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Posts Tagged ‘Kuyt’

Vice-campeã do Mundo em 1974 e 1978, a Holanda costuma ter selecções de alto nível nos mundiais mas, por vezes, acaba por desiludir nas fases finais. Um exemplo foi o Itália 90, em que depois de ser campeã da Europa e tendo jogadores como Gullit, Rijkaard e Van Basten não venceu um único jogo. Ainda assim, os adeptos da Laranja Mecânica acreditam que desta vez, na África do Sul, será a vez da Holanda. Com uma equipa com jogadores como Robben, Sneijder, Van der Vaart e Van Persie, a turma holandesa tem condições de fazer um excelente mundial e, quiçá, alcançar uma posição entre as quatro melhores equipas do mundo. No entanto, para que não se repitam as desilusões do passado, há que pensar jogo a jogo e, como tal, primeiro há que eliminar Dinamarca, Japão e Camarões.

A Qualificação

O grupo não era particularmente difícil, mas a campanha holandesa no grupo 9 da zona europeia de qualificação foi impressionante. A Laranja Mecânica, que defrontou Noruega, Escócia, Macedónia e Islândia, venceu todos os jogos, marcou 17 golos e sofreu apenas dois.

Apesar da relativa facilidade do agrupamento, vencer na Noruega (1-0) ou na Escócia (1-0) nunca é fácil e só prova o enorme poderio da equipa holandesa, que terminou o Grupo 9 com uma vantagem de catorze pontos sobre a Noruega (2º).

Assim sendo, foi sem dar hipóteses aos seus adversários que a Holanda se qualificou para o Mundial 2010.

Grupo 9 – Classificação

  1. Holanda 24 pts
  2. Noruega 10 pts
  3. Escócia 10 pts
  4. Macedónia 7 pts
  5. Islândia 5 pts

O que vale a selecção holandesa?

A equipa holandesa é, do meio campo para frente, provavelmente das melhores selecções presentes no campeonato do mundo, mas, por outro lado, a defesa, sem ser má, é apenas mediana, com alguns veteranos já em fase descendente da carreira (Van Bronckhorst e Ooijer) e outros com pouca experiência internacional (Van der Wiel).

O seleccionador Van Marwijk deverá jogar com o guarda-redes: Stekelenburg, que não sendo espectacular, também não compromete e um quarteto defensivo com Van Bronckhorst à esquerda, Van der Wiel à direita e a dupla de centrais: Ooijer-Mathijsen. O lateral direito é muito ofensivo e, assim, a presença do experiente Van Bronckhort, na esquerda, é muito importante para equilibrar o esquema da selecção holandesa. Depois, a dupla de centrais, composta por dois trintões, ganha em experiência e em posicionamento táctico, mas, principalmente no caso de Ooijer, poderá ter alguns problemas com avançados velozes e fortes no um contra um.

Por outro lado, o meio campo é um sonho para qualquer amante de futebol. O experiente Van Bommel deverá ser o trinco e a seu lado jogará Van der Vaart como médio centro, ou seja, com maior liberdade ofensiva e com capacidade para fazer a ligação com o nº10, o fantástico jogador do Inter, Wesley Sneijder. Depois, nas alas, deverão aparecer Robben (à esquerda) e Van Persie (à direita). Dois alas que tanto procuram a linha como fazem diagonais para o centro para procurarem uma tabelinha ou um remate de longe.

Por fim, no ataque, deverá jogar sozinho o atacante do Liverpool: Kuyt. Curiosamente, este jogador costuma jogar como ala no clube inglês e, assim, mais que um ponta de lança fixo, vai ser um elemento muito móvel que trocará várias vezes de posição tanto com os alas como com o próprio Sneijder, confundindo as marcações e permitindo à Holanda fazer o seu tão famoso futebol total.

Em suma, e apesar da defesa holandesa não estar ao nível do meio campo e do ataque, é bem provável que, num grupo com a Dinamarca, Japão e Camarões, a Holanda termine facilmente no primeiro lugar.

O Onze Base

A Holanda deverá apresentar um esquema: 4-2-3-1 com Stekelenburg (Ajax) na baliza; Um quarteto defensivo com Van Bronckhorst (Feyenoord), Ooijer (PSV), Mathijsen (Hamburgo) e Van der Wiel (Ajax); Um meio campo com o duplo pivot: Van Bommel (Bayern)/Van der Vaart (Real Madrid), os alas: Robben (Bayern)/Van Persie (Arsenal) e o médio ofensivo: Sneijder (Inter); E, no ataque, jogará o muito móvel Dirk Kuyt (Liverpool).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Tendo em conta que tem um conjunto superior a qualquer dos seus adversários, é provável que a Holanda vença sem dificuldade o Grupo E do Mundial 2010. Ainda assim, a Laranja Mecânica deve encarar os seus oponentes com respeito e dar tudo de si, pois, grandes selecções holandesas fracassaram no passado com equipas tão boas ou melhores que esta.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Holanda vs Dinamarca
  • 19 de Junho: Holanda vs Japão
  • 24 de Junho: Holanda vs Camarões

 

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Costuma-se dizer que sempre que os treinadores portugueses inventam numa deslocação ao estrangeiro dão-se mal. Ontem, Jesus quis fazer alterações ao esquema defensivo das águias e a sorte voltou a não sorrir a uma equipa lusa.

Jesus optou por um esquema defensivo com David Luiz sobre a esquerda, Amorim sobre a direita, deixando o centro a Luisão e Sidnei. Júlio César foi a habitual escolha (em jogos europeus) para a baliza.

Curiosamente, tendo em conta o resultado final, o Benfica até entrou muito bem. Trocando a bola no meio campo inglês e, até, parecendo que o Liverpool estava totalmente manietado pelos encarnados. Puro engano.

Aos 27 minutos, num lance em que Júlio César demonstrou inexperiência extrema, Kuyt, na sequência de um canto, fez, de cabeça, o primeiro golo para os “reds”.

A partir daqui o Liverpool ficou em vantagem na eliminatória e passou, também, a controlar o jogo. Assim sendo, sete minutos depois, num lance rápido de contra-ataque, Lucas apareceu isolado perante o guarda-redes encarnado, contornou-o e fez, sem dificuldades, o 2-0.

O intervalo chegou e pensou-se que podia fazer bem ao Benfica, todavia, o início da segunda metade não trouxe grandes melhorias. As águias continuavam pouco objectivas e percebia-se que o Liverpool tinha o jogo totalmente controlado. Depois, aos 59 minutos, para piorar o panorama do jogo, Torres concluiu uma bonita jogada de contra-ataque e fez o 3-0, um resultado que deixava o jogo muito complicado para o Benfica.

Ainda assim, os encarnados reagiram e, dez minutos depois, Cardozo, num livre directo reduziu para 3-1, deixando a qualificação dos encarnados dependente de um segundo golo. Esse tento até podia ter surgido, novamente por Cardozo e novamente na transformação de um livre directo, todavia, a bola passou ligeiramente ao lado da baliza de Reina.

Foi, porém, o canto do cisne dos encarnados. Torres fez, aos 82 minutos, o quarto golo dos “reds” e acabou com o jogo, que se arrastou (de forma penosa para os benfiquistas) até final.

No cômputo geral, tratou-se de uma vitória justa do Liverpool, que foi extremamente eficaz, diante de um Benfica que esteve vários furos abaixo do que sabe fazer. Boa arbitragem.

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