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Gelson é reforço para o meio-campo leonino

Na temporada passada, todos se aperceberam das dificuldades que o Sporting teve para contrariar a lesão de Rinaudo, tendo passado inúmeros jogadores pela posição “seis”, sem que ninguém conseguisse fazer esquecer verdadeiramente o argentino. Assim sendo, nesta pré-época, o Sporting tratou de precaver essa situação com a aquisição do médio-centro helvético Gelson Fernandes.

Gelson Tavares Fernandes nasceu a 2 de Setembro de 1986 na Praia, Cabo Verde, mas é um internacional suíço que foi formado no FC Sion, clube onde se estreou no futebol profissional em 2004/05. No FC Sion, o médio-defensivo cumpriu quatro temporadas, sendo apenas a última no principal escalão helvético. Nessa período, Gelson Fernandes somou 93 jogos (1 golo) e chamou à atenção de vários clubes de outra nomeada, sendo que o Manchester City contratou o suíço para a temporada 2007/08.

Nos “citizens”, depois de duas temporadas onde foi jogando com alguma regularidade (52 jogos, 3 golos no combinado das duas épocas), acabou por sair do clube devido, também, ao reforço constante do plantel do Manchester City com grandes nomes do futebol mundial.

Nesse seguimento, o médio-defensivo acabou por transferir-se para os gauleses do Saint-Etienne, clube onde fez 33 jogos em 2009/10. Após essa temporada, ainda que ligado ao clube francês, Gelson Fernandes acabou emprestado ao Chievo (29 jogos, 2 golos em 2010/11), Leicester City (15 jogos, 1 golo em 2011/12) e Udinese (14 jogos, 1 golo, também em 2011/12), chegando agora o suíço ao Sporting a custo zero.

Como joga?

Gelson Fernandes é um verdadeiro guerreiro, um médio-defensivo de grande raça e que nunca dá um lance por perdido, lutando constantemente até à última gota de suor por cada jogada.

Com boa capacidade física, trata-se de um jogador relativamente alto, que, por isso, é importantíssimo nos confrontos corpo a corpo e, também, na ajuda à defesa em lances pelo ar.

Posicionalmente, o internacional suíço também é extremamente inteligente, mostrando-se, igualmente, muito forte na antecipação e no desarme. Para além disso, apesar do seu maior perfil defensivo, também é um jogador que sabe subir com critério no terreno, não sendo inoperante nesse aspecto específico do jogo.

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A defesa do penalti de Daniel Timofte

Após ter sido o herói irlandês, ao defender um penalti do romeno Daniel Timofte no Mundial Itália 90, que garantiu, à República da Irlanda, o apuramento para os quartos de final desse campeonato do mundo, Pat Bonner tornou-se uma lenda e até o Papa resolveu-lhe prestar uma homenagem. Quando o guarda-redes irlandês, profundamente católico, se abeirou de João Paulo II, a única coisa que lhe saiu foi: “Santidade, eu sou guarda-redes.” A chorar, viu o Papa sorrir e dizer-lhe: “Eu sei, meu filho, em Cracóvia, quando era moço, também joguei nessa posição…” Pat Bonner era assim, uma figura mítica e que cativava todos os que o conheceram e/ou tiveram o prazer de o ver jogar.

Patrick Bonner nasceu em Burtonport, na Rep. Irlanda, a 24 de Maio de 1960 e, depois de ter jogado até aos quinze anos no Eire, foi descoberto, em 1975, pelo Leicester City, que o levou para as suas camadas jovens.

No clube inglês, permaneceu por três temporadas, até que, em 1978, o Celtic viu-o em acção na Taça de Inglaterra em Juniores e não perdeu tempo a contratá-lo. Foi a última aquisição do mítico treinador escocês Jock Stein e viria a tornar-se numa lenda dos “bhoys”

Ao chegar ao bastião dos irlandeses em Glasgow, Pat Bonner disse que não queria ser mais um guarda-redes do Celtic, mas, ao invés, ser “O” guarda-redes do Celtic e assim foi! O irlandês esteve nos “bhoys” durante 20 temporadas (78-98), fazendo 642 jogos em todas as competições oficiais e conquistando cinco campeonatos da Escócia (1979, 81, 82, 86 e 88), quatro Taças da Escócia (1980, 88, 89 e 95) e uma Taça da Liga (1983), assumindo-se como um líder incontestado dentro e fora do relvado.

Por outro lado, na selecção irlandesa, Pat Bonner também fez uma carreira de respeito, obtendo 80 internacionalizações e participando nas fases finais do Euro 88, Mundial 90 e Mundial 94. Durante esse percurso, há que destacar uma genial exibição na vitória sobre a Inglaterra (1-0) na fase de grupos do Euro 88 e uma conjunto de grandes exibições no Itália 90, que ajudaram a República da Irlanda a atingir os quartos de final da prova.

Corajoso, com excelentes reflexos, bom a sair-se da baliza e fantástico a lançar o ataque com os seus longos pontapés, Bonner, foi, na sua época, um dos melhores guarda-redes do futebol mundial. Um número 1 lendário que deixou muitas saudades aos adeptos do Celtic e da República da Irlanda.

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