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JJ foi uma sombra que perturbou Rui Vitória

JJ foi uma sombra que perturbou Rui Vitória

Terminou a Supertaça com o triunfo da equipa que, ao longo da pré-temporada, pareceu claramente mais preparada para o início desta época desportiva, numa conclusão que, aliás, parecia prevista pela grande maioria da comunicação social, que de forma mais ou menos declarada colocou o Sporting como o grande favorito ao triunfo no primeiro jogo oficial da nova campanha.

Aliás, essa pressão imposta sobre os verde-e-brancos poderia até ter sido um grande trunfo para Rui Vitória, isto por forma a minimizar o facto de, nesta fase, o ex-treinador do Vitória de Guimarães ter de conviver com um plantel desequilibrado e, também, com as consequências de um demasiado longo périplo pela América do Norte. A realidade, contudo, foi que o novo timoneiro encarnado acabou por complicar ainda mais as possibilidades do Benfica vencer este troféu menor, mas que ganhou grande importância graças à alavanca Jorge Jesus.

Conhecedor de como funciona o clube onde foi treinador principal por seis temporadas, Jorge Jesus, como forma de aliviar a pressão sobre o Sporting e os seus jogadores, mas também de condicionar a própria actuação de Rui Vitória, veio a público dizer que o Benfica continuava a jogar à sua imagem.

A verdade é que essa estratégia de Jorge Jesus, e sabemos bem que tudo isto foi muito bem pensado pelo novo técnico do Sporting, acabou por correr às mil maravilhas: Em primeiro lugar, porque cedo se percebeu que os jogadores verde-e-brancos pareciam verdadeiramente libertos de uma pressão excessiva, algo que, a suceder até seria natural tendo em conta que os leões apenas haviam vencido o Benfica por uma ocasião nas últimas seis temporadas; depois, porque o próprio Benfica surgiu no relvado condicionado por essas próprias declarações de Jorge Jesus, tudo bem patente nas próprias escolhas de Rui Vitória.

Afinal, num esforço quase titânico para se desprender da colagem às ideias do novo treinador do Sporting, Rui Vitória acabou por proceder a inúmeras alterações no onze do Benfica, isto tanto ao nível dos jogadores que escolheu, assim como do próprio esquema táctico, chegando inclusivamente a optar por deixar Jonas sozinho na frente, sistema que não favorece minimamente o internacional brasileiro, talvez apenas para fugir à ideia de que poderia estar a replicar o 4x4x2 do antecessor.

Ora, essas decisões, aliadas a algumas lesões importantes (se bem que muito se tem esquecido que o Sporting também não tem Ewerton e William Carvalho pelo mesmo motivo) e à má preparação da pré-temporada, acabaram por precipitar o tal desaire que a maioria da comunicação social já vaticinava, sendo que o Benfica foi quase sempre uma equipa parca de ideias no Algarve, somando equívocos e até correndo o risco de “queimar” um jovem muito talentoso como Nélson Semedo, que, e ainda bem, acabou por resistir ao naufrágio.

Aliás, o momento de maior desnorte/naufrágio psicológico de Rui Vitória terá surgido na última vintena de minutos, quando decidiu ir ao banco buscar o recém-chegado Kostas Mitroglou, isto, talvez, numa tentativa de jogar com o psicológico do Sporting, que, como se sabe, também perseguia o internacional grego, mas que acabou por apenas tornar o ponta de lança vítima de mais um equívoco do novo treinador do Benfica e, também, mexer naturalmente com a confiança do outro “nove”, o uruguaio Jonathan Rodríguez, que faz toda a pré-época e, quando as coisas são a doer, é ultrapassado por um colega com um par de treinos.

É que esta Supertaça, quer queiram quer não, não se define apenas no troféu que foi para as vitrinas de Alvalade e não da Luz, mas por todos os efeitos psicológicos que giraram à volta do evento e que acabaram por fortalecer ainda mais a imagem de Jorge Jesus (em detrimento de Rui Vitória) e deixar a confiança dos jogadores do Sporting nos píncaros, enquanto os atletas do arqui-rival navegam num mar de dúvidas e nem sequer sabem se podem confiar num almirante, que parece, também ele, sem qualquer rumo definido.

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Anderson Esiti poderá reforçar o Sporting

Anderson Esiti poderá reforçar o Sporting

A lesão de William Carvalho veio complicar de sobremaneira as contas de Jorge Jesus para a posição “seis” do Sporting, sendo que os verde-e-brancos, mesmo antes do infortúnio do internacional português, já haviam tentado a aquisição de Danilo Pereira para funcionar como o seu backup.

Nesse seguimento, e mesmo que existam algumas soluções no plantel, a verdade é que parece agora claro que os leões irão garantidamente ao mercado para a contratação de um médio-defensivo, voltando a falar-se do nigeriano Anderson Esiti, um alvo antigo do Sporting e que milita agora no Estoril-Praia.

Cresceu no Leixões

Anderson Esiti nasceu a 24 de Maio de 1994 em Warri, Nigéria, mas cedo viajou para Portugal, isto para evoluir na equipa de juniores do Leixões, emblema pelo qual se estreou no futebol sénior em 2013/14, e logo com grande impacto, ou não tivesse somado 47 jogos oficiais e merecido inclusivamente a cobiça do Sporting.

A verdade, contudo, é que os leões não conseguiram assegurar a contratação do “seis”, que acabaria por rumar ao Estoril-Praia, emblema pelo qual terminou a temporada transacta com um pecúlio de 26 jogos oficiais, isto mesmo que tenha merecido mais a confiança de José Couceiro do que de Fabiano Soares.

Enorme qualidade no processo defensivo

É inegável que este futebolista nigeriano tem um enorme talento e potencial, beneficiando de uma dimensão física (1,89 metros e 82 quilos) que lhe garante grande eficácia nos duelos aéreos e nos confrontos corpo a corpo, mas também apresentando uma grande maturidade ao nível do posicionamento e eficácia no desarme, antecipação e contenção.

Defensivamente, aliás, Anderson Esiti parece talhado para um dos aspectos que Jorge Jesus muito gosta nos seus “seis” e que passa pela capacidade de recuar para junto dos centrais, isto por forma a poder projectar ofensivamente os laterais, que, no Sporting (Jefferson e João Pereira), estão destinados a oferecer muita verticalidade.

Tem de assumir mais o risco

Onde lhe falta alguma evolução, valha a verdade, é no processo ofensivo, sendo que para jogar num clube com a dimensão do Sporting parece-me que o jovem de 21 anos terá de assumir mais o jogo e projectar-se mais para o ataque.

Ainda assim, tendo Anderson Esiti até alguma qualidade técnica, e sabendo-se da qualidade de Jorge Jesus para “inventar” médios-defensivos de grande qualidade, poderá prever-se um crescimento claro neste aspecto específico, em algo que projectaria imediatamente o nigeriano para um patamar de clara excelência.

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Djuricic é um

Djuricic é um “dez” de grande qualidade

Entre os vários futebolistas que passaram pelo Benfica na “Era Jesus”, existiram dois que foram essencialmente prejudicados pela posição no terreno onde desenvolvem o seu futebol e não tanto pela sua qualidade intrínseca, mais concretamente os médios-ofensivos: Filip Djuricic e Bernardo Silva.

Actuando o internacional sérvio e o internacional português numa posição que não encontrava eco nas ideias tácticas de Jorge Jesus, foi sem surpresa que não conseguiram encontrar o seu espaço no onze, sendo que o primeiro ainda foi testado pelo técnico português como ala-esquerdo em 2013/14, mas sem sucesso.

Entretanto, Bernardo Silva já encontrou um novo rumo para a sua carreira, tendo saído em definitivo para o Mónaco, onde, sob o comando de Leonardo Jardim, terminou a última temporada com 45 jogos oficiais e dez golos apontados. Quanto a Filip Djuricic, esse andou na última época entre empréstimos ao Mainz e Southampton, jamais se adaptando na plenitude a campeonatos que não parecem talhados para um futebol rendilhado que exige alguma liberdade táctica.

Certo, de qualquer maneira, é que a qualidade que o internacional sérvio apresentava na Eredivisie continua bem viva, como ainda ontem se pôde verificar no duelo entre a sua selecção de sub-21 e a congénere da Alemanha (1-1), em que Djuricic marcou um golo de antologia pela formação balcânica.

É necessário, contudo, colocá-lo na tal posição que o seu futebol exige, sendo que acredito que Djuricic poderia adaptar-se na plenitude ao nosso campeonato, que, como se sabe, sempre permitiu grande brilho a jogadores com as características do sérvio, ou seja, um “dez” puro para jogar nas costas de um ponta de lança.

Essa janela de oportunidade, aliás, até poderia agora abrir-se com a saída de Jorge Jesus para o Sporting, ainda para mais porque não acredito que Rui Vitória abdique de actuar com três jogadores no miolo do meio-campo, mesmo que isso possa apresentar um problema para Jonas, que rende mais com companhia no eixo do ataque, ao invés de num sistema 4x2x3x1 ou 4x3x3.

O “problema” é que, acreditando na imprensa turca, Filip Djuricic já se preparará para novo empréstimo, desta feita aos turcos do Trabzonspor, não merecendo sequer a oportunidade de fazer a pré-época e tentar convencer Rui Vitória a integrá-lo no plantel encarnado.

Ora, se a ideia do ex-treinador do Vitória de Guimarães passar pela manutenção de um esquema com dois pontas de lança e apenas dois elementos no miolo, ainda compreendo esta decisão da SAD do Benfica, mas, se a aposta passar pelo tal esquema 4x2x3x1/4x3x3, esta cedência promete ser uma má decisão de mercado. É que, na posição “dez”, os encarnados não têm ninguém nos seus quadros com a qualidade de Filip Djuricic.

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Uvini não tem o perfil que os leões necessitam

Uvini não tem o perfil que os leões necessitam

A chegada de Jorge Jesus ao comando técnico do Sporting parece trazer consigo uma mudança de paradigma no ataque ao mercado dos verde-e-brancos, que, em 2014/15, privilegiaram a contratação de jovens promessas.

Afinal, para a actual temporada, a ordem expressa parece passar essencialmente por contratações criteriosas e que obedeçam, acima de tudo, a dois pontos essenciais: experiência e capacidade de entrar imediatamente no onze verde-e-branco.

Ora, nesse seguimento, quero acreditar que o rumor de mercado: Bruno Uvini (Nápoles), não passará disso mesmo, uma vez que o brasileiro de 24 anos representa tudo aquilo que o Sporting já tem à catadupa, ou seja, um perfil de jovem promissor, mas ainda à espera de uma explosão definitiva.

O que o Sporting precisará é de outro defesa-central experiente que possa fazer dupla com Ewerton (nem equaciono a possibilidade dos leões não accionarem o direito de opção), ficando depois Paulo Oliveira (3.ª opção) e Tobias Figueiredo (4.ª opção), que naturalmente estão em diferentes fases evolutivas, como opções secundárias para o eixo.

É que, ainda para mais, Bruno Uvini, que em tempos já foi visto como um das grandes promessas do futebol brasileiro, pouco tem jogado nos últimos anos, sendo sintomático lembrar que, desde 2010, o campeão do Mundo de sub-20 soma apenas 25 jogos oficiais pelos clubes que representou nesse mesmo período.

Assim sendo, estarei muito mais inclinado para acreditar que será, de facto, Bruno Alves (Fenerbahçe) o verdadeiro alvo da estrutura técnica agora comandada por Jorge Jesus.

Afinal, será um jogador com essa experiência e qualidade comprovada que poderá dar o salto qualitativo e a voz de comando que o Sporting tanto precisa para o seu eixo defensivo. E se Vítor Pereira se recusar a abdicar do internacional português, a alternativa terá sempre de passar por outro alvo com o mesmo perfil e nunca por um qualquer Uvini desta vida.

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Jesus é mais-valia do leão

Jesus é mais-valia do leão

Agora que está culminada a mais explosiva contratação do defeso e que passou pelo recrutamento do técnico Jorge Jesus ao Benfica, o Sporting deverá proceder agora aos necessários ajustamentos ao seu plantel e que lhe permitam um forte ataque ao título nacional em 2015/16.

Devo começar por dizer, desde já, que entendo que os verde-e-brancos já têm um plantel com bons valores e que não vejo como necessário que se proceda a contratações à catadupa, devendo-se privilegiar o recrutamento de umas quatro ou cinco mais-valias.

Tal como diria Jorge Gonçalves nos loucos anos 80, o leão precisará essencialmente de “unhas”, ou seja, de jogadores que peguem imediatamente de estaca no onze que vai ser orientado por Jorge Jesus e que também facilitem o crescimento dos inúmeros jovens valores que proliferam em Alvalade.

Que posições são mais deficitárias?

Esta política de contratações cirúrgicas, aliás, tem vindo a ser veiculada pela imprensa como aquela que vai ser seguida por Bruno de Carvalho e Jorge Jesus no defeso, sendo que eu entendo que o Sporting deverá atacar essencialmente cinco jogadores: lateral-direito; defesa-central; médio-ofensivo (ou 9,5); extremo e ponta de lança.

A necessidade de um lateral-direito surge pela aparentemente iminente transferência de Cédric Soares e, também, pelo facto desta ter sido uma posição em que nem o luso-alemão ou Miguel Lopes convenceram na plenitude, sendo aconselhável a contratação de um jogador que permitisse um salto qualitativo claro aos verde-e-brancos.

Um conselho? Pavel Kaderabek

Quanto ao defesa-central, e lembrando a forma como a dupla: Ewerton/Paulo Oliveira estabilizou o sector na parte final da temporada, talvez nem seja esta uma das contratações mais imperiosas, mas entendo que Jorge Jesus não abdicará de assegurar um líder para a defesa, algo muito à imagem do que tinha no Benfica com Luisão.

Um conselho? Bruno Alves

Depois, e dependendo de Jorge Jesus vir a optar pelo esquema 4x3x3 ou 4x4x2, o Sporting irá precisar de um “dez” puro ou de um avançado de suporte, sendo que, para a segunda alternativa, até já existe um jogador plenamente adequado no plantel, como é Fredy Montero, mas seria sempre necessária outra opção.

Um conselho? Eran Zahavi (faz as duas posições)

Perante a saída de Nani, será ainda necessária a contratação de um extremo, isto independentemente do regresso de Zakaria Labyad, internacional marroquino, que, lembre-se, poderá desempenhar as funções de falso ala-esquerdo e “dez”. Esse extremo a contratar, na minha opinião, deverá potenciar essencialmente os movimentos interiores, até porque, no plantel, jogadores como André Carrillo e Carlos Mané já oferecem a verticalidade e profundidade necessária.

Um conselho? Bryan Ruiz ou Lior Refaelov

Por fim, entendo que o Sporting, mesmo que mantenha Islam Slimani nos seus quadros, deverá assegurar outro “target man” no mercado, nomeadamente um futebolista que, ao contrário do internacional argelino, tenha outro tipo de soluções técnicas e um sentido de golo mais apurado. Aqui, aliás, acho que os leões deverão canalizar o grosso do seu investimento financeiro na contratação.

Um conselho? Konstantinos Mitroglou

Havendo um técnico como Jorge Jesus, com estas cinco “unhas”, e sem nenhuma saída de relevo, tenho a certeza que o Sporting seria um fortíssimo candidato ao título em 2015/16.

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Rui Vitória deverá ser o novo técnico do Benfica

Rui Vitória deverá ser o novo técnico do Benfica

Terminado um longo ciclo de seis temporadas com Jorge Jesus no comando técnico das águias e ainda numa fase de difícil digestão da sua mudança para o arqui-rival Sporting, os responsáveis do Benfica preparam a sua sucessão, sendo que o escolhido de Luís Filipe Vieira deverá ser Rui Vitória.

Actualmente no Vitória de Guimarães, o jovem treinador de 45 anos já passou pelo Benfica, nomeadamente entre 2004 e 2006, quando foi técnico dos juniores, podendo viver agora um regresso à Luz, mas pela porta grande da equipa principal.

Como principal trunfo de Rui Vitória, e acreditando que o Benfica irá mesmo mudar o seu paradigma desportivo para uma maior aposta no Caixa Futebol Campus, surge a sua reconhecida capacidade em fazer despontar e evoluir jogadores jovens, algo que, no Vitória de Guimarães, soube fazer com mestria, facilitando a explosão de promessas como Paulo Oliveira (agora no Sporting), Ricardo (agora no FC Porto), André André (que se mudará para o FC Porto), Josué Sá, Bernard e Ricardo Valente, entre outros.

Este aspecto, aliás, poderá ter pesado imenso na escolha de Luís Filipe Vieira, que nem sequer ponderará ceder às pressões internas que, segundo se diz, tentam fazê-lo mudar de ideias e optar por Marco Silva.

Mas será esta a opção mais acertada?

Quando se escolhe um treinador existem vários factores a ter em conta e o primeiro já foi referido e enquadra-se na forma como o técnico em questão se integra (ou não) no paradigma do futebol profissional. Aqui, acreditando num suposto desinvestimento da SAD do Benfica e numa aposta mais consistente em jovens promessas do Caixa Futebol Campus, não tenho dúvidas que Rui Vitória encaixará na perfeição, superando claramente outras opções veiculadas como Marco Silva ou Vítor Pereira.

A questão, contudo, é que existem outros factores relevantes e é precisamente aí que tenho sérias dúvidas que a previsível escolha de Rui Vitória seja a mais acertada.

Futebol pouco vistoso

Antes de mais, e não colocando em causa a sua competência, a verdade é que o ainda técnico do Vitória de Guimarães não apresenta um futebol vistoso, aquele que chama adeptos ao estádio e coloquialmente classificamos de “futebol de equipa grande”, estando demasiado formatado para um jogo excessivamente focado na segurança defensiva e nas transições rápidas.

Ora, aqui, e a título de exemplo, Rui Vitória perde claramente para Marco Silva, que já numa equipa de dimensão média, como era o Estoril-Praia, conseguiu implementar um futebol vistoso e associar a esse mesma qualidade de jogo a resultados, algo que aliás lhe valeu o salto para o Sporting.

Quebrou com pressão

Depois, num clube com a dimensão do Benfica, a pressão é constante, e a verdade é que Rui Vitória tem mostrado algumas dificuldades para apresentar resultados assim que esta começa a crescer, parecendo ser um treinador mais habilitado a trabalhar na sombra e com objectivos mais relativizados.

Afinal, e pegando como exemplo nas suas últimas duas temporadas como treinador do Vitória de Guimarães, percebemos que a quebra da primeira para a segunda volta foi sempre acentuada, sendo que, em 2013/14, o conjunto minhoto fez 23 pontos na primeira metade da época e apenas 12 na segunda; e, em 2014/15, passou dos 34 pontos na primeira volta para os 23 na segunda.

Não capitaliza o factor emocional

Por fim, e nestas coisas do futebol, jamais podemos colocar em causa o factor emocional e também aqui o Benfica poderá estar a perder a possibilidade de capitalizar esse aspecto junto dos adeptos, uma vez que existiriam duas outras escolhas que o potenciariam exponencialmente.

Antes de mais, Marco Silva, técnico que funcionaria como uma resposta ao rival e que, tal como fez o Sporting com Jorge Jesus, exaltando o seu sportinguismo, poderia ser apresentado pelo Benfica da mesma forma, “vendendo” o seu benfiquismo e aproveitando imediatamente para fazer um contraste com o seu ex-treinador, que não era da casa.

Noutro prisma, surgiria Vítor Pereira, obviamente não por um benfiquismo que não existe, mas pelo facto de ter dois títulos nacionais no seu bolso, ainda para mais conquistados precisamente contra… Jorge Jesus. Seria, afinal, o colocar de uma pressão psicológica extra no agora treinador do Sporting, mas obviamente Luís Filipe Vieira é que saberá o melhor para o Benfica.

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A família benfiquista considera-se traída por JJ

A família benfiquista considera-se traída por JJ

O futebol português está completamente virado do avesso, isto em virtude de uma tempestade que está a assolar a segunda circular e que já resultou no despedimento por justa causa de Marco Silva e que, ao que tudo indica, irá terminar com a chegada de Jorge Jesus para o seu lugar.

No entanto, nesta fase em que ainda se questiona se será Rui Vitória o sucessor de Jorge Jesus no Benfica (os adeptos estão a tentar forçar Luís Filipe Vieira a optar precisamente por Marco Silva) e em que se aguarda pela confirmação oficial da mudança do ex-técnico encarnado para Alvalade, parece que o que está na ordem do dia é questionar a atitude de Jorge Jesus em abandonar a Luz rumo ao eterno rival Sporting.

Entre as hostes encarnadas, aliás, a maioria dos adeptos (ilustres ou menos ilustres) classifica a atitude do experiente técnico como uma traição, optando mesmo por transformar o outrora Jesus “Salvador” num autêntico “Judas”. Quanto ao próprio Luís Filipe Vieira, foi igualmente duro na hora da confirmação da saída do técnico, isto mesmo sem nunca o mencionar, sublinhando que a “gratidão define o carácter das pessoas” e confessando-se “desiludido mas não surpreendido”.

Ora, compreendendo a frustração de quem vê partir um treinador que ganhou três campeonatos nos últimos seis anos, isto sem contar com muitos outros títulos, há que perceber as razões que terão levado Jorge Jesus a tomar esta decisão, até porque entendo que este não se importaria de continuar na Luz, onde já tinha a máquina montada há imenso tempo, ao invés de ter de começar um projecto desde a sua génese no arqui-rival.

Acredito, piamente, que Luís Filipe Vieira quereria continuar a contar com Jorge Jesus, mas também não tenho dúvidas de que o presidente do Benfica entendia que este deveria baixar o seu salário e, de certa forma, passar a obedecer a um outro tipo de projecto, mais virado para o aproveitamento de jovens valores e menos virado para investimentos em valores internacionais.

Ora, nesse primeiro ponto, terá surgido o principal problema, uma vez que o experiente técnico de 60 anos, no rescaldo da conquista de 6 dos 8 títulos nacionais disputados nos últimos dois anos, terá entendido como desrespeitoso que sequer colocassem em causa a possibilidade de baixar o seu vencimento.

Luís Filipe Vieira, perante esta postura, e consciente de que Jorge Jesus não será sequer o treinador ideal para abraçar um projecto mais virado para o Caixa Futebol Campus, começa a pensar numa transição no comando técnico do Benfica, ponderando num potencial sucessor (Rui Vitória?) e preparando uma saída de Jorge Jesus para um destino que não causasse mossa ao emblema da Luz.

Ora, acredito que, nesse desiderato, o presidente do Benfica contaria com a ajuda de Jorge Mendes, agente que se prepararia para apresentar soluções mais ou menos interessantes no plano financeiro a Jorge Jesus. Ao mesmo tempo, Jorge Jesus terá percebido as movimentações que se estavam a desenhar e, já com contactos do Sporting (que terá tido informações do que estava a passar e decidiu entrar em cena), opta por ouvir os leões.

Os verde-e-brancos, pelo que se tem lido, optam por lhe oferecer um ordenado chorudo e, talvez ainda mais importante do que isso, plenos poderes, num cenário jamais visto no passado recente, nomeadamente desde que Bruno de Carvalho chegou à presidência do clube de Alvalade.

Depois, há ainda outro factor que não pode ser colocado de parte: Jorge Jesus é sportinguista, tal como o seu pai, que certamente gostaria de ver o filho a treinar o seu clube do coração. E mesmo que todo este processo obedeça a directrizes essencialmente racionais, é inegável que a emoção poderá sempre pesar um pouco.

É, então, por tudo isto que me custa compreender o termo “Judas” aplicado ao treinador do Benfica. O contrato terminou, a proposta de renovação não agradou a Jorge Jesus e este acabou por optar por uma solução que entendeu como mais aliciante para o seu futuro.

Quanto ao Benfica, deve focar-se essencialmente na escolha do sucessor de Jorge Jesus e se me pedirem uma opinião sobre qual seriam as melhores opções, vêm-me rapidamente à mente duas possibilidades: Vítor Pereira e Marco Silva. Ambos bem acima das outras alternativas vinculadas pela comunicação social, como Paulo Bento ou Rui Vitória.

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