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Jardel beneficiou e muito da companhia de Luisão

Jardel beneficiou e muito da companhia de Luisão

Depois de ter sido muitas vezes injustiçado ao longo das pretéritas temporadas, Jardel vive agora momentos bem felizes no Estádio da Luz, sendo inegável que efectuou uma época bastante positiva no eixo defensivo encarnado, isto ao lado do capitão Luisão.

Inquestionável, ao mesmo tempo, é que nem esta temporada de Jardel foi tão boa como muitos especialistas e adeptos tentam “vender”, nem as anteriores foram tão caóticas como se defendia. O defesa-central brasileiro, afinal, continua com as mesmas qualidades e deficiências, tendo apenas evoluído e atingido uma maior fiabilidade nas suas exibições devido à maior regularidade com que foi utilizado, assim como ao importante facto de jogar ao lado daquele que é, de longe, o melhor jogador da Liga na sua posição.

Lembre-se que Luisão, ainda que esses tempos pareçam agora demasiado distantes, também não teve um início fácil no Benfica, demorando algum tempo até merecer o respeito e admiração que agora será mais ao menos unânime. Aliás, quem não se lembra dos pesadelos que o “Girafa” tinha sempre que defrontava o sportinguista Liedson?

Com o tempo, contudo, o internacional brasileiro foi ganhando melhor consciência dos seus defeitos e virtudes, minimizando os primeiros e maximizando os outros, algo que foi naturalmente fundamental para que se tornasse num defesa-central de elite.

Jardel, por outro lado, beneficiou esta época dessa experiência acumulada do Luisão e, tal como foi referi anteriormente, de finalmente ter sido uma aposta consistente. Não foi brilhante, tendo até algumas exibições fracas na Liga dos Campeões, mas, lá está, para a Liga Portuguesa serviu perfeitamente. Foi fiável e competente.

O problema, contudo, é que as análises em Portugal têm esse problema de não conseguirem ficar pelos meios-termos, parecendo que Jardel passou do 8 ao 80.

Aliás, no outro lado da segunda circular, ocorreu um cenário mais ao menos semelhante com Maurício, ainda que no sentido inverso, com o brasileiro a ser muito elogiado enquanto fez uma parceria com o bem mais experiente e dotado Marcos Rojo em 2013/14 e a passar a merecer inúmeras críticas quando passou a jogar preferencialmente ao lado de Naby Sarr, que, obviamente, não tinha a experiência, confiança e talento do argentino.

Na verdade, ao serviço da Lazio, onde fez 18 jogos oficiais, Maurício não conheceu nova evolução, apenas beneficiou de toda uma outra estabilidade táctica, em virtude de um esquema de jogo menos exigente para os defesas-centrais, assim como pelo facto de jogar ao lado do francês Ciani e, essencialmente, do holandês de Vrij.

Afinal, sem ter em conta factores como o esquema táctico utilizado, o jogador que actua ao seu lado, ou a regularidade com que o futebolista é aposta, é complicado analisar um qualquer defesa-central, podendo tudo redundar nos tais extremismos à portuguesa e na incapacidade de compreender que a progressão (ou regressão) de um qualquer atleta poderá não ser tão acentuada ou marcante como nos querem tentar impingir.

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Jesus mantém o Benfica no topo

Luís Filipe Vieira voltou a vencer confortavelmente as eleições para a presidência do Benfica, sendo que, neste momento, muitas das críticas dos adeptos encarnados se dirigem ao seu treinador, Jorge Jesus, deixando um pouco de lado Luís Filipe Vieira, Presidente que, valha a verdade, pouco fez para que o Benfica tivesse um 2012/13 de sucesso.

Neste momento, o plantel do Benfica é desequilibrado e, por mais que custe admitir a muitos benfiquistas, bastante inferior ao do FC Porto. É verdade que os encarnados têm individualidades de enorme qualidade e um ataque de luxo (a contratação de Lima foi uma excelente decisão de…Jesus), todavia, as saídas de Witsel e Javi García deixaram o meio-campo defensivo entregue a Matic e o castigo de Luisão, deixou o esforçado, mas pouco qualificado Jardel como titular ao lado de Garay.

Para além disso, o Benfica denota muitas fragilidades no lado esquerdo da defesa, onde conta com Melgarejo e Luisinho, dois jogadores que, por mais que se tente provar o contrário, não têm valor para vestir a camisola encarnada e, do lado direito, apenas conta com Maxi Pereira, sendo que o pânico varre os adeptos do Benfica sempre que o internacional uruguaio se lesiona ou é castigado.

Perante todas estas condicionantes e tendo em conta o plantel azul-e-branco, pensou-se que dificilmente o Benfica teria capacidade para ombrear com o FC Porto, principalmente até Janeiro, altura em que duas ou três aquisições podiam reequilibrar o plantel das águias. No entanto, Jorge Jesus tem conseguido não descolar dos dragões, mesmo contando com muito menos soluções que o seu adversário nortenho.

De facto, o Benfica continua na frente do campeonato (ex-aequo com os dragões), somando seis vitórias e dois empates, mantém-se sólido na Taça de Portugal e apenas tem vacilado na Liga dos Campeões, ainda que a lógica convide a pensar que duas vitórias caseiras diante de Celtic e Spartak Moscovo até podem garantir a qualificação para os oitavos de final.

Aqui, o mérito é de Jorge Jesus, que tem conseguido manter um excelente desempenho colectivo da sua equipa com todas as condicionantes que lhe ofereceram e, acima de tudo, sem nunca ter usado qualquer tipo de desculpa, mesmo quando não lhe deram o lateral-esquerdo que queria (Eliseu) ou quando o privaram de dois titularíssimos da equipa em cima do fecho das transferências (Witsel e Javi).

Neste momento, ainda assim, os adeptos pedem muito mais a sua cabeça que a de Luís Filipe Vieira que continua a ser (quase) idolatrado pela grande maioria dos benfiquistas, todavia, é Jesus que continua a manter o Benfica no topo e não a gestão do seu Presidente, cabendo aos adeptos encarnados perceberem isso, limitando-se, para isso, a lembrarem-se do que se passou com o Sporting e Paulo Bento…

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O primeiro obstáculo europeu do Vitória de Guimarães na caminhada para chegar à fase de grupos da Liga Europa é uma equipa dinamarquesa da qual o público português terá uma leve memória, pois defrontou o Sporting na Taça UEFA (2001/02), tendo na altura sido vergada a duas derrotas com os leões (0-3 e 2-3) e consequente eliminação da prova. Clube com apenas doze anos e ainda sem nenhum título importante, o FC Midtjylland tem sofrido injecções financeiras para quebrar a hegemonia dos dois principais clubes dinamarqueses (FC Copenhaga e Brondby), mas é bem notório que ainda terá um longo caminho a percorrer.

O FC Midtjylland actua no MCH Arena

Quem é o FC Midtjylland?

O FC Midtjylland foi fundado a 2 de Fevereiro de 1999 como resultado da fusão do Ikast FS e do Herning Fremad e chegou à primeira divisão dinamarquesa em 2000/01, tendo garantido logo um quarto lugar na estreia na competição.

Até este momento, os “lobos” já foram vice-campeões dinamarqueses por duas vezes (2006/07 e 2007/08) e estiveram presentes em quatro finais da Taça da Dinamarca, mas nunca conseguiram conquistar qualquer título.

Na temporada passada, o FC Midtjylland terminou o principal campeonato da Dinamarca na quarta posição, atrás de FC Copenhaga, Odense e Brondby.

Em termos europeus, a equipa dinamarquesa está na sua sexta participação nas provas da UEFA, sendo que a sua melhor campanha foi em 2002/03, quando atingiu a segunda eliminatória da Taça UEFA, caindo, nessa altura, aos pés do Anderlecht (1-3 e 0-3).

O plantel do FC Midtjylland

Como joga?

Como quase todas as equipas escandinavas, o FC Midtjylland actua preferencialmente em 4x4x2, sendo uma equipa bastante forte fisicamente e habitualmente perigosa nas bolas paradas.

Ainda assim, já é uma equipa com um nível técnico bastante razoável, dispondo de vários jogadores africanos para o ataque como Nworun, Igboun ou Izunna Uzochukwu, que garantem ao FC Midtjylland um bom nível de imaginação e improvisação.

No último jogo que efectuou (venceu os galeses do TNS por 5-2), o FC Midtjylland apresentou o seguinte onze: Kasper Jensen; Ipsa, Sivebaek (Izunna, 69′), Lauridsen e Juelsgard; Borring, Jakob Poulsen (Kasper Hansen, 46′), Albaek e Danny Olsen; Nworun e Igboun (Hvilsom, 46′).

Jakob Poulsen tem 17 internacionalizações

Quem é que o Vitória deve ter debaixo de olho? – Jakob Poulsen

O jogador de maior renome do plantel do FC Midtjylland é claramente o médio-centro que representou a Dinamarca no Mundial 2010: Jakob Poulsen.

Nascido a 7 de Julho de 1983, em Varde, Dinamarca, Jakob Bendix Uhd Poulsen iniciou a sua carreira no Esbjerg, onde permaneceu entre 2002 e 2006, efectuando 107 jogos e marcando 19 golos.

Essas boas exibições valeram-lhe uma transferência para o futebol holandês e para o Heerenveen, onde o internacional dinamarquês permaneceu durante dois anos e meio, mas onde nunca se assumiu como titular absoluto, preferindo regressar à Dinamarca no Verão de 2008.

Desde que regressou ao país natal, esteve duas temporadas no Aarhus, antes de se transferir para o Midtjylland logo após a sua participação no Mundial 2010 ao serviço da Dinamarca.

Jogador de grande polivalência (pode jogar como defesa-central, médio-centro, médio-direito ou até “dez”), é no miolo do meio-campo que Jakob Poulsen se sente melhor. Com bom pulmão, inteligência posicional, excelente capacidade recuperadora, boa qualidade de passe e frieza na finalização, trata-se de um médio todo o terreno a que o Vitória de Guimarães deverá dar a máxima atenção.

As possibilidades do Vitória de Guimarães

Em condições normais, o quinto classificado do campeonato português é sempre favorito perante o quarto do campeonato dinamarquês, contudo, há que ter atenção a algumas condicionantes que equilibram este confronto entre o Vitória de Guimarães e o FC Midtjylland.

Primeiro, o campeonato dinamarquês já iniciou e, para além disso, o FC Midtjylland já efectuou dois jogos europeus diante dos galeses do TNS, o que lhe garante uma superior capacidade física e óbvio ritmo competitivo.

Por outro lado, os primeiros ensaios do Vitória de Guimarães não foram animadores (derrotas com Rio Ave e Desportivo das Aves), o que também pode não ser positivo em termos anímicos para os minhotos.

Ainda assim, estou convicto que os vimaranenses têm todas as condições de superarem este obstáculo e seguirem, por direito próprio, para o playoff de acesso à fase de grupos.

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O mal-amado Peixoto é alternativa para a esquerda

Enquanto o FC Porto (até ver com a base do plantel 2010/11 sólida) e o Sporting (mesmo com muitas contratações, com o plantel quase definido neste início de Julho), o Benfica vive um enorme mar de indefinições em que o lado esquerdo da defesa é o ponto mais preocupante.

De facto, após a saída de Fábio Coentrão, o Benfica até tem três hipóteses para a posição de lateral-esquerdo, todavia, Carole, Shaffer e César Peixoto estão muito longe de agradar aos adeptos e, inclusivamente, a Jorge Jesus, que, no passado, apenas acreditou em Peixoto e mais para o colocar a ala-esquerdo do que, propriamente, no lado canhoto da defesa.

Esta situação preocupa consideravelmente os adeptos encarnados que vivem o paradoxo de terem quase uma dezena de alternativas atacantes e, depois, sentem que a defesa está a ser negligenciada. De facto, mesmo o centro da defesa poderá gerar preocupações neste início de temporada, pois Luisão e Garay encontram-se na Copa América e o Benfica corre o risco de perder Roderick para o Mundial sub-20, ficando apenas com Jardel e Miguel Vítor para o importante compromisso da terceira pré-eliminatória da “Champions League”, levando todos a pensar se o empréstimo de Sidnei não poderia ter esperado mais algumas semanas…

Para além de tudo isto, o Benfica ainda vive outro problema que passa pelo excesso de estrangeiros. Mesmo com um elevado número de jogadores a poderem ser inscritos (17 na UEFA e 19 na Liga de Clubes), os  encarnados vivem um problema enorme para encaixarem os vários estrangeiros que ainda estão no plantel, sendo muito por esta razão que Melgarejo (recém-contratado) deverá ser emprestado ao Paços de Ferreira e que Júlio César, caso Roberto não saia, também seja cedido, vindo um guarda-redes português para o seu lugar.

No meio disto tudo, não podemos escamotear que Jorge Jesus é o treinador com maior responsabilidades dos três grandes, pois já terminou a temporada passada numa situação complicada com os adeptos encarnados, que não lhe perdoam uma época bastante abaixo das (elevadíssimas) expectativas criadas no início da temporada. Ora, pelo exemplo da época passada, todos percebemos que um início de época titubeante pode ser fatal para as aspirações do Sport Lisboa e Benfica.

Apesar de tudo, a pré-época ainda está no seu início e os encarnados saberão como agir, até porque será suposto que tenham aprendido com os erros cometidos em 2010/11. Para o bem do Benfica, dos adeptos encarnados e do futebol português em geral, todos esperamos que as águias superem as dificuldades e sejam uma equipa forte no contexto nacional e internacional em 2011/12.

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Agostinho Oliveira era o seleccionador

Após a nossa selecção ter conquistado o bicampeonato mundial de sub-20, a ideia era atacar o tricampeonato na longínqua Austrália, esperando, no mínimo dos mínimos, que Portugal superasse a primeira fase da prova. Contudo, a equipa treinada por Agostinho Oliveira e que contava com jogadores como Costinha, Litos, Andrade, Porfírio ou Bambo acabou por fazer uma prova deplorável, perdendo todos os jogos que disputou e abandonando a competição sem honra nem glória. Podemos sempre dizer que o grupo era complicado (Gana, Alemanha e Uruguai) e que nunca nos adaptámos ao facto dos jogos se disputarem nas manhãs portuguesas, todavia, para a história fica a pior participação portuguesa de sempre num Mundial sub-20.

A equipa portuguesa que esteve na Austrália

Três jogos, três derrotas

Portugal estreou-se no Mundial de sub-20 diante da poderosa Alemanha, que contava com jogadores como Jancker, Hamann ou Ramelow. Num jogo extremamente disputado e equilibrado, a equipa lusitana haveria de sucumbir perto do final do jogo, graças a um tento do inevitável Carsten Jancker, iniciando a prova de forma negativa.

No segundo duelo, diante do Uruguai, Portugal estava obrigado a não perder para continuar a sonhar com o apuramento para os quartos de final. Entrando a perder com um golo madrugador de Fabián O’Neill (esse mesmo que chegou a jogar na Juventus), a equipa portuguesa conseguiu igualar a contenda, graças a um golo de Bambo, que havia de ser o único golo que Portugal marcaria na competição. Perto do fim, quando já todos pareciam resignados à igualdade, o mesmo O’Neill haveria de bisar e dar a vitória à equipa sul-americana, levando a que o jogo de Portugal, na última jornada, diante do Gana, fosse meramente para cumprir calendário.

Desmotivada e sem nenhum objectivo desportivo, a equipa das quinas rapidamente sucumbiu à equipa africana, sofrendo dois golos na primeira parte e deixando o jogo escoar até final na segunda sem qualquer intensidade competitiva. A derrota (0-2) fez com que os portugueses abandonassem a competição sem qualquer ponto e garantiu o apuramento aos ganeses para a fase seguinte.

Jardel pouco jogou na prova

Brasil campeão com Marcelinho Paulista e… Mário Jardel

O Brasil conquistou o campeonato do Mundo graças às grandes exibições de Adriano um avançado que, na altura, representava os suíços do Neuchatel Xamax, marcou quatro golos na prova e foi considerado o melhor jogador do Mundial sub-20. Nessa equipa, também brilhava Marcelinho Paulista  e estava presente Mário Jardel que, porém, apenas fez 12 minutos durante toda a competição.

Na fase de grupos, o Brasil venceu o agrupamento D, empatando com a Arábia Saudita (0-0) e vencendo México (2-1) e Noruega (2-0). Depois, nos quartos de final, os canarinhos superaram os Estados Unidos (3-0) e, nas meias finais, foi a vez da equipa anfitriã (Austrália) sucumbir por duas bolas a zero.

Por fim, na final, a equipa brasileira defrontou a poderosa selecção do Gana, que contava com autênticas promessas como Samuel Kuffour, Nii Lamptey, Charles Akonnor ou o nosso bem conhecido Emmanuel Duah. Nesse duelo, o Brasil até esteve a perder graças a um golo de Duah (15′), todavia, Yan (50′) e Gian (88′) deram a volta ao marcador e garantiram o título mundial à equipa verde-e-amarela. Foi o terceiro título do Brasil no Mundial sub-20.

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Wass pode chegar a custo zero

Já dizem os populares que “Ano novo, vida nova”. E a direcção do Benfica parece que quis ouvir o povo e com o novo ano veio também uma nova política de contratações para o futebol profissional.

Depois de alguns anos a apostar em jogadores reconhecidos internacionalmente e caros, como Saviola e Aimar, e em jovens promessas, mas com passes valorizados em mais de 5 milhões de Euros, como Jara, Di Maria, Roberto, entre outros, parece que o Benfica mudou de política.

Neste mercado de Inverno vemos uma mudança mesmo analisando os pequenos ajustes feitos no plantel. As únicas contratações de Inverno foram o José Luiz Fernandez, médio-esquerdo vindo do Racing de Avellaneda, que custou cerca de 2 milhões de Euros (barato comparando com Jaras, entre outros) e Jardel, defesa-central ex-Olhanense, que custou quase 400 mil.

Mas o início do ano fica também marcado pela preparação da época 2011/2012, que está a ser pensada de forma completamente diferente do que fazia num passado recente.

Para a próxima época fala-se de muitas contratações (até demais). Fala-se do Nuno Coelho da Académica de Coimbra, Nolito do Barcelona B, Rodrigo Mora do Defensor Sporting, Carole do Nantes, Wendt do Copenhaga, Taiwo do Marselha, entre muitos outros.

Nestas contratações e possíveis contratações vemos algumas grandes diferenças em relação à política de contratações dos últimos anos: são jogadores jovens, em fim de contrato (estratégia muito utilizada pelo Sporting de Braga) e alvos apetecíveis a nível financeiro (apesar de jogadores como Nolito ou Taiwo exigirem grandes prémios de assinatura).

Outro sinal positivo é que o Benfica voltou a apostar timidamente no mercado português (Jardel e Nuno Coelho) e nas camadas jovens (Luís Filipe Vieira falou da hipótese de termos 4 a 5 jogadores formados no clube no plantel principal na próxima época).

Analisando então esta mudança repentina de política, penso que esta justifica-se por 2 motivos:

•  a direcção do Benfica percebeu que a situação económica que atravessa o futebol coloca novos desafios e os clubes portugueses só podem cometer loucuras se venderem muito ou se fizerem boas campanhas na Champions League (e a do Benfica foi péssima);
• a UEFA começa a apertar o cerco e “vai” implementar o fair-play financeiro a partir da época 2013/2014: vai proibir clubes que tenham dívidas de participar nas competições europeias.

Sejam quais forem os motivos, considero esta notícia bastante positiva para o Benfica, desde que o trabalho de prospecção seja feito com qualidade. Acredito que com um bom trabalho de prospecção é possível formar uma equipa forte, com capacidade para lutar pelo título nacional e fazer boa figura nas competições europeias sem gastar muito dinheiro.

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Hulk esteve muito bem diante do Braga

O FC Porto continua a demonstrar que é a equipa em melhor forma nesta fase do campeonato e, desta feita, passou o difícil teste bracarense, vencendo, no Dragão, por três bolas a duas. A equipa portista continua a só saber vencer em competições oficiais e, assim, irão encarar o compromisso europeu desta semana diante do Rapid Viena com moral em alta. Por outro lado, as duas equipas lisboetas continuam a dar passos em falso, com o Benfica a perder em Guimarães (1-2) e o Sporting a não passar do nulo, em casa, diante do Olhanense.

Golo de Aguiar não impediu derrota do Braga

FC Porto 3-2 Sp. Braga

Dragões e arsenalistas protagonizaram um jogo que nem parecia originário da Liga Zon Sagres, tal a emoção e velocidade que pautou o encontro.

A equipa portista entrou a perder, pois o Braga, graças a um excelente livre convertido por Luís Aguiar (16′) soube se colocar em vantagem e todos sabemos como os arsenalistas são perigosos quando se colocam em vantagem no marcador. Nessa fase, os adeptos portistas temeram o contra-ataque bracarense, mas este FC Porto de Villas Boas tem demonstrado grande inteligência e, durante os primeiros quarenta e cinco minutos, nunca deu veleidades ao Braga, conseguindo, inclusivamente, chegar ao empate, aos 33 minutos, quando Varela empatou a contenda.

Na segunda metade, o FC Porto voltou a sofrer um soco no estômago, quando Lima, a meia hora do final, em outro excelente pontapé dos bracarenses, fez o 1-2. No entanto, os portistas voltaram a saber reagir e, assim, foi com alguma naturalidade que conseguiram dar a volta ao marcador com golos de Hulk (63′) e Varela (70′).

Os arsenalistas ainda procuraram chegar à igualdade tendo, inclusivamente, terminado o jogo em cima dos dragões. Contudo, o FC Porto soube segurar a vantagem e, assim, garantir cinco pontos de avanço sobre Braga e Sporting e nove sobre o Benfica.

Liedson não esteve inspirado

Sporting 0-0 Olhanense

Em Alvalade, leões e algarvios fizeram um jogo muito pobre e que até podia ter terminado num contexto mais sombrio para os sportinguistas caso o árbitro não tivesse anulado um golo aparentemente limpo do Olhanense. Durante os noventa minutos da partida, o Sporting nunca revelou intensidade de jogo para levar de vencido um conjunto algarvio que não é brilhante na abordagem ao jogo, mas que sabe se posicionar no relvado e ser perigosa no contra-ataque.

Na primeira parte, o Sporting podia, caso Liedson estivesse ao seu nível, ter-se colocado em vantagem, mas a Olhanense também podia ter feito o 0-1, caso o árbitro não tivesse anulado um golo limpo a Jardel por alegada falta sobre André Santos.

Por outro lado, na etapa complementar, o jogo teve sentido único, ainda que isso nunca tenha resultado num domínio absoluto dos leões. O Sporting teve mais bola, procurou mais a baliza, mas fê-lo sempre com pouca velocidade, inteligência e discernimento. Assim sendo, dava a ideia que os algarvios nem precisavam de fazer muito para irem segurando o zero a zero.

Para piorar o contexto leonino, os avançados sportinguistas não andam a acertar com a baliza, assitindo-se, uma vez mais, a falhanços que fariam corar um jogador distrital, como um lance em que Saleiro, na pequena área, não superou Moretto.

Assim sendo, o zero a zero é inteiramente justo, punindo um Sporting que tem de evoluir muito para se poder considerar um candidato ao título e premiando uma Olhanense que, neste campeonato, ainda não perdeu.

Fábio Coentrão lutou mais do que jogou

V. Guimarães 2-1 Benfica

Num jogo em que o Benfica tem razões para se queixar da arbitragem (2 foras de jogo mal tirados e dois lances muito duvidosos na área do V. Guimarães), há também que realçar que a sorte (ou falta dela) também foi importante para o desfecho negativo dos encarnados. Ainda assim, o Benfica continua a léguas de distância da temporada passada, numa letargia tão contagiante como inacreditável para quem conheceu a versão 2009/10 desta equipa lisboeta.

As águias entraram a perder, graças a um golo de Edgar (16′) mas souberam reagir, empatando por Saviola (32′) e criando outras situações de golo, num jogo que se desenrolava a um excelente ritmo e que se traduzia num bonito espectáculo.

Na segunda metade, os encarnados continuaram a procurar a vantagem, mas o V. Guimarães tentava equilibrar as operações, situação que, com os passar dos minutos, tornou-se mais notória.

O tempo passava e as equipas e os adeptos começavam a resignar-se ao empate, quer dizer, todos menos Rui Miguel que, aos 80 minutos, antecipou-se a David Luiz  e fez o 2-1 para os vimarenenses.

Com pouco tempo para jogar e a capacidade anímica a roçar o zero, o Benfica foi incapaz de reagir à desvantagem, permitindo que o V. Guimarães conseguisse que o jogo fluísse para o seu final sem grandes problemas.

Assim sendo, com esta vitória, o Guimarães isolou-se na segunda posição (oito pontos) e o Benfica, com três pontos (quem o diria no início da época?), encontra-se na décima terceira posição…

Nos outros jogos da ronda, destaque para a vitória da Académica sobre a Naval (3-0) que deixou a equipa de Coimbra na terceira posição da tabela e menções honrosas para as primeiras vitórias de Portimonense (3-1 ao Rio Ave) e U. Leiria (2-1 ao Nacional). Quem também está muito bem no campeonato são os pacenses que, com o empate  no campo do Marítimo (1-1), mantêm-se sem conhecerem o sabor da derrota na Liga Zon Sagres.

A quarta jornada termina hoje, em Setúbal, num duelo entre o Vitória local e o Beira-Mar.

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