Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘João Pinto’

Benfica 96/97

Após ter conquistado a Taça de Portugal em 1995/96, numa final em que venceu o Sporting por 3-1 e que ficou tristemente célebre pelo episódio do Very-Light, o Benfica ganhou o direito de participar na Taça das Taças da temporada seguinte, entrando para a competição com legítimas aspirações a fazer uma boa campanha. Tratou-se, de facto, de uma participação digna, mas que acabou travada pela qualidade de jogadores como Rui Costa e Batistuta que foram fulcrais na eliminação dos encarnados, nos quartos de final da então segunda competição mais importante da UEFA.

1ª Eliminatória: Benfica 5-1/0-0 Ruch Chorzow (POL)

Na primeira ronda da Taça das Taças, o Benfica teve como adversário a modesta equipa polaca do Ruch Chorzow, formação que todos os analistas concordavam que estava ao alcance dos encarnados.

Realmente, a eliminatória ficou logo decidida na Luz, com as águias a vencerem por 5-1, graças aos golos de Donizete, Jamir, João Pinto e Valdo, que bisou, contra apenas um tento polaco apontado por Gesior. Este resultado, fez da deslocação à Polónia um mero passeio, com polacos e encarnados e não passarem do nulo num segundo duelo insosso e sem grandes motivos de interesse, à parte de uma grande penalidade desperdiçada por Valdo.

2ª Eliminatória: Benfica 1-0/3-2 Lokomotiv Moscovo (RUS)

A segunda ronda já colocava na frente do Benfica um adversário bem mais temível, pois tratava-se da equipa russa do Lokomotiv Moscovo. Na primeira mão, no Estádio da Luz, os encarnados não foram além de uma vitória pela margem mínima (1-0), graças a um tento madrugador de João Vieira Pinto, resultado que, dessa forma, complicava a deslocação à capital russa.

De facto, na gélida Moscovo, a equipa encarnada viu-se a perder muito cedo graças a um golo de Solomatin, tendo respondido no início da segunda parte com um golo de Panduru. O 1-1, parecia deixar os encarnados com a eliminatória quase resolvida, todavia, aos 58 minutos da 2ª parte, Haras voltava a marcar para a equipa russa e deixava o Benfica a um golo da eliminação.

Ainda assim, os encarnados estavam decididos a provarem que eram superiores ao conjunto russo e Donizete (63′) marcou o golo da tranquilidade e João Vieira Pinto, em cima dos noventa minutos, garantiu mesmo o triunfo ao Benfica por três bolas a duas.

Quartos de final: Benfica 0-2/1-0 Fiorentina (ITA)
 
O sorteio dos quartos de final da Taça das Taças não foi meigo para o Benfica que via-se na obrigação de ultrapassar a poderosa Fiorentina para passar à eliminatória seguinte.
 
Na primeira mão, disputada no Estádio da Luz, o Benfica sucumbiu à Fiorentina, graças a golos de Baiano e Batistuta, ambos no final de cada parte, deixando as possibilidades do Benfica a roçarem o nulo para a partida da segunda mão no Artemio Franchi.

Nesse jogo, contudo, o Benfica, mesmo jogando com jogadores habitualmente menos utilizados como Edgar ou Paulão, arrancou para um jogo de grande qualidade, chegando mesmo ao golo por Edgar (23′) e espreitando, muitas vezes, o 2-0 que lhe garantiria o prolongamento. Para mal da equipa portuguesa, esse tento nunca surgiu e o Benfica acabou por terminar a sua participação nesta Taça das Taças nos quartos de final.

Read Full Post »

A equipa do Euro 2000 deixou saudades

Amanhã, Portugal joga uma cartada decisiva na possibilidade de estar presente no Euro 2012. De facto, basta (quando ouço este basta fico sempre a tremer…) empatarmos na Dinamarca para conquistarmos o quinto apuramento consecutivo para uma fase final de um campeonato da Europa. Um feito de registo, mas que mesmo que seja alcançado, não nos pode afastar de problemáticas que muito nos devem preocupar.

Sei que poderei ser polémico no que vou dizer a seguir, mas, no actual momento, a selecção das Quinas não passa de uma boa equipa. Ideia que por vezes é mascarada pelo facto de contarmos com um dos dois grandes futebolistas do actual contexto futebolístico: Cristiano Ronaldo.

Na realidade, tirando esse fora de série e alguns jogadores acima da média como Fábio Coentrão, Pepe e Nani, Portugal é uma mistura entre bons jogadores e atletas que roçam mesmo a mediania, estando bastante longe das grandes equipas das duas décadas anteriores. Compare-se, por exemplo, os médios Paulo Sousa, Rui Costa e Figo com Raúl Meireles, João Moutinho e Carlos Martins? Aliás, mesmo eternos suplentes de outras gerações como Pedro Barbosa, entrariam de caras no actual meio-campo das quinas.

Neste momento, apenas na lateral-esquerda me parece que Portugal evoluiu verdadeiramente, tendo mantido a qualidade nos flanqueadores ofensivos e, talvez, no centro da defesa, isto, claro, se ainda houvesse Ricardo Carvalho…

O mais incompreensível, na minha opinião, é mesmo a queda acentuada num sector onde sempre fomos fora de série, que é o meio-campo. Há poucos dias, estava a olhar para a selecção da Bélgica (equipa que não vai a uma fase final de uma grande competição desde 2002) e a pensar: Será a tripla Witsel-Fellaini-Defour inferior a Meireles-Moutinho-Martins? E se sair do meio-campo… Lukaku não será melhor que Postiga ou Hugo Almeida? e Kompany e van Buyten não estarão ao nível de Pepe e Bruno Alves?

O futuro não é risonho e o crescente número de jogadores estrangeiros nos três grandes (já nem o Sporting escapa) não irá melhorar o panorama nos próximos tempos. Podemos ter ficado muito orgulhosos com o vice-campeonato mundial de sub-20, mas aquela equipa era uma equipa operária e de pouco talento individual, e, para além disso, não se vislumbra muito espaço para que estes jogadores evoluam convenientemente no campeonato indígena.

Se tudo correr bem, estaremos no Euro 2012 e, pelo grupo de qualificação e por ainda haver Nani e Cristiano Ronaldo na plenitude das suas capacidades, provavelmente estaremos no Mundial 2014 e no Euro 2016 (o alargamento para 24 equipas praticamente o garante), mas, depois de 2016, temos de começar a preparar-nos para algo a que já não estávamos habituados: a ausência dos grandes palcos futebolísticos.

Pode ser que tudo mude e que apareçam vedetas como cogumelos nos próximos tempos, mas, pelo andar da carruagem, é pouco provável que assim seja, restando-nos pensar muito bem neste “futuro” e começar-nos a preparar para tempos em que uma simples qualificação para uma grande competição internacional era festejada como se de uma conquista de um campeonato do Mundo se tratasse…

Read Full Post »

Rudy (ao centro) é um craque do Atlético

No recém-promovido à Liga de Honra, Atlético, actua um “dez”/avançado muito promissor e com condições para ser uma das surpresas na próxima edição do segundo escalão do futebol português: Rudy.

Nascido a 5 de Janeiro de 1989 em Angola, Carlos Wilson Cachicote Rocha “Rudy” passou pelas camadas jovens do Oeiras, Tires e Tourizense, antes de se estrear no futebol sénior em 2008/09, ao serviço do Linda-a-Velha.

As boas exibições ao serviço do clube do campeonato distrital de Lisboa, valeram-lhe uma transferência para o Praiense da II Divisão, clube onde, curiosamente, também só permaneceu uma temporada, marcando apenas um golo em 23 jogos.

Contudo, se o pecúlio de golos foi baixo ao serviço do Praiense, isso não se verificou ao serviço do Atlético, onde, esta temporada, o móvel atacante marcou 10 golos em 37 jogos, sendo peça importantíssima na equipa que assegurou a subida à Liga de Honra.

“Dez” ou avançado-centro que prima pela mobilidade e boa técnica individual

Rudy é um jogador que tanto pode actuar como “dez” como segundo avançado, sendo que as suas características me façam crer que ele rende mais nas costas de um ponta de lança mais fixo, bem ao jeito da forma como João Vieira Pinto actuava atrás de Mário Jardel.

Rápido e raçudo, Rudy é um futebolista muito móvel e com elevada capacidade técnica, sendo fortíssimo nos lances de um contra um e quando parte embalado a caminho da baliza adversária.

Inteligente nas movimentações e com boa capacidade finalizadora, trata-se de um jogador que apenas precisa de maior cultura táctica para atingir um patamar elevadíssimo no espectro do futebol português.

Read Full Post »

João Pinto fez grande jogo na Alemanha

A 1 de Março de 1994, o Benfica, na primeira mão dos quartos de final da Taça das Taças, empatou a uma bola com o poderoso Bayer Leverkusen, uma equipa alemã, que, na altura, tinha jogadores do gabarito de Schuster, Paulo Sérgio e Ulf Kirsten. Essa igualdade, ocorrida no Estádio da Luz, tornava a vida do Benfica muito complicada para o jogo da segunda mão, a realizar no Ulrich-Haberland. Na Alemanha, o Leverkusen chegou a estar a ganhar 2-0, mas os encarnados, numa exibição plena de querer, acabaram por empatar a quatro bolas e conseguiram escrever uma das páginas mais bonitas da história do futebol português.

O Benfica já havia sofrido na primeira mão, pois depois de Happe, aos 66 minutos, ter colocado a equipa alemã em vantagem, apenas um golo de Isaías, em cima do minuto 90, evitou a derrota encarnada, mas o sofrimento, em plena Alemanha, foi bem mais acentuado.

Naquela altura, as águias não eram uma equipa muito forte em termos de jogo aéreo e, nesse seguimento, Kirsten aproveitou um erro defensivo encarnado para, aos 12 minutos, colocar a equipa alemã em vantagem. Ao mesmo minuto, mas da segunda parte, foi a vez de Schuster fazer o 2-0, após se isolar na cara de Neno.

A perder por 2-0 e já na segunda parte, os adeptos encarnados entraram em descrença, mas esse sentimento durou pouco tempo, pois no minuto seguinte ao golo do “anjo louro”, Abel Xavier, num pontapé excepcional, fez o 2-1.

Esse tento galvanizou o Benfica que, por João Pinto (59′) e Kulkov (77′), colocou-se em vantagem no jogo (3-2) e na eliminatória (4-3), obrigando a equipa alemã a marcar pelo menos dois para seguir em frente na eliminatória.

Nesse momento, tudo parecia decidido e os adeptos encarnados no Ulrich-Haberland começaram a fazer a festa. No entanto, a equipa germânica ainda tinha cartas na manga e, no espaço de um minuto e com dois golos de cabeça, Kirsten (80′) e Happe (81′) voltaram a dar a volta ao marcador e a colocarem-se com um pé nas meias-finais.

Felizmente foi só um pé, pois, aos 85 minutos, Kulkov, servido por João Pinto, entrou na área e, à saída do guarda-redes local, fez o 4-4 que haveria de ser o resultado final e que colocaria os encarnados na meia-final da Taça das Taças 1993/94.

Um momento mágico da história do Benfica e do futebol português para reverem no vídeo abaixo.

Read Full Post »

Uma imagem rara: Mahon a festejar um golo

Chegou ao Sporting no início da época 2000/01 como um promissor médio esquerdo internacional irlandês. Curiosamente, veio a custo zero e o seu rendimento desportivo nos leões foi proporcional, pois resumiu-se a ser suplente utilizado num jogo no Santiago Bernabéu, diante do Real Madrid, que o Sporting perdeu por 4-0 e, também, num jogo do campeonato nacional.

Assim sendo, foi sem surpresa que, em Dezembro, o Sporting colocou o “fantasista” irlandês a andar dali para fora. Surpreendentemente o Blackburn Rovers recebeu-o de braços abertos por empréstimo e até o utilizou por 18 vezes até ao final da época. No entanto, boquiabertos devem ter ficado os responsáveis leoninos quando o clube inglês avançou para a contratação definitiva do Alan, no final da época, por 2,5 milhões de euros.

Após esse momento, as carreiras de Sporting e Alan Mahon desencontraram-se. O dinheiro da venda do irlandês deu jeito ao Sporting para a contratação de Mário Jardel, enquanto o pobre Mahon caía em desgraça em Blackburn e era emprestado a clubes como o Cardiff City ou o Ipswich Town.

Posteriormente, o ala esquerdo ainda tentou relançar a carreira no Wigan Athletic e no Burnley, mas depois de bons inícios acabou sempre por desiludir e acabar emprestado a clubes mais pequenos.

Neste momento, aos 31 anos, e cansado de estar sempre a ser emprestado, foi jogar para o Tranmere Rovers, da League One (uma espécie de II divisão de Inglaterra). Até este momento, o internacional irlandês (sim é verdade ele conseguiu jogar pela selecção) é titularíssimo e deve mostrar aos seus colegas as fotos dele ao lado de João Pinto e P. Schmeichel, insistindo que não se tratam de montagens.

Read Full Post »