de ser internacional A pela Itália e de já ter representado vários emblemas históricos transalpinos, como o Inter de Milão, o Parma ou a Atalanta.

Ainda assim, e mesmo que a sua carreira tenha sido passada quase toda em Itália, a verdade é que Ezequiel Schelotto nasceu a 23 de Maio de 1989 na Argentina, país onde envergou as cores do Velez Sarsfield e do Banfield, isto ainda nas camadas jovens.

2008, todavia, foi o ano da viagem para Itália, país onde começou por representar o Cesena entre 2008/09 e 2010/11, numa viagem marcada pela ascensão do terceiro ao primeiro escalão e pela realização de 66 partidas oficiais (oito golos).

Atalanta, Inter e muitos empréstimos pelo meio

Na temporada de 2010/11, contudo, Ezequiel Schelotto já representava o Cesena por empréstimo da Atalanta, sendo que o futebolista de origem argentina nem sequer haveria de terminar essa sua época de estreia na Série A nos “Cavallucci Marini”, acabando por ser cedido no Catania (14 jogos, um golo) na segunda metade dessa campanha.

Ora, a Atalanta, que havia contratado o internacional italiano no Verão de 2010, apenas o veria representar efectivamente o clube a partir de 2011/12, temporada que marcou o regresso do clube de Bérgamo à Série A, sendo que Schelotto haveria de criar um grande impacto nesse período, somando um total de 56 jogos (dois golos) e conseguindo mesmo o salto para o Inter de Milão.

Aos “nerazzurri”, aliás, esteve vinculado até ao último Verão, ainda que nem sempre os tenha representado, somando apenas um total de 13 jogos (um golo) e acabando nesse mesmo período por acumular cedências a emblemas como o Sassuolo (12 jogos, um golo – 2013/14); Parma (16 jogos, quatro golos – 2013/14); e Chievo (29 jogos – 2014/15).

Uma locomotiva que não é um prodígio técnico

Ezequiel Schelotto é um futebolista que actua preferencialmente como extremo-direito, tendo como principais valências a sua velocidade, explosividade e capacidade física, sendo acima de tudo um jogador especialmente perigoso quando embalado de trás e com espaço para progredir no terreno.

Apenas mediano em termos técnicos, tem por isso algumas dificuldades em criar desequilíbrios se não tiver esse mesmo espaço, parecendo mais indicado para explorar situações de contra-ataque, algo que já lhe mereceu o rótulo de não ser um “extremo de equipa grande”.

Nesse seguimento, talvez fosse como um lateral-direito de perfil ofensivo que talvez tivesse mais condições de vingar num emblema como o Benfica ou o Sporting, até porque à sua velocidade e envergadura física (1,87 metros, 81 quilos) há que acrescentar a natural inteligência táctica de quem actuou tantos anos no “calcio”.


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Aquilani é internacional italiano por 38 ocasiões

Aquilani é internacional italiano por 38 ocasiões

Frustrada a contratação de Kevin-Prince Boateng, a verdade é que o Sporting não perdeu tempo a recrutar outro jogador para o centro do meio-campo, surgindo a solução verde-e-branca em Itália, mais concretamente no ilustre Alberto Aquilani, futebolista que já vestiu a camisola de clubes como a AS Roma, o Liverpool, a Juventus, o AC Milan e a Fiorentina. isto sem esquecer obviamente a Squadra Azzurra.

Trata-se de um médio-centro nascido a 7 de Julho de 1984 em Roma, Itália, e que é um produto das escolas da AS Roma, clube onde fez a sua estreia no futebol sénior em 2002/03, iniciando um percurso que duraria até 2008/09, isto com um empréstimo ao modesto Triestina (2003/04) pelo meio.

Nesse período, o criativo italiano somou um total de 149 jogos e 15 golos pelo histórico da “Cidade Eterna”, merecendo inclusivamente uma milionária transferência para os ingleses do Liverpool, que pagaram cerca de 20 milhões de euros pelo seu concurso.

Sem sucesso na Premier League

A verdade, contudo, é que Alberto Aquilani nunca se impôs verdadeiramente no mais físico futebol inglês, somando apenas 28 jogos (dois golos) pelo Liverpool entre o Verão de 2009 e o de 2010, acabando naturalmente por iniciar um périplo de empréstimos a clubes do seu país natal, onde recuperou rapidamente o seu melhor futebol.

Afinal, tanto na Juventus (34 jogos e dois golos em 2010/11) como no AC Milan (31 jogos e um golo em 2011/12), o internacional italiano conseguiu voltar aos seus melhores dias, isto apesar de ter continuado vinculado ao Liverpool, uma vez que os ingleses foram sempre exigindo muito dinheiro para libertarem o seu passe.

Algo surpreendentemente, haveria de ser a Fiorentina a convencer o Liverpool a libertar Alberto Aquilani, tendo o internacional italiano representado o emblema de Florença nas últimas três temporadas, sendo de destacar essencialmente as primeiras duas, claramente as melhores desde que abandonou a AS Roma, uma vez que o centrocampista somou aí um total de 71 jogos e 14 golos. Já em 2014/15, o italiano perdeu algum fulgor, ainda que tenha terminado a campanha com 34 jogos (um golo).

Experiência, técnica e classe

Quanto ao que pode oferecer Alberto Aquilani a este Sporting, há que rapidamente sublinhar que, estando na plenitude das suas capacidades físicas, o internacional italiano de 31 anos será sempre uma clara mais-valia, oferecendo experiência, uma superior qualidade técnica e de passe, e uma visão de jogo apenas ao alcance dos predestinados.

Tendo representado a Squadra Azzurra em provas como o Euro 2008 e o Mundial 2014, outra prova da sua qualidade, Alberto Aquilani é preferencialmente um “oito” com boa chegada à área adversária, isto mesmo que nunca tenha sido jogador de correrias desenfreadas, apoiando-se quase sempre na sua inteligência na ocupação de espaços, na sua visão de jogo e na sua criatividade.

Sendo polivalente, o ex-jogador da Fiorentina também poderá actuar como “dez”, ainda que essa posição não pareça ser opção táctica para Jorge Jesus, e inclusivamente como “seis”, ainda que, neste caso, naturalmente num espectro mais “pirlesco”, algo que, a suceder, obrigará o treinador do Sporting a jogar muitas vezes com Adrien Silva quase a seu lado, uma vez que em jogos de alta exigência seria perigoso usar dois jogadores pouco intensos no trabalho defensivo como, por exemplo, Aquilani e João Mário.

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Pablo Osvaldo é internacional italiano

Pablo Osvaldo é internacional italiano

O substituto de Jackson Martínez no FC Porto será, ao que tudo indica, o internacional italiano Pablo Osvaldo, ponta de lança que actualmente se encontra livre, isto após ter representado o Boca Juniors por empréstimo do clube que era até agora o detentor do seu passe, o Southampton.

Apesar de ser internacional pela Itália, Pablo Daniel Osvaldo trata-se de um futebolista nascido a 12 de Janeiro de 1986 em Lanús, Argentina, e que começou a sua carreira sénior no Huracán, clube pelo qual somou 11 golos em 33 jogos em 2005.

Cedo, todavia, rumou ao futebol italiano, começando por disputar a Série B (segundo escalão) com a camisola da Atalanta (três jogos em 2005/06), isto antes de começar a ganhar destaque no Lecce, da mesma divisão, onde somou oito golos em 31 jogos em 2006/07.

Sem grande impacto nos primeiros passos na Série A

Na temporada seguinte, Pablo Osvaldo teve a oportunidade de actuar finalmente no principal escalão do “calcio”, a Série A, ainda que tenha tido dificuldades em impor-se, somando, em época e meia ao serviço da Fiorentina, seis golos em 38 jogos.

Em Janeiro de 2009, mudou novamente de ares, desta feita para o Bolonha, mas em um ano nesse outro clube italiano voltou a não assegurar o impacto desejado, ficando-se pelos três golos em 26 jogos e acabando por rumar ao Espanyol de Barcelona em Janeiro de 2010.

Na Catalunha, valha a verdade, e já com 24 anos, podemos admitir que assistimos finalmente à explosão na carreira de Pablo Osvaldo, com este a somar, em temporada e meia, 21 golos em 46 jogos, e garantindo inclusivamente o regresso à Série A e logo pela emblemática porta da Roma.

Viveu os melhores anos na capital italiana

Ora, foi precisamente em Roma que o ponta de lança viveu os seus dois anos mais gloriosos, chegando à selecção italiana e somando um total de 28 golos em 57 jogos entre 2011 e 2013, algo que motivou um investimento de 15 milhões de euros do Southampton na sua contratação.

A verdade, contudo, é que a mudança para a Premier League acabou por não ser uma boa decisão na carreira do internacional italiano, com este a somar apenas três golos em 13 jogos pelos “saints” e a iniciar um périplo de empréstimos.

Afinal, na última temporada e meia, Pablo Osvaldo foi cedido a Juventus (18 jogos, três golos em 2013/14); Inter de Milão (18 jogos, sete golos em 2014/15) e Boca Juniors (15 jogos, sete golos em 2015), numa caminhada que, ao que tudo indica, terminará agora com o ingresso no FC Porto.

Mais móvel do que Jackson

Futebolista problemático, visto como um autêntico “enfant terrible” do futebol mundial, a verdade é que Pablo Osvaldo, se colocar esse feitio de parte, tem tudo para ser um reforço de luxo para o FC Porto, isto ainda que não se possa ver o internacional italiano como um verdadeiro sucessor de Jackson Martínez.

Afinal, sendo um “nove” tal como o internacional colombiano, Pablo Osvaldo é um ponta de lança de maior mobilidade, caindo com maior facilidade nas alas e conseguindo adaptar-se com maior facilidade a um sistema 4x4x2 do que “Cha Cha Cha”.

Tecnicamente apurado e inteligente na forma como se movimenta em zonas ofensivas e combina com os colegas, o futebolista de 29 anos é ainda um futebolista possante e forte nos duelos individuais, sendo ainda fundamental valorizar a sua capacidade finalizadora, seja ela com os pés ou com a cabeça. Em suma, uma excelente opção para um 4x3x3 móvel ou mesmo para dar oportunidade a Lopetegui de apostar igualmente num 4x4x2 com o italo-argentino e Aboubakar no eixo.


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Berardi é um grande talento italiano

Berardi é um grande talento italiano

Apesar de eliminada na fase de grupos do Europeu de sub-21, a verdade é que a Itália apresentou algumas excelentes promessas na prova, sendo um exemplo emblemático o do extremo-direito Domenico Berardi, do Sassuolo.

Trata-se de um futebolista nascido a 1 de Agosto de 1994 em Cariati, Itália, e que começou a sua carreira nas camadas jovens do Cosenza, ainda que cedo tenha chegado ao Sassuolo.

Nesse último clube, que ainda representa, haveria de estrear-se profissionalmente em 2012/13, somando o atacante 37 jogos e 11 golos na Série B italiana, num excelente pecúlio que conheceria continuidade nas duas épocas seguintes, e essas já no principal escalão: 29 jogos e 16 golos (2013/14); 31 jogos e 15 golos (2014/15).

Atacante polivalente prefere o lado direito

Domenico Berardi pode desempenhar todas as funções do ataque, mas a posição onde atinge a plenitude das suas capacidades é a falso extremo-direito, uma vez que, aí, o internacional sub-21 italiano consegue tornar-se especialmente perigoso pelas suas diagonais venenosas.

Afinal, o jovem esquerdino de 20 anos sente-se como peixe na água no momento em que embala para zonas centrais do terreno, uma vez que aí consegue colocar em prática toda a sua qualidade no capítulo do desequilíbrio individual e da eficaz finalização.

Igualmente rápido e com elevados índices de trabalho, podemos concluir que Domenico Berardi é um jogador com uma qualidade e potencial muito acima da média, sendo esperado um salto para um clube com outras aspirações o mais rápido possível.

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Benti

Bentivegna lembra Miccoli

A imprensa siciliana está a colocar um jovem atacante na órbita do Benfica, mais concretamente Accursio Bentivegna, internacional sub-19 italiano que se estreou na Série A pelo Palermo na temporada transacta.

Trata-se de um futebolista nascido a 21 de Junho de 1996 em Sciacca, Itália, e que sempre actuou no Palermo, emblema pelo qual se estreou ao nível do futebol sénior em 2014/15, somando três jogos na Série A, sempre como suplente utilizado.

Lembra Miccoli

Accursio Bentivegna é um atacante bastante móvel, que parece indicado para actuar como segundo avançado, num perfil que curiosamente lembra um ex-jogador do Benfica, também ele italiano: Fabrizio Miccoli.

Afinal, igualmente com um baixo centro de gravidade (mede 170 cm), o jovem que fez ontem 19 anos destaca-se pela velocidade, explosividade, técnica individual e capacidade de drible, sendo também de destacar a sua qualidade na finalização, tanto a curta como a média-distância.

Nesta fase ainda embrionária da sua carreira, é certo que dificilmente poderia ter impacto imediato na equipa principal do Benfica, contudo, crescendo uma temporada na equipa B, podia estar aqui um muito interessante projecto de futuro para os encarnados.

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Possebon chegou a actuar na Premier League

Possebon chegou a actuar na Premier League

Rodrigo Possebon chegou ao Sporting de Braga em 2009/10 e com algum estatuto, uma vez que vinha cedido pelo poderoso Manchester United, clube pelo qual até se tinha estreado na Premier League. A verdade, contudo, é que o médio-centro que era visto como um reforço de peso para os “guerreiros” acabou por traduzir-se num gigantesco flop, limitando-se a fazer 34 minutos num duelo europeu de má memória diante dos suecos do Elfsborg (0-2).

Formado no Internacional

Rodrigo Pereira Possebon nasceu a 13 de Fevereiro de 1989 em Sapucaia, Brasil, e cresceu nas camadas jovens do Internacional de Porto Alegre, isto antes de ser monitorizado pelo Manchester United, que o recrutou no Verão de 2008.

Nos “red devils”, o jovem brasileiro conseguiu mesmo somar alguns jogos na equipa principal, acumulando três partidas na Premier League e outras cinco nas taças domésticas, isto sempre como suplente utilizado.

Insucesso absoluto em Braga

Ainda assim, aos 20 anos, entendeu-se em Old Trafford que o melhor para Rodrigo Possebon seria rodar num clube de menor exigência, surgindo assim a sua cedência ao Sporting de Braga em 2009/10.

Esse empréstimo, todavia, acabou por redundar num gigantesco fracasso, uma vez que o brasileiro apenas actuou num jogo, mais concretamente numa derrota dos arsenalistas na Suécia, diante do Elfsborg (0-2), num encontro em que entrou de início e saiu logo aos 34 minutos…

Continua sem se impor

Aliás, o (mau) impacto do brasileiro no Sporting de Braga foi tal, que o empréstimo de uma temporada até foi encurtado, tendo o médio-centro regressado ao Manchester United logo em Janeiro.

No Verão de 2010, contudo, Rodrigo Possebon haveria mesmo de abandonar os ingleses em definitivo, iniciando aí um périplo por inúmeros clubes como o Santos, Vicenza, Criciúma, Mirassol e Náutico, sempre sem se conseguir impor em nenhum e fazendo duvidar das capacidades do olheiro do Manchester United que, um dia, aprovou a sua contratação.

Ainda assim, há quem ainda pareça acreditar no jovem que também tem passaporte italiano e que até chegou a ser internacional sub-20 pelos transalpinos. Falamos do Al-Riffa, do Bahrein, que apostou recentemente na sua contratação.

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Mazzola foi um futebolista adiantado no tempo

Mazzola foi um futebolista adiantado no tempo

Uma das vítimas do fatídico desastre de avião de Superga, que vitimou todo o plantel do Torino, foi Valentino Mazzola, talvez o primeiro “dez” de perfil moderno do futebol mundial, que aliava grande qualidade técnica, visão de jogo e boa finalização, a uma excelente capacidade física e a uma raça então pouco habitual para os jogadores daquela posição. Afinal, parecendo ter nascido muito antes do seu tempo, o pai do também mítico Sandro Mazzola ainda é visto, por muitos, como o melhor jogador italiano de todos os tempos.

Alfa Romeo e Veneza para começar

Valentino Mazzola nasceu a 26 de Janeiro de 1919 em Cassano D’Adda, Itália, e começou a sua carreira em 1936 no modesto Tresoldio, mudando-se dois anos depois para o Alfa Romeo da Série C, seduzido pelo facto desse emblema também lhe oferecer uma carreira nas fábricas da famosa marca de automóveis.

Em 1939, contudo, chegou à Série A pela mão do Veneza, clube onde nem começou por criar grande impacto, mas onde acabou por vingar, ajudando inclusivamente esse emblema de Veneto a conquistar uma Taça de Itália em 1940/41.

Sucesso gigantesco no Torino

Em 1942, ainda assim, Valentino Mazzola haveria de mudar-se para o mais emblemático Torino, clube que, para roubar o médio-ofensivo à arqui-rival Juventus (que tinha um acordo verbal com o Veneza), teve de pagar 200 mil liras e oferecer dois jogadores ao conjunto de Veneto.

O investimento, ainda assim, não podia ter sido mais acertado, uma vez que Valentino Mazzolla, entre 1942 e 49, somou 97 golos em 170 jogos pelo “Toro”, contribuindo para a conquista de cinco campeonatos da Série A e uma Taça de Itália.

Desastre de Superga encurtou-lhe a carreira e a vida

Esses números e títulos, contudo, podiam ter sido ainda mais valiosos para Valentino Mazzola, isto se o internacional italiano (12 jogos, quatro golos) não tivesse falecido a 4 de Maio de 1949, na sequência do desastre de Superga, quando o avião que transportava todo o plantel do Torino, que vinha de defrontar o Benfica num particular em Lisboa, embateu na basílica de Superga, e matou todos os passageiros.

Para além disso, o craque transalpino, ao nível da Squadra Azzurra, também se pode queixar do facto da Segunda Guerra Mundial ter impedido a realização dos Campeonatos do Mundo de 1942 e 46, provas onde a Itália e Valentino Mazzola prometiam deixar a sua marca.

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