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Rudņevs é o goleador do Lech Poznan

No Lech Poznan do campeonato polaco actua um ponta de lança letão de grande qualidade e que, na minha opinião, tem todas as condições para vingar numa liga mais forte: Artjoms Rudņevs

Nascido a 13 de Janeiro de 1988 em Daugavpils, Letónia, Artjoms Rudņevs iniciou a sua carreira no Daugava do seu país natal. Nesse clube de Daugavpils, o avançado letão jogou profissionalmente entre 2005 e 2008, tendo marcado 21 golos em 75 jogos.

Nessa fase, os ecos do seu talento viajaram até sul e o ZTE do campeonato húngaro decidiu avançar para a sua contratação em Fevereiro de 2009. Depois de uma fase de adaptação no final da temporada 2008/09 (4 jogos, 2 golos), Rudņevs explodiu definitivamente na época seguinte, marcando 16 golos em 25 jogos pela equipa húngara.

Tornou-se o matador do Lech Poznan

O internacional letão ainda iniciou a temporada de 2010/11 no ZTE, todavia, rapidamente se mudou para a Polónia para representar o Lech Poznan, clube que representa até este momento.

No clube polaco, o avançado rapidamente se assumiu como uma das grandes figuras da equipa, tendo marcado 2o golos em 40 jogos na temporada transacta e 23 tentos em 31 partidas em 2011/12.

Desses inúmeros golos, destaca-se os quatro que marcou em dois jogos diante da Juventus na Liga Europa de 2010/11 e que ajudaram o Lech Poznan a afastar a equipa italiana dos 16/final da prova.

Avançado muito talentoso e completo

Apesar de só ter 1,78 metros,  Artjoms Rudņevs é um avançado muito forte no jogo aéreo. De facto, lembrando Liedson, o ponta de lança letão tem uma forte capacidade de impulsão que compensa não ser propriamente um gigante.

Para além disso, o internacional pela Letónia destaca-se pela velocidade, mobilidade e inteligência posicional, sendo daqueles jogadores que parece que está sempre no sítio certo para facturar, mesmo que o golo, depois, não seja dos mais bonitos.

Com uma razoável técnica individual e um bom remate de meia distância, trata-se, portanto, de um atacante completo e que teria todas as condições de vingar numa liga de maior qualidade como, por exemplo, a portuguesa.

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Na sua primeira presença europeia, o HB Tórshavn procurava aquilo que, para muitos, seria uma tarefa hercúlea: eliminar o RAF Yelgava da Letónia, em jogo da pré-eliminatória da Taça das Taças (1993/94). A equipa letã era mais do que favorita, pois ninguém acreditava que uma equipa de umas ilhas perdidas a norte da Escócia pudesse colocar o futebol letão em causa. E, na verdade, tudo começou como esperado, pois, na primeira mão, o RAF venceu a equipa das Ilhas Faroé por um a zero. Todavia, na segunda mão, o HB encheu-se de brio, despachou os letões por 3-0 e garantiu, ao futebol das Ilhas Faroé, o primeiro apuramento numa prova europeia. Um momento histórico que fez com que, a derrota na eliminatória seguinte, (0-3 e 0-4 diante dos romenos do Universitatea Craiova) tivesse pouca importância, tal havia sido o feito da ronda anterior.

O HB actua neste Estádio, o Gundadalur

Após a fundação, o Presidente da Câmara assumiu a presidência do HB

O Havnar Bóltfelag foi fundado em 1904 e, na sua génese, a direcção era constituída por Mads Andrias Winther, Joan Pauli Joensen e Jakup Mouritsen. Curiosamente, Mads Winther, que era o Presidente da Câmara Municipal de Tórshavn, tornou-se, também, Presidente eleito do recém-criado clube.

Nessa altura, não existia campeonato das Ilhas Faroé e, assim, o HB apenas fez o primeiro jogo oficial a 23 de Maio de 1909, diante do TB, num duelo que terminou empatado a duas bolas. Na verdade, as primeiras décadas apenas tiveram alguns jogos de exibição, pois o campeonato faroense apenas arrancou em 1942.

As primeiras temporadas na Liga das I. Faroé não foram de grande sucesso

Os primeiros anos não trouxeram grande sucesso ao HB, que só em 1948 conseguiu algum destaque no campeonato faroense, após terminar a competição na segunda posição, repetindo essa classificação em 1949, 53 e 54.

Depois de roçar o título durante tantas ocasiões, o sucesso acabou por ser alcançado pelo clube de Tórshavn em 1955, quando, além de campeões, conquistaram a Taça das Ilhas Faroé. Ainda assim, tratou-se de uma grande época numa década que, para além dessa dobradinha, apenas trouxe mais duas Taças ao HB (1957 e 59)

Décadas de 60, 70 e 80: os anos de ouro do HB Tórshavn

A partir da década de 60 e até ao final da década de 80. o HB viveu a melhor fase da sua história, conquistando, nesse período, 12 campeonatos e 19 Taças das Ilhas Faroé. Tratou-se de uma fase em que o HB se cimentou como o maior clube daquela região autónoma da Dinamarca, deixando para trás o clube com mais sucesso até aquele momento: o KI Klaksvik.

No entanto, os anos 90 trouxeram algum declínio ao HB, que, nessa década, apenas conquistou dois campeonatos e três taças. Ainda assim, foi a década que garantiu as primeiras presenças europeias do HB, que, após se estrear em 1993/94, esteve presente em 12 edições de provas da UEFA, ainda que, ao contrário da edição de estreia, jamais tenha voltado a passar uma ronda.

O faroense Jón Rói Jacobsen já jogou no HB

HB renasceu com o novo século

A partir de 2000, o HB quebrou com o espectro de declínio que havia pairado no clube após a menos conseguida década de 90.

Jogadores como Uni Arge, Jan Dam e Jón Rói Jacobsen, todos internacionais pelas Ilhas Faroé, ajudaram o HB a voltar à glória e ao domínio do futebol do arquipélago e, desde o início do Século XXI, o HB conquistou cinco campeonatos e uma Taça das Ilhas Faroé, provando que a década anterior havia sido um pequeno acidente de percurso.

Neste momento, na Liga das Ilhas Faroé da época de 2010, o HB segue na segunda posição, ainda com todas as possibilidades de ser campeão.

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Rakels é uma promessa da Letónia

Na longínqua Letónia joga um avançado que, com apenas 17 anos, já é um dos jogadores mais talentosos e promissores do contexto actual do futebol europeu: Deniss Rakels.

Depois do jogador letão ter dado nas vistas durante todo o seu percurso como juvenil, os treinadores do Metalurgs Liepajas (equipa que defrontou o Sp. Braga há quase quinze anos na extinta Taça das Taças) entenderam que, aos 16 anos, Rakels estava preparado para o futebol sénior e, assim, Rakels fez toda a época transacta na primeira equipa do Metalurgs.

Nesse clube letão, Deniss Rakels teve impacto imediato, mostrando uma maturidade e confiança inesperada para um jogador tão jovem. Marcando golos em quase todos os jogos em que interveio, o atacante letão acabou a época com um registo bastante interessante de 17 golos em 21 jogos.

Não sendo muito alto (1,79 metros), Rakels é um avançado rápido e com bom poder de desmarcação, ainda que seja a sua evoluída técnica e frieza na hora de finalizar que chamam mais à atenção. Com apenas 17 anos e ainda com muito tempo para evoluir, o ponta de lança letão será, com certeza, uma excelente aposta para qualquer clube português (mesmo clubes médios como o V. Guimarães, Marítimo ou Nacional devem ter argumentos para o comprar) interessado num atleta que promete imenso.

Descubram-no, brevemente, num jogo da selecção letã, pois, apesar de ainda não ser internacional, a estreia de Rakels pela Letónia não deve tardar.

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Os helvéticos já participaram em oito campeonatos do mundo, todavia, nunca passaram dos quartos de final e, a última vez que alcançaram essa fase da prova, foi há 56 anos (1954). Nas últimas duas participações (1994 e 2006), a selecção suíça cumpriu com os serviços mínimos, passando a fase de grupos e caindo, logo a seguir, nos oitavos de final. Agora, na África do Sul, com uma selecção mediana e num agrupamento com espanhóis, chilenos e hondurenhos, a dúvida é se conseguem voltar a cumprir os serviços mínimos (oitavos de final), ou se, ao invés, não passam da primeira fase da prova.

A Qualificação

Inseridos num grupo acessível com Grécia, Letónia, Israel, Luxemburgo e Moldávia, os suíços começaram muito mal a fase de apuramento com um empate em Israel (2-2) e, bem pior, com uma derrota caseira com o Luxemburgo (1-2).

Temeu-se o pior, mas os helvéticos, até final da fase de qualificação, estiveram bem melhor e apenas concederam dois empates (Letónia, fora, 2-2 e Israel, casa, 0-0), vencendo todas as restantes partidas.

Nesse percurso vitorioso, temos de destacar a dupla vitória diante da selecção helénica (2-0 e 2-1), decisiva para alcançarem o primeiro lugar do Grupo 2 e consequente apuramento directo para o Mundial sul-africano.

Grupo 2 – Classificação

  1. Suíça 21 pts
  2. Grécia 20 pts
  3. Letónia 17 pts
  4. Israel 16 pts
  5. Luxemburgo 5 pts
  6. Moldávia 3 pts

O que vale a selecção helvética?

A equipa suíça vale, essencialmente, por ter um colectivo forte e, acima de tudo, muito experiente. Sem grandes estrelas, os helvéticos colocam todas as suas fichas na boa organização táctica e na eficácia.

O sector mais recuado da equipa de Ottmar Hitzfeld é composto por um grande guarda-redes, bem conhecido dos portugueses (Diego Benaglio) e por um quarteto defensivo muito sólido e seguro. Nessa defesa, a dupla de centrais será formada por Senderos e Grichting, dois jogadores que se completam, pois o jogador do Auxerre é muito forte pelo chão e o antigo defesa do Arsenal é poderoso no jogo aéreo. Por outro lado, nas laterais, deverão aparecer Zygler (à esquerda) e Lichtsteiner (à direita), dois defesas que correm o campo todo, defendendo e atacando com a mesma competência.

Depois, num meio campo típico do 4-4-2 clássico, deverão jogar Huggel e Inler como duplo pivot. Neste esquema, Huggel será um trinco puro, muito forte fisicamente e com a capacidade de encostar aos centrais sempre que necessário, enquanto Inler será um box to box, muito criativo, que sabe aparecer com perigo nas zonas mais adiantadas do terreno. Por outro lado, nas alas, deverão jogar Barnetta (à esquerda) e Padalino (à direita), dois jogadores criativos (principalmente Barnetta), mas que sabem defender, dando, assim, muita consistência à equipa helvética.

Por fim, no ataque, deverão jogar os veteranos: Nkufo e Frei. Tratam-se dois elementos bem diferentes, pois Nkufo é um avançado muito forte fisicamente, que desgasta muito os defesas e serve de elemento de referência ofensiva, enquanto Frei, é mais leve e móvel, ainda que se trata de um finalizador nato, que raramente falha no momento de definição. Ainda assim, se Hitzfeld pretender um ataque com dois elementos móveis, pode sempre abdicar de Nkufo e lançar o também veterano jogador do Lucerna: Hakan Yakin.

O Onze Base

A equipa helvética deve apresentar um 4-4-2 clássico com Diego Benaglio (Wolfsburgo) na baliza; Zygler (Sampdória), Senderos (Everton), Grichting (Auxerre) e Lichtsteiner (Lázio) na defesa; Barnetta (Leverkusen), Huggel (Basileia), Inler (Udinese) e Padalino (Sampdória) no meio campo; Nkufo (Twente) e Frei (Basileia) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Num grupo com Espanha, Chile e Honduras, o primeiro lugar estará, desde logo, totalmente de parte, pois salvo um escândalo, esse irá pertencer à pátria de Cervantes. Assim sendo, tendo em conta que as Honduras deverão ficar na última posição, caberá aos suíços disputar o segundo lugar com os chilenos, num duelo que se advinha muito equilibrado e intenso.

Calendário – Grupo H (Mundial 2010)

  • 16 de Junho: Suíça vs Espanha
  • 21 de Junho: Suíça vs Chile
  • 25 de Junho: Suíça vs Honduras

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Os helénicos apenas participaram num campeonato do mundo (Estados Unidos 1994). Nessa altura, a equipa grega qualificou-se em primeiro lugar num grupo onde estava a Rússia e a Hungria e tinham jogadores como Saravakos, Nioplias e Apostolakis. Com a confiança em alta, viajaram até à América do Norte para defrontarem, na primeira fase, Nigéria, Argentina e Bulgária. Nesse campeonato do mundo ficaram conhecidos como a equipa do 4-4-2, não por terem jogado nessa táctica, mas porque perderam com a Argentina por quatro a zero, com a Bulgária por quatro a zero e com a Nigéria por dois a zero, regressando, rapidamente a casa. Agora, dezasseis anos mais tarde, regressam a um campeonato do mundo e voltam a encontrar a Argentina e a Nigéria no grupo. Todavia, o Euro 2004 provou que os gregos já não são os santos de outrora e, assim, o “4-4-2” dificilmente se irá repetir.

A Qualificação

Inserida no grupo 2 da zona europeia com Suíça, Letónia, Israel, Luxemburgo e Moldávia, percebeu-se, desde o início, que os helénicos iriam disputar o primeiro lugar com a selecção helvética.

Nesta qualificação, os gregos não foram surpreendidos nos jogos com os adversários mais frágeis, pois diante de Letónia, Israel, Luxemburgo e Moldávia, venceram seis jogos e apenas empataram dois (Israel, fora, 1-1; e Moldávia, fora, 1-1).

No entanto, diante da Suíça, a equipa grega foi incapaz de fazer um ponto que fosse, perdendo os dois jogos. Assim sendo, a equipa helénica acabou na segunda posição do agrupamento e foi obrigada a disputar um playoff, diante da Ucrânia, para ir à África do Sul.

Na primeira mão desse duelo decisivo, os gregos, em casa, não foram além de um empate a zero e pensou-se que dificilmente se apurariam em Kiev.

Contudo, na Ucrânia, aos 31 minutos, Samaras isolou Salpingidis e o atacante do Panathinaikos, à saída do guarda-redes ucraniano, não perdoou e colocou a Grécia pela segunda vez na sua história, num campeonato do mundo de futebol.

Grupo 2 – Classificação

  1. Suíça 21 pts
  2. Grécia 20 pts
  3. Letónia 17 pts
  4. Israel 16 pts
  5. Luxemburgo 5 pts
  6. Moldávia 3 pts

Playoff

Grécia 0-0 Ucrânia / Ucrânia 0-1 Grécia

O que vale a selecção grega?

A equipa helénica não tem grandes valores individuais e joga um futebol conservador num esquema táctico: 4-2-1-3.

A defesa é algo frágil e, por isso, o seleccionador Rehhagel costuma colocar Vyntra, um central, à direita, para que muitas vezes possa servir como terceiro central. Na verdade, o único jogador do quarteto defensivo que consegue entrar na manobra ofensiva é o lateral esquerdo Spyropoulos.

Por outro lado, o meio campo é composto por dois trincos: Tziolis e Katsouranis e o médio ofensivo Karagounis. Trata-se, assim, de um meio campo sólido, que preenche muito bem os espaços e sabe defender ou atacar conforme a necessidade. Aqui, o antigo jogador do Benfica, Kostas Katsouranis é fundamental, pois demonstra toda a sua inteligência na forma como sabe fazer a união entre Tziolis e Karagounis, impedindo que haja um fosso entre a defesa e o ataque helénico.

Por fim, no ataque, reside o grande poder do futebol grego. Curiosamente, Otto Rehhagel costuma alinhar com três pontas de lança: Samaras, Charisteas e Gekas, sendo que Samaras (à esquerda) e Charisteas (à direita) jogam como extremos. Esta atitude leva a que os gregos sejam muito fortes nas bolas paradas e que levem vantagem em jogos diante de equipas mais frágeis fisicamente. No entanto, os vencedores do Euro 2004 têm no banco o avançado rápido Salpingidis e o extremo que é uma grande promessa do futebol grego: Ninis, para jogos em que é necessário um futebol um pouco mais criativo.

Integrada no Grupo B com Argentina, Nigéria e Coreia do Sul, não deverá ter hipóteses diante dos sul-americanos, todavia, deverá disputar o segundo lugar com africanos e asiáticos. No entanto, terá de saber aliar a rigidez táctica do seu futebol (principalmente diante da Nigéria) com a sua capacidade física (os sul-coreanos dão se mal com adversários fortes fisicamente) para se apurar para os oitavos de final.

O Onze Base

A equipa grega deve jogar com Chalkias (PAOK) na baliza; um quarteto defensivo composto por Spyropoulos (Panathinaikos), à esquerda, Vyntra, à direita (Panathinaikos), e a dupla de centrais: Kyrgiakos (Liverpool) e Moras (Bolonha); no miolo deverá jogar o trio: Tziolis (Siena), Katsouranis (Panathinaikos) e Karagounis (Panathinaikos); enquanto na frente jogarão Samaras (Celtic), à esquerda, Charisteas (Nuremberga), à direita, e Gekas (Hertha) no centro.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A equipa grega deverá disputar o segundo lugar com nigerianos e sul-coreanos e deverá ter alguma dificuldade para garantir o apuramento para os oitavos de final. Os helénicos são inferiores, em termos técnicos, aos nigerianos e, em relação aos sul-coreanos, estão, nesse aspecto, ao mesmo nível.

No entanto, os pupilos de Rehhagel são muito mais evoluídos em termos tácticos do que esses adversários e, assim, mesmo que o primeiro lugar seja uma utopia (A Argentina deve consegui-lo sem problemas), o segundo lugar poderá ser uma realidade.

Calendário – Grupo B (Mundial 2010)

  • 12 de Junho: Grécia vs Coreia do Sul
  • 17 de Junho: Grécia vs Nigéria
  • 23 de Junho: Grécia vs Argentina

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