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Posts Tagged ‘José Eduardo Bettencourt’

VarandasO Sporting viaja novamente numa daquelas espirais de auto-destruição que lhe são frequentes, e cujos sinais já vinham de longe, ainda que o mais tolerante (ou mais varandista) dos adeptos tentava ignorar, como que esperando por um daqueles milagres que jamais surge no clube verde-e-branco.

Uma vez mais, cometeu-se o típico erro tão sportinguista de se querer cortar radicalmente com o passado recente como se tudo o que viesse da direcção anterior estivesse errado. A novidade, desta vez, é que nem sequer se criou um novo paradigma, mesmo que errado.

Não, o que esta direcção conseguiu, isso sim, foi pegar nos erros das administrações de Filipe Soares Franco, José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes, e prescrever uma receita global para o desastre, pautada pelo autismo comunicacional, desvalorização negligente dos seus próprios activos, e uma política de contratações que parece um misto entre uma shortlist do FM 2015 e uma bolorenta base de dados do Carlos Freitas.

Voltou-se, rapidamente, àquele costume tão leonino de achar que se deve contratar aqueles jogadores que ainda ninguém reparou, mas que são certamente craques. Ou aqueles gajos que já falharam em toda a via-láctea mas que certamente vão explodir neste contexto de enorme tranquilidade e estabilidade que é o Sporting Clube de Portugal.

Surreal é também perceber-se que se passou toda a pré-temporada a contratar por catálogo, sem sequer se questionar o treinador sobre qual o perfil dos atletas que pretendia para o seu estilo de jogo. Depois, vende-se o principal ponta de lança sem lhe dar qualquer cavaco por sete milhões de euros e fica-se no plantel com um único “nove”, um ex-jogador de uma equipa da Segunda Liga.

O importante é poupar! Mas gastou-se cinco milhões de euros em Rafael Camacho (quando havia Matheus Pereira) ou três milhões de euros em Eduardo (quando se podia assegurar a continuidade de Gudelj a custo zero).

E quando até se compreendem as contratações, como é o caso de Rosier (7,5 milhões de euros) ou Vietto (7,5 milhões por 50% do passe) estas são feitas por valores completamente exagerados, entrando completamente em choque com o seu real valor de mercado e o próprio discurso da administração.

O último dia do mercado, então, foi uma verdadeira tragicomédia, com Varandas e Hugo Viana a mostrarem todo o seu know-how de scouting, desenterrando da pré-reforma Jesé Rodríguez e Bolasie, e juntando-lhes um brasileiro que apenas é popular no bairro brasileiro onde nasceu e na República Popular de Donetsk.

Entretanto, vendeu-se à pressa o melhor extremo do plantel e ainda se tapa os caminhos do onze principal aos três miúdos que cá ficaram e que verão a sua ascensão completamente bloqueada por três emprestados que, mesmo que se valorizem, serão para ganhos alheios. O mais irónico de tudo, é que dois desses jogadores até foram comprados por esta direcção (Plata e Camacho). Sem palavras.

Esqueceram-se, ao mesmo tempo, de reforços para as três principais lacunas do Sporting: A posição “seis”, onde apenas há o imberbe Doumbia e um Battaglia que vem daquelas lesões que nem sempre garante recuperação plena; a já supra-citada posição “nove”, onde resta Luiz Philippe; e a baliza, onde um bom “scouting” poderia ter facilmente identificado Rajkovic, um dos melhores guarda-redes da actualidade e que saiu para o modesto Reims por menos de meio Rosier.

Impressionante para quem dizia que tinha sempre plano A, B e C para tudo e que só vendia quando já tinha substituto alinhavado. Intrigante, principalmente depois de se ter ouvido tantas vezes que não havia necessidade extrema de vender os melhores activos.

A verdade é que o Sporting termina o mercado de Verão em liquidação total e sem gastar um euro na aquisição de um reforço que seja, quanto mais não fosse o ponta de lança, isto depois de terem despachado um futebolista que marcou 93 golos em 127 jogos por menos dois milhões de euros do que o FC Porto vendeu o seu defesa-central excedentário Osório.

Era engraçado perceber-se onde anda o dinheiro da “Apolo”, do empréstimo obrigacionista e do superavit entre compras e vendas de jogadores. Bem, ao menos agora o excel deve andar porreiro.

O problema vai ser quando as receitas caírem a pique com o mais do que certo divórcio crescente entre os sportinguistas e a sua equipa de futebol. É que ninguém pode sair motivado quando percebe que o plantel do Sporting é talvez ainda pior do que o plantel construído o ano passado pela comissão de gestão.

Mas eles querem lá saber. Primeiro meteu-se a culpa no “Brunão”, agora todo o mal tem o selo: Keizer e, brevemente, outro será o bode expiatório. E olhem que o leão é mesmo uma caixinha de surpresas.

Entretanto um gajo vai tentando rir para não chorar com tanta incompetência de quem pensa que comandar um clube de futebol é ignorar todo o factor emoção e focar-se na racionalidade cientifica da gestão de uma mercearia de esquina.

Afinal, já dizia José Maria Ricciardi que “isto não estava para amadores”, mas sinceramente é uma frase que me ofende ligeiramente.

É que amador sou eu e não conseguia fazer tanta merda.

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Moutinho já não tinha alegria a jogar pelo Sporting

A saída de João Moutinho para o FC Porto por 11 milhões de euros (mais Nuno André Coelho) pode ter surpreendido muita gente e, até, ter deixado em cólera alguns adeptos leoninos, mas, na verdade, é algo que tem de ser encarado como uma medida legítima da SAD leonina. Desde há uns anos para cá, Moutinho limitava-se a arrastar a si e ao futebol leonino para um deserto de ideias, criatividade e fluidez futebolística, o que prejudicava o jogador João Moutinho e o clube Sporting Clube de Portugal. O declínio do seu futebol foi tão notório que o capitão do Sporting acabou preterido das escolhas de Carlos Queirós para o Mundial 2010.

Muito se falou, ainda em tempos de Paulo Bento, de bufos de balneário e de jogadores que punham em causa a saúde do plantel. Estranhava-se que muitos acontecimentos de foro interno surgissem tão rápido na imprensa e com tantos detalhes que só podiam ter origem em elementos do próprio plantel. Na altura, os nomes de Anderson Polga ou Liedson foram dados como hipóteses, mas, de forma mais tímida, já se sussurrava a possibilidade das fugas de informação virem de João Moutinho.

Ao mesmo tempo, o capitão leonino era cada vez mais uma sombra do jogador que encantou nos tempos de José Peseiro e nas primeiras épocas de Paulo Bento. João Moutinho errava em campo, triste, abatido, quase dando a ideia que apenas ali estava por obrigação. Alguns adeptos começavam a questionar a sua titularidade, até porque, jogadores queridos do plantel como Vukcevic ou Matias Fernandez não eram opção, situação que se tornava incompreensível perante tão pobres exibições de Moutinho.

Assim sendo, tem de ser entendida como legítima a atitude da SAD do Sporting. O jogador podia ter sido vendido a outro clube que não o FC Porto? Bem, supostamente nenhum clube europeu fez uma proposta tão vantajosa e, assim, o Sporting Clube de Portugal limitou-se a vendê-lo ao melhor preço. Se aos 11 milhões de euros, juntarmos 30% de uma futura venda, 50% do passe de Nuno André Coelho e o perdoar da restante dívida de Hélder Postiga, não me parece que tenha sido um mau negócio.

Para além de tudo isto, a possibilidade de Moutinho ser o tal bufo ou, como disse José Eduardo Bettencourt, a tal “maçã podre” que minava o balneário leonino, a sua saída pode ser revelar bem mais valiosa do que o simples valor da transferência e tornar-se um ponto de partida para uma nova era no Sporting Clube de Portugal, uma era com um balneário unido, limpo e blindado ao exterior. Afinal, esse é sempre um ponto de partida para as grandes conquistas, ou estamos enganados?

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Na preparação da próxima temporada muito se fala sobre possíveis reforços do Sporting Clube de Portugal. Mas, se as limitações do Sporting se limitassem a bons jogadores, seriam muito fáceis de resolver. Na preparação da próxima época temos visto à reformulação de alguns departamentos, o que, num sentido pragmático, me leva a crer que está a ser feito algum trabalho neste campo e dar o benefício da dúvida. No entanto, algo me preocupa: a possível incapacidade de gerar expectativas pode condicionar toda uma época.

Alguns dirão que as expectativas se ganham com bons jogos e vitórias. Não deixando de ser um contributo fundamental, a evidência é que o Sporting sai de uma época em que as vitórias foram escassas e precisa de uma “injecção de moral” – que só é possível com um discurso ambicioso, seguido de medidas ao mesmo nível.

Mas que expectativas têm os adeptos do Sporting para a próxima época? Na primeira medida mediática, o anúncio do novo treinador, JEB tem “uma pedra difícil de descalçar”.  Depois do desastre que foi esta época do Sporting, um treinador que perde a qualificação do Guimarães para a Europa, na última jornada, a jogar em casa, gera alguma expectativa ou é capaz de mobilizar os adeptos leoninos? Paulo Sérgio entra em Alvalade como um perdedor e, na situação actual, pode ter efeito danosos ao não criar expectativas nos adeptos. E retira algum “capital de confiança” que é depositado no treinador – aos primeiro desaires as suas capacidades serão postas em causa. Um treinador que se apresenta nestas condições terá margem de manobra muito reduzida e poucas expectativas cria nos adeptos.

E essa falta de expectativa, em que se traduzirá? Provavelmente numa incapacidade de mobilizar a massa associativa, que afectará as vendas de Gamebox e de merchandizing. Financeiramente, como isso se vai traduzir? Provavelmente em menos receitas. E menos receitas afecta a capacidade de trazer melhores jogadores. E entramos num ciclo vicioso: menos futebol espectáculo, menos adeptos no estádio, ainda menos receitas, ainda menos jogadores, ainda menos expectativas, etc. 

O sucesso (sucesso = ser campeão) do Sporting na próxima temporada dependerá, em muito, da capacidade de JEB em criar condições para que os adeptos se mobilizem. Para já as expectativas são baixas, conseguirá inverter a situação?

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O momento do golo de Morais

Na passada Terça-Feira (27 de Abril, 2010) chegou ao fim o percurso de um dos heróis do futebol português e em especial do Sporting Clube de Portugal.

João Pedro Morais, mais conhecido por Morais, ficará para sempre no coração dos sportinguistas e da história desportiva nacional, por ter apontado o célebre “cantinho de Morais” que deu a vitória ao Sporting na finalíssima da Taça das Taças 63-64. No entanto, também teve a sua parte de relevância na campanha da selecção portuguesa no mundial de 1966, ao lesionar Pelé – considerado por muitos o melhor jogador de sempre, com uma entrada dura que impediu o brasileiro de continuar em campo e enfraqueceu a equipa canarinha.

Quando tanto se fala da má época do Sporting e das “Jebardices” do nosso presidente, este momento serve para relembrar que o Sporting não é um clube qualquer, tem um passado de glória construído pelos seus heróis.

Um herói é aquele que reúne em si os atributos necessários para superar de forma excepcional um determinado problema de dimensão épica (in Wikipédia).

Quando a nossa jornada chega ao fim, uns são recordados como Heróis pelos seus feitos em prol do clube – Morais e Damas são dois grandes exemplos do nosso clube.

E agora, mais do que nunca, o Sporting precisa de heróis para se levantar e superar as dificuldades. Não precisa de passeios ao Canadá (espero que não sejam pagos com o dinheiro do Sporting), festas de camisa aberta ou entrevistas a menosprezar o momento que o clube vive. Pede-se atitude, garra, devoção, objectividade, concentração e coerência. E acima de tudo exige-se ambição no discurso e nas acções.

Na esperança de novos heróis, recordo os que já são eternos.

Fica o famoso vídeo do feito heróico – o cantinho de morais.

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A decisão de não renovar o contrato com Carlos Carvalhal não deixou ninguém surpreendido, mas o timming do comunicado à CMVM não deixa de ser inoportuno por o Sporting ainda ter uma “mão cheia” de jogos pela frente no objectivo (colocado pelo presidente José Eduardo Bettencourt) de assegurar o quarto lugar no campeonato.

Carvalhal não é o melhor treinador do mundo, nem se esperava que o fosse. Mas também  não é o pior. E pessoalmente, penso que Carvalhal fez o trabalho possível perante as condições que teve para trabalhar: um plantel curto e desequilibrado, chegou a meio da época e herdou um grupo de trabalho “destruído” por um início de época desastroso, teve de lidar com casos graves como o de Sá Pinto e o de Izmailov, pouco tempo para implementar rotinas de jogo numa equipa que tinha quatro anos de um esquema de jogo totalmente diferente, contínuas lesões, falta de protecção interna e externa, etc. O cenário parece-me realmente duro para qualquer treinador e só um nome inquestionável poderia sair imaculado desta situação. Ainda assim, Carvalhal mostrou um profissionalismo exemplar e uma capacidade de aguentar e ultrapassar momentos e situações que, provavelmente, outro treinador não teria a resistência psicológica para o fazer.

Não quero defender a continuidade de Carvalhal nem aplaudir a sua saída. Quero deixar claro a minha admiração por um treinador que merecia mais respeito por parte do Sporting.

Um treinador que não é apresentado em conferência de imprensa, que vê o seu presidente “chorar” pelo seu antecessor, que é enxovalhado na imprensa sem que o Sporting saia em sua defesa, que tem um contracto de 6 meses sem que lhe seja claro as possibilidades da sua continuidade e que vê ser comunicada a sua não continuidade através de um comunicado (o mais correcto seria o próprio Carvalhal fazer esse comunicado numa conferência de imprensa, de preferência no final do último jogo do campeonato) é um treinador que não foi tratado com o respeito que merecia. E isso deixa-me triste e preocupado.

Uma instituição como o Sporting Clube de Portugal deve sempre tratar com dignidade e respeito os seus colaboradores. Por uma questão de bom nome e de ética profissional. Acho totalmente descabido que um treinador que tenha um discurso e uma postura profissional e exemplar no desempenho das suas funções seja tratado da forma como Carlos Carvalhal tem sido pela estrutura directiva do Sporting. Não está em causa as suas capacidades de treinador (que os responsáveis têm o direito e o dever de ajuizar sobre as mesmas), mas sim o respeito e a conduta que uma organização deve ter sobre quem sempre fez o seu melhor em prol do Sporting.

Existe um património humano em todas as organizações que tem valor, e se queremos ser respeitados temos de respeitar. Preocupa-me que o Sporting Clube de Portugal não tenha procedido da melhor maneira para com um profissional do clube e o tenha instrumentalizado desta forma. A grandeza de um clube vê-se dentro e fora de campo. Este tipo de conduta não contribui em nada na valorização e dignificação do meu clube.

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A época do Sporting acabou, mas nem por isso o clube deixa de ser notícia. Infelizmente pelas piores razões. O caso que envolve Izmailov, Costinha e o departamento médico é o espelho de que o Sporting é como um vulcão, que mesmo estando estável pode entrar em erupção em qualquer momento.

Tudo parecia estar bem em Alvalade, as exibições eram convincentes, a esperança numa final de época estável e capaz de salvar a honra do clube parecia ser uma realidade inabalável graças ao bom trabalho que Carlos Carvalhal vinha a fazer. No entanto, o caso referido vem, de novo, expor a fragilidade da estrutura do Sporting ao nível das relações internas e externas.

As fugas de informação e a má gestão da comunicação do clube – no timming, na forma e no conteúdo, são um dos grandes problemas que o Sporting tem de resolver para a próxima temporada. Esta época fica marcada, não só pelo mau desempenho desportivo, mas pelo discurso incoerente, e por vezes descabido, do presidente José Eduardo Bettencourt, pelo uso de linguagem pouco cuidada dos responsáveis leoninos, pela incapacidade de transmitir qual o projecto e o rumo delineado para o clube. Resumindo, o Sporting sofre de um problema crónico ao nível da comunicação.

Este problema, se não for resolvido rapidamente, pode colocar em causa o projecto e estrutura do clube. É necessário alguém com a capacidade e formação para gerir estes assuntos. A contratação prioritária para o Sporting 2010/2011 é um director de comunicação. 

PS: Uma palavra para Costinha que parece determinado em impor uma nova cultura do clube. No entanto, todas as fases de transição são susceptíveis de turbulência e se “o Ministro” não se fizer rodear de alguém que seja capaz de alinhar essa nova realidade com a percepção existente pode estar a colocar em causa a sua imagem e o sucesso da sua passagem por Alvalade.

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Como adepto e sócio do Sporting Clube de Portugal, sempre me fez muita confusão que um clube que tenha a sua actividade principal na prática desportiva, tivesse da parte dos seus responsáveis um discurso digno de uma banca de investimento ou qualquer outra entidade bancária. Quando um clube passa o tempo a falar em investimentos, acções, activos e passivos em vez de desporto, algo está errado. 

O adepto Sportinguista, desde o projecto Roquete, ouve com atenção, como um paciente que ouve o médico fazer-lhe o diagnóstico, os especialistas em gestão que se apresentam como os únicos que podem gerir salvar o Sporting no mundo do futebol moderno e financeiro. Afinal de contas, eles são os especialistas na matéria e “nós” não percebemos nada destas andanças. 

O medo de um novo Jorge Gonçalves ainda está presente na memória leonina e os estragos da gestão de Vale e Azevedo nos nossos rivais é uma realidade inquestionável. Sempre que o leigo adepto, que não percebe nada do mundo financeiro, vê os iluminados gestores de Alvalade invocarem o “papão que vai destruir o Sporting” a emoção sobrepõem-se à razão. Ao bom estilo americano de G.W.Bush com a luta ao terrorismo (engraçado que até o termo terrorismo já foi usado para os lados de Alvalade), invoca-se um inimigo comum do qual o Sporting tem de se unir e proteger. 

Esta estratégia do “inimigo comum” não é nova e tem sido usada em campanhas políticas desde sempre, é bastante funcional e normalmente usa o medo para convencer o público.  Veja-se este anúncio da campanha de Reagan para a presidência dos Estado Unidos da América, em 1980.

Mas deixemos a questão o inimigo comum de parte. Uma pergunta surge com normalidade: a gestão que tem sido feita por os grandes gestores do nosso clube deve ser exemplar, certo? 

Uma vista de olhos sobre os relatórios e contas do Sporting revela exactamente o contrário. O gráfico seguinte demonstra os resultados financeiros do Sporting desde a linha de gestão que tem sido seguida de à 12 anos para cá (excepção à temporada de 2004/2005 que a venda da R&C provocou um lucro de 65M, mas que não incluí no gráfico por ter criado uma situação anormal e artificial para as contas do clube – o que  me interessa é analisar a actividade corrente sem a perca de património).

 

Analisemos rapidamente o gráfico e numa linguagem perfeitamente perceptível para qualquer leigo nesta matéria. Os resultados operacionais têm sido quase sempre negativos e os resultados líquidos acompanham os resultados operacionais. Com isto percebe-se que o problema do Sporting não é da existência de passivo, mas de uma actividade operacional deficitária que provoca o aumento da dívida.Destaque para dois períodos do gráfico: a) de 2003/2004 a 2005/2006 o esforço da gestão de Dias da Cunha em diminuir os custos salariais; a, b) 2006/2007 o lucro relativo à venda de Nani (25M) fez com que os resultados fossem positivos.

 Estes dados são factuais, contam do relatório & contas do Sporting Clube de Portugal (facilmente consultados no site da CMVM) e parece-me inegável que em 10 anos sob a alçada da gestão de especialistas o Sporting acumulou um prejuízo de 100 Milhões de Euros.  

Não sei em que escola tiraram o curso, mas parece-me que se ainda lá andassem, com resultados destes, Bettencourt, Soares Franco, Dias da Cunha e Roquette certamente estariam chumbados.

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