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Posts Tagged ‘Liga Alemã’

Rudiger

Rüdiger é um central completo

Os rumores de mercado parecem indiciar mais um forte investimento do FC Porto para 2015/16, num hipotético cenário que, aliás, até já mereceu um artigo aqui neste espaço, sendo que o mais recente futebolista a ser apontado aos azuis-e-brancos é o internacional alemão Antonio Rüdiger.

Trata-se de um defesa-central nascido a 3 de Março de 1993 em Berlim, Alemanha, ainda que também tenha raízes na Serra Leoa, terra natal da sua mãe, e que, nas camadas jovens, passou por clubes como o VfB Sperber Neukölln, SV Tasmania Berlin, Neuköllner Sportfreunde 1907, Hertha Zehlendorf, Borussia Dortmund e, finalmente, o Estugarda, clube que representa até hoje.

Nesse emblema da Bundesliga, aliás, Antonio Rüdiger tem feito excelente carreira, algo bem patente nos 80 jogos e dois golos que soma desde 2011/12, assim como na chegada à principal selecção germânica, pela qual conta com cinco internacionalizações.

Um defesa-central completo

Antonio Rüdiger começa logo por destacar-se pela sua impressionante dimensão física, uma vez que o defesa-central mede 1,90 metros e pesa 85 quilos, algo que faz dele intratável nos lances pelo ar e no capítulo do choque e desarme.

Ainda assim, apesar de apresentar essa imponência física, Antonio Rüdiger está longe de ser um defesa-central sem recursos técnicos, sendo inclusivamente bastante dotado nesse aspecto específico, sabendo sair a jogar com grande critério e qualidade.

Por fim, há ainda que destacar a velocidade e inteligência posicional do internacional alemão, num cocktail de talentos que fazem com que o jovem de 22 anos seja inclusivamente comparado ao companheiro de selecção, Jerome Boateng.

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Elkjær com a camisola do Verona

Uma das principais lendas do futebol dinamarquês foi um avançado-centro que combinava agressividade com capacidade de drible, um ponta de lança que nunca desistia de um lance e que era extremamente difícil de marcar pelos defesas contrários. Peça importante de um Verona que haveria de se sagrar surpreendentemente campeão italiano, foi internacional dinamarquês por 69 ocasiões e marcou 38 golos com a camisola da Dinamarca, fazendo parte dos anos de ouro do futebol daquele país nórdico e estando presente em grandes competições como os campeonatos da Europa de 84 e 88 e o Mundial 86. 

Herói de Lokeren após má experiência no Colónia

Preben Elkjær Larsen nasceu a 11 de Setembro de 1957 em Copenhaga, tendo iniciado a sua carreira no Vanlose IF  em 1976. Após apenas 15 jogos (7 golos), o avançado mudou-se para a Alemanha, onde, ao serviço do Colónia, nunca se adaptou à rigidez competitiva germânica.

Assim sendo, no Verão de 1978, transferiu-se para o menos conservador futebol belga, onde haveria de vestir a camisola do Lokeren até 1984. Nesse clube flamengo, Elkjær haveria de marcar 98 golos em 190 jogos do campeonato belga, transformando-se num ídolo para os adeptos do Lokeren, que lhe deram as alcunhas de “Chefe de Lokeren” e “Louco de Lokeren.”

Campeão italiano na época de estreia

No início de 1984/85, o internacional dinamarquês trocou o Lokeren pelo Verona e, logo na primeira temporada, o avançado haveria de ser um elemento importante de um clube italiano que, surpreendentemente, venceu a Série A. No Hellas Verona, Elkjær haveria de ficar até 1988, nunca mais ganhando nenhum título, mas jamais marcando menos de sete golos numa temporada.

Em 1988, regressou à Dinamarca para representar o Vejle, chegando ao seu país natal com o estatuto natural de grande estrela. Contudo, com a camisola do Vejle, Elkjær não foi feliz, acabando minado por lesões que o impediram de brilhar no regresso a terras dinamarquesas e o obrigaram a retirar-se em 1990.

Presente em três grandes competições internacionais de selecções

Internacional dinamarquês por 69 vezes (39 golos), Elkjær esteve presente em dois campeonatos da Europa (84 e 88) e no Mundial 86, tendo marcado dois golos na caminhada dinamarquesa até às meias-finais do Euro 84 e quatro tentos no bom percurso do “Danish Dinamite” até aos oitavos-de-final do Mundial 86.

Menos sorte, porém, teve o avançado dinamarquês no Euro 88, pois não marcou qualquer golo numa competição em que também foi prejudicado pela má actuação colectiva da Dinamarca (não passou da primeira fase, perdendo todos os jogos do seu agrupamento).

Após abandonar a carreira de jogador, ainda treinou o Silkeborg por um curto período, todavia, acabou por rapidamente abandonar a carreira de treinador, dedicando-se, ao invés, a comentar jogos de futebol na televisão.

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Eilts com a camisola do Werder Bremen

Conhecido como o Alemão da Frísia Oriental, não por ser obviamente germânico, mas por se parecer futebolísticamente com o emblemático internacional brasileiro Alemão, Dieter Eilts marcou uma época no futebol germânico, tanto ao serviço do Werder Bremen, seu clube de sempre, como da selecção alemã. Duas vezes vencedor da Bundesliga e tendo ajudado a Alemanha a conquistar o Euro 96, o raçudo, mas elegante médio-centro será sempre um futebolista que deixará muitas saudades, pelas excelentes exibições que ofereceu aos adeptos do Werder Bremen e da selecção alemã de futebol.

Uma carreira inteira ao serviço do Werder Bremen

Dieter Eilts nasceu a 13 de Dezembro de 1964 em Upgant-Schott, República Federal da Alemanha, tendo actuado no Werder Bremen toda a sua carreira futebolística.

Nesse clube alemão, efectuou 390 jogos (7 golos) entre 1985 e 2002, tendo conquistado dois campeonatos alemães, três taças da Alemanha e uma Taça das Taças. 

Curiosamente, o único título europeu de clubes foi conquistado em Lisboa, em 1992, numa final em que o Werder Bremen superou o Mónaco de Rui Barros por duas bolas a zero.

Peça importante na conquista do Euro 96

Internacional alemão por 32 ocasiões, Dieter Eilts apenas participou numa grande competição internacional ao serviço da Alemanha, o Euro 96, competição que, curiosamente, a equipa germânica haveria de vencer.

Surpreendentemente chamado por Otto Rehhagel, que o conhecia bem do Werder Bremen, Eilts acabou por conquistar a admiração de quem tanto torceu o nariz à sua convocação, sendo a sua generosidade na recuperação defensiva o principal factor que permitiu que Matthias Sammer se destacasse em perigosas incorporações ofensivas.

Após a retirada, Eilts tornou-se treinador, tendo já treinado a selecção sub-21 alemã e o Hansa Rostock.

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Odise Roshi com a camisola do Colónia

No FC Colónia actua uma jovem promessa albanesa que poderá se tornar num dos bons avançados-centro do futebol europeu: Odise Roshi.

Nascido a 22 de Maio de 1991 em Fier, Albânia, Odise Roshi iniciou a sua carreira no Apolonia Fier, onde entre 2006 e 2009, marcou dois golos em dezassete partidas, tendo se transferido para o emblemático Flamurtari em 2009/10.

No clube de Vlorë, começou a dar nas vistas com vários golos, demonstrando ser um atacante muito oportunista e com um fortíssimo pontapé.

Assim sendo, neste defeso, e após nove golos ao serviço do Flamurtari, o internacional albanês trocou o clube de Vlorë pelo FC Colónia, onde, aos 20 anos, se espera que continue a sua evolução futebolística.

Avançado possante e oportunista

Odise Roshi é um ponta de lança de 1,87 metros, que se caracteriza por ser muito forte fisicamente e ter uma excelente presença na área adversária.

Capaz de jogar sozinho na frente ou ao lado de outro avançado-centro, o internacional albanês caracteriza-se pela frieza na hora de atirar à baliza e pela capacidade de encontrar sempre os melhores locais para concretizar.

Sem ser muito rápido, mas com boa qualidade técnica, Roshi também pode jogar no meio-campo, todavia, é claramente como avançado-centro que explana melhor as suas capacidades e será aí que poderá vingar no Mundo do futebol.

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O futebol joga-se em todo o Mundo e é muito mais que os grandes clubes dos principais campeonatos que estamos habituados a ver, dia após dia, num qualquer canal televisivo de desporto. Para além da Premier League, da Serie A, da Bundesliga ou da Liga Espanhola e, mesmo de campeonatos médios como a Ligue 1, Eredivisie ou mesmo a nossa Superliga, existe uma panóplia de clubes e campeonatos que existem e merecem ser referenciados. De facto, o futebol não se esgota no topo e, valha a verdade, os gigantes do desporto rei apenas existem porque existe todo um futebol de base que os suporta. Assim sendo, hoje faleremos da base das bases do futebol, ou seja, de uma equipa de um país que se encontra no último lugar do Ranking UEFA: Tre Fiori de São Marino.

Clube com mais campeonatos de São Marino

O Società Polisportiva Tre Fiori foi fundado em 1985 e é o clube que mais vezes conquistou o principal e único escalão do futebol são-marinense, tendo vencido o Campionato Sammarinese di Calcio por sete ocasiões. Este campeonato é disputado de forma curiosa, pois as quinze equipas que existem em São Marino são colocados em dois grupos (girones em italiano), sendo que os primeiros três de cada grupo passam a uma fase final, disputada em eliminatórias até se chegar à grande final que designará o campeão são-marinense de futebol.

Para além dos sete campeonatos nacionais conquistados, o Tre Fiori também conseguiu conquistar seis Copa Titano, ou seja, a Taça de São Marino e três troféus da Federação (uma competição que junta os finalistas do playoff do campeonato nacional e da Taça de São Marino).

Nunca passou uma ronda europeia, mas detém o recorde de golos numa eliminatória da UEFA

O Tre Fiori participou por duas ocasiões nas competições europeias, curiosamente, nas duas últimas edições da Liga dos Campeões. Em 2009/10, numa 1ª pré-eliminatória diante da também frágil equipa andorrana do Sant Júlia, acabou eliminado no desempate por grandes penalidades após dois empates a uma bola.

Na temporada que agora findou, disputou a mesma ronda, mas o adversário era bem mais forte, pois tratava-se da equipa montenegrina do Rudar Pljevlja. Nessa eliminatória, o Tre Fiori não teve qualquer hipóteses, perdendo ambas as partidas (0-3 e 1-4).

Ainda assim, apesar dos fracos resultados, o Tre Fiori é a equipa de São Marino que mais golos marcou numa prova europeia, ou seja, três tentos.

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Thiago tem sido uma revelação do Feirense

O Feirense não lidera a Liga Orangina por acaso, demonstrando ter um colectivo muito forte e algumas individualidades que, de facto, fazem a diferença. Um excelente exemplo de qualidade e talento é o médio-centro brasileiro: Thiago.

Nascido a 13 de Abril de 1987, em Vitória, Brasil, Thiago Schmidel de Freitas chegou esta época ao Feirense após ter passado a época transacta em dois modestos clubes alemães, o Lokomotiv Stendal e o Haldensleber.

Apesar de ser um jogador totalmente desconhecido, tem surpreendido tudo e todos no meio-campo da equipa de Santa Maria da Feira, tendo assegurado a titularidade a jogar à frente de outro grande talento do miolo feirense: Siaka Bamba.

Nesta temporada, Thiago já efectuou 25 jogos (4 golos) pela equipa do Feirense, sendo uma das peças mais importantes da equipa nortenha na excelente campanha que o clube de Santa Maria da Feira tem feito no segundo escalão do futebol luso.

Puro “Box to Box”

Thiago é um jogador que tanto pode actuar na posição “seis” como a “box to box” ou inclusivamente a “dez”, todavia, a posição onde penso que explana melhor as suas qualidades, é como “oito” num 4x3x3 (ou seja, com um trinco atrás e um “dez” à frente) ou como elemento mais livre de um duplo-pivot central num 4x2x3x1 (um pouco como fazia Duscher no Sporting fosse com Vidigal ou Delfim).

Os principais talentos do brasileiro são o bom poder físico (tanto ao nível do pulmão como da capacidade de choque), o que lhe permite ser muito forte nas transições defesa-ataque e ataque-defesa, boa capacidade técnica, excelente jogo aéreo e qualidade na marcação de bolas paradas. Assim sendo, trata-se de um jogador muito importante na luta do meio-campo e relevante tanto na forma como bloqueia os ataques contrários como na forma como lança os próprios ataques do Feirense.

Neste momento, com 24 anos acabados de fazer, trata-se claramente de um jogador com talento para chegar ao primeiro escalão, seja ao serviço deste Feirense ou, inclusivamente, num clube com outros pergaminhos.

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Mario Mutsch é um jogador raçudo

No Metz da Ligue II (segundo escalão do futebol francês) actua um trinco/lateral-direito luxemburguês de grande raça e inteligência posicional: Mario Mutsch.

Apesar de ter nascido a 3 de Setembro de 1984 em St. Vith, Bélgica, o médio defensivo optou pela nacionalidade luxemburguesa pelo facto do seu pai ter nascido naquele país. Apesar disso, a sua carreira nunca passou pelo Luxemburgo, dado que Mario Mutsch iniciou-se no futebol juvenil em modestas equipas belgas como o RFC St. Vith e o Olympique Recht, tendo depois actuado profissionalmente noutros dois clubes da Bélgica: entre 2002 e 2005 no modestíssimo Spa, onde efectuou 78 jogos (12 golos); e em 2005/06 no não menos modesto Union La Calamine, onde realizou 27 jogos.

Passagem pela Alemanha e Suíça, antes de chegar ao Metz

Em 2006/2007, Mario Mutsch abandonou o futebol belga e transferiu-se para o Alemannia Achen, onde, ainda assim, apenas conseguiu actuar pela equipa secundária. Assim sendo, na temporada seguinte, o internacional luxemburguês mudou de clube e de país, transferindo-se para a Suíça e para o Aarau, onde, em duas épocas, efectuou 56 jogos (3 golos).

As boas exibições ao serviço do clube da primeira divisão helvética valeram-lhe, em 2009/10, nova mudança de campeonato, tendo Mario Mutsch se transferido para a Ligue II e para o Metz. No histórico clube francês, agora no escalão secundário, o internacional luxemburguês assumiu-se como um dos principais elementos do Metz, somando 57 jogos (1 golo) e já tendo assegurado uma transferência para o FC Sion para a temporada 2011/12.

A trinco ou lateral revela sempre as mesmas qualidades

Mario Mutsch é um internacional luxemburguês (33 jogos, 1 golo) que não se destaca por ser um portento de técnica, mas por revelar uma enorme raça e generosidade na forma como se exibe dentro das quatro linhas.

Rápido e com um excelente sentido posicional, é um jogador de perfil defensivo, funcionando na perfeição na posição “seis”. Polivalente, também pode ser deslocado para o lado direito da defesa, onde se revela um atleta extremamente competente como lateral, garantindo grande segurança defensiva.

Neste momento, com 26 anos, é um elemento que ainda daria muito jeito a um clube de perfil médio/médio-baixo do principal escalão do futebol português.

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Lasogga festeja mais um golo pelo Hertha

No segundo escalão do futebol germânico, que é como quem diz, na 2ª Bundesliga, actua um atacante alemão que promete ser um dos grandes pontas de lança europeus: Pierre-Michel Lasogga.

Nascido a 15 de Dezembro de 1991 em Gladbeck, Pierre-Michel Lasogga iniciou o seu percurso desportivo no Wattenscheid, tendo passado posteriormente pelo Wolfsburgo, antes de, em 2009/10, ter chegado ao Bayer Leverkusen, onde marcou 25 golos em 25 jogos no campeonato alemão de sub-19.

Na parte final dessa temporada, Lasogga ainda teve tempo para actuar cinco vezes pelo Bayer Leverkusen II (espécie de equipa B), ainda que não tenha somado qualquer golo.

No defeso da actual temporada, o internacional sub-21 alemão acabou por se transferir para o Hertha de Berlim, equipa que havia descido ao segundo escalão do futebol germânico. Depois de um início titubeante, o possante ponta de lança assumiu-se como titular e já soma dez golos em 21 jogos, assumindo-se como uma das principais figuras do actual líder da 2ª Bundesliga

Avançado possante e muito forte fisicamente

Pierre Michel-Lasogga é um ponta de lança que mede 1,89 metros e pesa 88 kg, sendo fácil de perceber que é muito resistente ao choque e difícil de marcar no confronto físico e jogo aéreo. Posicionando-se muito bem na área, sabe procurar os melhores locais onde possa estar no sítio certo para facturar, sendo competente em termos de remate e um letal cabeceador.

Apesar da altura, não é um jogador lento, ainda que seja algo fraco em termos técnicos (algo que ainda vai a tempo de corrigir), sendo um jogador ideal para um 4x3x3 com muitos cruzamentos para a área, ou para funcionar como elemento mais fixo e posicional num ataque que conte com um elemento mais móvel e tecnicamente evoluído.

Apesar dos seus pontos fracos, o internacional sub-21 é, aos 19 anos, uma grande promessa do futebol alemão, sendo interessante que o descubram num jogo do Hertha de Berlim ou, quiçá, da selecção sub-21 alemã.

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Ricardo Sousa nos tempos do Boavista

Pode ter acabado de fazer 32 anos, mas ainda acredito que podia ser um número dez de primeira divisão e não andar a actuar no segundo escalão do futebol nacional na Oliveirense. Falo de Ricardo Sousa, filho de António Sousa e antigo jogador de clubes como o FC Porto, Boavista e Hannover.

Nascido a 11 de Janeiro de 1979 em São João da Madeira, Ricardo André de Pinho Sousa iniciou-se na Sanjoanenense, passando depois para as camadas jovens do FC Porto e estreando-se na primeira divisão ao serviço do Beira-Mar em 1998/99. Apesar de apenas ter feito a segunda metade da temporada, contabilizou 14 jogos (5 golos) e, mesmo não tendo evitado a descida dos aveirenses, foi peça fundamental na conquista da Taça de Portugal, pois marcou o golo decisivo com que o Beira-Mar venceu o Campomaiorense (1-0) na final do Jamor.

Empréstimos sucessivos até fazer grandes épocas em Aveiro e no Bessa

Apesar de estar ligado contratualmente ao FC Porto, Ricardo Sousa foi, nas temporadas seguintes, sendo sucessivamente emprestado a clubes como o Santa Clara, Beira-Mar (um regresso) e Belenenses, tendo-se destacando principalmente nos aurinegros, onde, em 2000/01, fez 11 golos em 27 jogos.

No Verão de 2002, terminou o seu vínculo aos dragões, seguindo para um clube que foi sempre o seu porto de abrigo (Beira-Mar) e onde fez grande época, marcando 11 golos em 33 jogos.

Essas grandes exibições valeram-lhe o salto para o Boavista, onde, em 2003/04, fez nova grande temporada, marcando 14 golos em 32 jogos e destacando-se como um dos grandes jogadores da liga portuguesa. No final da época, o eco do seu talento havia chegado à Bundesliga e o médio-ofensivo transferiu-se para o Hannover.

Perdeu gás com a emigração

A partir do momento em que emigrou para a Alemanha, o “dez” começou a perder gás, não se destacando nem no Hannover, nem em clubes como o de Graafschap (Holanda), Kickers Offenbach (Alemanha), Omónia (Chipre) e Drava Ptuj (Eslovénia).

Pelo meio, esteve novamente em Portugal na temporada 2006/07, mas, nessa temporada, ao serviço do Boavista, não esteve particularmente brilhante, fazendo dezoito jogos (três golos) em todas as competições que disputou pelos axadrezados.

Renasceu esta temporada na Oliveirense

Após a última má experiência internacional (na Eslovénia ao serviço do Drava Ptuj), Ricardo Sousa regressou ao futebol português para vestir a camisola da Oliveirense, clube onde se tem revelado como uma das principais figuras.

Médio-ofensivo de boa técnica, evoluída visão de jogo e letal nas bolas paradas, Ricardo Sousa já fez 15 jogos (2 golos) pelos nortenhos e é um dos principais responsáveis pelo primeiro lugar da equipa de Oliveira de Azeméis.

Aos 32 anos, acredito que ainda podia ser bastante útil a um clube médio ou médio-baixo da Liga Zon Sagres. Veremos se alguma dessas equipas arrisca contratar um jogador cerebral e de grande talento individual.

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Mifsud é um avançado talentoso

Está sem clube aquele que é, provavelmente, o jogador mais credenciado de sempre do futebol maltês e que jogou em clubes como o Kaiserslautern e o Coventry City: Michael Mifsud.

Nascido a 17 de Abril de 1981 em Pietà, cresceu futebolísticamente nas escolas do Sliema Wanderers, estreando-se na equipa principal desse clube maltês na temporada 1997/98. Após essa temporada de adaptação, tornou-se, rapidamente, na principal estrela do Sliema e, até 2001, fez 80 jogos e 60 golos pelo histórico clube de Malta.

Após ter estado perto do Manchester City, Mifsud acabou por, em 2001, transferir-se para o Kaiserslautern, que estava muito impressionado com as qualidades do ponta de lança. Ainda assim, durante três anos e meio, Michael Mifsud passou mais tempo na equipa B dos alemães do que na principal, terminando a sua estadia no Kaiserslautern com apenas dois golos marcados (21 jogos).

Posteriormente, regressou por meia época ao Sliema (12 jogos, 8 golos), antes de voltar a emigrar, desta feita para a Noruega e para o Lillestrom. Nos nórdicos, permaneceu duas temporadas (2005 e 2006), marcando 17 golos em 48 jogos e provando toda a sua qualidade de avançado móvel e com boa capacidade finalizadora.

Com o final do seu contrato com o Lillestrom, Mifsud, em Janeiro de 2007, transferiu-se para o Coventry City, onde, durante cerca de dois anos, foi quase sempre titular e um jogador importantíssimo, fazendo 16 golos em 86 jogos pelo clube inglês.

Contudo, a partir de 2009, o internacional maltês passou a ter dificuldades em arranjar um clube consentâneo com a sua qualidade e, ao longo deste tempo, apenas actuou durante poucos meses, primeiro nos ingleses do Barnsley (15 jogos, 2 golos) e, mais recentemente, no Valetta (7 jogos, 7 golos) do seu país natal.

Rápido, tecnicista, muito móvel e ideal para jogar ao lado de um avançado mais fixo num 4-4-2, é, também, um jogador que remata muito bem à baliza e que, por isso, marca muitos golos. Com a experiência de ter 29 anos, 76 internacionalizações (25 golos) por Malta e de ter passado por vários e diferentes campeonatos europeus, é um jogador a ter em conta por equipas da classe média em Portugal.

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