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Posts Tagged ‘La Liga’

Manquillo poderá ser o sucessor de Maxi

Manquillo poderá ser o sucessor de Maxi na Luz

Apontado hoje pelo jornal “A Bola”, juntamente com Mayke e Mário Fernandes, como possível alvo do Benfica para o lado direito da defesa, Javier Manquillo é um futebolista que poderia claramente ser um interessante sucessor de Maxi Pereira, ainda que com características algo diferentes do internacional uruguaio.

Nascido a 5 de Maio de 1994 em Madrid, Espanha, Javier Manquillo Gaitán começou a sua carreira nas camadas jovens do Real Madrid, ainda que, aos 13 anos, tenha rumado ao arqui-rival Atlético de Madrid, emblema onde acabou o seu percurso juvenil.

Poucas oportunidades no “Atleti”

Na transição para o futebol sénior, o lateral-direito teve naturais dificuldades em afirmar-se na equipa principal do Atlético de Madrid, tendo somado apenas 17 jogos entre 2011/12 e 2013/14, ainda que tenha “compensado” com mais 42 jogos pela equipa B “colchonera”.

Nesse seguimento, foi com naturalidade que o internacional sub-21 espanhol acabou por mudar de ares no último Verão, rumando por empréstimo de duas temporadas ao Liverpool, histórico clube inglês onde encontrou mais espaço, ou não tivesse somado 20 encontros, ainda que pouco tenha jogado desde Janeiro.

Mais defesa do que lateral

Comecei por dizer que Javier Manquillo era uma interessante opção para o lado direito da defesa do Benfica, mas também ressalvei que era bem diferente de Maxi Pereira e isso deve-se ao facto do internacional sub-21 espanhol ser muito mais um defesa do que aquilo que chamamos agora de “lateral moderno”.

Afinal, o foco do jovem de 21 anos não está em dar grande profundidade ofensiva ao seu flanco, mas, essencialmente, em defender a sua posição, sendo que Manquillo se destaca pelo inteligente e superior posicionamento, qualidade no desarme e antecipação, e eficácia no jogo aéreo.

Com bom pulmão e alguma força física, o jogador ainda contratualmente ligado ao Atlético de Madrid arrisca-se pouco em missões ofensivas, preferindo quase sempre libertar-se rapidamente da bola e deixar o processo ofensivo para um colega mais habilitado para tal. Será, aliás, aí que o jovem espanhol terá de evoluir mais, até porque um clube com o Benfica exigirá sempre um lateral-direito com um mínimo de apetência atacante.


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Ablanedo na selecção de Espanha

Produto da Escola de futebol de Mareo, ou seja, a famosa “cantera” do Sporting Gijón, Juan Carlos Ablanedo foi uma das lendas dessa clube asturiano, apenas não tendo maior impacto na selecção espanhola, pois coabitou com outro guarda-redes de excepção: Andoni Zubizarreta. Entre 1983 e 1999 disputou cerca de 400 jogos pelo Sporting Gijón, mesmo tendo sofrido lesões graves que o obrigaram a ficar no estaleiro durante toda a época de 1991/92 e a só fazer duas partidas na sua última temporada. Ainda assim, lesões e Zubizarreta à parte, Ablanedo estará sempre no coração dos adeptos asturianos que, tendo em conta os seus magníficos reflexos, lhe colocaram a carinhosa alcunha de “Gato.”

Toda a carreira no Sporting Gijón

Juan Carlos Ablanedo nasceu a 2 de Setembro de 1963 em Mieres, Astúrias, tendo actuado toda a sua carreira no Sporting Gijón, clube pelo qual disputou cerca de 400 jogos oficiais.

Após boas exibições no clube secundário do Sporting Gijón, a relutância de Vujadin Boskov em apostar num guarda-redes de 1,77 metros levou-o a uma utilização muito intermitente nos primeiros tempos, ainda que tudo tenha mudado com a chegada de José Manuel Díaz Novoa.

Apesar da longa carreira, o guarda-redes nunca conquistou qualquer título ao serviço do Sporting Gijón, ainda que apenas tenha jogado uma época fora do primeiro escalão: a última (1998/99).

Individualmente, ao invés, o guarda-redes espanhol foi sempre muito reconhecido em Espanha, tendo conquistado o Troféu Zamora (título para o melhor guarda-redes numa de terminada temporada) por três vezes.

Apenas quatro internacionalizações mas dois mundiais

Surgindo na mesma altura que apareceu Andoni Zubizarreta, Ablanedo não teve muitas hipóteses de actuar com a camisola da selecção espanhola, somando apenas quatro internacionalizações.

Ainda assim, esteve presente nos campeonatos do Mundo do México (86) e Itália (90) como guarda-redes de reserva. Contudo, em ambas as provas, não disputou qualquer partida.

Assim sendo, o seu melhor momento nas selecções espanholas surgiu ainda no escalão de sub-21, quando foi peça importante na conquista do campeonato da Europa de 1986, pois defendeu três dos quatro penaltis apontados pelos italianos no desempate por castigos máximos que decidiu a final.

Sofreu com as alterações às regras do jogo

Elástico, rápido e muito decidido nas saídas, tanto aos cruzamentos como aos pés dos adversários, Ablanedo tinha, porém, uma lacuna muito grande, pois era muito fraco no jogo de pés.

Esse defeito haveria de lhe prejudicar e muito os últimos anos da sua carreira, pois com o impedimento de se agarrar o esférico após um atraso com os pés, essa lacuna tornou-se mais visível e recorrente durante os desafios.

Apesar de tudo, isso não foi suficiente para que o asturiano deixasse de ser a lenda viva que, por certo, ainda deixa imensas saudades aos adeptos do Sporting Gijón.

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Marius Lăcătuş com a camisola do Steaua

O grande símbolo futebolístico do Steaua de Bucareste  foi um avançado alto e esguio que serpenteava por entre os adversários e que dava pelo nome de Marius Lăcătuş. Um dos jogadores romenos mais credenciados das décadas de 80 e 90, somou 357 jogos e marcou 98 golos no campeonato da Roménia com a camisola do Steaua, o clube da sua vida, e no qual apenas não actuou durante cinco anos da sua carreira desportiva. Jogador de técnica refinada e de drible em corrida, fez com que o perfume do seu futebol se tornasse na imagem fiel do estilo de jogo romeno, sendo que os adeptos, ainda hoje, ecoam muitas vezes o seu nome no Arena Nationala.

Produto das escolas do FC Brasov, ajudou o Steaua a conquistar uma Taça dos Campeões

Marius Mihai Lăcătuş nasceu a 5 de Abril de 1964 em Brasov, Roménia, tendo iniciado a sua carreira nas camadas jovens do clube local, o FC Brasov.

No clube da Transilvânia, haveria de se estrear profissionalmente em 1981, tendo efectuado 45 jogos (5 golos) até se transferir para o Steaua de Bucareste em 1983. No gigante da capital romena, haveria de permanecer até 1990, fazendo 200 jogos (59 golos) e ajudando o Steaua a conquistar cinco campeonatos romenos, três taças da Roménia e, acima de tudo, uma Taça dos Campeões em 1985/86, vencida nas grandes penalidades diante do super-favorito Barcelona.

Sem grande impacto em Itália e Espanha

Em 1990/91, no rescaldo do Mundial 90, o avançado mudou-se de armas e bagagens para Itália, onde foi representar a Fiorentina. Todavia, após uma temporada apenas mediana ao serviço do clube de Florença, Marius Lăcătuş, transferiu-se para o Oviedo, onde haveria de permanecer durante duas épocas.

No clube asturiano, o internacional romeno foi utilizado em 51 jogos do campeonato espanhol, tendo marcado sete golos, mas nunca justificou o estatuto de estrela com que chegou ao país vizinho.

Regressou a Roménia para voltar a brilhar com intensidade

Em 1993/94, com 29 anos, Marius Lăcătuş regressou ao futebol romeno e ao seu Steaua Bucareste, na esperança de recuperar o brilho da sua carreira, algo perdido nos três anos em que andou pelo estrangeiro.

No clube da capital romena, o avançado voltou a não defraudar as expectativas dos adeptos do Steaua, tendo somado mais 157 jogos (39 golos) até 2000, altura em que deixou o histórico emblema. Nesse período, o internacional romeno conquistou mais cinco campeonatos da Roménia, três taças da Roménia e três supertaças locais.

Em 2000, ainda se transferiu para o National Bucareste, mas tratou-se duma curta experiência, pois o atacante retirou-se passado apenas 12 jogos pelo modesto emblema da capital romena.

Presente em dois campeonatos do Mundo e um campeonato da Europa

Marius Lăcătuş esteve presente nos Mundiais de 1990 e 1998, provas onde a equipa romena atingiu os oitavos de final da prova, estando ainda presente no Euro 96, competição onde a Roménia foi menos feliz, pois não passou sequer da primeira fase.

Internacional por 84 ocasiões (13 golos), o atacante actuou na selecção romena entre 1984 e 1998, sendo que nas grandes competições que a Roménia disputou nesse período, a lenda do Steaua apenas falhou o Euro 84 e o Mundial 94, assumindo-se, assim, como um dos melhores jogadores da sua geração.

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A Liga ZON Sagres foi considerada a 4ª melhor do Mundo

Numa altura em que a proibição da publicidade da Bwin pode levantar sérios problemas nas finanças dos clubes portugueses e, inclusivamente, pode por em causa a existência de provas como a Taça da Liga, importa lembrar que o futebol cá do burgo é das poucas indústrias de sucesso e exportáveis que nós temos.

Segundo o ranking da Federação Internacional da História e Estatística do Futebol (IFFHS) apenas três campeonatos superaram a liga portuguesa no ano passado: Espanha, Inglaterra e Brasil, sendo que a nossa liga encontra-se à frente de provas como a Bundesliga, Série A ou Ligue 1.

Obviamente, que estatísticas valem o que valem e que apenas o mais optimista analista poderá ver a Liga Zon Sagres como uma competição superior à principal prova da Alemanha ou de Itália, todavia, é de louvar o que é feito cá no burgo, principalmente tendo em conta a diferença de meios existentes entre os maiores clubes portugueses e, inclusivamente, clubes médios de Itália, Espanha e Inglaterra.

Desde há quase duas décadas para cá, muitas vezes fizeram o “funeral” à competitividade do futebol português, tendo os “profetas da desgraça” começado por dizer que não resistiríamos à Lei Bosman e depois ao incremento de dinheiro existente em campeonatos outrora menos abastados como o russo, ucraniano ou turco.

Apesar de tudo, a liga portuguesa foi resistindo, continuando a fazer excelentes resultados lá fora, sendo que desde o ano 2000, já conquistamos uma Liga dos Campeões, duas taças UEFA/Liga Europa e assistimos à presença de três diferentes equipas portuguesas em finais e cinco em meias-finais de provas reguladas pela UEFA.

Conseguimos isso tudo com meios muito inferiores aos principais campeonatos europeus, sendo curiosa a reacção do treinador do Valência quando Jorge Jesus lhe confidenciou qual era o orçamento do Benfica, incomparavelmente inferior ao clube “ché”, mas atingindo resultados muito superiores ao do clube da Comunidade Valenciana. Também acredito, sinceramente, que os treinadores de Celtic, Sevilha, Liverpool e até Dínamo Kiev corariam de vergonha quando soubessem quais eram os meios financeiros da equipa portuguesa que os eliminou na Liga dos Campeões/Liga Europa da temporada transacta.

Este sucesso desportivo, faz com que o nosso principal campeonato atraia bons valores internacionais, contando-se inúmeros talentos de bom renome a jogarem na nossa liga, situação que, todavia, devia ser melhor aproveitada, como fonte de exportação da nossa Liga para outros países. De facto, a quantidade de sul-americanos de grande qualidade que existe em Portugal, exigia que a Liga fosse mais incisiva na promoção do nosso campeonato na América do Sul, apoiando-se no sucesso dos nossos clubes portugueses na UEFA, mas, também, na atractividade que será para um sul-americano ver jogadores consagrados como Aimar, Garay, Elias, Hulk, Luisão ou Matías, assim como as estrelas de amanhã como James, Carrillo ou Danilo.

Por outro lado, a nossa liga continua com laços afectivos bem profundos com as nossas antigas colónias em África, que continuam a seguir apaixonadamente o nosso futebol como se o deles se tratasse. Ali é outro ponto em que devemos apostar, nomeadamente na ascendente Angola, mas sem esquecer todos os outros países lusófonos que seguem o Benfica, FC Porto, Sporting e outros clubes nacionais com uma paixão indescritível.

Devíamos apresentar a nossa liga como um campeonato do presente, mas também uma competição que poderá mostrar o que podem ser os futuros craques. Devíamos relembrar que foi daqui que saíram grandes talentos internacionais como Cristiano Ronaldo, Nani, Di María ou Pepe.

Contudo, continuamos demasiado embrulhados em pequenas guerrinhas e “fait-divers” como as mensagens presentes no corredor dos balneários de Alvalade, para nos debruçarmos numa realidade que nos escapa a cada dia e que passa pelo facto do nosso campeonato e do nosso futebol ainda ser das poucas coisas que devíamos potenciar no exterior como um produto de enorme qualidade e de orgulho português. Infelizmente, como em quase tudo na vida, temo que só nos vamos aperceber verdadeiramente deste facto demasiado tarde…

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Keita foi um fenómeno do Mali

Foi garantidamente o melhor jogador maliano de sempre, figurando, também, entre os melhores executantes que África já ofereceu ao Mundo do futebol. O estilo gingão e por vezes excessivamente individualista era sempre perdoado, pois o avançado rapidamente oferecia rasgos individuais assombrosos e golos de outro Mundo, o que deixava todos os adeptos num misto de espanto e perplexidade. Aos 29 anos, perto do final da carreira, viajou até Alvalade, onde durante três épocas maravilhou os sportinguistas e os portugueses em geral com o perfume do seu futebol, garantindo, com todo o merecimento, um lugar importante na história do Sporting Clube de Portugal.

Chegou ao Saint-Etienne com 20 anos

Salif Keïta Traoré nasceu a 8 de Dezembro de 1946 em Bamako, Mali, tendo chegado a França com 20 anos, após quatro épocas a actuar no seu país natal em clubes como o Stade Malien e o Real Bamako.

Em terras gaulesas, o seu destino foi o Saint-Etienne, onde permaneceu entre 1967 e 1972, sagrando-se tri-campeão francês (1968 a 1970) e vencedor da Taça de França em 1967/68 e 1969/70. Em “Les Verts”, o avançado maliano marcou 125 golos em 149 jogos, destacando-se a época de 1970/71, onde o ponta de lança marcou 41 golos no campeonato gaulês.

Saiu de França por não querer assumir nacionalidade gaulesa

No Verão de 1972, Salif Keita trocou o St. Etienne pelo Marselha, onde actuou durante a temporada de 1972/73, marcando 10 golos em 18 partidas. No final da época, os responsáveis do clube do sul de França pretendiam que o atacante se naturalizasse francês, todavia, o maliano rejeitou e preferiu abandonar o Marselha no final da temporada.

Além de abandonar Marselha, Keita também abandonou França, transferindo-se para os espanhóis do Valência. Na chegada ao clube “ché”, o atacante maliano foi brindado com manchetes algo racistas, pois um jornal espanhol brindou-o com o seguinte título: “El Valencia va a por alemanes y vuelve con un negro”, ou seja, “O Valência tenta ir comprar germânicos e volta com um negro.”

Apesar disso, o internacional pelo Mali haveria de permanecer três temporadas em Valência, sendo sempre adorado pelos adeptos valencianos e recebendo, inclusivamente, a alcunha de “Pérola Negra.” No período em que actuou em Espanha, Keita apontou 23 golos em 74 jogos, todavia, sempre se queixou que jogou fora da posição natural, o que o impediu de números ainda mais “gordos.”

Keita com a camisola do Sporting

Chegou ao Sporting ainda a tempo de maravilhar tudo e todos

Depois da experiência no futebol espanhol, Keita viajou ainda mais a oeste, transferindo-se para Lisboa e para o Sporting Clube de Portugal. No clube verde-e-branco, o atacante maliano haveria de permanecer entre 1976 e 1979, tendo a ingrata missão de esquecer Yazalde.

Por um lado, cedo se percebeu que o africano não tinha a mesma capacidade goleadora do argentino, todavia, todos ficaram maravilhados com a capacidade técnica e genialidade do internacional pelo Mali. De facto, nas três temporadas que esteve em Alvalade, Keita marcou aquilo que Yazalde costumava fazer numa época (32 golos), todavia, a classe e o perfume do seu futebol jamais serão esquecidos pelos adeptos sportinguistas, mesmo que, nesse período, Salif Keita só tenha conseguido conquistar uma Taça de Portugal.

Em 1979, após abandonar o Sporting, o atacante maliano transferiu-se para o campeonato norte-americano, onde terminou a carreira ao serviço do New England Tea Men, marcando 17 golos em 39 desafios.

Vice-campeão africano pelo Mali

Salif Keita foi internacional maliano entre 1963 e 1972, marcando 11 golos em 13 internacionalizações. Nesse percurso, o seu momento mais alto foi o vice-campeonato africano de 1972, quando o Mali chegou à final após empates com o Togo (3-3), Quénia (1-1) e Camarões (1-1) na fase de grupos e novo empate diante do Zaire (agora República Democrática do Congo) a um golo nas meias-finais.

Nesse desafio diante do Zaire, a equipa maliana teve a sorte de superar o seu adversário nas grandes penalidades (4-3), mas teve o azar de perder Salif Keita, por lesão, para o jogo decisivo com a República do Congo. Nessa final, sem a sua grande estrela, o Mali haveria de perder por 3-2, privando o país e a sua pérola negra de um grande título internacional…

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Botía é um craque do Sporting Gijón

No Sporting de Gijón actua um defesa-central espanhol muito promissor e que foi criado na famosa cantera do FC Barcelona, refiro-me a Alberto Botía.

Nascido a 27 de Janeiro de 1989 em Múrcia, Espanha, Alberto Tomás Botía Rabasco é um produto das escolas do Barcelona, clube para onde se transferiu em 2003, após ter representado as camadas jovens do Beniel e do Múrcia.

No clube catalão, estreou-se ao serviço da equipa secundária em 2006, tendo estado no Barcelona B entre 2006 e 2009 e efectuando 59 jogos (3 golos) nesse período. Nessa mesma altura, Botía também actuou pela equipa principal do Barça, mas apenas por uma vez no último jogo da Liga Espanhola de 2008/09, tendo, nessa altura, substituído Gerard Piqué.

No Sporting de Gijón desde 2009

Em 2009/10, o defesa-central foi emprestado ao Sporting Gijón, onde efectuou uma época de bom nível, terminando a temporada com 27 jogos realizados e ajudando o clube asturiano a permanecer na primeira divisão espanhola.

Na temporada seguinte, o Sporting Gijón decidiu avançar para a contratação definitiva do internacional sub-21 espanhol e este não desiludiu quem apostou nele, efectuando 28 jogos (1 golo) e sendo peça importante na equipa asturiana que garantiu um tranquilo décimo lugar na Liga Espanhola.

Esta época, o jogador que se sagrou campeão da Europa de sub-21 por Espanha (vitória 2-0 diante da Suíça na final), soma oito jogos ao serviço de um Sporting Gijón que se encontra na última posição da tabela classificativa.

Defesa-central seguro e promissor

Alberto Botía é um defesa-central que demonstra um posicionamento e uma movimentação muito inteligente dentro do terreno de jogo, sendo muito forte na antecipação ao adversário.

Com 1,89 metros, trata-se de um jogador muito poderoso no jogo aéreo, ainda que em termos ofensivos não seja assim tão forte, pois raramente marca golos.

Rápido e forte no desarme, trata-se de um defesa-central que tanto pode actuar numa posição mais fixa, ao lado de um jogador mais móvel num 4x4x2, como no centro ou num dos lados num esquema que use três centrais, seja o 5x3x2 ou o 3x5x2.

Acima de tudo, aos 22 anos, trata-se de um jogador muito promissor e que importa descobrirem num dos próximos jogos da equipa asturiana na Liga Espanhola.

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Elias é internacional canarinho

O reforço mais caro da história do Sporting Clube de Portugal é um médio-centro internacional brasileiro de grande pulmão e boa qualidade técnica que, a espaços, faz lembrar o ex-jogador do Benfica, Ramires. Falo, obviamente, de Elias.

Nascido a 16 de Maio de 1985 em São Paulo, Brasil, Elias Mendes Trindade fez todo o seu percurso como jogador juvenil no Palmeiras, ainda que nunca tenha envergado a camisola do clube paulista como sénior.

Após abandonar o Palmeiras, iniciou a sua carreira profissional em 2005, no Náutico, tendo passado depois pelo São Bento, Juventus (São Paulo) e Ponte Preta. As boas exibições realizadas, nomeadamente no Ponte Preta onde foi vice-campeão paulista em 2008, valeram-lhe a transferência para o Corinthians.

O novo reforço leonino deixou saudades no Timão

Um ídolo da torcida no Corinthians

Elias permaneceu no Timão entre 2008 e o final de 2010, tendo realizado 160 jogos (58 golos) pelo clube paulista e sendo visto como um dos grandes ídolos dos exigentes adeptos do gigante brasileiro. No Corinthians, o internacional brasileiro ajudou o clube a regressar à primeira divisão logo em 2008, e foi peça fundamental nas conquistas do campeonato paulista e da Taça do Brasil no ano de 2009.

Essa ascensão meteórica ao serviço do Timão, valeu a Elias a chegada a internacional brasileiro e, também, uma transferência para o Atlético de Madrid a meio da temporada 2010/11. Contudo, no clube madrileno, Elias nunca confirmou na totalidade o que demonstrou ao serviço do Corinthians, transferindo-se neste defeso para o Sporting por 8,8 milhões de euros.

Elias já é sócio do Sporting

Um guerreiro com boa técnica

Elias é um médio-centro de enorme pulmão, daqueles que não param um segundo em constantes transições defesa/ataque e ataque/defesa e actua sempre no limite das suas forças.

Rápido, inteligente em termos tácticos e com boa técnica, é ideal para funcionar como elemento mais ofensivo de um duplo-pivot, ainda que também funcione muito bem como interior-direito ou mesmo médio-direito.

Com uma boa meia-distância e aparecendo muitas vezes em zona de tiro, é jogador para ajudar a resolver os problemas de finalização do Sporting, até porque o internacional brasileiro costuma terminar as temporadas com uma excelente média de golos.

Em suma, um reforço muito caro, mas que, pelas suas características, poderá ser bastante útil para a equipa leonina nesta temporada de 2011/12.

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O futebol joga-se em todo o Mundo e é muito mais que os grandes clubes dos principais campeonatos que estamos habituados a ver, dia após dia, num qualquer canal televisivo de desporto. Para além da Premier League, da Serie A, da Bundesliga ou da Liga Espanhola e, mesmo de campeonatos médios como a Ligue 1, Eredivisie ou mesmo a nossa Superliga, existe uma panóplia de clubes e campeonatos que existem e merecem ser referenciados. De facto, o futebol não se esgota no topo e, valha a verdade, os gigantes do desporto rei apenas existem porque existe todo um futebol de base que os suporta. Assim sendo, hoje faleremos da base das bases do futebol, ou seja, de uma equipa de um país que se encontra no último lugar do Ranking UEFA: Tre Fiori de São Marino.

Clube com mais campeonatos de São Marino

O Società Polisportiva Tre Fiori foi fundado em 1985 e é o clube que mais vezes conquistou o principal e único escalão do futebol são-marinense, tendo vencido o Campionato Sammarinese di Calcio por sete ocasiões. Este campeonato é disputado de forma curiosa, pois as quinze equipas que existem em São Marino são colocados em dois grupos (girones em italiano), sendo que os primeiros três de cada grupo passam a uma fase final, disputada em eliminatórias até se chegar à grande final que designará o campeão são-marinense de futebol.

Para além dos sete campeonatos nacionais conquistados, o Tre Fiori também conseguiu conquistar seis Copa Titano, ou seja, a Taça de São Marino e três troféus da Federação (uma competição que junta os finalistas do playoff do campeonato nacional e da Taça de São Marino).

Nunca passou uma ronda europeia, mas detém o recorde de golos numa eliminatória da UEFA

O Tre Fiori participou por duas ocasiões nas competições europeias, curiosamente, nas duas últimas edições da Liga dos Campeões. Em 2009/10, numa 1ª pré-eliminatória diante da também frágil equipa andorrana do Sant Júlia, acabou eliminado no desempate por grandes penalidades após dois empates a uma bola.

Na temporada que agora findou, disputou a mesma ronda, mas o adversário era bem mais forte, pois tratava-se da equipa montenegrina do Rudar Pljevlja. Nessa eliminatória, o Tre Fiori não teve qualquer hipóteses, perdendo ambas as partidas (0-3 e 1-4).

Ainda assim, apesar dos fracos resultados, o Tre Fiori é a equipa de São Marino que mais golos marcou numa prova europeia, ou seja, três tentos.

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Milan Stepanov no FC Porto

No Verão de 2007 chegava ao FC Porto um promissor defesa-central sérvio de quem se esperava muito, Milan Stepanov. Oriundo do Trabzonspor, onde era considerado uma das principais figuras, vinha referenciado como um central rápido, muito forte no jogo aéreo e bastante competente nos duelos individuais junto à relva, contudo, depois de ter começado por garantir a titularidade no clube azul-e-branco, acabou por ficar definitivamente marcado por um péssimo jogo em Liverpool, onde os dragões perderam por quatro bolas a uma e Stepanov foi um dos pincipais culpados. De facto, após essa fraquíssima exibição, o internacional sérvio nunca mais foi visto com bons olhos no FC Porto, acabando por sair dos dragões, sem honra nem glória, no final da temporada 2008/09.

Produto das escolas do Vojvodina

Milan Stepanov nasceu a 2 de Abril de 1983 em Novi Sad, Sérvia, tendo iniciado a sua carreira futebolística no Vojvodina da sua cidade natal. Nesse clube sérvio, também haveria de se estrear pela equipa principal em 2000, permanecendo no conjunto mais emblemático de Novi Sad até meio da temporada 2005/06, somando 105 jogos (6 golos).

Depois, no defeso de Inverno dessa época, transferiu-se para o futebol turco e para o Trabzonspor, onde se assumiu como uma figura extremamente importante. No clube de Trabzon, haveria de somar 40 jogos (1 golo) e grandes exibições em época e meia, desperando o interesse de vários clubes europeus.

Estadia no Dragão foi marcada pela má exibição de Liverpool

Apesar do interesse de vários clubes europeus, Stepanov haveria de se transferir para o FC Porto que esperava que o internacional sérvio se tornasse numa das grandes referências de uma defesa recém-órfã de Pepe.

De facto, após passar por um período de adaptação, tudo parecia correr de feição para Stepanov, que começava a garantir a titularidade na equipa azul e branca naquela época de 2007/08.

Contudo, a 28 de Novembro de 2007, num duelo da Liga dos Campeões diante do Liverpool, o internacional sérvio fez uma exibição deplorável, tendo contribuído para um pesado desaire portista por quatro bolas a uma e marcado definitivamente e de forma negativa a sua passagem pelo FC Porto.

Na verdade, a partir daí, o ex-jogador do Trabzonspor pouco mais jogou, sendo que terminou a temporada 2007/08 com 17 jogos realizados e a seguinte com apenas dez, sendo nove deles a contar para a Taça de Portugal ou Taça da Liga.

Empréstimo ao Málaga antes do regresso à Turquia

Em 2009/10, ainda ligado contratualmente ao FC Porto, o defesa-central esteve emprestado ao Málaga, mas apenas fez 13 jogos, tendo, no início da actual temporada, se transferido definitivamente para o Bursaspor.

No regresso ao campeonato turco, Stepanov não tem tido vida fácil para se assumir como titular no actual campeão turco, somando apenas dez partidas desde que se iniciou a época de 2010/11.

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Muniain é a principal coqueluche do futebol basco

Nos quadros do Athletic Bilbau actua um polivalente atacante de apenas 18 anos e que tem tudo para ser um dos grandes jogadores de futuro do futebol espanhol: Iker Muniain.

Nascido a 19 de Dezembro de 1992 em Pamplona, Iker Muniain Goñi começou a sua carreira futebolística no Chantrea, mas, aos doze anos, mudou-se para o Athletic Bilbau, onde permanece até hoje.

Em 2008/09, estreou-se nos séniores ao serviço do Bilbau Athletic (espécie de equipa B dos bascos), clube que voltou a representar na época seguinte, ainda que, nessa temporada, tenha rapidamente passado para a equipa principal do Athletic, tendo terminado 2009/10 com 35 jogos (6 golos) pelos leões de Bilbau.

Na temporada actual, completamente integrado na principal equipa do Athletic, Muniain já soma 20 jogos (2 golos), sendo, claramente, a principal promessa de uma equipa que, como se sabe, apenas utiliza jogadores bascos.

Avançado polivalente

Rápido e dotado de boa técnica, Muniain é um jogador que se adapta perfeitamente a qualquer posição do ataque, sendo que, ainda assim, seja mais indicado para jogar como segundo avançado ou falso extremo, ou seja, daqueles que surgem encostados à linha, apenas para ganharem espaço para fazerem venenosas diagonais para o centro. Muito móvel e elástico, troca facilmente as voltas aos adversários, sendo um grande desequilibrador no ataque dos leões da capital basca.

Neste momento, com apenas 18 anos e já com duas épocas de primeira equipa do Athletic Bilbau, trata-se de uma das grandes promessas do futebol espanhol, merecendo, claramente, a atenção de todos os amantes do futebol.

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