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Posts Tagged ‘Larissa’

A passagem de Portugal por terras islandesas para efectuar um jogo de apuramento para o campeonato da Europa de 2012, tornou, bastante interessante e actual, recordar o maior clube daquele país nórdico, o KR Reykjavik. O clube mais antigo da Islândia foi fundado em 1899 e, durante dez anos, foi o único clube da ilha forçando, assim, o primeiro campeonato nacional a só ser disputado em 1912, ganho, sem surpresa, pelo próprio KR. Desde a data do primeiro sucesso, o clube que veste “à Newcastle United” já venceu 24 campeonatos, 11 taças da Islândia e 4 Taças da Liga.

Equipamento “à Newcastle United” foi resultado de promessa

O equipamento do KR (camisola listada branca e preta e calção preto), que é exactamente igual ao do Newcastle United, surgiu de uma promessa feita pelos próprios responsáveis do clube de Reykjavik, que disseram, após conquistarem o primeiro campeonato, que iriam vestir o equipamento do clube inglês que ganhasse o título naquela época, fosse qual fosse. Calhou vencer o Newcastle e, assim, o KR veste, até hoje, o branco e negro dos “magpies”.

Laugardalsvollur, estádio do KR (1958-84)

Primeiras décadas foram épocas de grande sucesso

Entre 1912, data do primeiro campeonato, e 1968, o KR conquistou 20 campeonatos da Islândia, tornando-se, claramente, no grande dominador do futebol local. Nesse período, o clube esteve sempre na vanguarda das conquistas, pois ganhou o primeiro campeonato disputado (1912), ganhou o primeiro campeonato quando o futebol islândes foi dividido, pela primeira vez, em duas divisões (1955), ganhou o primeiro campeonato quando este foi disputado pela primeira vez a duas voltas (1959) e ganhou a primeira edição da Taça da Islândia (1960).

Eidur Gudjohnsen jogou no KR em 1998

Trinta e um anos de seca e penúria

Após conquistar o título em 1968, o KR fez uma travessia no deserto que o levou a ficar 31 anos sem conquistar o título nacional, pois apenas quebrou o enguiço em 1999. Durante esse período, a equipa pareceu estar a caminhar para ser um clube de menos impacto no futebol islandês, sendo que só a meio da década de noventa se assistiu a alguma retoma, com as conquistas da Taça da Islândia em 1994 e 1995 (o KR não conquistava a taça desde 1967).

No entanto, conquistando a dobradinha em 1999, o KR como que renasceu e, assim, até aos dias de hoje, conquistou mais três campeonatos, uma Taça da Islândia e três taças da Liga, provando que o seu estatuto de maior clube islandês de sempre não é uma coisa do passado

Fãs do Larissa não foram felizes na Islândia

UEFA de estreias e sucesso recente

O KR foi o primeiro clube a disputar uma competição europeia (a Taça dos Campeões), corria o ano de 1964. Nesse ano, defrontou o também estreante Liverpool e acabou copiosamente eliminado com um agregado de 1-11 (0-5 e 1-6).

Ainda assim, depois de muitos anos a ser sempre eliminado na primeira ronda que disputava, o clube islandês começou, em tempos mais recentes, a conseguir algumas eliminações surpreendentes, com o a do Dínamo Bucareste (1997/98) e Larissa (2009/10), provando que os tempos em que o futebol islandês apenas fazia papel de corpo presente começam a dissipar-se.

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A primeira e única presença dos eslovenos num campeonato do mundo não deixou boas memórias ao pequeno país da ex-Jugoslávia. No Mundial 2002, integrado num grupo com Espanha, África do Sul e Paraguai, a Eslovénia perdeu todas as partidas e regressou a casa sem honra nem glória. Oito anos depois, os eslovenos regressam a um campeonato do mundo após terem surpreendido a poderosa Rússia no playoff de apuramento. As expectativas não são muito grandes, pois a Eslovénia não tem uma equipa muito forte, mas, ainda assim, têm uma grande motivação. Afinal, fazer melhor do que fez no Mundial 2002 não parece ser tarefa difícil…

A Qualificação

Integrados no Grupo 3 da zona europeia de qualificação com República Checa, Eslováquia, Irlanda do Norte, Polónia e São Marino, previam-se dificuldades para os eslovenos.

Contudo, beneficiando da enorme quebra das selecções da Polónia e da Rep. Checa, os eslovenos acabaram por conseguir discutir o primeiro lugar com a outra grande surpresa do grupo, a Eslováquia. Chegados à última jornada a dois pontos dos eslovacos, mas com vantagem no confronto directo, bastava-lhes vencer São Marino e esperar que a Polónia não perdesse, em casa, com a Eslováquia.

Contudo, os eslovacos venceram por uma bola a zero e empurraram a Eslovénia para o segundo lugar e um difícil playoff de apuramento com a fortíssima selecção russa.

Nesse duelo decisivo, os russos eram favoritos e, no primeiro jogo, a Rússia chegou ao 2-0 com um bis de Bilyaletdinov. A jogar em casa, a equipa russa continuou a carregar na busca do terceiro golo e da morte precoce da eliminatória. Todavia, aos 88 minutos, contra a corrente do jogo, Pecnik, médio do Nacional, fez o 2-1, que deu esperanças aos eslovenos para o jogo da segunda mão.

Na partida decisiva, em Maribor, a Eslovénia acabou por ser mais feliz e, graças a um golo de Dedic em cima do intervalo, venceu 1-0 a Rússia e apurou-se para o campeonato do mundo.

Grupo 3 – Classificação

  1. Eslováquia 22 pts
  2. Eslovénia 20 pts
  3. Rep. Checa 16 pts
  4. Irlanda do Norte 15 pts
  5. Polónia 11 pts
  6. São Marino 0 pts

Playoff

Rússia 2-1 Eslovénia / Eslovénia 1-0 Rússia

O que vale a selecção eslovena?

A equipa eslovena não tem grandes individualidades e vale essencialmente pelo colectivo. Trata-se de uma equipa mediana que dificilmente se apurará no Grupo C do Mundial 2010.

A defesa é provavelmente o sector mais forte da equipa da ex-Jugoslávia. A Eslovénia apenas sofreu seis golos na fase de qualificação e isso é a prova da sua boa qualidade defensiva. Neste sector, temos de destacar os laterais Jokic e Brecko que defendem muito bem, mas também são competentes a atacar e, também, uma dupla de centrais que revela segurança e entendimento quase perfeito: Suler/Cesar.

No meio-campo, os eslovenos têm, talvez, o sector mais frágil da equipa. Normalmente jogam com o trinco do Larissa: Radosavljevic e o médio box to box: Koren. Depois, na ala esquerda aparece o jogador do Auxerre: Birsa e, na direita, o médio do Wisla: Kirm. Aqui o único destaque vai para o jogador do Auxerre, um atleta criativo e que cria desequilíbrios com facilidade.

Por fim, na frente, os eslovenos costumam jogar com a dupla: Dedic e Novakovic. São dois avançados que se completam, sendo Novakovic um puro homem de área e Dedic um jogador que actua como avançado de suporte. Esta dupla não é brilhante, mas é bastante competente, não sendo aconselhável dar um milímetro de espaço a Novakovic, pois este, quando aparece uma boa oportunidade, raramente perdoa. No banco, os eslovenos contam ainda com um jogador imaginativo que pode substituir Dedic, quando o treinador optar por um 4-2-3-1, o médio ofensivo do Nacional: Pecnik.

Apesar da competência e do espírito de equipa, a equipa eslovena não aparenta ter condições para surpreender a Inglaterra e, até, os Estados Unidos, restando-lhe tentar vencer a Argélia.

O Onze Base

A equipa da Eslovénia costuma actuar num 4-4-2 clássico com Samir Handanovic (Udinese) na baliza; Um quarteto defensivo com Jokic (Chievo), à esquerda, Brecko (Colónia), à direita, ficando Suler (Gent) e Cesar (Grenoble) no centro; Depois, Radosavljevic (Larissa) é o trinco, Koren (WBA) é o box to box, surgindo Birsa (Auxerre) como ala esquerdo e Kirm (Wisla Cracóvia) como ala direito; Por fim, o ataque é composto pelo avançado de suporte: Dedic (Bochum) e o finalizador: Novakovic (Colónia).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Teoricamente, os eslovenos devem terminar o Grupo C na terceira posição, pois são (muito) inferiores aos ingleses, ligeiramente inferiores aos norte-americanos e superiores aos argelinos. Todavia, se conseguirem demonstrar uma grande disciplina táctica e tiverem um pouco de sorte, poderão, inclusivamente surpreender os americanos e apurarem-se para os oitavos de final.

Calendário – Grupo B (Mundial 2010)

  • 13 de Junho: Eslovénia vs Argélia
  • 18 de Junho: Eslovénia vs EUA
  • 23 de Junho: Eslovénia vs Inglaterra

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A AS Roma venceu o Inter no Olímpico de Roma e colocou-se a apenas um ponto da equipa de Mourinho na Liga Italiana. A equipa interista continua, assim, a demonstrar não estar a passar um grande momento de forma; Em Espanha, Real Madrid e Barça continuam colados na liderança. Os madrilenos venceram, em casa, o Atl. Madrid por três bolas a duas, enquanto os catalães venceram, fora, o Maiorca (1-0); Na Premier League, o Manchester United goleou em Bolton (4-0) e continua com um ponto de vantagem sobre o Chelsea que esmagou, em casa, o Aston Villa (7-1).

Liga Italiana – AS Roma vence Inter e coloca Série A ao rubro

O Inter deslocou-se ao Olímpico de Roma com quatro pontos de vantagem sobre os romanos e esperava, pelo menos, manter a diferença. Infelizmente para a equipa de Mourinho o jogo não lhes correu da melhor forma e acabaram derrotados (1-2) num jogo repleto de brindes e em que Lúcio não esteve particularmente bem. De Rossi (16′) abriu o activo para a Roma; Milito (66′) ainda empatou, mas Luca Toni (73′) deu a vitória à equipa da capital. Por outro lado, o Milan podia ficar igualmente a um ponto do Inter caso vencesse a Lázio, em casa. Todavia, a equipa de Leonardo acabou por empatar (1-1) e ficou, assim, em terceiro a três pontos do Internazionale.

Liga Espanhola – Real Madrid e Barça não vacilam

O derbi de Madrid era muito mais importante para o Real que para o Atlético. Ainda assim, esperava-se que os comandados de Quique Flores proporcionassem uma noite difícil à equipa de Cristiano Ronaldo e assim foi. Aos 10 minutos, Reyes colocou mesmo o Atlético em vantagem e pensou-se que pudesse ser a primeira vitória da equipa de Simão sobre o Real em onze anos. Porém, o Real Madrid soube dar a volta e passou de 0-1 para 3-1 com golos de Xabi Alonso, Arbeloa e Higuaín. Fórlan ainda reduziu, mas não conseguiu impedir a derrota do Atl. Madrid (2-3). Por outro lado, em Maiorca, o Barça sofreu, mas Ibrahimovic resolveu, marcando o único golo da vitória do Barça (1-0). Madrilenos e catalães continuam, assim, colados na liderança da La Liga.

Liga Inglesa – Manchester United e Chelsea goleam

As duas equipas da frente da Premier League não deram qualquer hipótese aos seus adversários nos jogos da Jornada 32. O líder Manchester United deslocou-se a Bolton e venceu por quatro bolas a zero, enquanto o Chelsea, inspirado por um poker de Lampard, venceu, em casa, o Aston Villa por sete bolas a uma. Assim sendo, o Manchester United continua a liderar o campeonato com mais um ponto que o Chelsea (2º) e quatro que o Arsenal (3º), que, em Birmingham, não foi além de um empate a uma bola.

Liga Alemã – Estugarda vence em Munique e Schalke 04 é novo líder

O Schalke 04 venceu em Leverkusen (2-0) e beneficiou do desaire caseiro do Bayern diante do Estugarda (1-2) para se colocar na liderança da Bundesliga. O agora líder do campeonato alemão beneficiou do grande momento de forma do internacional alemão Kuranyi que bisou. Assim sendo, o Schalke 04 tem agora mais dois pontos que o Bayern (2º) e cinco que o Leverkusen (3º).

Outras Ligas – Bordéus continua líder da Ligue 1 mesmo sem jogar

Na Ligue 1, Montpellier perdeu (1-4) em Lille e o Auxerre empatou em Monaco (0-0). Assim sendo, o Bordéus, que tem menos dois jogos, continua na liderança com os mesmos pontos de Montpellier e Auxerre; Na Holanda, o Twente ganhou três a zero ao Sparta de Roterdão e continua com mais quatro pontos que o Ajax (venceu o Groningen por 3-0) e cinco que o PSV (venceu em Venlo por 4-2); Na Grécia o PAOK perdeu em Larissa (1-2) e ficou definitivamente afastado do título. O campeonato grego deverá, assim, ser ganho pelo Panathinaikos que venceu, fora, o Atromitos (3-0) e, a duas jornadas do fim, está a um empate do título.

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Na Grécia todos conhecemos os três grandes clubes de Atenas (Olympiakos, Panathinaikos e AEK), mas o futebol helénico não se esgota neles. Apesar de os clubes atenienses terem vencido 67 dos 79 campeonatos gregos, existem outros clubes que merecem a nossa atenção como o Larissa.
O AEL 1964 ou AE Larissa é um clube sediado na cidade de Larissa e é o único clube fora das cidades de Atenas e Salónica a vencer um campeonato grego.
Este clube foi formado em 1964 como AE Larissa, mas teve de mudar a sua designação para AEL 1964 devido a diversos problemas económicos que culminaram na bancarrota. O Larissa, que resultou da fusão de quatro pequenos clubes, teve como ponto alto da sua história a conquista da Liga Grega em 1988.
Todavia, após este triunfo, o clube helénico vendeu grande parte dos seus jogadores chave, entrando num declínio que teve como ponto mais negro a descida à terceira divisão.
Ainda assim, o clube lentamente saiu do poço, festejando, no final de 2004/05, a subida à Alpha Ethniki (1ª Divisão da Grécia). A conquista da Taça em 2006/07 e o 5º lugar no campeonato 2008/09 só provam o renascimento deste clube e a sua colocação como quinta força do futebol grego após Olympiakos, Panathinaikos, AEK e PAOK, provando, assim, que é possível renascer das cinzas.

DADOS DO CLUBE:

Nome completo: PAE Athlitiki Enosi Larissas 1964
Alcunha: Vasilissa tou Kampou (Rainha das Terras Baixas)
Fundação: 1964
Estádio: Alkazar (13108 espectadores)
Equipamento: Camisola, Calção e Meias: Vermelho Tinto
Principais Títulos: Liga Grega (87/88) e Taça da Grécia (84/85 e 06/07)
Presidente: Konstantinos Piladakis
Treinador: Marinos Ouzounidis

Equipa tipo: Viera; Venetidis, Dabizas, Katsiaros e Aarab; Metin, Kyriakidis, Iglesias e Romeu; Ricardo Jesus e Simic

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