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Casillas é uma lenda que dispensa apresentações

Casillas é uma lenda que dispensa apresentações

Depois de muitos avanços e recuos, é certo que Iker Casillas será reforço do FC Porto para as próximas duas temporadas (mais uma de opção), naquela que será provavelmente a mais fantástica transferência da história do futebol português, com os azuis-e-brancos a recrutarem o nono futebolista mais internacional de sempre.

Trata-se, afinal, de um keeper nascido a 20 de Maio de 1981 em Móstoles, Espanha, e que até esta surpreendente transferência para o Dragão, jogou sempre no Real Madrid, somando, só ao nível do futebol sénior, 725 jogos oficiais pelo emblema merengue.

Quanto a títulos, e só a nível nacional, conquistou cinco Ligas Espanholas, duas Taças do Rei e quatro Supertaças. A nível internacional, destacam-se três Ligas dos Campeões, duas Supertaças Europeias, um Mundial de Clubes e uma Taça Intercontinental.

Uma lenda da “Roja”

Passando do seu currículo merengue para o âmbito da selecção espanhola, há que destacar que, na história do futebol espanhol, ninguém soma mais internacionalizações do Iker Casillas, existindo apenas oito futebolistas no planeta que jogaram mais jogos pela sua selecção, mais concretamente o egípcio Ahmed Hassan (184); o saudita Al-Deayea (178); o mexicano Cláudio Suárez (177); o egípcio Hossam Hassan (169); o equatoriano Ivan Hurtado (167); o letão Vitālijs Astafjevs (165); o norte-americano Cobi Jones (164); e o saudita Al-Khilaiwi (163).

Ora, com 162 internacionalizações, e sendo o único deste leque de jogadores que ainda está no activo, é certo que Iker Casillas ainda poderá ambicionar ser o mais internacional futebolista de sempre, esperando naturalmente o lendário “keeper” que esta transferência do futebol espanhol para o menos mediático futebol luso não o prejudique nesse desiderato.

Certo, de qualquer maneira, é que Iker Casillas já tem uma fantástica marca no desporto rei do seu país, sendo de destacar, para além do recorde de internacionalizações, o facto de ter contribuído de sobremaneira para as conquistas de dois Campeonatos da Europa e um Campeonato do Mundo.

Uma mais-valia inquestionável para o FC Porto

Tal como escrevi neste artigo, entendo que a contratação de Iker Casillas foi uma excelente adição ao FC Porto, isto tanto ao nível desportivo como financeiro, sendo que, no último caso, isso deve-se naturalmente às inúmeras portas que uma figura como o internacional espanhol poderá abrir no planeta para os dragões.

Quanto ao aspecto estritamente desportivo, será mais ao menos unânime que o FC Porto passará a ter o melhor guarda-redes do campeonato nacional, recrutando um keeper que se assume como um verdadeiro líder do sector recuado, oferecendo uma experiência e um “calo” dos grandes palcos que nem Helton poderia oferecer.

Elástico e fantástico no posicionamento entre os postes, o guarda-redes de 34 anos é igualmente um dos melhores shot stopper da história do futebol mundial, sendo ainda de destacar a sua competência no jogo de pés.

Como única principal lacuna, há que destacar a intranquilidade com que muitas vezes aborda os cruzamentos, ainda que esse factor certamente também se acentuou com a instabilidade que foi vivendo nos últimos anos de Real Madrid, esperando-se que, no bem mais tranquilo FC Porto, Iker Casillas seja capaz também de minimizar um pouco aquela que, ainda assim, sempre foi o seu calcanhar de Aquiles.

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Tostão faz parte da história gloriosa do futebol brasileiro

Tostão faz parte da história gloriosa do futebol brasileiro

O risco de ficar cego obrigou-o a retirar-se do futebol aos 26 anos e no auge das suas capacidades, mas a verdade é que o médio-ofensivo que chegou a merecer a alcunha de “Pelé Branco” já tinha feito mais do que o suficiente para atingir a imortalidade no futebol brasileiro e mundial. Pentacampeão mineiro e campeão brasileiro pelo Cruzeiro, Tostão foi ainda campeão do Mundo de 1970 pelo “escrete” e ao lado do “Rei Pelé”, apresentando sempre o mesmo futebol pleno de inteligência e brilhantismo técnico.

Um símbolo do Cruzeiro

Eduardo Gonçalves de Andrade, conhecido no meio futebolístico por “Tostão”, nasceu a 25 de Janeiro de 1947 em Belo Horizonte, Brasil, e começou a sua carreira profissional no América Mineiro, emblema onde, entre 1962 e 63, e quando ainda era extremamente jovem, somou 16 golos em 26 jogos.

Em 1964, contudo, regressou ao clube onde havia feito a sua formação, o Cruzeiro, emblema que ficaria para sempre ligado ao internacional brasileiro, uma vez que foi aí que passou quase a totalidade da sua carreira. Ao todo, foram cerca de oito anos de glória na “Raposa”, com Tostão a somar 378 jogos e 249 golos, e conquistando cinco campeonatos mineiros e um campeonato brasileiro.

Problema na retina afastou-o dos relvados

Depois de tempos muito marcantes no Cruzeiro, onde ainda é o melhor marcador de sempre, Tostão transferiu-se para o Vasco da Gama em Abril de 1972 e naquela que, na altura, foi a maior transferência do futebol brasileiro.

Nesse clube carioca, que passava por uma crise, Tostão foi importantíssimo para devolver a confiança a colegas e adeptos, tendo somado 19 golos em 30 jogos, num registo que poderia ter sido muito mais marcante se o internacional brasileiro não tivesse de se retirar dos relvados com 26 anos, isto devido ao agravamento de um problema na retina que ameaçava deixá-lo cego.

Sucesso também no “Escrete”

O futebol rendilhado e pleno de classe que foi apresentando ao nível dos clubes por onde passou e que lhe valeram alcunhas como a de “Pelé Branco” e “Rei Branco”, também foi transposto para a selecção brasileira, pela qual somou 65 jogos e 36 golos.

Ao longo dessa passagem pelo “escrete”, Tostão viveu naturalmente inúmeros momentos altos, ainda que os mais marcantes foram obviamente a conquista do Campeonato do Mundo de 1970, numa campanha onde somou dois golos; e a vitória no Torneio da Independência de 1972, uma espécie de mini-Mundial em que os brasileiros venceram Portugal (1-0) na final.

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Just Fontaine foi um goleador de excelência

Just Fontaine foi um goleador de excelência

Ainda é o jogador que marcou mais golos numa fase final de um Campeonato do Mundo (13 em 1958), isto naquele que foi o momento alto da carreira de um jogador que, ao serviço da selecção francesa, somou 30 golos em 21 internacionalizações, numa média de 1,42 golos/jogo. Forte fisicamente, com excelente técnica e controlo de bola, e letal na hora de atirar à baliza, Just Fontaine foi, afinal, um verdadeiro goleador que ficará para sempre na história dos “bleus” e do então gigante Stade Reims.

Nascido em Marrocos

Lenda do futebol gaulês, Just Fontaine nasceu a 18 de Agosto de 1933 no Continente Africano, mais concretamente na actual cidade de Marraquexe, isto numa altura em que grande parte de Marrocos era um protectorado de França.

Sem surpresa, começou a sua carreira ainda em Marrocos, no Casablanca, apenas se mudando para França em 1953, então para presentar o Nice, clube onde somou 83 jogos e 52 golos em três temporadas.

A glória no Reims

No Nice, os golos de Just Fontaine já o tinham catapultado para a conquista de um Campeonato Francês e de uma Taça de França, mas a mudança para o Stade Reims, em 1956/57, abriu o horizonte ao goleador gaulês de muitos outros títulos.

De facto, apontando 145 golos em 152 jogos, isto até 1961/62, Just Fontaine contribuiu para a conquista de mais três Campeonatos de França, uma Taça de França e duas Supertaças. Para além disso, disputou ainda a final da Taça dos Campeões em 1958/59, perdida para o Real Madrid (0-2).

Lesão grave tirou-o precocemente dos relvados

Presente ainda no Mundial 1958, onde foi o melhor marcador da prova com 13 golos, e no qual ajudou a França a conquistar o terceiro lugar, a verdade é que Just Fontaine terá sempre o gosto amargo de ter sido forçado a um precoce abandono dos relvados.

Afinal, em 1960, num jogo com o Sochaux, um defesa adversário teve uma entrada violentíssima à sua perna, deixando-o com tíbia a perónio fracturados. Ora, naqueles tempos, lesões deste tipo representavam praticamente o fim de uma carreira, e se atacante ainda voltou aos relvados depois desse infortúnio, a verdade é que jamais foi o mesmo, acabando por pendurar as botas em 1962, quando tinha apenas 28 anos…

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