Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Lierse’

Hussain não teve sucesso em Portugal

Foi claramente um dos jogadores mais exóticos a passarem pelo futebol português. De origem qatari, Hussain chegava ao Sporting de Braga no Verão de 2006 rotulado de estrela emergente do futebol árabe e já com alguma experiência europeia ao serviço dos belgas do Antuérpia, cipriotas do AEL e, imagine-se, ingleses do Manchester City. Contudo, tanto nos arsenalistas como na época seguinte no Boavista, Hussain foi uma sombra da qualidade que lhe atribuíam, acabando por abandonar o futebol português sem honra nem glória e tão desconhecido como no dia em que se lembraram de o contratar para os bracarenses.

Ecos do seu talento valeram-lhe transferência para o Manchester City

Hussein Yasser El-Mohammadi Abdulrahman nasceu a 9 de Outubro de 1982 em Doha, Qatar, tendo iniciado a carreira no Al-Taawun do seu país natal, tendo depois transferido-se para outro clube qatari, o Al-Rayyan, antes de se mudar para a Bélgica em 2002/03.

Na Flandres, mais concretamente no Antuérpia, o médio-ofensivo árabe haveria de permanecer por duas temporadas, marcando apenas um golo em trinta jogos e abandonando o clube belga sem honra nem glória a caminho do futebol cipriota e do AEL.

No clube de Limassol, mais uma temporada sem grande brilho, pois fez apenas dezasseis jogos e um golo, antes de regressar ao Qatar para representar o Al-Sadd.

No clube qatari, voltou a recuperar a alegria de jogar futebol e as boas exibições, conseguindo, inclusivamente uma curta passagem pelo Manchester City, onde esteve poucos meses e onde apenas disputou um jogo da Taça da Liga diante do Doncaster Rovers.

Sem sucesso em Portugal

Após o regresso ao Qatar para o Al-Sadd e, posteriormente, o Al-Rayyan, o internacional pelo Qatar haveria de mudar-se surpreendentemente para Portugal e para o Sporting de Braga, clube que representou em 2006/07.

Nos arsenalistas, apesar de uma entrada surpreendente e coroada com um golo no 4-0 Hammarby em jogo da Taça UEFA, o médio-ofensivo haveria de fazer uma época pobre, terminando a campanha com apenas dez jogos e esse mesmo golo apontado ao conjunto sueco.

Em 2007/08, mudou-se do Minho para o Porto, transferindo-se para o Boavista. No clube axadrezado, o sucesso foi parecido com o obtido em Braga, ou seja, quase nulo, pois somou apenas 534 minutos de utilização e não marcou qualquer golo.

Esteve no Egipto antes do regresso à Bélgica

Depois dá má experiência portuguesa, o internacional pelo Qatar transferiu-se para o Egipto, tendo representado sem sucesso o Al-Ahly e com algum sucesso o Zamalek, clube onde foi muito elogiado pelo treinador Hossam Hassan e marcou oito golos em trinta e três jogos.

No Verão de 2011, iniciou uma guerra legal para abandonar o Zamalek e transferir-se para o futebol belga e para o Lierse. Aproveitando falhas nos pagamentos dos ordenados, o jogador conseguiu mesmo libertar-se do clube egípcio, tendo se estreado pelo Lierse a 22 de Outubro de 2011, surgindo como suplente utilizado num jogo diante do St. Truiden.

Anúncios

Read Full Post »

Académica na célebre final das capas negras

Há mais de trinta anos, a Académica conheceu o seu momento mais alto em termos de futebol europeu, ao conseguir chegar aos quartos de final da agora extinta Taça das Taças. Após ter perdido a final da Taça de Portugal (1-2 diante do Benfica) de 1968/69, numa final marcada pela entrada dos estudantes em campo de capas negras, num protesto que haveria de ser o pronúncio da queda do regime ditatorial que reinava no nosso país, a Académica ganhou o direito de participar na segunda competição mais importante do futebol europeu, fazendo um percurso brioso e que apenas terminou aos pés do forte Manchester City.

Um KuPS surpreendentemente complicado

Na primeira eliminatória da Taça das Taças, A Académica defrontou uma equipa finlandesa que se esperava que fosse bastante acessível, o KuPS. Todavia, na primeira mão, a ideia de que a equipa nórdica seria pêra-doce caiu imediatamente por terra, pois os estudantes não foram além de um zero a zero.

Este resultado, assustou os adeptos da equipa de Coimbra, todavia, a Académica encheu-se de brio e de vontade e, na Finlândia, venceu por 1-0, graças a um golo de Nené e, dessa forma, apurou-se para a eliminatória seguinte, onde iria defrontar os alemães de leste do Magdeburgo.

Alemães também não pararam a Académica

O primeiro jogo diante do Magdeburgo foi na Alemanha Oriental e sabia-se de antemão que a Académica iria ter imensas dificuldades para superar os germânicos. Ainda assim, apesar da derrota (0-1), a equipa portuguesa fez um bom jogo, sendo que a magra desvantagem garantia à Académica a esperança de dar a volta à eliminatória na segunda mão.

De facto, assim foi, na segunda mão, disputada em Coimbra, a Académica efectuou um dos melhores jogos da sua história e deu a volta ao resultado, superando o Magdeburgo por 2-0, graças a tentos de Alhinho e Mário Campos. Ultrapassada mais uma eliminatória, era hora de defrontar o poderoso Manchester City nos quartos de final da prova.

Estudantes só caíram no prolongamento

Tal como no jogo com o KuPS, a primeira mão do duelo com os ingleses disputou-se em Portugal, e a Académica voltou a não ir além do zero a zero. Perante tão difícil adversário, previa-se que a segunda mão fosse um passeio para a equipa britânica, que, em casa, havia vencido o Lierse por 5-0 e o Athletic de Bilbau por 3-0.

Contudo, em Maine Road, o milagre esteve quase para acontecer. Concentrados e com um espírito de luta de louvar, os academistas foram fazendo o seu jogo, evitando o golo dos ingleses que, até ao minuto 90, nunca apareceu.

Com duplo zero a zero, foi necessário ir para prolongamento e, aí, os ingleses conseguiram o tal golo que valeu o seu apuramento e a eliminação da equipa nacional, vergada a uma derrota por 1-0. Terminava aqui o percurso da Académica que nunca mais haveria de fazer uma campanha europeia de nível tão elevado.

Read Full Post »


Dragan Mrđa com a camisola da Sérvia

No campeonato helvético, mais concretamente no FC Sion, actua um avançado sérvio com um superior faro de golo e grande capacidade lutadora: Dragan Mrđa.

Nascido a 23 de Janeiro de 1984, em Vršac, desde cedo foi integrado nas camadas jovens do Estrela Vermelha, pelo qual se estreou, a nível sénior, em 2001. No gigante de Belgrado, esteve até 2005, com um empréstimo ao Jedinstvo Ub pelo meio, mas ao longo desses quatro anos não se conseguiu assumir como titular indiscutível, fazendo, ao todo, 39 jogos e sete golos pelo Estrela Vermelha.

No início de 2006, transferiu-se para o Lierse da Bélgica, onde apesar de ter jogado bastante (30 partidas), não se revelou de pontaria afinada (apenas dois golos), acabando, no verão seguinte, por ser emprestado ao Zulte Waregem, onde terminou a época de 2006/07 sem glória.

Após outra temporada (2007/08) sem qualquer sucesso, ao serviço dos russos do Khimki, transferiu-se para o Vojvodina, numa transferência que haveria de ser decisiva para Mrđa.

Em duas temporadas no clube de Novi Sad, o ponta de lança sérvio assumiu-se como um goleador nato, capaz de estar sempre no sítio certo para finalizar seja com a cabeça ou com os pés. Não sendo um portento de criatividade, mostrou ser muito bom no capítulo da recepção do esférico e excelente a jogar na linha do fora de jogo, devido à sua grande velocidade e poder de explosão.

Nessas duas épocas, conseguiu fazer 35 golos em 56 jogos pelo Vojvodina e conseguiu, inclusivamente, chegar à selecção da Sérvia, contando, neste momento, com nove internacionalizações (dois golos).

Desde o início desta temporada, Mrđa actua no FC Sion, onde já fez 4 golos em 12 partidas. Neste momento, com 26 anos, trata-se de um avançado-centro com grande futuro à sua frente e, pela sua qualidade, a merecer uma oportunidade num campeonato de maior impacto que a Liga Suíça.

Read Full Post »

Apenas e somente 16 anos tem este prodígio do futebol belga, Romelu Lukaku. Contudo, não podemos olhar para o B.I. quando falamos do seu futebol, pois a maturidade, a força, a qualidade e a intensidade do seu jogo está muito para além de tão tenra idade. A facilidade como se desmarca, como finaliza e como se livra dos opositores prevê um futuro muito risonho para este jovem do Anderlecht.

Depois de ter jogado nas camadas jovens de clubes como o Lierse e o FC Bruxelas, Lukaku chegou ao Anderlecht em 2006, com 13 anos, para finalizar a sua formação como jogador de futebol.

Nas camadas jovens do Anderlecht, o ponta de lança daria nas vistas, pois em 88 jogos, fez… 121 golos. Um número impressionante e que chamou à atenção dos responsáveis máximos do clube belga.

Estrear-se ia, oficialmente, na primeira equipa do clube de Bruxelas, em Maio de 2009, diante do Standard e, na época de 2009/10 tornou-se num titular do Anderlecht, marcando 19 golos em 41 jogos.

Lukaku é um avançado que se desmarca muito bem, rápido, possante e finaliza muito bem tanto de cabeça como com de pé esquerdo. Um jogador que tanto pode jogar em contra-ataque como em ataque continuado e que funciona igualmente bem em 4-4-2, como sozinho, num 4-2-3-1 ou 4-3-3 puro.

Um jogador que não tardará em dar o salto. Deixo um vídeo para o conhecerem melhor e perceberem a sua enorme qualidade.

Read Full Post »