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O poder físico de Ciani impressiona

O poder físico de Ciani impressiona

Um dos mais recentes reforços confirmados do Sporting foi o internacional francês Michäel Ciani, defesa-central que, nas últimas três temporadas, representou a Lazio de Roma, acabando agora por abandonar os italianos rumo a Alvalade, e a custo zero.

Trata-se de um futebolista nascido a 6 de Abril de 1984 em Clichy-sous-Bois, França, e que passou pelas camadas jovens do US Colombes e do Racing Paris, tendo sido precisamente neste emblema da capital gaulesa que se estreou profissionalmente, em 2001/02.

Em 2003/04, Ciani teve a sua primeira experiência no estrangeiro, ao serviço dos belgas do Charleroi, ainda que essa aventura tenha durado apenas uma época, com o defesa-central a somar 17 jogos (um golo) e a regressar no Verão seguinte ao seu país, para representar o Auxerre, ainda que apenas tenha actuado pela equipa de reservas desse emblema.

A explosão no Lorient

O momento de viragem na carreira de Michäel Ciani deu-se em 2005/06, quando o defesa-central transferiu-se para o Sedan, do segundo escalão do seu país, e assumiu-se como titular indiscutível, somando 37 jogos (três golos) e garantindo uma transferência para o Lorient no final da campanha.

Aí, finalmente a actuar na Ligue 1, o possante atleta não sentiu minimamente o peso do salto, assumindo-se imediatamente como a referência defensiva do clube bretão nas três épocas seguintes, somando 100 jogos (cinco golos) e abrindo espaço para novo salto na carreira, desta feita para o Bordéus, em 2009/10.

No Bordéus, fez três temporadas excelentes, somando um total de 105 jogos e 10 golos, e chegando inclusivamente à selecção francesa, onde actuou por apenas um jogo, diante da Espanha (0-2), em 2010.

Perdeu gás na Lazio

Ora, perante essa ascensão, clubes de outros países acabaram por ficar atentos a Ciani, futebolista que acabaria por transferir-se para a Lazio, já com a temporada de 2012/13 a decorrer.

Na Série A, todavia, o internacional francês jamais conseguiu a relevância dos tempos do Lorient e Bordéus, ainda que tenha conseguido somar 72 jogos oficiais e dois golos pela Lazio, em números que também foram prejudicados por uma grave lesão contraída na temporada transacta e que curiosamente até ajudou a motivar a contratação de Maurício por parte dos romanos.

Assim sendo, acabou por não surpreender que a Lazio não tenha renovado contrato com Michäel Ciani, abrindo espaço para que o experiente defesa-central pudesse rumar ao Sporting a custo zero neste Verão, isto com o intuito de ser provavelmente o líder da defesa leonina em 2015/16.

Um central imponente

Michäel Ciani é um defesa-central que, em linguagem popular, poderá ser chamado de “armário”, uma vez que mede 1,92 metros e pesa 89 quilos, algo que lhe permite ser fortíssimo pelo ar (defensiva e ofensivamente) e intratável nos duelos individuais corpo a corpo, onde é muito complicado de ser batido.

Muito experiente, o internacional francês conseguiu, com o passar das temporadas, evoluir bastante em termos posicionais, algo que lhe permite lidar melhor com a sua falta de explosão, lacuna que o torna pouco fiável quando confrontado com atacantes que tenham grande velocidade no arranque.

Já em termos técnicos, o internacional francês está longe de ser particularmente dotado, ainda que também não seja excessivamente fraco nesse aspecto, conseguindo cumprir nos capítulos mais elementares. Ainda assim, em termos de início da construção ofensiva, não será o jogador mais indicado para a função.

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O primeiro adversário do Sport Lisboa e Benfica na sua caminhada para a fase de grupos da Liga dos Campeões é o maior clube turco a actuar fora de Istambul, o Trabzonspor. Ofuscado pela grandeza dos três gigantes da cidade que faz a fronteira entre a Europa e a Ásia, o clube de Trabzon, cidade nas margens do Mar Negro, é um dos históricos da Turquia, tendo conquistado seis campeonatos, oito taças e oito supertaças. Para além disso, participou inúmeras vezes nas competições da UEFA, tendo como melhor registo a participação nos oitavos de final da Taça UEFA em 1991/92 (eliminado pelos dinamarqueses do FC Copenhaga) e 1994/95 (eliminado pelos italianos da Lázio).

O Hüseyin Avni Aker é o Estádio do Trabzonspor

Quem é o Trabzonspor?

O Trabzonspor foi fundado em 1967 por fusão de dois clubes de Trabzon, o Idmangücü e o Idmanogagi. Esta união foi forçada pela Federação turca que, na altura, procurava criar uma Liga de futebol mais competitiva.

A Tempestade do Mar Negro (alcunha do clube) permaneceu na segunda divisão até à época 1973/74 quando venceu o campeonato secundário e foi promovido à primeira divisão turca.

A partir desse momento, o Trabzonspor viveu o momento mais alto da sua história, pois entre 1975 e 1984 foi campeão turco por seis vezes e, quando não venceu o campeonato, acabou na segunda posição. Foi uma época gloriosa em que a equipa teve jogadores do calibre de Senal Günes e Turgay Semircioglu e em que também conquistou três taças da Turquia.

Todavia, desde 1984, o Trabzonspor decaiu de rendimento e nunca mais voltou a ser campeão. Ainda assim, venceu cinco taças da Turquia e jogou inúmeras vezes nas competições europeias, mantendo-se como um dos quatro gigantes do campeonato turco. Na última temporada, o clube do Mar Negro esteve muito perto de conquistar o título nacional, mas perdeu-o no confronto directo com o Fenerbahçe (3-2 e 0-2) após ambas as equipas terem terminado o campeonato turco com 82 pontos.

Como joga?

A equipa do Trabzonspor é um conjunto tipicamente turco, ou seja, denota uma qualidade técnica razoável e é muito aguerrido, disputando cada bola como se a sua vida dependesse disso.

Em termos tácticos, a Tempestade do Mar Negro costuma alternar entre o 4x4x2 e o 4x3x3, sendo que normalmente é do meio-campo para a frente que se verificam mais alterações no onze.

Apesar de terem perdido jogadores muito importantes como o brasileiro Jajá Coelho e o internacional turco Umut Bulut, a equipa de Trabzon continua com um conjunto bastante forte, conseguindo ainda se reforçar com excelentes jogadores como o médio-ofensivo Halil Altintop, o trinco marfinense Didier Zokora e o avançado brasileiro Paulo Henrique.

No último jogo particular, o Trabzonspor empatou (1-1) com o Charleroi e apresentou a seguinte equipa: Bora; Celustka, Mustafa (Sezer, 79m), Aykut e Ferhat (Piotr Brozek, 46m); Mehmet Cakir, Colman (Zokora, 46m), Baris (Glowacki, 46m) e Sercan (Serkan, 46m); Pawel Brozek (Paulo Henrique, 46m) e Halil Altintop (Adrian, 68m).

Zokora com a camisola da Costa do Marfim

Quem é que o Benfica deve ter debaixo de olho? – Didier Zokora

O reforço mais sonante do vice-campeão da Turquia para esta temporada é claramente o médio-centro marfinense ex-Sevilha: Didier Zokora.

Nascido a 14 de Dezembro de 1980 em Abidjan, Costa do Marfim, Alain Didier Zokora-Déguy iniciou a sua carreira no Mimosas do seu país natal, tendo chegado ao campeonato belga e ao Genk em 1999. No Racing Genk permaneceu até 2004, tendo inclusivamente ganho o campeonato da Bélgica em 2001/02.

Após essa primeira experiência no futebol europeu, Zokora haveria de jogar duas épocas no St. Étienne, três no Tottenham e duas no Sevilha, tendo-se assumido sempre como uma peça fulcral em todos esses importantes clubes do Velho Continente até chegar, esta temporada, ao Trabzonspor.

Neste momento, com 30 anos, Zokora é um médio-centro muito experiente e de perfil defensivo, caracterizando-se pela raça e inteligência posicional que pautam o seu jogo. Importantíssimo nos equilíbrios defensivos da sua equipa, é um jogador apenas mediano em termos técnicos, arriscando pouco em termos de passe ou de drible e raramente festejando um golo.

Ainda assim, a sua função dentro de campo é mais destrutiva que construtiva e, assim, as suas limitações técnicas são pouco importantes para o principal objectivo do internacional marfinense dentro das quatro linhas que passa por equilibrar a sua equipa e contrariar os criativos do adversário.

No último jogo oficial com uma equipa turca (Galatasaray) o Benfica perdeu (0-2)

As hipóteses do Benfica

Apesar do Trabzonspor ser um adversário com qualidade, tenho a certeza que, em comparação com a equipa portuguesa, está uns bons furos abaixo em termos de qualidade colectiva e individual.

No entanto, não nos podemos esquecer que no último desafio que o Benfica fez com uma equipa turca a contar para as provas da UEFA (Taça UEFA 2008/09), saiu derrotado pelo Galatasaray (0-2), em pleno Estádio da Luz.

Assim sendo, o Benfica terá de encarar o desafio com profissionalismo e o seu sector recuado terá de estar mais próximo daquele que os encarnados esperam e anseiam para 2011/12, de forma a que não tenha dificuldades em superar este obstáculo turco e siga para o último degrau até à fase de grupos da “Champions League”.

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André Carrillo é uma grande promessa do futebol peruano

Uma das grandes promessas do futebol peruano e sul-americano é um médio-ofensivo/avançado de suporte do Alianza Lima e de que se fala que pode reforçar o Sporting Clube de Portugal: André Carrillo.

Nascido a 14 de Junho de 1991 em Lima, Peru, e começou a sua carreira futebolística no modesto Esther Grande, que representou até ao ano de 2007. Depois, transferiu-se para o Alianza Lima, onde terminou o seu percurso como jogador juvenil e se estreou no futebol sénior a 5 de Dezembro de 2009 numa igualdade (2-2) com o Club Deportivo Universidad César Vallejo.

Desde essa data, André Carrillo já efectuou 16 jogos (3 golos) pelo Alianza Lima e tornou-se numa das figuras da selecção sub-20 do Peru, sendo, neste momento, pretendido por vários clubes europeus como o FC Groningen, Lázio e Sporting.

Velocidade, mobilidade e técnica são predicados do peruano

André Carrillo é um elemento muito veloz, possuindo uma evoluída técnica individual e uma excelente mobilidade. Para além disso, trata-se de um jogador com elevado poder de desmarcação e frieza na hora de atirar à baliza.

Polivalente, tanto pode jogar como “dez” como segundo avançado, sendo que as suas características aconselhem que jogue na posição “dez” num 4x2x3x1 e como avançado de suporte em qualquer variante do 4x4x2.

Neste momento, com apenas 20 anos, trata-se de um elemento de enorme talento individual e que, por certo, seria uma excelente adição ao plantel 2011/12 do Sporting.

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Mexès parece criticar Totti pelo seu mau início de época

Como tiffosi fervoroso da Roma, já devia estar habituado a um comportamento estranho e muitas vezes incompreensível por parte da equipa romana, uma reviravolta cliché que não deixa de ser saborosa e comemorada efusivamente, mas deixa-me a questionar ” Porque é que isto está sempre a acontecer?”.

A Roma, nos últimos anos, começa o campeonato mal, mas, depois, num súbito despertar, as vitórias surgem e por consequente, acaba a Serie A quase sempre nos lugares de topo, ameaçando até à ultima o poderio do Inter de Milão.

Este ano, não tem sido excepção, derrotas atrás de derrotas marcaram o início da Roma, deixando-a nos últimos lugares da tabela, mas, no tal “súbito despertar” as vitórias começaram só agora a surgir e nos últimos 6 jogos, só por uma vez, a giallorossa sentiu o sabor da derrota.

Nesta temporada, é com muita tristeza que afirmo sem qualquer complexo, que a culpa da atitude derrotista é somente dos jogadores romanos! Ora vejamos, Francesco Totti, já no fim da carreira,  comporta-se de maneira inadmissível dentro de campo, ganhar ou perder um lance para ele é irrelevante, pois, não se vê garra, nem ambição num jogador que é aclamado como sendo um dos maiores símbolos do clube. Para não falar, das birras quando é substituído, na demonstração do mau carácter  contra o adversário, prejudicando claramente a equipa e os seus colegas de profissão.

Hoje, contra a Lazio e sem Totti em campo, vi uma Roma unida, forte e sem birras, no final, o resultado esteve à vista, dois golos, um de Mirko Vucinic, outro de Marco Borriello deram mais uma vitória num derby italiano sempre especial.

Outro jogador, que eu aponto como culpado, é Adriano, claramente foi uma má aposta por parte dos dirigentes romanos, o brasileiro está longe de outros tempos, pois, a droga, o álcool e as mulheres continuam a ser os companheiros predilectos de um Imperador sem honra, nem glória. Por um lado, ainda bem que aconteceu a continuação do declínio de Adriano, visto que a bela surpresa da época tem sido Marco Borriello, um avançado de garra, humilde, que não dá nenhum lance como perdido e que tem relevado um faro apurado para o golo, sendo até agora o goleador máximo da equipa.

” Lazio VS Roma “

Claramente, a Lazio era considerada como a favorita para o derby da cidade eterna, mas, a Roma provou que nos derbies quem manda é a Loba e quem marca é Mirko Vucinic, pois, nos últimos anos, o avançado montenegrino tem conseguido bater as redes de Muslera.

A Roma dominou na primeira parte, e teve algumas boas oportunidades para inaugurar o marcador, numa defesa da Lazio que revelou uma estranha amabilidade em deixar que os avançados romanos pudessem trocar a bola e rematar com perigo.

A Lazio, líder da Serie A, acusou a pressão e no início da segunda parte, viu-se em desvantagem num penalty bem assinalado cobrado por Marco Borriello, a castigar uma mão do defesa da lazio. Após, o golo da Roma, a Lázio reagiu e poderia ter chegado ao empate por diversas ocasiões e digamos que teria sido justo, visto que a equipa romana acabou por defender o resultado e abdicou de atacar, numa atitude que é normal observar em Itália.

No final do encontro, Júlio Baptista foi derrubado na área de Muslera, ao qual prontamente, o árbitro assinalou o segundo penalty do jogo, que Mirko Vucinic converteu e dedicou ao seu filho Alex.

A Roma, sobretudo pelo que fez na primeira parte mereceu ganhar e sem dúvida, que será a alavanca que os jogadores e Ranieri precisavam para continuarem na senda das vitórias.

De referir, que Lichtsteiner, lateral direito da Lázio revelou ser um jogador interessante, com bons pormenores e conseguiu sempre superiorizar-se ao norueguês Riise.

Do lado romano, Greco, poderá ser o candidato a substituto de Totti, visto que o jovem de 24 anos, assumiu-se como o criativo e revelou uma maturidade que me deixou bastante impressionado. Continuarei, atentamente a seguir a evolução deste pequeno romano.

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Os helvéticos já participaram em oito campeonatos do mundo, todavia, nunca passaram dos quartos de final e, a última vez que alcançaram essa fase da prova, foi há 56 anos (1954). Nas últimas duas participações (1994 e 2006), a selecção suíça cumpriu com os serviços mínimos, passando a fase de grupos e caindo, logo a seguir, nos oitavos de final. Agora, na África do Sul, com uma selecção mediana e num agrupamento com espanhóis, chilenos e hondurenhos, a dúvida é se conseguem voltar a cumprir os serviços mínimos (oitavos de final), ou se, ao invés, não passam da primeira fase da prova.

A Qualificação

Inseridos num grupo acessível com Grécia, Letónia, Israel, Luxemburgo e Moldávia, os suíços começaram muito mal a fase de apuramento com um empate em Israel (2-2) e, bem pior, com uma derrota caseira com o Luxemburgo (1-2).

Temeu-se o pior, mas os helvéticos, até final da fase de qualificação, estiveram bem melhor e apenas concederam dois empates (Letónia, fora, 2-2 e Israel, casa, 0-0), vencendo todas as restantes partidas.

Nesse percurso vitorioso, temos de destacar a dupla vitória diante da selecção helénica (2-0 e 2-1), decisiva para alcançarem o primeiro lugar do Grupo 2 e consequente apuramento directo para o Mundial sul-africano.

Grupo 2 – Classificação

  1. Suíça 21 pts
  2. Grécia 20 pts
  3. Letónia 17 pts
  4. Israel 16 pts
  5. Luxemburgo 5 pts
  6. Moldávia 3 pts

O que vale a selecção helvética?

A equipa suíça vale, essencialmente, por ter um colectivo forte e, acima de tudo, muito experiente. Sem grandes estrelas, os helvéticos colocam todas as suas fichas na boa organização táctica e na eficácia.

O sector mais recuado da equipa de Ottmar Hitzfeld é composto por um grande guarda-redes, bem conhecido dos portugueses (Diego Benaglio) e por um quarteto defensivo muito sólido e seguro. Nessa defesa, a dupla de centrais será formada por Senderos e Grichting, dois jogadores que se completam, pois o jogador do Auxerre é muito forte pelo chão e o antigo defesa do Arsenal é poderoso no jogo aéreo. Por outro lado, nas laterais, deverão aparecer Zygler (à esquerda) e Lichtsteiner (à direita), dois defesas que correm o campo todo, defendendo e atacando com a mesma competência.

Depois, num meio campo típico do 4-4-2 clássico, deverão jogar Huggel e Inler como duplo pivot. Neste esquema, Huggel será um trinco puro, muito forte fisicamente e com a capacidade de encostar aos centrais sempre que necessário, enquanto Inler será um box to box, muito criativo, que sabe aparecer com perigo nas zonas mais adiantadas do terreno. Por outro lado, nas alas, deverão jogar Barnetta (à esquerda) e Padalino (à direita), dois jogadores criativos (principalmente Barnetta), mas que sabem defender, dando, assim, muita consistência à equipa helvética.

Por fim, no ataque, deverão jogar os veteranos: Nkufo e Frei. Tratam-se dois elementos bem diferentes, pois Nkufo é um avançado muito forte fisicamente, que desgasta muito os defesas e serve de elemento de referência ofensiva, enquanto Frei, é mais leve e móvel, ainda que se trata de um finalizador nato, que raramente falha no momento de definição. Ainda assim, se Hitzfeld pretender um ataque com dois elementos móveis, pode sempre abdicar de Nkufo e lançar o também veterano jogador do Lucerna: Hakan Yakin.

O Onze Base

A equipa helvética deve apresentar um 4-4-2 clássico com Diego Benaglio (Wolfsburgo) na baliza; Zygler (Sampdória), Senderos (Everton), Grichting (Auxerre) e Lichtsteiner (Lázio) na defesa; Barnetta (Leverkusen), Huggel (Basileia), Inler (Udinese) e Padalino (Sampdória) no meio campo; Nkufo (Twente) e Frei (Basileia) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Num grupo com Espanha, Chile e Honduras, o primeiro lugar estará, desde logo, totalmente de parte, pois salvo um escândalo, esse irá pertencer à pátria de Cervantes. Assim sendo, tendo em conta que as Honduras deverão ficar na última posição, caberá aos suíços disputar o segundo lugar com os chilenos, num duelo que se advinha muito equilibrado e intenso.

Calendário – Grupo H (Mundial 2010)

  • 16 de Junho: Suíça vs Espanha
  • 21 de Junho: Suíça vs Chile
  • 25 de Junho: Suíça vs Honduras

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Esta vai ser a estreia da Sérvia, como país independente, num campeonato do mundo de futebol. Ainda assim, como herdeira natural da antiga selecção jugoslava, podemos dizer que a Sérvia tem uma história rica nos mundiais, pois a Jugoslávia participou em nove certames e conseguiu atingir as meias-finais em duas ocasiões (1930 e 1962). Ainda assim, e porque a última imagem é a que fica, a derradeira presença num campeonato do mundo foi em 2006, como Sérvia e Montenegro, resumindo-se a três jogos, três derrotas e uma viagem rápida para casa. Assim sendo, cabe agora aos sérvios, na África do Sul, tentarem corrigir essa má imagem e arrancarem para um bom Mundial. Num grupo com Austrália, Gana e Alemanha, os eslavos têm boas hipóteses de o fazer.

A Qualificação

Integrada no Grupo 7 da zona europeia de qualificação com França, Roménia, Áustria, Lituânia e Ilhas Faroé, a Sérvia teve um percurso brilhante. A equipa eslava venceu sete jogos, empatou um e perdeu dois, vencendo o agrupamento à frente da vice-campeã mundial, França.

Apesar de terem perdido no campo dos “bleus” (1-2) e na Lituânia (1-2), os sérvios fizeram resultados impressionantes como ganharem duas vezes à Roménia (3-2 e 5-0) e triunfarem no sempre difícil terreno da Áustria (3-1).

Assim sendo, foi de forma brilhante e justa que os sérvios conquistaram o direito em participarem no campeonato do mundo 2010 na África do Sul.

Grupo 7 – Classificação

  1. Sérvia 22 pts
  2. França 21 pts
  3. Áustria 14 pts
  4. Lituânia 12 pts
  5. Roménia 12 pts
  6. Ilhas Faroé 4 pts

O que vale a selecção sérvia?

A equipa sérvia é muito forte e tem qualidade em todos os sectores. A turma de Radomir Antic tem uma mistura muito positiva entre juventude e experiência, pois se, por um lado, apresentam atletas com muitos anos de alta roda do futebol como Stankovic, Pantelic ou Vidic, também apresentam jovens de pouca experiência mas muito talento como Kolarov, Kacar, Radosav Petrovic ou Kuzmanovic.

Na defesa, a equipa conta com um excelente guarda-redes, que não teve muita sorte no Sporting, mas que tem um enorme talento: Stojkovic. Depois, o quarteto defensivo é muito forte com o lateral esquerdo: Kolarov, que diz-se pretendido por Mourinho para o Real Madrid, a excelente dupla de centrais: Vidic-Lukovic e o lateral direito: Ivanovic. Trata-se de uma defesa com uma média de altura muito alta, com centrais quase intransponíveis e com dois laterais que são exímios a defender e que, principalmente no caso de Kolarov, atacam muito bem.

Depois, no meio campo, A equipa deve actuar com um duplo pivot de box to box: Milijas-Stankovic. Estes jogadores são muito importantes no esquema sérvio, pois atacam e defendem com a mesma intensidade, são muito inteligentes tacticamente e dão grande equilíbrio ao onze das águias brancas. Por outro lado, nas alas, devem jogar Jovanovic (na esquerda) e Krasic (na direita). Dois elementos que sabem procurar a linha, mas também fazem bem as diagonais para o centro para procurarem o remate. Nesta situação, Jovanovic é exímio.

Por fim, no ataque, é normal que Radomir Antic use a dupla: Zigic-Pantelic. Um duo que encaixa muito bem, pois Zigic é um atacante muito alto (2,02 metros), que joga fixo na área e é muito difícil de marcar, principalmente nas bolas áreas e Pantelic é um atacante mais móvel e desequilibrador que cai muito nas alas, sem descurar a procura do golo. Depois, a equipa, no banco, tem Lazovic, que pode substituir Zigic, em ocasiões que Antic prefira dois atacantes móveis em vez de um fixo e outro com maior mobilidade.

Assim sendo, com estes jogadores e num grupo com Alemanha, Austrália e Gana, a Sérvia tem boas perspectivas de alcançar a segunda fase.

O Onze Base

Partindo do principio que Radomir Antic irá apresentar um 4-4-2 clássico, a Sérvia deve actuar com Stojkovic (Wigan) na baliza; Um quarteto defensivo com: Kolarov (Lázio), Vidic (Manchester United), Lukovic (Udinese) e Ivanovic (Chelsea); Um meio campo com: Jovanovic (Liverpool), Milijas (Wolverhampton), Stankovic (Inter) e Krasic (CSKA Moscovo); E um ataque com a dupla: Zigic (Valência) e Pantelic (Ajax)

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

O grande problema da Sérvia é a sua instabilidade competitiva, que a leva, muitas vezes, a falhar nos momentos chave, pois em termos de qualidade de jogadores esta equipa está quase ao nível da Alemanha. Se conseguir aliar capacidade táctica à qualidade técnica e se conseguir por todos estes jogadores a funcionar como equipa, a Sérvia tem grandes condições de alcançar o segundo lugar e, até, poderá surpreender a Alemanha no primeiro lugar. No entanto, se falhar nesse pressuposto, pode mesmo terminar abaixo do segundo lugar e voltar mais cedo para casa.

Calendário – Grupo D (Mundial 2010)

  • 13 de Junho: Sérvia vs Gana
  • 18 de Junho: Sérvia vs Alemanha
  • 23 de Junho: Sérvia vs Austrália

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Campeão do Mundo em 1930 e 1950, o Uruguai deixou, à muito, de ser uma potência do futebol mundial. A partir de 1970, a equipa azul celeste apenas participou em quatro mundiais, ficando pela primeira fase em três deles (1974, 86 e 02) e chegando aos oitavos de final na outra ocasião (1990). Esta qualificação para o campeonato do Mundo é um bom exemplo da quebra do futebol azul celeste pois, os uruguaios ficaram em quinto lugar na Zona sul-americana e precisaram de um playoff, sofrido, diante da Costa-Rica (1-0 e 1-1), para garantirem o apuramento para a África do Sul. Ainda assim, a selecção de Óscar Tabarez tem bons valores como Fórlan, Lugano ou Luís Suárez e deverá ter uma palavra a dizer no grupo A. Veremos se os uruguaios aproveitam a oportunidade para voltarem aos tempos de glória ou, ao invés, para prolongarem a depressão dos seus fiéis adeptos.

A Qualificação

Como todas as selecções sul-americanas, o Uruguai teve de disputar a Zona sul-americana de apuramento para o Mundial. Sabendo de antemão que apenas os quatro primeiros se apuravam para a África do Sul e que o quinto teria de disputar um playoff com o quarto classificado da CONCACAF, os uruguaios prepararam-se para um percurso longo e duro.

Ao longo de 18 jornadas, o Uruguai conseguiu alguns resultados interessantes como a vitória na Colômbia (1-0) ou na recepção ao Paraguai (2-0), mas também teve resultados depressivos como ter sido incapaz de vencer a Venezuela (dois empates 1-1 e 2-2) e ter perdido no campo do último Peru (0-1).

Ainda assim, a selecção celeste conseguiu terminar na quinta posição e, assim, apurar-se para o playoff diante do quarto classificado da CONCACAF, a Costa Rica.

Nesse playoff, depois de terem vencido 1-0 na Costa-Rica, acabaram por sofrer bastante em Montvideu, pois, após se terem colocado em vantagem com um golo de “Loco” Abreu, acabaram por sofrer a igualdade e terminaram o jogo em grande sofrimento para segurar a igualdade a uma bola. Ainda assim, a selecção azul celeste conseguiu, de forma sofrida, o apuramento para o Mundial 2010.

Zona sul-americana – Classificação

  1. Brasil 34 pts
  2. Chile 33 pts
  3. Paraguai 33 pts
  4. Argentina 28 pts
  5. Uruguai 24 pts
  6. Equador 23 pts
  7. Colômbia 23 pts
  8. Venezuela 22 pts
  9. Bolívia 15 pts
  10. Peru 13 pts

Playoff

Costa Rica 0-1 Uruguai / Uruguai 1-1 Costa Rica

O que vale a selecção uruguaia?

A equipa azul-celeste tem uma das melhores duplas de ataque do campeonato do mundo: Fórlan (Atl. Madrid) e Luís Suárez (Ajax) e o resto da equipa é competente, com destaque para os alas Maxi Pereira (Benfica) e Álvaro Pereira (FC Porto).

No entanto, o principal problema do Uruguai encontra-se no miolo do terreno, pois, se em termos de meio campo defensivo, Diego Pérez (Mónaco)  e Gargano (Nápoles) cumprem, o médio ofensivo Eguren (AIK) não passa de um trinco adaptado e não consegue criar os desiquilibrios necessários na construção ofensiva.

Assim sendo, a equipa deverá optar, no Mundial, por um esquema em 3-5-2, priveligiando a segurança defensiva e o jogo pelas alas. Para além disso, deverá apostar na mobilidade de Luis Suarez, que terá, muitas vezes, de recuar no terreno e disfarçar a ausência de um verdadeiro número 10.

Num grupo forte com duas selecções fortes (França e México) e a selecção anfitriã (África do Sul), os uruguaios não terão a vida facilitada.

O Onze Base

A equipa uruguai deverá jogar com Muslera (Lázio) na baliza e um trio de centrais composto por Cáceres (Juventus), Lugano (Fenerbahçe) e Godín (Villarreal); Depois, no meio campo, deverão jogar dois trincos: Gargano (Nápoles) e Diego Pérez (Mónaco), dois alas: Álvaro Pereira (FC Porto) e Maxi Pereira (Benfica) e um box to box: Eguren (AIK); Por fim, no ataque será entregue à dupla temível: Diego Fórlan (Atl. Madrid) e Luís Suárez (Ajax).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Num grupo em que a França é a grande candidata ao primeiro lugar e a selecção sul-africana a grande candidata ao último posto, os uruguaios deverão disputar com o México o segundo lugar e consequente apuramento para os oitavos de final. Apesar de se prever um duelo equilibrado, a selecção azteca é ligeiramente favorita.

Calendário – Grupo A (Mundial 2010)

  • 11 de Junho: Uruguai vs França
  • 16 de Junho: Uruguai vs África do Sul
  • 22 de Junho: Uruguai vs México

 

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