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Posts Tagged ‘João Morais’

Comitiva leonina mostra Taça das Taças a Salazar

A 15 de Maio de 1964, o Sporting venceu o MTK Budapeste (1-0) na finalíssima da Taça das Taças, conseguindo, dessa forma, o seu primeiro e único troféu europeu. Foi um percurso longo e sinuoso que obrigou a dois playoffs de desempate com Atalanta e Lyon; uma reviravolta com o Manchester United (5-0) após os leões perderem a primeira mão por 4-1; e, inclusivamente, uma finalíssima, pois o primeiro jogo da final com a equipa húngara, terminou empatado a três bolas. Ainda assim, o grande caminho valeu a pena, pois, hoje, todos os portugueses recordam com saudade do “Cantinho de Morais”, um momento mágico que garantiu para Portugal a sua única Taça das Taças.

A uma difícil pré-eliminatória seguiu-se um rebuçado cipriota

O percurso dos leões na Taça das Taças (1963/64) iniciou-se na pré-eliminatória e logo diante de uma equipa de respeito, os italianos da Atalanta. Após perderem em Bérgamo (0-2) e vencerem em Alvalade (3-1), os verde-e-brancos beneficiaram da ausência do desempate por golos fora para avançarem para um playoff de desempate, disputado em Barcelona. Nesse desafio decisivo, os leões foram mais fortes e, após o 1-1 no tempo regulamentar, venceram os italianos no prolongamento por 3-1, apurando-se para a primeira ronda da prova.

Curiosamente, a primeira eliminatória da Taça das Taças foi bem mais acessível, com os leões a atropelarem os cipriotas do Apoel Nicósia com um agregado de 18-1. Curiosamente, ambos os jogos realizaram-se em Portugal, sendo que, no primeiro, os verde-e-brancos venceram por 16-1, num resultado que ainda é recorde das competições europeias.

Manchester United e Lyon não resistiram aos leões

Após o rebuçado cipriota, veio um osso bem duro de roer, o Manchester United e o primeiro jogo, disputado em Old Trafford, cumpriu com todas as piores expectativas, com o Sporting a perder por quatro bolas a uma. No entanto, na segunda mão dos quartos de final, os leões, talvez beneficiando de algum snobismo dos “red devils” que, provavelmente, julgavam que a eliminatória estava decidida, golearam o Manchester United por cinco bolas a zero, num jogo mágico em que Osvaldo Silva fez um hat-trick.

Eliminado o colosso inglês, faltava apenas uma etapa para chegar à final e o adversário que caiu em sorte aos leões foi o Lyon. Após dois empates (0-0 em Lyon e 1-1 em Lisboa), teve, novamente de se disputar um playoff de desempate, onde o Sporting venceu por 1-0 e garantiu o tão ambicionado acesso à final da Taça das Taças para defrontarem o MTK Budapeste

Sporting precisou de duas finais para conquistar a Taça das Taças

Essa final, disputada a 13 de Maio de 1964, no Estádio Heysel, em Bruxelas, e para apenas cerca de 3200 espectadores, começou melhor para os húngaros, que, graças a um golo de Sandor (19′) se colocaram em vantagem. Depois, os leões deram a volta ao resultado (2-1), antes do MTK fazer o mesmo, fazendo o 3-2 a quinze minutos do final.

Pensou-se no pior para as cores verde-e-brancas, todavia, um golo de Figueiredo a dez minutos do fim acabou por garantir o empate a três bolas e, segundo o regulamento da época, uma finalíssima.

Dois dias depois, em Antuérpia e, desta feita, para cerca de 13000 espectadores, os verde-e-brancos acabaram por marcar cedo, de canto directo, por João Morais (19′) e, depois, souberam aguentar os ímpetos húngaros para conquistarem a Taça das Taças e escreverem o momento mais alto da história do futebol leonino a nível internacional.

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O momento do golo de Morais

Na passada Terça-Feira (27 de Abril, 2010) chegou ao fim o percurso de um dos heróis do futebol português e em especial do Sporting Clube de Portugal.

João Pedro Morais, mais conhecido por Morais, ficará para sempre no coração dos sportinguistas e da história desportiva nacional, por ter apontado o célebre “cantinho de Morais” que deu a vitória ao Sporting na finalíssima da Taça das Taças 63-64. No entanto, também teve a sua parte de relevância na campanha da selecção portuguesa no mundial de 1966, ao lesionar Pelé – considerado por muitos o melhor jogador de sempre, com uma entrada dura que impediu o brasileiro de continuar em campo e enfraqueceu a equipa canarinha.

Quando tanto se fala da má época do Sporting e das “Jebardices” do nosso presidente, este momento serve para relembrar que o Sporting não é um clube qualquer, tem um passado de glória construído pelos seus heróis.

Um herói é aquele que reúne em si os atributos necessários para superar de forma excepcional um determinado problema de dimensão épica (in Wikipédia).

Quando a nossa jornada chega ao fim, uns são recordados como Heróis pelos seus feitos em prol do clube – Morais e Damas são dois grandes exemplos do nosso clube.

E agora, mais do que nunca, o Sporting precisa de heróis para se levantar e superar as dificuldades. Não precisa de passeios ao Canadá (espero que não sejam pagos com o dinheiro do Sporting), festas de camisa aberta ou entrevistas a menosprezar o momento que o clube vive. Pede-se atitude, garra, devoção, objectividade, concentração e coerência. E acima de tudo exige-se ambição no discurso e nas acções.

Na esperança de novos heróis, recordo os que já são eternos.

Fica o famoso vídeo do feito heróico – o cantinho de morais.

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